PLENÁRIO

17 dez. 2024 11:16 às 20:05

Sobre o Evento

Sessão plenária com diversos deputados, troca de presidentes e várias votações.

#422
Transcrição automática

Presidente, deputados e deputadas, esta emenda de autoria minha do deputado Lindberg, mas é também discutida na bancada do Partido dos Trabalhadores, e agora com destaque feito pelo PSOL. Eu venho aqui fazer a defesa. Na verdade, nós temos 1 emenda constitucional de número 109. Essa emenda constitucional, ela determina que até o ano de 2029, a gente estabeleçam máximo de 2 por 100 do PIB para renúncia fiscal. Então ela dá limite constitucional. Esse projeto visa, através de 1 lei complementar, regulamentar essa determinação da Constituição Federal. Isso porque hoje, presidente, a renúncia fiscal está chegando a 4.8 por 100 do PIB, o tanto é excessivo. É óbvio que benefícios fiscais têm, às vezes, papel estratégico, são setores específicos, a ideia é essa. Mas muitos carecem de comprovação e da eficácia e da proporcionalidade em relação ao custo gerado. O que tem acontecido é que há exageros, portanto, no sentido da renúncia fiscal. E esse valor chega hoje a 564000000000 ao ano. Se nós considerarmos 10 anos, houve 1 renúncia fiscal no Brasil de trilhão e 250000000000 de reais. Então, há excesso de renúncia fiscal. O que nós vamos tratar aqui é como fazer que 2 por 100 do PIB seja como manda a constituição, respeitado, presidente. Então o que que diz esta emenda que nós aqui pedimos o apoio? Que em primeiro lugar o governo enviará ao Congresso Nacional no primeiro ano, ou seja, em 2025, junto com a lei de diretriz orçamentária, corte de 10 por 100 a serviço pelo governo. Como fazer este corte? E depois, a cada ano, paulatinamente, até se chegar a 2 por 100. Isso significa que em 2026, nós teremos economia, nos recursos de hoje de 54000000000, o que ajuda na questão do déficit fiscal, porque há 1 arrecadação a mais, e a partir de 2029, isso chegaria a 316000000000 ao ano, a partir de 2029, portanto também fazendo com que a gente tenha 1 complementação desta vontade de equilíbrio fiscal através de 1 maior arrecadação. Então é mais do que justo essa proposta, ela vai incidir exatamente nos setores que ganham mais hoje, nos setores empresariais maiores do Brasil. Ou seja, vamos taxar o.

17 de dez, 22:42