REUNIÃO CONJUNTA

18 mar. 2026 15:01 às 17:02

Sobre o Evento

O evento debateu o avanço da doença renal crônica e a urgência de políticas públicas focadas na prevenção, diagnóstico precoce e tratamentos inovadores. Enfatizou-se a necessidade de sustentabilidade financeira no SUS, a implementação de uma Política Nacional específica, a expansão do atendimento multidisciplinar e a celeridade na publicação de portarias sobre nutrição especializada e habilitação de novos serviços de saúde.

#1
Transcrição por IA

Declaro aberto o seminário da Comissão Especial destinado a acompanhar as ações de prevenção, combate ao câncer, ao acidente vascular cerebral e as doenças do coração. Obrigado. Tema, doença renal crônica como fator transversal de risco e desfecho associado às doenças oncológicas, cardiovasculares... cerebrovasculares, com foco na organização, a linha de cuidado, financiamento, qualificação dos registros e integração das políticas públicas. Esclareço que esse evento cumpre decisão do colegiado em atendimento aos requerimentos de número 5 de 2026, Secância e Câncer. e 14 de 2026, Se idoso, ambos de minha autoria, informo também que esse evento está sendo transmitido pela página da comissão e no perfil da Câmara do YouTube. estar conosco de forma presencial e convido para compor a mesa Os convidados, Eduardo... Valadares Brito, defensor nacional de direitos humanos. da Defensoria Pública da União. agradecer pela presença, fique à vontade. Dr. Eduardo Aladares, Isadora... de Souza Calvo, diretora de políticas associativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia, SBN. Muito obrigado, Isadora. Estamos aguardando também, mas está a caminho, né, Amanda Eunice da Luz Bastos, que é presidente da Federação Nacional de Pacientes Renais e Transplantados. Carmen Cristina Moura dos Santos. Vai participar a Carmen, o Júlio, a Fernanda e a Vanessa... vão participar por videoconferência, a Carmen Cristina Moura dos Santos, que é coordenadora geral de atenção especializada do Ministério da Saúde, O Júlio Braga, representante do Departamento... a Arterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia, SBC, Fernanda Pinheiro Martim Tapioca, nefrologista do Hospital... pública de referência, Ana Nery, em Salvador. Vanessa Pirolo, presidente, da Divóses Advocacy E também está presente... aqui conosco Alexandre Peixoto. Vão te ver. E também está presente conosco o doutor... Alisson Coimbra, da cidade de João Pinheiro, a gente está numa batalha com o doutor Alisson Coibra, já desde agosto do ano passado, cobrando do Ministério da Saúde, a publicação da portaria para a habilitação do Hospital Municipal Antônio Carneiro Valadares, em João Pinheiro. Não sei se as pessoas têm conhecimento, João Pinheiro, município de Minas Gerais, é o maior município mineiro territorial, e a Hemodiális, que é realizada no Hospital Municipal, municipal, atende não só o município de João Pieiro, mas de cinco municípios da região e com extremas dificuldades, não atende nem 50% da demanda, da necessidade e a gente está nessa luta para essa publicação, tivemos um posicionamento hoje favorável, se Deus quiser, e nas próximas semanas a gente tem essa portaria, pode sentar aqui, inclusive aqui na frente, então o doutor Alisson Coimbra, que é nefrologista da hemodiálise de João Pinheiro, vai participar da audiência também, aqui de forma presencial, pode ficar à vontade aqui na frente. Está presente também o senhor Vitor Hugo, secretário municipal de Monte Carmelo, que Vem travando uma luta aí também, pela regional, pela implementação da Hemodiálise, não só em Monte Carmelo, mas em toda a região. Está presente também, de forma presencial, os vereadores de Abadia dos Dourados. a vereadora Luzia Raquel Batista dos Santos e o vereador Danilo Batista Pereira, Né? Queria agradecer a presença e presente também o vereador Branco Teodoro, de presidente Olegário. Muito obrigado pela presença, o Branco Teodoro, Danilo e a vereadora Luzia Raquel. Obrigado. Eu vou fazer aqui a... Sem ter mais delongas, já vou passar... a palavra aqui para os nossos convidados. E, no momento oportuno, quero fazer uma consideração, que é muito importante a gente fazer esse seminário e trazer esse debate, que é tão importante para o país. Na semana passada, nós comemoramos o Dia Mundial do RIM, teve, inclusive, uma homenagem na Câmara dos Deputados, na manhã de hoje, com a participação de muitas entidades e associações, das comissões de combate ao câncer, AVC, doenças cardiovasculares e da comissão de defesa da pessoa idosa. Obrigado. Então, passo a palavra, primeiro, agradecer mais uma vez a presença, a doutora Isadora, que é diretora de políticas associativas da SBN. Muito obrigado, Isadora, pela presença e pode ficar à vontade. Obrigado. Obrigado.

0:005:37
18 de mar, 15:01
#2
Diretora de Políticas Associativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia - SBN - Sociedade Brasileira de Nefrologia - SBN Isadora Cartaxo de Sousa Calvo
Isadora Cartaxo de Sousa Calvo

Diretora de Políticas Associativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia - SBN - Sociedade Brasileira de Nefrologia - SBN

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Boa tarde, cumprimento a mesa em nome do deputado Wellington Prado. Obrigada pela oportunidade de a gente estar falando sobre esse tema tão caro, tão importante, não só para a saúde pública, para os pacientes, mas para os cofres públicos também. E muito obrigada a todos os presentes. Então, eu vou falar um pouquinho... sobre a mudança do curso da doença renal. Qual seria a solução para a crise humanitária da diálise no Brasil? Bom, então, no ano passado, em fevereiro do ano passado, a Organização Mundial de Saúde fez um documento incluindo a doença renal crônica como uma doença de HIV. é importância mundial e que requer atenção. E no documento eles colocam que, reconhecendo que aproximadamente 674 milhões de pessoas vivem com doença renal crônica no mundo, correspondendo a 9% da população global, e preocupados que a doença renal crônica é uma das causas de morte que mais cresce no mundo inteiro e está projetada para se tornar a quinta principal causa de morte. até 2050, com aumento projetado de 33% na mortalidade padronizada por idade e um aumento de 28% nos anos de vida, ajustados por incapacidade, se nenhuma ação for tomada. Então, se a gente está falando de 2050, A gente precisa agir agora. Se não agirmos agora, a gente vai ver isso acontecer e vai ser uma situação insustentável, considerando a quantidade de pessoas que estão desenvolvendo doença renal crônica e o grande impacto, tanto econômico, para os cofres públicos e também para o meio ambiente, que é o tema também da nossa campanha do Dia Mundial do RIM. Estou vendo que o senhor está com a camiseta aí em cima. Então, é cuidar de pessoas e cuidar do planeta. A geração de lixo pela hemodiálise, principalmente, é imensa. Então, o impacto ambiental é insustentável. Bom, então aqui só mostrando novamente o que a Organização Mundial de Saúde já tinha mostrado. o Póinterém. É no vermelhinho? Não dá para apontar, né? Então, um aumento de 41% desde 2013, projetado para ser a quinta causa de morte ali em 2040. Aproximadamente, a gente estima que uma entre cada 10 pessoas tem algum grau de doença renal e não sabe. A doença é silenciosa nos estágios iniciais, que são os estágios onde a gente consegue reverter. para a doença se manifestar. A gente precisa identificar antes e agir antes. Bom, aí, novamente, o estudo, né? A causa no mundo será a quinta causa de morte, passando, inclusive, do diabetes, só perdendo como causa de morte para ali, como vocês estão vendo, para o AVC e para a doença isquêmica coronária, tá? E ali, em quinto lugar, a doença renal crônica, mas na América Latina vai ser a quarta causa. Como eu falei, a hora de agir é agora. E aí Inclusive, é muito importante, já que a gente está nessa comissão, a gente frisar, enfatizar que, inclusive, a doença renal crônica vai superar em mortalidade cânceres, como o câncer de pulmão e o câncer de mama, como vocês podem ver nas setas. Então, a gente já tem tanta abordagem de prevenção para o câncer, por que a gente não está agindo da mesma maneira com a diálise? E aí vocês podem ver aí, na linha verde, a probabilidade de sobrevivência, como ela vai diminuindo ao longo do tempo em que as pessoas estão em terapia dialítica. Inclusive, as pessoas sobrevivem menos em diálise do que pessoas com cânceres, como, por exemplo, o câncer de mama e o câncer coloretal. A diálise mata mais que muitos cânceres. Obrigado. Obrigado. Obrigado. E aí Bom, mas se a gente tem a diálise, se a gente tem o transplante, por que a situação está tão catastrófica? Bom... Porque a expectativa de vida em pessoas em terapia de substituição renal é muito menor do que pessoas fora. Então, aqui vocês podem ver na setinha, pessoas jovens, olha só a expectativa de vida. O cinza, a bolinha cinza, é a população geral. A em rosinha é a população em diálise. Então, a expectativa é de 40 anos a menos de 40. para mulheres e 35 anos a menos para homens jovens. A gente está falando de pessoas entre 20 e 24 anos. Então, uma situação trágica. Obrigado. E aí a gente sempre tem que se perguntar: "E se fosse seu pai? Se fosse sua mãe?" E se fosse seu filho? Porque a gente acha que isso nunca vai acontecer com a gente. Mas, dada essa prevalência... horrorosa, Isso vai, eventualmente, acabar afetando nossos familiares, ou até mesmo a nós mesmos. E aí Então, vamos lá. O câncer novamente. A gente sabe que o envelhecimento é um fator de risco muito importante para o câncer. Então, à medida que o tempo vai passando, a idade vai aumentando, a mortalidade vai subindo, especialmente ali a partir dos 60 anos. Para a doença renal crônica, é a mesma coisa. Pessoas mais velhas, mais idosas, estão tendo maior incidência dessa doença e maior mortalidade. ser. A idade, a gente sabe que é um fator que não é modificável. Então, o que se faz para evitar que mais pessoas desenvolvam câncer? O que é feito é prevenção. A gente faz o diagnóstico precoce e, de preferência, dá esse diagnóstico antes que a doença se espalhe, se torne mais grave. Sendo que a diálise, que a doença renal crônica tem esse mesmo perfil... A gente precisa falar em prevenção. Não tem como a gente não falar em prevenção, tendo em vista que não tem recurso financeiro, para a gente bancar a diálise para toda essa população que eu estou falando para vocês. Então, a gente precisa mudar alguns paradigmas. Obrigado. Bom, a gente já tem tratamentos disponíveis no SUS... que reduzem o risco de perder os rins de falência renal. Aqui, eu estou dando o exemplo desse medicamento aqui, que é a DAPA-glifosina, que já foi incorporada. Pacientes pegam gratuitamente, pelo menos aqui no DF, pacientes com mais de 60 anos, têm acesso muito fácil, muito amplo a essa medicação. E olha o tanto de tempo que essas pessoas ganham de vida, considerando somente essa medicação. Olha a diferença. Ela viveu 26 anos a menos de quem usou essa medicação. E a gente está partindo lá em cima, olha lá no círculo, de uma taxa de filtração normal. Essas pessoas não tinham ainda redução da filtração. O que elas tinham? Perda de proteína na urina, que a maioria das vezes não é diagnosticada. As principais causas de doença renal crônica são hipertensão e diabetes. A gente já tem vários programas amplos do Ministério da Saúde que justamente tratam essas doenças. Por que que está aumentando tanto? Então, provavelmente, não estão sendo eficazes ou não estão verificando fatores de risco modificáveis antes que eles avancem. Então, aqui, por exemplo, como eu falei para vocês, essas pessoas tinham só perda de albumina na urina com função renal normal. Mas olha lá embaixo, aquele 20 ali, a pessoa já está com o rim funcionando só 20%. considerando que 100 seria o normal, eles estão filtrando só 20%. Mesmo assim, essas pessoas ainda ganharam dois anos fora de diálise. Ou seja, mesmo em estágios avançados, a medicação muda, muda a trajetória da doença. Então, esse é o atual cenário que a gente tem, né? Em torno de 172.500 pacientes em diálise. Só um minuto. que eu chamo esses pacientes de sortudos. São 172.500 sortudos no Brasil, porque não tem vaga para todo mundo. A gente sabe que a situação hoje é pessoas... presas em hospitais sem ter uma vaga de diálise, então não podem receber alta. Então, a gente tem esse número muito subestimado. Além do mais, tem uma diferença regional absurda. A prevalência de pacientes em diálise Eu peço só mais alguns minutinhos. A prevalência de pacientes em diálise no Sudeste, por exemplo, é muito maior que no Norte. Lá tem menos doença renal? Claro que não. Lá tem menos vaga. Então, essas pessoas, infelizmente, não estão tendo a sorte de conseguir esse tratamento. E como eu falei para vocês, a gente já tem tratamentos que revertem essa situação. A gente tem, inclusive, disponíveis no SUS, dois deles. Os dois primeiros pilares, a gente tem disponíveis no SUS. O terceiro pilar, infelizmente, nesse ano, não foi incorporado. Uma grande tristeza para nós, mas não foi incorporada uma outra medicação que, agindo junto das outras, também retarda muito a progressão da doença renal. Então, hoje a gente tem quatro medicamentos, fora mudança do estilo de vida... E... Alguns medicamentos têm efeitos adversos, como por exemplo, o Captopril, o Losartan. Se utilizado junto com a Finerenona, a gente consegue controlar os efeitos colaterais com esse outro medicamento que já foi incorporado pelo Ministério da Saúde no ano passado. Então, uma das principais complicações, doença cardiovascular, AVC, infarto. Então, a gente está falando de tudo junto aqui. Aqui é um gráfico que mostra quanto mais vermelho, maior o risco das pessoas terem morte por todas as causas. Morte por causa cardiovascular, AVC, infarto, lesão renal aguda e perda dos rins indo para a diálise. Então, vocês estão vendo aqui, o G é o quanto o rim filtra. O A é quanto ele perde de proteína. Quanto mais proteína o rim perde, pior. Quanto mais perde função, pior. Então, a gente tem que olhar as duas coisas. Infelizmente, na atenção primária, não é coletado esse exame de albuminúria na urina, como deveria ser feito. Então, é muito importante que a gente coloque tudo junto no mesmo pacote de prevenção de diabetes, de hipertensão, esse exame de albuminúria que os médicos entendam na atenção primária, o quanto isso pode mudar completamente o paradigma da doença renal crônica. Só para vocês terem uma ideia, ali onde está circuladinho 103, vocês estão vendo? É um paciente que tem uma taxa de filtração acima de 60, é até razoável, mas ele tem muita perda de albumina. Se você ver na vertical, mais de 1 grama, mais de 1.000, seria uma perda muito grande de proteína. O que acontece? Essa pessoa tem 103 tickets. A mais. De passaporte para diálise. Então, esse gráfico aqui mostra o risco de perder os índices, mas a gente tem gráficos semelhantes de risco de infarto, de risco de AVC, de risco de morte por todas as causas. Então, veja quantos tickets as pessoas ganham de passaporte para essas complicações, se nada é feito. Então, as conclusões que a gente traz aqui hoje para a comissão. A doença renal crônica é um problema de saúde pública em nível mundial, por conta do seu risco de falência renal, morte prematura, doença cardiovascular, infarto e derrame. As novas terapias que mudam o curso da doença renal crônica têm surgido, mas elas precisam ser instituídas a tempo, antes que a doença evolua para um estágio mais grave. e a mortalidade é levada para vocês. É um tratamento caro, A mortalidade é elevadíssima e ele é insustentável do ponto de vista econômico e de meio ambiente, conforme vocês estão vendo na camiseta da nossa campanha do Dia Mundial do RIM. E, como conclusão, eu trago também que insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa... e esperar resultados diferentes. Dessa maneira, a gente não vai resolver o problema da crise humanitária, mais pessoas vão continuar morrendo, Brasil afora. A gente não pode contar com essa solução de diálise. A gente tem que agir antes, como a gente faz com o câncer. Muito obrigada. Obrigada.

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18 de mar, 15:07
#3
Transcrição por IA

Muito obrigado, parabenizar a doutora Isadora Cartache de Souza, diretora de políticas e associativas da Sociedade Brasileira de Neufrologia. E vamos contar muito com a Sociedade Brasileira e com a doutora Isadora. Nós estamos apresentando a Política Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Cuidado Integral da Doença Renal Crônica no SUS, E vamos querer as contribuições e sugestões em relação... aperfeiçoamento e mudanças no texto que é tão necessário e a prevenção, o diagnóstico precoce. e o tratamento adequado realmente é fundamental. Queria agradecer aqui a presença dos médicos, dos profissionais da área da saúde, psicólogos de Uberlândia. e de Minas Gerais, que estão numa grande mobilização, muito justa aqui em Brasília, né? Estão lutando para que não tenha aí... retrocessos em relação à política nacional de trânsito, então é um debate que realmente tem que ser feito. Nessa casa, está tendo inclusive audiência pública hoje no Plenário 14, e uma audiência com uma participação muito grande, não só dos profissionais brasileiros, de Uberlândia, médicos, psicólogos, da área da saúde, de Minas, mas de todo o Brasil. Então, o debate é muito importante, pode contar aí com o meu apoio e com a minha participação também, presidindo agora o seminário, mas vamos acompanhar de perto, pode contar 100% com o meu apoio, sejam muito bem-vindos aqui à Comissão de Combate ao Câncer, AVC, Doenças do Coração, e também à comissão que eu presido, que é a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, que todo mundo hoje depende do trânsito. Parabéns e estamos juntos. Queria agradecer também a presença do senhor Marcelo Reis, representando aqui a Santa Casa da cidade de Franca. Muito obrigado, Marcelo, pela presença. E também da Débora Oliveira, que é diretora de comunicação da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante. E passo a palavra à doutora Carmen Cristina Moura, que ela é coordenadora geral de atenção especializada do Ministério da Saúde, que vai participar de forma remota. Então, com a palavra, doutora Carmen Cristina. Boa tarde, senhor deputado, todos os presentes. É uma satisfação muito grande estar aqui nessa audiência de extrema importância. um debate muito... importante de todo o sistema de saúde. Eu não vou me alongar na fala sobre a doença renal em si, porque a A doutora Isadora foi muito... E... fez uma brilhante explanação sobre todas as... o cenário atual da doença renal crônica. Nós entendemos hoje que a doença renal crônica, ela deixou de ser apenas uma questão clínica mas ela é um desacio para sustentabilidade e discurso. Então, nós temos no Ministério da Saúde desenvolvido diversas ações para tanto prevenção das doenças renais, quanto para

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18 de mar, 15:21
#4
Coordenadora-Geral de Atenção Especializada do Ministério da Saúde - Ministério da Saúde Carmen Cristina Moura dos Santos
Carmen Cristina Moura dos Santos

Coordenadora-Geral de Atenção Especializada do Ministério da Saúde - Ministério da Saúde

Resumo Inteligente

A Coordenadora-Geral de Atenção Especializada do Ministério da Saúde destaca investimentos, políticas de prevenção e ampliação da diálise peritoneal e transplantes para fortalecer o enfrentamento da doença renal crônica no SUS.

0:006:32
18 de mar, 15:23
#5
Transcrição por IA

Doutora Carmen, nós gostaríamos de agradecer e dizer que é muito importante o reajuste da tabela. E outro ponto também, que é correlato, inclusive, não só aos pacientes oncológicos, mas renais crônicos também, que é a portaria da nutrição... nutricional especializada. A gente sabe que a cada R$ 1,00, cada dólar investido na nutrição especializada, economiza R$ 5,00. E a portaria já está pronta para ser publicada pelo Ministério da Saúde. É uma portaria muito importante, cumpre inclusive a determinação da Política Nacional de Enfrentamento ao Câncer, que foi aprovado por essa casa, que já é lei, que garante o ciclo completo para o paciente oncológico. fundamental que vai economizar recursos para o SUS. É menos prazo de internação, os leitos, enfim, da dignidade. A gente tem estudos aí que mostram que mais de 20% dos pacientes vem a falecer, um exemplo, em relação a um câncer, depois de fazer quimioterapia, radioterapia, de ter a remissão do câncer, às vezes morre por falta de nutrientes, falta de nutrição especializada. Então, essa é uma das portarias mais aguardadas, Carminho. Nós sabemos que você tem uma viagem marcada, mas se tivesse possibilidade, eu só queria te fazer essa pergunta, alguma previsão em relação à publicação dessa portaria, que eu acho que é uma das portarias agora mais importantes, o Ministério da Saúde tem atuado tanto, são várias portarias que estão sendo publicadas para cumprir a política nacional do câncer, mas essa portaria de forma específica da nutrição especializada, ela é muito importante para o país. Você tem alguma posição do Ministério, doutora Carne?

0:001:47
18 de mar, 15:29
#6
Coordenadora-Geral de Atenção Especializada do Ministério da Saúde - Ministério da Saúde Carmen Cristina Moura dos Santos
Carmen Cristina Moura dos Santos

Coordenadora-Geral de Atenção Especializada do Ministério da Saúde - Ministério da Saúde

Transcrição por IA

Sim, sim. Essa portaria está... em vias de uma definição, mais sobrestado por questões orçamentárias. Então, o senhor sabe que hoje os nossos orçamentos estão bastante... restritos mas a gente tem trabalhado para poder efetivar ela no sustento. Gostaria também de responder a sua pergunta sobre a habilitação do Hospital de João Pinheiro. vai sair sim, bem como mais de 48 hospitais serão, serviços serão habilitados. Então, eu quero já deixar aqui Essa informação, em primeira mão, do senhor deve ser publicada, a portaria, nos próximos dias de habilitação do hospital. Muito obrigado, doutora.

0:000:41
18 de mar, 15:31
#7
Transcrição por IA

Carmen, fica à vontade, aqui o doutor Alisson Coimbra aqui, que já vem... lutando já há tanto tempo, faz um trabalho belíssimo em João Pinheiro, e essa portaria realmente é muito aguardada, e esperamos o mais rápido possível a gente ter a portaria também da nutrição especializada. Queria agradecer aqui a presença da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Marília, está aqui José Luiz. Castro Velucci e também o Márcio Mielo. estão presentes. Muito obrigado pela presença. E agora... nós passamos a palavra a Fernanda Tapioca, nefrologista do Hospital pública de referência, Ana Nery, em Salvador, que vai participar de forma remota. Então, muito obrigado, doutora Fernanda, e fica à vontade. Obrigado.

0:000:52
18 de mar, 15:32
#8
Nefrologista do Hospital Público de Referência Ana Nery - Hospital Público de Referência Ana Nery Fernanda Pinheiro Martin Tapioca
Fernanda Pinheiro Martin Tapioca

Nefrologista do Hospital Público de Referência Ana Nery - Hospital Público de Referência Ana Nery

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Boa, boa tarde a todos. Boa tarde. Coloca aqui minha apresentação, só um minuto. Eu queria aproveitar... para agradecer essa oportunidade realmente falar de um tema como esse aquece o coração de nós nefrologistas, ter essa visibilidade para a doença renal crônica, os métodos de terapia renal substitutiva, para nós é muito importante dar voz aos nossos pacientes, dar voz à equipe que cuida desses pacientes. Vocês estão conseguindo ver minha apresentação? Sim, sim, está ok. Então, eu vou... Eu acho que eu fui muito feliz de vir depois da doutorizadora doutora Carmen, porque eu acabei pautando minha apresentação um pouco no que ambas já trouxeram. Então, hoje a gente tem um conceito da síndrome cardiovascular renal metabólica, porque a doença renal não vem sozinha. Ela vem no contexto de múltiplas comorbidades, especialmente diabetes, obesidade e hipertensão. Então, no Brasil e em todo o mundo, são essas as comorbidades que mais levam à insuficiência renal. A doutorizadora já trouxe, eu só queria reforçar que são 10% da população mundial pelo OMS com doença renal crônica, uma boa parte dessas pessoas desconhecem o fato de terem essa doença. Obrigado. ela nem é conhecida, muitas vezes a gente tem que dizer, não é um nefrologista que cuida dos rins, e essas campanhas e uma sessão como essa é muito importante para a gente aumentar a visibilidade de uma doença que é tão letal. Esse dado é dos Estados Unidos, então, são pacientes com doença renal num estágio moderado, da periculosidade, então a pessoa tem a doença, 16% da população americana, pelo dado que foi publicado em 2024, mas que fazia referência a 2023, 2022. Então, isso num país que, teoricamente, tem uma boa assistência primária em saúde, e mesmo assim a gente tem aí esses dados. Esse dado já foi apresentado de 172 mil pessoas em diálise. doutora Carmen, a evolução da diálise peritonial, eu pratico a diálise peritonial em consultório, eu posso dizer que eu sou peritonista, estou no comitê da diálise peritonial da Sociedade Brasileira de Nefrologia e para a gente foi uma grande conquista. porque são muitos pacientes e a previsão é de 50 mil pacientes a mais em diálise no Brasil a cada ano. Então a gente sabe que existe um limite da capacidade instalada dos serviços de saúde. E o que acontece depois que o paciente entra em diálise? Eu vou falar aqui um pouco mais da hemodiálise, porque mais de 80% dos pacientes brasileiros que estão em terapia renal substitutiva dialítica, eles estão em hemodiálise. A gente sabe, então, aí trazendo o dado, né? praticamente aí a maior parte dos doentes ele vai estar em centros do SUS, Então, o SUS é o grande financiador da terapia renal substitutiva. O privado praticamente não tem participação, a participação é muito frustra. Então, entender que é um volume grande, não só de dinheiro, como de energia, de capacitação, para que a gente tenha aí os centros de diálise em funcionamento. Tá? Então esse seria o centro privado, esse seria o centro do SUS e a gente entende que as diferenças existem, o que a gente precisa é prestar um serviço de boa qualidade para nossos pacientes. Eu queria trazer aqui o exemplo da Bahia, a Bahia é um estado grande de dimensões continentais como tantos outros que a gente tem no Brasil e esse é um trabalho publicado de 2009, onde foi visto seguido pacientes que entravam na emergência de um hospital de referência de Salvador, com necessidade de diálise de urgência. e que, como a doutora Isadora falou, eles tinham que sair do hospital para uma unidade de diálise para que pudessem ter alta. Então, no estado da Bahia, de acordo com esse estudo de 2009, a média de distância que um paciente tinha que se deslocar entre sua residência e a unidade de diálise era de 100 km. Obrigado. 5 a 7 horas de distância, fora as 4 horas de diálise, 3 vezes por semana, pelo menos. Então, isso daí é realmente uma queda de qualidade de vida, de autonomia, é realmente sair do seu trabalho e a gente precisa ver também esses custos indiretos que acometem o paciente. Obrigado. Esse mapa de calor mostra que normalmente a doença é insidiosa e progressiva. Há um tempo atrás, ela era dita como inexorável, mas depois de todas essas terapias que já foram aqui apresentadas, a gente viu nos últimos 10 anos um retardo da doença renal, que até então era dita como inexorável. Então, normalmente, se começa nos estágios iniciais até que você progrida para uma perda de função renal, um aumento da proteínura, e isso vai fazendo com que o rim pare de funcionar. E nosso grande desafio, qual que é? É tentar sair... daqui e não deixar chegar até aqui que seria já o tratamento de suporte seja ele transplante, diálise hipertonial ou hemodiálise. E como que a gente faz isso, né? Como é que a gente consegue retardar ou interromper essa progressão. Então já foi falado das drogas, dos pilares guiados por guidelines, então hoje a gente tem de forma irrefutável quais são as drogas que retardam ou interrompem, e algumas delas já estão disponíveis no SUS. E a gente tem aqui esse PCDT de 2024, que traz um grande guia de como a gente pode fazer para atenuar a progressão da doença renal crônica. Então, para além... das drogas, a gente poderia botar aqui metas. que é o que vem diante dessa referência. Seria o controle pressórico, o controle glicêmico, o controle lipídico, fora hábitos de vidas como redução da obesidade, perda de peso e uma vida mais saudável, exercício físico. Todo mundo conhece isso. Isso é de conhecimento público. Não precisa ser da área de saúde para saber. todo mundo tem esse conselho para dar. Por que é tão difícil, então? Por que a gente não consegue bater essas metas? Então, eu vou trazer um pouco da nossa experiência dentro do hospital de referência, é um hospital de alta complexidade em Salvador, somos referentes principalmente no tratamento das doenças cardiovasculares, e aí a nossa posição pelo SUS, pelo SIGTAP, em alguns tratamentos de doenças cardiovasculares, cirurgia cardíaca, adulto e pediátrico em especial, renal no Brasil, um longo caminho aí a Bahia percorreu até chegar a esse número de 300. Então, além dos pilares terapêuticos, eu quero reforçar aqui o que tem de equipe de saúde. A gente tem hoje um número de nefrologistas reduzido, insuficiente em boa parte das áreas do Brasil, tanto por falta de remuneração adequada, condição de trabalho. Então, esse dado aqui que eu estou mostrando é americano, mas no Brasil também ocorre. A gente tem um esvaziamento da residência de nefrologia. Isso acontece porque os pacientes são de alta complexidade e muitas vezes a gente não consegue fornecer para eles nem a terapia medicamentosa adequada e nem mesmo a vaga de diálise tão esperada para que eles saiam do hospital. E como que a gente consegue então manejar, especialmente aqui na experiência do meu centro? É a ação multidisciplinar. Então, como foi dito aqui a respeito da nutrição, eu traria ainda a enfermagem, serviço social, psicologia, qualquer paciente que tenha síndrome que eu acabei de mostrar, onde há obesidade, hipertensão, diabetes e doença renal crônica, é um paciente que sem sombra de dúvida precisa de um cuidado integrado, um cuidado olímpico. empoderada e presente dentro da linha de cuidado do paciente renal. Com certeza a gente ia ter médicos com um poder de inserção maior, a gente já sabe que isso faz total diferença no cuidado do doente, no transplante, na insuficiência cardíaca e na linha de cuidado na jornada do paciente renal crônico também. cuidado que pacientes de alta complexidade que precisam de um cuidado integrado eles precisam ser visto de forma holística e integrada como foi dito aqui do cuidado da assistência primária até o a clínica de hemodiálise o hospital de retaguarda e esses três serviços eles com certeza deveriam se comunicar porque muitas vezes até entre especialistas a gente tem dificuldade de comunicação então o que e esferas de cuidado trabalhando em conjunto, a gente vai conseguir combater essa grande síndrome, onde os pacientes estão em maior risco de morte de cérebro vascular, cardiovascular, inclusive de neoplasia. Essa figura é da mesma referência da American Heart Association, que é uma das maiores do mundo, e que no primeiro estágio ele coloca assim: esse tipo de doente precisa de um olhar integrado. O olhar multidisciplinar, então a gente precisa dos quatro pilares medicamentosos e para além disso a gente precisa do especialista e de sua equipe toda formada. Obrigado. E aí Por fim, eu gostaria de trazer aqui a importância da linha de cuidado e da jornada do paciente. A gente vem discutindo isso em várias patologias, tá? Eu vou trazer aqui na DRC, o doente, ele sai do hospital com uma doença grave que precisa de acompanhamento. de ato na alta, a gente tenta viabilizar com que ele pegue no SUS ou fazer um fornecimento de 30 dias até que ele volte para a sua consulta de retorno. Isso daí é feito de forma muito robusta e segura para que a gente tenha o medicamento certo para o paciente que realmente vai utilizar a medicação e o que a gente quer é impedir ou retardar a re-hospitalização e tem sido muito vitorioso. Gostaria de reforçar o quanto que eu acredito no SUS... do Brasil, em outros países da América Latina, a diálise sequer é financiada, né? Então, os pacientes, eles precisam, de fato, arcar e pagar pela terapia, e eu acho, então, que a gente tem aqui a faca e o queijo na mão para que a gente possa ter o cuidado integrado dos pacientes, vejo toda a disponibilidade, eu acho que está toda a sociedade andando para o mesmo lado da gente conseguir dar assistência a esse paciente, que amanhã ou depois, pela grande prevalência, ser um dos nossos queridos parentes. Então, só reforçando que pelo PCDT, as esferas de gestão da linha de cuidado do paciente, elas devem se comunicar. para que a gente possa manter o cuidado do doente. Obrigado. Por fim, Obrigado. O cuidado integral verdadeiro é você enxergar, além da doença, além da terapia medicamentosa, é o paciente ter de fato uma atenção integral. Muito obrigada pelo lugar de fala que vocês me deram. Está aqui o meu contato. Obrigada, boa tarde. Obrigado.

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18 de mar, 15:33
#9
Transcrição por IA

Obrigado. à doutora Fernanda Pinheiro, muito importante as contribuições, e passamos a palavra ao senhor Júlio Braga, representando o Departamento de Arte, A arterosclose. da SBC Sociedade Brasileira. Então, doutor Júlio, muito obrigado pela presença e pode ficar à vontade e aproveitando, agradecendo o vereador Arlindo Braz. de Lagoa Grande, inclusive Arlindo, está aqui presente o doutor Alisson, de João Pinheiro, e a sua cidade também é atendida, vai ser beneficiada com a publicação dessa portaria. Muito obrigado, vereador Arlindo Braz, de Lagoa Grande. Com a palavra, doutor Júlio, pode ficar à vontade, doutor Júlio.

0:000:48
18 de mar, 15:46
#10
Representante do Departamento de Arterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC - Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC Julio Braga
Julio Braga

Representante do Departamento de Arterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC - Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC

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Obrigado, deputado do Elito. Estou aqui fazendo a representação da Sociedade Brasileira de Cardiologia, que a gente tem muito em comum, né? Os nefrologistas são nossos parceiros do dia a dia. E vou falar aqui um pouquinho, foi pedido para falar um pouquinho sobre a doença renal crônica como um fator transversal de risco em doenças cardiovasculares. É o que eu vou focar na linha de cuidado, financiamento, qualificação dos registros. integração das políticas públicas. São vários temas, então não vou ser... leveando, tentando abordar todos em detalhes, vou falar rapidamente sobre a experiência que nós temos na Sociedade Brasileira de Cardiologia, que tem um comitê de qualidade assistencial na qual a gente faz essa interligação da sociedade com diversas outras entidades, o poder público, e vou apresentar aqui, chamando atenção, né, que eu não tenho conflito de interesse nessa apresentação. vou... inicialmente, falar um pouquinho da sociedade, né? Isso aqui representando a sociedade que tem 80 anos de idade, desde 1943, e hoje somos 15 mil associados. cardiologistas, a maioria dos associados, residentes, outros profissionais de saúde, E a sociedade tem o compromisso de incentivar o conhecimento, prevenção... diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares que estão fortemente interligadas, como eu vou mostrar, com as doenças Renaz. E para esse trabalho nós trabalhamos, campanhas educativas, e atividade de interlocução junto ao poder público, outras entidades e associações. E nesse trabalho de educação, a sociedade, chama a atenção. Nós temos um Congresso que tem... 9 mil participantes na última evento agora de 2025, né? Um congresso que é o maior da América Latina, na mesma especialidade, e é um exemplo aí de treinamento continuado, né? A sociedade aí com 15 mil participantes. associados, nós organizamos um congresso com 9 mil participantes presenciais e a forma de discutir esses temas e modificar condutas, estimular práticas nas diversos rincões aí do país. E além disso, até por conta da distância, quem não está... de forma presencial, nós fazemos a divulgação através desse portal da Universidade do Coração. São milhares de aulas em diferentes... Temas específicos da cardiologia, mas também na área da nefrologia, na área da hipertensão. Então, além da atividade presencial, temos essa capilaridade. E aqui, falando um pouquinho do cenário das doenças cardiovasculares no Brasil, eu vou fazer interligação com as doenças renais. Logo em seguida, não é? Então, são as principais causas de morte em todo o mundo. E no Brasil se estima que em torno de 400 mil pessoas morrem por alguma doença cardiovascular no Brasil. Doença cardiovascular, na maioria das vezes, mortes que podem ser prevenidas, né? Mortes prematuras, aquelas mortes abaixo de 70 anos de idade, pela definição da OMS. elas poderiam ser evitadas com o tratamento das causas, dos fatores de risco que são responsáveis por essas mortes. A maioria, 90% das causas de morte que a gente pode atuar e reverter, são conhecidas, bem estabelecidas, e esses 90% a gente vai chamar atenção um pouquinho mais adiante. E 80% das mortes por doenças cardiovasculares são decorrentes de infarto ou acidente vascular cerebral. É a grande maioria e também nessas... doenças específicas, dessas doenças cardiovasculares, infarto e AVC, a doença renal vem sempre associada, é um fator de risco que reconhecemos como independente. E nos scores de risco, nós tentamos sempre fazer a prevenção da doença, Mas esse nível de prevenção é tão mais rigoroso quanto maior o risco do paciente. Então, esse estudo, essa avaliação, esse score que foi... que a gente tradicionalmente avaliava o risco daquele paciente que é hipertenso, diabético, deslipidêmico, colesterol alto, tabagista, e que tenha uma idade mais avançada, esses fatores de risco atuavam e eram utilizados no cálculo do risco do paciente para nessas situações nós sermos mais agressivos no tratamento da hipertensão, no tratamento do diabetes, No encaminhamento para o especialista, no SUS, a gente sabe que a maioria dessas doenças são tratadas na atenção básica, Mas nos pacientes de maior risco é recomendável o encaminhamento para o especialista, tanto o nefrologista quanto o cardiologista. E o que é que há de novidade nesse... nesse score, nessa forma de avaliar o risco do paciente, é a utilização da função renal, da função renal como um fator de risco independente. para o risco desses pacientes. Então, a Sociedade Brasileira de Cardiologia passou a adotar oficialmente esse score, o Prevent Score, como uma ferramenta para estratificação de risco em adultos na faixa de 30 a 79 anos de idade. 30 a 80 anos de idade é um score bem validado e, por isso, utilizamos, além daqueles fatores de risco habituais, se os senhores... prestarem atenção, está incluído aqui um rinzinho, e a utilização de medicamentos, aquele paciente que tem utilização de antipertensivo e medicamento para o colesterol, ele tem mais risco se a pressão dele for medida, estiver elevado, o colesterol persistir alto a partir de medicamentos, então, existem formas de a gente estimar o risco, e a partir daí, aqui você vai ver se aqui embaixo o ACR é avaliação, da relação... albumina creatinina urinária, que é indicada em alguns subgrupos de pacientes que tenham diabetes, hipertensão, e que também tem relação com a função renal alterada. Então, essa integração da função renal mostra a importância de nós avaliarmos um paciente como um todo e a interação que existe entre função renal e risco. E aqui é basicamente, existe disponível em... online, esse score de risco, a gente consegue ver aqui primeiro homem e mulher, a idade, pressão arterial, colesterol, a função renal aqui foi incorporada nessa avaliação de risco, a presença ou não de diabetes e tabagismo. E aqui, utilização ou não de medicamentos para o colesterol. E no final, aqui a gente já vê a função renal aqui, já colocada como um fator de risco independente. E, além disso, para alguns pacientes, a utilização da relação albumina-creatinina urinária, que está aqui embaixo à esquerda, o controle do diabetes, a hemoglobina glicada, E aqui o endereço, a questão social do local onde o paciente se origina. Nos Estados Unidos é utilizado dessa forma que a gente não tem essa codificação para aumentar o risco ou não daquele paciente que tenha... para morar em um local de mais pobreza, mais dificuldade de acesso, mais violência. Então, isso aqui é basicamente o score que a gente utiliza e que a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda atualmente para estimar o risco do paciente e para, a partir daí, termos uma abordagem mais agressiva. A doença renal crônica, ela ajuda, ajuda-nos a estimar o risco do paciente porque já se sabia que ela está associada a fatores tradicionais, quem tem doença renal crônica, e doença cardíaca tem em comum isso aí, hipertensão, diabetes mellitus, deslipidemia, obesidade, tabagismo e envelhecimento são comuns, mas alguns específicos da doença renal crônica vem associar maior risco ao paciente, a presença de inflamação, anemia, deficiência de ferro, toxinas urêmicas, de submineral e ósseo com calcificação vascular, E outras situações, né, em que levam a remodelamento miocárdico, arritmias que causam morte súbita em aproximadamente metade dos pacientes em diálise, por arritmias cardíacas. Então, estão fortemente associadas as doenças cardíacas e as doenças renais, e o paciente renal é um paciente de maior risco e, por isso, necessitando de melhor atenção. E aqui uma abordagem aí, apenas para exemplificar o papel... E que eu acho que é importante as sociedades de especialidades, os órgãos públicos, levarem atenção nisso aqui. O principal tema, que nos envolvemos recentemente com o Ministério da Saúde, foi uma oficina de redução da mortalidade por infarto no Brasil. que é uma grande causa de morte, né? Como a gente viu, metade, quase a metade das mortes cardiovasculares são por infarto, em torno de 40%, e os outros 40% acidente vascular cerebral, e é essencial essa interação. E nessa oficina nós chamamos atenção para a queda na letalidade e mortalidade padronizada por infarto. Então a assistência consegue reduzir um pouco, mas com o aumento da idade da população, vem aumentando a incidência dessas complicações, que são reduzidas com assistência estruturada. Há melhores indicadores naqueles locais, serviços de saúde que tratam melhor o paciente. consegue melhor resultados e é importante incentivar a qualificação dos serviços. Serviços qualificados precisam ser incentivados e quem não é qualificado precisa ser incentivado a se qualificar. Um incentivo financeiro é o principal, o maior motor em muitas situações, então é necessário a qualificação de serviços. A SBC, inclusive, propôs esse incentivo à qualificação dos serviços de cardiologia, da mesma forma que os serviços de nefrologia merecem esses incentivos, E a SBC... A gente sugeriu nesse evento, é importante a gente ter qualidade mínima na assistência dos serviços. Na área da cardiologia, a gente propôs que fosse isso mínimo a ser utilizado. Não é possível a unidade de pronto atendimento funcionar sem ECG. imediato, sem ter troponina, sem ter trombolíticos, então, para habilitação de uma UPA, nós estamos propondo que o Ministério coloque isso como uma regra. A UPA precisa ter a CG com o Troponina e contronbolítico, precisamos ter dados objetivos e cobrar... dos serviços a qualidade na assistência. E é importante também a questão das estatísticas de saúde no Brasil. Os bancos de dados são muito limitados, o SISAB tem subregistro em completude no preenchimento dos dados, na atenção básica, então, um registro pouco qualificado, o sistema de mortalidade, de formação de mortalidade, muita morte mal definida, então precisa imputar, O sistema de informação hospitalar tem muita imprecisão nos dados, incluindo mortes fora de hospital, para acompanharmos a incidência de eventos. A Pesquisa Nacional de Saúde, que são autorreferências a doenças pelos pacientes, estimativas populacionais oficiais também, até isso falhou em 2022, a população do Brasil caiu em 7% do estimado. E o principal dado que utilizamos hoje em dia... É um estudo internacional, né? Esse Instituto for Health Metrics and Evaluation da Universidade de Washington é quem tem os dados, que tentam pegar os dados dos países em diversas situações para obter dados mais confiáveis. Então, o Brasil também é um desses... Países onde os dados são pouco confiáveis e merecem essa qualificação dos dados e, inclusive, incentivam a melhoria dessa qualificação. E para finalizar, uma mensagem final, o risco cardiovascular, que é a principal causa de morte na população brasileira, está aumentado quando associada à doença renal crônica e por isso a prevenção, da doença renal crônica, vai estar associado à prevenção de risco cardiovascular. E a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda estimar esse risco do paciente utilizando o Prevent Score, que tem o componente de doença renal associado. É o score mais acurado atualmente em uso e por isso a gente precisa trabalhar junto com os nefrologistas. E para esses pacientes que têm o maior risco, é essencial estratégias de prevenção mais rigorosas. E o que é que seria mais rigoroso? São basicamente as mesmas situações do renal, do cardiopata, hipertensão, com tratamento mais rigoroso naquele paciente maior risco, diabetes, tratamento mais rigoroso nos pacientes de maior risco, tratar o colesterol mais agressivamente e os outros fatores de risco. E aqui eu chamo a atenção para finalizar com esses últimos tópicos, que é... Atenção básica fazendo o seu papel no encaminhamento dos pacientes com risco mais elevado para os especialistas. Então, é essencial monitorar e garantir esse acesso. Simplesmente a gente sabe que na linha de cuidado coloca lá encaminhar para o especialista e que na prática muitas vezes isso não é obtido. Então isso precisa ser monitorado, esse acesso, e incentivado quando houver o acesso ao especialista nefrologista, especialista cardiologista, porque não basta constar apenas na linha de cuidado. Disponibilizar exames. Então, essa relação albumina-creatinina, microalbuminúria, isso precisa estar disponível em todos os grandes hospitais do país. Não é possível uma cidade... de médio porte, não ter disponível isso como regra. Então, o SUS precisa... a avançar nessa área, disponibilizar, como eu chamei a atenção, é importante para estimar o risco do paciente, então precisa ser disponibilizado de forma ampla para o paciente, o paciente carente, o paciente pobre, o paciente que mora distante, ele não consegue disponibilizar, ter acesso a esse exame na rede SUS. Isso precisa ser expandido. E, por último, facilitar as terapias. A gente tem, principalmente para esse paciente mais carente, uma dificuldade enorme de disponibilizar medicamentos especiais para esses pacientes de maior risco, há muita burocracia no preenchimento, é... É surreal o SUS, o Ministério da Saúde, ainda não ter colocado um sistema em que possa ser preenchido de forma automatizada, uma forma facilitada, que evite os erros, o paciente tentar pegar o medicamento, não conseguir, não dispensar. E isso é o básico, isso são terapias já aprovadas pelo Ministério da Saúde. Então, isso precisa ser facilitado e eu agradeço a participação nesse evento e a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Está sempre à disposição aí dos senhores e convidamos aí a todos para o Congresso Mundial de Cardiologia, que vai ser... esse ano, no Rio de Janeiro. Muito obrigado. doutor Júlio Braga,

0:0016:07
18 de mar, 15:47
#11
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Muito obrigado à Sociedade Brasileira de Cardiologia, muito obrigado pelas contribuições. E o Dr. Júlio colocou pontos aqui muito importantes, foi colocado pela Dra. Isabela, Dra. Almeida, Isadora, a doutora Fernanda, também, que é em relação à capacitação. A gente tem que capacitar, preparar. Estava conversando com o doutor Alisson, ele estava até rascunhando aqui. Nós temos 49 mil unidades básicas de saúde, mais de 11 mil policlínicas, a gente tem que preparar os profissionais da atenção profissional, básica, para realmente ficarem atentos à prevenção, ao diagnóstico precoce. E isso com certeza vai salvar e salvar muitas, muitas vidas. Então concordamos plenamente, viu, doutor Júlio, e passamos a palavra ao doutor Eduardo Valadares de Brito, que está representando aqui a Defensoria Pública da União. Obrigado.

0:000:58
18 de mar, 16:03
#12
Defensor Público - Defensoria Pública da União - DPU Eduardo Valadares de Brito
Eduardo Valadares de Brito

Defensor Público - Defensoria Pública da União - DPU

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Boa tarde, eu queria agradecer ao... deputado o Elton Prado. ao convite. O deputado Wellington Prado sempre teve essa pauta na agenda dele da saúde, uma pauta importantíssima. e quero agradecer mais uma vez e dizer aqui, deputado, que a Defensoria está sempre aí, é parceira nessa pauta. até porque é um dos deveres institucionais nossos. Eu vou contextualizar um pouco, bem rapidamente também, para não me alongar. O que a Defensoria Pública está fazendo aqui O que ela faz, como ela ajuda na construção dessa política pública A Defensoria Pública da União tem, juntamente com as Defensorias Públicas do Estado, o dever de... tutelar os direitos humanos. Dentre os direitos humanos a gente encontra o direito à saúde. na Constituição ele é bem... balizado ali, bem... exposto de forma expressa que o Estado tem esse dever de prestar essa... É... Esse direito a todo cidadão O direito à saúde é um direito de segunda geração dentro dos direitos fundamentais e sendo um direito fundamental de segunda geração, é um direito que exige uma prestação positiva do Estado, que é isso. Ele exige que o Estado... alguma coisa para... efetivar esse direito. E aí é que entra o grande problema, entra dinheiro para ser seu... o direito de ser efetivado e aí entra as questões políticas de agenda e de como alocar o orçamento. E... E por isso a gente sempre tem debate, porque o cobertor sempre é curto em relação a isso. É... A gente encontra dilemas diários na Defensoria Pública da União porque a gente é a porta de acesso do cidadão para direitos que não estão sendo cumpridos. O doutor Júlio agora falou, agora há pouco, muito bem da burocracia para... coisas básicas para remédios de atenção primária e básico. que muitas vezes não são fornecidos e a gente às vezes tem que judicializar isso. e fazer com que o Estado cumpra isso de uma forma ou de outra, ou também, às vezes... pacientes urgentes que não têm É... não tem uma assistência imediata, então a gente sempre atua nessas situações. É... Eu vou falar também agora de um tema que a gente atuou agora há pouco. que é muito ligado. Eu trouxe até um discurso aqui, mas não vou seguir nada disso, é a terceira ou quarta vez que eu que eu venho nas comissões e não sigo nada dos discursos depois que eu escuto os... os técnicos falarem, os profissionais da saúde me lembram aquelas professoras do... mais carrasco do... do ensino primário, a gente sempre tem uma professora que no começo do ano ele ele colocava para a gente as piores notas para ver se no final do ano a gente melhorava. Então, eles são mais... Eu já estou... mais ou menos acostumado com com com as falas dele. Eu acho que a medicina evoluiu bastante e a gente tem soluções para diversos problemas que antes graves eram continuam sendo. Mas o... Eu acho que para dar uma voz de esperança, a gente sempre tem um tratamento. Óbvio que isso aí é individualizado, a medicina é individualizada, mas sempre tem um tratamento a... à disposição que pode dar esperança e é isso que move os nossos As pessoas, o nosso assistido, o assistido são aqueles que estão lá com a gente. É... A gente, na população brasileira hoje, a gente tem um número que... mostra que a gente está envelhecendo, então a gente vai se deparar cada vez mais com doenças crônicas. A gente tem um número de natalidade, um número da taxa de natalidade de filhos por mulher. que hoje é de 1,6. Para a gente repor a população para repor sem ficar com déficit nem... Nem... vamos chamar assim, a gente precisaria de 2.1%. Então, a nossa pirâmide que antes era... era uma pirâmide de base larga, Ela hoje está com... A gente tem outro desenho como se fosse um vaso. Então, hoje a gente tem muitos adultos, uma base bem menor de crianças e uma base também mais ou menos crescente, mais próxima dos adultos de idosos. Em pouco tempo a gente vai estar encarando Um Brasil que vai ter... que dá muita atenção a doenças crônicas. a gente tem Antes, antigamente, a gente tratava muitas doenças infecciosas, hoje a gente ainda trata, e é um desafio de um país subdesenvolvido, mas as doenças crônicas é uma tendência e isso a gente tem que se antecipar, porque... tudo que... que a gente estuda, tudo que a gente dentro de uma política pública tem que ser antecipado. E é nesse contexto... que é trazido essa pauta aqui hoje, de se antecipar, de prevenir, esse problema. tudo isso perpassa não só por uma uma questão técnica, mas por uma questão também educacional e de campanhas de conscientização. A DPU atua nesse sentido também. porque atuar é repressivamente ou num momento posterior é muito pior do que atuar preventivamente. a... campanhas de conscientização em relação a direito de saúde é algo essencial Porque a ignorância custa caro. E aqui a gente tem um fator... comum. com os profissionais da saúde é que a gente leva educação e direitos para a população. que às vezes nos recebe e falam o seguinte, falam: "Doutor, eu não sabia nem que isso existia". Então... eu tenho me deparado em muitos casos e muitas conversas com técnicos em que É... é referenciado que o paciente não sabe nem que existe a doença. nem que aquele tipo de de doença poderia acometer ele por N fatores até a ausência de sintomas. A gente também se depara com isso. isso perpassa por uma questão de campanha educacional, uma campanha preventiva, E... Isso é comum também quando se refere a direitos. Por fim, presidente, eu não vou me alongar na fala, Eu queria novamente agradecer aos profissionais de saúde pela disponibilidade. falar novamente que a prevenção é essencial é a dados também que na na própria no próprio saneamento quando a gente investe um real Em saneamento, a gente tem uma economia de R$ 4,00. dentro do sistema de saúde pública. A gente tem que antecipar, tem que se antecipar nesses movimentos. É... porque a prevenção sempre é o melhor remédio nesses casos. E... E por fim eu vou falar do tema 1316, que foi um tema que a gente atuou agora há pouco e também está muito ligado à saúde também, que é o... a questão do O tema 1316 é do STJ. Foi um recurso especial em que a gente atuou em conjuntamente, com outras entidades que tratam da bomba de insulina, do fornecimento da bomba de insulina. E a gente trazia dados lá também... que as complicações do diabetes, da... da patologia são muito mais caras do que o tratamento em si preventivo, e no caso os planos de saúde estavam É... insistindo na tese de que eles não eram obrigados a fornecer esse tratamento mas o STG fixou o entendimento que são, mas contraditoriamente, A gente... colocou um dado no processo, pegou um dado no processo, que é muito mais caro você tratar um paciente. que está em transplante que está com complicações da doença do diabetes, do que você... fornecer essa própria bomba de insulina. Claro que aí, tecnicamente, eu não... não me aventuro falar, mas são para poucos pacientes, é uma uma tecnologia de ponta e que é 40 vezes mais precisa do que uma aplicação de caneta de insulina comum. Mas também tem que ter uma indicação prévia e etc. Nesse contexto, também a gente observa que a prevenção... era não só benéfica não só dava qualidade de vida ao paciente, não só... prevenia, como também evitava... complicações e custos e e complicações que gerassem sequelas permanentes. Enfim. A Defensoria Pública da União trabalha de forma transversal nessas temáticas de direitos humanos. O direito da saúde é uma delas. É... E a gente permanece à disposição aqui, deputado, para a construção de... qualquer pauta que esteja ligada ao direito à saúde e possa beneficiar a população. Obrigado.

0:009:52
18 de mar, 16:04
#13
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Nosso agradecimento sempre à Defensoria Pública da União, que é o doutor Eduardo Valadares de Brito. Uma preocupação que nós temos, doutor Eduardo, é justamente o sofrimento, principalmente aquelas pessoas que têm que fazer a diálise às 100, 200 quilômetros. Nós sabemos que tem a portaria do Ministério da Saúde, que deveria estar em torno de 25 quilômetros a diária espiritual e hoje não representa nem 5%, 4,45% do tratamento renal. Então, das grandes preocupações que nós temos, garantir que esses índices que estão estabelecidos na portaria sejam respeitados. Então, nós temos que ampliar e é um dos objetivos hoje, inclusive, desse seminário. Queria agradecer mais uma vez o doutor Eduardo e passamos a palavra... A Vanessa Pirolo. que representa a sociedade civil. Então, com a palavra, Vanessa, muito obrigado pela sua participação.

0:001:05
18 de mar, 16:13
#14
Presidente do Vozes do Advocacy - Vozes do Advocacy Vanessa Pirolo
Vanessa Pirolo

Presidente do Vozes do Advocacy - Vozes do Advocacy

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Boa tarde, super prazer estar aqui com vocês. O deputado Wellington, a gente teve um desencontro duas semanas atrás, eu mandava mensagem, ele não podia falar comigo, eu não podia falar com ele, então a gente ficou trocando mensagem, mas agora a gente está aqui presente, conversando, e espero também ter uma oportunidade no próximo momento. A doutora Ana Patrícia nos representou junto da bomba de insulina nessa audiência do Superior Tribunal de Justiça, então eu fiquei muito contente porque a sociedade civil estava representada pelo Vozes do Advocacy, e foi tão importante porque essa questão da mudança de nomenclatura e a questão da categorização com relação ao acesso de bomba de insulina junto da ANS, principalmente para crianças e adolescentes que têm tanta avaliação de glicemia, e a gente ficou muito contente com isso. Aqui, eu estou em Porto Alegre, estava a manhã inteira com a Carmen Moura, nós fizemos um evento aqui em Porto Alegre, por isso que agora ela está retornando para Brasília, nós conversamos bastante, então foi muito importante, acho que a Carmen não está aqui presente, porque o voo dela seria 4h30 da tarde. também dados que a gente eu quero reforçar o que ela falou quero agradecer também a participação de todos os meus as pessoas que me antecederam a Isadora Júlio a Carmen Fernanda e a esse espaço é super importante para gente entender um pouquinho o que está acontecendo esse nós fizemos aqui uma pesquisa há dois anos atrás e percebemos desafios muito grandes e eu vou sentar um pouquinho em São Paulo para vocês entenderem como é que está a questão da doença renal crônica, inclusive em São Paulo. municipal e estadual então nós falamos em todas as esferas e também conversamos com a questão do poder legislativo porque a gente precisa trabalhar com projetos de lei nós precisamos trabalhar com políticas que melhorem o acesso da pessoa ao controle do diabetes a obesidade e como as complicações de todas essas condições então aqui estão representadas essas organizações próximo slide por favor Então aqui a nossa missão é representar esses pacientes, essas pessoas com as causas do diabetes, da obesidade, das complicações e para promover os diálogos com todos os poderes, fazer a fiscalização, as campanhas, pesquisas, porque a gente precisa envolver realmente a sociedade civil com relação a todas essas questões. milhões de pessoas com obesidade no Nós precisamos prevenir as complicações do diabetes, a gente precisa aderir ao programa, então a gente veio aqui para Porto Alegre, inclusive, para discutir essa questão. Amanhã a gente tem, inclusive, uma audiência pública em São Paulo para falar também sobre a questão renal. A gente vai para Recife no dia 30 também para falar na LEP sobre a questão renal e a gente finaliza no Rio de Janeiro no dia 31. Então, esse é muito trabalho é um mês que a gente tem uma sensibilização da população sobre a questão renal e inclusive os nossos gestores também então a gente precisa trabalhar nesse sentido próximo slide por favor então nós fizemos uma pesquisa no retrasado entrevistamos 1843 pessoas com diabetes em todo o elas têm. Então, para a gente só destacar aqui a questão das doenças cardiovasculares, então 25% das pessoas que têm diabetes têm doenças cardiovasculares, a questão de 10% tem alteração renal, então hoje a gente não está utilizando mais a questão da nefropatia diabética, mas naquela época a gente ainda estava utilizando, e aí problemas de visão, problemas sexuais, em relação ao diabetes, que faz com que a pessoa tenha uma complicação maior, além de amputação e neuropatia diabética. Próximo slide, por favor. E aí a gente tem aqui a questão que a Isadora falou bastante sobre a crise da saúde renal também do SUS. Então, a gente conversou com a Carmen Moura hoje pela manhã sobre isso, em 2024 foram realizados mais de 17 milhões de procedimentos em doença renal. e aí a gente percebe que o gasto foi de mais de 4 bilhões, hoje ela comentou que foram 4,7 bilhões de reais com a questão de diálise. Então a gente precisa reverter essa questão, a gente precisa trabalhar a prevenção dessas doenças e ao mesmo tempo aquelas que já têm a condição e que precisam da hemodiálise, publicou recentemente que esse gasto já está chegando a 7 bilhões de reais ao ano. Então, está gastando cada vez mais, cada vez mais o número de pessoas que estão, o sistema daqui a pouco não vai conseguir absorver esse número de pessoas, e aí ele vai acabar colapsando em algum momento, por isso que nós precisamos trabalhar a questão da prevenção dessas complicações, e uma coisa que a gente precisa chamar muito atenção é a questão do diagnóstico precoce. Próximo slide, por favor. Então, aqui a gente percebe que a questão que a doutora Carmen Moura comentou, que vai sair agora uma portaria que vai atualizar a questão da tabela do SUS, é super importante, porque a gente sabe que tiveram muitas clínicas de diálise que tiveram que fechar, e a gente acredita que agora, com a questão da atualização dessa tabela, esses incentivos que muitos estados acabam fazendo para conseguir suportar esses pacientes que tem, a questão da doença renal e que precisa da terapia substitutiva renal substitutiva que eles continuem ajudando nesse sentido e possam realmente atualizar essa tabela e os procedimentos para que essas pessoas sejam realmente absorvidas e que sejam bem cuidadas e tenham esse tratamento digno não precisando se internar em hospitais esperando por vagas para conseguir fazer a hemodiálise isso é muito acima do esperado e a gente acredita que isso aconteça agora com a atualização dessa tabela. Próximo slide, por favor. Tchau. Então a gente percebe que a questão dessa crise tem impactado também os cofres dos estados, como a gente já havia comentado, então existe uma questão da hemodiálise, da diálise peritonial que no estado de São Paulo eles precisam complementar, isso também acontece no estado de Santa Catarina, a diálise peritoneal ou a hemodiálise. Próximo slide, por favor. Então, aqui a gente precisa também, uma coisa que ficou muito claro para a gente, é que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, falou insistentemente que as pessoas agora teriam direito a realizar todos os procedimentos, os exames e as consultas no sistema privado, mas até agora a gente percebeu que não avançou significativamente. da história do sistema privado com sistema público de saúde e aí a gente percebeu que o achando Padilha conseguiu fazer só pequenos movimentos com a saúde suplementar para conseguir absorver as pessoas que estão esperando e as filas de acesso ao nefrologista estão imensas nós sabemos muito bem sobre isso próximo slide por favor Então a gente sabe que além da questão da doença renal, existe a questão das complicações cardiovasculares que estão totalmente ligadas. Então existe o infarto, insuficiência cardíaca, fibrilação arterial, dentre outras complicações. E isso a gente tem um gasto de mais de 56 bilhões de reais ao ano. Próximo slide, por favor. 788 pacientes receberam hemodiálise financiada pelo SUS em 2024. Então, a gente sabe que 59 dos pacientes foram submetidos à diálise e conseguiram, porque eles estão localizados em regiões urbanas. A gente sabe, por exemplo, nós estivemos no Amazonas no ano passado duas vezes e percebemos o quanto é difícil ter acesso à hemodiálise e à diálise peritonial, que boa parte da população do Amazonas para conseguir ter acesso à diálise precisa ficar concentrada em Manaus. Se não fica em Manaus, a pessoa não tem acesso. Então, a gente precisa realmente trabalhar a prevenção, porque a gente sabe que os gastos não têm como abrir clínicas em todos os municípios brasileiros para fazer a hemodiálise ou a diálise peritonial. para que consiga, inclusive, ter acesso a essa terapêutica e consiga sobreviver. Então, a gente percebe que o SUS gasta muito também com relação ao deslocamento da população para conseguir fazer hemodiálise. São de 20 a 64 quilômetros de distância que muitas pessoas precisam percorrer três vezes por semana para conseguir ter acesso. esses gastos que a gente comentou, existem os gastos que são paralelos, são gastos indiretos, ou seja, são gastos com a improdutividade dessas pessoas, porque essas pessoas não conseguem trabalhar, essas pessoas inclusive não remuneram, não existe a remuneração na questão do imposto, não pagam impostos também, então existe um gasto muito maior do que a gente está comentando, da Saúde pelo Ministério da Saúde mas os gastos indiretos são muito maiores que esses então a gente precisa reverter essa questão e aí foi comentado essa questão da diferença que existem de acesso muitas vezes na região Sul e Sudeste quando a gente compara principalmente com a região Norte do nosso país Próximo slide, por favor. Obrigado. Então, aí a gente tem, inclusive, por causa disso, várias publicações dos meios de comunicação falando sobre isso. Então, a questão da remuneração, pessoas que se deslocam entre estados para conseguir ter acesso à hemodiálise. E aí, por quê? Porque existem muitos vazios assistenciais em muitos locais brasileiros. que são poucos, aqui não tem, a doutora Carmen Moura comentou que as OCIs vão ser feitas agora, vai sair essa portaria e as OCIs vão começar a entrar no nosso país para ajudar os municípios e estados com relação à hemodiálise, à diálise peritonial, que a gente achou que vai ser um avanço muito importante de qualquer jeito é uma forma de remunerar melhor as nossas cidades para que eles consigam preencher boa parte desses vazios existenciais já que a gente percebeu que no Rio Grande do Sul infelizmente existe um problema muito sério aqui com relação a creatinina e albuminúria então nós percebemos que muitas regiões aqui do estado inclusive a Uruguaiana é uma região que não tem acesso a creatinina e albuminúria e aqui isso é quando a gente faz uma análise se compara com o número de hospitalizações internações porque tem menos coleta ou não tem coleta de creatinina e albuminúria da população. Quando você compara por exemplo com a região de Caxias do Sul que consegue dar conta de toda a população e aí reverte em menos hospitalização e menos internação. Próximo slide por favor. Obrigado. Então, a gente já tem aqui, nós fizemos uma coleta por via lei de acesso à informação pelo Ministério da Saúde, e nós percebemos hoje a fila de espera no CISREG, que é a principal fila do Ministério da Saúde. E eles deixaram aqui muito claro o número de pessoas que esperam por ter acesso ao médico nefrologista em cada estado brasileiro. pessoas esperam para ter acesso ao nefrologista. Nós podemos olhar os outros estados não estão tão diferentes disso, mas nós percebemos inclusive Santa Catarina, mais de 8 mil pessoas estão esperando ter acesso ao nefrologista. Então a gente só não sabe, porque o Ministério não respondeu, quanto tempo eles esperam nessa fila. E eu presumo que seja mais de um ano para ter acesso ao nefrologista no nosso país. Próximo slide, por favor. Obrigado. E aqui a gente deixa muito claro que, por exemplo, o estado de São Paulo, o tratamento cardiovascular vindo do diabetes, é gasto quase um bilhão de reais ao ano com doenças cardiovasculares vindas do diabetes. Próximo slide, por favor. A gente também tem o mesmo valor para a hemodiálise no estado de São Paulo. Então, aqui a gente vê tabelas, a gente pediu via lei de acesso à informação para a gente conseguir ter acesso. Então, são todos os procedimentos ligados com a parte de nefro. Próximo slide, por favor. Então, as soluções que a gente propõe, que a gente gostaria muito, que a gente foi proposto hoje junto do Ministério da Saúde, a gente precisa de uma atualização do protocolo de doença renal crônica, ele foi feito em 2023, e a gente sabe que a gente precisa ter essa atualização, porque tem medicação lá que não foi inserida. psicologistas? Então, será que, como é que está a questão da teleconsulta? Então, hoje o Ministério da Saúde nos falou num evento que eles estão investindo na parte de teleconsulta, mas a gente precisa capacitar essa atenção primária para que a gente não ouça absurdos do tipo, a pessoa fica circulando de uma unidade para outra e demorando mais de três meses, ela faz o exame e depois não consegue retornar o especialista, por quê? fila e ela ficar três, quatro, cinco meses, quando volta com o exame e mostra aquele exame, já está totalmente desatualizado, e aí o profissional vai fazer o que com isso? Então a gente precisa, e aí a gente pediu hoje para a Carmen Moura aqui a questão de se tornar obrigatório os testes de creatinina e albuminúria, quando tiver o diagnóstico de diabetes, obesidade e hipertensão arterial, então a gente Ministério da Saúde, nós fizemos já dois fóruns sobre a parte de nefro, nós percebemos que eles já fizeram avanços significativos com relação a colocar a creatinina e a albuminúria como marcadores para as pessoas receberem um valor do Ministério da Saúde para poder fazer esses exames. Esses exames são muito baratos, eles custam 1,80, 2 reais e precisa dar para essas pessoas que têm esses diagnósticos, então precisa capacitar a atenção primária para isso. porque quanto antes que souber que tenha a questão da alteração renal, hoje existem cinco medicamentos antes de chegar na hemodiálise, e para isso a gente precisa sensibilizar esses gestores, essa atenção primária, que daria para se gastar bem menos se pudesse fazer esse diagnóstico precoce. Então, por isso que hoje nós temos no SUS medicações para isso, passado, infelizmente, nós tivemos o declínio junto da Conitec, da incorporação da filinenona, que é um outro medicamento que associado poderia ajudar bastante em retardar essa questão do progresso da doença renal para fazer a hemodiálise. Então, é uma coisa que a gente precisa sensibilizar as pessoas e, ao mesmo tempo, eu conversei com a Carmen Moura hoje de manhã sobre um programa de educação de pessoas com diabetes. um farmacêutico que pudesse olhar as glicemias dessa população e pudesse indicar aquilo que precisa ser, para aquela taxa que está errada, que precisa melhorar, para que ele converse com o seu médico, tome a melhor decisão, porque é uma forma também de prevenção. Então, são dados importantes que a gente trouxe, está trazendo aqui para vocês hoje, todos os eventos que a gente tiver a partir de agora, amanhã, em Recife, no Rio de Janeiro, e a gente agradece a participação, próximo slide, eu deixo também aqui todos os meus contatos, eu gostaria que todo mundo pudesse seguir a gente no Vozes da Adfocase, próximo slide, e a gente agradece a participação e o espaço que o deputado Wellington disponibilizou para a gente. Muito obrigada.

0:0019:58
18 de mar, 16:15
#15
Transcrição por IA

Nós que agradecemos, muito importante as contribuições, temos muito, muito... que avançar e o reajuste da tabela até que enfim, depois de muita luta, o reajuste, muitas clínicas, infelizmente, já não tinham mais possibilidade de funcionar, com o preço da tabela muito abaixo e agora, nas próximas semanas, nós vamos ter um posicionamento favorável de um reajuste realmente tão esperado e necessário. Passa a palavra agora ao Alisson Coimbra, que é médico nefrologista da cidade de João Pinheiro. Muito obrigado pela presença, Alisson. E até que enfim nós vamos conseguir a publicação da nossa portaria para a habilitação, para atender a nefrologia, a hemodiálise em João Pinheiro e na região que é uma luta antiga. Te cumprimentar, parabenizar que o Alisson não desistiu durante nenhum momento. que eu estou acompanhando e cobrando, inclusive a pedido do Jefferson Sputnik, que trabalha com a gente, faz um trabalho brilhante em João Pinheiro. Então, muito obrigado pela presença e pela participação. Fique à vontade. Sim.

0:001:15
18 de mar, 16:35
#16
Médico Nefrologista  - João Pinheiro/MG Alyson Coimbra
Alyson Coimbra

Médico Nefrologista - João Pinheiro/MG

Transcrição por IA

Boa tarde, obrigado. Boa tarde a todos. Hoje nós tivemos um grande dia, um dia de discutir a saúde renal. Mais cedo, no plenário... onde falamos sobre os desafios do Dia Mundial do Rim. E agora aqui nesse seminário nós estamos utilizando da experiência de várias pessoas, ministérios, sociedades organizadas, para buscarmos essa nova política nacional... da Saúde Renal. Parabenizo o senhor, deputado, por essa frente. Tenho certeza que em suas mãos esse projeto de lei vai ser um grande marco O senhor é sempre um balizador e um guardião da saúde e os pacientes renais precisam. Meu pai fez hemodiálise por oito anos, ele foi recolhido agora, por Deus, em janeiro, e essa terapia renal substitutiva foi responsável pela sobrevida. E hoje, nós lá no município de João Pinheiro, estamos em uma gestão que, a partir de agora, vai levar... a nefrologia às... a população que está na zona rural. Nossa cidade é o maior município em área territorial em Minas Gerais. E muitas pessoas não têm a oportunidade de ter o diagnóstico. E quando diagnosticadas, infelizmente, a fila, a dificuldade de vagas, tem sido um grande dificultador. E hoje, nesse dia 18 de março, essa resposta do Ministério da Saúde vem de encontro, ao poder público que tem segurado no nosso município, o prefeito Glauco e toda a sua equipe da saúde, os custos de uma hemodiálise. Estamos hoje com 50% somente da nossa capacidade. Então, existem pessoas que já precisavam estar conosco em João Pinheiro. mas que... Por falta de recursos, a gente ainda não conseguiu ampliar o acesso. Então, tenha certeza que hoje o senhor vai permitir que, pelo menos, quase 80 pessoas possam fazer esse tratamento quando nós tivermos 100% de funcionamento. Reconheço o papel. da Defensoria Pública, da SBN, a quem eu cumprimento aqui nessa mesa, vocês são fundamentais. Nós, no interior, precisamos muito dessa rede, medicamentos especializados, LME, questões burocráticas. Então ter aqui essa possibilidade de construir a várias mãos é maravilhoso e hoje o que está acontecendo com o João Pinheiro, nós temos fé em Deus, que é o que vai reverberar em todo o Brasil. Um Brasil que vai avançar para parar de curar, cuidar, na verdade, de um problema, hora que não tem mais solução, mas para prevenir uma política pública que vai até as unidades básicas de saúde, capacitar o médico que está na conta, mostrar a importância e o preço de um exame simples de creatinina e um exame de urina rotina, Quanto às questões de hipertensão, nós temos hoje mais de 80% da população brasileira em algum grau de sobrepeso, obesidade, doenças metabólicas. E muito também, além da hemodiálise, deputado, é importante considerar a incidência de cálculos renais na piora da função renal. Doenças metabólicas, aquela obesidade mal controlada. Então, nós nefrologistas, muitas vezes, nós somos o olhar especializado. Onde não tem um endocrinologista, onde não tem um reumatologista. recebe muitos diagnósticos de doenças auto-imunes, Então a nefrologia ela tem sido sim uma especialidade sofrida, mas que graças a Deus essa nova visão da SBN ela tem feito muita diferença e sendo convocada a participar de eventos como esse, a ter abancada uma frente parlamentar da Defesa Renal. E o senhor agora. Então, registro. em nome da população de João Pinheiro, o Jefferson, que é o gabinete móvel do senhor lá, que muito nos ajuda, e deixo aqui o agradecimento. Em nome do prefeito Glauco, da nossa vice-prefeita Vera, de toda a Secretaria de Saúde, para que assim que essa publicação sair, nós possamos fazer um grande evento em João Pinheiro. A Bíblia fala que nós temos que dar honra a quem tem honra. Então, hoje, o senhor é essa porta e, através do seu mandato, um mandato de Deus, por tudo que o senhor tem feito. Tenha em nós, de João Pinheiro, e tenha em mim agora, seu amigo Alisson, o apoio para que essa política pública da doença renal possa prevalecer. Eu atuo onde as pessoas não gostam muito. que é na estrada de chão, que é na zona rural. E nós vamos mostrar aqui, João Pinheiro, levando a nefrologia na zona rural, nós vamos mostrar pelo exemplo. que essa população não vai mais precisar pegar um ônibus para sair da zona rural para ir para a cidade. Fica angustiada, deputado, porque às vezes a fila vai coincidir com o horário do ônibus, a pessoa perde o ônibus, ela não tem nenhum lugar, nenhum recurso para permanecer. muitas vezes elas vão ao ambulatório da cidade, deputados, sem se alimentar Então, a gente ainda tem lá o cuidado de oferecer um café, de buscar os apoios para dar dignidade e João Pinheiro sai na frente. E espero que a gente possa brevemente estar nos canais também da SBN mostrando a todos os colegas especialistas que, para a gente resolver o problema, a gente tem que sair da zona de conforto. Esse é o momento que nós... nefrologista de João Pinheiro. Vamos levantar do consultório e até a zona rural, com apoio da Prefeitura, para poder revolucionar e levar dignidade. Muito obrigado e que este seja só o início de uma grande jornada, em nome de Jesus. Muito obrigado.

0:005:27
18 de mar, 16:36
#17
Transcrição por IA

Doutor Alisson Coimbra, em breve, a gente espera nas próximas semanas ter a publicação da portaria. habilitando os serviços de hemodiálise ao Hospital Municipal Antônio Carneiro Valadares, em João Pinheiro. Queria agradecer aqui também o vereador da Zona Rural de Canabrava, o vereador Luizinho da Ambulância. Muito obrigado pela presença. E é fundamental, o Luizinho já nos cobrou, inclusive, essa demanda, também, da hemodiálise, dessa habilitação tão necessária, agora se Deus quiser, deve sair aí nos próximos dias, aproveitar e passar... Pergunto se mais alguém deseja fazer uso da palavra e vou passar para as considerações finais, mas antes disso, passar a palavra aqui para o vereador ex-vereador e secretário da cidade de Monte Carmelo, Vitor Hugo, que tem lutado tanto para garantir hemodiálise em toda a região do Triângulo Mineiro, da cidade de Monte Carmelo. Muito obrigado. Fique à vontade, Vitor Hugo. E aí E aí

0:001:04
18 de mar, 16:41
#18
Vereador / MG Victor Hugo
Victor Hugo

Vereador / MG

Transcrição por IA

Presidente, primeiramente te cumprimentar e te agradecer a oportunidade de estar aqui. A audiência pública cumpre um papel muito importante que traz luz à Assuntos que estão na escuridão... E sabe, doutor Eduardo... doutora Isadora, agora a CCJ esse mês aprovou... Os senhores devem acompanhar que foi aprovado o projeto de lei aqui na CZJ, que vai acelerar os processos em defesa da saúde que estão tramitando na justiça, que vai dar prioridade para esse processo. são passos muito importante um tema tão relevante que a atuação principalmente da DPU, desejo boa sorte em seus processos, que caminhem mais prestes, porque um tema muito importante que é a dignidade. Garantir o direito é garantir a dignidade. E esse assunto é muito importante, assim como o deputado Elton Prado. Deputado, Vossa Excelência traz para o brasileiro, para o povo brasileiro, na atuação do seu mandato, uma esperança muito grande de que o Parlamento... tem chance de ajudar a vida do povo. E assim como V. Exª disse, implementou, conseguiu aprovar nas duas casas, virou lei, a política de prevenção ao câncer. Tenho certeza que será um sucesso esse seu trabalho à frente da comissão, à frente do seu trabalho, te desejar sucesso, em nome do nosso povo, em nome da nossa região, a sua importante contribuição para o nosso país. Como o senhor tem feito um trabalho extraordinário, não só em Minas Gerais, transformando em Uberlândia a terra que o senhor nasceu, um centro nacional de reabilitação, não só para Uberlândia, região, mas para o país. Mas isso não é sobre um centro nacional de reabilitação, isso não é sobre uma política nacional de enfrentamento ao câncer. Isso é sobre a contribuição que V. Exª tem dado para o país, para a esperança do povo brasileiro de que ainda podemos acreditar e que existe políticos sérios e importantes como o senhor aqui no Parlamento brasileiro e que ainda vale a pena votar e acreditar na política. E por fim, presidente, que era aqui em nome de nossa região. Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, te agradecer. Saber que Monte Carmelo é uma cidade regional, polo regional. ainda não tinha E graças ao seu empenho... a vossa dedicação para aquela região, para a nossa cidade. Tão breve, mas tão breve, iremos anunciar a abertura do nosso centro de cuidados e prevenção e também hemodiálise da nossa cidade e região. eu venho aqui também te agradecer por isso, agradecer seu irmão, levo nosso abraço ao seu irmão, que é deputado estadual por Minas Gerais, deputado Elisimar Prado, que tem uma atuação muito importante naquela região, diga-se de passagem, o único deputado na história de Monte Carmela destinar 100% das emendas para a saúde, enfim... Por fim, demonstrar aqui e agradecer... o seu ato de humanidade e fazer um encaminhamento aqui para que nesse momento importante de elaboração da política o senhor está ouvindo as entidades, as classes. ouvindo os segmentos. Deixa aqui o nosso encaminhamento. para que não seja tratado, sabe, doutora Isadora? não só como um tema de saúde e ambiente, mas que seja também tratado como um tema, a gente sabe... que isso causa não ter o acesso... a centros de hemodiálise, não ter acesso a hemodiálise, a dificuldade, né, doutor Alisson, a fazer hemodiálise, Essa navegação, o paciente ficar três vezes no dia dentro de um ônibus, dentro de um Havan, fica refém disso. Ele vive dentro de um Havan. Quando não está no Havan, quando não está no transporte, ele está na cama. Ele está realmente... vegetando em vida. E é sobre dignidade. esse debate, essa nova política que o senhor deputado propõe para o nosso país. vai trazer dignidade. Ouvir a doutora Vanessa falar que o exame... que custa R$ 2,00. 50 centavos, né doutora? não está sendo executado deve ser tratado nem só como critério, doutor Eduardo, deve ser visto como um crime à vida das pessoas. Essa omissão deve ser tratada e vista pelo senhor. e analisada profundamente, que isso traz à luz... que isso chega a ser criminoso. e ter deputados assim como o deputado Wellington Prado nos alegra, nos enche o coração, mais uma vez aqui, reafirmo... Muito obrigado, deputado. Fica feito esse encolhamento para que no texto... da nova política esteja inserido o tratamento, o zelo e a defesa da dignidade. da pessoa humana. como no texto da lei. É isso. Muito obrigado, deputado. Nós agradecemos. Muito obrigado, secretário.

0:004:50
18 de mar, 16:42
#19
Transcrição por IA

Vitor Hugo, seu nome, cumprimentar toda a população de Monte Carmelo, é um verdadeiro absurdo. A gente ouviu aqui os relatos, esperar um ano uma consulta com médico especialista, neufranologista, e não conseguir muitos casos, isso à média, dois anos, isso não pode mais acontecer. Nosso objetivo é garantir dentro da política, garantir a capacitação e definir que os pacientes situação porque a gente sabe que tempo realmente é vida. Então, na política nacional, a gente quer definir esses prazos e garantir os exames já que tem uma política em relação à diabetes, à hipertensão, garantir também o acesso aos exames, aos pacientes, no máximo em seis meses. Inclusive, a doutora Isadora já rascunhou alguns pontos aqui importantes, que com certeza vão estar presentes na política nacional. de toda a sociedade organizada, a gente realmente ter um texto que atenda e possa realmente salvar e salvar vidas. Queria agradecer aqui também a presença do Amilton Alves, vereador de Sabará. Muito obrigado aqui pela presença, a participação. Está aqui o Amilton Alves, está aqui a Luzia Ferreira, está aqui de Abadia dos Dourados, que Está aqui presente o Arlindo Braz, também de Lagoa Grande. Estava presente o presidente Olegário, o Branco Teodoro. A Casume, que é o nome da Casume, queria cumprimentar todos que mobilizaram, né, água mole, pedra dura, tanto bate até que fura, né, Casume? A luta pela imunoterapia, muitos duvidavam que seria possível aprovar, nós conseguimos aprovar a imunoterapia aqui na casa, né, aprovou na Câmara, aprovou na comissão do Senado, agora não tem mais possibilidade de aprovar no plenário. de todos os pacientes, que é um método eficaz, já comprovado, inclusive em muitos países do mundo, na Europa, nos Estados Unidos, no Japão, e aqui no Brasil, só que não está disponível no SUS. inclusive com a remissão do câncer e com prolongamento de forma significativa de vidas. Então, uma grande vitória, foi aprovado e, se Deus quiser, em breve vai ser sancionado e vai ser lei. Nós vamos garantir no SUS a imunoterapia. Então, agradecer a Casumi e vou passar aqui, de forma virtual, o doutor Júlio, Sociedade Brasileira de Cardiologia e está a doutora Fernanda também. Eu pergunto, o doutor Júlio, se deseja fazer as considerações finais, pode ficar à vontade. Sim. Obrigado. Obrigado. Agradecer ao doutor Júlio, à doutora Fernanda também, se quiser fazer as considerações finais, pode ficar à vontade. E passo aqui ao doutor Eduardo. Fica à vontade, doutor Eduardo, para fazer as considerações finais e muito obrigado pela sua presença e sua participação. E vamos enviar o texto e solicitamos a nota técnica da Defensoria Pública da União.

0:003:47
18 de mar, 16:47
#20
Defensor Público - Defensoria Pública da União - DPU Eduardo Valadares de Brito
Eduardo Valadares de Brito

Defensor Público - Defensoria Pública da União - DPU

Transcrição por IA

Deputado... Vou finalizar agradecendo mais uma vez. A Defensoria é uma parceira do senhor, o senhor tem essa pauta... No coração, nós também temos como dever institucional essa pauta que é uma pauta de direitos humanos, é uma pauta de direito fundamental, é uma pauta que É muito carente dentro do... não só dentro do sistema jurídico, mas dentro da nossa sociedade. A gente sabe que há muita desigualdade. E dentro da área de saúde também é... É... é uma esfera, uma seara em que isso se apresenta também. Então, a gente está aqui para contribuir, para dar acesso à população a direitos que que são tão caros, que são tão importantes, saiba que a defensoria sempre vai estar à disposição como eu já coloquei aqui para o senhor. Estamos esperando para contribuir com qualquer... política pública no sentido de que seja... é... de que venha viabilizar e melhorar a a vida de qualquer pessoa. Muito obrigado, doutor Eduardo. E passando a palavra...

0:001:15
18 de mar, 16:51
#21
Transcrição por IA

Considerações finais, a doutora Isadora. que representa a sociedade brasileira de nefrologia.

0:000:07
18 de mar, 16:52
#22
Diretora de Políticas Associativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia - SBN - Sociedade Brasileira de Nefrologia - SBN Isadora Cartaxo de Sousa Calvo
Isadora Cartaxo de Sousa Calvo

Diretora de Políticas Associativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia - SBN - Sociedade Brasileira de Nefrologia - SBN

Transcrição por IA

Muito obrigada pelo convite para estar participando aqui. Obrigada por vestir a nossa camisa. Me traz muita felicidade. A gente vê que mais pessoas estão... se engajando nesse movimento que realmente precisa de muito envolvimento, né, legislativa, do executivo e da sociedade civil também. Eu queria lembrar aqui também das crianças que também são vítimas dessa doença, né, e muitas crianças, eu fiquei sabendo que aí em volta do país, não tem acesso a diálise peritonial, que é a diálise ideal nessa fase da infância. E muitas crianças acabam tendo que fazer hemodiálise e são condenadas, né, Porque quando elas perdem as veias, por conta da hemodiálise, elas não podem transplantar. Então, elas são literalmente condenadas à morte em vários lugares do Brasil pela falta de acesso. a diália espiritual. Eu ouvi esse relato ontem em Porto Alegre, eu estava em uma reunião com associados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, a gente ouviu relatos... tristíssimos, não só crianças sendo condenadas, mas também adultos, porque a diálise não é uma coisa simples, envolve preservação de veias, envolve várias complicações como anemia, como doença óssea, então, realmente é uma pauta muito ampla e quanto mais ajuda a gente tiver, melhor, melhor para essas pessoas que estão sofrendo, a gente tenta falar em nome delas, Por mais que sejamos uma associação de nefrologistas, a gente também tenta falar pelos nossos pacientes que, infelizmente, ou estão fazendo hemodiálise ou estão... percorrendo quilômetros de distância para poder fazer seu tratamento e quando realmente tem um tempo livre eles estão passando mal por conta do tratamento. Então, por isso que a gente quer realmente frear esse processo, esse aumento da necessidade da terapia renal substitutiva com mais prevenção, com mais diagnóstico precoce. Então, agradeço o senhor novamente.

0:001:49
18 de mar, 16:52
#23
Transcrição por IA

Doutora Isadora, é... Só uma pergunta. No câncer, o tratamento do câncer infantil juvenil é totalmente diferente tratar um câncer numa criança de tratar um câncer no adulto. Só o nome que é o mesmo, porque a célula da criança divide muito rápido, em 24 horas, por exemplo, um câncer de cabeça e pescoço, no adulto se faz uma cirurgia. Na criança, às vezes, com três sessões de quimioterapia, você pode ter remissão, do câncer, né? O tratamento evolui de forma muito rápida, só que não espera porque a criança é muito acelerada. Então, a maneira de tratar é como se fosse outra doença. Na neufrologia, a medicação é diferente para criança, é só dosagem, tem tratamentos específicos, existe uma linha de cuidado específico para crianças...

0:000:49
18 de mar, 16:54
#24
Diretora de Políticas Associativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia - SBN - Sociedade Brasileira de Nefrologia - SBN Isadora Cartaxo de Sousa Calvo
Isadora Cartaxo de Sousa Calvo

Diretora de Políticas Associativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia - SBN - Sociedade Brasileira de Nefrologia - SBN

Transcrição por IA

A gente está, pela Sociedade Brasileira de Nefrologia, a gente está montando, nós temos representantes nefropediátricas na nossa diretoria, e elas estão montando um documento que vai ser liberado pela sociedade para realmente guiar políticas públicas voltadas para essa população. Mas o que eu posso lhe adiantar é que as causas são um pouco diferentes. Às vezes as crianças já nascem com um defeito renal, às vezes nascem sem o rim, às vezes tem alguma outra síndrome que faz ter a doença renal. Então, as causas são um pouco diferentes. tratamento é um pouco diferente e quando a gente fala em substituição renal o transplante é o ideal para essas crianças então quanto antes elas tiverem aptas a fazer o transplante melhor porque elas têm retardo de crescimento atrapalha todo o desenvolvimento da criança então é realmente muito triste quando isso acontece com as crianças, o tratamento de substituição, seria na sequência, primeiro o transplante e segundo a diálise peritoneal. Então, a gente tendo essa carência de diálise peritoneal no nosso país, está prejudicando principalmente as nossas crianças. Então, por isso que é tão importante essas novas luzes que apareceram aí, a gente tem muita esperança que vá... Ajudar essas famílias, essas crianças a terem um futuro e não estarem condenadas a nem mesmo poder fazer um transplante. Obrigado. Muito obrigado, viu?

0:001:24
18 de mar, 16:55
#25
Transcrição por IA

doutora Isadora, doutor Eduardo, todos os nossos convidados. A audiência pública realmente é muito importante. Nós vamos enviar, inclusive, o projeto de lei para todas as associações, entidades, solicitando contribuições. E discutir a doença renal crônica nessa comissão não é ampliar a pauta, é, na verdade, aprofundar a compreensão das causas e consequências das doenças que já são nossa responsabilidade. que mais matam, né? o coração o avc o câncer é e também em quinto lugar na as doenças renais crônicas se queremos reduzir a mortalidade por avc por doenças cardiovasculares e melhorar o cuidado oncológico precisamos também sobre para discutir a doença renal crônica de forma integrada, preventiva e estruturada. Essa audiência pública, esse seminário, portanto, é chamado a uma ação de todas as entidades, as associações, para integrar as políticas públicas, antecipar o cuidado, reorganizar o sistema de saúde a partir da realidade dos pacientes, porque, no fim, não estamos falando de doenças isoladas. Estamos falando de pessoas que percorrem um sistema fragmentado e que precisam de respostas coordenadas. Foi discutido aqui, foi debatido amplamente, que é a importância de fazer essa integração das mais diversas áreas. E no paciente ecológico representa um fator crítico que pode limitar ou até inviabilizar o tratamento adequado. grava todas as agendas dessa comissão. Hoje o Brasil enfrenta uma realidade que exige uma resposta imediata, centenas de milhares de pacientes em terapia renal substitutiva, filas crescentes para acesso à diálise e ao transplante e um sistema que ainda atua de forma reativa, quando o paciente já está em estágio avançado da doença. Se gasta muito mais... O país gasta muito mais e a gente perde tantas e tantas vidas. E o nosso objetivo justamente é o contrário, é garantir a formação, preparar, capacitar na base, as unidades básicas de saúde, as policlínicas e definir tudo isso em legislação. Além disso, há um dado que nos preocupa profundamente. Não conseguimos sequer identificar de forma precisa todos os pacientes que estão internados aguardando o início de terapia renal substitutiva. Isso revela um problema estrutural, não apenas assistencial, mas também de informação, gestão e planejamento. Obrigado. Essa comissão foi instituída para enfrentar alguns dos maiores desafios da saúde pública brasileira: o câncer, o AVC, as doenças do coração, Condições em comum que carregam alta carga de mortalidade, sofrimento e impacto econômico para o sistema único de saúde. Mas há um ponto fundamental que precisa ser dito com clareza. Essas doenças não caminham de forma isolada. Elas compartilham fatores de risco, evoluem de forma interdependente e muitas vezes culminam em uma condição que hoje precisa ocupar o centro do debate dessa comissão, que é a doença renal crônica. Hoje, a doença renal crônica não é apenas uma consequência, ela também é um amplificador de risco. É consequência direta do diabetes, da hipertensão, que estão na base das doenças cardiovasculares. E está associado ao aumento do risco de eventos como o AVC, que foi amplamente discutido na tarde de hoje. Discutir a doença renal crônica nessa comissão não é ampliar a pauta, é, na verdade, aprofundar a compreensão das causas e das consequências das doenças que já são nossa responsabilidade. por doenças cardiovasculares e melhorar o cuidado oncológico, precisamos também discutir sobre as doenças renais crônicas de forma integrada. Então, eu queria agradecer... a presença de todos, dizer que é muito importante a gente aprofundar esse debate, ouvir os vereadores, ouvir os secretários municipais de saúde, estaduais, a defensoria pública, enfim, toda a sociedade brasileira de nefrologia, todas as associações, as entidades, o terceiro setor, a sociedade organizada, para que a gente tenha, de fato, pela primeira vez no país, nacional, que realmente atenda as necessidades da população brasileira e que a gente possa diminuir as mortes do nosso país e, com isso, de forma consequente, diminuir, inclusive, os gastos públicos, que é fundamental, a prevenção, o diagnóstico precoce e esse é o nosso grande objetivo com a política nacional. em outras audiências públicas, e em breve ter uma política nacional para o país. Agradeço a presença de todos e declaro encerrada o presente seminário. Obrigado. Obrigado.

0:005:37
18 de mar, 16:56