CENTRO DE ESTUDOS E DEBATES ESTRATÉGICOS
Sobre o Evento
O evento debateu estratégias para fomentar o empreendedorismo e a inclusão financeira nas periferias, enfatizando o papel do microcrédito orientado, das fintechs e de parcerias entre setor público, privado e academia. Foram abordados desafios como a desigualdade de gênero, o combate ao crédito predatório e a necessidade de flexibilização legislativa para promover um desenvolvimento socioeconômico sustentável e resiliente nas comunidades.
Deputado
Bom dia. E aí? Obrigado. Quero... Obrigado. Aqui... Da início. a essa audiência pública do SEDES. que trata sobre favelas e comunidades urbanas. Conectividade e inclusão digital para o desenvolvimento socioeconômico. Obrigado. do trabalhador 5.0. Está muito alto aí ou está bom aqui? Tá? Obrigado. Tema da audiência. Economia... empreendedorismo e inclusão financeira nas favelas do BN 2025 a 2026. É o ano que o SED está realizando esse estudo. E aí Senhoras e senhores, parlamentares, caros colegas, e aqui hoje... a consultora Cláudia Torres, que está no lugar do nosso... O secretário-executivo do SED, que é o senhor... Aurelo. Palos prezados consultores legislativos. empresários, palestrantes, demais amigos aqui presentes, bom dia. Hoje, realizaremos uma audiência pública na qual iremos tratar o tema Economia e Empreendedorismo e inclusão financeira na favela. Este tema foi proposto pelo grupo de estudos Favelas e Comunidades Urbanas, Conectividade e Inclusão Digital para o Desenvolvimento Socio-Econômico do Trabalhador 5.0, relatado por mim. e com o apoio 100 mil por cento dos nossos consultores, que eu quero de antemão parabenizar. o trabalho que vocês estão realizando, todas as propostas de estudo que vocês estão trazendo através do Augusto. Então, em nome do Augusto, agradeço a todos vocês. Obrigado. O objetivo desta audiência é promover o diálogo entre diversos atores sociais, abordando desafios relacionados à assimétrica de informação, A limitação de garantias para obtenção de crédito e a baixa integração com os sistemas formais de financiamento o que reforça a necessidade de políticas públicas e privadas voltadas à democratização do acesso ao capital e à qualificação financeira nas periferias urbanas. A articulação entre a economia local, empreendedorismo periférico e a inclusão financeira digital, das comunidades urbanas. A dinâmica econômica das favelas e comunidades urbanas brasileiras revela um ecossistema empreendedor vibrante, marcado pela criatividade, resiliência e capacidade de adaptação aos seus moradores. Pequenos negócios informais, microempreendedores individuais e iniciativas comunitárias constituem a base. de geração de renda local, movimentando cadeias produtivas próprias e criando oportunidade em contexto de Restrição de crédito e formalização. Nesse cenário, o empreendedorismo surge não apenas como uma alternativa de sobrevivência, mas como uma estratégia de... mobilidade socioeconômica e o fortalecimento da economia territorial. Evidenciando o potencial produtivo dessas regiões, quando conectadas a políticas públicas, instrumentos de desenvolvimento adequado. daremos início à apresentação dos palestrantes convidados que terão 15 minutos para fazer a sua apresentação em seguida os deputados que tiver presente consultores e convidados farão perguntas aos palestrantes sobre o tema da audiência pública Obrigado. Obrigado. Ai... Tchau. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Amém. Obrigado. Obrigado. Gente, vou aqui falar alguns nomes dos convidados e do pessoal que... Que está aqui na... Participando da audiência pública. Hoje, convidada Camila... Carvalho Costa, chefe do Departamento de Operações de Canais Digitais. do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social, o BMDS. que está online... Sérgio Guzman. Presidente da Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro. Age Rio. que está Obrigado. Também online. Lauro Gonzalez, professor da Fundação Getúlio Vargas e coordenador... do Centro de Estudo em Microfinanças e Inclusão Financeira da Fundação Getúlio Varga. Confirmado. Está... Online. Eduardo Henrique Diniz, professor da Fundação Getúlio Vargas, FGV e AESP, e pesquisador do Centro de Estudo em Microfinanças e Inclusão Financeiras da FGV. Está também... online. Marcos Vinícius Ataíde, presidente da Central Única das Favelas Global Cufa, que está também online. O Dr. Sérgio está presenciado. Obrigado. Sim, obrigado. que foram aqui. Ele está bem aqui na frente. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Eu vou falar aqui os consultores legislativos presentes, se por acaso deixar de falar alguém, levanto o braço para que eu possa falar aqui em... Como disse, o Aurélio Palo está sendo representado hoje pela... Cláudia Torres, Sintes em Casa. E temos aqui o consultor legislativo. Augusto dos Santos Pereira, coordenador. Danilo de Jesus Silva. Herman Guilherme Souza. E o professor. Até o final vou acertar esse nome. Leonid, seu nome? Oi? Anígio. Ganidji Parabéns. Leonid Garnidio Obrigado. A pronúncia é essa. Vinícius de Carvalho Amaral, mas alguém não foi citado? Amém. Eu quero agora convidar para compor a mesa o senhor Sérgio Guzman. Presidente da Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro, da AGRIU. Obrigado. Obrigado. Tchau. Flamengo é bom. Deixa eu me olhar para os meus estens. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado por aceitar o convite. Mais um Flamengo do Insta. Obrigado. Obrigada. É. Passo a palavra... é informar que... que O pessoal tem 15 minutos. Tem um pronômico aqui. Pode testar o som, verificar se está funcionando, perguntar. Está me ouvindo bem, Camila? O som está saindo. Camila? Bom dia, senhores. Vocês me escutam? Estou escutando bem. Estou escutando bem. Lauro. Está me escutando bem? Bom dia, estou escutando bem. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Professor Eduardo Nis. O senhor me escuta bem? Escuto sim, muito bem. Obrigado pelo convite. Nada. Sr. Marcos Vinícius Ataíde. Não está ainda não? Tá. Então vamos iniciar. Obrigado. Ah... Tá. com a participação dos palestrantes, Iniciando com a senhora Camila. Carvalho Costa. que é chefe do departamento de operações. de canais digitais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico. e Social BMDS. A senhora tem 15 minutos... para... colaborar, contribuir com essa audiência pública.
Chefe de Departamento de Operações de Canais Digitais - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES
Bom dia a todos, obrigada pelo convite, em nome aqui do BNDES, senhoras deputadas, senhores deputados, demais autoridades, colegas, participantes dessa audiência pública, é muito bom estar aqui para falar sobre economia, empreendedorismo, inclusão financeira nas favelas. mais de 12 mil favelas e comunidades urbanas, onde vivem aproximadamente mais de 16 milhões de pessoas, 16 milhões de brasileiros, equivalendo a 8% da população. Então realmente é um contingente muito alto, se as favelas fossem um estado, eles seriam o terceiro estado mais populoso do país. e de fato é fundamental né que as instituições né sou aqui de um banco de desenvolvimento né não poderia ser diferente que as instituições olhem essas comunidades esses territórios é não apenas como problemas mas como potência né eu acho que de fato tem ali uma potencialidade tem ali uma economia extremamente dinâmica, que muitas vezes não entra nas estatísticas tradicionais. Os estudos indicam que existem aproximadamente 5 milhões de empreendedores que vivem nas favelas brasileiras e muitas das vezes o empreendedorismo não é nem uma escolha, é uma estratégia mesmo de sobrevivência, de vida fundamental para a geração de renda e de sobrevivência econômica. eles têm ali uma vocação muito voltada à alimentação, à bebida, à beleza estética, moda vestuário, pequenos serviços, comércios locais, enfim, negócios aí de pequena escala, muitas vezes familiares, muitas vezes liderados por mulheres, mães solos, chefes de família. enfim, que tem uma importância realmente grande para o dinamismo local desses territórios. Grande parte dessas empreendedoras, desses empreendedores trabalham sozinhos ou com poucos colaboradores, e muitas vezes as contratações acontecem dentro da própria comunidade, então há também um papel de geração de emprego e renda desses pequenos negócios dentro de suas próprias localidades. ele realmente possui um papel essencial na geração de renda local e na dinamização da economia periférica. Outra informação bem relevante é que esses negócios começam muitas vezes com um capital muito pequeno, iniciando ali a atividade na faixa de um salário mínimo de investimento inicial, muitas vezes não é dinheiro obtido, a gente vai falar disso, do acesso ao crédito, que é um dos temas. ser obtido via sistema financeiro, via sistema bancário, são economias pessoais ou é um apoio da família, E esse é um dos principais, é uma das principais questões para essa economia, é o acesso ao crédito, é um dos principais desafios. E dentro desses obstáculos, certamente a ausência de garantias tradicionais é um fator, a ausência de dados, com histórico bancário limitado, isso se traduz e muitas das vezes custos financeiros muito elevados e as próprias instituições financeiras. elas apresentam a dificuldade para estarem presencialmente nessas comunidades. Então, muitos desses empreendedores acabam realmente recorrendo a recursos próprios ou informais, o que limita a sua capacidade de investir, de crescer, de gerar mais emprego. E aqui a gente pode entender uma espécie de paradoxo da nossa economia, porque existe uma enorme capacidade empreendedora nas periferias, mas obviamente com barreiras estruturais que impedem que esse potencial se transforme em desenvolvimento econômico. E como eu já falei, é impossível a gente falar de empreendedorismo nas periferias sem destacar o protagonismo das mulheres, que representam uma parcela muito significativa, liderando esses empreendimentos, e são chefes de família, conciliam o empreendedorismo com o cuidado com os filhos, com a família, enfim. Então de fato acho que é um destaque aqui, a relevância do empreendedorismo feminino nesse contexto. enfim senhores, promover a inclusão financeira nas periferias é uma medida para promover a autonomia financeira feminina, debate-se muito sobre isso, a gente está aí às vésperas do Dia da Mulher, então, dentro das instituições, dentro aqui da nossa instituição, é um debate não só do dia 8 de março, mas um debate aí contínuo. Então, de fato, promover a inclusão financeira nesses territórios não é apenas uma política social, mas é uma estratégia de desenvolvimento econômico para o país. Quando a gente amplia o acesso ao crédito, a capacitação, vou já falar um pouco disso, e a instrumentos financeiros adequados, a gente permite que milhares de pequenos negócios ampliem sua produção, aumentem sua renda, gerem empregos locais e fortaleçam a economia das comunidades. E é nesse contexto que entra o papel financeiro. de instituições públicas de desenvolvimento, como é o caso do BNDES, que eu tenho a honra de estar representando aqui nessa sessão de audiência pública, e aí no contexto aqui do banco, eu queria destacar duas iniciativas que nós desempenhamos aqui, uma delas já há bastante tempo, que é um dos nossos produtos, que é o BNDES microcrédito, que é um produto de crédito em que a concessão, ela não se dá ali livremente, né, ela se dá dentro de um contexto de uma orientação, financeira e isso faz toda a diferença porque de fato a gente está falando aqui é a de um grande contingente de empreendedores que muitas das vezes tem baixa escolaridade, tem ali uma questão mesmo com a educação formal, que sai educação de negócios, então é realmente muito relevante a temática da orientação, da educação. para que esse crédito seja tomado com consciência e ele seja realmente um crédito benéfico, e não um veneno que vai acabar trazendo uma complicação para esses empreendedores. Então, é um produto que a gente já oferta ao mercado há mais de 20 anos, através de outros bancos, através de outros parceiros. conectadas aqui com o BNDES e essas OSCIPs na conta fazem esse trabalho de concessão do crédito com orientação, acompanhando o empreendedor para que o recurso realmente seja empregado de uma forma positiva para esses negócios. E uma outra iniciativa que nós vimos desempenhando desde 2024 é o BNDES Periferias. que é um programa que ele nasce de um novo posicionamento estratégico mesmo do BNDES, de um olhar mais estruturado para essas comunidades, para esses territórios periféricos, reconhecendo esse potencial. Esse programa foi concebido não aqui dentro dos nossos escritórios, ou de Brasília, ou aqui do Rio de Janeiro, teve todo um processo de escuta dentro das comunidades para entender como é que esse recurso poderia chegar da forma mais estruturada e efetiva nesses locais. Então, esse programa é estruturado em três grandes eixos, o eixo de capacitação e de capital semente, de capital empreendedor, a gente está falando aqui de recursos não reembolsáveis, então é o famoso fundo perdido, e o banco realmente empregou uma parcela de mais de 115 milhões já, numa gama de 20 projetos espalhados pelo Brasil, de norte a sul, com foco também em melhorar as instituições que tem essa legitimidade nesses territórios. Porque, como instituição nacional, a gente precisa pensar como chegar na ponta, como chegar na ponta com efetividade. Então, a gente tem que sempre pensar aqui nos nossos canais. E aí, nesse caso, canais legítimos que já atuem na... conheçam ali os empreendedores, que conheçam ali a realidade, eles têm muito mais capacidade de conduzir, de orientar, de levar esses empreendedores realmente a um sucesso ali dos seus negócios. Então, é um projeto realmente que revela, né, uma nova vertente aqui que o banco vem abraçando de 2024 para cá e a gente espera que esse programa realmente renda muitos bons frutos, tá? Por fim, senhores, tem uma outra iniciativa nossa, que toca no ponto do acesso ao crédito, que são os nossos fundos garantidores. O país conta com alguns fundos garantidores, o FGO, por exemplo, que o Banco do Brasil... faz a gestão, nós aqui BNDES fazemos a gestão de três fundos, o FGIPA, que é o FGI tradicional, juntamente com o SEBRAE. E aí uma iniciativa também que merece o destaque é a alteração legal que foi feita recentemente para o FGIPAC, para possibilitar que esse fundo fosse possível ali de ser utilizado em operações de informais, né, então, isso realmente é também mais uma iniciativa nesse sentido, porque com os fundos garantidores a gente entende que o apetite, principalmente dos próprios bancos, ele aumenta em relação a determinados públicos, públicos mais carentes, públicos sem garantia, e a gente vai estar tacando aqui num elo central, né, num ponto central, realmente do acesso ao crédito, que é a capacidade de garantir esse crédito. Então a gente espera também aí que nos próximos anos as operações de microcrédito aumentem bastante, em virtude aqui dessa remodelagem dos nossos produtos, desse nosso olhar mais customizado, direcionado e sensível para as periferias, e acreditamos aqui como banco de desenvolvimento que realmente, né, periferia aqui são potências, né, são potências não só culturais, mas principalmente econômicas que devem ser aqui valorizadas, né, e aproveitadas da melhor forma possível. Finalizo aqui a minha fala, me coloco aqui à disposição, mais uma vez agradeço, em nome do BNDES o espaço, e gostaria de saudar também os os demais especialistas, né, professor Lauro, inclusive é nosso mentor, né, aqui nesse redesenho de políticas públicas, então saudar a todos os senhores e aos colegas aqui, painelistas. *Você*
Deputado
Muito obrigado. Svala. Camila Carvalho Costa... pelas informações, eu realmente não sabia que há 20 anos vocês... tinha esse trabalho, e a preocupação de não só É... ajudar financeiramente os projetos, mas essa preocupação de... de preocupação com a gestão financeira, com o que vai gastar. que vocês aí têm dez ou cinco, dez ou vinte que já trabalham com vocês, já é... Eu não sabia. Por isso que é muito importante essa... Essa audiência pública... Porque, no meu caso, tudo isso é novidade. com várias mãos, estamos fazendo aqui, no final, se Deus quiser, um bom estudo. Para poder... olhar para esse pessoal que tanto precisa... Eu... Eu sou fruto, moro no... O pessoal às vezes fica perguntando, o que é que o deputado Hélio está fazendo esse estudo, está fazendo essas coisas? sou nascido e criado lá no morro, minha mãe ainda mora no morro, minha família chegou lá do Rio de Janeiro, chegou ontem, minha mãe com 95 anos. é a paixão dela, a paixão dela, ela gosta, ela se... é ali que eu fui criado, ali que eu nasci, por isso que eu sempre faço questão de ir ali... mas não conhecer esse trabalho. Então, fico muito feliz, porque do Rio de Janeiro a gente sabe que tem muitas... muitas favelas, outros gostam que chamam de comunidades, outras favelas, Mas... Muitos locais... que realmente... Eu quero parabenizar o BNDES que vocês estão lá na ponta da linha... realizando esse trabalho. Muito obrigado pela colaboração. E querendo ficar aí, que vai ter algumas perguntas, alguma participação depois. Com os outros. Participantes. A disposição, deputado. Tá, obrigado, hein? Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Vamos aqui agora ouvir o... Senhor Sérgio Guzman, presidente da agência... de fomento do estado do Rio de Janeiro. Agerril. Obrigado. Obrigado. Tem que apertar, aperto, aperto, aperto. Só apertar um vei só. Isso, foi. Bom dia, senhores.
Presidente - Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro - AgeRio
Deputado, obrigado pelo convite. Saúdo a iniciativa que o senhor está tendo na condução desse trabalho. É... Eu trouxe uma apresentação para... me ajudar, amiguinhos, aqui. E, apesar de não ser... criado e nascido numa comunidade Eu... No meu passado, eu fui médico, trabalhei durante cinco anos, seis anos, numa região que o senhor deve conhecer bem, que é a Cidade de Deus. que é uma comunidade pesada, exatamente, E lá tem coisas que ficaram tatuadas na minha mente. Eu saía de ambulância, ia para... para o interior dessas comunidades, favelas, né e a gente encontrava condições de miséria. Depois eu fui... trabalhando na parte financeira, e acabei É... como presidente da AGRIO. E isso me deixa satisfeito, porque... Eu tive duas formações, uma como médico um pouco de assistencialismo. E... Depois, como... bancário. Aí eu juntei tudo. na agência de fomento. onde a gente faz um... não assistencialismo, mas a gente cuida de quem precisa. E... E eu tenho uma base no Banco do Brasil. que mire... ajudou a fazer um trabalho na Águia Rio. Hoje, temos uma imagem aqui do estado do Rio de Janeiro, onde nós atuamos. São oito macro-regiões e nós atuamos nas oito macro-regiões. nós emprestamos para os 92 municípios. Isso, para a gente, é muito importante. A gente tem uma missão de fomentar emprego e renda, Não só na capital. mas no interior do Estado. E a gente, desde o ano passado, vem trabalhando isso daí. E aí está demonstrado na imagem, tem até o dinossaurozinho, porque tem o Parque dos Dinossauros, Parque dos Dinos, de Miguel Pereira. A gente trabalha a cadeia de fornecedores do óleo e gás no noroeste do estado. A gente estimula o turismo, tanto na capital, mas na Costa Verde. A gente tem no cluster automobilístico também trabalho lá. nos deixa muito feliz de trabalhar no Rio, inteiro. nós trabalhamos Né? não só no no... no grande empreendedor. Mas, o nosso foco maior é no microcrédito. A Camila estava falando de crédito e tudo, mais de 20 anos, nós temos 23 anos. Deputado, é 23 anos que nós nascemos, né? E... Nós participamos do Sistema Nacional de Fomento, que são várias agências de fomento no país. Tem os bancos de desenvolvimento regionais, tem o BDMG, tem o do extremo sul, tudo isso desde o pequeno. até o grande e o setor público. Mas o pequeno é o nosso foco principal. É... E... E aí eu... Estou aqui não só como representante do Rio de Janeiro, mas como representante da Associação Brasileira de Desenvolvimento. que compõe com 18 unidades. Infelizmente, eu morei no Maranhão e, infelizmente, eu não consegui ver a abertura de uma agência de fomento lá. Algo que, se o deputado Márcio Géria estivesse aqui, eu falaria para ele, vamos trabalhar isso daí, porque eu... que eu acho que é um Estado que precisa disso daí. né? Então, a gente... trabalha de uma forma conjunta, em termos de ideias, e objetivos. cada um com a sua vocação. O Rio de Janeiro tem muito turismo, tem petróleo, mas A gente... trabalha Comunidades também. E... É dito que... A AG Rio tem taxas interessantes. tem agilidade no empréstimo para o pequeno, mas tem um rigor do Banco Central. A gente tem que tomar esse cuidado. O cuidado é o quê? A gente oferece o crédito, Mas nem todo mundo pode pegar. Na comunidade, o desconhecimento do que é a AgerRio faz com que essas pessoas procurem outras instituições financeiras, que cobram muito caro. E elas ficam em 9 implants. Na hora que elas ficam inadimplentes, eu não consigo emprestar para eles. por conta do Banco Central, que Não me permite. É... Então, uma das coisas que a gente sempre recomenda Né e educação. Educação financeira, inclusive. Por quê? Eu estava com o subsecretário de Gastronomia do Rio de Janeiro e ele estava comentando que, na feira... tem uma bancada com os AJs. É onde eles impressam isso daí. Eu falo assim, isso só acontece porque não conhecem a Gerriu. A gente tem financiamento de até 21 mil reais. que é um valor... expressivo para o microcrédito, para a comunidade é importante esse valor. Talvez para o grande empresário isso não seja nada, mas... para aquele... feirante, 21 mil. até muito, ele pode pegar 5 mil reais e fazer algo de bom, a 3% ao ano. 3% ao ano não chega nem a poupança. Então, E... o microcrédito Faz o quê? Criação de emprego. A gente vê muito isso. O Rio de Janeiro, o senhor deve acompanhar bastante, nós... No Rio de Janeiro, nós somos um dos maiores criadores de empregos do país. Óbvio que São Paulo, pela magnitude que tem... Acaba sendo maior, mas normalmente nós somos segundo ou terceiro lugar. É fantástico isso. E eu fico feliz de participar disso. É óbvio que tem todo o planejamento do governo do Estado, toda a ação do secretariado todo, mas a gente tenha... Uma participação. Então, é... O que a gente tem como principal característica, né? É... Tem mais adiante, por favor. mais Mais... Mais... Mais um. - É? São as taxas acessíveis os prazos que têm alguma carência, que isso ajuda a iniciar o negócio, quando você tem e recebe o dinheiro, não quer dizer que você vá produzir de imediato. Demora um tempo, então tem algumas linhas da gente... que demora três meses para você começar a pagar. Isso é interessante para o empreendedor. Sim. É... E serve para várias ações. serve para máquinas, capital de giro, para estoque, De acordo com a necessidade... ele apresenta Entra no site da gente e consegue. Além do site da AGRI, tem outras... agências de fomento que fazem a mesma coisa. Nós, no Rio de Janeiro, temos... um fundo estadual que permite dar 3% Ah, eu amo. E aí, senhoras e senhores. O governador colocou o recurso. E aí a gente faz isso no... Faz mandantes de crédito e tudo mais. né? Aqui são alguns números que a gente tem... Ano passado, no microcrédito, 47 milhões. Não é pouca coisa não, deputado. Se a gente for ver que nem todo mundo pega 20 mil, Pega um pouco menos. Não é? São 3.700 operações. que nós tivemos. E aí... um dos orgulhos que eu tenho de dizer. 3.700 famílias. Obrigado. vezes É... Em média, cinco pessoas por família. Dá para atender bastante gente isso daí. Além disso, tem um emprego indireto que é gerado. Eu tenho um exemplo lá embaixo, que é uma pessoa com uma churrasqueira das americanas, aquela portátil, Pegou 2 mil reais, comprou um carrinho, hoje ele tem um outro carrinho comprado com o dinheiro dele, ele faz refeições e fica uma fila. e a noite chega tem um isopor com uma cervejinha. um pagode tocando lá e ele vendendo um churrasquinho, um hambúrguer dele. transformou a vida dele. em toda oportunidade... que eu tenho para falar uma coisa sobre isso daí eu falo É fazer a diferença entre sobreviver e viver. Sobreviver é aquele que hoje está almoçando e não sabe o que vai jantar. Viver é aquele que está almoçando hoje e quer comprar o caderno do filho amanhã e ele tem dinheiro para isso. essa grande diferença É o que a gente faz. com o microcrédito. Isso em 2025. Já nesse janeiro de 2026, a gente já colocou mais de 2 milhões de reais. E aí tem todo o planejamento do Estado, de desenvolvimento do Estado. que... que a gente cumpre. As ODSs a gente segue, a gente busca igualdade, igualdade de gênero. né? A gente tem linhas... específicas para mulheres... Foi falado aqui... pela Camila, foi falado no último encontro sobre isso daí, eu me lembro que eu vi uma pirâmide lá, onde é... mostrava a mulher e o homem A mulher que normalmente sofre Além do preconceito de um país machista... Né? sofre em relação a ser mãe solteira, né? ela ter três turnos, com filho, emprego e casa. Então, a gente se preocupa com isso. Nós temos linhas específicas Para a mulher. para o desenvolvimento, que é um programa que a gente tem, uma linha que é chamada Elas em Foco. Então, isso daí é um apoio... ...as mulheres... Amém. Obrigado. Aqui tem o... O próximo, por favor. Alguns exemplos: Viedigal House, que é um hostel E... na comunidade do Vidigal, que é bem grande, que é colada a Rocinha, Eu sempre falo com o senhor porque, no Rio de Janeiro, a gente tem ou o mar de um lado ou o morro do outro. Então é muito... visível para a gente essas comunidades. Eu morei na Tijuca, servia de um lado E tinha toda a serra, cheia de comunidades E a gente quer entrar nisso daí. Quer entrar como? Não só emprestando. como é esse caso aí. O... É. Tem barbearia... que é algo mais simples. Né? É... Tem um projeto social de óculos mais barato. Isso a gente financia. O interessante disso daí é que a gente consegue... Dar o crédito. Acontece que não adianta dar o crédito sem a educação financeira. que a empresa está fadada a morrer. A mortalidade em empresas pequenas é muito alta. Não digo no Rio de Janeiro, é no país inteiro. por conta disso. É falta de educação. Falta de educação, não só da escola primária, do meu tempo era primário, né? É... Já me perdi no nome, eu tenho que ver com os meus netos agora isso daí. Então, não é só esse tipo. deverá orientar. Falam de orientar para arrumadeira, para o chefe, para o balconista. Não, tem que ensinar também o patrão. Ele tem que pagar imposto, sim. ele tem que pagar todos os direitos trabalhistas tem que fazer, e ele tem que ter essa ciência de que ele cumprindo tudo, Tudo, ele consegue crédito. Porque, senão, ele esconde a receita e eu não consigo emprestar. Como é que eu vou emprestar pouquinho? 2 mil reais, 3 mil reais. E ele, de repente, precisa de 10 mil para alavancar. Que nem o da carrocinha lá. né Aqui é um... Nós participamos de um programa social do município do Rio de Janeiro, onde nós estimulamos... o trabalho de artesãs. E nesse ano de 2025 foram 70 mulheres contempladas. e tem mais outras 70, e quatro na fila de espera para isso daí. A gente estimula. Então, um dos focos da AGR, mais uma vez. Mulher. É dar emprego para a mulher. Esse ano de 2025, se eu não estou enganado, foram mais de mil contratos só com mulheres.
Presidente - Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro - AgeRio
sozinho. A gente tem que ter a união dessas partes. principalmente daquele corajoso que é o empreendedor. que navega no mar de complexidade, onde tem tarifácio, tem Covid, Tem outros problemas, mas ele persiste. e ele persiste se o Executivo. o legislativo estiver junto. Além, é claro, do crédito. E eu tento fazer a minha parte. O senhor tenta fazer a sua parte, mas temos que estar unidos... com um único objetivo. É... ajudar um empreendedor. Obrigado. Obrigado. Obrigado.
Deputado
Muito obrigado, Sr. Sérgio. Guzma. pelo trabalho que vocês estão realizando... Obrigada. pela agência Oage Rio. Estou muito feliz. saber desse elas enfocam A gente sabe que... que não é fácil... Qualquer situação no Rio de Janeiro, mas quando vê vocês olhar por... Para o lado do outro. ser humano, né? Ser humano como todo, né? Só questão de ser mulher, só questão de ser homem. Mas a gente sabe que que quando pega esse investimento A mulher que é mãe, tem aquele carinho, dona de casa, ela dá os pulos dela, então... É muito bacana saber que vocês estão com esse... Esse programa de vocês chama Elas em Foco. E parabéns. conseguir alcançar 92. Ah, sim, sim. Consegui alcançar 92 municípios, né, que o... O rio em tamanho, ele é pequeno, mas em população ele é... Uma coisa assim, um absurdo, né? Enorme, milhões e milhões de pessoas. Então, fico feliz de saber que vocês conseguiram botar aí 47 milhões. na veia lá da Do microcrédito. Não, só do microcrédito lá. Saber que vocês atenderam 70 mulheres e tem 74. aguardando e tem esse... esse curso de educação financeira Assim como... Como a Camila falou aqui sobre o BNDF... Ásia Rio é muito importante. por estudo, essa visão que vocês estão trazendo para cá de como... pode despertar, como quem tem conhecimento na ponta da linha, pode, assim, enriquecer o estudo, porque, na verdade, quem sabe o que acontece... lá É justamente o empreendedor que está lá dentro e vocês, que dão suporte... técnico, e financeiro. Muito obrigado, hein?
Presidente - Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro - AgeRio
Bom dia, Tadio. A Camila falando das OSCIPs e tudo mais, mas nós somos parceiros também no pnds as agências de fomento são parceiras do BNDES também. Então, é uma parceria De longa data, a gente deve estar assinando um novo convênio semana que vem. Bacana. É justamente por isso, para pegar recursos. que eles têm uma dificuldade operacional de pegar o pequeno, porque... É uma estrutura pequena. para atender o Brasil inteiro, então as agências de fomento... colaboram com isso daí. Eles têm o dinheiro, a gente tem a mão de obra. Parabéns pela parceria.
Deputado
- Thank you. Let's see here now... "The Lord, Gonzalez. Professor of the Fund of Getúlio Varga and Coordenador of the Centro de Estudo em Microfinances Inclusion finance The FGV. Laura Gonzalez, you are listening to me well? I'm listening. Says me over. Thank you. - Yes. Yes, I'm listening. Thank you. I would like to thank you very much.
Professor - Fundação Getúlio Vargas
Um convite, uma oportunidade para a gente falar de trabalhos que... um grupo de pessoas que inclui, inclusive, o professor Eduardo Dirich, que está aqui também, vem fazendo há muitos anos dentro desse tema. Nós temos pesquisado esses assuntos, então é sempre legal a oportunidade, oportunidades como essa de poder debater. Nós temos sempre a preocupação no que a gente faz em discutir questões e soluções que têm um impacto direto na vida das pessoas, dos modelos de negócios, das políticas públicas. nós queremos fazer sempre Esse é o nosso objetivo, essa ligação com o que está acontecendo na vida real das pessoas e das políticas. Eu acho que por tudo que já foi falado aqui, a apresentação do Sérgio, da Camila, inicialmente, o desafio, e quem estuda esse assunto já vim anotar há muito tempo, não é a falta de atividade local, nas comunidades, nas favelas. Isso já acontece há muito tempo, existe uma infinidade de estudos mostrando isso, são milhões e milhões, bilhões de reais... que representam esse fluxo de atividade intensa que acontece nos níveis locais. O problema é a falta de instrumentos financeiros para apoiar O... o desenvolvimento dessas atividades e a continuidade dessas atividades de maneira sustentável. Então, Essa é a questão, identificar esse desafio de falta de instrumentos e não ausência de atividade em si. Se vocês me permitem, eu estou ciente do meu tempo e vou ser bastante rápido aqui, eu acho que para a gente traçar um caminho é bom saber onde é que nós estamos, então eu me permito aqui durante dois a três minutos, fazer uma breve contextualização para, de novo, nós sabemos razoavelmente onde estamos para que nós possamos traçar o caminho para onde nós queremos chegar. É... o Esse painel fala de inclusão financeira e esse termo inclusão financeira está muito associado ao microcrédito. Tanto é verdade que isso estava na fala anterior, o Cero estava na fala da Camila também. É dentro dessa ideia de que o crédito para o microempreendedor poderia ser uma forma de promoção, de combate à pobreza e combate às desigualdades. Isso, na verdade, tem muitas décadas. Então, o que nós hoje chamamos de inclusão financeira remonta muito à história do microcrédito e das microfinanças que começou lá atrás. Provavelmente várias pessoas que estão aqui, se acompanham esse tema, já ouviram falar de uma instituição que se chama Gramin, lá em Bangladesh, o fundador do Grameen, que foi o Mohamed Yunus, ganhou o prêmio Nobel lá da Paz no início dos anos 2000, 2005, 2006 e o ano de 2005 foi o ano internacional do microcrédito. No Brasil o maior exemplo dessas de políticas envolvendo o microcrédito e do espaço que o microcrédito ocupou dentro da agenda, foi, tem sido... historicamente o Banco do Nordeste. Ah... Agora, o... Como é que do microcrétimo nós chegamos à inclusão financeira para nós sabermos muito bem onde é que nós estamos? Bom, o tempo passa... Lembrando que a gente está falando aí de um microcrédito que começa lá há algumas décadas para trás, que acontece no Brasil e que várias instituições se desenvolvem e começam a oferecê-lo sob diferentes formas, grande destaque para o Banco do Nordeste. Só que tem uma questão muito simples. Os dados mostraram que As instituições ditas alternativas de microcântese, e somente a atuação dessas instituições, e aqui não estou falando só de Brasil, não dava conta do recado. Ou seja, se o sistema financeiro como um todo não desempenhasse um papel... esse buraco da ausência de instrumentos financeiros que suportem essas atividades econômicas que acontecem nas comunidades, no mundo todo, inclusive aqui no Brasil, é... ele não seria suficiente. A partir dessa constatação, e certamente também a partir da constatação que havia oportunidades de negócio, dentro dessas comunidades, porque como nós já dissemos e como os outros apresentadores falaram também existe uma atividade econômica pujante nessas localidades nas periferias e se tratava mais de oferecer instrumentos financeiros adequados. Então dessa combinação de que instituições Alternativas de microcréditos não eram suficientes e mais oportunidades... de explorar esse ambiente econômico pujante, fez com que o engajamento das instituições financeiras tradicionais fosse mais intenso, e isso deu origem ao que hoje nós estamos aqui nesse painel chamando de inclusão financeira. é Dessa ideia. Se nós adiantarmos aqui o filme um pouco, com as novas tecnologias... É... essa inclusão financeira foi acrescentar acrescentou-se a palavra digital e hoje em dia quando nós estudamos esse assunto no mundo se fala em basicamente inclusão financeira digital. Na verdade, inclusão financeira e mesmo microfinanças sempre andaram de mãos dadas com tecnologia. A tecnologia é entendida aqui como um conjunto de atividades, um conjunto de modelos de negócios e não somente como apetrechos tecnológicos por si só. Isso é um conjunto de atividades. É... tem a ver com um conceito que é muito utilizado de tecnologia social, de inovação social etc. Agora se nós Adiantarmos, tendo em vista esse breve panorama, se nós adiantarmos e pensarmos no Brasil de hoje, o retrato da inclusão financeira no Brasil hoje é dado, a meu ver... Bela... combinação de duas coisas que aconteceram recentemente. Uma... Delas tem a ver com a atuação, justamente do que eu dizia, das novas tecnologias, com a incorporação dessas novas tecnologias e dos novos modelos de negócio. E aqui, sendo bastante concreto, para que todo mundo entenda bem, a gente está falando das fintechs, a gente está falando dos bancos digitais, a gente está falando do PIX, por exemplo. Então esse conjunto de inovações que só se materializou, diga-se de passagem, e aqui vem o meu segundo elemento importante para a gente entender, só se materializou no Brasil a partir de um movimento, de um conjunto de mudanças regulatórias que podem retroceder aqui bastante. A gente, nos nossos estudos, costuma... colocar alguns marcos, como por exemplo... o marco de 2013, com a lei 12.865, que instituiu as instituições de pagamento. criou oficialmente as instituições de pagamento e que, na verdade, abriu a avenida para a atuação de outras instituições como as fintechs que nós conhecemos hoje. Então, esse... Esse é o retrato do Brasil... da inclusão financeira no Brasil de hoje mostra a combinação, os contornos da inclusão financeira no Brasil são muito dados por esses dois fenômenos, de um lado esses novos atores... cuja entrada foi propiciada a partir de movimentos regulatórios importantes sobretudo com a liderança do Banco Central. Um aumento muito forte de concorrência. Hoje a gente não consegue... nem há 20, 25 anos era muito fácil imaginar quem eram as instituições que ofereciam serviços financeiros no Brasil. Hoje em dia eu duvido que uma pessoa seja capaz de citar de cabeça... 10, 15% número total de instituições que estão oferecendo serviços financeiros, o mercado mudou muito. Grande aumento de acesso de serviços financeiros, mas aqui temos os problemas. problemas que eu acho que essa comissão precisa e certamente se debruça para endereçar. Eu destacaria duas coisas aqui interrelacionadas. A primeira delas tem a ver com a proliferação de produtos de crédito de péssima qualidade ou de baixa qualidade, para dizer o mínimo. Associado a isso, nós temos um problema de superendividamento que afeta... Não somente. as pessoas das comunidades, mas as pessoas de baixa renda de maneira geral. Então esse é um problema. O grande desafio, portanto, hoje, é como é que nós melhoramos a qualidade do crédito sendo ofertado. O Brasil vive um outro momento, um momento em que o acesso a serviços de crédito, de novo, por conta das coisas que eu mencionei anteriormente, ele aumentou bastante. Não obstante... Os problemas continuam, porque esse crédito... tem sido um crédito de baixa qualidade, o que tem puxado Essa... Inclusão financeira os resultados dessa inclusão financeira para baixo, a ponto de nós podemos até dizer que em algumas situações A inclusão financeira pode ser contraproducente, ou seja, ao invés de ela trazer um bem rico, acabar causando efeitos negativos para a população de maneira geral, como através do superendividamento. Claro que isso se liga umbilicalmente aqui ao tema de hoje, parece que eu estou falando de um outro tipo de crédito, não... o crédito que tem a ver Um... o objeto aqui sendo debatido, mas não, na verdade eu quero argumentar aqui que uma maneira Uma maneira de melhorar. Esse cenário é justamente através do aumento da oferta deste crédito de alta qualidade. E aqui eu destacaria, já adiantei, o que fazer, né? Então, dentro dessa lógica, diante desse problema... desse contexto que eu tracei do atual momento dessa inclusão financeira que deu lugar ao microcrédito, que substituiu o termo microcrédito, o microcrédito ficou colocado embaixo do guarda-chuva da reclusão financeira, outros serviços financeiros são importantes, como o PIX também ressaltou a importância dos pagamentos, mas nós estamos diante desse momento importante. em que a qualidade do que está sendo oferecido, mesmo com tantos atores... a mais, mesmo com o aumento da concorrência, ela é bastante... Voltando então, o que nós podemos fazer? Algumas... Claro que eu vou citar muito rapidamente... E aí Certamente a como estava na fala das pessoas, tanto da Camila como do Sérgio, o aumento do microcrédito produtivo, em particular do microcrédito produtivo orientado, é uma forma de mudar esse mix de crédito, na direção de um crédito de maior qualidade. Então esse mix de crédito hoje está muito na direção de crédito para consumo de péssima qualidade, não somente crédito predatório e ruim, mas nós temos visto inclusive créditos que envolvem fraudes, Ou seja, tem um espaço muito grande para melhora... e isso pode vir através da expansão do microcredo produtivo, é impossível imaginar essa melhoria sem um aprimoramento do aparato regulatório, sem um... um fortalecimento do mecanismo de proteção do consumidor, justamente este consumidor que atua em diversas pontas e que é o empreendedor que vai tomar o microcrédito nas comunidades nas economias locais e que pode... acabar sendo prejudicado por esses produtos de baixa qualidade. Então essa combinação... eu diria do que fazer aqui. O como fazer, claro que é mais complexo, o que fazer me parece bastante óbvio, até porque nessa sugestão que eu dei, é uma sugestão que não envolve, inclusive, uma alteração tão grande do, digamos assim, do do modus operandi do próprio mercado, a gente está falando de ofertar um produto de alta qualidade, e eu vejo aqui no como fazer a atuação Ah a importância crucial da atuação dos bancos públicos e das agências de fomento das instituições públicas de maneira geral, em... conexão, com as políticas públicas. Nós temos visto várias iniciativas aí, e parece que o que falta um pouco dentro dessas iniciativas é um pouco mais de coordenação, para que os objetivos sejam alcançados. Como nós observamos as iniciativas de microcrédito, várias delas exitosas, nós vemos que tem um problema de escala. A escala continua bastante reduzida, em que pese o efeito positivo, mas a grande desafio fica sendo a escala e aí o papel fundamental justamente das políticas de governo, das políticas de Estado e da atuação dos bancos públicos e demais instituições, com as agências de fomento. Aqui é fundamental também resgatar o papel das chamadas instituições híbridas, O que são instituições híbridas? São instituições... que oferecem que atuam em serviços financeiros que têm um objetivo de um objetivo de se manter de maneira sustentável ao longo do tempo, com a produção de resultados que permitam a continuidade das suas atividades, mas são instituições que não visam necessariamente lucro, ou que não têm um lucro como... e a distribuição de lucro como um objetivo fundamental. E aqui o exemplo concreto são as OSCIPs, são as organizações, são os bancos comunitários, É... e outros tipos de organização de desenvolvimento social que muitas vezes... E como... já estava aqui na apresentação da Camila, fazem parcerias com os bancos públicos, porque são essas instituições que muitas vezes têm o conhecimento da ponta, o conhecimento local, e essas parcerias são fundamentais para juntar conhecimento local com funding e recursos capazes de expandir esses bons modelos, esse crédito bom que eu estou chamando aqui, em oposição a esse crédito ruim, tem proliferado infelizmente no nosso Brasil. Eu destacaria também que os bancos, as instituições privadas, os bancos privados, há bons modelos já em vigor. Mas esses modelos em geral são aqueles que têm um pouco mais de o que a gente chama em finanças, lembrando aqui do meu chapéu de professor de finanças, é um capital mais paciente, são modelos que estão... procurando, mesmo dentro de iniciativas privadas, 100% privadas, aliar a promoção do desenvolvimento com a geração de resultado através do que se chama de um capital mais paciente. várias instituições têm feito isso e para finalizar eu destaco a importância de modelos híbridos, de modelos do tipo blended finance, me parece esse um modelo que ainda não foi testado, oficialmente no Brasil, no Blended Finance existe uma combinação de recursos públicos e recursos privados e isso pode ser uma maneira de ampliar a atuação das instituições que querem oferecer esse crédito bom, esse crédito de qualidade. Nós estamos precisando expandir no Brasil o microcrédito e não o crédito micro, esse último tem sido de péssima qualidade. Muitíssimo obrigado pela oportunidade. Obrigado.
Deputado
Oh! Lauro Thank you very much for your participation. I hope that this program as quickly as possible this hybrid model as you said, of resources outside here, be put in practice. for a credit There's a lot of credit. and it's a credit Like you said. of a way In your question of juros, but everything that the agency has been doing And not a credit that is a peso, not a peso, but a more facilitation, so that Melody. this quality of credit for micro-empreendedor for those who are in the community. Thank you for your participation. I hope that you remain there. We hear the... professor Eduardo Diniz, and then there will be some questions, and I thank you very much. because your participation has been very much here. I contribute very much to the study here at SED. Let's hear now the... I pass the word to the palestrant Eduardo Henrique Diniz, professor da Fundação Getúlio Varga. and research from the Center for Estudios in microfinance Thank you. Centro de Estudo em Microfinanças e Inclusão Financeira da Fundação Getúlio Vargas. The gentleman has 15 minutes. Thank you.
Professor - Fundação Getúlio Vargas
pelo convite, muito bom dia a todos, né? Gostaria de fazer minha saudação aí aos participantes, né? Aos presentes que estão nos acompanhando. Talvez, acho que, imagino que também tem alguns assistindo, nos acompanhando online. É um prazer a gente fazer uma contribuição aqui nessa audiência pública aqui, com esse tema tão relevante, que, como o professor Lauro já mencionou, é um tema com que a gente já vem trabalhando no nível acadêmico de microfinanças e inclusão financeira da Fundação Getúlio Vargas. Então, a gente já tem se dedicado há muito tempo a trabalhar, a entender esse processo de inclusão financeira, particularmente usando esses mecanismos digitais, isso que o professor Lauro chamou de inclusão financeira digital, que tem crescido no mundo todo como uma alternativa de expansão de crédito e serviços financeiros de maneira geral marginalizadas ou em condições de vulnerabilidade. Como já foi dito muita coisa, eu vou ser bem breve. Eu gostaria de ressaltar... Dois tipos de... de fornecedores e de serviços de atuação nesse mercado, que acho que tem dado uma contribuição importante nesse processo. O primeiro, que a gente chama muito genericamente de fintech, o pessoal lá mencionou rapidamente, mas a gente tem fintechs de muitos tipos diferentes, mas a gente tem no Brasil, particularmente, um perfil de fintech a gente chama de fintechs inclusivas, que são fintechs que têm realmente essa preocupação de ampliar o acesso à população de mais baixa renda aos serviços financeiros, ou seja, eles atuam nessa dinâmica de inclusão financeira digital, ampliando a possibilidade das pessoas dificuldade de acesso aos serviços financeiros através do sistema financeiro formal, permitindo a possibilidade desse serviço chegarem a essa população de maneira geral. Em geral, a gente não está, nesse caso, falando de pessoas que estão totalmente sem acesso aos serviços financeiros, mas muitas vezes eles têm acesso aos serviços financeiros de muito baixa qualidade, conseguem, por exemplo, ter acesso a crédito, Então, você pode ter, nesse perfil de fornecedor de serviços, que eu estou chamando de fintechs inclusivas, você vai ter um conjunto de organizações que têm essa preocupação de atender essa população com crédito de qualidade um pouco melhor, A gente sabe que o mercado, a estrutura do mercado financeiro brasileiro não é muito favorável. A gente conhece a situação dos juros no Brasil, que são muito altas. Isso, na verdade, empurra o mercado para cobrar juros mais altos de todo mundo. Então, quando você tem algumas organizações que fazem esse esforço menos acesso a esse serviço formal, ou quando tem acesso, tem acesso a esses serviços com qualidade mais baixa, então você tem organizações que a gente está chamando de fintechs inclusivas, e essas organizações conseguem atuar porque elas, em geral, atuam em nichos. A gente tem diversos estudos no nosso centro de estudos mostrando como que essas organizações atuam, Eu gostaria até de mencionar um estudo recente que a gente fez de fintechs negras, ou seja, fintechs que atuam exatamente para favorecer a população mais marginalizada, que mora nas periferias e tem dificuldade, e, em geral, essa população tem também essa característica de ser uma população que tem... características raciais, isso afeta o crédito também, indiretamente, é evidente que não existe nenhum mecanismo explícito de negativa o crédito pela questão racial, mas na prática, por diversos outros mecanismos, isso acontece. na África, onde a gente tem trabalhado em parceria para entender exatamente esse fenômeno. Um outro tipo de organização que a gente gostaria de falar são, o professor Lauro mencionou muito rapidamente, os bancos comunitários, que atuam com uma outra perspectiva de organização local. Então, a gente está falando aqui de organizações que nascem da própria capacidade local de se organizar para fornecer serviços de crédito, de pagamento nas próprias comunidades. partes do mundo, mas o Brasil é particularmente um país onde tem uma pujança muito grande dessas iniciativas. Inclusive, você tem vários pesquisadores de outros países interessados em conhecer melhor o que acontece no Brasil com relação a isso. Essas organizações atuam com base nisso que a gente chama de economia solidária. Elas têm esse perfil híbrido que o professor Lauro mencionou, elas são organizações sem fins lucrativos, mas que elas atuam com base comunitária e com a preocupação de atender os territórios onde elas se organizam. Essas organizações, esses bancos comunitários, também têm uma característica interessante, porque, na maior parte dos casos, eles têm uma moeda própria. Então, você tem uma situação onde você tem, nessas comunidades, uma organização que tem um banco comunitário que tem uma moeda que circula localmente, apoiarem a sua economia local, restringindo a possibilidade de esses recursos financeiros locais escaparem da comunidade. Se o recurso financeiro circula mais dentro dessas comunidades, isso ajuda a gerar mais emprego e renda dentro dessas comunidades. os bancos comunitários, a gente tem cerca de quase... Duas centenas de organizações com esse perfil funcionando, operando no Brasil, reconhecidas pelo Banco Central, elas têm tido um papel muito relevante para contribuir para o desenvolvimento local e territorial nesses locais, nessas regiões onde elas atuam. tem inspirado, inclusive, políticas públicas locais. A gente já tem hoje, no Brasil, um número significativo de municípios de pequeno e médio porte que já se organizam para também ter a sua moeda local, que contribui para o desenvolvimento de... desses municípios. Essa moeda de circulação restrita, de circulação local, ela, como eu disse, ela garante que o recurso financeiro continue circulando na comunidade e ampliando, isso gera o que a gente chama de efeito multiplicador dessa economia, quer dizer, você entra um real que se é transformado numa moeda local e esse real, ele ganha um efeito multiplicador nessa economia local. A gente tem feito diversos estudos em diversos locais, mas atestam o sucesso e a validade dessas iniciativas, mas também a gente tem observado em pesquisas que a gente tem realizado, que isso está inspirando esses municípios de pequeno e médio porte no Brasil de maneira muito significativa. Uma pesquisa que a gente realizou junto... do Tribunal Superior Eleitoral. Na eleição municipal de 2024, a gente identificou uma centena de municípios que já estão pregando o desenvolvimento da sua própria moeda municipal. pensando exatamente nisso, como você pode criar um mecanismo de gerar esse... fator multiplicador na economia utilizando essa moeda local. Um aspecto muito interessante desse modelo de moeda municipal que a gente observou nas nossas pesquisas é que algumas delas, cerca de 40% dessas iniciativas propostas pelos prefeitos que foram eleitos em 2024, dizem respeito a criar o que a gente chama de moedas verdes, todo esse processo de desenvolvimento social, econômico, local, à questão ambiental também. Então, a gente tem observado tanto moedas que se inspiram em processos de reciclagem, você cria essas moedas baseadas em sistemas de reciclagem, essas moedas acabam circulando na economia local, mas também agora mais recentemente a gente tem observado e a gente tem acompanhado de perto o essas iniciativas, moedas que são inspiradas em energia solar. Então, você gera energia solar, a partir da energia solar, você gera uma moeda local que circula localmente. Ou seja, além de você combater, de certa forma, a pobreza energética, que existe em várias dessas comunidades mais vulneráveis, você também incentiva o desenvolvimento socioeconômico dessas comunidades utilizando essa moeda. que a gente está observando que estão acontecendo no país em diversos locais, isso é muito interessante porque isso é em todo o país. Se a gente olhar o mapa disso, em todo... da Federação, você tem iniciativas com esse perfil. É lógico que cada uma tem características diferentes da outra, mas a ideia geral... do crescimento desse conceito de bancos comunitários associado também com as moedas locais e, particularmente, essas moedas de iniciativa municipal, ou seja, com participação do poder público local, é muito relevante. Muito interessante, que acho que a gente tem que ressaltar, que isso tem acontecido praticamente, municípios de pequeno e médio porte, exatamente esses municípios que têm maior dificuldade de ter acesso ao sistema financeiro formal, onde é mais difícil a infraestrutura do sistema financeiro mais tradicional conseguir chegar a essas iniciativas locais, tem emergido e se desenvolvido com relativo sucesso, Tem muita gente de outros países vindo aqui para conhecer melhor de perto essas iniciativas. Eu vou encerrar por aqui, mas aí a gente fica aberto a... perguntas, para esclarecer detalhes sobre esses temas, que eu acho muito relevantes. Agradeço mais uma vez a oportunidade, eu acho que é uma iniciativa muito relevante que a gente possa colocar todas essas coisas na mesa, e particularmente numa casa do povo brasileiro, que é a Câmara dos Deputados. Muito obrigado pelo convite, fico à disposição. Obrigado.
Deputado
Muito obrigado, professor Eduardo Henrique Diniz. Eduardo Diniz... pela sua contribuição de respeito ao banco. comunitário, e a moeda local, a participação do município. E achei interessante essa... esses onde está direcionando esse recurso, né? Parte de... do meio ambiente, que é a moeda verde... a parte de reciclagem. E agora, falando da... Também da... Energia solar. Então é um... Assim... É uma coisa animadora em ver que estão pegando várias vertentes... E que, como sempre falo, é na ponta da linha... o empreendedor, quem tem acesso ao micro... microcrédito ou crédito menor, está podendo... colocar em prática com a ajuda do serviço público, como a gente estava falando aqui, com ajuda, como falou o Sérgio Gusmo, Com a ajuda que tem que caminhar junto, né? O empreendedor lá, o... que tem o O empreendedor. a parte aqui do legislativo, executando a lei e o... O Executivo é muito importante... Essa forma aí acadêmica, que são os pesquisadores que trazem esses dados, que... que dá robustez para que até saia projeto interessante na Câmara, robustez para contribuir para o estudo. como está... que o SED está realizando. Então, muito obrigado pela participação. A participação do senhor foi muito enriquecedora. E vamos aqui agora passar a palavra aqui para Eu passo aqui agora a palavra para o Obrigado. Não. Ok, então... Só informar aqui o palestrante... Marcos Vinícius Ataíde não pôde... não pode participar. Mas de antemão eu agradeço. o... O palestrante... Marco Ataíde, por aceitar o convite, voluntariamente, quem sabe da próxima vez, a gente sabe que acontecem vários imprevistos, e ele não pode participar hoje, mas deixo aqui registrado a minha... O meu agradecimento... para o palestrante Marcos Vinícius Ataede, por ter aceitado o convite nesse tema que ele domina tanto, e que as portas sempre abertas para ele, abertas e eu sei que... Em outras, oportunidade ele vai... Poder participar aqui. Obrigado. Agora eu passo aqui a palavra para a Cláudia. Torres, que está... representando o secretário executivo do SED, Aurélio Palos, para poder fazer perguntas. sobre o tema, escolher algum... Algum palestrante? Ou pode deixar aberto para quem achar de direito, às vezes um palestrante, eu deixo aqui aberto, que às vezes um palestrante vai responder. E alguém quer... contribuir, colaborar. uma parte naquela pergunta, fica bem à vontade, tá? Bom dia a todos.
Consultora Legislativa - Câmara dos Deputados
Aqui representando o secretário executivo do SEDES, que é o diretor da consultoria legislativa Aurélio Palos. Eu gostaria de agradecer ao deputado Hélio Lopes pela condução desse estudo, agradecer a presença de todos. Agradecer especialmente os palestrantes que... Trouxeram importantes contribuições hoje a Camila Costa, o Sérgio Guzman. Laura Gonzalez Henrique Diniz Aproveito também para informar que os palestrantes serão convidados para escrever textos para compor a publicação que vai ser resultante desse estudo, depois o consultor que está coordenando... O estudo vai entrar em contato com eles e... tratar melhor sobre isso. E também gostaria de ressaltar que a consultoria legislativa está à disposição, assessorando o deputado Hélio Lopes, nesse estudo. Aqui temos especialistas das áreas de desenvolvimento urbano e regional, ciência e tecnologia, direito de trabalho e economia. E esses especialistas vão poder fazer agora suas considerações e perguntas específicas para os palestrantes. Muito obrigada a todos. Obrigado. Muito obrigado. Cláudia Torres pela sua
Deputado
- Okay. Thank you very much for your participation, representing Aurelio Palos, a great friend of heart, Passa agora a palavra para o the consultant Augusto the coordinator this study. And, of the hand, I would like to thank you the choice not only about the topic as a specialist to debate this topic, which was a very rewarding thing. Thank you, Emilio. Thank you. Thank you, Mr. Lopes. Thank you, Claudio.
Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados
Cláudia, queria agradecer a Juliana, como sempre, por ter... Feito a formalização dos convites, entrado em contato. Queria deixar bem claro, deputado Herr, que essa aqui a gente deve para o Leonid Garnitsky. Ele que escolheu nome é nome, entende tudo de Rio de Janeiro, inclusive. Não sei se é Flamengo, mas... O senhor converte ele. Queria agradecer a todos os palestrantes, foi enriquecedor. E acho que, bom, vou reforçar o coro que eu pedi para a consultora Cláudia falar, a gente vai pedir para que todos possam contribuir com a gente, a gente pede... Aqui é um momento de debate, o que a gente pede é uma formalização, uma sistematização dessas ideias, num texto, e esse texto a gente vai tentar recebê-lo até junho, processo editorial e com isso a gente pode ter um relatório final e esse relatório final a gente se sistematiza para o deputado para os parlamentares em geral e isso provavelmente vira aí para o proposição proposta legislativa e boa parte das minhas questões inclusive são nessa direção a primeira que eu faço para o presidente sérgio guzman é sobre esse é esse crédito de até 21 mil reais com 3% ao ano, que é... bastante... competitivo, vamos dizer assim. A... o tomador ele pode contratar via banco de intermediação ou só diretamente com agência de fomento. A segunda questão é se nos corredores da agência, com toda essa experiência rica que vocês têm, se já existem... deslumbramento de alterações normativas, legislativas, que foram discutidas, que eventualmente vocês pararam e disseram assim, se a lei me permitisse fazer isso aqui, a gente poderia ter um pouquinho mais de impacto. Esse tipo de informação é bastante relevante, porque eu acho que a gente teve aqui um bom diagnóstico, E seria agora a hora de a gente começar a pensar como é que existem melhorias legislativas que poderiam acontecer. auxiliar esse processo. Parabéns pelo trabalho da... da Geril, que é... formidável. Ah... sobretudo em termos de melhorias que visariam a facilitação de acesso a crédito dos moradores da favela. É... Para o professor Lauro Gonzalez... Professor... Já até trouxe algumas propostas... aumento de microcrédito produtivo orientado. No caso do morador da favela, vocês já tiveram alguma discussão também nesse sentido? Como que essa orientação pode ser mais bem feita para o morador da favela? para o professor Eduardo Diniz... aqui eu tenho duas e uma um pouquinho mais técnica se existem brechas na lei sobre a questão da promoção dessas fintechs inclusivas, que poderiam ser exploradas, poderiam haver melhorias. E com relação ao banco comunitário, aqui tem uma questão um pouco mais técnica, porque o professor falou de fator multiplicador, e o início da... Bom, o professor é o economista, eu sou o geógrafo, então... Mas se eu bem me lembro, o início da discussão sobre fator multiplicador foi Roy Harrod, e é um economista, depois ele foi seguido por outros e vem sobretudo numa visão de comércio externo, especialização e comércio externo e como isso faz um fator multiplicador. E aqui a gente está pensando até numa moeda interna local. Então, como que isso se compatibiliza, se é uma... se é uma nova visão que vai contra aquela visão, se ela complementa, como que funciona esse fator multiplicador a partir de uma moeda interna. São essas minhas questões. Obrigado, deputado. Pode começar.
Deputado
Em relação a intermediários, não. Não temos intermediários.
Presidente - Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro - AgeRio
intermediários. Nossa atuação nos 92 municípios é feita através de agentes de crédito Não são intermediários, são contratados... através de um edital pela Agerrio, e eles iniciam o processo. orientam o tomador do recurso. mas hoje em dia A gente tem um site e praticamente tudo é levado via... internet. o agente ajuda apoiando com algum questionamento que surge, empresas um pouco maiores, mas o pequeno normalmente ele recebe tudo por e-mail, manda pelo site. Sem problema nenhum. Né em relação a outra questão que seria leis para flexibilização. Hoje, O microcrédito está limitado a R$ 21 mil, o microcrédito produtivo orientado. Ah... Obrigado. Existe uma dúvida em relação a isso, se existe possibilidade de aumentar... para 150 mil. esse recurso mantém-se em 21... 50 seria discricionário do governador Mas... se tivesse claro, claro, Mesmo. na legislação a gente poderia operar não com 21 mil. Microcrédito é importante, com 21 mil. Mas se a gente tivesse... um pouquinho mais de de limite poderia Abarcar mais gente nisso daí. com taxas de 3%. que não é competitiva não, eu diria que é imbatível. Espero ter respondido... A sua pergunta. Obrigado. Agora é o...
Deputado
Vamos ouvir o professor... Lauro. Obrigado. Sim, obrigado, Pedro
Professor - Fundação Getúlio Vargas
Pela pergunta, até... pegando um gancho aqui, se você me permite, dentro dessa... dessa ideia de aproveitando o ambiente em que nós estamos e E... a capacidade da casa de promover mudanças que afetam a vida da população. Pensando em melhorias legislativas, desculpa, já respondo a sua pergunta, mas eu acho que um debate que precisa ser feito... E eu realmente... Acho isso bastante importante, pelo menos do ponto de vista das soluções práticas e concretas que eu enxergo para nós aumentarmos o microcrédito no Brasil, é... uma definição, uma melhoria legislativa no que diz respeito à definição do que é o microcrédito produtivo e o O crédito produtivo que se enquadra, inclusive, dentro da exigibilidade dos 2%, de alocação dos bancos para estas as operações em outras palavras é existe um certo engessamento nessa definição e essas instituições que estão na ponta que o professor Eduardo Diniz escreveu elas podem ter uma atuação a meu ver bastante mais flexível e uma atuação de maior impacto de maior alcance se houver essas se é assim que de novo tem a ver com a definição do microcrédito e o seu enquadramento. Eu quero só bater nessa tecla de que, é né eu costumo dizer microcrédito não é a mesma coisa que crédito micro Acontece que o microcrédito não... hoje pode ser definido somente como aquele voltado para as atividades produtivas, na medida que o próprio empreendedor muitas vezes precisa... de um outro tipo de crédito que vai estar vinculado, ainda que indiretamente, ao desempenho dessa atividade produtiva. Então, por exemplo, linhas de crédito que tem a ver com melhorias habitacionais, para dar um exemplo concreto, que várias instituições têm feito. e que existe uma dúvida sobre essa possibilidade de enquadramento. Então me parece uma sugestão aqui Ah. bastante de concreta, mas que envolve esse debate sobre a definição de crédito. E aí, já indo diretamente para a sua pergunta, eu acho que essa questão da orientação passa... nas comunidades, nas favelas, passa pela atuação das instituições locais, né? E a... essas instituições locais por sua vez, o próprio Sérgio já descreveu o papel dos agentes de crédito, eu acho que esse papel dos agentes de crédito hoje se redefine a partir das novas tecnologias, quer dizer, não dá para imaginar o agente de crédito fazendo a mesma coisa que fazia 20 anos atrás com as novas tecnologias, mas o grande debate é que não dá para prescindir Desta figura... é que tem um contato com a população, porque, inclusive, nós fizemos vários estudos, por exemplo, durante... para nós traçarmos um paralelo aqui, durante o período da pandemia e o pagamento do auxílio emergencial, várias pessoas não conseguiam Se quer pedir o auxílio emergencial, por falta por exemplo, de capacidade de utilizar... O programa, isso tem a ver com a exclusão digital, né? Conectividade está no tema do nosso... do nosso estudo aqui também, E a exclusão digital ela tem um papel importante negativo, importante, isso precisa ser considerado dentro dessa lógica. Esse é um outro exemplo. tipo de uma outra política pública, mas que mostra a importância dessa pessoa que está ali reduzindo essas assimetrias de informação e nesse público essas assimetrias essa falta de essa falta de Sim. educação financeira barra educação digital... entre outras coisas que acabam prejudicando, precisa ser suprido Justamente essa orientação vem através desses agentes locais Por isso que eu acho que inclusive programas que envolvem programas que envolvem recursos de bancos públicos, eles tem o seu efeito aumentado a partir dessas parcerias com as instituições. de atuação local. Lógico que tem um desafio muito prático, muito grande, né? Desenho do que é essa orientação. eu só acho que o outro lado da moeda eu costumo dizer, não há orientação que resista a oferta predatória de crédito. Eu quero bater um pouco nessa tecla, tá? que esse mesmo empreendedor que precisa desse crédito de alta qualidade, ele também está inserido num ambiente no qual ele é bombardeado com crédito ruim E essa é a realidade do Brasil de hoje. É inescapável o debate disso se nós estamos discutindo ambientes de crédito. Então, a orientação, inclusive, que você perguntou, ela adquire novos... um novo desafio é que é fazer frente a esse ambiente de oferta predatória de crédito, daí porque ressalto novamente a importância do aprimoramento regulatório e de proteção do consumidor. Muito obrigado, professor.
Deputado
Gonzales, vamos ouvir agora o professor Eduardo Diniz. Então, duas perguntas. A primeira é sobre como instituições
Professor - Fundação Getúlio Vargas
incentivar as fintechs inclusivas. Acho que a gente tem hoje já mecanismos para desenvolver indicadores para avaliar o potencial de inclusão dessas fintechs. Então, a capacidade que elas têm para poder exatamente atingir essa população mais... para a emancipação financeira, de alguma forma, dessa população. Eu acho que, se a gente tem já esses indicadores, seria muito interessante que a gente pensasse em avaliar essas fintechs e imaginar como que a gente pode, de alguma forma, auxiliar, alavancar a atuação delas, exatamente com o funding e tudo mais. essas fintechs estão por aí já funcionando, mas elas necessitam talvez de mais apoio, e acho que tendo indicadores claros do potencial de inclusão, você pode associar esses auxílios que você pode fornecer a essas fintechs, exatamente em cima da sua capacidade de inclusão. Sobre o... potencial multiplicador local, da economia local. Eu sugiro a leitura de um material produzido pela New Economics Foundation. A New Economics Foundation é uma organização britânica, onde eles desenvolveram uma metodologia para avaliar o efeito multiplicador local. A gente tem feito estudos no Brasil mesmo, o potencial multiplicador dessas moedas locais. A gente tem estudos, posso disponibilizar para isso, mas só para comentar que a gente tem usado essas metodologias que foram desenvolvidas para essa instituição britânica chamada New Economics Foundation. Esse modelo de moedas locais é muito antigo, ele vem sendo apregoado por diversos economistas há muito tempo, O economista norte-americano Irving Fisher, lá no início dos anos 30, em plena crise da quebra da Bolsa de 1929, advogou a... a criação dessas moedas, na época, ele chamava-se de scripts, esse modelo de... população restrita, distorção local, para alavancar economias e tirar, a proposta dele, isso ajudaria a tirar as populações que estavam sofrendo mais com a crise de 29, desse processo. Em alemão, a gente pode ver que significa nós. É um modelo similar a um banco comunitário, um banco cooperativo, que está na Suíça. Esse banco está na Suíça, ele opera ininterruptamente, desde 1934, com esse modelo de moeda local. E você tem modelos espalhados pelo mundo inteiro disso. A gente tem material já hoje no mundo, na academia e fora também, de experiências, onde mostram esse poder multiplicador dessas moedas locais. Posso deixar disponível o material das nossas pesquisas próprias, que a gente tem feito no Brasil, mas também existem muitas outras aí. A gente fica à disposição para municiar vocês dos sedes com esse material, para um melhor entendimento de como esses processos funcionam, particularmente sobre a pergunta do modelo do efeito multiplicador das moedas locais. Existe bastante material já disponível sobre isso, a gente pode disponibilizar também. Muito obrigado. Muito obrigado, professor Eduardo.
Deputado
Nejo, gostaria de saber se... A senhora Camila, ela quer contribuir? com alguma coisa referente a essas perguntas. Fique à vontade. Obrigado. Obrigado. A senhora está sem áudio aí. Desculpe, deputado. Obrigado.
Chefe de Departamento de Operações de Canais Digitais - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES
Damnya pak Professores cobriram bem as perguntas e respostas. Terima kasih. Terima kasih. Oke, obrigado.
Deputado
Passa a palavra para o consultor Herman Souza. Obrigada. Obrigado. Obrigado, deputado.
Participante
Bom dia a todos, boa tarde a todos. Agradecendo pela oportunidade, agradecendo aos expositores pelas riquíssimas contribuições. suscitaram muitos questionamentos aqui Nós que estamos assistindo É... Eu tenho dois questionamentos, o primeiro para o senhor Sérgio Gusmo. E o segundo, para o professor Eduardo Henrique Diniz. Ah... para o senhor Sérgio Gusman, Foi mencionada, em certo momento, a exposição, Ah... importância do microcrédito e o surgimento de empregos indiretos. em razão do microcrédito. Obrigado. No âmbito da AGRIU, há algum acompanhamento ou monitoramento desses empregos, indiretos criados em razão desse microcrédito, E se há... Além disso, se na sua percepção tem alguns fatores que dificultam ou facilitam a criação desses empregos indiretos. para... Professor... Eduardo Henrique Diniz. É... Música inclusive também na exposição do senhor Sérgio. Houve a menção ao recorte de gênero, inclusive um projeto de microcrédito para mulheres, né? E o professor Eduardo também mencionou que haveria um recorte racial nas dificuldades de acesso... ao crédito. E aí eu faço a pergunta também para o professor Eduardo, na ótica dele, qual a importância de que programas de concessão de microcrédito levem em consideração recortes específicos como de gênero e racial, no êxito desses programas. Qual a importância de levar em conta esses recortes no devido dimensionamento desses programas de concessão de microcrédito? Obrigado. Sr. Sérgio, pode responder.
Deputado
Nós não temos esse estudo dentro da...
Presidente - Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro - AgeRio
da AG Rio. O que a gente percebe é a criação do emprego, no microcreta e reportagens São feitos estudos do acompanhamento da criação de empregos nos estados. E aí a gente percebe que o Rio de Janeiro tem um bom desempenho. Ah... Saiu recentemente na G1 no G1, que 80% do emprego é gerado através do do microempreendedor, o que a gente percebe é que O rapaz lá da carrocinha, da churrasqueira, eu tenho certeza que ele não está sozinho, porque eu passo lá todo dia e eu vejo ele com quatro outras pessoas. Então, isso é emprego Indireto, dele. Ele gerou aquilo ali. só que de repente tem outras pessoas que estão trabalhando e que a gente percebe que eles se alimentam com quem? Com o que traz a marmita. aquilo era um trazendo a marmita. Agora são vários trazendo marmitas para diversas fontes. Então, a gente, na Gerio, não tem esse estudo. tá? mas a gente percebe o desempenho do Estado. E... nos estados que têm agências de fomento, Isso daí... é bem forte, criação de emprego. Tá? professor Eduardo Diniz,
Deputado
*Sigh* Look, thank you for your question. This is a important question.
Professor - Fundação Getúlio Vargas
Porque isso é um fenômeno que acontece no mundo inteiro. Se você olhar para o recorte de gênero e de raça, você vai ver exatamente que as mulheres... Se você tem uma população, uma massa de população que tem dificuldade de acesso aos serviços financeiros, quando você faz esse recorte de gênero e de raça, você vai ver que as mulheres têm menos acesso do que os homens do que as pessoas brancas. A gente está falando de um geral, que a população marginalizada no geral, ela tem dificuldade de acesso, mas dentro dessa população marginalizada, você tem recortes de gente ainda mais marginalizada, exatamente esses recortes de raça e de gênero. Daí a importância de a gente ficar atento à capacidade de você... possibilitar que esse recorte de gênero e raça também seja monitorado nesses processos de inclusão financeira. Eu estou falando isso de estudos que existem do próprio Banco Mundial, que demonstram isso, e de outros diversos estudos pelo mundo afora que demonstram isso. Então, realmente é importante. Você tem uma população geral marginalizada, mas dentro dessa população marginalizada, ter recortes de gênero e de raça que são ainda mais marginalizados. Então, é realmente importante que nesse processo de inclusão você esteja constantemente monitorando esses segmentos dentro da população marginalizada como um todo. Realmente, se você consegue alavancar, por exemplo, o crédito para as mulheres, isso tem um efeito multiplicador, já usando a expressão, dentro da família e da... muito grande. A população negra, a mesma coisa, é uma população que está mais afastada dos centros, está mais nas regiões periféricas, que tem geograficamente mais dificuldade de acesso. Então, quando você foca nessas populações, nesses segmentos específicos, você dá uma contribuição significativa para a inclusão financeira de uma forma geral. um aspecto muito importante que a gente tem que monitorar. Eu gostaria de acrescentar. Pode acrescentar.
Deputado
Em relação à mulher, o que a gente recebe de informação é que a mulher empresta o CPF por marido. E aí acaba comprometendo o seu CPF e eu... Eu, como uma instituição financeira regrada pelo Banco Central, eu não posso emprestar para essa senhora. que emprestou o CPF para
Presidente - Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro - AgeRio
marido e o marido... E... usou mal. Então, às vezes é mais complicado a gente ver a mulher tem esse preconceito em relação à mulher. É... É óbvio que existe, de uma forma ampla no país, isso daí. A gente vê diversas situações, mas no caso da mulher, no crédito, por exemplo, no meu caso... Tá? E eu acredito que em todas as agências de fomento não existe essa distinção. homem e mulher o que existe é Mulher com comprometimento no CPF e mulher sem comprometimento no CPF. Com comprometimento do CPF. Não tenho como impressar. Não posso, sou proibido. Então, o estudo tem que levar em consideração, talvez, a causa primária... Da... não utilização tão intensa da mulher de um crédito. Sim. E aí Muito obrigado. Passa agora aqui a palavra...
Deputado
- All right. Sra. Camila. Okay. Participar. contribute with any response? Yes, sir. I'm right here.
Chefe de Departamento de Operações de Canais Digitais - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES
do professor Eduardo, do próprio Sérgio. É... de fato há, assim, esse diagnóstico ele é bem claro, tá, assim, uma dificuldade de acessar o crédito do público feminino em relação ao público masculino. de qualquer ação afirmativa nesse sentido, em que linhas de crédito que tenham ali um custo reduzido, ou mesmo uma garantia mais benéfica, que consigam trazer essa mulher para uma perspectiva de inclusão financeira, elas favorecem, né, aí tem questões sociais atreladas, e aí ele encanta até um pouco com a minha fala do início, mulheres chefes de família, mulheres que têm ali realmente uma responsabilidade com os filhos, então empoderar essas mulheres do ponto de vista financeiro tem outras consequências, então a gente debate muito isso, tá? dentro aqui da nossa instituição, enfim, esse é um debate que vem sendo feito, faço parte até desse grupo, o grupo Elas Empreendem, vinculado ao Ministério do Empreendedorismo, que tem ali, todas, enfim, representantes de todos os bancos públicos e alguns bancos privados, então essa é uma tônica constante, diante desse diagnóstico muito claro, e a gente vem perseguindo isso, muitos dos bancos já possuem essa oferta direcionada para as mulheres. Muito obrigado.
Deputado
Passo agora a palavra para o consultor... Danilo... da Silva.
Participante
Bom dia a todos. Agradeço aqui ao deputado Hélio. a Cláudia, essa consultora da macro área. a todos os palestrantes pela qualidade do debate. Obrigado. Muito me chamou a atenção a exposição inicial da... da senhora Camila. No sentido de que... O empreendedorismo na favela vai além de uma questão de escolha. É mais uma estratégia de sobrevivência. E eu faço um link, eu acho que isso... influencia na qualidade do crédito que é ofertado. aos empreendedores da favela. E meu questionamento é mais geral e vai muito nesse sentido. como os problemas socioeconômicos da favela, como a pobreza influencia na qualidade do crédito, E qual o papel dos agentes financeiros... se o papel dos agentes financeiros vai muito além da disponibilização do crédito, da oferta do crédito. é... se iniciativas de capacitação, de educação financeira também fazem parte desse leque de atividades... dos agentes financeiros. É... Porque me parece que A qualidade do crédito não é só um problema regulatório. nas favelas, mas é muito influenciada pelos problemas socioeconômicos que afligem esses territórios. marginalizados. Então, a pergunta é mais geral, como esses problemas socioeconômicos influenciam na qualidade do crédito e qual o papel... dos agentes financeiros É... na resolução desses problemas. Se esse papel vai além da simples disponibilização do crédito, de um crédito de qualidade, mas no combate à pobreza mesmo. Obrigado. E aí
Deputado
Muito obrigado. Danilo, vamos ouvir. Senhora Camila, para responder? Claro, sem dúvida.
Chefe de Departamento de Operações de Canais Digitais - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES
Essa é uma característica, eu diria que até do empreendedorismo do nosso país, né? Assim, a grande maioria dos empreendedores tem ali, né, essa... Enfim, esse desejo do empreendedorismo muito mais por uma questão de sobrevivência, de necessidade do que de oportunidade. A gente tem inclusive estudos também, conduzidos pelo SEBRAE, conduzidos por monitoramentos internacionais. esse cenário. E recortando aqui, dentro do contexto das periferias, e cruzando isso com a atuação dos agentes financeiros, enfim, de OSCIPs, de agências de fomento, o que a gente percebe? Os grandes bancos, os bancos maiores, eles têm realmente uma dificuldade de enxergar esse microempreendedor mais da base, e isso é muito em virtude de dados, de histórico financeiro, a ausência de informações que consigam traçar um risco de crédito desses empreendedores. Então, isso acaba sendo traduzido em taxas muito leoninas para esse empreendedor, e em uma oferta de crédito sem qualidade. Isso, de fato, é uma realidade. O que a gente consegue... aqui como instituição financeira, né, a gente se posiciona como instituição financeira de segundo piso, né, em que a gente empresta para os bancos e para outras instituições, enfim. Então, hoje nós estamos conectados com bancos comerciais, com agências de fomento, como bem colocou o presidente Sérgio, né, e com OSCIPs de crédito. de microcrédito, posso citar, por exemplo, do Santander. que é um banco comercial que tem um programa específico de crédito, assim como o BNB, tá, que é o nosso maior, digamos assim, executor de microcrédito, uma referência até internacional, tá, mas tem um protagonista nesse processo da concessão de crédito, que também foi citado aqui pelo Sérgio, que é o agente de crédito. crédito, ele funciona, né, e a gente é que acompanha isso na ponta, enquanto segundo piso, muitas vezes até com psicólogo, né, assim, com psicólogo ali, com uma pessoa que está ali realmente enxergando aqui, aquele empreendedor dentro da sua sistemática integral de vida, né, para conseguir promover essa orientação da melhor forma possível, né, conduzir realmente essa pessoa aí a uma jornada mais bem sucedida dentro do empreendedorismo. tudo que a gente está debatendo hoje aqui né tem a ver com a economia mas tem a ver também com a questão social né então é uma concessão de crédito também com a finalidade social né de condução dessas pessoas para uma expectativa melhor de vida, para uma situação de maior geração de produção, enfim, de renda, de fato o olhar tem que ser diferente, porque, e aí pegando um pouquinho aqui o ponto até do professor Lauro, né, créditos sem qualidade, ela gera endividamento, ela se torna um veneno, na verdade. Então, é fundamental, né, que essa concessão, ela seja feita de uma forma responsável. E também, claro, né, isso que a gente persegue aqui como banco de desenvolvimento, dentro de taxas adequadas. porque senão acaba afetando também a sustentabilidade financeira desses negócios que muitas vezes estão nascendo. Muito
Deputado
Obrigado, senhora Camila. algum participante quer contribuir com a resposta Deputado, só um comentário muito rápido, pode ser? Pode. Eu concordo plenamente, o ambiente é bastante complexo, é difícil você
Professor - Fundação Getúlio Vargas
...isolar causalidades e eu concordo plenamente com a... A frase... E foi dita que não é só um problema regulatório. Eu diria o seguinte, se nós olharmos para... para o que diz dizem os estudos que envolvem, além do Brasil, vários outros países, E... Eu formularia da seguinte maneira, em ambientes... caracterizados por alta informalidade e ambientes nos quais existem falhas regulatórias e falhas de proteção do consumidor O aumento de crédito tende a acontecer... tende a acontecer preponderantemente através desses produtos de baixa qualidade. Eu acho que o Brasil... vivo disso. Então nós temos... Aqui, portanto, a questão... a questão regulatória, mas as questões estruturais, que muito bem... foram faladas pelo consultor. elas também determinam o tipo de crédito sendo ofertado. Então nós temos Questões macro, questões micro. Agora, o que sempre é esquecido também, o RH do segundo plano, é o papel justamente dessas ofertas de crédito. Eu queria ressaltar. a última frase da Camila né é a oferta de crédito responsável era crucial porque as instituições sabem que existem estratégias de marketing específicas que exploram Essas condições específicas. das populações em geral das populações é mais vulneráveis e excluídas e é exatamente aí que existe uma oferta de crédito predatório mas a oferta essa que existe neste ambiente no qual existem esses problemas regulatórios também. Então é um problema multivariado, um problema complexo cuja solução envolve... Eu... diagnosticá-lo como a sua complexidade externa. merece, na sua devida complexidade. E eu acredito que, por isso mesmo que essas soluções passam pela atuação, como eu disse na minha fala inicial, de múltiplas instituições, e através de parcerias com instituições de atuação híbrida, instituições que atuam localmente. Muito obrigado. Vamos ouvir agora o... Passa a palavra para o senhor.
Deputado
Para o consultor Vinícius Amaral. Obrigado.
Participante
Boa tarde, deputada Lopes. Boa tarde. Cláudia, boa tarde. os colegas consultores, os palestrantes Quero parabenizar os palestrantes por uma... uma discussão muito importante E eu quero... trazer o tema aqui, minha pergunta vai seja de uma certa forma transversal, então... passar por pelo que todos... aqui já colocaram Né? e é sobre Obrigado. hoje a gente tem uma expansão significativa dos negócios digitais do empreendedorismo. digital, e isso em todas as camadas da sociedade. seja por negócios que são, que dependem diretamente, que só existem porque existe... as ferramentas digitais, a internet, né? como um negócio via comércio eletrônico. É... Oh... Enfim. tanto por negócios que usam o ambiente digital só como um auxílio, ou seja, por uma venda direta ali pelo... pelo aplicativo de mensagens, até via Pix, utilizando... essas ferramentas. E aí, É... eu... A minha pergunta é em relação ao relacionamento... da inclusão financeira com a inclusão digital, né? E aí o professor Lauro até chegou a abordar rapidamente isso, quando ele falou ali do auxílio emergencial, que teve uma dificuldade por conta dessa ausência, dessa exclusão. digital E aí eu falo de inclusão digital, pensando que não é só... uma única dimensão, isso envolve tanto as questões de infraestrutura, ou seja, a conectividade está disponível nas favelas, no local onde as pessoas estão, quanto as pessoas... terem a capacidade financeira para comprar os dispositivos e pagar o acesso à internet e passa também por um ponto crucial ali, que são as habilidades digitais. A pessoa precisa saber utilizar... essas ferramentas. Então, a pergunta é basicamente: se a gente tivesse maior inclusão digital, nas favelas, observando todas essas dimensões da inclusão digital, É... Isso levaria também a um aumento de inclusão financeira, o aumento dos negócios, do empreendedorismo, né? Essa seria a pergunta, o ponto principal, né? Ou seja, a inclusão digital seria um fator limitante para isso? Obrigado. Vou passar aqui para o... o... professor eduardo diniz depois quem quiser
Deputado
contribuir. complementando as respostas, e informar que teve aqui algumas perguntas online. o senhor Rafael Vinícius de Almeida Assis, Senhor Marcos de Oliveira. Senhora Lisiane Giroto Menezes. e Belchior, Pavegro Belmonte. informar que em cada texto, teve várias... perguntas que a maioria delas foram respondidas já pelos senhores e está sendo respondida de acordo com o que com o que está falando. Mas já aproveitei para falar da participação online aqui e dizer também que, mesmo assim, eles vão ser... Vão ser respondidos, né, Alves? Vocês que, de forma online, vão passar para... para os palestrantes, de maneira que vocês vão obter a resposta. Mas o que me chama a atenção, de acordo com a pergunta aqui que o... que o Vinícius Carvalho fez, é da Lisiane... Girou de Menezes. Para também que o Eduardo... professor lauro camila Muito bom. possa complementar. Ela diz aqui, de que forma a inclusão financeira digital... pode ser estruturada para fortalecer o empreendedorismo. periférico, Obrigado. sem te considerar A limitação da educação financeira E o acesso tecnológico A comunidade. E o BQ, que ele fala aqui... Como trabalhador 5.0... conseguirá operar os seus negócios digitais e financeiros sem depender... de pacote de dados limitados. Então, como as perguntas que estavam aqui têm a ver com... com dados, com tecnologia. Eu fiz um apanhado aqui para que Professor Eduardo Diniz. Lauro Sérgio Guzman e a Camila possam responder. Professor Eduardo Diniz, por favor. Muito obrigado. Essa também é uma questão muito relevante.
Professor - Fundação Getúlio Vargas
que o fato de você ampliar o acesso digital tem uma conexão com a possibilidade de você ampliar o acesso também aos serviços financeiros. A gente está falando de serviços financeiros digitais. Agora, o próprio conceito de inclusão financeira digital, ele se consolidou... de estudos que vem particularmente do Banco Mundial, Exatamente porque aconteceu um movimento no sentido contrário. A necessidade da inclusão, na inclusão financeira, levou à inclusão digital. A gente tem muitos casos que ilustram isso. Eu posso citar, por exemplo, a situação do Quênia. é um país onde iniciou o processo de pagamentos via uso de celular, e, de certa forma, foi o movimento para as pessoas buscarem a sua inclusão, acesso ao serviço financeiro, que alavancou a inclusão digital. Eu não estou falando que sem inclusão digital, lógico que a ausência da inclusão digital compromete, mas por outro lado, a necessidade da inclusão financeira é tão relevante que ela mobiliza as pessoas para a inclusão digital. Essa questão da manipulação, no caso, o professor Lauro mencionou e foi mencionado na pergunta, a questão do... da falta de conhecimento das pessoas, de manipular o problema que teve lá no acesso ao Caixa Tem durante a pandemia. Evidentemente que teve esse problema, mas você também teve uma série, um conjunto enorme de pessoas que, na verdade, se mobilizaram para aprender a manipular o serviço, exatamente porque eles se necessitavam de maneira urgente do serviço financeiro. Então, a necessidade do serviço financeiro é tão forte que mobiliza as pessoas para elas superarem etapas de defasagem, tanto de acesso quanto de conhecimento de uso de ferramentas digitais. Eu queria citar um exemplo muito rápido de uma experiência que eu conheci no Rio Negro, uma comunidade... na Ribeirinha, no Rio Negro, onde você tem lá uma situação onde as pessoas vivem, de certa forma, isoladas e você tem acesso à internet num período muito curto durante o dia, que é exatamente o período onde você liga o gerador para poder alimentar toda a energia da comunidade. nos horários, se não me engano, quatro horas por dia, que é o período que a escola funciona. É impressionante de você observar a quantidade de negócios digitais que acontecem via WhatsApp nessas quatro horas. Ou seja, as pessoas que não têm acesso à infraestrutura digital, naquela janela de tempo onde elas têm, elas concentram a sua utilização de transações financeiras de diversos tipos, compra e venda de produtos, série de coisas nesse período. Ou seja, o que eu estou querendo dizer aqui é o seguinte, não estou querendo falar que a exclusão digital não compromete, compromete sim o acesso aos serviços financeiros digitais. para poder ter acesso aos serviços financeiros. Isso significa que a gente, começando no caso do Quênia, mas acho que existem muitos outros casos e exemplos por aí, onde, na verdade, se você... canaliza os serviços também por canais financeiros digitais, você mobiliza uma população que muito provavelmente estaria excluída digitalmente. A gente vivenciou isso durante a pandemia. A pandemia, com todos os problemas, ela criou um processo de educação financeira e acesso a serviços e pagamentos financeiros via canais digitais conseguido num período tão curto de tempo por necessidade Ou seja, a necessidade das pessoas terem acesso aos serviços levou a elas enfrentarem as dificuldades estruturais que elas têm, tanto de acesso aos canais digitais, quanto de competência na utilização desses canais digitais. Você não resolve o problema de todos, é lógico que você vai ter uma população que continua com dificuldades, é a que mais sofre com essa dificuldade. Mas a gente precisa ter em mente que os serviços financeiros contribuem para também a inclusão digital. A gente viu isso, existem dados de pesquisa sobre isso, ou seja, as pessoas, pela necessidade do acesso ao serviço financeiro, que é vital na vida delas, elas superam as dificuldades estruturais, de infraestrutura digital que elas sofrem. De novo, insisto que se você não resolve todos os problemas, excluída ainda. põe uma parcela da população que estava excluída digitalmente numa situação de se mobilizar para superar essas dificuldades exatamente para poder ter acesso aos serviços financeiros. Acho que tem dados de pesquisa sobre isso que são muito interessantes que a gente pode também compartilhar em algum momento para contribuir para o debate. Muito obrigado, professor.
Deputado
acho que Contemplou aí a... complementando aquela parte que o professor Lauro tinha falado com a Camila e... O senhor contribuiu muito bem respondendo, preenchendo todas as lacunas que tinham ficado de repente planejando no ar. Muito obrigado. Vamos ouvir agora o... consultor Leonid. É...
Participante
Obrigado, deputado, pela palavra. Sou da área de economia, então queria perguntar um... fazer uma pergunta que vai ser relevante para o nosso estudo, É... Qual é a taxa de inadimplência do microcrédito produtivo em relação à taxa de inadimplência de todos os créditos que são emprestados pelos pelo BNDES, pela AGRIO, né? E também qual a taxa de sucesso desses negócios, porque vocês acompanham os negócios. que vocês emprestem os créditos, né? Então, se vocês têm esse acompanhamento, esses números, né? Obrigado. Obrigado. Vamos aqui ouvir a... senhoras e senhores.
Deputado
- Miller. and then Our friend Nussman. Perfeitos
Chefe de Departamento de Operações de Canais Digitais - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES
Falando aqui do nosso produto, que é o BNDES microcrédito, até por força da regra desse produto, a gente tem ali uma taxa máxima de 5% de inadimplência. Então, a nossa carteira é bem controlada, fica até bem abaixo desse 5%, fica ali em torno de 3%, 3,5%. Então, dentro aqui do nosso produto, ela está controlada. mas eu diria que fica ali entre 5% e 8%, tá? Assim, fora aqui um pouco da nossa carteira. Dentro aqui do que a gente acompanha, de fato... está ali mais nessa faixa de 3%. E o que a gente percebe também é que muitos dos clientes aqui dos nossos parceiros são clientes que já... são habituais dessas OSCIPs, desses agentes financeiros, justamente pela dificuldade de obtenção de crédito em outras instituições. Então, são tomadas de crédito aí já na sua quinta, sexta, sétima vez, tem OSCIP que já tem cliente, assim, que já está no 20º, 25º ali, enfim, crédito concedido para o mesmo empreendedor, então isso denota uma longevidade, esses pequenos negócios, embora de uma forma geral, assim, olhando os dados, a gente não percebe um grande crescimento, né, desses negócios, ali localizado mais em um perfil de empreendedores mais específicos, né, que são empreendedores ali mais capacitados, né, mais ousados, por assim dizer, mas de uma forma geral, o crédito, ele é importante para garantir a perenidade desses pequenos negócios, né, e aí as OSCIPs, né, ou as instituições que ofertam esse tipo de crédito, acabam sendo ali a mão que é ofertada para esses empreendedores, então uma relação de confiança é estabelecida, e isso acaba perdurando ao longo dos anos. E aí
Deputado
Thank you. Can I respond? Let's go. The Rio de Janeiro has a very specific characteristic. We have
Presidente - Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro - AgeRio
A pandemia. né E logo depois, nós tivemos na região serrana do Rio de Janeiro, enchentes, inundações, mortes, Foi muito ruim. E aí entre desde o início da pandemia, 20, até 23, onde a gente teve que, através de uma política, pública financiar Muita gente. Então, nós flexibilizamos muito, tanto em termos de valor... como em termos de critérios de análise. Por exemplo, eu não tinha presença... Visita presencial. para verificar se o negócio ia dar certo, se em volta era um mercado interessante para aquele cliente, para eu analisar. Eu vou liberar 50 mil, 20 mil... porque... O empreendedor me contou uma história, a gente é óbvio que verificava o Serasa, algumas coisas, mais restritas, mas sem muita... Eu diria Sem tanto cuidado. Por quê? Estava morrendo gente. de pandemia. Estava morrendo gente de inundação muitos negócios. Então, o nosso nível de inadimplência, da época até hoje, ainda Estamos amargurando empréstimos antigos em torno de 30%. Isso daí é algo que... eu não posso dizer que que é o comum. De outro que... Arrochamos bem a torneira. E chegou a 0% nos últimos anos. Seis meses. Desenho para o senhor. Ok? Está certo isso? Não, agora a gente vai começar a liberar um pouco mais. Porque quando você tem 30%, é porque flexibilizou demais. Teve justificativa? Teve. Como eu falei... Covid e inundação. E se fosse Covid hoje, dez anos depois da inundação... Tudo bem. Não justificaria. Mas foi na sequência. É... E aí a gente hoje... com 0%. também a gente tem uma justificativa. até para manter a saúde financeira da agência. Eu não podia continuar emprestando. aceitar o 5% que a Camila comentou aqui, que é o... o aceitável Porque é o risco do negócio, efetivamente, não é nada de absurdo, 5%. A gente tenta trabalhar... o menos, é óbvio, mas... não é o correto 0%. A gente está buscando... É... flexibilizar a partir de agora. Agora a gente está saudável, foi capitalizado. A gente recebeu 45 milhões recentemente do Estado. para justamente poder voltar a emprestar com alguma flexibilidade. A gente torce para o 0%? Torce. Mas a gente sabe que não acontece. os 5% É razoável. E em relação à vida útil das empresas, A gente não foge muito da mente. A gente acompanha um pouco mais pela Juscerja, que é a junta comercial do Rio de Janeiro, que é o encerramento ou não, a atividade ou não da empresa. Então, não foge a média nacional. Isso é o que o presidente da Gio Serra nos informa. E agora eu realmente não me lembro desse percentual. da Léonique. Obrigado. Ahem. Obrigado. Muito obrigado... Obrigado.
Deputado
Meu amigo, o último... E, Camila, agora... todos fizeram a sua suas perguntas foram contemplados, o que se fizeram de forma online também, foram contemplados aqui, não necessariamente na sequência da ordem das perguntas, mas... que o pessoal estava respondendo, e eu estava aqui acompanhando... no meio das perguntas, então acho que foram contemplados, mas mesmo assim vão receber a resposta. através do e-mail. Agradecer a todos... que participaram dessa palestra, no caso... dos palestrantes Eu quero deixar para que os senhores... em 3, 5 minutos, numa dada carruagem, um encerramento... da audiência pública, deixem. as considerações finais, vou aqui iniciar pela senhora Camila Carvalho. Sim. Ah.
Chefe de Departamento de Operações de Canais Digitais - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES
Mais agradecer o espaço de falar aqui em nome do BNDES, numa casa rica, né, que é a casa que representa do povo. realmente fico feliz aqui de poder contribuir com o debate, de antemão já me coloco à disposição, Tenho total interesse de trazer aqui informações para compor os estudos, então contem conosco aqui. Muito obrigado, deputado.
Deputado
a camila vamos ouvir agora o senhor sérgio gusman É...
Presidente - Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro - AgeRio
Para reforçar a ideia de que a GERRIO trabalho para o povo do Rio de Janeiro, assim como as outras agências trabalham para os seus habitantes. A gente faz um trabalho que nos orgulha. assim como o seu trabalho, deputado, nesse estudo, Vai ajudar a gente. Ah. Então, eu fico feliz de participar, de ser convidado e estar presente. Aqui. Para mostrar que as agências de fomento e os bancos de desenvolvimento, incluindo obviamente o BNDES, tem os bancos menores, tipo o BDMG, que não é tão menor assim em relação a gente, trabalha... para ou pequeno E resolvendo o problema do pequeno, a gente tem um Estado maior. a gente tem um país maior. Muito obrigado, senhoras e senhores.
Deputado
Agradecer o convite, foi um grande prazer. Espero que eu tenha contribuído de alguma forma para o debate. e me coloco à disposição aqui no Centro de Estudos de Microfinança e Inclusão Financeira da FGV, nós o nosso digamos assim, cotidiana, envolve temáticas que são 100% relacionadas ao debate que foi feito hoje E... Parabenizo a iniciativa e novamente me coloco à disposição. Muito obrigado. Vamos ouvir agora.
Professor - Fundação Getúlio Vargas
Agradecer o convite, foi um grande prazer. Espero que eu tenha contribuído de alguma forma para o debate. e me coloco à disposição aqui no Centro de Estudos de Microfinança e Inclusão Financeira da FGV, nós o nosso digamos assim, cotidiana, envolve temáticas que são 100% relacionadas ao debate que foi feito hoje E... Parabenizo a iniciativa e novamente me coloco à disposição. Muito obrigado. Vamos ouvir agora.
Deputado
Agora o professor Eduardo Henrique Diniz. Então, não é mesmo?
Professor - Fundação Getúlio Vargas
Eu queria agradecer a oportunidade, acho que é extremamente importante a gente ter um... um espaço, um espaço tão relevante como a Câmara dos Deputados, numa audiência como essa, principalmente num tema tão relevante para o desenvolvimento do país como o que nós debatemos aqui hoje. o turismo e inclusão financeira nas favelas. Fico à disposição para contribuir, continuar contribuindo, e novamente agradeço muito o convite. Eu agradeço a todos os palestrantes.
Deputado
...constante, todos que estão participando de forma remota, que estão aqui presencial, dizer que aqui a Câmara do Deputado é... a casa do povo, e os sédios Tem esse centro de estudo aí que faz essas pesquisas. contribui muito, como foi falado aqui, para proposições, para projetos de lei. Então, E reforçando aqui o que a Cláudia Torres falou, que o Augusto falou também, vocês vão ser... vão ser requisitados poder contribuir com o nosso livro Estudo Final. com essa participação de vocês, eles vão trocar essas informações com vocês e dizer que de antemão... as portas Aqui. da casa que estão abertas. Eu declaro encerrado a presente reunião. Mais uma vez, agradeço a presença de todos. Muito obrigado e um bom final de semana para todos vocês. Que Deus continue abençoando a vida de vocês, ricos e poderosamente. Muito obrigado. E até a próxima.




