PLENÁRIO
Sobre o Evento
Sessão da Câmara com vários deputados falando, troca de mesa e diversas votações sob a presidência de Arthur Lira.
Deputada
Senhor presidente, na última sessão do congresso nacional, vejo de maneira preocupante a aprovação desse projeto, tendo em vista que, nós estamos discutindo a COP no Brasil, mas no entanto, a aceleração da transição energética precisa ser tratada de maneira responsável. Nós falamos de descarbonização da frota, mas nós precisamos discutir a descarbonização das mente. Nós falamos de transição energética, temos que falar de transição econômica, de transição humanitária e transição política. Porque se o clima está mudando, a transição energética pra ser justa não pode seguir hoje. Vocês sabia que lá em Rondônia, está discutindo o projeto de hidrelétrica, que vai atingir 9 terras indígenas, e que inclusive vai atingir povos indígena isolado. Nós temos o caso, quem não conhece o caso de Itaipu, que alagou 40 aldeias indígena do povo Ava Guarani. E nunca pagou, e o povo Guarani, há 15 dias atrás, por lutar pelo direito à água, foi violentado, bombardeado pelas forças policiais da mesma Itaipu que inundou o território do povo Guarani Caiuá, do povo Hava Guarani. Nunca se pagou e nós sabemos, que a vista como esse projeto sustentável se apresenta, tem o grande orgulho de ser mestre em desenvolvimento sustentável pela Universidade de Brasília, onde fiz vários laudos e tenho acompanhado. Faço parte de 1 rede de parlamentar de 800 parlamentares do mundo inteiro, por futuro livre de combustíveis fósseis. É preciso ter coragem pra falar de transtorno energética, na Foz da Amazônia existe 400 territórios indígena, já com 200 blocos de petróleo, pra ser explodido, explodido também na exploração de petróleo e do acesso a gás. Queremos falar de transição energética? É preciso que o ano que vem, esse mesmo país, que vai sediar a COP, que queremos falar de 1 transição energética que não nos mate. Por isso, a partir das discussões desse parlamento brasileiro, que acho muito importante, hoje no Brasil, existe 517000 nascentes que estão nos territórios indígenas. Saiu 1 pesquisa semana passada pela Universidade de Santa Catarina, que 80 por 100 da chuva na Amazônia é responsável por abastecer ao agronegócio brasileiro em 57, e que se esse território for bombardeado pela usina de hidrelétrica, o prejuízo pra economia brasileira vai ser de 30, 338000000000. Por isso lutamos por 1 economia que não mata. Presidente, 1 economia inteligente é 1 economia de transição, 1 economia inteligente é 1 economia que não mata, 1 economia inteligente é 1 economia que não esteja acima da vida, Não há privatização de hidrelétrica, não há privatização do acesso à água.




