PLENÁRIO
Sobre o Evento
Sessão da Câmara com vários deputados falando, troca de mesa e diversas votações sob a presidência de Arthur Lira.
Deputado
Boa tarde a todos. Presidente, é muito importante a votação que ocorrerá daqui a pouco do projeto 46 14 de 2024. E é inevitável senhora presidente, que a gente aborde 2 pontos. Primeiro, as alterações nas regras de concessão do BPC. É inadmissível que a gente busque ajuste fiscal ameaçando direitos fundamentais de idosos e de pessoas com deficiência. Isso é fato. A gente tem que tirar de outro canto, e não dos mais necessitados. Está a proposta de suspensão automática do benefício, de alteração do cálculo da renda familiar, exigência de laudos médicos quando o SUS tem 1 fila enorme, isso não é admissível. Por outro lado, aqueles que criticam isso também, são os mesmos parlamentares aqui, que votaram contra a taxação das grandes fortunas. Se a gente não vai tirar do mais necessitado, tem que tirar de quem tem grana. Então a gente deve buscar é retirando privilégios do Executivo e do Legislativo. A gente tem que eliminar os altos salários, a gente tem que diminuir as emendas parlamentares, e dar mais transparência para a execução delas. A gente tem que taxar as grandes fortunas, e a gente tem que atacar o lucro do banco e do sistema financeiro. É engraçado ver monte de deputado aqui defendendo agora, pobre defendendo o BPC, mas votaram contra a taxação das grandes fortunas, defendem o sistema bancário. Ou seja, ou é hipocrisia ou é mau caratismo. Vamos tirar de quem tem mais, vamos cortar as emendas parlamentares também, vamos diminuir o lucro dos bancos. Cadê que ninguém se manifesta nesse sentido? Pra eu manter benefício de pobre, eu tenho que tirar de quem tem mais. E na hora h, esses deputados defenderam os ricos e aqueles que têm grandes fortunas. Outro ponto senhora presidente, que a gente tem que abordar aqui, é a tentativa de mudar o cálculo do fundo constitucional do DF. Eu fui eleito pra representar os interesses do Distrito Federal, e a gente não vai admitir a mudança de cálculo. Isso compromete a segurança da capital, compromete a saúde, compromete a educação e compromete outros serviços públicos da nossa capital. Se quer fazer ajuste fiscal, tem que tirar desse povo que defende os ricos e que tem grandes fortunas, tem que diminuir as emendas parlamentares, tem que exigir transparência na execução delas. É assim que se faz ajuste fiscal, tirando de rico e não da população mais necessitada. Obrigada presidente.




