COMISSÃO DA AMAZÔNIA E DOS POVOS ORIGINÁRIOS E TRADICIONAIS
Sobre o Evento
A sessão instalou a Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais, dando início aos trâmites formais para a eleição de sua presidência.
Deputada
A venda número regimental declara aberta a presente reunião da Comissão da Amazônia, Povos Originários e Tradicionais para a instalação dos trabalhos e eleição da presidência deste órgão colegiado para a quarta sessão legislativa para a presente legislatura. Informo aos pares dessa comissão, na forma do ato da mesa 1123, é composta por 18 deputados titulares com igual número de suplentes. Declaro, então, instalada a Comissão da Amazônia, Povos Originários e Tradicionais. O processo eleitoral ocorrerá exclusivamente pelo sistema eletrônico de votação. Todas as senhoras e senhores deputados, membros da comissão, deverão votar, utilizando exclusivamente o telefone celular, mesmo que eventualmente sejam presentes no plenário. Será exigida a maioria absoluta de votantes para a eleição em primeiro escrutínio e a maioria simples em segundo escrutínio. 7º do Regimento Interno. Antes de darmos início à presente votação, essa presidência informa que recebeu a indicação em face do acordo firmado entre as lideranças partidárias e considera registrada a seguinte candidatura que será submetida a votos... dos membros dessa comissão. Deputada Juliana Cardoso, do PT de São Paulo. Sendo assim, no aplicativo constarão as seguintes opções de voto. Para o cargo de presidenta Juliana Cardoso. ou 2, opção em branco. Mas votaremos todos e todas na excelentíssima deputada,
Deputada
Boa tarde a todos e todas. Boa tarde, querida deputada Dandara, que preside essa nossa comissão. Quero agradecer muito esses anos todos que eu tive aqui. Desde o início que eu chego aqui nessa casa, essa comissão foi a que eu escolhi pra estar junto. E a partir disso, desde a nossa deputada Célia, que abre o... os trabalhos como presidenta, porque essa comissão não existia antes. Ela foi existir numa luta legislativa que vem do pedido do movimento social, popular, das comunidades, mas também dos deputados que dialogaram com o presidente Bolsonaro. naquele período. Então, eu acho que a gente tem uma possibilidade de avançar de um encontro com os territórios, de ter uma escuta qualitativa, buscar a nossa equipe técnica, que é uma equipe que é da própria comissão, que ela também se organize para poder assumir essas demandas que vêm do diálogo dessas entidades. organizações, movimentos sociais, o Estado. Eu sempre costumo dizer que as pessoas que chegam aqui em Brasília, não é fácil. Não é fácil sair do seu Estado, da sua casa, para poder chegar aqui, para poder fazer algum tipo de denúncia, ou sugerir projetos de lei, ou pensar na relação de orçamento, ou pensar que a gente pode fazer uma composição também de políticas públicas com outras comissões. que são dessa comissão, titulares e suplentes, me dessem essa oportunidade nesse ano fundamental para nós, para que eu consiga presidir essa comissão da Amazônia, dos povos originários e tradicionais. Eu sou uma mulher afro-indígena, minha mãe é uma mulher negra, meu pai é indígena terena, de Mato Grosso do Sul, ele já, infelizmente, falecido, eu perdi meu pai com 5 anos de idade, então, até 5 anos eu acompanhava o dia a dia da vida da nossa comunidade terena, eu perdi os contatos dos meus parentes por motivos de briga familiares com a minha mãe. Mas, quando eu chego como vereadora da cidade de São Paulo, não só o povo terena, porque a gente tem muitos indígenas não aldeados, indígenas urbanos, que saem, que são expulsos dos seus territórios para poder pensar de como sobreviver. Porque na sua terra, infelizmente, não conseguiu avançar na relação ao trabalho. E dentro do meu trabalho como vereadora, eu sempre tive presente na vida da comunidade indígena, dos povos, em especial os guaranis, que têm aldeias perto, ali na capital de São Paulo. Mas eu fui aprendendo também a dialogar no nosso estado, no meu estado de São Paulo, com outras etnias. para deputados e deputadas, eu estou preparada para poder ocupar esses espaços e caso os deputados e deputadas me derem essa oportunidade. Obrigada.
Deputada
Muito obrigada deputada Juliana Cardoso. Passa agora a palavra ao deputado Chico.
Deputado
Obrigado, Presidenta Dandara, nos seus últimos... minutos de gestão, elogiando o seu trabalho, Eu sempre fui... participante dessa comissão, da Amazônia, dos povos... originários e tradicionais, com muita honra, uma comissão nova e muito importante. Vi aqui audiências públicas muito comoventes, muito alentadoras, com gente do Brasil profundo, do Brasil raiz. E já antecipo e... publicizo Além dos elogios à sua presidência, Dandara. o meu voto para A deputada Juliana... Terena... Vozes da África. vinda de São Paulo do Campo, de Piratininga. Essa comissão é muito... inteligente e muito reveladora de um Brasil que, em geral, Os poderes oficiais esquecem, marginalizam, negam. os povos indígenas são de maneira organizada, os que tenham visto mais lutando inclusive aqui em Brasília, pelos seus direitos, talvez por viver uma opressão, secular Mas... Todos esses que constituem o Brasil... vão estar aqui defendidos nessa comissão. talvez seja a mais brasileira das comissões. permanentes aqui da Câmara dos Deputados. estarei participando. Estou discutindo lá com o meu partido e a Federação Pessoal Rede, se nos for dada a oportunidade de uma... vice-liderança, queremos ajudar, servir. sob a direção da nossa presidenta que será eleita daqui a pouco Juliana. Vamos em frente a um feliz 2026 de muitas conquistas, lutas. E que as dores inevitáveis não atrapalhem as nossas. alegrias. Obrigado. Obrigado.
Deputada
Obrigada, deputado Chico. Eu peço... que os deputados registrem o seu voto no InfoLeg, aqueles assessores e assessoras que estão aí nos ajudarem a acionar os parlamentares para que eles possam votar agora na eleição. a nossa assessoria também ajudar ligando nos gabinetes Nós conseguimos o colo e agora precisamos avançar na votação. Bem, enquanto a gente avança também aqui nas votações, eu quero dizer da alegria que tive ao longo desse ano de também presidir essa comissão. tão importante, uma comissão que liderou debates centrais, na COP, Nós sediamos no Brasil a Conferência do Clima e a nossa comissão foi protagonista de várias discussões e atividades. Construções com governo, com a sociedade civil organizada, amplificando vozes de todos os biomas. Foi muito importante levar para a Copa da Amazônia o protagonismo do Cerrado, da Caatinga, do Pantanal, e fazer também os povos e comunidades tradicionais serem ouvidos num espaço tão importante como o de uma conferência climática. Nós queremos ainda mais, sem dúvida nenhuma, queremos acordos mais palpáveis, queremos transição energética justa com desenvolvimento social, sem deixar ninguém para trás. Que essas políticas encaminhadas nas NDCs possam, de fato, se materializar na vida da periferia e de quem realmente mais precisa. foi marcado pela COP30, nós não podemos esquecer. Seguimos aqui, então, na nossa votação. Obrigada. Oh, benção. Então, declaro encerrada a presente votação. Vamos ao resultado. Deputada Juliana Carvalho.
Deputada
Eita! nova presidenta da Comissão da Amazônia, povos originários, tradicionais, Uma mulher da luta, indígena, que me inspira e orgulha demais. Parabéns, deputada Juliana Cardoso. Antes de passar a falar para a senhora, eu queria aqui fazer também... uma breve avaliação desse um ano em que estive nessa comissão. O que é isso? Um rio não deixa de ser rio quando ele conflui com outro rio. ele continua em sua essência Essa é a grande grandeza da confluência. Mulheres são como o Rio. Elas crescem quando se juntam. Eu queria cumprimentar meus colegas parlamentares, mas em especial, as servidoras mulheres aqui dessa comissão. Agradecer pela dedicação ao longo desse ano de trabalho. Queria agradecer as mulheres que vieram antes de mim e presidiram essa comissão, deputada Célia Chacriabá, Deputada de Vanda... e também saudar A próxima mulher que vai também presidir essa comissão, dizer do orgulho que eu tenho da sua atuação. Ao encerrar esse ciclo, na presidência da Comissão da Amazônia, Povos Originários e Tradicionais, nós não estamos entregando apenas relatórios ou estatísticas. Entrego parte de mim e reafirmo um pacto com o tempo, com os meus ancestrais, com as florestas, com aqueles que vieram antes de nós e trilharam trilhas muito importantes. Aprendi aqui que a política, quando é verdadeira, não é apenas uma linha reta que avança atropelando o que ficou para trás. A política que defendemos é circular. Ela honra quem veio antes, para garantir que os que virão depois tenham terra, água, ar e dignidade. Muitas vezes o mundo lá fora Olha para a Amazônia e para os nossos povos originários com a ganância de quem quer apenas extrair. Querem o fruto, mas ignoram a árvore. Querem o peixe, mas sufocam o rio. Querem a riqueza do solo, mas desprezam a vida que o torna sagrado. Mas nós escolhemos nessa comissão outro caminho. Escolhemos a convicção de que a floresta não é um obstáculo para o progresso. Ela é o próprio fôlego de um Brasil justo, soberano e... e sustentável. Foram meses de escuta profunda, Aqui, as vozes que o silêncio histórico tentou apagar tornaram-se o centro do debate. Indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas não foram apenas convidados. Foram mestres do saber e do conhecimento, que nos ensinaram que não existe democracia se a terra for ferida, que não há justiça ambiental se o povo for excluído. Deixamos um legado de conquistas concretas. Avançamos com o projeto 43-47, o nosso grande grande Penegate. O Penegate... que é a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas, de autoria da nossa grande deputada Joênia Uapixana, que tramitava há quatro anos aqui nessa casa e foi aprovado em junho de 2025. Também, de autoria do deputado Ajoelino Apichana, nós conseguimos aprovar o projeto 9605 de 1998, para estabelecer causas de aumento de pena em crimes ambientais cometidos em terras indígenas, relatado... por mim e aprovado em agosto de 2025. De autoria do deputado Eric Cocay, nós aprovamos o projeto 7774, que dispõe da inviolabilidade do domicílio da população cigana. Aprovado em agosto de 2025. Outro projeto importante aprovado por essa comissão foi o projeto 118, de autoria do deputado Túlio Gadelha, que institui a política nacional de repatriação de artefatos dos povos originários e tradicionais. artefatos históricos Roubados. dos povos originários deste país, que estão simplesmente enquanto adornos de muitos museus mundo afora, que nós queremos que sejam repatriados a essa pátria e a esses povos. Essa comissão, Também aprovou mais de 40 requerimentos. A grande maioria teve como finalidade audiências públicas e seminários, voltados a dar protagonismo. aos povos e comunidades tradicionais. O nosso legado... Apresenta mais de 20 reuniões deliberativas, mais de 70 proposições apreciadas, demonstrando o compromisso desse colegiado com a sua agenda legislativa. Nada disso ter esse do possível sem o trabalho coletivo, mais uma vez, registro aqui o meu agradecimento aos servidores dessa casa. digo que nossa atuação foi marcada pela coragem de enfrentar temas complexos pela firmeza na defesa dos povos e na responsabilidade em construir um parlamento que realmente Ouve... constrói e atua junto do povo e da sociedade civil. Minha alegria hoje transborda em passar esse bastão para Juliana Cardoso, uma deputada que é filha da luta. E saiba, deputada, que você não chega sozinha. Você traz os territórios, os rituais, a luta ancestral nessa sua missão de vida. Eu espero ser parceira da sua gestão como você foi da minha. Estarei aqui ao seu lado para reafirmar o compromisso com mais mulheres nesse espaço de poder. Saio com a alma lavada e com a certeza de que nada se perde. No mundo da confluência, o fim é apenas o horizonte que se renova. Como dizia Nego Bispo, Início... Meio. início. As sementes que se lançam juntas não morrem, elas apenas ganham força para brotar. Seguimos firmes, pois entendemos que a vida não se divide em pedaços e que esse não é o encerramento da luta. Tudo está conectado, da brisa ao vento, do calor, do calor, do calor, do calor. Ao fogo, da terra à vida. Nós honramos aqueles que vieram antes de nós. Muito obrigada e que a floresta sempre nos guie. Viva essa comissão. Deputada Juliana, tome o assento enquanto presidenta das Repovos. Obrigado. Aplausos.
Deputada
Olá, boa tarde a todos e todas, né? Começando com as pessoas que estão aqui presentes, que acompanham essa comissão. Sempre. Quero agradecer muito aos servidores dessa casa... que... sabem o caminho, principalmente quando a gente fala de regimento, né? Porque regimento é tudo para a gente poder avançar dentro de uma comissão. Quero saudar a todos os deputados e deputadas, né? Companheiros e companheiras que fizeram o voto e deram o seu voto para que eu pudesse tomar assento a essa cadeira. Eu tenho total consciência de que assumir essa presidência e essa da Comissão de Amazônia, de povos originários e tradicionais, antes de tudo, é um ato coletivo. Aliás, o Legislativo, ele é um ato coletivo. As pessoas votam para que nós possamos estar aqui. E também, a partir das comissões, os deputados também votam para que a gente possa estar aqui. Nada disso se constrói sozinho. A política não se constrói sozinha, ela é coletiva. Esse lugar, essa comissão principalmente, ela é fruto de um projeto político, de uma luta histórica dos povos originários, dos ribeirinhos, das comunidades tradicionais. E que por muito tempo foram invisibilizados, que por muito tempo não se conseguia colocar uma comissão específica sobre esse tema. A gente está... ainda num retrocesso, onde esses povos não conseguem estar no centro da política. Aqui é o início, a gente não chegou no centro... Nós estamos caminhando para chegar no centro, mas é um início de que a gente possa ter voz e ter vez. Essa comissão, eu tenho clareza que ela também é fruto de uma luta popular nos territórios. Ela é uma luta de um campo político que acredita na democracia, que acredita na diversidade e que tem essa força coletiva para a gente chegar até aqui. Ocupo essa presidência com uma responsabilidade muito grande, e eu tenho clareza disso. A primeira dela, na minha opinião, é a gente conseguir, em tempo rápido, dar coro nessa comissão, para a gente poder avançar na luta e nos projetos. Vamos precisar fazer um pacto com os nossos deputados e deputadas. É uma responsabilidade que tem um peso simbólico num espaço que é político. Eu venho da periferia de Sapopimba. É uma região da zona leste da cidade de São Paulo. Eu sou afroindígena, como falei para vocês. Eu tenho uma mãe negra que... periférica, que lutou muito para construir o partido que eu estou, que é o Partido dos Trabalhadores e Trabalhadoras, mas que ajudou a construir a democracia. Eu tenho um pai indígena, falecido, terena, de Mato Grosso do Sul. Um pai que saiu de Mato Grosso do Sul para poder conseguir ter um estudo melhor e conseguir ter um trabalho melhor, ter esse trabalho lá em Mato Grosso do Sul e foi em São Paulo que conseguiu passar no concurso público e ser enfermeiro. Enfermeiro, inclusive, de UTI neonatal. um dos lugares que ele trabalhava no Hospital do Tatuapé e era um dos enfermeiros mais requisitados para conseguir pegar para poder ajudar as crianças recém-nascidas naquele hospital. Aliás, com... crianças prematuras que precisava ter um cuidado especial. Mas meu pai, infelizmente, foi assassinado. Foi assassinado porque era um homem que também não se calava e que enfrentava muitas vezes o sistema. A gente sabe que em um período tinha muita cassação de pessoas que colocavam as suas ideias e lutavam pelos direitos, principalmente dos servidores. Portanto, essa responsabilidade de estar aqui e sendo eleita pelo povo do estado de São Paulo e presidir nessa casa, nessa Câmara Federal, nesse símbolo que por mais que a gente tenha o povo brasileiro... hoje, pensando que é um Congresso inimigo do povo e com uma certa razão, mas a gente ainda tem pessoas que estão do lado certo da história, que estão num campo político que quer pensar, sim, que a democracia e os direitos podem ser conquistados através do voto. E eu faço parte desse campo. Eu tenho muito orgulho de falar sobre isso. É uma casa que enfrenta projetos importantes da vida da população brasileira e que muitas vezes não enxerga a crise climática e ambiental que a gente vive nos nossos territórios e não enxerga os direitos dos povos originários e tradicionais. É uma pena que se enxergassem com clareza sobre as nossas ancestralidades, talvez a gente não estaria passando por tanto sufoco como a gente passa hoje nos desastres ambientais. Mas isso tudo diz muito sobre o Brasil. O Brasil que estamos tentando construir e o Brasil que a gente precisa enfrentar e construir. Toda vez que eu sentar aqui nessa cadeira para presidir essa comissão, eu quero e preciso que o povo indígena se sinta representado, que os ribeirinhos, quilombolas, os caboclos e todos os povos se sintam representados. mas, acima de tudo, o povo da periferia, no qual eu venho, também se sintam representados, porque nós também precisamos pautar o racismo ambiental que acontece nas periferias de todo o nosso Brasil. É urgente que essa comissão também abra espaço para aprofundar esse debate. A gente já falou muito esse ano sobre isso, mas aprofundar é também pensar nas articulações de outras comissões pensando na relação orçamentária. Eu quero honrar a luta dos meus ancestrais, trabalhar para que o futuro dos povos originários seja vitórias, que tenha vida plena, sem medo de ser feliz, sem medo de perder os seus territórios, sem medo de que a gente consiga dialogar. por dialogar com o campo da nossa sociedade... na mesma linha, que quem sabe a gente consiga pensar que as classes sociais possam, enfim, dialogar sem ninguém querer matar ninguém. E, principalmente, que a gente pense que não queremos mais sangues derramados, como tem acontecido nos últimos anos. Essa comissão seja um espaço real de avanço nas políticas de combate ao desmatamento, ao garimpo ilegal, a todas as formas de violência contra os territórios, contra as pessoas e contra as mulheres. Para que as próximas gerações tenham rios vivos, floresta em pé, e água limpa para beber e ar puro para respirar. Que os nossos quilombolas consigam se enxergar de fato dentro dessa sociedade. Que os nossos ribeirinhos tenham de fato a entender que a política pública é possível. Que as pessoas que pensam nessa comissão enxerguem a cada um que está no território. Porque eu sempre falo que chegar em Brasília é muito difícil. temos o dever e somos pagos pelo Estado, somos pagos por essas pessoas para poder ser servidores públicos. Eu fui eleita, mas eu sou servidora pública. porque eu sou paga pelo povo. Então, a gente tem que fazer valer a dor das pessoas que estão no território dentro desse espaço. Quem sabe a gente consiga entender... e sentir a essa Amazônia pulsante para defender esse desmatamento avançado. Mas sabemos que esse pensamento de desmatamento existe e avança, inclusive, dentro dessa casa, impulsionando setores que se deslutar pela família, pela pátria e pela vida. Só que essa luta deles não é a nossa. Porque a gente quer que o Brasil avance. E essas pessoas querem desmontar o Brasil e destruir as políticas de proteção ambiental. Foi assim no PL da devastação, foi assim no PL do marco temporal, foi assim entre outros projetos de lei que avançam contra o nosso povo. E foi aprovado, e isso já se usou para a ameaça dos territórios, dos povos e o futuro do nosso país. É justamente por isso que essa comissão precisa ser um instrumento de resistência, um instrumento de enfrentamento para as políticas que não defendem a vida humana. Real. Vivemos um momento de avanços importantes no Brasil. Temos hoje o Ministério dos Povos Indígenas, o Ministério do Meio Ambiente, o Ministério da Igualdade Racial, a FUNAI e SESAI. São instâncias institucionais reconhecidas pelos povos indígenas. E... Os povos estão de fato... na linha de frente, pela primeira vez na história, a partir do nosso presidente Lula. Mas seguimos enfrentando desafios centrais. Seguimos com uma disputa do orçamento, sobretudo a necessidade de aprofundar nesse parlamento uma sociedade brasileira. O entendimento sobre o Brasil que queremos ser. E eu faço uma pergunta para os senhores e senhoras, deputados e deputadas e público que nos assiste aqui na TV Câmara. Nós queremos um Brasil que continue explorando seus territórios e exterminando seus povos? Ou nós queremos um Brasil que reconheça sua diversidade, sua ancestralidade e sua responsabilidade histórica com quem sempre protegeu essa terra. É sobre isso. Também precisamos afirmar com muita clareza que o desenvolvimento não pode significar destruição. E aí E, portanto... Senhoras e senhores, vossas excelências, senhoras e senhores que nos acompanham, nós temos um Brasil com todas as condições de apostar em energia limpa, numa floresta em pé, num manejo sustentável e uma economia que gere renda, que gere trabalho, que gere desenvolvimento, mas sem desmatamento. É possível. É muito possível isso. Sabemos a importância da economia do país. A gente aqui não briga com... não estamos querendo brigar com aqueles que acham que nós não sabemos falar sobre economia. Nós sabemos falar sobre economia. A gente não quer brigar, a gente só quer que se entenda que é preciso que o Brasil esteja a serviço do equilíbrio ambiental, da justiça social e não a devastação. Nós passamos por aqui, como as presidentas dizem, como Célia Chacriabá, a primeira presidenta dessa comissão, que abriu os caminhos com o seu cocá, com o seu povo, com a sua ancestralidade, trouxe a força da mulher indígena e afirmou a importância de estarmos nesses espaços para tomadas de decisões importantes. Todo o meu carinho e meu respeito à Célia. Saúdo também a nossa deputada Dilvanda, uma mulher ribeirinha, que trouxe a experiência e sua atuação intensa contribuindo de uma forma significativa para o fortalecimento da pauta. E saúdo com muita admiração. E eu vou tentar não me emocionar. A companheira Dandara. Ela é uma mulher negra, jovem, forte. Eu acho que essa comissão, a gente trabalhou muito para poder tentar uma ajudar a outra, como eu estava de vice. E ela... Segurou minha mão. Ela me ajudou, me ensinou, fez... Conversou e atuou de uma forma tão... acolhedora que eu só tenho a agradecer, agradecer a minha querida companheira Dandara. Não quero falar com ela como deputada, mas quero falar com ela como companheira. E... Ela fez essa comissão uma atuação com muita dificuldade, não por conta dela, mas por conta do coro. Mas a gente vai seguir juntas para poder fazer essa comissão ser de fato uma comissão ativa, intensa e propositiva. Sim. Agradeço, Dandara. Agradeço desde a primeira ligação de... Aos 20 dias, 15 dias atrás de dizer. Queria muito que você... assumisse a presidência. Vamos trabalhar juntas dentro do nosso partido para que isso aconteça. E aconteceu. Gratidão. E aí Quero que... nesse... longo E... em terço ano, que é um ano eleitoral, que a gente possa ter a colaboração dos nossos servidores. Vai ser extremamente importante a gente estar atuando... com uma forma... ativa para poder puxar esses nossos deputados, encantá-los com as nossas pautas. E isso só vai ser possível se a gente trabalhar juntas. Quero conhecê-las, a cada um de vocês, para que a gente possa achar uma estratégia uma estratégia que caiba todo mundo, mas que a gente consiga fazer uma comissão intensa. Foram aprovados aqui mais de 70 projetos de lei, foram mais de 40 requerimentos pensados em audiências, aprovados projetos, como o de Célia, que enfrenta a tese ruralista do marco temporal, que proíbe a sua exposição e reconhece o marco do genocídio indígena e um projeto que agora foi para a CCJ. Outro projeto importante que eu coloquei aqui foi o Dia Nacional da Saúde Indígena, porque, infelizmente, ainda não é visível a falta de política na saúde indígena. também foi relatada pela Carol Dantora, um projeto que reafirma o compromisso de políticas públicas voltadas à igualdade racial nos territórios. Além de ter avançado um projeto de lei de Joênia Pichana, que formalmente regulamenta as provisões dos agentes indígenas e os agentes indígenas de saneamento. E agora aguarda a votação na próxima da Câmara, antes de seguir para o Senado. como já foi falado aqui, o Projeto Nacional de Artefatos dos Povos Indígenas. Foram muitos projetos importantes. Seguimos na defesa agora do projeto da Érica Cocay, que prioriza a tramitação de projetos judiciais relacionados à demarcação de terras indígenas e quilombolas, porque sem território não há direito, não há cultura e não há vida. Enfim Muitos projetos passaram dos deputados e deputadas, mas muitos irão por vir. E foram projetos que foram pensados pelo povo. À frente dessa comissão, o nosso compromisso será o diálogo, gente. Eu preciso da ajuda das pessoas. É o diálogo que constrói a democracia. É uma escutativa. É uma presença nos territórios com defesa da vida e dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, da Amazônia e de todos os biomas ameaçados. Presidir essa comissão é uma honra, mas, sobretudo, é uma tarefa política. e é uma tarefa da minha ancestralidade. Eu tenho uma condição ancestral de estar aqui. E eu acredito muito nisso. Portanto, que os nossos encantados, que todos aqueles que vieram antes de nós, possam também adentrar dentro desse plenário para a gente avançar em políticas públicas para o nosso povo. Tarefa de enfrentar interesses dos poderosos, denunciar violações, disputar orçamento, construir consensos, mas tensionar sempre quando for necessário. Eu tenho uma voz fininha Na hora que aperta meu calo, O negócio, vida... Fica difícil. Portanto, eu não tenho medo, porque estar aqui é também buscar a força das mulheres indígenas. Agradeço a confiança de todos e todas e bora para a luta, porque defender os povos originários, tradicionais e a Amazônia é defender o Brasil. Obrigada. Bom, vamos lá. Não havendo mais nada que queiram falar ou queiram, Não, não, não. 1, 2, 3, ok. Então, encerro a presente reunião e informo que a próxima reunião deliberativa será convocada e informada em breve aos membros com a pauta ser divulgada oportunamente. Está encerrada a reunião. Obrigada. Foi! Vamos lá? Vamos!


