COMISSÃO ESPECIAL SOBRE PREVENÇÃO E COMBATE AO CÂNCER, AVC E DOENÇAS DO CORAÇÃO

24 fev. 2026 14:43 às 16:38

Sobre o Evento

O evento destacou a importância da nutrição especializada e de ações preventivas itinerantes para reduzir a mortalidade por câncer e doenças crônicas.

Status
Concluído
ID: 74889Total: 29 discursos
#1
Transcrição por IA

Boa tarde a todos e a todas. Declaro aberta a 29ª reunião extraordinária da Comissão Especial destinada a acompanhar as ações de prevenção e combate ao câncer. E a OABC e as doenças do coração. Encontra-se à disposição na página da comissão na internet a ata da 28ª reunião realizada no dia 13 de agosto de 2025. Fica dispensada a sua leitura nos termos do parágrafo único do artigo 5º do Ato da Mesa 123 de 2020, não havendo quem queira retificá-la, em votação a ata. Os deputados e deputadas, que a prova permaneça como se encontram. Aprovada. Informo que o resumo do expediente recebido encontra-se à disposição na página da comissão na internet. a ordem do dia Está dividido em três partes, audiência... Duas partes, audiência pública e deliberação de requerimentos. Passamos a parte deliberativa dessa reunião. A manifestação na plataforma de videoconferência será permitida somente a parlamentares amparadas pelo ato da mesa número 45 de 2023. O tema hoje, o debate é sobre a implementação da prevenção e o controle ao câncer após a regulamentação. do Ministério da Saúde. O debate é sobre a implementação da política nacional de prevenção e controle ao câncer, após a regulamentação do Ministério da Saúde. Esclarece que essa audiência pública cumpre decisão do colegiado, em atendimento ao requerimento 10 de 2024, de minha autoria. A reunião está sendo transmitida pela página da Câmara no YouTube. Para melhor andamento dos trabalhos, clareço que adotaremos os seguintes procedimentos. O tempo concedido aos convidados será de até 10 minutos. Cada deputado inscrito pelo aplicativo terá 3 minutos para interpelações. E está conosco de forma presencial e convido para a mesa a doutora Viviane Rezende de Oliveira, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, Muito obrigado, doutora. Viviane, fique à vontade. informe que participaram por videoconferência... Senhora Nathalie... Minóia, coordenadora geral de estratégias inovadoras e colaborativas de atenção ao câncer do Ministério da Saúde. Clarissa Valdor. Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. Jorge Vaz Pinto Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celerar. Celular. E? Primeiro, agradecer a presença de todos, de forma muito especial, agradecer que é a presença do Fórum Nacional das Carreiras e Instituições de Ciência e Tecnologia, inclusive o Inca faz parte, nós viemos acompanhando já há algum tempo o trabalho do Inca, e o Inca é referência para o Brasil no enfrentamento ao câncer. já há muito, muito tempo, né, um... um local para a formação dos médicos em relação à cirurgia robótica. É uma luta nossa antiga para ter cirurgia robótica para câncer de próstata, que é uma cirurgia menos invasiva, uma cirurgia muito importante. E o Inca está com o robô da Vinci, né? Inclusive os médicos do Brasil todo podem fazer a imersão de seis meses, um ano, para poder se formar. E age agora, com essa nova resolução, os pacientes oncológicos... vão ter direito a cirurgia robótica pelo SUS, né? É uma grande vitória e a gente tem um respeito muito grande pelo INC, agora tem que renovar, tem que ter o concurso público. Não tem mais condição, já há muito tempo, está muito defasado, é uma necessidade o concurso público. Então, eu queria me colocar aqui à disposição do Fórum Nacional das Carreiras em Instituição de Ciência e Tecnologia. Eu sei que os problemas são vários. inclusive com vocês, é a questão do orçamento. Isso realmente é muito sério, porque às vezes tem corte, aí desestabiliza, desorganiza tudo. E outra questão também, ter uma política de governo. É uma política que passe... os mandatos e que a gente tenha uma política de Estado que passe o mandato e tenha uma continuidade para o futuro. Não pode interromper, a gente não pode brincar com a ciência e a tecnologia. Eu estava conversando aqui, inclusive, com a Rita e com a Jaqueline, de BH, de Minas Gerais, em relação aos fármacos que têm a necessidade, falta recursos. Então, eu queria me colocar à disposição para ouvir as demandas de vocês. corretíssima. A gente tem que realmente garantir uma política de Estado. Não pode terminar no governo. Tem que ter continuidade e, para isso, não pode ter cortes no orçamento, que não tem condição de ter aí uma previsão. E a gente sabe tanto que a ciência e tecnologia é importante para o desenvolvimento de uma nação. Então, fica aqui meu respeito. Parabenizar o Fórum Nacional, todas as entidades, e dizer para o Inca, porque pode contar apoio para que tenha aí o concurso público, que realmente é uma necessidade e todas as oportunidades que eu tiver, inclusive com o ministro da Saúde, pode ter certeza, com o ministro da Educação, também, e os demais responsáveis na área do planejamento do governo, nós vamos cobrar, porque a gente realmente tem que valorizar os nossos servidores de forma muito especial, o nosso reconhecimento em relação ao trabalho que o Inca faz para o Brasil. Então, muito obrigado pela presença de vocês e, no momento oportuno, vamos fazer uma audiência pública específica. queria dizer que a gente está num momento histórico, um momento único. Muitos duvidavam que seria possível, porque no país... No Brasil é desse jeito. Primeiro você luta muito para aprovar uma lei. Depois é uma luta maior ainda para a lei sair do papel e aquilo virar realidade. Então nós começamos aqui há anos atrás, criamos a primeira política nacional de prevenção, de combate ao câncer do Brasil, que agora nós ampliamos o escopo, agora é a Comissão de Combate ao Câncer, ABC e Doenças do Coração, que são as doenças que mais matam. política nacional, né, de estruturada, né, de combate ao câncer e prevenção, com o ciclo completo, que vai dar prevenção, diagnóstico, tratamento, os cuidados paliativos, o acompanhamento psicológico, a navegação para o paciente não ser jogado para um lado, para o outro, e muitos duvidavam que seria possível, né, aprovar a política. Todo o nosso país é um grande marco. Hoje a gente está vendo aí as carretas de enfrentamento ao alcance em todo o país. Não tinha custeio agora com custeio do SUS. A gente sabe que mais de 75% da população brasileira depende do SUS. E as tantas portarias que foram publicadas para tirar a política nacional do papel. E tem várias outras portarias ainda que são necessárias. É um grande marco, é uma grande vitória e é um grande legado que essa comissão, todas as instituições, todas as entidades que participaram, vão deixar aí para o Brasil. Queria até convidar a Marlene Oliveira, do Instituto Lado a Lado. Sente aqui, Marlene. A Marlene teve um papel fundamental na política nacional de prevenção e controle de alquância, através do Instituto Lado a Lado pela Vida. Cumprimentar todas as associações, todas as entidades, o momento único, realmente, que nós estamos vivendo, que muitas vezes perguntam o que está acontecendo. implementada. Falta muito? Falta. Inclusive os dados do Inca, inclusive agora recente mostraram que o câncer continua matando, né? Uma das doenças que mais matam é o câncer, só o câncer de mama, em torno de 50 mulheres morrem por dia. sendo que são mortes que seriam evitáveis. se tivesse o que acesso à prevenção, ao diagnóstico precoce e o tratamento correto. 44 homens morrem por dias de câncer de próstata e a gente sabe que a vida realmente não tem preço. Então, assim, a gente fica muito feliz de ver que esse legado nós estamos deixando para o Brasil. Uma política nacional que está sendo implementada em todo o país. O câncer infantil juvenil, que mais mata crianças e jovens no nosso país, tem a política nacional também da oncologia pediátrica. em relação ao câncer, nós queremos fazer em relação ao AVC e as doenças cardiovasculares, que são essas três doenças que mais matam. O câncer, o AVC e as doenças cardiovasculares, nós queremos entregar para o país. E é muito importante garantir o que vocês colocaram aqui do Fórum Nacional, de ser realmente, é isso que nós estamos discutindo, é justamente uma... política de Estado, que nós vamos passar e essa política vai ficar e vai salvar e salvar tantas vidas. E essa política não pode estar desassociada dos servidores públicos que estão lá na ponta, que realmente fazem tudo acontecer. Então, a gente tem que valorizar os nossos servidores públicos, as nossas entidades, os nossos carcons, os nossos unacons, para que a população seja bem atendida. demais, mas queria agradecer a todos e já passo a palavra a Natale Minói, que é coordenadora geral de estratégias inovadoras e colaborativas de atenção ao câncer do Ministério da Saúde e te agradecer, Natale. Pode ficar... à vontade. Muito obrigado pela sua participação.

0:0010:35
24 de fev, 14:43
#2
Coordenadora da Coordenação-Geral de Estratégias Inovadoras e Colaborativas de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde - Coordenação-Geral de Estratégias Inovadoras e Colaborativas de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde Natali Minóia
Natali Minóia

Coordenadora da Coordenação-Geral de Estratégias Inovadoras e Colaborativas de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde - Coordenação-Geral de Estratégias Inovadoras e Colaborativas de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde

Transcrição por IA

Obrigada, deputado. Eu que agradeço o convite para o Ministério da Saúde compor essa mesa nessa audiência tão importante. Vocês me ouvem bem? Estou ouvindo perfeitamente. Ok. Eu vou colocar uma apresentação aqui então. Conseguem ver a apresentação? Ok? Ainda não? Tá ok. Tá aparecendo na apresentação? Tá sim, tá aparecendo na tela do computador. o farol Ok, peraí, só um momentinho. Não... Tchau. Agora tá? Sim, estratégias para o fortalecimento da rede de prevenção e controle do câncer. Perfeito. Bom, então eu vou contar um pouco para vocês as ações que o Ministério da Saúde tem desenvolvido a partir da publicação da política. Primeiro eu queria contar algumas mudanças que ocorreram dentro da estrutura organizacional do Ministério da Saúde, então foi criado um departamento de atenção ao câncer na Secretaria de Atenção Especializada, que é composto por três coordenações gerais que fazem o acompanhamento de toda a política. e a coordenação a qual eu represento aqui, que acompanha a rede de atenção oncológica em todo o país. O nosso desafio é consolidar a maior rede pública de prevenção, diagnóstico e controle do câncer no Sistema Único de Saúde, nos maiores sistemas públicos universais do mundo. E como bem colocou o deputado Wellington, uma série de portarias foram publicadas, trazendo essa regulamentação, organização da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer na rede de atenção à saúde em todo o território nacional. o cuidado oncológico estava dentro da rede de atenção às pessoas com doenças crônicas, então em 2024, em fevereiro, nós publicamos a rede que traz quais são os requisitos específicos para o cuidado oncológico no sistema único de saúde. tratamento, né, e toda a sequência aí para a confirmação diagnóstica e todo o tratamento em tempo oportuno. Um desafio que nós temos hoje é que os pacientes com diagnóstico de câncer cheguem ainda no início, né, da doença, nos primeiros estágios de evolução da doença, para que os tratamentos, né, sejam mais efetivos e a gente possa ampliar sobrevida e reduzir a mortalidade desses pacientes e essa portaria de navegação do cuidado, todo o cuidado em rede seja monitorado e os tempos sejam otimizados. Para além disso, foi publicado em 2025 também, uma normatização sobre assistência farmacológica no Sistema Único de Saúde, ampliando o rol de medicamentos oncológicos financiados pelo sistema e também mecanismos para que se possa garantir o acesso a medicamentos de conta e a medicamentos mais estratégicos, garantindo aí uma compra centralizada e uma compra mais custo-efetiva, garantindo maior acesso a todos os usuários do sistema único de saúde. Ainda em 2025, também foi publicada por uma portaria com novos regramentos para o acesso à radioterapia, para ampliação do acesso à radioterapia no SUS, e essa... Portaria, então, ela definiu novas fontes de financiamento para ampliação da capacidade instalada dos serviços hoje habilitados para a realização de radioterapia no SUS, para a otimização dos equipamentos aceleradores lineares presentes nesses serviços habilitados. E aí Aqui trazendo um pouco do detalhamento dessa última portaria da radioterapia, para além dessa ampliação do financiamento, garantindo incentivos adicionais por performance aos equipamentos sanitários, os equipamentos aceleradores lineares já existentes, também é pensado, o Ministério da Saúde financia via Pronom, Persus e diversos convênios, e equipamentos de aceleradores lineares para que a gente tenha, então, novos serviços habilitados. Então, são duas frentes de atuação, uma que visa otimizar a capacidade instalada do parque radioterápico já instalado, e outra que prevê essa ampliação. Para além disso, a portaria de radioterapia prevê recursos para garantia de transporte sanitário dos usuários para a realização da radioterapia em outro município, às vezes em outra região de saúde, e alojamento desses pacientes. Também está em andamento a aquisição de kits de diagnóstico para câncer de cabeça e pescoço. Foram realizadas em novembro e dezembro do ano passado oficinas com todos os unacons e os cacons do país para realizar uma escuta qualificada desses profissionais que compõem os cacons sobre as suas necessidades, colocadas por esses profissionais e gestores que hoje na ponta implementam a política, Tchau. e foram adquiridos kits de diagnóstico para câncer de mama, e o Ministério da Saúde publicou o manual de diagnóstico de alta suspeição de câncer, que é um manual que é direcionado à atenção primária, para que os profissionais da atenção primária tenham maior capacidade de identificar sinais suspeitos de câncer, e o encaminhamento para a rede de atenção especializada ocorra no tempo oportuno, possibilitando esse diagnóstico precoce. Uma incorporação também que foi feita no Sistema Único de Saúde Brasileiro é a incorporação tecnológica dos testes moleculares para detecção de HPV, é uma nova metodologia de rastreamento do câncer do colo do útero, que garante que as mulheres, especialmente aquelas mulheres que possuem, oncogênico, sejam acompanhadas, sejam identificadas e sejam rapidamente também caminhadas para redes de atenção, para realização de colposcopia e, se for necessário, biópsia, e sejam também seguidas de uma forma mais próxima pelas equipes de saúde da família, visando identificar sinais precoces e lesões precursoras do câncer do colo do útero. Para mamografia, se ampliou o acesso, a faixa etária da mamografia foi reduzida, se ampliou o acesso, o diagnóstico para mulheres de 40 a 49 anos. Também foram elaborados protocolos clínicos de diretrizes terapêuticas de câncer de mama, que introduziram, que trazem a incorporação de novos medicamentos para o tratamento do câncer de mama. passar um pouco mais rápido que eu tenho dez minutinhos, né, tem sido discutido no Ministério da Saúde via a nova portaria da assistência farmacológica, né, oncológica, tem sido discutido, então, mecanismos de imposto, de compra inteligente com hierarquização e liberação gradual né e com compra centralizada a partir de mecanismos de pré-autorização da APAC visando então esse maior controle e uso racional dos medicamentos oncológicos para que a gente possa garantir né acesso universal para aqueles usuários que de estão dentro dos critérios conforme os protocolos clínicos de diretrizes terapêuticas. Como bem disse, citou o deputado Wellington, as carretas de saúde da mulher também estão presentes em todo o território nacional, visando ampliar o acesso à colposcopia, mamografia, biópsia e nove ofertas de cuidado integrado, que são ofertas que visam essa integração de cuidados no que se refere ao diagnóstico. tenho especialistas. Essas ofertas de cuidado integrado, elas visam garantir também a conclusão diagnóstica em tempo oportuno, também visando, como eu coloquei, garantir o diagnóstico o mais rápido possível para que o acesso ao tratamento também se inicie o mais rápido possível. Hoje nós temos 28 carretas em 22 estados, e a perspectiva é que esse número de carretas seja ampliado significativamente agora no ano de 2026, junto, numa parceria do Ministério da Saúde com a Agência Nacional do SUS. Essas são as unidades móveis de saúde da mulher, as carretas e por onde, aqui é um exemplo de por onde elas circularam em todo o território nacional. E outra iniciativa do Ministério da Saúde se refere ao componente de créditos financeiros, então hospitais com ou sem fins lucrativos, com ou sem dívida com a União, podem aderir a esse componente dos créditos financeiros ao prestar serviços. Então, ao prestar serviços para o SUS, os hospitais acumulam créditos junto ao governo e esses créditos geram emissão de certificados de valores de créditos financeiros com a União e pagar tributos futuros. É uma forma também do Ministério da Saúde, nessa parceria com o setor de hospitais com ou sem fins lucrativos, ampliar a capacidade instalada do SUS para garantir diagnóstico e acesso ao tratamento em tempo oportuno. As 39 ofertas de cuidados integrados, incluindo as 9 ofertas relacionadas à oncologia, os créditos financeiros junto à União, e também a redução das filas para a cirurgia está contemplada nessa iniciativa. Também foi realizado um censo de toda a rede de oncologia do país, então, além da escuta que foi feita em oficinas em novembro e dezembro do ano passado com os serviços, também foi realizado, foi em para esses serviços, para que eles possam também ajudar o Ministério da Saúde a fazer um diagnóstico sobre dimensionamento da equipe, identificação de carências em relação a equipamentos e toda a capacidade instalada desses serviços. realizado uma parceria do Ministério da Saúde via PROAD com o AC Camargo para ampliar o acesso à patologia. A patologia é fundamental para que o diagnóstico e o tratamento em oncologia seja realizado de uma forma assertiva, mas nós temos diversos gargalos em relação ao acesso à patologia no país, e esse projeto junto ao AC Camargo visa reduzir esses gargalos nacional. Também foi realizado junto ao Programa Aceleração do Crescimento, a ampliação do acesso a exames e estadiamento, com aquisição de equipamentos de ressonância magnética e tomografia computadorizada. Em linhas gerais era isso, me coloco à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas e responder a perguntas da comissão e da plateia. Obrigada.

0:0013:22
24 de fev, 14:53
#3
Transcrição por IA

Natália, nós é que agradecemos, muito obrigado pela sua participação. A gente fica muito alegre de ver que as coisas realmente estão acontecendo, mas aproveitar para te pedir aqui a portaria da nutrição especializada. Essa portaria é uma portaria muito importante. vários pontos que é A Natale... apresentou e as portarias foram publicadas, foram frutos de muito debate dessa comissão para regulamentar a política nacional de enfrentamento ao câncer. E a nutrição especializada é muito importante. Estima-se que a cada um dólar investido em nutrição especializada, economiza 50 dólares. Estima-se que mais de 20% dos pacientes não morrem, às vezes, não é de câncer. Depois de passar por um processo difícil de cirurgia, de quimioterapia, de radioterapia, às vezes com a remissão, com a cura do câncer, muitos pacientes vêm ao óbito por falta de nutrição especializada. Então é muito importante a nutrição especializada e essa é uma portaria que nós estamos aguardando com muita ansiedade, que é uma portaria muito importante. e dizer que inclusive as nossas carretas estão circulando. várias cidades de Minas Gerais. Tem a carreta, nesse momento, na Praça Tubal-Vilela, que já atendeu milhares de mulheres. A carreta na cidade de Planura e a carreta na cidade de Serra dos Aimorés, que é em Minas Gerais, que fica em Serra dos Aimorés, fica divisa ali com a Bahia, com o Espírito Santo. Queria parabenizar o prefeito Vander Pinto, que fez um trabalho muito grande junto com todo o servidor da Secretaria de Saúde. o tipo de câncer que mais mata as nossas mulheres, vai fazer um trabalho de prevenção, vai fazer uma cobertura, espero que a cidade toda, Carreta, vai ficar os próximos dias, acho que são quase 15 dias que vai ficar em Serra dos Aymorés, fazendo os exames preventivos que são tão importantes. para salvar vidas. Então, eu queria agradecer todos os vereadores de Serra dos Aimorés e o prefeito Vander Pinto, secretário da Saúde. Eles dedicaram muito para que a população, de forma mais ampla possível, fosse acolhida pela carreta de prevenção. Passamos a palavra agora à Viviane Rezende de Oliveira, a doutora Viviane, que é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica. Muito obrigado pela sua presença. Obrigado.

0:002:49
24 de fev, 15:07
#4
Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica - SBCO - Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica - SBCO Viviane Rezende de Oliveira
Viviane Rezende de Oliveira

Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica - SBCO - Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica - SBCO

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Olá! Boa tarde a todos. É um prazer estar aqui mais uma vez. em nome da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e o meu presidente Paulo Henrique Fernandes. Está aqui mais uma vez. Entendo que esse é o momento que ele é único, porque mais uma vez nos reunimos para conversar sobre esse assunto. E aqui eu deixo nosso agradecimento enquanto sociedade ao deputado Wellington por toda essa luta que ele fez ao longo desses anos trabalhando em prol do paciente com câncer. No início, ele fez algumas citações que eu acho que vale a pena a gente relembrar aqui. Eu sou uma egresso do Inca, eu fiz cirurgia oncológica no Instituto Nacional de Câncer. cirurgia vidro-loparoscópica, que ainda estava sendo introduzida no país, é... Não vou falar minha idade aqui não, né? Mas já tem um pouquinho de tempo com relação a isso, mas a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, ela trabalhou ativamente em prol da implementação da cirurgia video-laparoscópica. que acho que ainda merece muito cuidado e a expansão da cirurgia videolaparoscópica no SUS. Isso é importante porque reduz... custos ao SUS, porque a recuperação do paciente é mais rápida, reduz dor, reduz complicações em relação à cirurgia, digamos, convencional, que é a cirurgia aberta, mas a gente trabalhou também muito em cima da cirurgia robótica e a gente entende... que a cirurgia para o câncer de próstata, de fato, essa é uma indicação que é absolutamente pertinente, porque você, além de todos os benefícios da cirurgia, o paciente vai ter menos complicações, incontinência urinária, impotência, e isso é extremamente importante nesse cenário. Mas a gente precisa levantar algumas situações aqui, que eu não posso deixar de falar, e nós vemos com bons olhos, a redução da idade para o rastreamento do câncer de mama, Isso é um benefício e nós que trabalhamos também na saúde suplementar e nossos consultórios privados, a gente já fazia isso habitualmente. Então, entendemos que isso é muito importante na redução desse tempo. DNA HPV também foi outra situação que é extremamente importante, porque o racional é, se o câncer de colo de útero, o principal agente causador é o vírus do HPV, como não identificar esse vírus nas mulheres e a partir daí fazer todo o tratamento. Aí vem uma série de outras demandas que vão ter que ser implementadas. Primeiro, os laboratórios para poderem dar esses diagnósticos. A gente sabe que a gente tem um país que é continental. Então, as distâncias que a gente percorre no Distrito Federal até chegar ao hospital universitário, onde eu trabalho aqui do lado, não é a mesma daquela pessoa que está no interior da Amazônia. que vai ter que se deslocar, inclusive, por via fluvial até chegar a um local mais próximo. A gente sabe que não é essa a realidade para todo mundo. Mas a gente vai ter que implementar centros de colposcopia e de cirurgias para essas pacientes, para que isso aconteça de uma forma imediata. A partir daí, a gente vai ter realmente impacto na redução do câncer de colo de útero, além de, fortalecer as campanhas de vacinação para a pro HPV. Isso precisa ser fortalecido cada vez mais num cenário em que ainda tem muita desinformação. Então, a gente precisa trabalhar muito com relação a isso. é Eu que também trabalho no SUS, a gente vê também com muito bons olhos, e aí eu estava comentando com o deputado Wellington aqui do lado, eu não falo em desafios, eu falo em oportunidades. Nós precisamos pegar as oportunidades do Ministério da Saúde estar trabalhando para ampliar... a assistência à população e a oferta de cuidados integrados é uma delas, porque quando a gente sabe que há, dentro do estado, no município, não há capacidade técnica, operacional, de ampliar os seus serviços, essa é uma oportunidade da gente conseguir entregar aos pacientes um diagnóstico de uma forma mais oportuna e rápida, a gente sabe que isso vai vir em etapas. Primeiro o diagnóstico, depois vão vir os tratamentos, a gente sabe que isso vai acontecer. Eu participei dessa oficina que a Nathalie falou, eu participei das duas aqui em Brasília. E ela é de extrema importância, porque nela a gente trabalhou muito com relação a... Os diagnósticos, que são os gistos patológicos, a gente sabe que um outro grande problema é a ampliação da rede de radioterapia no país. O paciente vai ter que se deslocar várias vezes na semana para poder fazer a radioterapia, às vezes durante três semanas, dependendo do tipo do tratamento, até quatro semanas. Isso custa. para dinheiro para um paciente que sabe que depende do SUS e muitas vezes ele utiliza o Bolsa Família como sustento para casa. Então, a gente tem que trabalhar de uma forma que seja muito mais ampla para poder dar cobertura de assistência a essa população de uma forma que ela seja mais adequada. E, nesse sentido, vem o fortalecimento dos CACONs e dos UNACONs. A gente... Não tem outra estratégia que seja com melhor resultado do que um paciente ser tratado com câncer dentro de uma unidade especializada. Não há como... É... entender que o que possa ser feito de uma forma diferente mas também é complicado a gente colocar um caconho na condentro no hospital que ele é geral que ele vai estar em concorrência, o paciente com câncer, vai estar em concorrência com outras patologias que a gente sabe que acontecem em um hospital. Ou hospitais grandes que tem um centro de trauma associado. Dentro dessa dinâmica toda, o fortalecimento e o senso que foi colocado aqui, ele é extremamente importante, porque a partir daí a gente vai poder entender como é que funciona a rede de uma forma mais adequada e conseguir ampliar e dar soluções para esses pacientes de uma forma mais adequada. A navegação é um grande sonho para quem trabalha em qualquer área dentro da saúde, mas para a oncologia ela é um grande sonho, até chegar ao seu tratamento de uma forma efetiva. E a gente está pensando aí em linha de cuidado. A linha de cuidado, ela começa com rastreamento, detecção precoce e termina com a finitude da vida. desses pacientes. Então, a linha de cuidado é muito longa e dentro desse percurso o paciente vai ir e voltar dentro dos serviços várias vezes. Quando você tem um sistema que que ele não é navegável, isso tudo... traz ou com dificuldade de navegação, isso traz impactos enormes ao cidadão. E por que eu estou falando isso? Porque o próprio Ministério da Saúde, o sistema de regulação em saúde do Ministério da Saúde, que é o CISREG, e agora tem o SOS Regulação, ele é um sistema que, embora seja extremamente robusto, ele é extremamente genérico também. E eu, que também trabalho no Complexo Regulador de Saúde, entendo que a navegação, E aí arcaica. E aí o Ministério da Saúde também vai ter que trabalhar para poder ampliar e melhorar as ferramentas de navegação, porque nós temos muitos municípios que utilizam... e estados que utilizam exclusivamente o sistema de regulação do SUS. Então, para que isso seja efetivo, nós temos agora uma nova oportunidade de melhorar o sistema de regulação do Ministério da Saúde, fazendo com que a navegação seja mais fácil e mais efetiva para os pacientes. O senhor citou sobre nutrição, isso é extremamente importante. A gente sabe que a imunomodulação e a nutrição pré-operatória é extremamente importante para o paciente oncológico na recuperação do pós-operatório. Eu estou falando num cenário de cirurgia. A colega da oncologia, ela vai comentar, a Clarissa, vai falar certamente do cenário do paciente oncológico que faz quimioterapia, também tem impacto. do paciente, melhor vai ser a chance de recuperação do paciente ao longo do seu tratamento. E por fim, para finalizar, nada disso. é suficiente se não tiver um financiamento. Nós sabemos que nós temos um país com inúmeras dificuldades, desafios. Aí eu vou falar a palavra desafio porque realmente ela entra nesse contexto. Desafios enormes de diversas áreas. Então, a gente está aqui numa plenária da área da saúde, mas a gente sabe que tem outras que é de segurança e assim vai. Tem muitas pautas que são trabalhadas aqui dentro. E o Brasil, ele tem... tem uma responsabilidade muito grande sobre aqueles impostos que nós pagamos e sobre a forma como elas são e devem ser aplicadas da melhor forma possível. E o financiamento do SUS para o SUS é uma dessas questões. E na oncologia não é diferente. Cada vez mais a gente entende que os tratamentos estão avançando, porque mais arcabouços tecnológicos vão entrando dentro do cenário da oncologia, principalmente na oncologia clínica, A implementação disso para dentro do sistema útil e saúde só pode ser factível se a gente tiver orçamento também. Então, agradeço por terem me ouvido nos últimos minutos e fico à disposição de vocês para qualquer questionamento.

0:009:40
24 de fev, 15:09
#5
Transcrição por IA

Queria agradecer a doutora Viviane Rezende Oliveira, que é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Tirurgia. Oncológica e agradecer aqui a presença também, está aqui presente o presidente da Câmara de Monte Carmelo, senhor João Nunes, e também o vereador PG da Patrola, muito obrigado pela presença de vocês. E passo a palavra agora à doutora Clarissa Não, não. Baldotto, que é presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. Doutora Clarice, pode ficar à vontade. Muito obrigado pela sua participação. Obrigado.

0:000:38
24 de fev, 15:19
#6
Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica - SBOC - Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica - SBOC Clarissa Baldotto
Clarissa Baldotto

Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica - SBOC - Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica - SBOC

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Boa tarde, boa tarde a todos. Eu queria agradecer à comissão especial, em especial a figura do deputado Elton Prado pelo convite para a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica participar. É... ouvir as apresentações prévias, já tivemos contatos prévios também, todos que estamos aqui. A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica é uma sociedade que congrega médicos oncologistas clínicos de todo o Brasil, nós somos os responsáveis por emitir o título de especialista. O nosso papel principal é, primeiro, produzir e disseminar evidência científica, nós produzimos anualmente diretrizes de tratamento que são seguidas por médicos oncologistas, tanto do sistema público como privado de saúde. Nós temos um papel importante de formação e educação continuada dos especialistas médicos e não médicos na área de oncologia também, que vão garantir esse acesso equitativo ao diagnóstico e ao tratamento oncológico. Eu queria até ressaltar que no último ano, queria até agradecer aqui pessoalmente ao Ministério da Saúde, porque nós tivemos a oportunidade de uma aproximação bem maior da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, especialmente dentro desse contexto da Política Nacional de Controle de Câncer. Eu queria lembrar, né, o Inca, eu também sou egressa do Inca, e o primeiro ponto que eu queria levantar é enfatizar a importância dessa produção de conhecimento que o Inca traz de números, porque não tem como a gente decidir nenhuma política pública sem ter números confiáveis, então eles apresentaram a estimativa de incidência de câncer para os próximos anos, o número de mortes de doença cardiovascular nos próximos anos. E lembrar que... é ligado ao envelhecimento, mas também ao estilo de vida, e que não é só uma questão biológica, fica bem claro que o controle do câncer, ele é também, tem uma questão social muito importante onde a gente pode atuar, eu não sei se os senhores tiveram a oportunidade de acompanhar, na última semana foi publicado um estudo internacional, mas que leva em consideração dados brasileiros também, mostrando que, quase metade das mortes por câncer, os diagnósticos, eles são evitáveis, ou seja, se nós tomarmos políticas públicas nesse momento, nos próximos anos nós conseguiríamos reduzir milhões de mortes por câncer, então eu acho que a publicação da lei, a regulamentação, que é o principal da lei, é muito oportuna. Se a gente levar em consideração os números brasileiros, os tumores mais comuns, de maior incidência no homem próstata, colo retal, pulmão, estômago, cavidade oral, e mulher mama, colo retal, colo do útero, que é algo que ainda nos deixa muito triste de ver essa estatística, pulmão e tireoide. Então, olhando, são tumores, os principais eles são tumores evitáveis ou tratáveis, se nós conseguimos fazer a prevenção e o diagnóstico precoce, principalmente. Então, nesse sentido, eu queria primeiro frisar dentro dessa regulamentação e da política de que... a gente consiga criar esse programa de diagnóstico precoce, criar não, de implementar de forma mais efetiva, o Ministério vem trabalhando, a Nathalie mostrou aí algumas medidas muito importantes que foram tomadas, que foram criadas nos últimos anos, Mas eu friso muito essa questão da vacinação do colo de útero, do HPV para diminuir, é um tumor que a gente pode de fato praticamente extinguir no futuro próximo, e junto com o preventivo, o HPV-DNA, acho que foi um passo muito importante também, esse é um tumor que eu diria que é um dos nossos focos principais em combater nos próximos anos. O combate ao tabagismo, que o Brasil é um país que teve um sucesso, Nós temos muito orgulho de falar fora do Brasil, nosso programa de controle de tabagismo, mas que precisa ser sempre relembrado. Infelizmente, a gente tem visto um crescimento de outras formas de tabagismo, principalmente nos jovens nos últimos anos. Estamos muito preocupados com isso. E em termos de exames de prevenção, o que eu frisaria também de muito importante é nós começarmos a pensar com um pouco mais de detalhes no câncer coloretal. O rastreamento do câncer coloretal, que deve ser feito com colonoscopia, ele é um rastreamento de certa forma um pouco mais complexo do que os dos outros tumores, mas nós temos visto uma incidência crescente, o INCA apontou esses dados de câncer coloretal em jovens e adultos jovens, o que nos preocupa muito. que precisa de modificações no estilo de vida, então a política de nutrição e alimentação, ela vem não só para tratar os pacientes, para cuidar dos pacientes que já tiveram tratamento de câncer ou são sobreviventes do câncer, mas também como forma de prevenção muito importante, haja vista esse aumento aí da incidência do câncer de coloretal, que o principal fator de risco é o estilo de vida e alimentação, então a gente tem que olhar para os dois lados sempre, da prevenção terciária, mas também da prevenção primária. Então nesse cenário eu acho que a gente está direcionado para os tumores no Brasil que são mais importantes, a gente precisa só enfatizar a melhoria dessas políticas de prevenção e controle e a SBOC está à disposição para poder contribuir. Do ponto de vista de tratamento, nós tivemos um avanço muito grande do nosso ponto de vista no último ano na conversa com o Ministério, nós desenvolvemos um índice. Nós todos sabemos que o custo da oncologia clínica, a oncologia clínica é a área da oncologia que... acompanha o paciente desde o início da jornada até o término da jornada, e nós somos os responsáveis por definir principalmente tratamentos... sistêmicos quimioterapia imunoterapia nos últimos 20 anos foi um avanço enorme no número de medicamentos e do resultado da eficácia desses medicamentos em tratar os pacientes mas com custo também exponencialmente mais alto e isso tem sido um desafio no mundo inteiro no Brasil vocês imaginem os senhores imaginem que esse impacto pode ser ainda maior Então nós desenvolvemos um índice de priorização, onde os nossos técnicos oncologistas, eles conseguem, por uma série de critérios, categorizar que medicamentos teriam impacto mais imediato, que precisariam ser mais rapidamente incorporados pelo SUS, e também na iniciativa privada, para poder auxiliar essa tomada de decisão. Muitas vezes escolhas têm que ser feitas, e por isso um índice de priorização, a gente vem... trabalhando junto com o Ministério da Saúde para fornecer essa ferramenta e poder apoiá-los nessas tomadas de decisões, participando de reuniões da Conitec, numa cadeira da MB que nós temos também, e essas decisões vão ser cada vez mais importantes, nós estamos à disposição também, e dentro da política eu acho que é uma discussão que precisa ser levada, ter um corpo técnico para tomada de decisão, no dia a dia, mas acesso, a gente precisa ter também estratégias inovadoras, formas diferentes, e eu acho que nós, como o Brasil, eu tenho ouvido isso em reuniões, inclusive, com sociedades fora do Brasil, que nós temos parcerias, nós temos uma capacidade, talvez um momento de criar soluções inovadoras que vão ajudar, inclusive, o resto do mundo, principalmente na América Latina, que é onde a gente vem trabalhando. políticas de incorporação de novos medicamentos. E por fim, para não me estender muito, eu queria também corroborar o que a Natalia e a doutora Viviane já falaram sobre a navegação. Nós temos um corpo também, um comitê técnico multidisciplinar dentro da SBOC, que vem trabalhando também em treinamentos de navegadores e políticas de navegação, porque como vocês mencionaram, a linha de cuidado no paciente com câncer é longa, tortuosa, não é simples, e ter um guia, todo o país, mas ter isso bem estruturado é algo que ajuda muito em curta tempo, diminui gastos ineficazes de recursos, e eu acho que essa parte da política é algo que deve ser muito trabalhado e talvez priorizado nesse primeiro momento, que muitas coisas nós já temos disponíveis, elas estão lá, a gente só precisa organizar o cuidado, o CISREG é um exemplo, que a doutora Viviane mencionou, e dentro do próprio tratamento. dizer que a SBOC está à disposição para contribuir, nós temos um corpo técnico de muitos oncologistas do Brasil com muita experiência e muito dispostos voluntariamente a contribuir para a melhoria do controle do câncer no país. Muito obrigada.

0:009:03
24 de fev, 15:20
#7
Transcrição por IA

Nós que agradecemos a doutora Clarice, que é presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia, clínica né ea prevenção é fundamental realmente é o que salva vidas Só para você ter uma ideia, doutora Clarice, em Serra dos Aimorés é a primeira vez que as mulheres estão fazendo mamografia. no município. A primeira vez na história. Isso nunca aconteceu. nunca aconteceu a primeira vez e qual que é a diferença? Porque acho que não pode colocar carretas de forma aleatória. Depois, se tiver o diagnóstico, aonde essa mulher, esse paciente, se for uma mulher, onde essa mulher vai tratar? O câncer tem que ter... toda uma linha de cuidados tem que ter acesso. E esse é o nosso objetivo. Em Minas Gerais nós criamos os primeiros centros de prevenção, que é o Hospital Dia, que tem a carreta, que faz a cobertura em torno de 700 mil habitantes, mas faz todo o acompanhamento. Se faz a mamografia esse ano... Né? Graças a Deus, não teve nada ok. Aí, daqui 3, 4, 5 anos, se tiver um diagnóstico positivo você descobriu o câncer no estágio inicial Você trata e cura, a mulher entra de manhã, sai à tarde. Agora, o grande problema que nós temos no país é o estagiamento avançado, estagiamento 3, 4. Infelizmente, é por isso que nós perdemos em torno de 50 mulheres por dia, mais de 20 mulheres. por ano perdem a vida para o câncer de mama. Então, o diagnóstico precoce, a navegação é fundamental, é muito importante. E a gente fica muito feliz de ver todas as sociedades, entidades, a Sociedade Brasileira de Oncologia, cirúrgica esboque enfim todas as entidades o instituto lado a lado pela vida realmente o inca participando é mobilizando né o ministério é da saúde que eu queria Nathalie, parabenizar o doutor Barretos pelo trabalho prestado para o país, na Política Nacional de Enfrentamento ao Câncer, o Barreto que era o coordenador, e queria dar boas-vindas à doutora Guacira Magalhães, que assumiu agora a coordenação. Então, eu peço para a Nathalie deixar aqui o abraço da Comissão de Combate ao Câncer, AVC e Doenças Cânceres, do coração, desejar realmente sucesso e colocar a comissão totalmente à disposição da doutora Guaciara Magalhães. E passamos... A palavra agora ao Dr. Jorge Vaz Pinto Neto, que é vice-presidente da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e Terapia Celular. Obrigado. uh

0:002:56
24 de fev, 15:29
#8
Vice-Presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular - ABHH - Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular - ABHH Jorge Vaz Pinto Neto
Jorge Vaz Pinto Neto

Vice-Presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular - ABHH - Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular - ABHH

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Boa tarde a todos. Para mim é uma honra estar aqui. Eu sou Jorge Vaz, como meu Querido... deputado Wellington Prado mencionou, atualmente ocupa a posição de vice-presidente da BHH, estou aqui representando a nossa associação de especialidade, em nome do doutor Eduardo Rego, nosso presidente. Eu queria cumprimentar a todos os componentes da comissão, componentes da mesa, em nome do presidente, deputado Wellington Prado, que tem sido... de fato uma âncora e um exemplo de todos nós nessa luta da melhoria do acesso a diagnóstico e tratamento dos pacientes com câncer, no mais amplo conceito dessa expressão. Queria agradecer muito as palavras que eu ouvi, aqueles que me antecederam, em especial a Natale que representa o Ministério da Saúde que como ficou muito claro é quanto já foi avançado né desde a publicação da lei e também das subsequentes portarias eu tenho aqui uma apresentação vou compartilhar minha tela Só um segundinho. Tchau. Espero que seja visível a todos. Bom, a BHH é uma associação da especialidade que representa a especialidade de hematologia, hemoterapia e terapia celular, Temos mais de 6 mil associados, entre médicos especialistas, mas também aqueles das diferentes áreas da saúde que trabalham de forma uníssona no conjunto das políticas e da assistência aos pacientes com doenças do sangue, em especial a enfermagem, a psicologia, odontologia, a farmácia e a biomedicina. em diversos cenários, aqui estão destacados alguns deles, filiada a MB, mas também é membro da Câmara Técnica do Ministério da Saúde para a Doença Falsiforme, do Sinazam, na Política Nacional do Câncer, membro da Câmara Técnica do Sistema Nacional de Transplantes, membro do COSINCA, tem participado ativamente de todas as reuniões desenvolvidas até aqui para a elaboração e aprimoramento, também atua como membro da Comissão de Assuntos Parlamentares, da ANB, da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, médica da MB e da consultora também da Anvisa. A BHH é calçada em cinco pilares de atuação, educação, ciência, carreira médica e qualidade. Aqui cabe o destaque ao nosso pilar social, que é o pilar dedicado a todas as programas e atuações. Vale. programas e projetos as ações de acesso e equidade. Em relação a acesso e políticas públicas, o trabalho da BHH tem sido feito em parceria com as associações de pacientes, como por exemplo, nas ações de advocacy, mas também o fortalecimento da educação continuada, com foco nos interesses do paciente, na atuação multidisciplinar de todas as áreas que, compõe a ABHH participa de câmaras técnicas e comissões governamentais e tem parcerias com organizações não governamentais, frentes parlamentares, indústria farmacêutica e principalmente com associações de pacientes, mas também sempre obviamente muito linkada a todos os consensos e evidências científicas que a gente reproduz nos nossos materiais, mas também influencia, especialmente contextualizando no cenário nacional. Em relação ao programa de acesso, uma das ações que a BHH desenvolveu foi o programa de essencialidade, ele pode ser acessível por esse QR Code, onde todos os nossos comitês técnicos, são comitês dedicados a patologias em especial ou grupos de patologias, como leucemias agudas, leucemia linfóide crônica, linfomas, mieloma múltiplo e outras gramapatias monoclonais, apenas para citar alguns deles. que não são da área oncológica, todos esses comitês trabalharam arduamente para elencar uma lista daquilo que seria considerado como essencial para que todo cidadão brasileiro, independente de qual sistema de financiamento da saúde ele participa, tivesse uma noção do que é primordial para que ele pudesse ter uma assistência adequada à sua saúde, diferente de vários exemplos que foram citados aqui pela Natália e pela doutora Clarice, não há prevenção possível em hematologia, ações de prevenção. A prevenção acaba acontecendo com os exames laboratoriais gerais, que inclui o hemograma, sem dúvida nenhuma, o exame mais pedido em todas as áreas médicas de forma geral. Então, a partir dali é que geralmente surgem as principais suspeitas, mas não há um programa de prevenção definido em estratégias governamentais. Então, no trabalho do acesso a medicamentos, a gente colocou aqui uma linha do tempo para mostrar como a partir de 2019 a BHH veio implementando ações e também se preparando institucionalmente, buscando informações e treinamentos adequados para que a gente pudesse aumentar o acesso dos pacientes às novas tecnologias que revolucionaram diversos aspectos do manejo das doenças oncológicas de forma geral, delas, a doutora Clarissa também já mencionou aqui, mas em hematologia os avanços foram dramaticamente importantes em doenças como mieloma múltiplo, leucemia linfóide crônica, leucemia mieloide crônica e também na leucemia mieloide aguda. E essas ações foram tomadas tanto na atuação junto à ANS, participando de submissões junto ao COSAúde, mas também e a gente considera mais importante ainda nas ações junto à Conitec. E alguns sucessos, a maior parte deles junto do sistema de saúde suplementar, mas uma parte também significativa de sucessos a gente conseguiu de aprovações de novas tecnologias, como vocês podem ver aí, junto à Conitec, desde então, nesses últimos seis anos de atuação da BHH. particularmente sobre a política nacional e prevenção e controle do câncer, a BHH tem participado de maneira fundamental desde o início da elaboração do Plano Nacional do PNCC, especialmente para garantir que as particularidades das doenças onotematológicas fossem ouvidas e lembradas e consequentemente também contempladas dentro desse planejamento. Com a entrada em vigor agora, em meados do para a estruturação, né? Belos exemplos de estruturação foram apresentados aqui pela Natália. E agora a BHH tem trabalhado no monitoramento da implementação dessa rede de prevenção e controle, onde a gente busca garantir que a descentralização do tratamento oncológico chegue aos hemocentros e centros de referência com financiamento adequado. diversas regiões do Brasil. O que eu queria trazer para essa reunião, o que a BHH queria trazer para essa reunião, seriam alguns pontos de atenção, né, já que é necessária a regulamentação efetiva do componente da assistência farmacêutica e oncologia, né, a AFIONCO, e isso tem um prazo máximo para ser estabelecido até 20 de abril deste ano, né, se nenhuma prorrogação for possível, né, e aí, nesse sentido, uma das questões que tem nos afligido, justamente pelo fato de que a BHH tem trabalhado na submissão para avaliação da Conitec de novas tecnologias para o manejo das doenças oncomatológicas no SUS, de como será definida a priorização das tecnologias pela Conitec. Essa nova portaria estabelece que as análises de inclusão de novos medicamentos oncológicos no SUS devem seguir uma ordem de concorda com ele plenamente. Mas se a gente reparar em tudo que foi anunciado pela doutora Natália aqui, representando o Ministério da Saúde, todas as ações extremamente importantes e relevantes, a gente sabe que as doenças oncológicas que mais afligem a população de forma geral, do ponto de vista epidemiológico, são o câncer de mama, o câncer do tubo digestivo, o câncer de próstata e o câncer de pulmão, prevalentes, elas são também igualmente importantes e acabam atingindo uma parte da população em idade jovem em alguns cenários, né? Então é importante que nós, enquanto associação, associação de especialidade, mas também as associações de pacientes que têm trabalhado nessa luta, entenda como será definido esse critério para que a gente não seja de alguma maneira esquecido, né? incidência das doenças na população, né? As doenças onco-hematológicas, como um todo, representam algo entre 10% e 15% dos cânceres, Essas doenças, as mais importantes estão o linfoma difuso de grandes células, o mieloma múltiplo, a leucemia linfóide crônica, cada uma delas isoladamente representando algo em torno de 1 a 1,5%. Então, nós teremos declarar mais uma vez que estamos disponíveis para participar do grupo de trabalho que o Ministério da Saúde criou nesse sentido. com apoio aqui da comissão, para que a BHH pudesse fazer parte desse grupo de trabalho e de alguma maneira melhor representar essa área da assistência oncológica. Do mesmo modo, o RENAME, que é o Registro Nacional de Medicamentos Essenciais, que agora deve incluir os medicamentos oncológicos já incorporados, a gente gostaria de propor aqui que a BHH pudesse e se dispor a trabalhar junto para que nessa lista de medicamentos oncológicos essenciais, de dermatologia que são bem particulares e bem diferentes daqueles da Oncologia Clínica Geral não ficassem fora de uma lista tão importante quanto essa. E uma outra questão seria a regulamentação de um novo modelo de APAC exclusiva. A Natália já fez menção a essas discussões das formas de financiamento diferentes que têm sido observadas pelo Ministério da Saúde para o melhor cumprimento da lei de combate e controle ao câncer. relação à Conitec, recentemente a Conitec promoveu uma modificação nos seus critérios de... participação, da declaração de conflitos de interesse para a participação dos especialistas nas reuniões da Conitec na avaliação dessas novas propostas de incorporação de tecnologia. E esse critério acabou nos preocupando um pouco, porque qualquer médico que faça parte de um comitê técnico ou de uma diretoria de associação de especialidade foi considerado não apto, por esse critério, preocupa particularmente... Ainda são poucos, quando a gente considera o continente todo de médicos hematologistas no Brasil, ainda são poucos aqueles que se dedicam especialmente a trabalhar nessas questões. E geralmente essas pessoas estão envolvidas direto ou indiretamente com atividades de comitês técnicos e direção da nossa associação. Aqui, mais uma vez, a gente traz a lista do que a gente tem trabalhado. Boa parte dessas tecnologias, vale a pena a gente citar aqui o rituximab e a lenalidomida, são tecnologias que perderam a sua patente, que são hoje usadas como medicamentos genéricos ou biosimilares, e que se a associação não faz a submissão para a Conitec, provavelmente não haverá um interesse do fabricante especial em fazer a submissão, e ao fazer a submissão a BHH fica excluída para participar tecnicamente dessas discussões. Para finalizar, em relação a tudo que já foi desenvolvido e declarado aqui, eu queria reforçar o conceito de que estamos, assim como as associações de pacientes e outras associações de especialidade médica, como a Oncologia Clínica, a Associação de Cirurgia Oncológica, estamos todos aqui focados para buscar a garantia aqui no nosso caso o câncer do sangue, seja o próximo capítulo dessa regulamentação, buscando aí que os pacientes atendidos pelo sistema único de saúde tenham a mesma chance de cura e de melhor manejo da sua doença do que aqueles que são assistidos pelo sistema suplementar. Com isso, eu encerro aqui... essa minha apresentação e me coloco à disposição de todos aqui para esclarecer eventuais dúvidas, né, e também é colocar toda a estrutura da BHH à disposição da comissão E... trabalho que já vem sendo feito junto com o deputado Wellington Prado, por quem temos um enorme apreço. Muito obrigado a todos.

0:0015:13
24 de fev, 15:32
#9
Transcrição por IA

Dr. Jorge Vaz Pinto, nós é que agradecemos, vice-presidente da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e Terapia, celular E pode contar com o total apoio dessa comissão e dizer que o médico hematologista tem um papel fundamental, doutor Vianne. a comissão, as entidades nós tivemos em contato com vários CACONs e UNACONs E, infelizmente, no que diz respeito à vacinação, o que está nos protocolos, grande parte dos CACONs e UNACONs não seguem no país. Por exemplo, se uma mulher for diagnosticada com câncer... ela tem o direito do protocolo de, antes de iniciar o tratamento, receber a vacina do HPV. Isso não acontece em lugar nenhum... do Brasil, uma luta muito grande para a gente conscientizar os cacons e os anacons. Às vezes, a informação para os pacientes, um paciente oncológico pode sofrer muito mais com uma herpes zóster do que com câncer. Se o câncer estiver na fase inicial, começa aí uma rádio, uma químio, baixa a imunidade, vem a herpes zóster e aí, às vezes, a pessoa pede para morrer de tanta dor, tanto que é sofrido a herpes zóster. A gente sabe que a vacina para a herpes zóster não está disponível hoje na rede pública, é uma luta nossa da comissão. Temos travado de forma permanente a necessidade da vacina herpes zóster, principalmente para os pacientes oncológicos, mas é um direito que o paciente tem, inclusive, de saber, porque aquele paciente que tiver alguma possibilidade, ele tem a possibilidade de, por conta própria, se vacinar. Isso é uma luta realmente muito grande. Eu queria aqui fazer um reconhecimento aos médicos hematologistas. E a gente sabe que às vezes não é culpa. né é do net porque não tava na formação né uma questão muito recente e tem discutido aí com as Está inclusive na prova aí né dos alunos residentes, para que tenha mais conhecimento em relação à vacinação, porque o que existe hoje é um desconhecimento, não é negacionismo, mas de forma meio que geral e que grande parte dos protocolos, às vezes, não são seguidos. e por experiência própria, mesmo ser leigo no contato do dia a dia, a gente vê quando o médico hematologista, ele tem essa grande preocupação no dia a dia, então por isso eu não canso de falar dessa importância da gente conscientizar, inclusive as entidades, a sociedade, a classe médica, como um todo, né, pra seguir aí os protocolos. Eu acho que no dia eu converso no mínimo com uns 10 pacientes, aí eu converso, o médico falou sobre vacinação, não falou sobre vacinação quando não é um médico hematologista é muito difícil né ter algum encaminhamento em relação à vacinação inclusive nem os protocolos que já são definidos né não são é seguidos então isso é fundamental queria agradecer doutor Jorge e passa a palavra a Marlene Oliveira que é presidente do Instituto lado a lado pela vida e mais uma vez agradecer, Vilmar Lene, todo o apoio do Instituto, o seu trabalho. a importância que teve na aprovação da política nacional de enfrentamento ao câncer nós estamos discutindo aqui hoje a implementação e a gente vê a política realmente sair do papel as coisas acontecerem mesmo que às vezes seja não é um grande contraste né É contraditório, por um lado, aumento de números de casos, cada vez mais o diagnóstico já está em estágio avançado, mas por outro lado a gente vê que as coisas estão acontecendo, as carretas, as portarias, o Ministério da Saúde está empenhado, a doutora Viviane colocou muito bem, né, a grande... preocupação é o financiamento que é a nossa preocupação também, aprovar um fundo nacional, ter recursos suficientes para o câncer ser uma doença emergencial. A gente tem uma dificuldade muito grande pelo lado, mas por outro lado também a gente vê que tem muita gente trabalhando e querendo dar a resposta e tirando a política do papel. Então, muito obrigado, Marlene.

0:004:38
24 de fev, 15:47
#10
Presidente do Instituto Lado a Lado - Instituto Lado a Lado Marlene Oliveira
Marlene Oliveira

Presidente do Instituto Lado a Lado - Instituto Lado a Lado

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Deputado, eu queria agradecer... parabenizar todas as pessoas que me antecederam aqui na fala. E eu sempre... Reforço essa mensagem, que você deixa um grande legado não só para o seu Estado, você deixa um grande legado para esse país, a partir do momento que você tornou uma realidade com essa política. Eu acho que cada paciente hoje que tem um diagnóstico, a família, os seus cuidadores todos, eles têm um agradecimento a fazer e esse agradecimento se estende a você. Então, eu acho que não é Minas Gerais que agradece, eu acho que é o Brasil que agradece. na criação dessa política, então eu acho que a gente tem que ter esse sentimento de gratidão. Então, eu queria deixar esse reconhecimento aqui. E aí, quando eu ouço o Ministério da Saúde, a gente tem acompanhado esses movimentos, por um lado, a gente fica muito feliz. de ver que a política está começando a sair do papel. Só que, ao mesmo tempo, nos dá uma certa angústia que ela não vem na mesma velocidade que a gente precisa. e que a gente sente a necessidade. Então, eu, como representante da organização civil, eu venho... pelo outro lado, né? E aí, quando a gente fala aqui da vacinação do HPV... Eu estou olhando para as futuras gerações, eu estou olhando para o futuro. Só que hoje eu estou perdendo várias mulheres para o câncer de colo de útero. E aí eu lembro, eu queria até aproveitar que a Natalita está aqui junto com a gente, eu lembro, numa das reuniões que eu estava, que o ministro da Saúde, ele falou que nesse novo protocolo, do rastreamento para o câncer de colo de útero, que... Até o final de 2025, Todo o Estado brasileiro teria um município que estaria fazendo modelo desse novo protocolo. Na última reunião do CONSINCA, que eu estava presente, eu cobrei isso. e só um estado fez isso que foi Pernambuco. Então, eu acho que a gente precisa acelerar o passo. Então, a política, ela é uma realidade, ela está aí, a gente está todo mundo trabalhando, está todo mundo empenhado. Quando eu olho para as OCI, como a Nathalie colocou, a gente olha para as OCI, a gente vê que para o câncer... Ela não está sendo tanto utilizada, a gente vê para outras patologias, não para o câncer. Aí eu olho para a questão do câncer de colo retal. câncer de colo retal A gente percebe que população jovem está sendo cada vez mais diagnosticada. A gente precisa, acabou de ser aprovada as diretrizes para câncer de colo retal, que inclusive eu participei. E aí a gente precisa ter uma política mais eficaz para a questão do câncer de colo retal. A população está envelhecendo, só que eu, por outro lado... eu tenho que olhar para essa população. E aí eu queria aproveitar... essa discussão aqui. e trazer algo que tem me preocupado muito que tem chegado lá na nossa instituição e eu tenho conversado com outras instituições e eu queria muito ouvir se você deputado me permitisse ouvir tanto a Clarissa Baldotto quanto a Nathalie que é sobre os dispositivos que usa a imagem térmica e o infravermelho, que são esse método chamado de termografia. Isso tem me assustado muito, porque tem lugares no Brasil que estão utilizando, inclusive no seu estado, eu tenho visto muito, inclusive chegou até nós, queixas, só para você ter ideia, tem pacientes com birrade 5, fazendo a utilização... dessa termografia e que não acusa nada. E, ao mesmo tempo, por outro lado, eles vendem a imagem e divulgam para mulheres a partir de 20 anos a fazer esse... a utilização dessa termografia. Isso gera... uma confusão na cabeça das mulheres... Então, ou a gente fala, a gente batalhou tanto para 40 anos, a luta que foi, a luta que todas as instituições nós travamos para a questão de 40 horas. O senhor aqui bem colocou a questão da linha de cuidado, o que a gente... que pauta que a gente discute para focar na linha de cuidado. Aí, quando chega a discussão da linha de cuidado, Uma mulher, por exemplo, que tem 30 anos ali, que detecta. Vai fazer o que com essa mulher? Então, eu queria muito ouvir tanto a Nathalie quanto a Clarissa que falasse sobre o que é isso, se isso é um método válido. Eu fui pesquisar, eu pedi, inclusive eu tenho documentos de todas as sociedades, inclusive lá do seu estado eu pedi para a secretaria, lá de Minas Gerais. onde eles dizem que é um método... experimental. Se é experimental, gente... As pessoas têm que ter responsabilidade. Eu não posso cometer isso que eu estou fazendo com essas mulheres. Isso é irresponsabilidade. Então, eu sei que a política tem que ser utilizada para isso também. Não adianta a gente colocar uma venda nos olhos. Não é porque eu estou em um período agora eleitoral que eu vou ter que aceitar tudo. e que a gente esclarecesse isso. E, por outro lado também, deputado, eu queria trazer uma outra coisa, que inclusive hoje eu tive uma reunião no Conasemes e eu levei esses dois assuntos, o da termografia e o da descentralização do cuidado. o seu tratamento. E hoje ele faz lá na sua região. Então, esse é um modelo que a gente tem discutido, que pode ser você diminuir as distâncias, isso é você... focar no cuidado do paciente. E quando você falou lá da Serra dos Aimorés, eu acho que é nessa direção. Então, eu acho que a gente precisa falar mais. Minas Gerais, eu acho que é uma das regiões que vale muito a pena a gente olhar e trabalhar nessa direção da descentralização do cuidado. E a política nacional, ela pode ir nessa direção. Então, eu queria mais ouvir... a Clarissa e a Nathalie para falar sobre essa... que tem me preocupado muito... sob a termografia. E a política nacional, eu acho que é isso, eu acho que a gestão, ela não pode ficar distante da dor, o paciente continua morrendo, o paciente continua chegando em estágio avançado, eu preciso diminuir essas distâncias e... Por mais ações que estão sendo feitas, eu preciso acelerar o passo. e eu preciso ter dinheiro. Então... Exatamente isso. Obrigada, deputada.

0:008:37
24 de fev, 15:52
#11
Transcrição por IA

Queria agradecer muito, Marlene Oliveira, do Instituto Lado a Lado. Pela vida. E pergunto se a doutora Clarice gostaria de utilizar a palavra... E... já fazer as considerações em relação à pergunta da Marlene Oliveira, e pode fazer as considerações finais... Também? Então, passa a palavra à doutora Clarice, que é presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. Isso realmente é muito sério, Marlene. Inclusive, eu tive algumas denúncias ontem... que mulheres foram fazer esse exame. E falaram, ó, agora você não precisa fazer a mamografia. inclusive denúncias que chegam de médicos que solicitaram que pacientes fossem fazer o exame de temografia, mulheres às vezes com câncer, com estagiamento 3, infelizmente o exame fala que a paciente não tem nada, os médicos indignados, é uma questão realmente muito séria, O Ministério da Saúde, eu estive com o doutor Newton algumas semanas atrás, ele ficou apavorado. com esse posicionamento, porque eles pegam pessoas na rua. cria toda uma desinformação, né? É uma luta muito grande para conscientizar a importância de ter toda uma linha de cuidado, de ter todo um acompanhamento. E a mamãe Marlene colocou muito bem, foi uma grande luta garantir a mamografia a partir dos 40 anos. A gente sabe que se tiver algum caso na família, com qualquer idade, essa mulher tem o direito. Agora, fazer uma mamografia, uma termografia no adolescente, é enganar as pessoas, uma coisa assim absurda. Mas, enfim, passo a palavra à doutora Clarice. Clarissa, e pode ficar à vontade, doutora Clarissa, também, para responder e já fazer as considerações finais.

0:001:56
24 de fev, 16:00
#12
Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica - SBOC - Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica - SBOC Clarissa Baldotto
Clarissa Baldotto

Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica - SBOC - Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica - SBOC

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Obrigada, deputado. Obrigada, Marlene. Acho que eu colocaria esse ponto dentro de uma coisa que acho que faltou mencionar. Quando a gente fala de política de controle, nós estamos falando de exames, procedimentos, tratamentos. mas a gente esquece da informação às vezes, né? E hoje cada vez mais, tanto para conscientizar a população de que ela precisa passar por esses procedimentos e exames que nós recomendamos, mas também para combater as notícias falsas. E isso não se relaciona só a exames, mas a tratamento também. Isso é diário, no consultório de todos os oncologistas é algo que chega para a gente na sociedade, nós respondemos, a termografia foi uma das que nós nos posicionamos e emitimos, né? um esforço conjunto dentro da política de como informar a população. E aí passa desde a vacinação de HPV, que foi algo também que a informação faz muita falta, a gente precisa trabalhar no tabagismo, tudo isso. Então eu colocaria dentro de um pacote maior, que é como trabalhar a informação dentro da política, hoje cada vez mais desafiador, apesar da facilidade de acesso às pessoas que a gente tem, parece que está cada vez mais desafiador trazer informação de qualidade. Eu acho que nós todos temos um papel muito importante nisso, articulado, é melhor. Com isso, eu queria... também aproveitar, que foi algo que eu deixei de mencionar, tudo que é experimental, ele precisa estar dentro de um contexto de pesquisa clínica estruturada e ética, nós tivemos também uma reformulação muito importante da legislação de pesquisa clínica no Brasil nos últimos anos, que a gente acredita que vai permitir melhorar cada vez mais a estrutura, o mundo vem buscando por diversidade em pesquisa clínica, o Brasil é um país que pode contribuir muito para a ciência nesse sentido, junto e um projeto, inclusive, dentro da nossa parceria com o Ministério da Saúde, do nosso grupo de apoio técnico, tem o lado da pesquisa clínica, que é algo que a gente precisa informar muito bem a população. Queria, de novo, agradecer a participação, dizer que a SBOC está à disposição para contribuir, parabenizar pela iniciativa. Há muitos anos a gente não via iniciativas tão importantes e contundentes no combate ao câncer e a gente quer muito fazer parte disso e poder contribuir. Muito obrigada.

0:002:16
24 de fev, 16:02
#13
Transcrição por IA

É lamentável quando esses tipos de situações acontecem. Eu acho que uma fala que foi comum tanto a minha quanto a Clarissa é sobre linha de cuidado, fortalecimento de linha de cuidado. Então, em cima de linha de cuidado, protocolos clínicos e notas técnicas, essas coisas não acontecem. Então, eles são feitos baseados em evidências científicas e que promovam real benefício ao cidadão, ao paciente, dentro não só que aquele exame traga benefício, também não há periodicidade, que muitas vezes tem que ser visto isso também, porque isso também é... causa custos ao, não só ao paciente, mas também ao sistema único de saúde. Então, o caminho é esse, não existe outro caminho que não seja protocolar. Isso são arcabouços instrucionais que fazem com que todo um sistema de saúde, ele se torne robusto e seja aplicado de uma forma adequada. Então, respondendo a você sobre isso, a gente... utiliza medicina baseado em evidências. Esse é o caminho para que a gente tenha uma saúde de uma forma adequada. E aproveito para citar a sua última fala que eu achei... extremamente pertinente, que é com relação à descentralização. Não faz sentido o paciente estar dentro de um estado e você está atravessando o rio e ser um outro estado, ele tem que caminhar mil quilômetros. para poder ir em busca de um atendimento. Nós estamos num país que é continental, então Quanto mais a gente trouxer, e isso chama-se equidade também, a gente tem que pensar em governança, a gente tem que pensar em equidade, porque afinal de contas os impostos que nós pagamos é o mesmo independente se é de um estado ou do outro. E o SUS tem que ser o mesmo independente de onde eles estejam e isso precisa facilitar a vida do usuário até chegar ao seu tratamento. A gente sabe que os desafios são enormes para o paciente chegar ao seu tratamento e muitas vezes a gente sabe que ao ele conseguir chegar lá, ainda bate com a cara na porta dizendo que... O médico faltou por várias razões, não porque ele falta o que ele quer, mas ele falta por problemas outros, que a instituição não consegue dar aquela celeridade no tratamento que ele precisa. A gente está ciente de tudo isso e por isso que nós estamos aqui discutindo tudo isso. E aí Em nome da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e do meu presidente, Dr. Paulo Henrique Fernandes, eu agradeço demais a oportunidade, mais uma vez, de estar aqui. de estarmos trabalhando em prol de uma sociedade melhor e uma sociedade mais justa. Que é isso que a gente pretende estando aqui. Nós temos muito a ofertar. Muito. Nós trabalhamos demais, todos nós, enquanto sociedade médica, trabalhamos muito em prol do paciente. Tem que ser revertido literalmente em prol do paciente. Então, muito obrigada. por estar aqui mais uma vez.

0:000:11
24 de fev, 16:04
#14
Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica - SBCO - Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica - SBCO Viviane Rezende de Oliveira
Viviane Rezende de Oliveira

Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica - SBCO - Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica - SBCO

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É lamentável quando esses tipos de situações acontecem. Eu acho que uma fala que foi comum tanto a minha quanto a Clarissa é sobre linha de cuidado, fortalecimento de linha de cuidado. Então, em cima de linha de cuidado, protocolos clínicos e notas técnicas, essas coisas não acontecem. Então, eles são feitos baseados em evidências científicas e que promovam real benefício ao cidadão, ao paciente, dentro não só que aquele exame traga benefício, também não há periodicidade, que muitas vezes tem que ser visto isso também, porque isso também é... causa custos ao, não só ao paciente, mas também ao sistema único de saúde. Então, o caminho é esse, não existe outro caminho que não seja protocolar. Isso são arcabouços instrucionais que fazem com que todo um sistema de saúde, ele se torne robusto e seja aplicado de uma forma adequada. Então, respondendo a você sobre isso, a gente... utiliza medicina baseado em evidências. Esse é o caminho para que a gente tenha uma saúde de uma forma adequada. E aproveito para citar a sua última fala que eu achei... extremamente pertinente, que é com relação à descentralização. Não faz sentido o paciente estar dentro de um estado e você está atravessando o rio e ser um outro estado, ele tem que caminhar mil quilômetros. para poder ir em busca de um atendimento. Nós estamos num país que é continental, então Quanto mais a gente trouxer, e isso chama-se equidade também, a gente tem que pensar em governança, a gente tem que pensar em equidade, porque afinal de contas os impostos que nós pagamos é o mesmo independente se é de um estado ou do outro. E o SUS tem que ser o mesmo independente de onde eles estejam e isso precisa facilitar a vida do usuário até chegar ao seu tratamento. A gente sabe que os desafios são enormes para o paciente chegar ao seu tratamento e muitas vezes a gente sabe que ao ele conseguir chegar lá, ainda bate com a cara na porta dizendo que... O médico faltou por várias razões, não porque ele falta o que ele quer, mas ele falta por problemas outros, que a instituição não consegue dar aquela celeridade no tratamento que ele precisa. A gente está ciente de tudo isso e por isso que nós estamos aqui discutindo tudo isso. E aí Em nome da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e do meu presidente, Dr. Paulo Henrique Fernandes, eu agradeço demais a oportunidade, mais uma vez, de estar aqui. de estarmos trabalhando em prol de uma sociedade melhor e uma sociedade mais justa. Que é isso que a gente pretende estando aqui. Nós temos muito a ofertar. Muito. Nós trabalhamos demais, todos nós, enquanto sociedade médica, trabalhamos muito em prol do paciente. Tem que ser revertido literalmente em prol do paciente. Então, muito obrigada. por estar aqui mais uma vez.

0:003:02
24 de fev, 16:05
#15
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Doutora Viviane, nós é que agradecemos muito, muito obrigado pelas contribuições, a participação. A Viviane Rezende Oliveira, que é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica. Passamos a palavra à Natália. Nathalie, que é coordenadora geral de estratégias inovadoras e colaborativas de atenção ao câncer do Ministério da Saúde.

0:000:27
24 de fev, 16:08
#16
Coordenadora da Coordenação-Geral de Estratégias Inovadoras e Colaborativas de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde - Coordenação-Geral de Estratégias Inovadoras e Colaborativas de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde Natali Minóia
Natali Minóia

Coordenadora da Coordenação-Geral de Estratégias Inovadoras e Colaborativas de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde - Coordenação-Geral de Estratégias Inovadoras e Colaborativas de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde

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Obrigada a todos e todas pelos comentários e pelas perguntas que foram feitas. Eu gostaria de começar fazendo coro às falas da doutora Clarissa, nossa parceira do Ministério da Saúde da SBOC, em relação à necessidade de estruturação da política nacional de promoção da saúde e das ações de prevenção relacionadas ao câncer. E aí, com isso, gostaria também de comentar que nós temos um grupo de trabalho da Política no Ministério da Saúde, que acompanha o plano operativo para a implementação da política, e esse grupo de trabalho é composto, não é, por, pelos nossos parceiros do Conselho Nacional, secretários municipais de saúde, secretários estaduais de saúde, bem como todas as secretarias do Ministério da Saúde, não é, a Secretaria de Vigilância em Saúde, que implementa as ações de imunização, a Secretaria de Atenção Primária, e as demais secretarias do Ministério. Eu também gostaria de reforçar o protocolo de coloretal, de câncer coloretal, que foi elaborado pelo Ministério da Saúde, com a participação de diversas sociedades e atores estratégicos na implementação da política, e também dizer que nós estamos cientes para que a gente possa também dar seguimento à implementação dessa linha de cuidado e diagnósticos em tempo oportuno. Em relação a critérios de priorização da portaria de assistência farmacêutica, eu também gostaria de ressaltar que o artigo 6º da portaria, a portaria 8477 de outubro do ano passado, define critérios de priorização, mas um detalhamento maior também está sendo discutido inclusive tem sido pensado a possibilidade de formulação de grupos de trabalho com especialistas de CACONS e UNACONS, para que o território, para que os serviços também nos ajudem a definir, oncologistas que estão atuando na ponta, nos ajudem a definir essas prioridades também, e numa gestão compartilhada e colegiada possamos tomar essas decisões. A questão, Marlene, também nossa parceira do ConSinca, colocou a questão da testagem molecular, da promessa de governo de implementação em todos os municípios, em todos os estados, em todos os municípios. Nós temos trabalhado de uma forma bastante intensa para que a testagem seja ofertada. em todos os municípios e a implementação de fato ela precisa ir né desse apoio tripartite né e desse dessa ação compartilhada é com estados e municípios porque isso de fato necessita dessa incorporação da tecnologia no processo de trabalho das equipes de saúde da família, e toda a retaguarda laboratorial que também é necessária para que a gente possa fazer o processamento dos testes. Também queria reforçar... importante que a gente possa estar sempre atentos a esse eixo de comunicação em relação à política especialmente para que a gente possa sanar esses equívocos né é que perpassam né a população em relação a tratamentos experimentais tratamentos que ainda não foram incorporados e que não passaram por rigor aí, né, da pesquisa clínica e avaliação das tecnologias em saúde. E por fim, né, eu gostaria de reforçar, né, que aos pais, aos familiares, a todos, né, que nos ouvem aqui, que levem, né, todos os meninos e meninas de 9 a 14 anos evidência científica em relação ao seu potencial de nos ajudar a eliminar o câncer de colo do útero no país. Obrigada, nós do Ministério da Saúde estamos à disposição da comissão. Eu gostaria de agradecer, deputado, os cumprimentos ao José Barreto e à Guacira, nossa nova diretora. Obrigada.

0:004:34
24 de fev, 16:08
#17
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Agradecemos, muito, muito obrigado pela presença e passamos a palavra ao Jorge Vaz Pinto. da vice-presidente da Associação Brasileira de Hematologia. Dr. Jorge, pode ficar à vontade. Acho que a gente está sem o sinal, então vamos dar aqui continuidade. Queria agradecer aqui... Mais uma vez, a presença do vereador PG... Ah, o doutor Jorge voltou, já vou passar a palavra para o doutor Jorge, está aqui presente o vereador PG da Patrola de Monte Carmelo, inclusive a carreta de prevenção... já esteve em monte carmelo vai voltar e todos os anos né e monte carmelo gente nós estamos desenvolvendo um dos maiores programas de prevenção em relação ao câncer de pele que é um tipo de câncer mais incidente junto com o secretário Paulo Rocha e com o prefeito Ricardo. Então, parabenizar aí o vereador PG da Patrola. E do lado do PG da Patrola está o vereador Branco Teodoro, de presidente Olegário também. A carreta já esteve lá em presidente Olegário todos os anos. Garantimos, inclusive, a van para transporte de pacientes oncológicos. O vereador realmente é muito atuante. Muito obrigado, viu, Branco Teodoro. ao Dr. Jorge Vaz para fazer as considerações finais.

0:001:28
24 de fev, 16:13
#18
Vice-Presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular - ABHH - Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular - ABHH Jorge Vaz Pinto Neto
Jorge Vaz Pinto Neto

Vice-Presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular - ABHH - Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular - ABHH

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Bom, mais uma vez, muito obrigado, deputado Elton Prado, uma honra... poder representar aqui a BHH e junto a essa comissão e junto a nessa audiência pública sobre a sua presidência, eu... Acho que o trabalho que tem sido desenvolvido pela comissão em especial, mas também por todos aqueles envolvidos, queria ressaltar aqui o trabalho da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e também de cirurgia oncológica, assim como o trabalho do Ministério da Saúde, fiquei muito feliz com tudo aquilo que a Natália descreveu aqui para a gente. Legenda por Sônia Ruberti peculiaridade e particularidade dos pacientes onco-hematológicos, né, que tem aí as suas necessidades, que são realmente muito especiais. E, então, mais uma vez, colocar a BHH à disposição de todas essas instituições, de todos aqueles que estão trabalhando, de todas as comissões. para assuntos junto ao Poder Legislativo, está aí presente na comissão. Queria reforçar, deputado Wellington, lembrar aqui que nós temos um projeto que está sendo encaminhado como projeto de lei para a instituição do Dia Nacional do Paciente Portador de Doenças do Sangue, Dia de Conscientização dos Pacientes que a gente está encaminhando agora, eu tenho já certeza do seu apoio e estamos aí já nessa fase de encaminhamento para uma relatoria, seria uma honra ter o senhor como nosso relator, se isso for possível, então é mais um trabalho um dia a gente com esses trabalhos de divulgação de informações e sobre as doenças em particular, quando a informação chega a todos, há mais chance de que as medidas necessárias para os cuidados de saúde também cheguem. Então, embora o fórum aqui seja o câncer de forma geral, há outras doenças hematológicas que são talvez igualmente graves, né, ou pelo menos comparáveis, como é o caso da anemia falciforme, da hemofilia e de outras doenças autoimunes, né, que afligem também os pacientes hematológicos de forma geral. do trabalho desenvolvido até agora. Doutor Jorge, nós é que agradecemos.

0:002:53
24 de fev, 16:14
#19
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O Aldo Alberto já nos solicitou aqui, já pode contar com o nosso apoio, não só na relatoria, mas para aprovação o mais rápido possível dos projetos tão importantes que a associação sempre tem discutido aqui com o conjunto dos deputados. Há várias vitórias da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular. Então, parabéns, né? E o dia dematologista, né? Isso, que eu tive a honra de ter sido o relator, né? E vai ser mais uma proposta, com certeza, vitoriosa aqui na casa. Gostaria de passar aqui a palavra para a Kazumi. que faz parte do grupo Escolhemos Viver, sempre está presente aqui nas discussões na comissão. Obrigado. Agora. Isso, isso.

0:000:54
24 de fev, 16:17
#20
Participante Kazumi Yamam
Kazumi Yamam

Participante

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Boa tarde a todos, meu nome é Kazumi, eu faço parte do grupo Escolhemos Viver. É um grupo de mulheres com metástase. Eu tive o câncer de mama, né? Mas eu assumi o grupo, escolhemos viver É... Era um grupo da Dani Catunda que, infelizmente, ela já não está mais entre nós, mas o legado dela continua. E eu venho aqui agradecer ao deputado Eduardo... Wellington Prado... e todos da mesa, principalmente a Marlene, que está sempre junto com a gente, que é o o Instituto Lado a Lado, que está com a gente desde o começo. E tá sempre... nos apoiando. E eu estou aqui representando os pacientes. Né não só os metastáticos, mas... No câncer em geral, porque o câncer não espera. E como... O deputado falou, a prevenção é importante. Mas quando existe a metástase, aí é complicado porque E... o câncer vai espalhando e a gente não tem o controle. e um dos maiores problemas do paciente metastático, a fila de espera, Não tem. É... a medicação tem que ficar esperando A gente teve até um caso agora, né? A paciente é metastática. está precisando de um exame Ela foi ao médico, tem o quê? Tem uns quatro meses. E está há 88 dias... para poder fazer um exame Que é um exame... que eu posso dizer simples. Né? Mas tem que esperar. Mas a gente falou, o câncer não espera. E... E tem aquele... Ah... que é a importância dessa luta, né? Porque o A gente está lutando todo dia. Então, eu só venho agradecer a essas audiências públicas que é muito importante. tanto para nós, como paciente. E quem também, quem não é paciente, Também precisa saber dessas informações. né? Eu só tenho a agradecer, deputado, a todos que... compuseram a mesa, a todos que estão nos assistindo, E é isso aí. Casumi, nós é que agradecemos, a Dani Catuna sempre falava, eu sempre recusava,

0:002:44
24 de fev, 16:18
#21
Transcrição por IA

quem procura acha, quem acha em conta, quem conta trata e cura, sempre falando da importância da prevenção. Então passamos a palavra agora à doutora Vanessa, que é representante da Comissão dos Raros. da OAB-DF. Obrigado. Obrigada.

0:000:26
24 de fev, 16:21
#22
Transcrição por IA

Ótimo, obrigada. Me chamo Vanessa de Medeiros, estou como presidente da Comissão em Defesa da Pessoa com Doença Crônica Complexa e Rara, na UABDF. E isso inclui os problemas do coração e os cânceres raros. Então, nós estamos aqui primeiro agradecendo essa audiência. e retomando o trabalho desse ano legislativo, Obrigado. E a gente, como OAB, a gente sempre faz a parte também de fiscalização nessa área da saúde, a gente está atento... aí os projetos de lei que se referem à nutrição oncológica, que é muito importante, a imunoterapia, são projetos legislativos que tem que ser dado andamento a eles. E a gente ficar atento também aos atrasos no diagnóstico, principalmente a pessoa tem metástase, né? E aí... O que a gente está vendo é que o tratamento não está sendo feito dentro do prazo legal de 60 dias. E aí o que eles mais Então, trazendo é que a gente É... É... Falta de suporte psicológico, né? Isso daí a gente tem que dar prioridade também Suporte psiquiátrico na Oncologia dentro da rede SUS. Claro, cuidados paliativos, não só no câncer metastático, mas no cuidados paliativos têm que evoluir no governo de forma geral mesmo, tem que estar presente independente da idade do paciente também, que é capacitação das equipes de atenção básica nos hospitais gerais, que tem um manejo aí, que ele... que ele consiga aumentar esse... essa parte... E... várias coisas que eu ia falar das longas distâncias, já foi citado na mesa... e outras coisas aqui que eu lembro um pouquinho a gente não deixar de lado esse financiamento em relação ao transporte e hospedagem do paciente oncológico. Então, sempre que a gente puder, apoiar as casas de apoio, perto dos melhores hospitais... E é isso. A falta de exames com maior precisão já foi citado na mesa, né? e uma coisa que eu queria falar é que nós sabemos que nós precisávamos de especialistas e aí criou esse projeto especialistas. Mas eu acompanho minha mãe com metástase, né? E a gente sabe que quando ele precisa ir no hospital, no hospital era direcionado ao clínico geral. Então, a pessoa que já tem metástase, ela não é para chegar no nosso isso e ser atendido pelo clínico geral. Essa pessoa precisa ser atendida pelo oncologista. Então, o que está acontecendo é que uma dor de cabeça. que o paciente com metástase Tá sentindo? Não simplesmente é um... É um medicamento de dor de cabeça que ele vai receber, muitas vezes é a troca da medicação que ele já está tendo, que ele já está fazendo uso. Então, o que está acontecendo é que ele está indo para o clínico geral Na U, Pã, e... ele precisa, não sei como esses mais vivencialistas funciona, mas ele não tá indo pra lá Tem toda uma burocracia aí que... está fazendo. cuidado não seja... paciente. É isso, gente, mas agradecendo aí todos os apresentadores. Se for mais... Relembrando algumas causas aí que a gente vai ter que trabalhar bastante. Muito obrigada.

0:003:51
24 de fev, 16:21
#23
Transcrição por IA

Obrigado a doutora Vanessa e passamos a palavra agora ao Peter Santos Tavares. representando o inca que vem na luta já muito tempo para recompor o quadro de pessoal concurso público já não é isso aí na morte é esse vou até

0:000:16
24 de fev, 16:25
#24
Participante Peter Tavares
Peter Tavares

Participante

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Boa tarde a todos, eu sou o Peter Santos Tavares, sou vice-presidente da Associação de Funcionários... do Instituto Nacional de Câncer. Aqui ao meu lado tem o Dr. Emanuel Torquato, médico cirurgião, oncologista. E falo em nome também do presidente da associação, que é o Leonardo Murad, nosso pesquisador e nutricionista da nossa instituição. E eu queria agradecer a oportunidade da fala e parabenizar... essa comissão, o presidente da comissão, por essa importante... implementação dessa política nacional de combate ao câncer. Eu queria saudar também a mesa, o pessoal acompanha a mesa, com a formação oncológica... muito boa, né? E que citou o INCA, o Instituto Nacional de Câncer, como fazendo parte da sua carreira. Isso é muito importante. porque são egressos do Instituto Nacional de Câncer. O Instituto Nacional de Câncer, para quem não sabe, vou fazer uma prévia aqui, em nome do Inca, é uma instituição que vai fazer 90 anos agora. em 2027. Então, ela é uma instituição muito importante para esse país, sobretudo nessa área oncológica que estamos reunidos aqui para tratar disso, da política nacional de controle e combate ao câncer. Então, eu sinto falta de um olhar... para essa instituição do ponto de vista de fomentar, no caso eu falo o nome da associação aqui como representante e servidores, de fomentar o concurso público, de trazer para o Instituto a continuidade do que ele se propõe a fazer porque o instituto nacional de câncer ele não é só um hospital que trata oncologia você vê que aqui Tratamos de vários termos, então tratamento, prevenção. O Inca faz isso tudo desde sempre, vamos fazer 90 anos. Como a doutora Clarissa falou, e eu fiquei também muito feliz, ela disse assim, poxa, quem produz, quem traz os dados, quem trata dos assuntos que vão trazer, o que a política vai tratar nacionalmente, é o Inca. Claro que temos hospitais pelo país todo, temos tratamento, temos tudo o que temos que fazer, que já foi falado aqui. Mas quem faz tudo isso, e mais um pouco, é o Inca. E... Mas as pessoas não entendem, nós pertencemos à carreira de ciência e tecnologia, porque o Instituto Nacional de Câncer, ele não só trata paciente ecológico no Rio de Janeiro. no estado do Rio. Ele tem pesquisa, e muita pesquisa, Tendo... ciência, educação, ensino Por exemplo, a maioria, temos exemplo, a doutora Viviane, falou, a formação do profissional oncológico, no Brasil... Quem faz é o INCA. Claro, temos outras universidades, temos outras instâncias, mas o INCA é como se fosse uma universidade oncológica. Então, precisamos prestigiar essa instituição. Então nós precisamos de concurso público porque já tem quase 10 anos Eu não sei o que aconteceu no Ministério da Saúde, viu, Nathalie? Aproveitando a deixa. Mas já temos quase 10 anos sem esse concurso público. Já pedimos, o Ministério da Saúde parece que já fez o pedido de mais de 1.800 vagas, desde 2023 ou 2024, e até agora esse concurso não saiu. Mas eu não vou falar só sobre o concurso público, esse é o principal. Eu quero agradecer essa oportunidade de a gente estar discutindo isso aqui, porque a gente está falando da política nacional de combate ao câncer, mas uma política, mas, gente, o negócio é muito sério, é muito sério, segundo as estatísticas, não sei se vocês viram as últimas estimativas, em alguns dados, em algumas estimativas, até 2030... o câncer vai ser a maior causa de mortalidade de doenças, me corrijam, por favor, especialistas, não contagiosas, não transmissíveis, não é isso? ultrapassa a cardiovascular que é atual. Então, é um problema de saúde pública muito sério. Essa política é um grande passo. Mas não só isso, como cada um trouxe um problema aqui, de implementação da política. A política sozinha... Pode ficar só letra morta no papel. Então, precisamos de mais ações, inclusive dessa comissão especializada... para expandir o que tem que ser feito. O INCA a gente tem Além de tudo isso que eu falei, a gente tem um Banco Nacional de Tumores, com as amostras de tecido de câncer, para estudar os tipos de câncer. Temos, eu acho que o doutor... que falou de doenças hematológicas. Nós temos um centro lá de terapia celular, junto com a Fiocruz. nós somos reconhecidos internacionalmente fazemos parte do Instituto Internacional de Câncer, temos assento na comissão. Então, assim, não estamos falando de um hospital de câncer apenas. Então, eu agradeço a oportunidade novamente e peço, que é mais um pedido, além do concurso público, mais dois pedidos, que a gente realize uma audiência, junto com o Ministério da Saúde, a ministra do ICIT e o MGI, para tratar dessa deficiência que o INCA está passando de profissionais. Não podemos trabalhar sem profissionais especializados, não profissional terceirizado, vai ali, com todo respeito aos terceirizados, mas não é uma questão de terceirizar, como está se vendo aí. E, por final, eu queria que a Associação do Instituto Nacional de Câncer, a FIMC, a que eu represento aqui no momento, ela fosse incluída nesses debates, nesses mails, nessas informações, mesmo que eu tenha acompanhado o site da Câmara, mas eu gostaria que, de alguma forma, a gente pudesse estar em alguma linha direta, sei lá, informando, em meio, alguma coisa, para a gente saber dos passos que estão acontecendo. em relações, tá? Muito obrigado pelo posto. Pedro, nós que agradecemos, pode contar...

0:005:36
24 de fev, 16:25
#25
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Pode contar que a audiência pública queremos realizar o mais breve possível. Muito obrigado, um abraço a todos os servidores do Inca e passamos a palavra a Marlene Oliveira, que é presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida, para fazer as considerações finais. Fique à vontade, Marlene. Obrigado.

0:000:18
24 de fev, 16:31
#26
Presidente do Instituto Lado a Lado - Instituto Lado a Lado Marlene Oliveira
Marlene Oliveira

Presidente do Instituto Lado a Lado - Instituto Lado a Lado

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É, eu... Eu queria encerrar dizendo, deputado, que a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, ela já é uma realidade. Ela existe, ela foi conquistada e passos importantes já começaram a ser dados, mas lei sozinha, ela não salva vidas. E a gente precisa, como a Clarissa bem colocou, a gente precisa informar bem a nossa população, para que a nossa população não caia em alguns contos, como esse da termografia que a gente tem visto aí no nosso país. A gente precisa entender... que essa política... para que ela aconteça de verdade, ela precisa sair do papel e chegar na vida das pessoas. E, para isso... A gente precisa lembrar todos os dias... nos serviços de saúde, na gestão, na formação dos profissionais, no diálogo entre todos os que fazem parte desse ecossistema. E a gente não pode esquecer de algo que para mim é muito valioso, né? Saúde é um direito... E se é direito, eu não posso negar isso ao outro. E com isso, eu acho que todos nós temos direitos e deveres. Ok. E os dois caminham juntos. E a gente não pode se esquecer disso. Por quê? Como a Kazumi bem colocou, quem tem câncer, Tem pressa. E o paciente com câncer, ele não pode esperar. E nós temos aqui como... esqueci o nome dele né do inca eu tive no inca o péter tive agora e eu em todos os lugares que eu vou eu defendo o instituto nacional do câncer como nosso grande balizador o nosso grande referência e e o inca Ele é o nosso termômetro quando a gente fala de câncer, né? E se o câncer não pode esperar... A gente tem que entender que o paciente não pode esperar numa fila. Ele não pode esperar por um profissional, ele não pode esperar por um exame que a gente nunca sabe quando vai chegar, ele não pode esperar por um tratamento que atrasa, a gente não pode esperar por um gestor que vai depender ali de uma caneta. Então, a gente está lidando com vidas. E esses números que o INCA traz... Esses números têm uma face, têm umas histórias. Estamos falando de pessoas. Então, foi esse o trabalho, deputado, que o senhor se dedicou. na criação dessa política. O câncer vai se tornar a primeira causa-morte. E a gente precisa mudar essa história hoje. né? Não é amanhã. A gente tem que mudar isso agora. E é isso que a gente está fazendo aqui. Então, eu agradeço. a... de estar aqui e agradeço todos os dias por... ser essa voz e por representar vários pacientes com câncer nesse país. Muito obrigada. Obrigado.

0:003:17
24 de fev, 16:31
#27
Transcrição por IA

Marlene, nós que agradecemos, muito, muito obrigado por todas as suas contribuições do Instituto Lado a Lado. Eu pergunto a Nathalie, a doutora Clarice, se vocês ainda desejam fazer uso da palavra. Dr. Jorge. Então, vou passar aqui a palavra para a doutora Viviane para fazer as considerações finais.

0:000:21
24 de fev, 16:34
#28
Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica - SBCO - Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica - SBCO Viviane Rezende de Oliveira
Viviane Rezende de Oliveira

Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica - SBCO - Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica - SBCO

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Peter, eu estou muito feliz pela sua fala. O Inca é muito maior do que a gente imagina. Você falou de universidade, eu falei, ia pensar em escola. O INCA é uma escola. Então, ela é uma tradição. Eu vim de um estado, eu me formei médica em um estado muito pequeno, que é Sergipe. E lá Todos os cirurgiões oncológicos. Damien, que... que estavam lá, todos tinham vindo do Inca. Então eu vi aquelas cirurgias dele, que eles faziam, que eu achava assim, incríveis. Eu perguntava: "Onde é que você aprendeu a fazer isso?" no Instituto Nacional do Câncer. Aí eu chegava e falava assim, nossa, eu vou aprender a fazer cirurgia lá... E aí eu ia falar que eu citar o nome do cirurgião, que é doutor Jurandir de Almeida Dias. que era com ele que eu queria aprender a operar e eu consegui, eu fiz isso. E com ele que tá ali do lado, que eu aprendi a fazer broncoscopia. Com o doutor Emmanuel. Muito obrigada, muito obrigada. O INCAM é uma escola. A gente não pode deixar isso morrer, mas a gente não pode deixar não só por falta dos funcionários, porque a essência do Instituto Nacional de Câncer vem das pessoas que trabalham ali dentro. Mas a gente também não pode deixar de ter materiais e equipamentos de ponta dentro do hospital. Então, se a gente não tem isso, a gente já não está mais numa era de estar trabalhando de uma forma manual, quando a gente já está pensando em cirurgia robótica. Então, as coisas precisam acontecer porque lá é um hospital de excelência, lá é um hospital de ponta e isso precisa ser visto. A gente não pode deixar de valorizar isso. Eu estou falando isso pela área da cirurgia, mas a Clarissa está ali, certamente ela vai falar, numa série de colegas, de staffs que fizeram... E que ainda estão lá, muitos deles ainda estão lá na Oncologia Clínica, fazendo nome e fazendo história. Estão fazendo tradição, estão fazendo escola. E é a partir daí que a gente faz crescer toda uma política pública. Então, eu queria só deixar o meu agradecimento ao Instituto Nacional do Câncer, você que está representando e ao meu mestre que está ali, Dr. Emanuel. Muito obrigada.

0:002:05
24 de fev, 16:35
#29
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Eu que queria agradecer, parabenizar a doutora Viviane, todos que participaram. dessa audiência pública, nós iniciamos, portanto, os trabalhos de 2026, não apenas celebrando o início da... E a conquista da implementação da Política Nacional de Prevenção e Controle... ao câncer mas assumindo uma responsabilidade ampliada, que é consolidar a implementação da política nacional e construir... com o mesmo rigor e compromissos, as respostas estruturantes para o AVC e doenças do coração, que é essa nossa nova missão, garantir a implementação de toda a Política Nacional de Prevenção e Controle ao Câncer e fazer o mesmo trabalho que nós fizemos em relação à Política Nacional de Controle e Prevenção ao Câncer para o AVC e o coração e deixar uma política pública para o país e garantindo o financiamento políticas saiam do papel e se tornem realidade. Tendo em vista que o coro dessa deliberativa não ter sido atingido, não será possível dar prosseguimento à deliberação dos requerimentos, que vai ficar para uma próxima audiência. Dessa forma, nada mais havendo a tratar, agradeço a presença de todos e declaro encerrada a presente reunião. Obrigado. Obrigada. Obrigado. Obrigado. Vou tirar, vou tirar. Como é que a gente consegue as fotos? Como é que é que é?

0:001:34
24 de fev, 16:37