COMISSÃO DE TRABALHO

2 mar. 2026 10:27 às 12:49

Sobre o Evento

A audiência pública debateu a precarização do trabalho no Banco do Brasil, denunciando a gestão baseada no medo, assédio moral, etarismo e o uso excessivo de tecnologia para vigilância. Parlamentares, sindicatos e especialistas alertaram para o grave adoecimento mental dos funcionários, o descumprimento de direitos trabalhistas e a negligência da instituição quanto à sua função social, exigindo transparência, diálogo imediato e a responsabilização da diretoria pela crise instalada.

Status
Concluído
ID: 81043Total: 41 discursos
#1
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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我以后我要開場的联會議我们的客户是在一个订阅在台湾上的台湾,但是我们已经开始首先,我感谢所有人们的帮助来,我可以说我開了一會兒的表演,我會有一個女生的男生,我會有一個女生的男生,我會有一個女生的男生是因为黑色的色彩色,黑色的色彩色我会在这个面前面的华盛, 上网站的工作室, 上网站的工作室。所以要设定了一份的联系,而她被封建了以为了解释的项目1/2026,CETARAB,Desta Comissão,De minha Autoria.在设计的问题上,我们要设计了解决定的问题,Banco do Brasil, e seus impactos sobre os IAs bancárias.以及支援社会的社会我们将这一集合选择的设计cd.leg.br barra7不然好我也有了解采出的提到的我们将会设定到8分钟,每个人的请客人,每个人的请客人,我们将会设定再次開,讓人們在這裡,如果想要發展,可以做到三个人,然后再回到面对 convidados和 convidats。有关系列的局面和主席,不可能会参加但是只是要 informar我們已經在跟安matra跟似的監督署的監督署也也有了,對貴貴貴,給我們解釋了這些事情發生在現在的監督署從來自從也要求我們同意的參與主持人Banco do BrasilPRESE0022026, CETRAB, DECOM, BARRA, CD, que convida representantes do Banco Brasil para audiência pública a ser realizada no próximo dia 2 de 3, às 10 horas, conforme requerimento aprovado nesta comissão. Requerimento número 11.1-2026-CETRAB是答案的,因為它們在操作,但它們沒有在參加。不幸運,我們不會被解決,所以,我們不會被解決,所以,我們不會被解決,所以,我們會被解決的,所以,我們會被解決,所以,我們會請,我們會請,我們會操作我們的面,我們會請,我們會請,我們會請,我們會請,我們會請,我們會請,我們會請,我們會請,你的CUT.CNO senhor Rodrigo Brito请不吝点赞 订阅 转发 打赏支持明镜与点点栏目谢谢LisanneHollanda我看在这里的一场地 enfim, o senhor Marcel Barros, que é vice-presidente da Associação Nacional de Funcionários e Funcionárias do Banco do Brasil, da ANABB. É uma alegria tê-lo aqui, senhor Marcel, para contribuir com essa discussão. E, como disse, nós teremos a participação da professora Ana Magnolia Bezerra Mendes, que é professora titulada da Universidade de Brasília, atualmente pesquisadora colaboradora no Departamento de Psicologia Social e do Trabalho, que se dará de forma remota.所以我们将来的面子我们将来的面子我們開始了我們的議題,由我們來講解釋的議題。我開始了,由於是安娜 Magnolia。是安娜 Magnolia Biserra Mendes,是教育的中文,在佛羅斯的中文,是在佛羅斯的中文,劉強的工作室,劉強的工作室,安娜 Magnolia Biserra Mendes。您有了,她的名字,可以做出的表演,会出的,在某些地方的方式不就

0:007:53
02 de mar, 10:27
#2
Professora Titular da Universidade de Brasília - Departamento de Psicologia Social e do Trabalho Ana Magnólia Bezerra Mendes
Ana Magnólia Bezerra Mendes

Professora Titular da Universidade de Brasília - Departamento de Psicologia Social e do Trabalho

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Peço perdão pela voz... estou com problemas afônicos, pela tosse que eu vou... de vez em quando aqui tossi, por isso que não consegui fazer presencial. Agradeço o convite. da deputada Érica, da comissão, dos meus colegas, do Sindicato da Federação, Rodrigo Araújo, pelo... pelo convite para participar... dessa audiência. Eu vou começar dizendo que em 2018 nós fizemos uma pesquisa já sobre as agências digitais no Banco do Brasil, e a Febraban já anunciava o que estava para acontecer e o que está acontecendo no momento. e numa nota da FEBRABAN, eles... insistiam que, eu vou ler aqui a frase porque isso já estava, já estava, digamos assim, orquestrado, né? A força de trabalho no futuro deve mudar esse quadro de profissionais e ele chamava a lógica de freelancers e profissionais autônomos para trabalhar nas instituições financeiras e falava do perfil, que esses profissionais teriam que ter em função do advento da tecnologia e da inteligência artificial. 2018 tinha esse anúncio que já um anúncio da FebraBank, que já... previa mudanças estratégicas no modelo de gestão de pessoas do Banco do Brasil. Então, esse... anúncio já implica nas formas estratégicas de treinamento, desenvolvimento, avaliação, que tem acontecido no banco, toda a gamificação da gestão de pessoas e cada vez tem piorado muito mais esse processo. Então, as pesquisas que nós desenvolvemos, pesquisas com a CONTRAF, com as pesquisas que fazemos no Observatório de Saúde Trabalhador do Brasil, no Sindicato dos Bancários de Brasília, e a recente pesquisa que fizemos para a FETEC Centro-Norte, E é uma fala dos trabalhadores, eles disseram, fizemos pesquisas quantitativas, mas na pesquisa qualitativa, o trabalhador diz o seguinte: E com utilização da inteligência artificial na gestão de pessoas das instituições financeiras, Marca-se a abertura das portas do inferno. Então essa é uma fala de um bancário que eu queria destacar como... O que pode acontecer com a categoria? Entrar, adentrar pelas portas do inferno. É isso que a categoria tem vivido, com a inteligência artificial sendo usada para a gestão do banco, nesse momento, para o trabalho deles. E todas essas pesquisas, desde 2018, mostram o transtorno de ansiedade como a... o transtorno que acomete a categoria. Eu vou ler aqui rapidamente os percentuais nós temos 94% reunindo a pesquisa nacional, regional e local, os três níveis de pesquisa que nós temos feito, 94% dos bancários sofrem de transtornos depressivos, como tristeza, irritabilidade, angústia, desânimo, pessimismo, dificuldade de concentração, alteração do apetite, sensação de vazio, falta de vontade para fazer as coisas. de estudos, macro, meso e micro, 91% transtornos de ansiedade, tensão constante, sensação de que algo ruim vai acontecer, já está acontecendo, é as portas do inferno, como eles disseram, e já foi anunciado que iam ser feitas essas medidas em 2018 pela febre abana, dificuldade para dormir, descontrole sobre os pensamentos, dores no peito, falta de ar, tremores, fraqueza, cansaço. E o dado mais alarmante, 55% relaciona se relaciona à ideação suicida. passa pela cabeça de 55% da categoria, a ideação suicida, que é ligada à desesperança, desamparo, vontade de se isolar, Sento que não vale mais a pena viver, sinto que a vida não faz mais sentido, penso em desistir de tudo. Então, essas são as características da saúde, como está o adoecimento dos bancários nesse momento. E aí, em relação à abertura das portas do inferno, nós produzimos um artigo que depois eu posso disponibilizar para a FETEC, Centro Norte, mais recente agora, final do ano passado, depois da nossa pesquisa, sobre a utilização da inteligência artificial na gestão de pessoas. E aí E o que nós observamos a partir da... Além desse dado, de que isso é adentrar pela porta do inferno, é uma frase de um bancário, observamos que esse estilo de gestão, ele vai produzir a nossa pesquisa, também da CUT-Contrafe, demonstra essa relação de causalidade, as patologias do trabalho, deforma as subjetividades e o laço social. O que pode acontecer com subjetividades deformadas? isso vai produzir a ruptura do laço social. O que vai acontecer em uma sociedade ou em uma instituição onde não existe mais laço social? É a normopatia, é a sociopatia, é o, entre aspas, faroeste. Tudo pode acontecer, inclusive situações que nós já vimos em outras categorias de trabalhadores produzir o extermínio de próprio colega. Então, seria barbárie humana. da subjetividade e dos laços sociais. Vale dizer que tudo isso está ligado a um discurso, Um discurso que é um discurso com prática social. O discurso já é ato. Então existe um discurso que não é só mais alienação do trabalhador, ou o limite não é, o limite é, não tem limite como a cartilha que nós fizemos antes, há uns 10 anos atrás. Então hoje o recurso é a obediência. É o engajamento pela essa prática discursiva, pelas falsas promessas, pelos falsos paradigmas que são apresentados. E a inteligência artificial hoje é uma função chave na gestão de pessoas do banco. Pena que o colega não veio participar. Gostaria muito de discutir quais são os efeitos, porque tem todo um discurso sobre a questão dos benefícios desses artifícios tecnológicos, do que ela produz em termos dessa subjetividade e do adoecimento. Por quê? Porque aí é uma ferramenta de vigilância constante, perpétua. Ela não tem a menor possibilidade do trabalhador sair, é o controle absoluto. é a vigilância absoluta. Então vai se produzindo um circuito de extração e padronização de dados sobre esses trabalhadores, para que reproduza os humanoides e que eles possam ser, inclusive, substituídos. Então, trabalhar 24 horas. E a classe, então, a categoria, nesse modelo de gestão, eles nos dizem, na nossa pesquisa qualitativa, observem, são três níveis de pesquisa, pesquisa nacional, regional e local, e um observatório de saúde trabalhador o tempo todo fazendo a observação desse estado de saúde. Então, esses funcionários falam dessa vigilância, do circuito de vigilância digital, E eles dizem claramente, além de adentrar pelas portas do inferno, viver no limite. Então o bancário hoje vive no limite. No limite em relação ao aumento dos riscos psicossociais que eles estão submetidos e a esse transtorno de ansiedade que vem acometendo a maior parte da categoria e despolitização do sofrimento. À medida que os humanos estão excluídos dos espaços de trabalho, se é a inteligência artificial que vai imperar, mandar, não existem mais humanos. Então, o sofrimento é algo que está absolutamente excluído. Eu me sinto até, de uma forma quase jurássica, falar em politização do sofrimento hoje. Seria muito interessante mesmo que o colega estivesse. Eu gostaria de fazer uma entrevista com ele, dele, aplicando de forma feroz, cruel, perversa, todas essas estratégias, não só de manipulação e de vigilância, mas de extermínio mesmo da condição humana. Então, era isso que eu queria trazer para contribuir com a reflexão. Coloco à disposição, eu penso que com a concordância dos colegas, os relatórios, são três relatórios com todos esses que foi escrito, que nós nominamos de culto à performance e a suposta garantia de prosperidade no Banco do Brasil. Abre-se as portas do inferno. Você quer entrar? Foi um artigo que nós fizemos agora mais recentemente no nosso... até centro-norte. Então, eu coloco à disposição esse material, para quem, eu acho que os colegas vão concordar que eu coloque à disposição, os direitos autorais são das instituições, para quem quiser ter acesso para fundamentar e se apropriar desses dados, porque o que é mais complexo hoje eu estou há dois de dormir e três trabalhando com os bancários, ou seja, são mais de 20 anos, é furar esse discurso. É quebrar o esquema do discurso que provoca essa adesão, provoca uma servidão voluntária numa parte da categoria. Então, uma parte doente e uma parte aderida a esse discurso e reproduzindo esse discurso com os próprios colegas, exercendo essas práticas. Isso é realmente... O mais preocupante nesses 20 anos aí que eu penso, tenho até saudade do tempo da Lei Dort, dos anos 90, quando eu fiz pesquisa, comecei minha pesquisa no Banco do Brasil. E hoje é realmente esse absoluto desmonte, não é? Em função dessas plataformas e desse capitalismo digital. Obrigada, gente.

0:0011:50
02 de mar, 10:34
#3
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Queríamos agradecer a professora Ana Magnolia para dizer que nós estamos aqui para impedir que adentremos a porta do inferno. para que nós possamos fazer a resistência, porque disse bem que o discurso já é ato, Eu penso que ele é ponte sempre entre pensamento e ação e ele ganha pernas. Ele ganha vida, o discurso. e o discurso que está posto, esse culto à performance, e, ao mesmo tempo, a satisfação que nunca chega, mas que sempre é pontuada para que as pessoas se coloquem em movimento e não percebam. o nível de desumanização imposta, ou seja, que nós temos uma desumanização imposta. do trabalho posta Nesse momento. Então, portanto, agradecer muito a sua participação e passar para o Marcel Barros, que é vice-presidente da Associação Nacional dos Funcionários e Funcionárias do Banco do Brasil, da ANABB. Nós ampliamos o tempo para 10 minutos. Ok. Bem, bom dia...

0:001:06
02 de mar, 10:46
#4
Vice-Presidente - Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil -ANABB Marcel Barros
Marcel Barros

Vice-Presidente - Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil -ANABB

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para o e deixar Parabenizando a deputada Érica Cocay por convocar essa audiência pública. para que a gente possa... debater esse tema tão importante e em seu nome cumprimentar todos os demais componentes dessa mesa. Cumprimentar também a todos os presentes, eu faço em nome da minha companheira Lissane Holanda, também vice-presidente. da ANAB aqui presente. É... A doutora Ana Magnória trouxe um debate importante. Por sinal, nesse final de semana, em um grande portal de comunicação... Isso é uma matéria falando sobre performance. em que a palavra... que abre as portas dos infernos, não é mais "abre-te sésamo", né? Agora é... enquanto os outros dormem, trabalhem. Esse é o tema que é usado pelas pessoas que ficam impondo... Jornadas, reestruturações, downsize, 5S e outros termos diversos que a gente vê de tempos em tempos, os modismos. A ANAB, Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, tem como objetivo defender o funcionalismo do Banco do Brasil, o Banco do Brasil e as entidades a ele ligadas. E nós estamos vendo, neste momento... Uma situação que consegue atacar todos esses pilares. Se a gente... parar um pouco para olhar para a história. Do... do movimento dos trabalhadores, a gente vê que na década de 90 o banco criou... Algo que internamente chamava-se Enimoa. novo modelo organizacional de agências, que também fez uma reestruturação enorme e fez uma maldade que estava implícita nesse movimento. eram os próprios funcionários que definiam quem seria o excedente. É uma coisa assim, jogando trabalhador contra trabalhador. Sim. causou grande transtorno na época. antecedendo ao que nós tivemos lá do PDV em 95. Obrigado. Depois criou um novo rosto também, Mais um momento em que o banco, com... algum Algum tipo de... semântica, novo rosto, que de novo não tinha nada, era novamente fechamento de agências, extinção de cargos, burla, jornada de trabalho. Em 2007, o banco criou uma reestruturação também, em que criou diversos cargos com jornada de 8 horas, Novamente teve reestruturação de agências, reclassificação de agências. E agora ele repete... a mesma receita. Qual é o problema disso tudo? Todos eles redundaram... em perda financeira para o Banco do Brasil. Se a gente pegar só o último caso de 2007, em que o banco criou cerca de... 12 mil cargos de 8 horas, numa clara, num claro atentado à jornada de trabalho, mesmo que ele está fazendo nesse momento, criando jornadas de oito horas, sem amplitude de comando, sem nada. O que nós vimos nos anos seguintes a 2007? Obrigado. pessoas adoecendo, metas abusivas... E logo em seguida, uma enxurrada de ações trabalhistas contra o Banco do Brasil, cobrando o que a gente chamou de sétima e oitava hora. O que aconteceu? O banco teve que fazer acordo... teve que criar uma comissão de conciliação prévia, pagar os seus trabalhadores. Então, o que nós temos nesse momento... o banco, os... gestores atuais do banco, criando um novo passivo trabalhista para a empresa Banco do Brasil. Então, nesse momento em que se fala tanto em rentabilidade, sobre patrimônio, que o Banco do Brasil tenta perseguir os demais... bancos do mercado Ele cria um passivo que vai contra ele mesmo. Mas tem um outro problema que é para o trabalhador. Então, se esses gestores estão criando... uma dita reestruturação que prejudica a empresa no médio e longo prazo? O que ele está fazendo com os trabalhadores e com a população em geral é pior ainda. Porque nós já vimos, primeiro... Vai ser falado muito aqui, burlando a jornada de trabalho. Jornada de trabalho do bancário é de 6 horas, 30 horas semanais. O mundo inteiro... discute que o trabalhador se aproprie de parte do ganho de rentabilidade, de produtividade, diminuindo jornada de trabalho. Fim da jornada 6x1. O que faz o Banco do Brasil... Exatamente o inverso. Parece até que tiveram na Argentina. e começam a fazer um movimento de aumentar a jornada. Isso traz... uma situação em que cargos serão extintos. com o aumento dessa jornada. Ao mesmo tempo... com um outro... uma outra semântica Eles criam a fusão de agências, nada mais é do que fechamento de agências. Então, se nós temos uma população que ainda necessita do atendimento bancário, Porque nem todo mundo tem acesso à internet. Nem todo mundo tem um computador em casa para acessar a sua conta. Então, a gente, durante muito tempo, falou em bancarização. Como fazer isso? Se não tem o banco para atender, se não tem a orientação... Onde essas pessoas vão ter orientação? no Youtube... com golpistas Então a gente abre mais um flanco para mais golpes contra a população com fechamento de agências e dificuldade no atendimento. Portanto, nós entendemos que há um erro... É terrível. do da direção do Banco do Brasil... ao burlar a jornada de trabalho dos bancários, funcionários e funcionárias do Banco do Brasil, cria um passivo trabalhista enorme, a exemplo que nós já vimos outras vezes, eles nunca são responsabilizados por isso. Quem vai pagar a conta disso? O Banco do Brasil, como um banco público... deveria estar preocupado em financiar a produção, em gerar desenvolvimento, gerar renda para a população. Mas o que nos parece é que eles só estão preocupados com o lucro. Mas nem isso vão conseguir. Porque com... as provisões que terão que fazer... para as ações trabalhistas, vão ter uma perda nesse lucro. Então, eu creio que é importante a gente parar para... pedir à direção do Banco do Brasil... que... Procure a representação do funcionalismo, faça uma discussão séria sobre o que se espera de um banco público e haja efetivamente nesse sentido. Nós queremos um banco... que trate com respeito o trabalhador. Nós queremos um banco que trate com respeito à população, seus clientes, Então Queremos um banco que ajude o país... a se desenvolver a produzir. principalmente na área que o banco faz, que é financiamento agrícola, produzir alimentos de qualidade para a população. Com isso a gente tem... Comida de qualidade na mesa... da população. e não fazer o que ele vem fazendo. um absurdo atrás do outro, repetindo erros históricos, E a gente vai insistir aqui. A gente tem os casos do Enimoa, Novo Rosso, da reestruturação em 2007, e o banco está fazendo exatamente a mesma coisa. Nem aprender com os erros... Ele tem sido capaz. Então, é fundamental... que seja aberto um processo de conversação, com as entidades de representação do funcionalismo. que se reveja esse movimento e que, o acionista majoritário do banco, que é a União, tome pé do que está acontecendo. Sob pena de nós termos... um lucro menor lá na frente, uma produção menor... agrícola, porque não tem financiamento, porque a única preocupação dessa gestão tem sido o lucro pelo lucro. E se a gente não rever isso... Todo mundo pede. Pede o banco... Pede às suas entidades... ... perde o funcionalismo... Pede à população brasileira... E pede a União como acionista, porque vai receber menos dividendos lá na frente. Porque se ele fizer o seu papel, cumprir o seu papel... efetivamente... O lucro vem... essa visão diminuta que está tendo a gestão do banco, de não enxergar Kiss. existe um ciclo virtuoso quando você financia a produção só vai nos levar a perdas. Então essa suposta diminuição de despesa administrativa... Cortando... pagas, cortando postos de trabalho, fechando agências, não vai redundar naquilo que se espera, e nós já vimos esse filme antes. Então, a gente... É... Clama aqui para que o Banco do Brasil... cumpra a sua missão... Respeito aos trabalhadores e respeito à população brasileira. Muito obrigado.

0:0010:06
02 de mar, 10:47
#5
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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A presença do Jacir Afonso. que foi presidente dos Sindicatos Bancários de Brasília e também presidente da CUT-DF. Veja... Nós temos uma jornada de seis horas e as comissões de oito horas têm características muito próprias e muito restritas para que elas possam acontecer, mas o banco está forçando... todas as pessoas comissionadas aqui participarem, possam aderir a uma jornada de 8 horas e, obviamente, que isso significa tirar a comissão das outras pessoas, porque a cada três pessoas que aderem à jornada de oito horas, você tem seis horas de trabalho, a menos uma pessoa comissionada de seis horas. É um enorme passivo trabalhista, porque está muito nítido quais são as condições que possibilitam uma comissão de oito horas, ou a pessoa ser preposta do banco, enfim, ter uma condição de chefia dentro do seu próprio local de trabalho, esse processo extremamente cruel. Extremamente cruel, porque eu tive a oportunidade de presidir os sindicatos bancários de Brasília de 1995 a 1998. E ali nós vimos um período de reestruturação extremamente doído na instituição, onde, em verdade, se acabou com o plano, com a promoção... por antiguidade e o plano de carreira foi ferido de forma muito intensa. porque você passou a ter o cargo como alguma coisa substancial para a sua própria renda. Então, a pessoa que ganha 4 mil, 5 mil, ela adquire um cargo, ela passa a ganhar 15 mil. 20 mil, enfim, é de acordo com o valor do cargo. E se a pessoa perde esse cargo, ela perde o emprego dentro do emprego. Então, portanto, o banco sabe disso. Ele tem muita consciência do que isso representa. Tem muita consciência do que representa tirar uma pessoa de um cargo comissionado. A pessoa se organiza para ter aquele rendimento, ela vai ter uma queda abrupta e brutal do seu próprio rendimento, sem condições de adequar o seu próprio rendimento. Então, portanto, o banco tem consciência disso. E nós estamos vendo, há muitas denúncias que precisam ser verificadas, que há uma lógica muito etarista e também capacitista neste processo de retirada das... comissões das pessoas, desta forma como o banco está construindo. Isso não representa, e aqui foi brilhante a fala do Marcel, todos esses planos de reestruturação, nenhum deles representou uma economia de fato. E, veja, ainda que haja qualquer tipo, a economia não pode se dar a partir do sofrimento das pessoas que ali estão, porque você vai ter uma relação, que é uma relação adoecida, professora Ana Magnolia, com a própria instituição, isso afeta a própria produtividade e deforma as subjetividades. E deformar as subjetividades não é um processo que se restringe ao ambiente de trabalho, mas ele... tem alcance nas outras dimensões da vida para além do trabalho. Então, portanto, por isso estamos aqui, por isso ainda estamos aqui, fazendo esta discussão e, mais uma vez, lamentamos a ausência do banco que não se fez presente e poderia fazê-lo, inclusive, de forma virtual. Então, não se fez presente para essa discussão. Eu vou passar agora a palavra para a representante do Ministério Público do Trabalho, a senhora Carolina Paz. Mercante. Obrigado. Obrigada.

0:003:53
02 de mar, 10:57
#6
Representante - Ministério Público do Trabalho - MPT Carolina Mercante
Carolina Mercante

Representante - Ministério Público do Trabalho - MPT

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Bom dia a todas as pessoas, cumprimento... Deputada Excelentíssima Deputada Erika Kukai. a quem parabenizo pela iniciativa, pelo espírito público e democrático de ter também convidado. os representantes do Banco do Brasil e também lamentamos a ausência, porque poderia enriquecer o debate e a transparência do processo. Cumprimento também os representantes sindicais da Associação Nacional. o senhor Marcel Barros, o presidente do Sindicato de Brasília, Eduardo Araújo, o presidente da FETEC, Rodrigo Brito, professora Ana Magnolia, da UNB, que nos assiste. Obrigada pela exposição. Faço minha autodescrição. Sou uma mulher parda, de cabelos castanhos... uso vestido preto, terno preto e colar vermelho Agradeço a deputada pelo convite do Ministério Público do Trabalho. Esclareço para os senhores e para as senhoras que o Ministério Público do Trabalho recebeu... a denúncia das entidades sindicais, estivemos em reunião na Procuradoria Geral do Trabalho, para tratar sobre o assunto e também recebemos denúncias de trabalhadores prejudicados. Nós. Já instauramos procedimento preparatório de inquérito civil notificamos o banco do brasil para apresentar informações e documentos oficiamos o sindicato dos bancários de brasília para apresentar informações que possam contribuir para elucidar o cenário ao Ministério Público. E já começamos a ouvir testemunhas na semana passada. E o que eu posso antecipar a vocês? Que o Ministério Público do Trabalho compreende que toda e qualquer reestruturação Se efetivamente necessário, ela precisa ser feita com critérios... de transparência quanto aos critérios de escolha dos trabalhadores e das trabalhadoras eventualmente impactados. Outro requisito para eventual reestruturação, se efetivamente necessária, é o prévio diálogo com o movimento sindical. Nós entendemos que é necessário que o sindicato tenha informações fidedignas sobre as intenções reais do banco e os cronogramas e quem será impactado. E também tem acesso à informação... plena para que possa contribuir as entidades sindicais possam contribuir com alternativas e reduzir os danos à categoria. E nós destacamos que a Constituição da República veda expressamente Qualquer tipo de discriminação por faixa etária, gênero, orientação sexual, origem, alinhamento ideológico, e que esses aspectos serão investigados de forma aprofundada pelo MPT no curso do Inquérito Civil. Nós entendemos também... que quaisquer movimentos reestruturantes, se necessários, eles devem considerar não apenas a segurança financeira do trabalhador e da trabalhadora, mas também Tem que ter um cuidado especial com a saúde mental. dessas pessoas. Hoje, a NR1, a norma regulamentadora... um, do Ministério do Trabalho, também é obviamente aplicável ao Banco do Brasil, prevê expressamente que devem ser mapeados os riscos psicossociais, e a empresa deve reduzir, adotar medidas que reduzam os impactos negativos, os efeitos negativos de eventuais riscos psicossociais. Então, isso a gente também vai apurar em nossa investigação. E evitar que o trabalhador fique estigmatizado. Eu ouvi de uma das testemunhas, ah, vou ficar carimbado, fiquei carimbado... em um descomissionamento que aconteceu em 2017, Fiquei carimbado em descomissionamento em 2018 e fiquei novamente carimbado, estigmatizado, congelado a carreira agora no atual... Descomissionamento. Isso também vai ser observado pelo Ministério Público na investigação. Portanto, nós compreendemos que um banco público, isso é importante ressalvar, que um banco público tem o dever de cumprir com a sua responsabilidade social, que está prevista no artigo 37, parágrafo 6 da Constituição e artigo 173 também da Constituição. também é igualmente importante, está na nossa Constituição da República, a primazia do interesse coletivo. E é importante que sejam resguardadas a segurança social do funcionalismo, e a saúde E da nossa parte, posso garantir aos senhores e senhoras que... Teremos uma investigação no Ministério Público. com seriedade com imparcialidade, porém com a sensibilidade necessária. para o sofrimento. e para o mal estar eventualmente causados por eventuais... medidas de gestão praticadas pelo Banco do Brasil. Estamos à disposição para escuta, tanto das entidades sindicais, quanto do representante do Banco do Brasil, para eventual conciliação e, caso não seja frutífero, eventual conciliação, adotaremos as medidas extrajudiciais e judiciais cabíveis. E agradeço novamente a deputada Erika Kockay. E agradeço a atenção de todos e todas. Obrigada.

0:005:30
02 de mar, 11:01
#7
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Agradecemos a sua... contribuição, doutora Carolina, porque... E... A senhora lembrava bem a norma regulamentadora 1 que fala das condições, as condições biopsicos sociais, as condições de impacto. à saúde dos trabalhadores e trabalhadoras. E como isso é absolutamente fundamental, porque nós vivenciamos momentos de muito sofrimento no Banco Brasil. Eu lembro muito do período de 1995, onde houve essa reestituração e as pessoas se sentiram sem identidade. A identidade solapada, arrancada e as pessoas que se sentiam pertencentes à instituição de forma muito, inclusive de forma emocional, a instituição fazendo parte da sua própria família, ou seja, eu costumava dizer que é como se tivesse um totem em cada mesa de jantar, em cada mesa de almoço. nas famílias com trabalhadores, trabalhadoras, servidores, servidores do Banco do Brasil. Então, portanto, houve esse romper as identidades, muitos sofrimentos, muitas tentativas de auto-extermínio, algumas infelizmente se consolidaram e todas muito vinculadas à própria instituição. Como se a instituição estivesse roubando a sua própria identidade que foi construída a partir dos vínculos institucionais. de muito desrespeito, eu diria. Muito desrespeito. Desrespeito com os funcionários e funcionárias do Banco do Brasil. Desrespeito. Porque, primeiro, uma ilegalidade que é a imposição... da jornada de 8 horas para os cargos comissionados. Então, isso é uma ilegalidade, que vai gerar um passivo e que tem gerado, todas as tentativas nesta direção, gerar um passivo e vir de respostas da justiça do trabalho favorável aos empregados, trabalhadores e trabalhadoras funcionários e funcionárias. Então, portanto, nós temos uma ilegalidade. uma consideração do do sentimento ou das contribuições dos funcionários e funcionárias, e uma ausência de debate com as instituições. Porque eu sempre penso que tem muito modismo, dizia o Marcel. Eu lembro muito da época do 5S e da época do Just in Time, da revolução industrial provocada no Japão. E nós tivemos a oportunidade de ir no Japão, representando a Central Única dos Trabalhadores, isso em 1994. E, naquele momento, o que se via ali é que esse Just in Time, em grande medida surgiram da fala dos Trabalhadores e trabalhadoras. Ou seja, é quem efetiva a instituição, é quem assegura a instituição em contato com a própria sociedade e que é ignorado. em qualquer processo de reestruturação. E nos chama muita atenção, porque nós temos uma gestão no Banco do Brasil que fala muito em diversidade, de respeito à diversidade. das pessoas e os descondicionamentos acontecem em função da ilegalidade de impor a jornada de oito horas. Então, portanto, é uma série de ilegalidades pisoteando os funcionários e funcionárias do Banco do Brasil. E uma reestruturação que, enfim, o banco tem uma função social. É óbvio que o banco disputa mercado e nós queremos que continue disputando mercado, brasileiro, mas tem uma função social, é um banco público. Então, não se pode ter uma direção que diga que é preciso se libertar da União. porque é uma instituição que tem a união como acionista majoritária e que cumpre uma função do crédito do Pronaf, do crédito agrícola, mas não só isso, de intermediar as finanças da sociedade, que é a função princípua de qualquer instituição financeira, mas com a compreensão de que, cabe aos bancos públicos o exercício de uma função estratégica de desenvolvimento nacional e elevação da dignidade do povo brasileiro. Então, voltando aos nossos expositores e expositoras, eu vou passar a palavra para o Rodrigo Brito, que é presidente da Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro-Norte, da FETEC, CUT, barra, cn Obrigado. Obrigado.

0:005:25
02 de mar, 11:07
#8
Presidente - Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte - Fetec-CUT/CN Rodrigo Britto
Rodrigo Britto

Presidente - Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte - Fetec-CUT/CN

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Obrigado, companheira Erika. Gostaria de desejar... Um ótimo dia a cada... colega bancário e bancária que está aqui presente nessa importante audiência pública. Saudade. companheiro Eduardo Araújo, nosso presidente do Sindicato Desbancar de Brasília, A nossa representante do Ministério Público do Trabalho, Carolina Mercanti. Nosso companheiro Marcel Barros, da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil. E fazer minha autodescrição, sou homem branco. calvo, com barba, com terno roxo e camisa Rosa. E ao saudar todos e todas, gostaria de iniciar minha fala parabenizando... Acompanheira Érica Cocay. A Compera Ericka Cocay, aqui na Câmara Federal, é uma voz... importante. das trabalhadoras. dos trabalhadores e da sociedade civil. é uma das poucas parlamentares que a tua... de forma intransigente para fazer a defesa da vida humana. dos direitos trabalhistas. e buscando sempre o melhor para o povo brasileiro. Então, ao iniciar essa fala... Eu queria agradecer a companheira Erika. por toda a sua dedicação. e trabalho e pela dedicação que ela está tendo em defesa das funcionárias e dos funcionários. do Banco do Brasil. Feito essa saudação inicial, Gostaria de manifestar... a minha indignação. E falo indignação do fundo do coração, porque eu estou aqui muito revoltado com a ausência... do Banco do Brasil. que merece o nosso total repúdio, por mais uma vez... se furtar a vir debater... com os funcionários e funcionárias do Banco do Brasil. com os representantes do funcionalismo do Banco do Brasil... As decisões equivocadas... e em muitos casos covardes, que essa direção do Banco do Brasil está realizando. É um absurdo determinadas coisas. Eu tinha aqui algumas indagações para fazer... a representação do Banco, Começando por essa reestruturação das unidades estratégicas do Banco... e da tecnologia... aumentando a jornada de trabalho, de seis para oito horas, cometendo uma total ilicitude uma fraude trabalhista, E ainda... doutora Carolina. de uma maneira mais grave, pegando cargos, que foi muito boa a fala do Marcel, que lembrou lá de 2007 da reestruturação, E aí Pegando funções gratificadas... que o nosso Sindicato dos Bancários de Brasília... Por decisão judicial, fez com que essas funções fossem de seis horas. E agora, sem alterar As atribuições... sem alterar a nomenclatura da função e com coisa julgada o Banco do Brasil... coloca essas funções para 8 horas. como foi muito bem falado, gerando mais um passivo trabalhista, E vale a pena citar... Tivemos recentemente divulgado os resultados do Banco, E o banco tem R$ 8 bilhões. aprovisionados. por questões judiciais. E a grande maioria desses valores... São passivos trabalhistas e, infelizmente, essa direção não aprendeu. Então, já começo falando sobre esse absurdo. de mudar a jornada mesmo você tendo uma decisão judicial transitada e julgada, uma sentença transitada e julgada. Ou seja, coisa julgada. O banco não poderia fazer isso. Está indo contra a lei. E vale ressaltar, estou vendo o companheiro Watson ali com o... o nosso cartaz da luta que nós fizemos naquela época, que eu fui inclusive presidente do sindicato naquela época, Nunca foi sorte, sempre foi luta. Está aqui, lutamos muito para ter a nossa jornada... Seis horas garantidas. para agora, em uma direção de plantão, e querer roubar no funcionalismo. E o pior... A cada três funcionários. que migram das 6 horas para as 8 horas, dentro desse modelo de aceleração digital, dentro dessa reestruturação que o Banco do Brasil faz, Obrigado. um funcionário é considerado excedente. Então, a cada três colegas... um funcionário ou funcionária do IB Vira excedente. O que ocorreu com esse excedente? Lembro muito bem que em dezembro, o Banco do Brasil numa disputa de narrativas com o movimento sindical, começou a divulgar para o funcionalismo o chamado fato ou fake? Obrigado. Ele colocava o que nós, representantes do movimento sindical, divulgávamos, como sendo mentira, E como sendo fato a versão deles. Em dezembro ele divulgou no Fato Fake... que era mentira que ocorreria descomissionamentos com essa estruturação. que nós Federação Centro-Norte, Sindicato dos Bancares de Brasília, estávamos mentindo. E aí eu queria perguntar para o representante do Banco do Brasil. O que ocorreu no dia 5 de janeiro? que só em Brasília foram 170 descomissionamentos. São 170 colegas que estão no esmolão. grande maioria que tem mais de 50 anos de idade, mais de 20 anos de carreira mostrando o etarismo Claro que não tem histórico nenhum funcional... que venha a ser contra o trabalho desses colegas, são colegas muito bem avaliados, e simplesmente... vieram a ser descomissionados. Então, qual que é o fato ou fake de verdade? Somos nós que metimos ou com esse fato concreto que está... mexendo na vida dos colegas, É a direção do Banco do Brasil que está mentindo. E aí eu já coloco um outro problema, que é essa medida ocorreu. A maioria desses colegas, grande maioria, companheira Érica, Marcel e demais aqui presentes. eles têm mais de 10 anos de função gratificada em novembro de 2017. Então, aqui eu já faço uma proposta e um desafio para a direção do Banco do Brasil... que diz se preocupar com os funcionários e funcionárias, Vamos sentar. Vamos aproveitar a disposição do Ministério Público do Trabalho e ajudar? E vamos sentar junto com o Ministério Público do Trabalho e vamos fazer um acordo para que a súmula 372 do Tribunal Superior do Trabalho... seja cumprida. E que a justiça do trabalho, que já é muito sobrecarregada, inclusive atacada, Porque nós defendemos a competência constitucional da Justiça do Trabalho e... É uma coisa à parte, mas é uma vergonha que o STF está fazendo com a Justiça do Trabalho. Mas eu quero desafiar a direção do Banco do Brasil, o Conselho Diretor... que sente, mande seus representantes sentar conosco, para que a gente faça esse termo, para que a gente... faça uma clausa, um termo de ajuste de conduto, o que for. mas que a gente não tenha que entrar. e aí não é só Brasília, os colégios de São Paulo e os outros locais que também tiveram nesses comissionamentos, com mais de 200 ações judiciais para garantir algo que é líquido e certo. para sobrecarregar a justiça do trabalho, para quê? Se vocês dizem que o funcionalismo é importante... Aceita o desafio. sentem conosco Temos o Ministério Público do Trabalho aqui para nos auxiliar? vamos formalizar Porque vamos ganhar na justiça se precisar ingressar. Não há dúvida nenhuma de um direito líquido e certo. Então, vamos poupar sobrecarregar a justiça do trabalho e vamos poupar o sofrimento que essas pessoas estão tendo por conta do descomissionamento, a humilhação que estão tendo. de estarem lá, trabalhando, muitas vezes, sendo a mesma atividade ainda, e do lado dos colegas que por medo migraram para oito horas. Porque se não tivessem concorrido para as 8 horas, poderia ser o excedente que foi descomissionado. Por fim, como o tempo está acabando... Entendo a dualidade do Banco do Brasil. o papel privado, e a nossa função pública. e lamento que a estratégia corporativa do Banco do Brasil, que vem sendo implementada desde 2016, tem jogado no lixo... a função pública. Inclusive, não está mais na missão do Banco do Brasil nada referente a isso. E aí vou encerrar... Lendo novamente uma denúncia que o Sindicato dos Bancários de Brasília fez. soltou até um espelho DF. com título de gol contra. Algo que está no formulário de referência do BB de 2025. Onde? A direção do banco... coloca a união como algo que pode prejudicar o Banco do Brasil. que é uma contradição pura. O bebê é da União, o bebê é do povo brasileiro. Estou fazendo a leitura para encerrar. A União, na condição de acionista controlador, poderia, eventualmente, influenciar as decisões dos conselheiros de administração cuja indicação de compete. no sentido de que o banco desenvolva atividades negociais que priorizem objetivos... ou programas de interesse governamental. Também existe a possibilidade... de que alguns desses negócios concorram com os objetivos econômicos da atuação do BBB. o que poderia afetar o banco. adversamente e porventura causar danos à sua reputação. A União na qualidade de contratantes de serviços financeiros relacionados à execução de políticas públicas ou programas de interesse governamental... pode sofrer eventual insuficiência de recursos e não os disponibilizar ao banco nos prazos acordados, o que poderia afetar o equilíbrio e a regular gestão desses contratos e dos serviços prestados. afetando o banco de maneira adversa. Aqui... Mudou a coisa. Não é o cachorro que abandona o rabo, é o rabo que está querendo abandonar o cachorro. Obrigado, Comperer.

0:0011:37
02 de mar, 11:12
#9
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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A contribuição do Rodrigo Anunciei a presença do José Ferreira, que é do Sindicato dos Bancários de Rio de Janeiro. do Marcelo Lugo, de Ponta Por um Da Chay Cândida, representando o Sindicato de Pernambuco. da Cristiane Zacarias, do Sindicato de Curitiba, Samila Moraes, representante do Sindicato do Amapá. Tatiana Oliveira, que é presidenta do Sindicato do Pará, Jefão Meira, o Jefferson Meira, que é secretário de Relações de Trabalho da CONTRAF e CUT, e o Rogério Tavares, representando o Sindicato de Belo Horizonte. E aqui temos vários representantes da diretoria do Sindicato de Brasília e também da FETEC-FETEC. Centro-Norte. Após a fala do Araújo... do Eduardo Araújo, nós vamos colher algumas inscrições, por volta de sete inscrições, das pessoas que aqui estão. E é só levantar a mão que a gente vai colhendo as inscrições. E depois devolvemos... para Pedi alguém para poder fazer o... o levantamento das inscrições, mas eu passo então... para o Eduardo Araújo, que é presidente de Sindicatos Bancários de Brasília, E que tenha a palavra agora. Obrigado pela

0:001:28
02 de mar, 11:24
#10
Presidente - Sindicato dos Bancários de Brasília - SEEB Brasília. Eduardo Araujo
Eduardo Araujo

Presidente - Sindicato dos Bancários de Brasília - SEEB Brasília.

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o espaço, Érica, e a Comissão do Trabalho, que a gente possa vir aqui debater. não só os direitos dos trabalhadores, mas também discutir Como é que se dá isso no âmbito de uma empresa pública? Estivemos aqui já fazendo isso em relação ao Santander, então nós não estamos aqui fazendo... uma ação exclusiva para o Banco do Brasil. e que possa... tivemos da Caixa Econômica também, então qualquer que seja o ataque aos trabalhadores e a casa puder nos atender, nós vamos trazer as denúncias, querer fazer o debate. É... O Banco do Brasil copiou o Santander também, que não trouxe seus representantes. Então a gente vai continuar nessa luta. E o Rodrigo... trouxe aqui uma... esse jornal do Gol Contra, que é de julho do ano passado, E a gente estava trabalhando na perspectiva de denunciar que a gestão do Banco do Brasil não tinha interesse em ter os seus trabalhos desenvolvidos com o governo. E a gente identifica que a maioria da gestão do Conselho Diretor do Banco Brasil são os mesmos que estavam... em 2019. mudando alguns cargos ali Mas a estratégia foi a mesma. Então a gente veio debater a estratégia e o ataque que isso gerava... com os trabalhadores, porque... é fruto da gestão até 2023 então até o final de 2022, nós tivemos o deforma a gente chama de deforma, que é uma deformação do relacionamento com os trabalhadores. E ao invés de consertar isso, fizeram Bem pior. Então, para justificar que poderia fazer uma nova... forma de remuneração dos trabalhadores, Não ouviram o movimento sindical... não negociaram um plano de cargos, impuseram goela abaixo, de uma forma que que a gente, uma fórmula que eles usaram lá e foi usada de novo, a fórmula era a gente reduz o salário do cargo comissionado. Então nós temos pessoas iguais fazendo o mesmo trabalho, mas com salário... Diferente. Então isso é o que a gente chama de deforma. Só que o a quantidade de dinheiro que ficou do que entrou ganhando menos no mesmo cargo, foi transformada em prêmio para alguns. eles não usaram esse dinheiro, mas usaram para política. de dizer que existem trabalhadores melhores que os outros dentro do Banco do Brasil. E isso vem, como o Marcel falou lá, dos anos 90, Então, a gente viu no novo rosto a mesma coisa. eles dividiam os trabalhadores, colocaram esses aqui são eficientes, esses aqui não são eficientes, esses tem produção, esses não tem, mas com que critério? Então, como é que a gente vê isso nesse modelo que foi colocado agora? nós não temos recursos, vamos pegar o dinheiro de alguns, vamos excluir essas pessoas e transformá-los em excedentes. como foi... com um PDV de 1995 E com o dinheiro que a gente pagaria essas pessoas, a gente vai pagar... A hora extra... que deveria ser como hora extra e não como um bônus para quem escolheu. E aí a gente tem uma O remendo foi pior do que o que já tinha, então vai rasgar tudo. E aí a gente não tem medo de expor o Banco do Brasil... Enquanto... É um péssimo gestor de pessoas. Isso não faz mal, a gente quer que conserte. Então não adianta o banco falar que isso é um problema. O problema do Banco do Brasil é a gestão, não são os trabalhadores. E essa gestão... Não é dona do banco. elas não podem tomar decisões que vão afetar o passivo trabalhista, ou a lucratividade, ou as relações com... com as pessoas. e a gente está falando aqui na relação com as pessoas, seja internamente, seja externamente. O que aconteceu? com relação ao público que os bancários do Banco Brasil têm interesse de atender. eles são excluídos das agências com esse modelo novo de reestruturação que aconteceu agora. Então eles querem expulsar as pessoas das agências e vão... Querer apenas que atenda os que têm mais dinheiro. Isso também foi lá no início dos anos 90. Tem um depoimento neste livro aqui, de reestruturação bancária. em que uma colega fala assim eles falavam pra gente vestir uma roupa melhor pra poder atender as pessoas com mais dinheiro Porque não tinha que atender os pobres. Não é função do Banco do Brasil isso. Então a gestão continua fazendo o mesmo. E aí, como o Marcelo falou, não aprenderam. Então, eu separei só um pedacinho aqui do... desse livro, é uma pesquisa, e a gente... Obrigado. gostaria de depois conversar com o colega, para a gente pegar os anos 2000 para a gente poder avançar nessa, de como eles continuam errando da mesma forma. Naquele momento, o banco buscava, em suas palavras, identificar os trabalhadores desmotivados, ociosos e pouco produtivos. E aí a legitimação do expurgo dos trabalhadores vinculava-se a critérios técnicos. que no discurso da empresa... recompensariam os méritos individuais e puniriam as falhas e incapacidades também individuais. E aí Como é que o banco escolheu os excedentes dessa vez? Daquela vez fizeram lista, pessoas que tinham idade, por idade, por filhos, por... se tinha cargo comissionado ou não, se tinha alguma... se tinha mulher ou marido no banco, para estabelecer critérios que o gerente falou assim, esse aqui vai aceitar sair no PDV se eu fizer uma pressão. E agora fizeram com a mesma linha de etarismo, pelo menos a gente já identificou com as pessoas que a gente já atendeu, e com pessoas... adoecidas, que o próprio banco adoeceu, pessoas com neurodivergência, Então, é uma maldade atrás da outra. E a gente... fez uma... uma audiência aqui no dia 1º de dezembro, denunciando isso do gol contra. E falando um pouco da da reestruturação. Mas o que aconteceu? véspera de Natal... as pessoas foram informadas, você vai ser descomissionado. Antes era assim, você corre o risco de ser descomissionado, então, implicitamente, nós denunciamos que isso era uma coerção para as pessoas concorrerem às 8 horas. Se você não concorrer, seu chefe vai dizer que você não quer, você é desmotivado e tal. Então, você concorra. Então, eles atingiram o nível de mais de 70% de pessoas concorrendo porque elas estavam Com medo de ser descomissionado. Então, passou a fase... das escolhas técnicas, né? E a gente viu as escolhas que foram feitas. E as pessoas foram informadas... As carimbadas... como a procuradora disse, às vésperas do ano novo, do Natal. Que maldade a gente vê nisso. Que tipo de gestão que a gente pode dizer? Se a Ana Magnólia falou aqui na porta do inferno, pode ser que alguns colegas ainda... Não vejam isso, mas para muitos... Para muitos isso é verdade. Então a gente não pode ficar alheio ao sofrimento de alguns... Porque eles são nossos colegas, são seres humanos também. Então, não podem ser tratados dessa forma pelo banco. Então, a gente precisa que os demais colegas tenham empatia. e ter o entendimento de que isso pode acontecer depois. com eles que estão neste momento sendo livrados pelos seus gestores e foram escolhidos sem que houvesse o uso da tanto para promover... A promoção, quanto para descomissionar, foram usadas ferramentas que não são oficiais do banco para avaliação de pessoas. Então, o banco, no dia 24 de dezembro, nos fez uma manifestação... questionando que a gente estava falando os fakes, né? Então a gente fez no dia 1º de dezembro a audiência... Aí a gente, na audiência aqui, a gente... indicou uma série de atividades com a deputada, a gente foi... da Anamatra, depois a gente foi... Denunciou para o TCU, denunciou para o Banco Central, também para a AGU. É... A associação também nós mandamos para a CVM uma associação dos minoritários, a gente mandou para a CVM esse tipo de situação, porque isso vai gerar prejuízo para o banco. e eles eventualmente não vão estar aqui porque entendem que a justiça vai demorar um tempo, né? Eles vão gerando resultados fictícios e fica por isso. Então... A gente tem certeza que isso vai gerar problema. E o banco... acusava que queria negociar. Mas por que ele não sentou para negociar com o movimento sindical antes? Por que eles estão fugindo de... do debate público, porque é que eles estão fugindo e querem uma pauta específica. Porque eles não têm condições de responder o que eles fizeram. Então é lastimável, reforço aqui a indignação do Rodrigo, de dizer que isso não serve. Mas a gente não parou por aí. Então a gente viu, dia 5 de janeiro, vários colegas sendo descomissionados. E a gente, então, continuou a nossa luta. pediu uma reunião na Secretaria-Geral da Presidência da República... Depois a gente denunciou de novo nos nossos materiais que o posicionamento estratégico do banco é privatista. Não é nada que tenha interesse público e interesse social. A gente depois... no dia 5, que foi o dia em que houveram os descomissionamentos, a gente mandou uma carta para o Rui Costa, do Santos, ministro da Casa Civil, Prod... para o Fernando Haddad e para... Esther Dweck, no dia 5 de janeiro, nós mandamos as cartas para o governo, É... denunciando essa situação e dizendo que... eles descumpriram, inclusive, as orientações da CGPAR 52. que diz que tem que negociar. Mas, como é uma orientação, então eles são sabedões e sabedonas, E tocaram o barco de qualquer jeito. Então a gente quer ainda ouvir do governo respostas. Antes disso, ainda no dia, a gente recebeu a carta no dia 24 de dezembro, então, para dizer que o banqueiro estava satisfeito com a resposta dele, a gente mandou no dia 26 de dezembro uma carta para o senhor Egídio, coordenador do comitê de auditoria, para saber se o banco cumpriu a regra interna de passar... Esse programa dentro da auditoria. E também mandamos para o comitê de risco Nenhum deles responderam. Porque o banco não pode pegar uma área interna lá e fazer um plano mirabolante e aprovar no conselho diretor e pronto. Eles têm que prestar conta para a sociedade. Então a gente não vai parar enquanto a gente não... obtiver justiça e reparação para essas pessoas que foram atingidas e são A gente colocar no universo de milhares, centenas é pouco, mas cada um tem uma família. Cada um tem uma condição, então a gente vê que o banco... fechou as vagas em dezembro, abriu agora em janeiro, e aí o colega fala... carimbado, o colega carimbado fala... várias pessoas estão chamadas para as vagas que foram abertas e nós Não somos chamados. Nem para entrevista. Como é que o banco justifica isso? Então, a gente sente muito por essa condição de ter que... fazer o debate público, já que o debate... de negociação não ocorreu. Mas a gente não pode permitir que isso aconteça Nem no Banco do Brasil, nem no Santander, nem no Itaú, em nenhum lugar. está tratando de pessoas A governança do Banco do Brasil... Não está sendo... Então, eles não passaram pelos... lugares adequados para que isso houvesse um A aprovação. E aí agora, na sexta-feira, eu recebi de um colega que falou assim, olha, nossa participação nos lucros vai ser reduzida. dos antigos Os VPs antigos de... falando VP aqui que a maioria do colega vai entender, mas o valor de referência da função eles pegam e rebaixaram o valor de referência da função para pagar a PLR. Então, os colegas... antes do performance são todos prejudicados na distribuição da PLR Agora. Então, ao invés de corrigir as coisas, eles estão piorando ainda mais. Então, a gente agradece mais uma vez aqui a... a disponibilidade... da Câmara de nos receber. e da gente apresentar esse debate, Porque a gente também pode servir de referência para outras categorias, para outras... negociações e a gente vai estar sempre disposto aqui a atender os interesses dos trabalhadores. E nós vamos continuar defendendo o Banco do Brasil, público. para o desenvolvimento... social do Brasil, mas não vamos defender nenhum dirigente do banco que comete absurdos. Obrigado a todos aí.

0:0014:35
02 de mar, 11:25
#11
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Se inscreveram para fazer uso da palavra por três minutos, Jacir Afonso, Paulo Vinícius, o Everton da FETEC Paraná, Watson o Rafael Saldanha Zezé Furtado, mais alguém? Obrigado. Rogério. Obrigado. O que é a reparação de Tiago? É o nome do segundo... Alguém mais? Elvete? Obrigado. Áfila. Eu vou pedir às pessoas que forem usar a palavra que possam falar o seu nome completo para os anais da audiência e também a entidade que se representar alguma entidade. Eu vou colocar o prazo de três minutos e depois a gente devolve por dois minutos para cada um dos... componentes da mesa. Então, com a palavra, Jaci Afonso.

0:001:01
02 de mar, 11:40
#12
Participante Jacir Afonso
Jacir Afonso

Participante

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Oi Good morning to all. Erika The president of the president of the sindicato, I also was president of the sindicato, I am a funcionário of the Banco do Brasil. Marcel, we have experienced the military dictatorship, we have experienced the government Sarney, the Collor, the Fernando Henrique Cardoso, the Temer, E Bolsonaro. of bad actions in the management of the bank. And today, this is the actual these current standards, Prepostos. It's right? They're sad, because they're sending a letter on December 24th, It's a choice that these people are making. So, this demonstrates the character of these people who are in these functions. But I wanted to talk about one aspect, Rodrigo, when you spoke about the... Dr. Ana Elise. who is the president of the administration of the Banco do Brasil. She was designated by the União Europe as a administration, to orient and fiscalize the council director. She is the Procurator-Geral of the National Farm. She has the concern of taking care of the UN's resources. as a which the direction of the bank is doing. in relation to the damage that the union as a majoritarian union. So I would like to leave this register and the cobration of the president of the Council of Administration, Dodora Annelise. Thank you. Thank you.

0:001:57
02 de mar, 11:41
#13
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Vamos passar por Paulo Vinícius, em seguida por Everton do Paraná. Alô. Meu nome é Paulo Vinícius.

0:000:09
02 de mar, 11:43
#14
Participante Paulo Vinícios
Paulo Vinícios

Participante

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Eu sou do Sindicato dos Bancários de Brasília, sou sociólogo. Em nome da mesa de todos, eu saúdo a Érica Cocay, Obrigado. E... Eu queria chamar a atenção... que o Sindicato dos Bancários de Brasília jamais se calou diante da imensa frustração que a atual gestão do Banco do Brasil tem causado na categoria bancária, sobretudo para os funcionários do Banco do Brasil. em Brasília. Então, nós temos denunciado de maneira frontal todos esses desmandos. E nós queremos chamar a atenção para o fato de ser necessário recuperar o Estado brasileiro. que o momento atual que nós vivemos é um momento ainda onde o Estado brasileiro, ele mantém boa parte do ordenamento e das fragilidades... que foram legados pelo golpe e pelo governo de extrema direita, profundos constrangimentos que se expressam, por exemplo... Com a mudança que foi nominal... mas que não teve mudança nenhuma na prática, nos critérios da gestão. Pelo contrário, utiliza um discurso... que usa o nome das mulheres, usa o nome dos negros para implantar uma política igualmente ultraliberal, cruel, que traz profundo sofrimento psíquico para os trabalhadores, baseada na sua insegurança. Então, é um perigo terrível para a instituição. O Sindicato dos Bancários de Brasília também foi a primeira entidade a denunciar o escândalo, Master, BRB, e o Sindicato dos Bancários de Brasília faz isso por entender o papel importantíssimo das empresas públicas para o nosso país. e nós não conseguiremos fazer isso sem luta e sem a mudança, inclusive, do Congresso Nacional, que é necessária para esse objetivo. Eu queria chamar a atenção de mais alguns fatores. O que é que o Banco do Brasil efetivamente tem feito pelas micro e pequenas empresas? comparativamente ao passado, o que é que realmente isso tem peso na sua estratégia corporativa? O que é que está acontecendo com a redução dos recursos da Fundação Filipe? Banco do Brasil... para que seria um cartão de visita de uma política social para o nosso povo. Então, todas essas questões têm por trás de si, inclusive, a política que foi adotada para o sistema financeiro como um todo, desses altíssimos juros e dessa postura que privilegia o curto prazismo em detrimento da função social de Estado e o caráter público da nossa instituição. do Brasil e o Sindicato dos Bancários de Brasília jamais se furtará a esse dever. Obrigado.

0:003:03
02 de mar, 11:43
#15
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Paulo Vinícius, passar a palavra para o Everton da FETEC Paraná e em seguida para o Adson. Oi.

0:000:10
02 de mar, 11:46
#16
Participante Everton Lopes
Everton Lopes

Participante

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Bom dia a todos e a todas. O meu nome é Everton Lopes, eu sou da FETEC Paraná. Represento o Paraná na mesa de negociação do banco desde janeiro. E eu quero começar falando pelo óbvio. O Banco do Brasil não está aqui. Então, o companheiro Rodrigo tem muita razão quando se diz indignado, Porque isso aí não é só um detalhe. Isso aí é uma resposta a todos nós. significa que O banco não quer negociar, ele não quer ouvir. Ele não quer que a gente participe dessa construção. desde o PERFORMA mal fadado performa, a gente viu uma infantilização... do funcionalismo Ao mesmo tempo que eles baixam os salários e criam padrões de remuneração diferentes na mesma equipe, para a mesma função... dão moedinhas para a gente distribuir entre os colegas, Enquanto a gente vê as condições de trabalho sendo precarizadas... sobrecarga de trabalho E, principalmente, esse escândalo que é a ofensa à jornada de trabalho, querendo aumentar de seis para oito horas. A gente vê um abandono do espírito público, um abandono da história do Banco do Brasil, Lá em Curitiba a gente vem vendo... a direção abandonar um prédio histórico do Banco, da agência número 9... Inclusive, a direção do banco se recusou a conversar com a gente quando a gente tentou levar um centro cultural Banco do Brasil para Curitiba, aproveitando aquele prédio, histórico, que está no marco zero da cidade, Então, quando o Banco do Brasil recusa a sua história, joga a história na lata do lixo, a gente vê que a gente está... tomando um rumo perigoso. Eu acho que passou da hora, e eu quero deixar esse registro aqui, passou da hora do controlador, para a gente não personificar essas decisões aqui, passou a hora do controlador tomar as rédeas, e dizer se o Banco do Brasil vai cumprir a sua função pública, ou vai ficar chicoteando o funcionalismo aqui para dar lucro para o acionista privado. É hora da gente resgatar essa função pública. Garantiu apoio à agricultura. A indústria, o pequeno empresário e o desenvolvimento do país. Muito obrigado. Obrigada.

0:002:17
02 de mar, 11:46
#17
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Agradecer o Everton, passar para o Adson. E, em seguida, para o Rafael Saldanha.

0:000:11
02 de mar, 11:49
#18
Participante Adson
Adson

Participante

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Oh, Primeiro... Thank you very much. We have part... the FedTech Central Norte I'm Secretary of Health and Conditions of Work. where there is also Mwah. It's a great pleasure to say that we were together with the Ana Magnolia in several moments. In 2010, when I had the opportunity, by Rodrigo, to be a secretary of health and work, I re-structured the Secretariat of Health and Conditions of Work here in Brasília. where, in this re-instructuring, the partnership to help us in this moment was the Ana Magnolia. So it was her who helped us to have a clinical work, a escuta do work. But I just wanted to bring these questions because, like, We are not only in observation of the workers in Brazil. In 2024, we did a national research. I am a member of the the community of health and the CONTRAF, and there were debates, we talked about the need for the needs, and then we also brought a Ana to do this visualization of how it was Brazil. For our surprise, I think We already knew that the models would be exhausted much. because of the fear. And then, Dr. I want to tell you There were 160 and few people directly But I've sent a message to all the commissioners. No one is safe anymore. So this is the recado. Now I wanted to go back a little bit. Just a moment, in 2020. the bank I You Eric. the same consultory with the same interests of 1994, which you have here reported. Frontalmente, where we had a series of suicides. What is the difference between here and here? is that now after the year of 2020 the cycle of remuneration of workers passed away from the commission. Thank you. And then, Dr. as people commissioned, they are practically a cabresto that the system puts on them. Look at this, I think it should be reported. All the actions we did here We have workers who earn the actions that the Ministry do trabalho da And when they arrive at the bank, they are persecuted. They can't have a career at the bank. So we have colleagues, for example, that the initial remuneration in the primary agences of varejo is around 6.000, we have suffering this persecution, gaining their 18.000, 20.000. LA So, the "gestão pelo medo" needs to be Paralysada. When Anna Magnolia says that they are killing Mata-se por conta da estratégia que o trabalhador adotou. What was? to not lose the Commission and not identify the health. is medical care. So people are having problems with AVC, problems with heart, not at all. is the excessive use of grave psicotropics, which any model, to know about it, should be paralyzed and reverting its model. This model can not continue anymore. This is the grudge that I also, if I'm going to Anna Magnolia, Because I think that's the moment of us And not more I think the sindicato will have to be paralyzed as activities of work So if necessary, it's of course that the partnership All right. the I'm a member of the Public Public Health and the Public Health. will help us and I think we have another way. But I think that from now on, we can't accept it. that this model will follow, because This is the first leg of the Modilo. Faltam mais dois ciclos para este ano. Entendam? Que o modelo está ativo e já está amedrontando um monte de série de pessoas Just to finish I would like to tell you the following: It's about math. We talk about it in the base and they also understand it. If the force of work of working 6 hours is 100, Why do a worker will accept to work? ...de 8 pagando 70 a hora. Então, veja, senhora, a gestão pelo medo e o desastre que foi esse achatamento ilegal que teve lá atrás... of the salary. the Bank of Brazil. We need your help. And thank you to our colleague Erika Kokai, our colleague the first hour here within the Parliament. Thank you, Adson.

0:005:11
02 de mar, 11:49
#19
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Passar para o Rafael Saldanha e em seguida para Zezé Furtado. Bom...

0:000:07
02 de mar, 11:54
#20
Participante Rafael Sadanha
Rafael Sadanha

Participante

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Bom dia a todos e todas, eu sou funcionário do Banco do Brasil há 26 anos, vai fazer 26 anos agora em julho. Estou cedido para a FETEC Centro-Norte desde julho de 2022 e antes desse período de 2022 eu trabalhei entre três diretorias no banco. É... E hoje, como dirigente sindical, cumpre aqui eu compartilhar com vocês, e eu antes estava até um pouco preocupado, do que eu vou falar, não só há sensacionalismo, mas já no início da fala da doutora Magnolia eu afastei de toda essa preocupação, quando ela trouxe os dados que ela trouxe, que corroboram inclusive com outras pesquisas que nós temos, que apontam que 93% dos bancários hoje apresentam transtornos depressivos, mais de 50% têm ideação suicida. Em pesquisa recente que nós fizemos também, as principais palavras que apareceram nessa pesquisa que nós fizemos com os funcionários foi medo, ansiedade e intimidação. Então, deputada Érica, doutora Carolina, os funcionários do Banco do Brasil pedem socorro Os funcionários do Banco do Brasil e as funcionárias do Banco do Brasil estão pedindo socorro. Quem trabalha nessas condições... Quem trabalha nessas condições com medo, intimidado, com ideação suicida, pede socorro. E é assim que eles têm nos procurado. É assim que a gente recebe toda semana no sindicato... funcionários E... funcionários destruídos psicologicamente. funcionários destruídos psicologicamente por conta desse modelo de gestão no banco, que se iniciou mais claramente a partir de 2016 e, lamentavelmente, não parou. Pelo contrário. se aprofundou. A grande expectativa que nós tínhamos de reverter esse modelo de gestão, ela foi frustrada, como já dito aqui, As reestruturações que o banco tem promovido, elas cada vez mais trabalham com isso, com medo, O banco utiliza da remuneração... para, como falou aqui meu companheiro Watson, colocar... mais medo ainda nas pessoas. Nós temos uma cláusula no acordo coletivo que o banco desmoralizou ela, que é a cláusula de descomissionamento por conta de desempenho. O banco, por meio das reestruturações, ele descumpre o que ele acordou com o movimento sindical. Porque hoje, mesmo você tendo as melhores notas... as melhores notas, as melhores avaliações, você pode ser descomissionado. Coincidentemente, quem tem sido descomissionado são colegas neurodivergentes, colegas com mais de 50 anos ou colegas adoecidos em razão do próprio trabalho. Se eu estou trazendo aqui um fake, que o banco venha e abra esses dados. Já fui convidado, é simples. Banco do Brasil, abra esses dados então. Abra o perfil dos colegas que vêm sendo descomissionados. Pronto. É simples de desconstruir o que eu estou falando. ...que não é, e aí eu já vou concluindo, teria muito mais coisa para falar, mas eu lamento muito que a direção do banco não tenha comparecido, isso denota claramente, traduz bem exatamente a intenção do banco. que, como eu disse, tem cada vez mais utilizado do medo como política de gestão. E hoje perder uma comissão no banco pode representar até 70% da sua remuneração. Até 70%. Imagina alguém que hoje, majoritariamente, os funcionários do banco do Brasil, eles estão endividados com financiamento imobiliário, tem filhos em uma escola particular, da noite para o dia ficar sem condições de pagar a escola do seu filho, de pagar o seu financiamento imobiliário. E é essa situação que joga a atual gestão e direção do Banco do Brasil. lamentavelmente não perdeu essa força, pelo contrário, se fortaleceu ainda mais. prejudicando tanta vida dos trabalhadores, mas é importante que a gente diga, se existe esse passivo trabalhista hoje, desse tamanho no Banco do Brasil, os culpados, os culpados são... Os diretores, os executivos que hoje estão na gestão do banco e o sindicato não vai parar de atuar, seja na organização sindical propriamente dita ou por meio de reparação judicial.

0:005:07
02 de mar, 11:54
#21
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Para a Zezé Furtado e em seguida para o Rogério de BH. Pedir as pessoas para ficarem uns três minutos, se possível. Bom dia. Meu nome é Maria Jardim.

0:000:12
02 de mar, 11:59
#22
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Zé Furtado, eu sou funcionária do banco desde 2000. Estou no sindicato dos bancários, cedida para os sindicatos bancários e atualmente... à frente da Secretaria de Mulheres do Sindicato. Eu queria dar um depoimento aqui e fazer alguma consideração com relação à nossa luta. A gente, enquanto movimento sindical, está sempre fazendo a luta. Em 2024, conquistamos uma cláusula... na nossa convenção coletiva, que nos dá o direito de ter um canal de denúncias de assédio e violência no ambiente de trabalho, assédio moral, assédio sexual e também discriminações no ambiente de trabalho. Por que eu quero falar desse canal? Porque essas violências que acontecem no ambiente de trabalho, elas estão totalmente ligadas a esse estilo de gestão por medo, essa performance da idealização, da performance do funcionário. cláusula, nós aqui em Brasília. fundamos o nosso canal, fizemos o nosso canal em dezembro de 2024... Já temos 270 denúncias, sendo que dessas denúncias, 124 são do Banco do Brasil. E somente sobre essa reestruturação recente... Nós tivemos... 19 denúncias anônimas. E daí eu gostaria de ler um trechinho sobre uma denúncia. É uma denúncia anônima, porque o nosso canal é sigiloso, ele respeita o sigilo... Mas... E... Essa denúncia... ela performa todas, praticamente todas as outras denúncias vêm acompanhadas de falas similares. E aí eu gostaria de ler só um trechinho, uma frase... Uma é... é o seguinte: "Cada dia que passamos lá trabalhando é um martírio, é um sacrifício". Isso corrobora totalmente com a fala do doutor Ana Magnolia. E a outra fala que eu gostaria de ler é: É... Ai meu Deus, cadê? Temos esperança que esse canal... Peço que intervenha urgentemente no pedido. Obrigado. Não, eu queria falar que ela fala assim, eu estou fazendo essa denúncia anônima porque eu tenho certeza que eu vou ser retalhada. E que aqui no banco, alguns gestores tratam os homens de forma diferente das mulheres. Então, dizer também que essa... Essa política de gestão pelo medo, ela também tem um recorte de gênero. Ela não tem só um recorte de tarismo e neurodivergência, e PCD, ela também tem um recorte de gênero. Eu já passei os três minutos, eu tinha mais considerações a fazer, mas a última consideração que eu quero fazer... Que as respostas do banco para as nossas denúncias que a gente encaminha para o banco, elas são totalmente evasivas. Elas não dão resposta, na verdade, elas não têm uma resposta. Elas trazem evasivas e, assim, uma postura muito irresponsável de dizer, eu já passei a mão na cabeça do funcionário e ele não vai mais... cometer o mesmo a mesma violência ou seja O banco leva para o assediador... assim: "O meu filho, não faça mais isso". Como quem diz, isso não faz importância. E aqui, não comparecimento do banco é muito emblemático aqui, porque a mesma evasiva que eles dão... ...do canal, eles estão fazendo aqui, como se deixar de comparecer aqui, deixar de ver o que está acontecendo... publicamente fosse fazer desaparecer os problemas que estão acontecendo. Muito obrigada. Obrigada, Zezé. Passar para o Roberto.

0:004:00
02 de mar, 11:59
#23
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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...sério de BH e depois por Elver Tiavila. Obrigado. Boa tarde a todas e todos.

0:000:07
02 de mar, 12:03
#24
Participante Rogério Tavares
Rogério Tavares

Participante

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Olá a todos, eu sou Rogério Tavares. Eu sou secretário-geral do Sindicato dos Bancários de BH e Região e represento a Federação de Minas Gerais na mesa de negociação com o banco. Eu gostaria de começar dizendo sobre essa atitude covarde e desrespeitosa do Banco do Brasil em não comparecer aqui para dialogar com os trabalhadores e trabalhadoras. É um desrespeito ao seu funcionalismo, é um desrespeito ao parlamento, onde houve a convocação, e também um desrespeito ao seu acionista majoritário, que é o governo federal, que hoje está na mão do Partido dos Trabalhadores. Isso mostra muito o que é essa gestão do Banco do Brasil. Uma gestão apartada do seu funcionalismo. Uma gestão que só busca o lucro acima da vida, acima da saúde das pessoas. O assédio moral virou instrumento de gestão do banco. A gente vê as metas abusivas, inclusive quero destacar que ano passado chamamos a atenção do banco que lá em Minas Gerais só 10% das carteiras conseguiram atingir a pontuação da meta. Se só 10% das carteiras estavam atingindo, alguma coisa tá errada. Porque antes era o contrário, às vezes 10% não conseguia atingir. E depois só 10% atingindo. Junto a isso, temos também esse instrumento nefasto das reestruturações, que como já foi dito aqui tantas vezes, prejudica famílias. Prejudica pessoas que às vezes têm redução até de 70% de sua renda. Tem um caso lá em BH, de uma pessoa que perdeu aí nessa reestruturação a sua comissão e agora falou, agora vou ter que rodar de Uber, porque eu tenho filhos na universidade. particular Eu tenho compromissos a pagar... E o salário que eu vou receber agora não dá para pagar, não dá para eu viver, não dá para pagar os meus compromissos, porque chega a perder muito da sua renda. Então, o funcionalismo do bebê hoje, ele vive no limite. vive adoecido. A gente ouve, vê, chegar aos sindicatos, chegar denúncias todos os dias de pessoas adoecidas, A gente vê suicídios no banco. Direto a gente vê casos de suicídio. E essa gestão, uma gestão que não vem dialogar conosco, é isso que ela faz também na mesa de negociação. Onde às vezes chega só para nos apresentar. Uma reestruturação, e nunca para negociar. Então, não respeita a representação dos trabalhadores, não respeita o seu funcionalismo. E isso num governo nosso, num governo que lutamos para ter um governo da classe trabalhadora. É o Banco do Brasil fazendo o que faz. Outra coisa muito importante, já foi dito também, sobre o passivo trabalhista. O Performa, por exemplo, ele nos coloca hoje numa situação, a gente vê isso quando vai visitar uma agência, três pessoas fazendo o mesmo trabalho, com a mesma jornada de trabalho, O mesmo carro com três salários diferentes. E isso vai criar um passivo trabalhista daqui a 5, 10 anos, onde as pessoas que criaram isso não estarão mais no banco, certamente estarão com bons cargos na iniciativa privada do mercado financeiro e vão deixar esse pepino depois para o Banco do Brasil... para o acionista majoritário que é o governo. Então, a gente... Só para concluir, o Banco do Brasil também... Ele prometeu em 2024, em mesa de negociação, um novo PCR para acabar com o que o Performa prejudicou. Prometeu um novo PCR em 2024. Até hoje estamos aguardando esse novo PCR. É um plano de cargos e remuneração. Muito obrigado.

0:003:53
02 de mar, 12:03
#25
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Που Εούπερτ Άβυλα. Και, σε εξαρτάμε, για τον Αλεσχανδρε Βατήσια και αγγελόμαστε με τον Ρδρύγο Λειτ. Μουσική

0:000:09
02 de mar, 12:07
#26
Participante Elbert
Elbert

Participante

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Bom dia a todos e a todos. Eu sou Helbert Chávila, faço parte da direção do sindicato dos bancários de Belo Horizonte e também da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais. E repisar aqui o que os companheiros falaram anteriormente, é o escárnio, que nós não tenhamos nenhum representante do Banco do Brasil aqui hoje, para fazer o diálogo franco e transparente. a respeito da gestão do banco, que é um patrimônio público. E, portanto... ele se sujeita ao controle social próprio das estatais. A gestão atual, infelizmente, acha que é suficiente. para que o movimento sindical se coloque ao seu lado incondicionalmente, praticar medidas de inclusão de diversidade. Né. E isso não é verdade. Nós, para além da diversidade, que é, sim, muito importante... exigimos respeito e valorização do funcionalismo social. do Banco do Brasil, que é responsável por gerar lucros, né, Muito... consideráveis já há décadas. A gente acredita que é muito importante que a gestão atual do banco se conecte com essa realidade, não é suficiente só a diversidade. É... Aproveitando aqui a generosidade das entidades do Distrito Federal, que nos convidaram a participar desse evento, dessa audiência, A gente gostaria de colocar à luz também sobre os rincões do Brasil. Lá em Minas, nós temos 856 municípios, e a gente tem municípios em que só existe uma agência, fruto de outras malfadadas restaurações que acabaram com o posto de atendimento nesses locais. E aí, o que resta para os funcionários desses locais é trabalhar em outros municípios distantes, quilômetros, e o banco não se importa como que a pessoa vai chegar lá. Não tem nenhum tipo de incentivo para o transporte dessas pessoas, para o bem-estar delas, para fazer o trabalho... que o banco está impondo. Isso é uma nova fase futura dessa restituração que ainda não está... definida, porque realmente o banco não está preocupado em estabelecer critérios, em dar transparência para o que vai ser feito em relação aos funcionários que vão ser atingidos por essas modificações. E... E outra coisa também que eu gostaria de falar é... que em Juiz de Fora, que foi uma região atingida por uma catástrofe natural nos últimos dias, a gente tem uma situação também que mostra o total desprezo do banco pelo lado humano. Ele não fez nenhum tipo de modificação em relação ao que está sendo exigido de cumprimento de resultado desses funcionários que estão em uma região que foi basicamente assolada por uma tragédia, que a atividade comercial está praticamente paralisada. a gente gostaria de trazer, aproveitar a oportunidade para trazer também essa questão que é importante. Obrigado. Obrigada, Eva.

0:003:13
02 de mar, 12:08
#27
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Passar para o Alexandre Batista, do Rio de Janeiro, e por fim... Boa tarde a todos.

0:000:08
02 de mar, 12:11
#28
Participante Alexandre Batista
Alexandre Batista

Participante

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oportunidade. Não vou me demorar porque já foi dito basicamente tudo que a gente vê que tem assolado o Banco do Brasil. eu quero fazer duas referências femininas é em relação às falas que foram feitas aqui primeiro Deputada Érica Cocay. Que muito honra aqueles que tenham depositado nela os seus votos, porque está sempre defendendo a classe trabalhadora, não só o Banco do Brasil nesse momento, mas... é uma fiel defensora da classe trabalhadora e nós como O povo brasileiro temos muito a agradecer. Em segundo, eu quero fazer referência à doutora Carolina Mercantes, representante do Ministério Público do Trabalho, E a minha fala é uma fala no sentido de pedido de uma atenção muito especial em três pilares específicos do Banco do Brasil, alguns dos quais já foi citado pela senhora. O primeiro é a questão do Banco do Brasil, que tem se afastado com todas essas atrocidades que foram faladas aqui, da sua função principal de fomento da economia, do nosso país. O banco, como o Rodrigo já disse, tem se aproximado, e o Eduardo também disse, se aproximado muito mais de uma gestão privatista. do que do seu papel principal, que é de alavancar a economia brasileira e trazer benefícios para todos os brasileiros aqui residentes. Segunda questão é que é um banco que... ele adoece o trabalhador e desrespeita todo o seu funcionalismo. E aí está a questão crucial, que eu gostaria de um olhar bastante crítico, tenho certeza que será feito, porque já foi afirmado pela senhora, é do completo desrespeito do banco com seus funcionários e com a sua forma de organização da maneira que ele diz respeito às entidades representativas da forma como foi colocado pela senhora, que ele não traz um diálogo antecipado que ele não propicia que a gente possa fazer planejamentos e que a gente possa auxiliar o banco com os dados que nós... Temos a base, temos as informações, podemos auxiliar, nós não somos consultados para isso. E muitas vezes a gente sabe das reformulações, como já foi dito até pelo Rogério, na calada da noite no fantástico né que é um programa de televisão como isso já aconteceu então a gente vem sido informado e não consultado. O movimento sindical tem sido amplamente desrespeitado pela diretoria do Banco do Brasil, o que é um contrassenso ao seu discurso que vive um momento de que diz ser de inclusão que diz ser de respeito mas que na prática só diz respeita e deslegitima o movimento sindical. Muito obrigado.

0:002:41
02 de mar, 12:11
#29
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Agradecer a contribuição do Alexandre e passar para o Rodrigo Leite. que é de Bragança Paulista. Obrigado.

0:000:09
02 de mar, 12:14
#30
Participante Rodrigo Leite
Rodrigo Leite

Participante

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Bom dia a todos e todas. Rodrigo Leite, Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista, também membro da... Comissão de Empresa, dirigente da FETEC São Paulo. Queria trazer uma contribuição adicional aqui e parabenizar a deputada Érica Kaukay pela iniciativa da realização dessa audiência pública. Obrigado. Eu sou bancário desde 2001 e bancário incorporado. vinda a extinta a nossa caixa funcionário do Banco do Brasil desde 2009, né? Como a gente está falando aqui das questões relacionadas às condições de trabalho, respeito aos funcionários do Banco do Brasil... Queria trazer aqui um componente adicional a essa luta, inclusive contar com o seu apoio, deputado, depois do seu mandato, que é com relação à luta dos bancários incorporados. Banco do Brasil, como resultado da campanha nacional dos bancários lá de 2024, tinha... Se comprometido a apresentar uma solução com relação às questões pertinentes à saúde e à previdência dos bancários e dos bancos incorporados, que não passou em Cassi, que não possui imprevi. E no dia 31 de setembro do ano passado, ele apresentou, digamos assim, a iniciativa de e a possibilidade de tentar resolver esse problema, né, Mas enfim Nós sabemos que temos estudos dentro da Previ, o banco infelizmente também jogou essa problemática para a mesa de custeio geral da CACI, ao invés de colocar... Todos nós, funcionários dos bancos incorporados, já na CACIPRA, aqui... Depois, discutir-se uma solução realmente efetiva e perene para esse problema que atinge a todos os demais. funcionários do Banco do Brasil... Obrigado. Mas, enfim, o que a gente queria aqui justamente é colocar essa necessidade. Nós, muitas vezes, bancários dos bancos incorporados, nos sentimos como bancários de segunda classe do Banco do Brasil. E o que a gente pede é a isonomia de tratamento e igualdade de tratamento entre todos os trabalhadores e trabalhadoras do Banco do Brasil. Isso é fundamental, isso é uma questão de respeito e de justiça. E um componente adicional que eu gostaria de trazer aqui com relação a essas denúncias que nós estamos fazendo aqui, relacionadas ao Deforma, muito bem falado aqui pelo pessoal de Brasília, que a gente incorpora lá também. Ei? Com as estruturações, às vezes aparecem algumas vagas Brasil afora. para é localmente que não são atingidos de forma tão... ampla como aqui em brasília ou mesmo praças grandes como são paulo Mais uma questão que eu gostaria aqui de trazer para a doutora, inclusive, colocar como componente adicional aí na reflexão. Quantas vezes os colegas já vieram conversar comigo dizendo o seguinte, Rodrigo, eu estou deixando vencer as minhas certificações, porque a remuneração que eu vou receber, caso eu... Opte por disputar uma concorrência para me tornar comissionado é tão pequena em comparação aos demais colegas que estão muitas vezes há mais tempo realizando o mesmo trabalho, como foi bem dito aqui, é pessoas por exemplo mesmo prefixo muitas vezes tem três salários diferentes realizando o mesmo tipo de função então eu não faço concorrência Obrigado. E prefiro continuar trabalhando minhas seis horas, porque o nível de pressão e adoecimento ao qual eu vou me submeter... em comparação à remuneração que talvez eu consiga muito aquém daquilo que muitos outros colegas recebem não compensa a minha saúde não compensa o trabalhado as horas adicionais não compensa conseguir deitar a minha cabeça no meu travesseiro tranquilo porque eu não quero me adoecer. Tamanho o desrespeito e o assédio institucionalizado que nós temos no Banco do Brasil, e esse instrumento de gestão... Absurdo! que se dá através das ameaças aos descomissionamentos e o desrespeito total ao funcionalismo do Banco do Brasil. Mais uma vez, obrigado pela oportunidade.

0:003:56
02 de mar, 12:14
#31
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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ou seguir a mesma ordem. Seguindo a mesma ordem, eu passo então para a professora titular da Universidade de Brasília, pesquisadora colaboradora no Departamento de Psicologia Social e do Trabalho, Ana Magnolia Bezerra Mendes. Obrigado.

0:000:16
02 de mar, 12:18
#32
Professora Titular da Universidade de Brasília - Departamento de Psicologia Social e do Trabalho Ana Magnólia Bezerra Mendes
Ana Magnólia Bezerra Mendes

Professora Titular da Universidade de Brasília - Departamento de Psicologia Social e do Trabalho

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- I would like to say that the re-structuring... I've been following the re-structuring of the 1990s, there were many cases of suicide at the time, and these new re-structuring that the bank has made, and this last one that you all have related in detail, is built by a policy of vulnerability. do trabalhador of the movement of the sindical and the precarious work. This policy that has been been developed at least 10 years ago, The maximum point is the re-structuring product, but the cause of all this vulnerability is the model of the fear, that is the fear that the colleague resgatou from our research, the fear, the anxiety and the intimidation. this re-structuring, which is already done, or, or, the vulnerability of the syndical movement, that is what happens with the neoliberal rationality, that is what it produces, strategically, and at a certain moment, put a policy. And then people don't have how to react. This is the biggest strategy of the digital capital, and the neoliberal rationality. Or, where we have to attack It's a model of management, because This is the fear that is produced. and effects on workers. So I would like to emphasize that the leaders who are there, today, are implementing all these atrocities, should be responsible. The Banco do Brasil is not an abstraction, it has its history, There is the issue of identity, which is already destroyed, but there are people who are doing this. these people need to be called, need to be responsible for what they are doing. So I wanted to emphasize that fear, intimidation and anxiety are institutionalized by the current management model of the Bank of Brazil, minimally since 2016, and producing these vulnerabilities and precarizations, any re-structuring will be implemented, any way, leaving us without a exit. It won't let, because as Erika said, we won't allow it because we are fighting for years. But the intention of capital in its way of reproducing, today digital, and the rationality neoliberal is to leave us without a exit. So I wanted to complete it and say that we need to fight this fear, because fear is a political strategy that is used to be implemented as economic measures. in the case of the Banco do Brasil. Thank you for the invitation.

0:003:45
02 de mar, 12:18
#33
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Quero a professora Ana Magnolia passar então por Marcel Barros, que é vice-presidente da Associação Nacional dos Funcionários e Funcionárias do Banco do Brasil da ANABB.

0:000:12
02 de mar, 12:22
#34
Vice-Presidente - Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil -ANABB Marcel Barros
Marcel Barros

Vice-Presidente - Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil -ANABB

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Depois de tudo que nós ouvimos aqui, dos diversos depoimentos... a NAB entende que o importante é conclamar a direção do Banco do Brasil. a assumir a sua responsabilidade... e debater com a representação do funcionalismo... uma saída para essa situação. E qualquer outro movimento... que mexa com a jornada, que mexa com o direito dos trabalhadores, é necessário que seja discutido... antecipadamente com a representação dos trabalhadores. Isso. não é uma concessão Isso é uma conquista da classe trabalhadora. Isso é uma necessidade. Porque só assim nós teremos... uma evolução efetivamente... Não só... nas condições de trabalho... mas também na qualidade que o Banco do Brasil terá para atender... a população brasileira. Por fim, nós queremos... também conclamar essa direção a se debruçar sobre qual é o papel do Banco do Brasil. Não podemos continuar tendo um Banco do Brasil que se preocupa única e exclusivamente com uma rentabilidade sobre o patrimônio, querendo... concorrer com os bancos privados. Nós entendemos que o Banco do Brasil deva ser um balizador do mercado. Foi assim que a gente sempre discutiu. O Banco do Brasil... apontando para o mercado qual O rumo ele deve seguir. E não o contrário. o Banco do Brasil... sendo pautado por um mercado... que se preocupa única e exclusivamente com o lucro e com a remuneração. aos seus acionistas. Então, é esse... é o a mensagem que a ANAB quer trazer e esperamos que o Banco do Brasil... cumpra o seu papel. Muito obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado.

0:002:04
02 de mar, 12:22
#35
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Obrigada, Marcel. Passar então para a doutora Carolina Mercante, porque aqui represento o Ministério Público do Trabalho. Obrigada.

0:000:13
02 de mar, 12:24
#36
Representante - Ministério Público do Trabalho - MPT Carolina Mercante
Carolina Mercante

Representante - Ministério Público do Trabalho - MPT

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Os apontamentos sobre todas as falas. E reforço o nosso compromisso com uma investigação aprofundada sobre o tema, que estamos abertos à conciliação. A diretoria do banco pediu ao procurador-geral do trabalho... que o sindicato apresente uma pauta mínima, que a gente possa designar, mas consigno que qualquer conciliação, ela perpassa pela não admissão, de ilegalidades, nem de afronta à coisa julgada. Então, esse é o nosso norte. E também de proteção... ao direito fundamental à segurança social e à saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras do Banco do Brasil. Aplausos.

0:000:45
02 de mar, 12:24
#37
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Obrigada doutora Carolina Passar então para o Rodrigo Brito, que é presidente da Federação das Trabalhadoras e Trabalhadoras e Empresas de Crédito. Crédito do Centro-Norte, a FETEC. Então, copia.

0:000:13
02 de mar, 12:25
#38
Presidente - Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte - Fetec-CUT/CN Rodrigo Britto
Rodrigo Britto

Presidente - Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte - Fetec-CUT/CN

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Erika, mais uma vez gostaria de agradecer pela realização da audiência pública. E nessa fase de encerramento, só abordar mais uma preocupação que nós temos. Em virtude do que a Comperiana Magnólia falou, da mudança que tivemos na gestão de pessoas do banco, na estratégia corporativa da empresa que implementou uma gestão do medo O nosso acordo de trabalho, de cada funcionário e funcionário do BB, que tem, entre algumas das ferramentas, para aferir o cumprimento do acordo, conexão... que é o que mete as metas que o funcionário tem que entregar. e também a nossa GDP, que avalia semestralmente a realização das atividades, o empenho, o trabalho do funcionário, Coloca o funcionário numa situação que potencializa mais ainda esse medo. que gera intimidação por conta da pressão que tem pelo cumprimento das metas por parte da empresa... e que gera uma ansiedade que adoece, uma vez que a própria empresa cobra, mas não dá as condições para o funcionário entregar. Vou dar um exemplo claro. Em virtude... da resolução 4966, que foi implementada em 2021 teve o período de transição, mas de fato em 2025 o Banco do Brasil não fez o dever de casa, O Banco do Brasil... ele não está autorizando, principalmente quando a gente trata... dos colegas que cuidam de carteira de PJ carteiras que deveriam trabalhar com micro, pequeno e médio empreendedor, O Banco do Brasil não está autorizando a liberação de crédito. mas no Conexão... a meta continua a mesma ou aumenta. Então, eu cobro que o trabalhador me entregue o resultado. o trabalhador vai lá, negocia com o cliente, e enquanto a gente acredita isso no Estado, que é o Banco do Brasil, ele faz a proposta e pede para a diretoria de crédito autorizar para concluir E o que ocorre? A diretoria de crédito nega. Aí essas pessoas começam a ficar com medo, porque não vão bater as metas, vão ter notas ruins na GDP... E todo mundo sabe que três avaliações negativas significam... desse comissionamento. Então, é só para trazer mais esse elemento... que mostra o medo... dentro do Banco do Brasil... porque hoje o próprio banco não dá as ferramentas necessárias para o funcionalismo trabalhar. Obrigado a todas e todos presentes. e principalmente Aos colegas aqui na mesa e a companheira Érica, muito obrigado pela disposição. E pê-la hoje. Obrigado.

0:002:49
02 de mar, 12:25
#39
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Obrigada, Rodrigo. Passar então para o Eduardo Araújo, que é presidente dos Sindicatos Bancários de Brasília. Queria dizer que foi uma

0:000:08
02 de mar, 12:28
#40
Presidente - Sindicato dos Bancários de Brasília - SEEB Brasília. Eduardo Araujo
Eduardo Araujo

Presidente - Sindicato dos Bancários de Brasília - SEEB Brasília.

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Satisfação aqui compartilhar a mesa com o companheiro Marcel, com a companheira Carolina. companheiro Rodrigo e a companheira Érica para a gente passar um pouco da fotografia que a gente registrou do Banco do Brasil, que a gente espera que seja modificada. E aí que o banco respeite as negociações... que respeite a lei... é que deixe de dar prioridade apenas para os acionistas privados, e de atenção ao povo brasileiro, que é um... papel do Banco do Brasil. Se hoje o o governo precisasse de uma intervenção do Banco do Brasil como... Precisou em 2008... não teria como contar com essa estrutura. porque o banco está querendo... substituir seus empregados por robôs, achando que a tecnologia vai resolver alguma coisa. mas o povo que precisa do do banco do brasil Está ansioso. E os nossos colegas têm sofrido muito. A gente está vendo aqui na última reestruturação da rede de varejo, capitaneada pelo Camilo. Sim. Eles só cortaram as vagas onde tinha vaga. Não foi uma reestruturação, foi uma desculpa para dizer, olha, essa agência só vai ter duas pessoas agora, três pessoas agora. Então não foi uma reestruturação de fato, foi apenas uma maquiagem. caso eles não modifiquem, que haverá uma nova reestruturação. ainda pior. E a gente conta e agradeço a participação de todos os colegas aí de outras bases sindicais, porque... de fato a gente tem que prestar bastante atenção em como nós vamos tratar a direção do Banco Brasil se eles continuarem ignorando os nossos pedidos. Obrigado, Eric. Obrigada.

0:001:53
02 de mar, 12:28
#41
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Estamos chegando ao fim da nossa audiência. Eu queria agradecer muito, agradecer ao sindicato, a FETEC, que sugeriram que nós fizéssemos esta discussão aqui sobre o que está acontecendo no Banco do Brasil e que me lembra coisas que eu não gostaria de ter vivido. porque eu era presidente de sindicato à época em que nós tivemos muito sofrimento, mas muito sofrimento. As pessoas acordaram dizendo... Parabéns, você foi eleito. para sair do banco. E ali as pessoas perdiam e rompiam esse processo identitário. Então, quando se rompe as identidades, você tem um nível de sofrimento muito calculado pelo próprio banco. Lembro que o banco, à época, contratou uma consultoria, uma consultoria na área de psicologia, onde ele fez a curva, que seria a curva da reação a esse processo de reestruturação da instituição naquele momento. E era a mesma curva das pessoas que não têm perspectiva terapêutica, ou seja, que começam com a negação e que vão com a depressão, enfim, era a mesma curva. do que aquilo provocaria nos bancários e bancárias do Banco do Brasil. E é por isso que nós vimos tanto sofrimento se concretizar nos atentados à própria vida, que naquele momento, na instituição, que ensejou, inclusive, uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos, aqui da Câmara Federal, para que nós pudéssemos discutir esse nível de sofrimento, atentavam contra a vida dentro da própria agência. Então, isso tinha um simbolismo muito grande, porque significava um grito, uma denúncia. Ou seja, o autoextermínio representava uma denúncia da situação de sofrimento que se vivenciava. E aqui os dados pontuados pela professora Ana Magnolia, organização do trabalho, onde você se concentra o rendimento na comissão, concentra o rendimento da pessoa, do bancário e da bancária na comissão. Isso leva a uma autofagia, porque as pessoas vão disputar, porque não tem comissão para todas as pessoas, e também leva a uma política de medo. dentro do emprego que é ceifado. Ou seja, você continua com o emprego, mas o seu emprego diminui e você tem 30% do seu rendimento e você se vê sem capacidade de organizar a sua própria vida. com as representações sindicais. Por que o banco não está aqui no dia de hoje? Tinha que estar aqui. E por que o banco não se dispõe a negociar, a escutar e a buscar as soluções? E por que o banco não aprende, disse bem o Marcel, com seus próprios erros? Porque todos esses planos de reestruturação, eles criam tanto sofrimento... dentro da instituição, e esse sofrimento vão se reproduzir, vão se traduzir em um processo de queda da própria produtividade, que quebra o pertencimento. Então, aqui, esta fala, que aqui foi dita, ninguém está seguro mais. Então, veja, ninguém está seguro mais. Me lembra muito, em situações absolutamente diferentes, mas de um servidor da FUNAI, depois da morte do Bruno... e do Dom, que ele dizia, a impressão que eu tenho é que não vai sobrar nenhum de nós. Então, ele falava naquela região do Javari, que foi a região onde houve não apenas a morte do Bruno, mas já tinha havido outras mortes também de servidores que estavam ali para defender os interesses da própria nação e a função da própria instituição. Construções de soluções para o que nós estamos vivenciando. Foram 170 descomissionamentos. E vejam, aqui também já foi dito, do fake e do fato, e esses descomissionamentos foram anunciados, foram anunciados na véspera do Natal. Na véspera do Natal se disse que haveria o descomunicionamento. E as pessoas, portanto, vivenciaram uma angústia antecipada, a angústia... como também vivenciam todas as pessoas hoje comissionadas. Porque não atingiu só quem foi descomissionado, mas cria essa... Não há nenhum de nós que possa se sentir seguro. A gestão do medo atinge o conjunto da instituição, porque as pessoas passam a temer de que amanhã podem não ter mais a sua função. manter a sua vida organizada. É um processo muito cruel, porque nós estamos vivenciando É preciso que a gente tenha o detalhamento, porque tem uma denúncia de atingir pessoas neurodivergentes, ou então familiares de neurodivergentes, pessoas adoecidas pela própria instituição. A instituição adoece e depois a instituição descarta quem adoeceu porque está adoecido. É um processo inadmissível. idade ou que tem mais tempo de instituição, que foram as escolhidas para serem os elegíveis, as pessoas que não cresceram dentro da instituição e, ao mesmo tempo, estava há muito tempo nas instituições, isso lá em 1995, que nós não imaginávamos que fôssemos com todas as diferenciações, porque tem diferenciações, é vivenciar isso de novo, agora nesta gestão. Então, é fundamental que nós possamos colocar uma posição absolutamente firme em contraposição a este processo que está sendo vivenciado, que nós possamos conclamar o banco para que ele... e frente a um processo de negociação, e que possa negociar, porque aqui a professora Ana Magnolia falava que isso tudo é um processo muito construído. É construído, inclusive, com a vulnerabilização. É construído com o próprio medo. construído com rompimento de autoestima. Então, você vai construindo a cultura do medo, ela constrói as condições para que você possa golpear e, ali, penalizar os próprios bancários e bancárias, seja impondo o aumento da jornada de forma ilegal e, ao mesmo tempo, aumenta a jornada. Sabe o que significa? porque ela quer manter a sua própria comissão em condição de vida. Então, ela concorda, e aqui já foi dito também, a cada três pessoas que aumentam a sua jornada de duas horas, você perfaz um total de seis horas e você retira a comissão e a função desta pessoa de seis horas. É um processo muito cruel. Muito cruel que o banco está vencendo. Por isso nós vamos aqui, desta audiência pública, cobrar da presidente, como foi sugerido pelo Jacir Afonso, que nós cobrássemos da presidência do Conselho de Administração do Banco uma posição contrária a esta reestoração e uma abertura de negociação, mas está previsto também no acordo, na convenção coletiva. Então, tem previsões e o banco está descumprindo a jornada de seis horas, está descumprindo a obrigatoriedade de um processo negocial e está provocando esse nível de sofrimento dentro da própria instituição, que atinge todo mundo. Eu vou repetir. Atinge todo mundo. Não atinge só aquelas pessoas que foram escolhidas para perderem as suas comissões. mas atinge toda a instituição. Então, nós vamos fazer um posicionamento para a presidência do banco, solicitando que seja respeitada a legislação e que se abra um processo de negociação. Qualquer reestruturação tem que contar com a participação de quem constrói a instituição. A instituição é construída de forma muito concreta, ela não é etérea, é uma construção a partir de cada bancária e de cada bancária que todos os dias constrói a instituição. Nós vamos encaminhar isso para a presidência do Conselho de Administração e também para a presidência do Banco. E penso que nós deveríamos fazer aqui, nesta comissão, uma subcomissão ou um grupo de trabalho para discutir essa situação do Banco do Brasil. do Banco do Brasil. Então, nós vamos apresentar um requerimento para que seja aprovada nesta comissão de trabalho, um grupo de trabalho ou uma subcomissão, para que nós possamos discutir todos estes elementos, inclusive para que nós tenhamos, enfim, os dados de quem são as pessoas que estão sendo descomissionadas. Veja, teoricamente, uma instituição pode descomissionar quem queira, mas ela não pode descomissionar em função de qualquer tipo de discriminação. Em função da discriminação etarista, ou capacitista, ou de raça, ou por orientação, identidade de gênero, orientação sexual ou identidade de gênero. fazer um requerimento para discutirmos provavelmente na próxima semana, apreciarmos a criação de uma comissão, de uma subcomissão ou de um grupo de trabalho para discutirmos a reestruturação do Banco do Brasil e também os seus impactos na própria saúde dos bancários e bancárias daquela instituição. Porque é o medo permanente. É o medo permanente. Foi uma... eu diria assim, uma expressão das mais agudas de assédio moral e também assédio sexual, e nos chama a atenção que a Caixa já tem indenizado por volta, um valor total de por volta de 10 milhões de pessoas. as vítimas do assédio sexual e do assédio moral e do assédio sexual na instituição. Então, portanto, houve a idenização das vítimas. E para idenizar é preciso reconhecer a condição de vítima. Mas me chama muito a atenção que o presidente da instituição, que foi responsável por isso, até hoje não tenha sofrido qualquer tipo de punição, porque ele que tem que pagar. Então, a Caixa tem que cobrar dele a idenização que foi concedida para as vítimas do assédio moral e sexual. Nós não queremos comparar as duas situações. Nós queremos apenas dizer que, quando você tem a atuação de nível de assédio moral que está posto, e que há a idenização, você tem também a necessidade de idenização das vítimas, tempo você tem também um prejuízo para a própria instituição. Mas aqui no Banco do Brasil nós estamos falando de um passivo trabalhista que está posto, que está posto até pelas decisões, que são decisões anteriores. Então, portanto, nós vamos fazer este requerimento, vamos encaminhar... como resultado desta audiência, uma posição contrária a este processo que está acontecendo de descomissionamento e de reestruturação, que, em verdade, não é uma reestruturação, mas é uma penalização, eu diria, uma tentativa de conseguir algum tipo de retorno financeiro, à custa do próprio sofrimento. Eu lembro muito também da Caixa, que ela... Começou com os terceirizados, e as terceirizadas aconteceram na Câmara também, começou a utilizar outras convenções coletivas, permitidas, inclusive, por uma resolução do TCU. E ali ela começou, as pessoas que ganhavam copeiras passaram a ser vinculadas ao sindicato dos... à convenção dos sindicatos metalúrgicos, de trabalhadores de obras, e passaram a ganhar menos. mas no governo anterior, acho que era vice-presidente, ela dizia assim... Você não sabe quanto nós economizamos. E ela falava com muita alegria que tinha economizado. Eu falei, vocês economizaram diminuindo pela metade o salário... das copeiras. diminuindo o tique de alimentação das copeiras, que ganhavam isso há anos. Como é que eu posso dizer que há economia e que isso é bom para a instituição, quando você provoca esse nível de sofrimento? E aqui lembrou bem o Marcelo, nesse histórico, de que todas as reestiturações... não representaram de fato a economia fundamental ou substancial da própria instituição. Para além disso, nenhuma economia pode se basear em instituições. a construção do sofrimento. Ela pode vir a partir do sofrimento, da insegurança, dessa gestão do medo. Zezé aqui falava das notícias, ou seja, das denúncias que chegam, que é sofrimento absolutamente concreto, que foram, inclusive, constatados através de todo o trabalho científico feito pela professora Ana Magnolia. uma resolução desta audiência para a presidência da instituição. e também para a presidência do Conselho de Administração, e com o requerimento de que a gente faça um grupo de trabalho, ou uma subcomissão, ou um grupo de trabalho nesta comissão, para discutirmos a reestruturação e também a gestão de medo, estabelecida no Banco do Brasil, nós vamos encerrar esta audiência pública. Max Lemos, convocar reunião ordinária para quarta-feira, dia 4 de março, às 10 horas, no plenário 12 do anexo 2, ou, portanto, nesse mesmo plenário, para que nós tenhamos reunião, portanto, desta comissão e possamos debater os itens da pauta da própria reunião. acompanhando de forma virtual também, declaro encerrada a presente audiência pública.

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02 de mar, 12:30