PLENÁRIO
Sobre o Evento
Sessão da Câmara com vários deputados falando, troca de mesa e diversas votações sob a presidência de Arthur Lira.
Deputado
Obrigado presidente. Senhoras e senhores, eu venho aqui dizer o seguinte, eu tenho tenho votado contra a reforma tributária. Muitos me perguntam por quê. Porque a ideia principal da reforma não é fazer com que as pessoas EAE as pessoas e as empresas paguem menos impostos. Simplesmente é para simplificar esse processo. Diante disso, eu utilizo essa tribuna para trazer à luz a verdade nua e crua sobre esse pacote fiscal. Vamos aos fatos. Limitação do crescimento do salário mínimo. O governo propõe limitar os reajuste do salário mínimo, sacrificando o poder de compra dos trabalhadores que sustentam a nossa economia. Ataque ao BPC que acabou deputada Jandira acabou de falar. As mudanças propostas dificultam o acesso de idosos e pessoas com deficiência ao benefício, atacando aqueles que mais precisam do amparo do Estado. É golpe cruel contra os brasileiros mais vulneráveis. Pente fino nos benefícios sociais, a exigência de biometria e renovação do CAD único cria barreiras que podem excluir beneficiários legítimos. Tratase de 1 burocracia desumana, enquanto grandes devedores e privilégios fiscais continuam sem ser enfrentados. Cortes na educação e no Proagro. O desvio de 20 por 100 dos recursos do Fundeb para o ensino integral e os limites ao Proag são decisões que compromete o futuro de nossas crianças e afetam diretamente os pequenos agricultores, que garantem a a segurança alimentar do país. Prorrogação da desvinculação das receitas da União. Essa medida retira recursos de áreas fundamentais, como saúde e educação para alimentar o déficit fiscal. Restrição ao abono salarial, reduz o alcance do abono é retirar alívio financeiro dos trabalhadores de baixa renda. Isso não é ajuste fiscal, é 1 sensibilidade social. Então nós não podemos permitir que esse pacote fiscal transforme o Brasil em país ainda mais desigual. É nós devemos lutar para proteger os direitos dos trabalhadores, dos idosos, das pessoas com deficiência. Não podemos ser coniventes com medidas que sacrificam os mais pobres e comprometem o futuro das nossas próximas gerações. Se não agirmos agora estamos deixando que a conta desse desmonte sobrecaia sobre aqueles que menos têm. Encerro aqui fazendo apelo aos meus colegas parlamentares que é o momento de corrigir esses abusos do pacote fiscal. Solicito que esse pronunciamento seja divulgado em todos os meios de comunicação dessa casa, especialmente na voz do Brasil. Muito obrigado presidente.




