COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DA MULHER
Sobre o Evento
O evento pautou a violência contra a mulher como uma questão humanitária urgente, priorizando o debate parlamentar e a articulação coletiva durante a votação.
Deputada
Gracias. La leyenda número regimental declara abierta la presente reunión que fue convocada por la presidenta de esta casa en los términos regimental para instalação de los trabajos de esta comisión. A elección de la presidencia y de la vicepresidenta de la Comisión de la Mujer. Esclarece las nobres y los nobres parlamentarios y pares de esta comisión, de forma del ato de la mesa número 11 de 2023, compuesto por 22... parlamentarios parlamentarios titulares igual número suplente declaró instalado o trabalho da comisión defesa do direito da mulher da quarta sessão legislativa da presidencia legislativa a eleição fará si por votación de escrutinio que ocurrirá exclusivamente por medio del aplicativo Infoleg en celular. O sea, todas las señoras y señores parlamentarios, miembros de esta comisión, deberán votar utilizando exclusivamente el teléfono celular, incluso eventualmente que esté presente en el plenario. Conforme dispone el artículo... de la Cámara de Deputados. que en face del acuerdo firmado entre liderazgos partidarios, recibe y considera registradas las siguientes candidaturas, que serán submetidas a votos de los miembros de esta comisión en chapa única. Para la presidenta, la deputada Erika Hilton, por el PSOL. que es de São Paulo, para la primera vicepresidenta, deputada Laura Carneiro, que es del PSD de Rio de Janeiro. Para la segunda vicepresidenta, la deputada Adriana Cosi, del partido del PT de Goiás. Para la tercera vicepresidenta, la deputada Socorro Neri, que es del PP de Acre. Gracias. Siendo así, en el aplicativo celular, constarán las siguientes opciones de voto. La única de las candidatas, el voto en blanco en relación a todos los cargos. Las orientaciones. Pez atención a los señores y señores parlamentarios, aclarando los importantes procesos de esta votación electrónica. Al iniciar la votación, los miembros titulares y suplentes deberán acceder al aplicativo Infoleg para registrar el voto. Una vez confirmado el voto, no podrá ser alterado. Los votos en blanco serán computados apenas por el efeito del coro, en términos del artículo 2º, no sé del inciso segundo del artículo 183 del regimiento interno de la casa está abierta la votación Gracias. Gracias. Gracias. pero no hay un momento.
Deputada
Obrigada, deputada Laura Carneiro. Nós que tratamos a questão da violência muito mais como um debate partidário, mas como uma questão... humanitária. Gostaria de esclarecer que nós estamos em processo de votação, por isso que estou cedendo a fala para os nobres deputados que têm pedido. O deputado Luiz Lins acabou de pedir, gostaria aqui de mediano, como vai mais pessoas pedindo, nós estamos aqui concedendo, embora o processo de votação é um processo mais rápido, mas gostaria aqui de conceder a fala para o deputado Luiz Lins. Presidente Célia.
Deputada
Eu queria dividir um pouco nessa comissão. Obrigado. uma notícia, mais uma notícia trágica. A gente acompanhou a questão do estupro coletivo de uma menina, de um adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro, está todo mundo acompanhando o caso. E hoje, senhora presidente, tem um outro caso assustador, com um menino... de 11 anos numa escola de São Paulo, que teria sofrido estupro coletivo dos alunos maiores. E hoje a gente estava na Comissão de Justiça discutindo que momento é esse que a gente está vivendo. Não é falta de legislação, porque a gente aqui... tem essa preocupação, e aí não é uma preocupação da esquerda, da direita, do centro, é de todo mundo. A gente tem votado matérias que tratam das violências, de uma maneira geral, então do estupro especialmente, ontem mesmo, No dia 8, o presidente Lula sancionou uma lei de minha autoria. Mas a gente agora tem um novo desafio. O tal do Red Pill. Eu estava vendo aqui, presidente. É muito assustador. Alguns sites, é uma denúncia hoje, Tem uma matéria bem... Obrigado. consistente da CNN... E aí, olha os sites, a chamada Machosfera... A questão do Redpill, e tem hoje um projeto que nós assinamos, várias deputadas e deputados assinaram esse projeto, que é um projeto... que somos todas coautoras, o projeto original da deputada Maria do Rosário, que trata dessa questão do "head pill". Tem o Encel... que é uma... É uma palavra resultado da junção involuntária. celibato, ou seja, celibato involuntário. Tem uma... Ou seja... Tem um outro, caso ela diga não. É um deputado delegado... A Edermaul é um trende. explicando... Como o homem deve agir se a mulher disser não? a a interpelação sexual com aquela mulher. É um negócio... Aí tem um outro chamado MGTown, que é... Men going their own way. Ou seja, homem seguindo seu próprio caminho. São homens que acreditam que a sociedade é contra os homens. Meu Deus do céu! Onde é que a gente está parando? O que a gente está vivendo? Enfim, a gente está... nacionalizando uma cultura americana que não é a nossa cultura. normalizando. o uso das mulheres. Eu, se realmente, presidente, eu acho que a gente devia, eu não sei se a audiência pública adianta, mas, de repente, uma conversa entre nós, entre nós, deputados, de todas as correntes. Porque efetivamente... O prefeito ligando. Efetivamente, prefeito, então já é de barro. porque efetivamente a gente tem que construir algum caminho. Eu dizia hoje na Comissão de Justiça, deputada Erano, independente das correntes de posições contrárias, se o sujeito é do PL, é do PT, é do PSD, se é do centro, se é da direita, se é da esquerda, não me interessa. Mas a gente tem uma obrigação com a sociedade brasileira, e é essa obrigação que nos faz estar aqui. E o nosso mandato é para isso. A gente vai ter que sentar em algum momento e rever o que a gente quer na questão da internet. Como é que a gente pode evitar... esses sites que são absolutamente hediondos. A investigação está em curso, mas o que a gente pode fazer muito rapidamente? Eu tenho certeza, tem aqui deputada Cristonieto, que muitas vezes bate bola com a gente para a gente achar soluções, precisamos achar alguma solução. Não faz sentido o que a gente está lendo hoje. O que a gente está visualizando na internet brasileira, o que a gente está... recebendo de informação que, na verdade, acaba com a mente dessas... de adolescentes por todo o Brasil, e isso transformando em homens cada vez mais violentos. E aí foi importante, é importante dizer que não só com meninas, mas eu acabei de dar um exemplo do que aconteceu com um menino. Então, a... A banalização do ser humano é cada vez mais gritante. A gente precisa fazer alguma coisa. Eu conclamo, acho que todos os deputados da essa comissão, que têm essa consciência da importância da defesa da mulher, mas das meninas e dos meninos e, eventualmente, também dos homens que também são estuprados. A gente precisa ter algum caminho nesses temas de violência que estão cada vez mais graves no Brasil, senhora presidente.
Deputada
Obrigada, deputada Laura Carneiro. Nós que tratamos a questão da violência muito mais como um debate partidário, mas como uma questão... humanitária. Gostaria de esclarecer que nós estamos em processo de votação, por isso que estou cedendo a fala para os nobres deputados que têm pedido. O deputado Luiz Lins acabou de pedir, gostaria aqui de mediano, como vai mais pessoas pedindo, nós estamos aqui concedendo, embora o processo de votação é um processo mais rápido, mas gostaria aqui de conceder a fala para o deputado Luiz Lins. Presidente Célia.
Deputado
Primeiro, parabenizar a sua passagem por essa comissão. e aproveitar o momento de agradecer sempre pela atenção e o carinho que você teve comigo no plenário da Câmara dos Deputados, mesmo nós tendo... posições é divergente em relação à política é presente a a deputada laura carneiro mencionou um episódio em copacabana eu estou muito presente copacabana trabalho há quase 20 anos em copacabana foi um estupro coletivo é infelizmente realizado por jovens Mas tem um quinto elemento, um rapaz de 17 anos, e que se autodeclarou mentor daquele estupro coletivo. Então, por isso que nós apresentamos aqui na PEC da Segurança a redução da maioridade penal. Quem tem capacidade de cometer crime de adulto deve ser punido como adulto. É por isso que apresentamos sempre aqui um agravamento de pena e aumento da pena de estupradores. Então, a minha divergência com grande parte da esquerda, e não é da sua totalidade, porque tem deputados de esquerda sim, que querem aumentar a pena para estupradores, mas não adianta vir nessa comissão lamentar se a redução da maioridade penal não for discutida. Esse jovem de 17 anos matou no peito como mentor desse estupro coletivo em Copacabana. E vai reduzir assim a pena dos outros quatro jovens de 18 e 19 anos. Então, a redução da maioridade de pena e o agravamento de pena de estupradores é essencial para diminuir o número de estupros no Brasil e, consequentemente, proteger mulheres... e também meninos como citados pela deputada Laura Carneiro. Presidente Célia, muito obrigado. Obrigada, deputado Luiz Lins. Que bom.
Deputada
Queria essa comissão cheia todos os dias para nós tratar de pautas tão importantes e pensar... que essa presença do enfrentamento à violência, a mulheres, ela precisa dos homens, inclusive, em campano, porque é um debate que ultrapassa gerações, é uma discussão intergeracional. Gostaria de pedir aqui, a assessoria aqui da nossa comissão, enquanto nós estamos em processo de votação ainda, para distribuir o nosso relatório, a qual nós iremos entregar o trabalho nesse dia de hoje. Esse é o relatório proporcional ao ano de 2025. as ações que foram entregues aqui pela produção legislativa na atuação que institui o Dia Nacional do Ano. 121 projetos apreciados. 103 requerimentos, 70 reuniões e eventos, 14 tribunas das mulheres, nós retomamos aqui com a tribuna na casa das mulheres, que era um processo de ouvir a sociedade civil, 12 audiências públicas. Seis seminários... três pré-COPs realizadas a partir da perspectiva das mulheres e seis atividades na COP30 que ocorreu em novembro do ano passado. quatro visitas técnicas, articulação com os ministérios, A primeira conferência das trabalhadoras da Câmara... Foi um momento onde nós podemos, essas pessoas, essas mulheres que vocês verem, servindo café, Também, limpando o nosso gabinete, essas mulheres têm nome, elas têm sonho, nós tivemos a oportunidade de realizar essa importante conferência. Aqui também protocolamos. O importante projeto do cuidado climático como uma pauta coletiva dessa Comissão da Mulher. Também tivemos pauta de saúde da mulher e meio ambiente. De 125 propostas que recebemos aqui nessa comissão, 65% tratava de violência às mulheres. Tratamos aqui também da escala 6 por 1. Tratamos aqui também do GT para pensar a lei geral da Lei Maria da Penha. junto a essa comissão E tivemos também um processo das tribunas, essa oportunidade de escutar mulheres... pretas, mulheres evangélicas, mulheres de matriz africana, mulheres indígenas, mulheres camponesas, mulheres trabalhadoras domésticas, mulheres de diversos lugares. Isso para dizer que nessa comissão, deputada Laura... Inclusive com a deputada Cris também aqui. Diversas vezes nós entrava em alguns embates, se obstruía a comissão, mas nós nunca ficamos nem um dia sem votar projeto nessa comissão, Porque nós sabemos que, por isso a importância de instalar a comissão nesse dia de hoje... Porque se quem tem fome tem pressa, quem está sobre violência tem muito mais pressa ainda. Gostaria de pedir a todas as pessoas presentes nessa reunião do dia de hoje... A deputada Laura Carneiro vai falar? Mas gostaria de pedir, inclusive, às assessorias aqui presentes, pelo silêncio, para escutar as parlamentares aqui também falando. Nós estamos em um processo de votação. Mas vamos aqui também oferecendo a oportunidade da fala, assim quanto atingimos o coro. Deputada Laura Carneiro. Presidente.
Deputada
Eu queria primeiro... Respondeu o deputado Luiz Lima. Esse tema, deputado, eu estou aqui nessa casa há alguns anos, né? Não são poucos, não. Em Éder. Éder também. E... Isso não é um tema simples. Eu fiz uma pergunta aqui ao deputado Hernan Mauro, muito simples. Qual é a idade? Obrigado. O menino do interior do Pará é o menino... de Ipanema, no Rio de Janeiro? Obrigado. 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, qual é a idade? Então, essa não é uma discussão simples. Eu acho que a gente vai ter que, um dia... De verdade. A gente já tentou isso uma vez, lá atrás, na Comissão de Justiça. essa matéria Não achou, porque outros países que tinham diminuído a maioridade penal, voltaram atrás e voltaram com a maioridade penal. Obrigado. Eu ainda acho que a grande sacada... E eu cheguei a apresentar um projeto, nem sei mais se ainda existe esse projeto, se já virou lei, porque eu passei um tempo fora. O que dizia o deputado Heller? o aumento de pena para aquele... adulto que se utiliza na ação de um menor. que também é muito comum, Pensando exatamente na... na modificação de penas. Então, acho que esse é um tema que valia. ou uma comissão especial, ou um grupo de trabalho, porque eu acho que é um tema que a gente efetivamente tem que pensar. Mas temos que pensar, antes de tudo, que a gente legisla num país... tão grande, tão amplo, tão diverso, que eu não posso comparar o menino do Rio de Janeiro, da cidade do Rio de Janeiro, com um menino do interior do Pará, por exemplo. E queria, senhora presidente, eu não podia deixar de parabenizar a vossa excelência. Eu confesso que esse ano eu não tive o tempo que eu gostaria na comissão de mulher, porque eu presidi a comissão... de esportes, quase que no mesmo horário, mas tive aqui alguns projetos aprovados, algumas relatorias aprovadas. Queria parabenizar, foi um ano muito profícuo, V. Exª levou a Comissão da Milher para fora da Câmara dos Deputados, multiplicou as nossas ações. dando visibilidade à comissão, por isso... Eu queria aqui externar os parabéns pelo trabalho que V. Exª, não só... Fez como demonstrou nesse documento lindo, que é o relatório de atividades de 2025. Aproveitar, senhora presidente, para parabenizar a equipe. Nada se faz sozinho. A equipe dessa comissão... na pessoa da Valéria, sempre foi uma das equipes mais organizadas, mais competentes dessa casa, e eu não podia deixar de dar os parabéns sempre para vocês, porque eu sei o trabalho que vocês desenvolvem, que nos possibilitam chegar ao momento que nós chegamos hoje com esse lindo relatório das atividades da comissão. Com certeza. Obrigada.
Deputada
Peço silêncio aqui ainda, estamos ouvindo alguns parlamentares, estamos em processo de votação. Agradeço a deputada Laura Carneiro que foi... das que vieram antes aqui nessa comissão, fizeram muitos trabalhos, votamos diversas matérias, inclusive matérias da violência vicária, passou por essa comissão, no ano passado e também parabenizar a deputada Laura Carneiro que teve a oportunidade de presidir pela primeira vez na história a comissão do esporte que era uma comissão que não era pensada para mulheres E por muitas vezes não considera artilheira, mas nós somos boas zagueiras, nós somos boas a defender, né? Nós somos boas a defender os direitos, somos boas... em defender Não somente pauta de mulheres, mas nós queremos mulheres. Enquanto presidenta na Comissão de Mulheres, mas também presidenta na Comissão de Finanças, presidenta na Comissão do Esporte, presidenta na CCJ. Nós queremos mulheres em todos os lugares. Por isso, parabenizo também a deputada Laura Carneiro por esse importante gol aí no placar na Comissão. do esporte. Agradeço aqui na oportunidade, assim como nenhuma comissão se faz sozinha, os parlamentares mais extraordinários dessa casa têm assessores extraordinários. Então, agradeço aqui Valéria, que é... anfitriã aqui dessa casa, já cheguei aqui na comissão, Valéria, que é essa pessoa aqui, que é... permanente na comissão e que deu continuidade de trabalho. Laina, que trouxemos também... lá de Salvador, Raquel, que veio do Rio de Janeiro para contribuir também, Elisa, que faz vários trabalhos com as mulheres e direitos humanos. Denise... Joana, uma das mais jovens, junto com Ana Clara, que fez a nossa comunicação, duas mulheres jovens. Marília, que é da casa permanente também. Érica, que é da Casa Permanente também. Sofia, que é do Estado de Minas Gerais, Marcel, que é o técnico aqui, que controla também painel, votação, e Thalita, que mesmo sendo da nossa liderança, contribuiu aí nesses anos todos. E fazendo intercalação aí também com outras contribuições de... das nossas assessorias do mandato. Então, só tem presidência boa, só tem o mandato bom... se tivermos boas assessorias. Rayane, que além de também ser assessora aqui, canta também. Construímos aqui em muitas mãos também esse ano legislativo de 2025 com essas importantes entregas. Está aberto, concedendo uns minutos de fala ainda enquanto estamos aguardando o painel. Deputado Eldemar.
Deputado
Agradeço a oportunidade. Aqui... Estamos tratando aqui na comissão direito das mulheres e sempre diversos assuntos, hoje com uma eleição... que, de certa forma, considero polêmica, Mas aqui, fazendo um contraponto com a colega que ainda há pouco me questionou sobre qual seria a idade, Eu lhe diria, amiga... de um tom bem... Obrigada. bem básico de comparação de responsabilidades. Se eu tenho um filho... de 16 anos, que pode escolher o político que ele quiser para dirigir esse país, o Estado, a cidade dele, Se ele tem essa responsabilidade para fazê-lo, ele tem também a mesma responsabilidade para responder pelos erros que ele comete. No caso... que hoje, está em plena atividade aí na mídia aberta. dos rapazes que cometeram estupro coletivo... Me diga! em sã consciência Se os que são maiores, que já estão presos, que vão responder e estão respondendo pelo estupro coletivo, que vão pagar a pena, certamente máxima, por esse estupro, E a gente vê que o de 17 anos... que é menor que é menor, que já, como você mesmo disse, assumiu a responsabilidade de ter articulado tudo... Não vai responder apenas... por uma internação de três anos... Isso! É comum? Isso é normal? O povo brasileiro clama por responsabilidade penal sim, e a idade que se estabelece para isso é 16 anos Agora, deputada Erika Cocay! O que se pode esperar de um país? Onde? Nós... que lutamos para produzir essa legislação e que possa socorrer aquele cidadão de bem, mulher, que está na rua, Quando... A gente vê... como o próprio site 360, divulgou amplamente fazendo uma busca de cruzamento de informações, De que foi feito? Minha amiga. Uma farra! Uma farra de charutos, whisky e caviais. em abril de 2024, Pelo senhor Daniel Vorcaro, Simplesmente... simplesmente tendo como convidados o careca do master Senhor Dias Toffoli, o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o Procurador-Geral da República. Senhor Paulo Gurnet. entre outros políticos Senhoras e senhores, Esse cidadão... Banca! Chama para reunião em outro país, gastando 3 milhões e 300 mil reais. que certamente roubado do povo brasileiro pela sacanagem que fez usando o Banco Master. E ainda chama essas autoridades de corte máxima. de políticos, que presidem casas. a participarem, para rirem do povo brasileiro, Quando todo o Brasil sabe o que aconteceu, onde se vê autoridades máximas desse país, de corte máxima desse país, envolvido até o talo nessa roubalheira e nessa sacanagem. políticos? Então não se pode esperar... que o menor de 16 anos realmente... também pague pelo que ele faz, como esse de 17 o fez? E não pode, não pode e não deveria pagar menos do que os demais. Quando se tem na Corte Suprema, quando se tem nos políticos de alta patente desse país, um envolvimento com sacanagem. Obrigado, Sr. Presidente. Daca.
Deputada
Encerrada a votação e apuração para a proclamação do resultado. Passaremos para a aprovação dos votos no painel eletrônico.
Deputada
Deputado da votação, presidente. Erika Hilton, 10 votos. Primeira vice-presidenta, Laura Carneiro, 10 votos. Segunda vice-presidenta, Delegada Adriana Costa, 10 votos. Terceira vice-presidenta, Socorro Nery, 10 votos. Presid... Em branco. Obrigado. Nenhuma das candidatas ao cargo dessa presidência e vice-presidência obteve a maioria absoluta dos votos em primeiro escrutínio. De acordo com o artigo 7º do inciso 3º do Regimento Interno, Procedemos à votação em segundo escrutino. Informo que ocorrerá a nova votação em chapa única para cargo de presidenta. Deputada... Vou dar as questões de ordem, mas estou só passando a orientação. Deputada Erika Hilton. Pessoal de São Paulo, primeira vice-presidenta, deputada Laura Carneiro. PSD do Rio de Janeiro, segunda vice-presidenta, deputada Adriana Cosse. do Goiás e terceira vice-presidenta, deputada Socorro Nery do Acre. Iremos abrir agora para a votação em segundo escrutínio e darei a questão de ordem.
Deputada
a questão de ordem é fundamentada justamente no artigo 7º inciso 3º do nosso regimento interno que diz: a eleição dos membros da mesa farciar em votação por escrutínio secreto e pelo sistema eletrônico, exigido maioria absoluta de votos, em primeiro escrutínio, maioria simples, em segundo escrutínio, presente a maioria absoluta, dos deputados observados as seguintes exigências, aí o inciso 3º: realização de segundo escrutínio, com dois dos mais votados para cada cargo, quando no primeiro não se alcançar maioria absoluta. Senhora Presidente, Nós tivemos claramente a definição aqui, por meio do... quórum que foi demonstrado no painel de votação, 12 votos, portanto, 12 pessoas que compõem a maioria absoluta de que não querem essa chapa. A configuração da forma que está nessa chapa da forma que está, a própria... comissão já está manifestando o seu voto contrário. Então, nesse sentido, eu ouso dizer que sequer deveria haver um segundo escrutínio, porque há Claro, no próprio resultado da votação, que a maioria absoluta rejeita a chapa única da forma que está posta. E, sinceramente, Em que pese alguns digam que existe acordo em relação à composição dessa chapa, eu até desconheço qual acordo foi esse. Então, por conta dessa manifestação de voto expressa no painel de 12 votos, maioria absoluta, contra essa chapa, o meu pedido aqui, baseado no artigo 7º, inciso 3º, seria justamente de se reconsiderar essa questão do segundo escrutínio, senhora presidente. Sim.
Deputada
Senhoras e senhores deputados, em resposta à indagação da deputada... Pela questão de ordem... Aqui nós estamos seguindo o regimento interno da casa também, que prevê o segundo escrutínio e passaremos para a eleição em segundo turno, seguindo e assegurado pelo regimento interno da casa. Obrigado. Obrigado. Sendo assim no aplicativo do celular, constarão as seguintes opções de voto. Chapa única para as candidatas e voto em branco em relação a todos os cargos. Estaremos agora em processo de coro e, posteriormente, já em processo de votação. Já está aberta a votação. Obrigado. Obrigado.
Deputada
que o processo do regimento interno da casa, conforme assegurado no regimento interno.
Deputada
Não estou conseguindo votar, não. Ótimo. Obrigado. Continua assim. Presidente. Isso eu... iniciou o processo de votação
Deputada
Agora já está ok, enquanto isso, deputada Laura Carneiro.
Deputada
Não, deixa eu só votar em mim mesmo. Obrigado. Presidente, deixa eu... Obrigado. Eu entendo, eu costumo na minha vida entender as razões. de cada um. Mas queria lembrar... Uma questão que eu acho que é essencial. Obrigado. As comissões são decididas partidariamente. Os partidos escolhem... os seus candidatos. a partir das comissões que lhe são Dados. Que direito eu de um partido... Tenho de questionar. o nome indicado por outro partido. Se essa regra se estabelecer... Se essa regra se estabelecer nesta casa... Nós vamos permitir, deputado Luiz Lima. que, eventualmente, numa comissão... você questione uma indicação do ovo. Que direito tenho eu a questionar uma indicação de um partido político? Não tenho direito nenhum. Que direito tenho eu de julgar quem deve ser o candidato que eu quero? Nenhum. Então, assim, isso é a democracia, deputado Hélio. Nem sempre eu concordo com tantas coisas, com tantas pessoas. Eu... Poderia discordar de um monte de presidente de comissão que a gente já teve aqui na casa. Mas eu não tenho este direito. Eu tenho direito internamente no meu partido. de discutir a indicação partidária para determinada comissão e só. Então, eu tenho muito medo, porque... As ações acabam sendo muito pontuais nessa casa. Só que a gente não pode ver só o pontual. A gente tem que ver o todo. Imagine se fosse ao contrário. Se a gente estivesse discutindo, por exemplo, a presidência de uma comissão cujo... Partido Liberal... ou o Partido Nodo estivesse indicando. Que direito eu tenho de discutir o que o partido decidiu? Então, senhora presidente, eu fico triste, de verdade. Eu fui convidada a ser vice-presidente e aceitei para, de alguma maneira, tentar fazer entender... que esta é uma eleição absolutamente democrática, que foi decidida a partir das lideranças partidárias de todas as matizes nessa casa. E que, embora eu entenda as posições pessoais, eu... aceitei ser candidata a vice-presidente exatamente para tentar ajudar nesse processo de conscientização do respeito aos partidos políticos dessa casa. Obrigada. Senhora Presidente, eu não podia deixar de dar o meu testemunho, porque essas coisas me deixam muito triste. A gente tem tanta coisa séria, tanta coisa importante. SD. Obrigada, deputada.
Deputada
Laura Carneiro, enquanto presidenta dessa comissão e também a qual fui escolhida pelo mesmo partido da Federação Pessoal Rede, pelo tamanho da nossa bancada, nós temos direito à presidência de uma comissão permanente conforme a deliberação formal no colegiado de líder e assim... Como bem diz a deputada Laura Carneiro, está aqui nosso líder, está Assísio, o PSOL, essa vaga é do PSOL. Nós estamos discutindo aqui perfil. um ato da democracia... Votar aqui no escrutino, votar pelo Infoleg, a decisão do sim ou se não, como... Ponto de concordância ou discordância. Mas não está em questão a discussão do perfil a qual vai assumir a essa presidência. Isso quem fez foi internamente o nosso partido do PSOL, que também seguindo... Todos os procedimentos das coligações e também das questões partidárias federadas, assim como na orientação na casa que nós fazemos em plenário, nós estamos assegurados. Obrigado. Deputada Tarcísio. Muito obrigado, senhoras e senhores.
Deputado
Senhora Presidenta, deputada Célia Chacriabá, falo aqui inclusive desse lugar... de líder do pessoal, fui até procurar lá na mesa que o lugar ou a possibilidade de me inscrever como líder, parece que ainda não estava... habilitada aqui provavelmente por conta da situação dessa sessão que é a eleição de presidenta. Queria começar, deputada Célia, apenas dizendo que é muito orgulho do nosso partido ter tido vossa excelência como presidenta da Comissão da Mulher no último ano. É muito orgulho para nós do Partido Socialismo e Liberdade termos o direito de indicar à presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados, tanto no ano passado quanto neste ano de 2026, direito conferido ao PSOL pelos votos que teve da população brasileira. E isso é muito importante. O tamanho da nossa federação pessoal-rede, na lógica da proporcionalidade estabelecida nesta casa, nos deu o direito de indicar à presidência... Assim como indicamos a presidência da Comissão de Legislação Participativa, nos dois primeiros anos, indicar à presidência da Comissão de Direitos da Mulher nos dois anos seguintes. E assim como temos orgulho desse relatório, que obviamente é fruto do trabalho de muitas mãos e não só da presidência ou das parlamentares do PSOL, Teremos muito orgulho do trabalho que a deputada Erika Hilton fará à frente desta comissão neste momento. ano de 2026. E ela foi indicada com toda tranquilidade por um partido que hoje tem metade da sua bancada composta por deputadas mulheres, 50% disso. Um partido que nunca abriu mão de fazer a luta pelos direitos políticos, sociais, pelos direitos das mulheres... na sociedade brasileira de lutar contra a violência, contra o feminicídio, de eleger mulheres e mulheres negras, mulheres LGBTs, mulheres de luta, mulheres socialistas no Brasil. E é este o direito. que nos coloca aqui nesse momento a indicar a deputada Érica Hilton, de forma a unificadamente seguirmos apoiando a nossa deputada. Eu acho que, de fato... A deputada Laura Carneiro antecipa um debate, né? Ou seja, embora haja a votação aqui e a manifestação de um de parlamentar ou outro, contrariamente a isso, é uma manifestação legítima, é muito... está muito fora da lógica que está estabelecida do direito de cada partido aqui, essa tentativa de interferir no momento da eleição, na indicação de um outro partido. Fosse assim, nós, por exemplo, não teríamos... Quantas vezes o deputado Nicolas Ferreira foi presidente da Comissão de Educação, né? E, nesse momento... embora a gente pudesse ter feito apelos para que não fosse ele o indicado, ainda assim o PL indicou o deputado Nicolás Ferreira e quero dizer mais, fez uma presidência na Comissão de Educação absolutamente razoável, discordamos do método no início, mas logo depois fez isso, em conversa inclusive com o presidente Hugo Mota, eu e a deputada Erika Hilton, e aí é muito surpreendente porque o deputado Hugo Mota disse que teria uma conversa em que nós conversaríamos com a liderança do PL, várias datas possíveis, essa conversa nunca aconteceu... para que nós pudéssemos dizer que a presidência da Comissão da Mulher, nas mãos da deputada Erika Hilton, seguiria, inclusive, trâmites absolutamente razoáveis de condução do processo, que eu acho que era isso que deveria preocupar aqueles deputados que estão aqui hoje tentando sabotar o processo de eleição legítimo da deputada Erika Hilton aqui nesta comissão. Então vamos ao escrutínio por maioria simples, vamos ao trabalho que é o que interessa na defesa dos direitos da mulher, sendo feito aqui de sabotagem e isso vai ficar... para trás na história e vai ser ultrapassado por uma gestão que vai no início do ano que vem ou no final desse ano, porque é final de legislatura, quando nós discerramos também a foto de Erika Hilton ali naquela parede, certamente vai dar orgulho às mulheres desse Brasil, orgulho aos movimentos sociais e ao movimento feminista e orgulho a todas aquelas pessoas que de fato... estão unidas pelos direitos das mulheres
Deputada
no nosso Brasil. É essa a fala da liderança do pessoal na reunião de hoje.
Deputada
Presidente, presidente. Pois não, deputada... Presidente, antes de mais nada...
Deputada
Queria aqui restabelecer a verdade porque sinceramente eu não admito, não admito que ninguém diga que se está tentando sabotar o que quer que seja. Até porque eu pergunto, quando o deputado Nicolas foi, por exemplo, candidato lá, eles votaram favoráveis? Não, ninguém votou favorável. Então naquele momento não era sabotagem, a tentativa de tirar o Nicolas, agora aqui é... Pelo amor de Deus, a gente está aplicando o regimento, senhora presidente. Então, a gente tem que botar as coisas claras. Realmente, a manifestação maior da democracia se dá no voto. O voto do primeiro escrutínio ficou claro. 12 votos em branco e 10 votos favoráveis. Ou seja, a maioria absoluta rejeita a chapa da forma que está. Nós respeitamos as indicações partidárias. Agora, nós não somos obrigados a concordar com a composição. Isso é uma questão óbvia, inclusive democrática, que está sendo expresso aqui. no resultado dessa votação. Então eu não vou admitir, com respeito que eu tenho a todos os parlamentares, todo mundo sabe disso, agora eu não admito que tentem ter diversar, que tentem dizer que a gente está tentando atrapalhar a votação, tirar a indicação de quem quer que seja. A gente está votando, manifestando a vontade da maioria. daqui, da comissão, que no caso rejeita essa chapa da forma que está. Simples assim. Então, só para esclarecer isso aqui, senhora presidente, e inclusive está em franco o processo de votação, e a votação está acontecendo, ninguém está tentando turbar, impedir a votação da forma que está. Obrigada, senhora presidente. Encerrada a votação.
Deputada
Encerrada a votação, em apuração para a proclamação do resultado.
Deputada
Painel eletrônico. Presidenta. Erika Hilton, 11 votos. Primeira vice-presidenta, 11 votos, Laura Carneiro Segunda vice-presidenta, delegada Adriana Cossi, 11 votos Terceira vice-presidenta, Socorro Nery, 11 votos Declaro eleitas em posada a presidência e a primeira vice-presidenta Laura Carneiro, segunda vice-presidenta, Adriana Costa e terceira vice-presidenta. Deputada Socorro Nery. Assim declaro Em Poçada também convido para presidir. E a ser a nova presidente eleita desta comissão, da Comissão em Defesa do Direito das Mulheres, deputada Erika Hilton. Enquanto a deputada Erika Hilton não chega, eu já vou iniciando aqui. Obrigado. Obrigado. Em 200 anos de Câmara dos Deputados... 108 anos a primeira mulher eleita no congresso nacional Deputada Carlota. 160 anos! elegeu a primeira mulher negra 192 anos. elegeu a primeira mulher indígena. 196 anos, elegeu a primeira mulher trans para esse Congresso Nacional, deputada Erika Hilton, assim como deputada Duda Salaberti. Aqui nós estamos falando... Por muitas vezes... Nós discutimos a diversidade. Não existe um Brasil monocultural, assim como não existe um jeito monocultural de ser mulher. Uma floresta, deputada Érica Cocay, existe diversidade de ser floresta. Ninguém chega na Amazônia vendo só sumar uma. Ninguém chega no Cerrado somente vendo um pé de piqui. Assim também compreendemos a diversidade de ser mulher. O que muito me admira também, ao mesmo tempo, Aqueles e aquelas que têm dificuldade. de respeitar uma eleição de uma mulher. Mulher trans, mas mulher comprometida que enfrentou o debate da escala 6x1. Por muito tempo... Aceitou-se o patriarcado, o machismo, o conservadorismo, mas tem dificuldade de respeitar A chegança. De Carlota, a chegança de mulheres negras, a chegança de mulheres indígenas, a chegança de mulheres transas. Nós somos diversas. E segundo o artigo 1º e 3º, Da lei 7.7... 716 de 1989... que estabelece também crime de transfobia no Brasil. A escolha dessa presidência pelo regimento da Casa, seguindo o artigo 26 e 27, de acordo político, e também representando o nosso partido PSOL, que tem... Mais do que condição de estar aqui nesse momento. Porque nós sabemos que quando discutimos ser mulher, não é ser discutido mulher na biologia. Nenhum! espécie no mundo, A gente discute des... desunsificar Desanimalizar... ou deixar de ser. E nós não deixaremos de ser diversidade, de ser mulher. Assim passo essa presidência para a diversidade de ser mulher e com muito orgulho, enquanto primeira presidenta dessa comissão, mulher indígena, depois de 195 anos, passa agora para presidir, depois de 196 anos, a primeira mulher trans no Congresso Nacional a ocupar essa tribuna enquanto presidenta.
Deputada
todos os presentes, Que alegria! Apesar de todos os movimentos, desde quando esse nome começou a ser ventilado para essa comissão, acontecendo fora do parlamento, porque a violência começa fora e depois ela se concretiza aqui dentro e muitas vezes aqui dentro legitimando, valorizando o que acontece lá fora. E nós, ao sentarmos nessa cadeira, não faremos uma gestão sem se preocupar com a pluralidade da Câmara dos Deputados, com a importância da pauta das mulheres e com aquilo que é extremamente fundamental para fazermos o enfrentamento a essa violência patriarcal, misógina, que tem acometido meninas e mulheres em todo o território nacional, que não estão preocupadas que a deputada Érica que está nesta cadeira ou quem é que seja. as suas vidas, como é que vão proteger os seus corpos, como é que vão garantir não ser entregue a mão de seus estupradores esta é a verdadeira preocupação das mulheres brasileiras, como vão colocar comida nas suas casas, como vão denunciar os seus agressores sem que eles voltem a sua casa, matem sua família, como nós estamos assistindo agora, eu espero que nós com a pluralidade dos partidos que aqui compõem esta comissão, não nos preocupemos e não demos importância presidenta da Comissão da Mulher, mas que o que vale aqui de fato sejam as problemáticas que nós precisamos enfrentar no nosso país. Seja enfrentar o discurso de ódio, o crescimento desta onda ínsel e redpill que dominam as redes sociais, mas não só, dominam a vida das pessoas, a ponto de nós vermos um homem, a jovem, se entregar para a polícia com uma frase nos peitos dizendo, não se arrependa de nada. que compõem esta comissão. Não ficar querendo fazer esse espantalho com pautas ideológicas, tentando deslegitimar uma pauta ou outra, porque as mulheres do Brasil, aquelas que estão sendo violentadas, estupradas, espancadas, aquelas que estão tendo que viver de maneira compulsória, elas esperam desta comissão uma responsabilidade efetiva. Vamos aqui discutir projetos, vamos aqui discutir a vida das mulheres, Vamos aqui lembrar sim, que queira ou não queira, mulheres transexuais e travestis não serão abandonadas nessa discussão e não me importa a vontade de quem quer que seja. Há uma determinação no Supremo Tribunal Federal e se antes espizinhavam nos nossos direitos, se antes esmagavam a nossa dignidade, sem que nós pudéssemos estar aqui de igual para igual, defendendo o nosso lugar no mundo, este tempo acabou. e chegamos para fazer uma reparação histórica. Não aceitamos mais continuar invisibilizadas, não aceitamos mais ter nossas identidades violadas, não queremos viver no primeiro país do mundo que nos mata com um tiro na cara, arrancando nosso coração, nos arrastando na via pública. Se para algumas de vossas excelências o que importa é o que diz a biologia, eu recomendo que vossas excelências vão discutir isso lá no Departamento de Biologia. nós vamos discutir mulheres, mulheres pobres, mulheres pretas, mulheres trans, mulheres cis, mulheres mães, mulheres que amamentam, todas as mulheres, sem exceção, na sua dignidade e na sua pluralidade. Esse é o nosso compromisso, esse é o nosso trabalho, esse é o papel que nós estamos assumindo agora à frente desta comissão. indígena chegar aqui, porque sabe, deputada Célia, eu quero fazer a leitura de um discurso que eu trouxe, não meu, de uma grande mulher em outros tempos, que era uma mulher negra e mostrava o quanto esse discurso da animalização, da negação da identidade, do não direito de ser mulher, não é uma pauta exclusiva só das mulheres trans e travestis, são das mulheres negras, são das mulheres indígenas, são daquelas que não desfrutaram desse O nome dela é bem difícil, né? De se pronunciar... fez um discurso muito importante e antes de passar a palavra, eu queria honrar a memória deste discurso, desta ex-escravizada que começava o seu texto dizendo, eu não sou mulher, uma mulher, da África do Sul, e ela dizia: "Aqueles homens ali dizem que as mulheres precisam de ajuda para subir em carruagem, e devem ser carregadas para atravessar as valas, e que merecem o melhor lugar onde quer que esteja. Ninguém jamais me ajudou a subir em carruagem ou a saltar sobre as poças da lama. E nunca me ofereceram o melhor lugar algum. Eu não sou uma mulher? Olhem para mim, olhem para meus braços. Eu arei, eu plantei, eu juntei a colheita nos celeiros e homem algum poderia estar à minha frente. E não sou uma mulher? Eu poderia trabalhar tanto e comer tanto quanto qualquer homem, desde que eu tivesse oportunidade para isso. E suportar o açoite também? Eu não sou uma mulher? Eu parei filhos e vi a maioria deles ser vendido para escravidão e quando eu clamei com a minha dor de mãe, ninguém a não ser Jesus me ouviu. eu não sou uma mulher? Daí eles falam dessas coisas na cabeça, como elas chamam isso? Alguém da audiência sussurra, intelecto. É isso, querido. O que é que isso tem a ver com os direitos das mulheres e dos negros? Se o meu corpo não tem mais que um quarto e o seu está cheio, por que você me impediria de completar a minha medida? Isto veio de Deus e de uma mulher. O homem não teve nada a ver com isso. Se a primeira mulher que Deus fez foi forte o bastante para virar o mundo de cabeça para baixo por suas próprias contas, todas estas mulheres juntas aqui devem ser capazes de consertá-lo, colocando do jeito certo novamente. E agora que elas estão exigindo fazer isso, é melhor que os homens a deixem fazer o que elas querem. Agradecida por me escutarem, eu sou. também sou uma mulher. Esse é o discurso. Esse é o discurso de uma mulher que pariu filhos, que amamentou, que tinha útero, que menstruava e também não era considerada uma mulher. Sabe por quê? Porque não se trata apenas dessas características que são elencadas para tirar a dignidade das mulheres. É preciso mais, porque muitas mulheres como essa também foram desumanizadas. Nós tomaremos... posse hoje, quero agradecer demais a deputada Laura Carneiro, que é uma deputada brilhante, respeitadíssima nesta casa, por ter aceitado estar aqui comigo. Agradeço a deputada Socorro Nery também, que é outra deputada queridíssima, maravilhosa. A deputada delegada Adriana, que também vai compor a mesa com a gente. Agradeço as deputadas e os deputados, que que vieram aqui, que votaram com a gente, que tornaram isso possível. E agradeço também àqueles que não votaram, àqueles que continuam perseguindo as nossas identidades e criando o Freak Show. Terão que voltar para suas bases raivosa nas redes sociais, continuarem a produzir ódio, produzir discursos transfóbicos, produzir violência, mas aceitando que nós estamos avançando, aceitando que não vai ser o discurso falacioso, não vai ser a negação, de um ou outros que poderá se sobrepor à nossa dignidade. Somos humanas, queremos direito, não aceitamos ser expulsas, negadas dos nossos lugares e vamos trabalhar juntas. É isso que eu espero, que nós possamos colocar as diferenças de lado, que são muito mais importantes para vocês do que para nós, e atuarmos nessa comissão em defesa da vida das mulheres, durante um episódio tão longo de feminicídio e violência contra as mulheres. Viva as mulheres do Brasil e do mundo! elas, sem exceção, e que nós possamos transpor o ódio, a barbárie, a violência, o preconceito e as mentes mesquinhas para que nós possamos consolidar um Estado democrático de direito para todo mundo. Neste momento, concedo a palavra à deputada Laura Carneiro, primeira vice-presidente. Obrigada.
Deputada
E vai ser aberta a fala para os demais componentes da comissão se manifestarem? Queria... Imagino que... Porque eu olhei pelo aplicativo aqui e não está aberto. Você... Acho que em primeira mesa. O normal é isso, né? Sim, eu quero saber se posteriormente a fala da mesa vai ser aberta, porque a gente não está conseguindo se inscrever pelo aplicativo. Obrigado. Amém. Acho que vão escrever sim. Deixa eu tentar aqui...
Deputada
Primeiro agradecer o convite. Obrigado. Quando a deputada Erika Hilton me... Ligou e me convidou. Eu sabia que essa não ia ser uma sessão comum, nem simples. Obrigado. Mas eu aprendi na minha vida, aos meus 62, quase 63 anos, e os meus dez mandatos, seis de deputada e quatro de vereadora pela cidade do Rio de Janeiro. que a gente tem que ter coerência. Não adianta a gente dizer que a gente é um humanista, que a gente defende a mulher, que a gente... acredita no ser humano se a gente não tiver coerência. Obrigado. E foi por isso, deputado Luiz Lima, que eu aceitei A indicação. Obrigado. Eu sou, talvez... A maior fã que o parlamento pode ter. eu sou fã do Poder Legislativo, fã do Parlamento. Todas as vezes que alguém fala mal do parlamento, eu defendo o parlamento. Porque aqui estão pessoas diversas, com pensamentos diversos, com histórias diversas. mas que, de alguma maneira... se relacionam. para achar os consensos que podem transformar a vida da população. Então, que direito eu disse isso já hoje? Que direito a gente tem de julgar O semelhante. Todos aqui são semelhantes. Eu não estou aqui para discutir orientação sexual de ninguém. Eu não estou aqui pra discutir quem é quem Eu tenho divergências em muitas matérias, mas eu não estou aqui para isso. Eu acho que o objetivo dessa comissão o objetivo de cada um dos parlamentares a esta comissão, o objetivo da presidente Erika Hilton é o mesmo. Nós estamos aqui para resguardar e salvaguardar os direitos das mulheres brasileiras. E é isso que nós vamos fazer. E eu tenho certeza que a deputada Erika Hilton fará Com louvor. Quando eu cheguei na comissão de esporte, deputado Luiz Lima, eu me lembro que eu disse... Meu Deus, me escolheram para uma comissão nem... Atleta eu fui na minha vida. Fumo feito uma condenada. Como feito uma louca. Mas... Fiz uma brilhante... presidência na Comissão de Esportes. Fui recorde de todos os temas. O que significa dizer... que não interessa o que é. Não interessa o que é, quem é, como é. Interessa o que a pessoa tem dentro do seu coração, a sua história de vida e a sua possibilidade de transformar outras vidas. E é isso que eu tenho certeza que a deputada Erika Hilton, com o apoio de todos os outros parlamentares, vão fazer nesta comissão. Por isso, parabéns, Erika. Muito obrigada pelo convite. E eu tenho orgulho de participar dessa comissão. Obrigada.
Deputada
da deputada Laura... Carneiro, eu vi que a deputada Clarice tinha pedido a palavra, eu quero saber se outros deputados, deputada Sâmia, deputada Juliana, a gente vai... Deputada Érica e deputada Lenir e deputada Cristonieto. Então, Conseguiu anotar? Vamos lá, vamos começar com a deputada Clarice então. Três minutos, né? Três minutos, deputada. Obrigada.
Deputada
Obrigada, boa tarde a todos. Primeiramente... dizer que Eu não tenho como... Parabenizar o que aconteceu aqui hoje. Porque... a deputada Erica Hilton vai assumir essa cadeira com um peso muito grande, um peso... de ter dividido essa comissão, de ter tido 12 votos em branco, ou seja, a maioria... contrária A sua eleição, deputado. Obrigado. E isso é algo histórico. Eu tenho certeza que essa eleição... ela ocorresse... com as mulheres do Brasil, As mulheres biológicas Com toda certeza, você não estaria hoje sentada nessa cadeira. Deputada Laura, Muito incoerente. Respeite seu mandato. Mas como que você... Pode falar em democracia, deputada, pode sorrir. Obrigado. Pode zombar, mas como que você chega numa comissão dos direitos da mulher? Faz parte de uma comissão. Acho que você está na comissão errada. Porque você disse que nós não temos o direito de ser contra uma eleição. Temos que ser subordinadas a aceitar algo que o nosso eleitorado na sua maioria um eleitorado conservador, nos solicita fazer. Então nós temos que aceitar o que o partido determina, é assim que vocês pregam, como sempre, a esquerda sendo incoerente. Está na comissão errada. Então a gente tem que lembrar aqui pra que essa comissão da defesa dos direitos da mulher foi criada. Não surgiu por acaso. Ela foi criada! Porque mulheres brasileiras, elas têm as suas necessidades e elas precisam ter as suas necessidades representadas por mulheres. Como eu posso... Como eu posso ser representada por uma pessoa que não entende o que eu passo? Como que a gente vai colocar uma pessoa que nunca gerou... que nunca mamentou, que nunca menstruou, que não sabe o que é saúde da mulher. para representar o que as mulheres brasileiras pensam. Falar sobre violência à mulher, falar sobre desigualdade no trabalho, falar sobre filhos. Gente, isso aqui é algo... Muito claro para todos nós. Então essa comissão, ela nasceu. pra dar vozes às mulheres. Porque só quem vive... Essa realidade é que tem propriedade para falar sobre elas. É importante aqui a gente lembrar... As mulheres lutaram muito para conquistar seus espaços. E a gente vai perdendo os nossos espaços. E o maior absurdo é ver mulheres biológicas Concordando com isso, a gente perde espaço nos esportes, A gente perde espaço nos banheiros, por exemplo. A gente perde espaço agora na comissão das mulheres. Então é isso, pessoal. Vocês podem acreditar no que quiser, na filosofia que quiser, como por exemplo, o que fala... Quando ainda precisa concluir. Para concluir, presidente, o que fala Simone de Beauvoir, ninguém nasce mulher... torna-se mulher, vocês acreditam no que quiser, agora é fato, é fato. Quando nasce uma criança, quem determina é o sexo biológico e só mulheres têm o pertencimento, só mulheres têm propriedade, eu entendo assim, para representar, e não só eu, o Brasil entende assim. Muito obrigada, fica aqui as minhas considerações.
Deputada
Senhora. Faço então um convido para fazer uso da palavra agora A deputada Erika Cocay A deputada Samia Bonfim. Deputada Samia Bonfim. Presidenta Erika, estou aqui para te cumprimentar e te parabenizar por essa...
Deputada
conquista fundamental para o país, cumprimentar também o deputado Célia Shekrabá pela excelente condução que teve da nossa Comissão da Mulher no último ano e que agora vai ser sucedida pela presidenta Erika Hilton. Para o nosso partido é um grande orgulho saber que as nossas companheiras estão à frente de uma comissão tão importante para o país, sobretudo num contexto em que a gente vive uma verdadeira epidemia de feminicídios. E é sobre isso que a gente vive uma verdadeira epidemia de feminicídios. que nós temos que falar no dia de hoje e todos os dias, qual é a realidade das mulheres e das meninas brasileiras. A gente todos os dias abre noticiário, Érica. É. Estupro coletivo de adolescente. É mulher que é arrastada em plena marginal na cidade de São Paulo. É filho de mulher sendo assassinada pelo ex-companheiro que não aceita o término de um relacionamento. Mulher sendo assediada. E a gente vai ficar discutindo o quê? Fanatismo, moral, concepção individual, religiosa e de sespeito? Vai ficar dando espaço ou vai ficar naturalizando que essa comissão tem que ser um espaço para o cometimento de crime, inclusive? Porque, a depender da gravidade, da proporção daquilo que se pronuncia, eu acho que é importante que as... pessoas que estão aqui presentes saibam que há uma decisão explícita da justiça brasileira de que transfobia é um crime que pode ser equiparado ao crime de racismo. Então, acho que é fundamental que se tenha, em primeiro lugar, compromisso com as mulheres brasileiras, de todas as que estão aqui, porque as mulheres brasileiras esperam da gente respostas, projetos de lei aprovados, bons projetos, bons debates, o compromisso com a vida delas. Tchau. E para vociferar ódio, violência e intolerância, que é o que, infelizmente, alguns aqui preferem fazer. Afinal de contas, não se levantam com o mesmo ódio. Com a mesma adjetivação contra os redpios que se organizam em grupos misóginos de ódio nas redes sociais. Não se organizam com a mesma fúria com filhos do subsecretário do estado do Rio de Janeiro, que estuprou, fez estupro coletivo contra uma adolescente. Não se levantam contra um... Ex-presidente da República que diz que pintou um clima contra adolescentes, como aconteceu aqui no Distrito Federal. E quer utilizar essa comissão para vociferar o ódio. Pois bem, Presidenta Érica, a senhora... foi vitoriosa nesse processo eleitoral, a maioria das mulheres votaram, portanto, Não consigo ver legitimidade maior do que as urnas indicarem o voto que foi aqui determinado. Foi uma decisão... correta e necessária diante da gravidade do momento que nós estamos enfrentando, E mais do que isso, eu queria dizer que se há algum tipo de intervenção, ou se tentou ter alguma intervenção masculina nessa comissão, foi de uns e outros líderes partidários que trocaram os membros dessa comissão. Que coagiram mulheres que estavam aqui dispostas a vir aqui, votar na deputada Érica como presidente e não puderam fazer. E que não puderam ter o seu voto registrado. Mulheres que chegaram a votar no Infoleg e descobriram de última hora que foram retiradas. por homens, líderes parlamentares. Esses homens não são questionados. Esse tipo de intervenção não é questionada. Aí se aceita que as deputadas, que são componentes da Comissão da Mulher, sejam retiradas em nome de, sei lá, que acordo subterrâneo que foi feito. Pois pode ter ódio, pode ter violência, infelizmente. Tem transfobia? Tem intolerância, mas os direitos das mulheres aqui vão prevalecer e eu tenho certeza que a deputada Erika fará um excelente trabalho. Obrigada.
Deputada
Obrigada, deputada Sâmia. Quero passar a palavra agora então para a deputada Cris Cristonieto. Érica... Esquiliana. Eu não sei. Solidar. Não é a ordem que tem aqui, mas então vamos. Juliana, Érica e Cris. É, não, deixa. Pode ir, Juliana. Pode ir, deputada Juliana. Pode ser a senhora.
Deputada
Obrigada, deputada Erika. Enquanto a caravana passa, os cães latem. Querida, estou muito orgulhosa de você estar ocupando esse espaço. Estou muito orgulhosa até porque o momento que nós estamos vivendo de um feminicídio tão alto, de uma violência tão grande, que dilacera a nossa alma, o nosso coração... você vir assumir com propriedade a essa comissão. Dizer aqui a questão de preconceito, Célia, a gente passa por isso tanto tempo, né? Esse preconceito, essa coisa que eles ficam tentando o tempo todo estar nas urnas, que eles precisam ficar bem, eles precisam falar contra o gênero, eles precisam ser transfóbicos, eles precisam ser misógenos, eles precisam disso. Eles precisam disso para tentar sobreviver nas urnas. Mas o que eu pergunto... nobres deputados e deputadas, quais são os projetos mesmo de lei que vocês têm para poder ajudar... que essas mulheres não sejam mortas? É aqueles mesmos projetos que a gente passa lá na comissão e muitos de vocês não votam? Na relação orçamentária, por exemplo, o recurso que é pensado para o Ministério das Mulheres, eu não vejo... Nenhum dos deputados de vossas excelências e partido que consigam colocar recursos para poder evitar esse tipo de violência. Eu quero saber os projetos que são trabalhados na relação da vulnerabilidade, na questão da educação, Tudo aquilo que é pensado para o povo e com o povo, o voto de vocês são contrários. e está muito registrado Não precisa aqui, nós, que vocês dizem que nós, da esquerda, fazemos isso e aquilo, a gente não precisa de fake news, não. A gente trabalha sempre com a verdade, e a verdade está registrada no ponto de vocês quando votam contrário à vida das mulheres. Então, querida, parabéns. Muito obrigada por você assumir esse papel e eu tenho certeza que junto com todas nós mulheres, você vai avançar com aquilo que você faz de exemplar. que é dar voz e vez para as mulheres. Deputada Célia, minha irmã. Você fez um excelente trabalho aqui. Tenho muito orgulho de ti, porque é essa representação indígena que é necessária de enfrentamento, contanto que eles matam a gente lá nos nossos territórios.
Deputada
o tempo todo também com voto. Parabéns a todas. Obrigada.
Deputada
Presidente, pela ordem, eu queria pedir desculpas à comissão, é... às três horas, a inauguração da cidade,
Deputada
Sala Lilás do Senado Federal, primeira Sala Lilás num parlamento brasileiro, e como eu sou da comissão mista, eu queria pedir desculpas mas queria representar poder ir à comissão. a inauguração da sala Lilás. Então, muito obrigada pelas... pelos que votaram, muito obrigada até aos que não votaram. E eu espero só que as pessoas possam compreender como cada um tem e respeitar, como cada um vê. à sociedade brasileira. Obrigado.
Deputada
A senhora vai e vai já representando a comissão, já a primeira vice-presidente vai, arrasa e nos representa a todas nós lá na primeira sala lilás do Senado Federal. Passa a palavra então... do Congresso Nacional. Passo a palavra para a deputada Érica Cocay, a próxima a deputada Cris Tonieto e a deputada Lenir. Obrigada.
Deputada
Eu queria lhe parabenizar, parabenizar a deputada Célia. a nossa presidenta que sai e... a nossa presidenta que entra, e dizer que, por mais que as pessoas vociferem, por mais que tenha um discurso de ódio, e é preciso que a gente tenha uma clareza, que o discurso de ódio, o discurso, a nitidez, o discurso não é inocente. O discurso é a ponte entre o pensamento e entre a ação. que nós tínhamos há algum tempo atrás nesta comissão, é o discurso primeiro que enfrenta, que está em conflito com a própria legislação. Com a própria lei. Mas é um discurso que busca negar as diversas mulheridades. Nós temos mulheridades. Nós tivemos aqui uma presidenta... Uma mulher indígena? Nós temos hoje uma mulher. E eu vou repetir, é uma mulher chamada Erika Hilton. Porque negar a construção de gênero significa biologizar todas as discriminações. Nós somos seres que temos um desenvolvimento e uma amplitude de vida se traça biologicamente. Por isso, nós estamos aqui no dia de hoje fazendo história. A primeira mulher trans, junto com a deputada Duda Salaberti, assume a presidência da Comissão das Mulheres, porque aqui é bom que se tenha absoluta certeza, estes que vociferam, que buscam anular o outro, que buscam eliminar a condição de mulher. no momento não sou mulher. Então, vejam, as mulheres vítimas de estupro As mulheres vistas de estupro, não são consideradas mulheres, são consideradas coisas. As mulheres que são vítimas de violência são consideradas objetos, objetos. E aqui nós estamos dizendo que é preciso resgatar as mulheridades, resgatar essa condição de mulher dentro de um processo regimental. Tem razão, deputada Sâmia? Mas houve mulheres que foram proibidas, foram retiradas pelos seus líderes homens desta comissão contra a sua própria vontade. Por isso aqui, fico muito feliz de fazer parte dessa história que nós temos aqui nesta comissão como presidenta Erika Hilton. Parabéns, presidenta. Sim.
Deputada
Cocai... Passo, então, a palavra à deputada Cristonieto. Obrigado. Muito obrigada.
Deputada
Presidente, antes de mais nada, sim, preciso lamentar, porque na condição de mulher não me represento. E eu explico o porquê. Talvez a gente pudesse discutir aqui sobre a questão de identidade biológica, sobre natureza humana, até mesmo sobre questões de gênero, que muitos dizem, muitos falam, né? Sobre a origem do termo, sobre o que se pretende, a carga ideológica que se tem. Poderíamos discutir situações aqui que talvez virasse até uma vigília, porque realmente... Não teria como terminar uma discussão dessa natureza hoje. Mas o motivo pelo qual eu mais me manifesto Hoje, contra, e mais lamento profundamente, com todo respeito, é a postura. Porque... Muitas pessoas aqui... que passaram, tentaram dizer que quem é contra é transfóbico, é fascista, ou seja, os rótulos são muitos. Agora, eu digo sempre que o rótulo é arma dos covardes. A pessoa é incapaz de discutir as ideias, discutir exatamente os argumentos e aí parte para a ignorância. Aí parte para a ofensa pessoal muitas vezes e chamaram, rotularam de transfóbicos quem era contra. E sim, é uma questão de coerência, nós temos coerência. Como vossas excelências têm coerência na defesa de vocês, nós temos coerência na nossa defesa. Agora, muitos dizem que defendem mulheres... Eu pergunto: o direito de mulheres que defendem aqui, né? Muitas vezes são direitos fakes, porque quando tem no plenário, muitas vezes, projetos para aumentar a pena de estuprador, vota contra. E aí ficou aplaudindo muitas vezes um presidente da República que diz que se for corintiano, tudo bem a questão da violência. E diz que luta contra a violência. Então a gente vê que é uma luta fake, muitas vezes. Mas, presidente, o que eu queria trazer aqui, o meu lamento, principalmente, é sobre a postura. Porque se esta comissão for transformada em palanque político, eleitoreiro? Só para lacração de rede social, bancada da Selfie? sinceramente, eu ouso dizer que essa comissão não vai ter como andar muito bem. Até porque eu queria até fazer um contraste e parabenizando V. Exª, deputada Célia, que ano passado, na presidência, na condução da presidência desta comissão, teve a capacidade de diálogo, teve a capacidade de sim colocar a ideologia acima. E eu estou disposta a isso, a colocar a ideologia acima. Estou disposta a olhar para os interesses e principalmente para as pautas das mulheres, Sim, maternidade, combate a câncer, combate a câncer de colo de útero. Tantas matérias que são caras e que nos tocam a todas. E nós, ano passado, tivemos possibilidade de... dialogar. Tivemos sim divergências, como é natural dessa comissão, como é natural do parlamento. Agora, tivemos respeito. Não houve essa afronta. E com todo respeito, O que... me causa mais... Indignação é que, na qualidade de presidente, Vossa Excelência já assume com Discurso agressivo, afrontoso. e tá dizendo que é pelo direito das mulheres, sendo que nós somos mulheres e temos uma diferença Divergência ideológica. Agora, não significa que nós não estejamos aqui para lutar pelas mulheres, muito pelo contrário. Estamos sim, tanto que na condição de mulher eu digo que, com todo respeito, não me represento. Então eu queria deixar isso muito claro, porque se nós queremos que essa comissão seja elevada, que essa comissão realmente caminhe em prol do bem das mulheres do Brasil, que a gente tenha sim essa capacidade de olhar não para algo individual, mas que a gente olhe realmente para a coletividade sim. E que a gente tenha postura, respeito com os pares, inclusive com quem pensa diferente. E o que é mais triste é perceber que qualquer argumento mais acalorado, no sentido diferente, ideologicamente diferente, já tem ameaça de processo, já tem acusação leviana, já tem narrativa fake e por aí vai. Então, que a gente tenha como mulher que sou, aqui ao lado da deputada Clarissa Terce, são tesouros aqui presentes, que nós tenhamos, sim, a capacidade de colocar a pauta da mulher no centro, e que deixemos, sim, as ideologias de lado aqui. Porque, sinceramente, se a gente quer pensar nas mulheres do Brasil, a gente não pode pensar um palanque político, transformar essa comissão num palanque político, que, infelizmente, é o que está percebendo. Então, se a gente quer produtividade nessa comissão, que a gente comece a ter esse respeito. Muito obrigada. Obrigado.
Deputada
Obrigada, deputada Cristo Nieto. Passa a palavra ao deputado Eder Mauro. Obrigado.
Deputado
Senhora Presidente, senhores colegas deputados. Eu... Fico preocupado, Cris... com que o país vive hoje. Obrigado. Nós estamos com as mulheres... Vivendo neste governo, inclusive, o pior índice de feminicídio já visto em toda a história. e que esta casa, inclusive, muito fez para que isso pudesse ser evitado. problemas que a mulher hoje enfrenta número um. As agressões, e inclusive a própria vida que ela perde na mão de crápulas que simplesmente se julgo superior fisicamente e até intelectualmente. E isso todos nós lutamos nesta casa... para evitar. O que não... Me deixa... confortável, de fazer parte desta comissão, de ver que não é uma mulher sentada na cadeira de presidente. Porque... é vergonhoso Todos nós vemos que as mulheres e milhares que existem nesse país, milhares, que sofrem que são espancadas, que correm para o mercado de trabalho, que sofrem, que têm um salário muitas das vezes mais baixo e que precisam de uma mulher. realmente que possa estar lutando por ela, que possa representá-la. e possa defender seus direitos. Agora, como é que a mulher que está me vendo, a mulher que está me escutando, verdadeiramente mulher, Pode entender que hoje... Quem está sentado na cadeira de presidente, da Comissão de Direito das Mulheres, Tem projeto nesta comissão, se não estou enganado, porque eu estive aqui e vim para cá exatamente por causa desse projeto, onde? estava defendendo que empresas com mais de 50 funcionários o banheiro das mulheres pudesse ser frequentado por gêneros diferentes que não da mulher. Como é que você, mulher? Como é que você, jovem, como é que você, pai e mãe, Que sabe que vai ter uma filha que vai frequentar um banheiro? e quando chega lá Um marmanjão entra no banheiro Venda sua filha despida. ou uma mulher casada, se vendo despida na frente de um marmanjão. Então, como é que uma mulher, colega, Pode aceitar... que os seus direitos possam ser defendidos, Por quem? Não é mulher. E olha que eu respeito todos os gêneros. O masculino, o feminino, inclusive aqueles que, de forma de estereótipo, se colocam, de gênero diferente. ao que ele nasceu. Eu tenho trabalhando comigo pessoas assim. que tenha o maior respeito. Agora, na comissão, das mulheres Quem tem que defender mulher? Somos nós homens que estamos aqui. Mas quem tem que presidir, quem tem que presidir a comissão, tem que ser uma mulher. Não pode! Concluo, deputado... - Senhora Presidente, não acabou meu tempo. Cadê o meu? Cadê o meu? Cadê o meu? Cadê o meu? Cadê o meu? Cadê o meu? Não pode... Senhor presidente, quer manter a minha palavra, por favor? O tempo de vossa excelência já encerrou. Trinta segundos. Não pode! Está na mesa. como presidente, Uma mulher que não é mulher. Obrigado, Sr. Presidente. Obrigado.
Deputada
Obrigada. Deputado, passa a palavra então à deputada Lenir. Muito obrigada a nossa nova...
Deputada
Presidenta, que muito nos orgulha, Erica Hilton. Parabenizo. a nossa querida deputada Chakriabak fez um trabalho excelente. nessa comissão. E eu penso que hoje, deputada Érica... O Brasil olha para essa casa. Olha... Por um lado, com muito orgulho desse grande passo, desse avanço extraordinário, que a senhora hoje representa. A senhora foi vitoriosa... nessa... Comissão. Nessa casa. Vencendo não apenas uma eleição, porque tem várias... Mas vencendo sim. a todo momento, o ódio. o machismo que acabou de ser revelado na última fala. Isso é machismo. transfobia que é crime Hoje, aquilo se revela apenas algumas posições pessoais ou partidárias. se revela alguns crimes. que estão gravados nessa casa e que certamente serão encaminhadas para a esfera que deve ser encaminhada. Então, hoje também, deputada Érica... Muitos se orgulham. Aqueles e aquelas... que foram às ruas desse mês de março. Eu fui, a senhora foi. Deputada Célia Foix. e outras tantas, lutando se expondo E muitas vezes sendo violentadas também todas nós todos os dias. por um mundo melhor. por uma nova civilização. que respeite essa geração, que respeite a nova geração que está por vir. Mas também eu tenho certeza que muitos discursos aqui hoje que pensam que serão grandiosos, vantajosos, eu tenho pena das mulheres de alguns estados que têm como representantes homens e mulheres transfóbicos. homofóbicos, machistas, odiosos, que não contribuem nada para a educação. para a formação de famílias, que tem homens e mulheres. Meninas e meninos, com todas as suas identidades. São vergonhosos, porque certamente estão se sentindo desprotegidos, desprotegidas. É preciso, senhores e senhoras parlamentares, andar pelas ruas, pela cidade dos nossos estados e ver quem são as pessoas que compõem A população dos nossos estados... Quem são o público eleitor que vão às urnas? Todos os anos, lutar... para que tenham representações que representem todas as pessoas. Todas as pessoas. Então... Esses microfones aceitam-se. Aceita que que os parlamentares eleitos... Despejem! os seus problemas mal resolvidos, corações doentes. Porque a boca fala que o coração está cheio. Então, que essa... Nova comissão. Deputada Érica, que muito nos orgulha. Estava olhando aqui esse livro que a deputada Sélia nos entregou. A senhora está aqui em muitas páginas. Assim como a deputada Célia, uma indígena, está em várias páginas. Por quê? Porque trabalha, porque apresenta projetos de leis, porque debate, porque defende as mulheres. Por isso, presidir essa comissão... É um direito. de todas as mulheres. E a senhora está aqui porque foi vitoriosa e é reconhecidamente... a nossa nova presidenta. Parabéns, viva as mulheres e viva essa comissão que brilhantemente a elegeu. Obrigado.
Deputada
Obrigada, deputada Lenir, obrigada a todos os deputados que se manifestaram. Observações, primeiro me solidarizar com aquelas mulheres que por alguma questão de saúde precisaram fazer esterectomia quando muito cedo, ou precisaram arrancar as mamas por questão de câncer de mama, que a gente sabe que há esses casos. Nós vimos nessas falas que se não amamentou, não menstruou, não gestou, não é mulher. Então essas mulheres também passam a ser empurradas para o lado de cá da não mulheridade, da não dignidade, esta consagração na cabeça conservadora e retrógrada de algumas pessoas, do que a definição de mulher. E para essas mulheres que nasceram com útero, que poderiam menstruar, mas que tiveram questões de saúde e não fizeram esse processo, fica aqui o meu registro de solidariedade. Também queria registrar que a deputada Cris falou várias vezes, de colocar a gente sempre... Eu presidi, eu fui vice-presidente, deputada Cris, e nós sempre tivemos uma condução dos trabalhos muito respeitosa nesta comissão. Nós sempre tratamos disso daqui e eu, muitas vezes, reconhecendo o brilhantismo das propostas que vossa excelência trazia e que não eram de mulheres trans, não eram de travestis, eram de mulheres mães que amamentavam e etc. E fiz coro, votei ao lado de vossa excelência, mas em outros momentos, vossa excelência fala tanto da defesa das crianças, das mulheres e é autora do PDL, que ficou popularmente conhecido como PDL da pedofilia, É preciso ter dois pesos e duas medidas. Nós vamos fazer um trabalho, como nós já fizemos ao longo do ano passado, muitas vezes, de maneira honrosa, eu substituí a companheira Célia Chacriabá aqui nesta cadeira como vice-presidente, até a minha vice-presidência foi uma vice-presidência arrancada na marra e nós fizemos um debate respeitoso, um debate dentro daquilo que para nós é prioridade e nunca esse debate. reaja a elas. Eu não fiz nenhum discurso raivoso. Eu fiz um discurso reagindo às violências que são praticadas. Eu não sou uma mulher que foi acostumada a baixar a cabeça pra violência. Eu sou uma mulher que foi expulsa de casa por ser quem eu sou. A expulsão da minha casa, a prostituição compulsória no Brasil, a violência que mata... São discursos como esses que são responsáveis. E eu quero dizer que eu espero muito que a minha chegada aqui, ela não vai mudar as estruturas da sociedade. Não vai amanhã deixar de ter transfobia, violência contra as pessoas trans. Muito pelo contrário, nós vamos ver agora até um enfervecer, porque a claque nas redes sociais está bastante agitada. E eu acho isso admirável. Eu acho bom que se coloque este incômodo. Nós sempre fomos pessoas incômodas na sociedade. Somos incômodas da política, não à toa somos duas. no banheiro. Nós estamos vivendo casos de feminicídio e violência contra a mulher e eu preciso lembrar a vossas excelências que nenhuma delas foram violentadas, executadas, estupradas fora das suas casas. Quem as matou estava dormindo na cama ao lado. Quem a matou era um homem de suas confianças. Os dados mostram que a maioria das vítimas de estupro nesse país, crianças ou adultas, são os estupradores de sua confiança. Esta narrativa fictícia, fantasiosa, de querer dizer que a nossa presença na sociedade vai gerar uma violência, isto é mentira, porque não há dados que sustentem essa argumentação. São os homens dentro de casa que estão estuprando mulheres. Foi um namorado com a confiança dela que levou ela para o quarto e chamou os amigos para estuprar ela, num lugar de sua segurança. Ela não foi estuprada dentro de um banheiro, ela não foi estuprada por um homem que iria se fantasiar de mulher O banheiro... São estupradas. Por homem de suas confianças. E a deputada Sâmia foi muito brilhante na fala dela, quando ela coloca qual é esse comportamento. Os homens, líderes dos partidos, querem entrar numa discussão feminina, arrancar as mulheres da comissão para que seja feita a vontade deles. O problema da sociedade, da violência e dessa perda de espaço que é colocada como se fosse uma verdade, não é nosso. É do patriarcado, é do machismo, é da misoginia, que mata mulheres trans e mulheres cis. Eles estão matando de maneira descarada e desenfreada. E eu espero que nós possamos ter responsabilidade. Não adianta querer fazer pauta de banheiro enquanto na esteira do lado quer aprovar a PDL da pedofilia, quer falar que estuprador é pai, quer falar que menina de 12 anos consentiu, ou tem responsabilidade real com a vida das mulheres e coloque todas essas mulheres, ou ficarão fazendo essas encenações e nós precisaremos, infelizmente, responder e reagir. por sei lá qualquer outro adjetivo, porque é preciso colocar todas as posições e a verdade na mesa. E é preciso lembrar os tristes dados, é preciso lembrar que sou a primeira neste lugar e que eu espero que a partir da minha presença aqui, aquelas que estão lá na rua, aquelas que estão nas esquinas, aquelas que são arrastadas, chutadas, executadas, porque existem numa sociedade pessoas que acreditam nesse discurso, possam nesse momento se sentir abraçada. porque quando eu lembro da primeira noite que eu dormi debaixo da chuva num coreto de uma praça, porque dizia que eu não podia ser quem eu sou dentro da minha própria casa, da quantidade de carros de homens estranhos, pais de família, senhores de bem, pastores das igrejas, políticos de alas conservadoras para não morrer de fome, e hoje eu estou aqui de maneira honrosa e coletiva por mim, pelas mulheres indígenas, direito de serem mulheres. Trabalhemos pela dignidade da vida das mulheres, porque esse é o nosso compromisso, e combatemos juntas o machismo, porque esse sim é um grande problema que está atrelado à violência, ao feminicídio e a tantas outras coisas que tem acometido a vida das mulheres brasileiras. Sigamos e agora vamos seguir de maneira brilhosa. Eu ia até fazer uma leitura, porque falaram dos projetos, da quantidade de projetos para as mulheres que eu aprovei nesta comissão, pautando a dignidade e a vida de todas as mulheres, mas eu acho que vou dispensar essa parte. A gente não precisa ficar entregando credenciais. Eu durmo todas as noites com a minha cabeça tranquila no meu travesseiro, sabendo que o meu mandato e a minha voz é em prol de todo mundo. Agora, quem tem discurso e não tem prática, esses sim precisam ficar bugando e tirando cartas, do baralho pra ver se convence a gente de alguma coisa. E o que é mais perigoso, tem uma gama de pessoas lá fora convencidas desses discursos. E é por isso que nós vamos estar aqui, combatendo ódio e intolerância. Quero chamar agora pra um momento muito especial, que é o momento de nós... inaugurar na galeria de ex-presidentes da Comissão de Defesa do Direito da Mulher, a foto da nossa querida deputada Célia Chacriabá fazer uma foto e arrasar.
Deputada
Thank you. Time to lead, President. Thank you. Time to be leader for V. Ex.
Deputada
Muito obrigada, Cris. Muito obrigada. Bom... Como...
Deputada
Gracias. Algunos dicen que no llevan desaforo para casa, yo también no llevo. Yo nunca aceptaría. ser llamada de hipócrita porque a última cosa que yo soy es hipócrita. Si hay una cosa que prezo en mi vida es coerencia, coerencia de vida, de trajetoria. Y yo no voy a aceptar que intenta rotular... ¿Cada el presidente en la mesa, señor? Aquí hay un presidente. Desculpa, colega.
Deputado
Isso é um respeito com os deputados, falta de respeito com os deputados que estão falando. Segura o tempo, segura o tempo por favor, segura o tempo por favor. Segura o tempo, por favor.
Deputada
Só manter meu tempo, por gentileza? Ah, pois não. Eu não vou aceitar que rótulos sejam colocados em nós, ainda mais de forma injusta, leviana. Tudo com a tentativa de desviar o foco dos debates. Quando, por exemplo, foi citado aqui: a questão do pdl 3 que se diz popularmente conhecido como o pdl da pedofilia Isso, além de ser uma leviandade, é um dos maiores impropérios, por uma razão muito simples. Esse foi um carimbo, foi um rótulo que as feministas tentaram colocar justamente pra defender estuprador, que é o que fazem lá no plenário. Muitas vezes, ao invés de votar a favor mesmo, de combater a impunidade do estuprador, boletim de ocorrência para a mulher... Pra que ela realmente... Pra que a gente possa identificar o criminoso, o estuprador, pra que ele, estuprador, não esteja aí livre pra estuprar outras mulheres? Não! Aí não, aí vota contra. E aí nós é que defendemos os estupradores. Então esse tipo de absurdo eu não vou aceitar. Então eu não levo o desaforo pra casa não, porque estão a todo momento tentando colocar carimbos e rótulos. E como disse aqui, o que é pior... sempre estão tentando colocar aqueles carimbos de transfóbico para quem é contra, por exemplo, uma eleição como essa. Da mesma maneira, chamam de fascistas e por aí vai toda a gama de xingamentos que fazem, todos impropérios. senhora presidente, eu preciso mencionar que a gente não vai aceitar esse tipo de intimidação. Aqui a gente não vai trabalhar e não vai aceitar esse tipo de afronta, não. Quando eu disse que aqui a gente precisa primar pelo respeito porque eu acho que isso toca a todos Todos aqui, se nós temos realmente, estamos na comissão dos direitos da mulher, temos que olhar para todas as mulheres, inclusive aquelas que estão sendo invisibilizadas, inclusive as bebezinhas que estão no ventre materno. Porque essas muitas pessoas querem que mate. Que morra! que defendem, por exemplo, aborto, e aí querem dizer que nós não defendemos o direito das mulheres? Por isso que eu falei, esse tipo de defesa é que é direito fake. Direito de defesa das mulheres, fake. Querem visibilizar as mulheres, inclusive querem tirar o próprio termo mulher, da legislação querem colocar pessoas que gestam, pessoas que menstruam, isso é o que? Isso é uma tentativa de apagamento da mulher. de invisibilizar a própria mulher. Então, é exatamente contra isso que a gente luta. Que não tem a ver com rótulos, tem a ver com realidade, objetiva das coisas, natureza das coisas. Então eu queria só restabelecer, eu precisava usar esse tempo para restabelecer, porque eu não admito que tentem olhar para nós dizendo que, ah, porque seus fascistas, seus transfóbicos, eu não vou aceitar isso. Eu não vou aceitar esse tipo de xingamento. até porque nós respeitamos sim todas as pessoas em qualquer condição que for, até porque nós temos o eixo central chamado dignidade da pessoa humana. Agora é uma pena que para alguns a dignidade da pessoa humana seja só para quem concorde Com elas! As feministas fazem isso, instrumentalizam as mulheres para avançar uma agenda de poder. E aí faz o quê? Parece que tem dignidade somente quem tem o carimbo e quem concorda e quem reza aquela cartilha. Porque senão não tem direito de fala, não tem direito do contraditório, não tem direito de dar uma defesa e por aí vai.
Deputada
assumir, já saiu, já abandonou a cadeira e foi ali fazer barulho, a deputada está se expressando aqui, usando seu tempo de liderança, e não se está pedindo respeito nesse ambiente para que a deputada possa exercer aqui a fala dela, o direito de fala. Então eu peço que Vossa Excelência se manifeste em relação a isso. Eu vou me manifestar, eu faço questão. Só segurar meu tempo, gentileza. Deputada, na verdade, ali não está acontecendo.
Deputada
Eu não interrompi, eu gostaria que tivesse o mesmo respeito por parte de Vossa Excelência. Isso aqui é uma atividade... A presidência, isso aqui é uma atividade da comissão, faz parte do ritual de passagem de bastão da presidência na Comissão da Mulher e em todas as comissões da Câmara dos Deputados. Enquanto a deputada está ali, inclusive, concedendo a entrevista, dando foto, fazendo toda a cerimônia... O que nós deveríamos estar fazendo é ficar em silêncio, acompanhando e respeitando o espaço. No entanto, foi aberta uma exceção para a deputada Cris Nonieto, para que ela pudesse fazer a fala dela. Então, acho que ou a gente coexiste com esses dois fatos acontecendo ao mesmo tempo, ou eu vou ser obrigada a interromper a fala da Cris Nonieto, porque o evento foi iniciado antes dela iniciar a fala dela. Aí a escolha é de vocês. Também, com todo respeito, presidente, não existe uma...
Deputada
Exceção a essa regra. É regimental e há um pedido de tempo de liderança. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Não, é o sistema que... É um brincadeiro do microfone, né, presidente? Pois é, mas enfim, o que eu queria dizer é o seguinte, o tempo de liderança... que obviamente pode ser franqueado qualquer um que peça, porque isso é regimental. Então nós estamos nos valendo desse expediente, do tempo de liderança que nos cabe, que nos compete. A qualquer um que pudesse pedir, inclusive o pessoal do PT, do PSOL, poderia fazer esse mesmo direito, se valer esse mesmo expediente. Não, para lhes dar uma boa notícia, vocês queriam que aprenda.
Deputada
Eu só queria reestabelecer. a verdade dos fatos porque é aquilo. É sempre isso. A pessoa vai, faz uma lacração, aí faz uma pose para a rede social, lacra, e depois parece até que, ah, não, porque os hipócrita, os levianos, etc. Por isso que eu falei da bancada, da lacrosfera, que sinceramente eu não estou aqui para isso. Eu não estou aqui para isso. Eu estou na comissão da mulher porque realmente tem uma pauta que acho que deveria nos unificar a todos. Acho que nós deveríamos ter uma visão mais elevada de colocar a ideologia abaixo daquilo que realmente é interesse comum. Então, o que eu desejo, mais uma vez, para essa comissão, não só além, no caso do respeito mútuo, evidentemente, aqui por parte de todos, é que esta comissão não se transforme em um palco... É um palanque político, porque de fato, senão, muito provavelmente, a Comissão vai ter dificuldade de andar. Então, eu só queria deixar isso muito registrado aqui e também pontuar acerca do absurdo que trataram do PDL3, que não tem absolutamente nada a ver com o PDL pelo filhê, muito pelo contrário, é PDL daqueles que querem salvar vidas, inclusive, as vidas que estão lá abrigadas de vento materno que muitas vezes são invisibilizados por aqueles que têm desejo por matar crianças inocentes. Obrigada, presidente.
Deputada
Obrigada, deputada Cris Tonieto. Agradeço a presença das senhoras parlamentares e dos senhores parlamentares, das assessorias e do público presente. Nada mais havendo a tratar, convoco as senhoras e os senhores membros para a reunião deliberativa da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres, a ser realizada na quarta-feira, dia 18 de março, às 13h30, neste mesmo plenário. Está encerrada a presente reunião.




