SECRETARIA DA MULHER

24 mar. 2026 08:30 às 12:46

Sobre o Evento

O evento promoveu o debate sobre a igualdade de gênero, enfatizando a urgência de ampliar a representatividade feminina na política, combater a violência e superar as barreiras estruturais que fragilizam a democracia brasileira.

Status
Concluído
ID: 81408Total: 49 discursos
#1
Mestre de Cerimônia Edicleide
Edicleide

Mestre de Cerimônia

Transcrição por IA

Bom dia a todos e a todas. Por favor, queiram tomar seus assentos. Obrigado. Bom dia a todos. e a todas. Sejam muito bem-vindos ao seminário Elas Querem um País Mais Incluso e Diverso. Informamos que, caso algum dos presentes necessite, temos tradução em libras, basta sinalizar com A mão. Obrigado. É uma grande satisfação para o Grupo Mulheres do Brasil, a Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados e a Associação Elas Pedem Vista realizar este encontro em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. fortalecendo o diálogo entre o parlamento e a sociedade na construção de políticas públicas voltadas à igualdade de gênero. Este espaço reafirma o compromisso essencial. apoiar mulheres. especialmente mulheres negras, em suas vidas profissionais, e, sobretudo, ampliar sua participação e inserção na administração pública e nos espaços de poder. principalmente na política. Sabemos que uma democracia forte se constrói com diversidade, com representatividade e com a presença ativa das mulheres em toda sua pluralidade nos processos de decisão. Obrigado. Que este seminário seja um ambiente de escuta, troca e construção coletiva, capaz de impulsionar caminhos concretos para um Brasil mais justo. incluso e diverso. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado.

0:002:33
24 de mar, 09:41
#2
Mestre de Cêrimonia Denise Flávia
Denise Flávia

Mestre de Cêrimonia

Transcrição por IA

Todas e todos muito bem-vindos. E dando início ao seminário, convidamos para compor a mesa de abertura A deputada Talíria Petroni, segunda coordenadora adjunta da Coordenadoria dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados. Obrigado. Doutora Ana Maria Prats, diretora da Elas Pé-Dem Vista. E a senhora Glória Guimarães, vice-presidente do grupo Mulheres do Brasil-Brasília. Registramos e agradecemos a presença da doutora Janete Vaz, presidente da Mulheres do Brasil. Obrigada. Doutora Janete, também convidamos para compor a mesa. Já está. Obrigada. Senhoras e senhores, para dar as boas-vindas ao seminário, elas querem um Brasil mais inclusivo e diverso, Convidamos a fazer uso da palavra a deputada Talíria Petroni, segunda coordenadora adjunta da Coordenadoria dos Direitos da Mulher. Obrigado. Bom dia.

0:001:26
24 de mar, 09:43
#3
Transcrição por IA

E a todas, a todas as pessoas. Claro que nós queremos... um país... mais diverso, com mais inclusão. Então, sejam de fato todas bem-vindas. A gente ainda é uma casa com uma subrepresentação muito grande, feminina, Embora sejamos a maior parte da população brasileira, Nós ainda representamos menos de 20% do Congresso Nacional, e isso diz muito sobre os desafios... F. da democracia brasileira, A bancada feminina é um espaço onde nós, de forma plural, diversa, nos organizamos nesse espaço ainda tão masculino, tão branco. E eu costumo dizer que é na bancada feminina, eu agradeço a cada trabalhadora que sustenta essa nossa organização Encontro Mulheres aqui. que a gente consegue tratar da divergência. e da pluralidade que constitui que é a essência da política, que tem sido tão perdida ultimamente, de uma forma muito incrível. Eu lembro de um projeto que nós aprovamos, que era um projeto de minha autoria, com relatoria da Coronel Fernanda, do PL, que tratava de assédio sexual no ambiente militar. E a gente costuma dizer que esse projeto só foi possível avançar porque tinha uma composição plural e ele vai ter um impacto muito importante na vida. das mulheres no ambiente militar. E isso é um pouco o que é a política. E eu acho que também essa forma como se organiza a bancada feminina, ela possibilita... a gente mudar a política inteira sabe eu sou uma mulher negra mãe de duas crianças E a gente sustenta esse país. Nós mulheres fazemos a roda do país girar. Se as mulheres pararem por um dia, Se as mulheres negras pararem por um dia, o mercado não funciona, a indústria não funciona, os bancos não funcionam, o mercado financeiro não funciona, Porque no cotidiano da vida... Nós, mulheres, sustentamos esse país. E por que não estamos na política? De forma representada, de acordo com o percentual que nós estamos na sociedade? Quais são os desafios que ainda estão colocados para nós? de entrar na política e de permanecer na política. porque também muitas vezes ao entrarmos na política A violência política de gênero e raça, que ainda constitui o espaço político brasileiro, ela vai também fazendo com que as mulheres desistam da política. a sobrecarga com cuidado, às vezes a dificuldade de financiamento dos partidos. E quando chega aqui, Eu fui, na última legislatura, a única líder mulher de todos os partidos. Vejam só quantos partidos têm aqui representados no Colégio de Líderes, Como pode ter uma única líder mulher? Isso é de uma representação da dificuldade que ainda temos, mesmo quando alcançamos o espaço de poder. Ainda mais nós, mulheres negras. de ocupar os espaços efetivos de poder dentro do Congresso Nacional, dentro do centro da política brasileira. E eu queria terminar porque eu acho que isso, de fato, deforma a democracia. Porque nós somos... Tantas. diversas. com diferentes ideologias com diferentes posicionamentos políticos na sociedade, Então, nós estamos no Judiciário, nós estamos no setor de serviços, nós estamos nos bancos, nós estamos nas casas sustentando esse país, cuidando das famílias. Mas, nós ainda estamos muito subrepresentadas nos espaços de poder. E isso... de alguma maneira impede que uma grande fatia da sociedade brasileira e me permitam, a maior fatia da sociedade brasileira, ela conduza... o país. E nós conduzimos o país nos territórios, nós conduzimos o país nas famílias. E por isso esse seminário, ele é fundamental. Agradeço muito a provocação, a mobilização de todas as mulheres que estão aqui representadas da sociedade civil, para que convoquem o Congresso Nacional, Convoquem o Parlamento Brasileiro a... fomentar a ampliação da nossa participação nesse espaço. A bancada feminina está... à disposição de vocês, à disposição de cada mulher que constrói esse país, de cada uma de vocês que faz o país se desenvolver e andar para frente. Um grande abraço, estou aqui escutando cada uma de vocês. Convidamos...

0:004:57
24 de mar, 09:45
#4
Mestre de Cêrimonia Denise Flávia
Denise Flávia

Mestre de Cêrimonia

Transcrição por IA

Para compor à mesa, a senadora Augusta Brito. procuradora da mulher no Senado. Obrigada. Bom dia. e Andréia Gredder, diretora de Políticas Públicas do Grupo Mulheres do Brasil. Obrigada. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Convidamos agora a senadora Augusta Brito para sua fala.

0:000:45
24 de mar, 09:50
#5
Transcrição por IA

Primeiro, pedir desculpa de chegar atrasada, né? Mas o cartilho para quem chega atrasada é começar falando, né? Mas eu quero... Mas tudo bem, né? Vamos lá. Primeiro, eu quero aqui dizer que eu fico muito feliz em ter sido convidada para estar aqui presente. nesse debate, quero parabenizar a quem está proporcionando, quem está organizando, a nossa deputada que aqui está, as mulheres do Brasil. Quero dizer que eu também já ganhei um shark desse, fico feliz. Já me sinto aí incluída nessa grande luta, que são mulheres aí que... vem fazendo a diferença, como todas que aqui estão participando desse momento. Quero falar um pouco aqui desse desafio, pegando um pouco aqui do final da fala da deputada, das representatividades. Nós sabemos que na política tanto na Câmara como no Senado. A gente ainda tem muito que avançar. São 81 senadores e agora nós temos 16... mulheres Mas, inclusive, algumas temporariamente porque são suplentes como eu e que estão aí tendo a oportunidade de ocupar. No meu caso, eu estou há quase quatro anos, estou tendo a sorte. E aí E a competência, obviamente, de ocupar o espaço. Mas, assim, algumas por um tempo só de quatro meses, enfim. Então, é uma... realmente uma sub-representação. A gente precisa, de fato... e verdadeiramente falar e trazer essa questão, tanto de aumentar a participação, a nossa participação, de protagonismo dentro da política. E, infelizmente, o que a gente percebe é que a gente fala de protagonismo, a gente fala até da nossa própria vida, porque até a gente ser protagonista da nossa vida, que era para ser uma coisa tão... óbvia e tão simples e natural se assim tivesse sido construído historicamente, Não é. Porque, geralmente, quando a mulher... É... se reconhece e entende que ela tem que ser a protagonista da sua própria vida, muitas vezes a gente vê o que está acontecendo. infelizmente, reflete em um grande número de feminicídios, reflete em um grande número de violência que vem aumentando. E a todo minuto... Estou misturando a toda a fala, porque, às vezes, quando vem para a temática, a gente se sente ainda mais instigada, infelizmente, com o que vem acontecendo. a gente fica mais ou menos desabafando mesmo, entre amigas. Mas assim, e aí a cada minuto a gente... faz um esforço muito grande, ou que seja de aprovar uma lei, Nuno... no Senado, aqui no Congresso e na Câmara, como tem a questão que a gente está... lutando para aprovar que é a questão da criminalização da misoginia, porque enquanto não se falar... e não tiver uma responsabilização sobre o que acontece, todos os tipos de crime, de ódio contra nós mulheres, só porque nós somos mulheres, e que ele existe, e aí a gente fica fazendo a reflexão, porque quando chega no Senado Federal, infelizmente... Ele ainda é barrado. Ainda é barrado. E ainda tem que ter negociação, porque ainda acho um absurdo Se falar o que já bebe em exoginia. para a gente entender... Quanto é complexo e necessário a gente ter participação realmente de mulheres na política. Porque também no Senado eu percebo que se tem uma coisa que nos une... Seja de qual ideologia, de qual partido, é a questão de ser mulher. E ela é muito forte porque a gente consegue construir muito independente de partido. independente de ideologia política, religiosa, quando a gente realmente se reconhece dentro desse espaço que é nosso. E aí, eu estou falando isso porque a dificuldade que a gente está... que está pautado para hoje, mais uma vez, em plenário. esse projeto que fala da misoginia, que é uma pauta que a gente, tanto da Câmara, já foi, está sendo cobrada, discutida e debatida, como no Senado Federal, e ser aprovado hoje, eu sei que 11 horas... vai ter uma reunião de senadores, enfim. que são contra a esse projeto. Então, assim, São sempre lutas e batalhas que a gente... Eu queria que não fosse necessário, era a criação de um projeto desse. Eu queria que não fosse necessária a Lei Maria da Penha, Porque a gente ainda escuta o absurdo de dizer por que não existe a lei do João, né? Sim, meu amigo, o João nem apanha, nem morre, porque ele é homem, né? Simplesmente pelo fato de ser homem. Exatamente, e ainda ocupa todos os espaços de poder. É mais ou menos um desabafo, mas desde ontem, todas as falas que a gente teve uma sessão solene para falar sobre a questão do feminicídio, no Brasil, e se a gente verdadeiramente não começar a criminalizar realmente a misoginia, a combater, a falar em todos os espaços que existe realmente esse ódio, que infelizmente, através das redes sociais, a gente percebe que vem ganhando uma grande força dentro da juventude, sobretudo, e a gente fica assim... O que é que está faltando? O que é que a gente tem que fazer? São leis que têm que ser criadas, porque já existem muitas leis. mas também precisam ser criadas. Mas, além de serem criadas... Elas têm que verdadeiramente sair do papel. Porque se não sair do papel... A gente não vai... atingir nunca o objetivo que é exatamente acabar com a questão do feminicídio, de qualquer tipo de violência. Eu gosto de dizer assim... Quando eu escuto uma falar: "Gente, não quer nem uma mulher morta". Ele não quer. Mas morta não é só no feminicídio. Morta é todo dia quando a gente é retirado um direito de liberdade, de se expressar, de falar, de participar da vida pública, de ser atribuída a nós somente. especificamente o cuidado da vida privada E, quando a gente vai para a pública, a gente não abre mão da privada, E aí vem o outro debate, cadê? E aí? Como é que vai ser? A gente vai cada vez mais aumentando as responsabilidades a nossa carga de trabalho, e a gente nem está reclamando por isso. Lógico que a gente quer também um fim da escala, 6 por 1 é obviamente e tal. Mas a gente quer participar da vida pública, porque quando a gente participa a gente faz a diferença. Não nas nossas vidas somente. sobretudo na vida de outras mulheres e de outras que não estão tendo a mesma oportunidade que nós de ocupar esses espaços. Então, a gente tem uma preocupação, e eu tenho uma preocupação muito forte de estar ocupando hoje uma cadeira do Senado Federal. Eu costumo sempre dizer, eu sou do Ceará, eu sou do Ceará, do interior do Ceará de uma cidade de 15 mil habitantes. tive a oportunidade de ser prefeito em dois mandatos nessa cidade, fui deputada estadual por dois mandatos, e eu nunca pensei Pra você ter ideia, que eu ia ocupar uma cadeira no Senado Federal. E quando eu cheguei aqui, eu digo... Quanta responsabilidade eu trago? sobre a representatividade que eu posso dar para outras mulheres. Também perceberia, esse espaço também pode ser ocupado por mim. Como é que uma caboca do pé de serra, do sertão lá do Ceará, chegou no Senado Federal? Posso chegar também. É isso que me motiva, assim, todo dia a querer fazer mais e ocupar esses espaços... da maior qualidade que eu puder. Não para... para nenhuma identificação ou promoção pessoal. muito pelo contrário, para que a gente possa representar tantas outras mulheres e elas perceberem que podem participar também desse espaço. Eu queria falar, eu disse que ia falar pouco, vou falar só para resumir. A gente assumiu a Procuradoria Especial aqui do Senado Federal, E uma das nossas... O maior desafio é fazer com que a gente pudesse ampliar as procuradorias, tanto na Câmara de Vereadoras e Vereadores, como também nas Assembleias Legislativas dos Estados. Nem todo Estado existe uma Procuradoria Especial da Mulher na sua casa. E a importância dela existir. No Ceará, nós somos 184 municípios, e a gente teve essa oportunidade lá, e a gente conseguiu botar dentro das Câmaras de Vereadoras e Vereadores, e sete municípios, agora já está mais. E o que significou essa procuradoria nessas câmaras de vereadoras? várias vereadoras do interior do Estado como um todo e várias outras mulheres que não vereadoras começaram a perceber que ali existe uma mulher na política. que ela falava, que ela tinha oportunidades, que o mandato dela fazia diferença, ela mesmo percebeu... que o mandato dela podia fazer ainda muito mais. Foi uma oportunidade, através da procuradoria, que muitas vereadoras... Viraram prefeitas. E elas falam esse relato. Foi daí que eu comecei a criar força e, enfim... Então, para além da procuradoria estar lá aberta para que outras mulheres possam procurar um acolhimento sobre qualquer tipo de violência que estejam sofrendo, ela dá um empoderamento àquele mandato daquela vereadora. que ela também se percebe: "esse lugar é meu mesmo, eu preciso realmente representar, eu preciso dar realmente uma força para que ela veja que ela pode participar da vida pública, por mais dolorosa que ela seja, por mais violenta que violência política de gerenice sofre todo dia, toda hora, aconteça, mas ela é tão gratificante quando a gente consegue provar e mostrar que aquele espaço pode ser ocupado por nós mulheres. E aí, vim para cá e eu disse que eu tenho que fazer aqui alguma coisa também para que a gente possa ampliar... E a gente entrou no pacto, exatamente junto ao governo federal, e a gente vai assinar também aqui com o Senado, para que a gente possa também fortalecer essas ampliações de procuradorias em todo o nosso país, através da ajuda do Senado. O Senado pode fazer muita coisa. Para além de tantas cartilhas, tantos atendimentos, nós lançamos o Zap delas. Vou terminar, viu? Meu tempo estourou. A gente lançou o Zap delas, que é o número de WhatsApp, que veio, nesse ano especialmente, ano de eleição, para que a gente possa dar o suporte às mulheres que estejam aí passando por algum tipo de violência política. E aí o Zap delas foi lançado em outubro, no final do mês de outubro. A gente, em três meses, é porque eu não estou com um dado aqui na minha cabeça, em três meses, praticamente, a gente tinha feito... 307. 401. 341 atendimentos, pronto, eu fui dizer que 341 atendimentos. Pode parecer pouco, mas é muito, porque além de não ter sido ainda divulgado amplamente o número que a gente... O importante é que se for para uma mulher, se fizer a diferença e se ajudar ela a entrar na política, ou ela participar, ou ela ser acolhida, acompanhada. Nós temos atendimentos também com profissionais capacitadas, nós temos advogadas que estão preparadas, a gente faz encaminhamentos, a gente fez toda uma rede de suporte às mulheres que entraram em contato com a gente. E aí esse suporte através da Procuradoria e da nossa equipe, que eu já quero agradecer. E agora, no último dia... Semana... passada A gente, dia 17, posso aqui só mostrar? A gente também, pela procuradoria, lançou o guia da candidata. Esse guia da candidata veio... ele é tão completo e ele teve tantas... eu diria assim, na construção dele, tantas participações para que ele pudesse ser... entregue neste ano especificamente. Então, esse Guia da Candidata, para nós mulheres que queremos empoderar outras mulheres, ele é tão didático, fácil leitura, explicativo, com a questão dos prazos que a gente tem que cumprir, até o pós, com a questão do acompanhamento, da prestação de conta das candidaturas, do que precisa, sobre a lei realmente que também tem... que fala sobre... violência política de gênero, tudo, tudo. Eu diria aqui que é uma orientação muito bacana, inclusive até orientando a questão do marketing da campanha, etc. Ele é maravilhoso. E esse guia aqui, no dia do lançamento dele, eu até falei, eu não queria explicar por que existe o guia da candidata, e cadê o do candidato? A gente ainda é questionado. A gente ainda é questionado. Pois é, ele já vem guiado. Aí, gente, são essas respostas que a gente... fica respirando fundo, para não... Mas o guia da candidata existe pela necessidade, infelizmente também, de existência dele. Então, eu quero muito que vocês possam, tanto ter o acesso, como ampliar a capacidade de alcance dele, porque se ele estiver só aqui dentro, na Procuradoria, no Senado ou na Câmara, ele não vai fazer diferença na vida de ninguém, não vai cumprir o papel que ele foi criado. E também no site da Procuradoria já tem ele também... de forma virtual Se vocês quiserem, podem mandar e-mail ou através de Office Pedi, que a gente manda entregar, manda pelo correio. A gente quer exatamente disseminar todo o material que a gente tem lá, sobretudo este aqui, neste ano. Então, muito obrigada. Pode contar com o nosso trabalho na Procuradoria Especial da Mulher, no Senado Federal. Tenho certeza que na Câmara também, com tantas mulheres que têm tantos projetos e parcerias que a gente pode unir e se fortalecer e não competir. porque existe uma competição que é tão injusta, nós com nós mesmos, e aí a gente procura sempre fazer essa composição de união, para a gente ficar mais forte sempre. Então, muito obrigada. E aquela história de eu não quero ver nenhuma mulher... Morta eu não quero, mas sobretudo eu quero ver as mulheres vivas, vivendo, livres e felizes. Porque, para além de morrer simplesmente, é muito mais doloroso a gente morrer todo dia, diariamente, quando são retirados nossos direitos. Então, obrigada e um ótimo encontro.

0:0014:42
24 de mar, 09:51
#6
Transcrição por IA

e eu ia conversar depois com a senadora, a gente apresentou um projeto aqui, foi aprovado aqui, na verdade, que tem a ver um pouco com a mulher... seguir viva. Que a gente quer evitar esse caminho que leva ao feminicídio. Que é para toda vez que uma notificação, uma notícia... sobre violência como para mulher. ela for apresentada numa rede de TV, numa rádio, você tem, ao mesmo tempo, a obrigatoriedade de divulgar o 1.80. A gente atualiza a lei do 1.80, tratando das novas formas comunicacionais, app, e a gente amplia a divulgação, porque a gente está ficando chocado toda vez... Toda hora a gente vê uma notícia na televisão. E, às vezes, naquele momento é quando a mulher se encoraja. a denunciar. Então, isso pode ter um impacto na ponta muito grande. Está lá com a columbre. Ele não diz paixão ainda. Você podia relatar esse projeto. Pronto, está combinado. Eu acho que a gente pode, de fato, ter uma consequência ali na ponta muito importante. A assessoria está ouvindo, porque eu quero pedir a relatoria. Quem sou eu para conceder a relatoria? Mas eu acho que, assim, queria pedir ajuda para destravar o projeto lá. Eu tenho certeza que é de interesse de todos os grupos políticos. Com certeza. Eu queria só dizer o número do zap delas. que eu esqueci. Gente, só finalizei mesmo.

0:001:22
24 de mar, 10:05
#7
Transcrição por IA

Agora, 61DDD, o número do zap delas. É 983090025. Então, se a gente puder divulgar, se não quero que ninguém... Consigo já pedir para trazer para a gente distribuir aqui. Na hora, com certeza, já pedi. Obrigada, gente. Já está ali? Já está bem ali, já vão distribuir. Obrigada, viu? A equipe aqui é boa. Queremos destacar

0:000:33
24 de mar, 10:07
#8
Mestre de Cêrimonia Denise Flávia
Denise Flávia

Mestre de Cêrimonia

Transcrição por IA

A presença da deputada federal, Érica Cocay. E neste momento tem a palavra... Neste momento, tem a palavra a doutora Ana Maria Prats, diretora da Elas Pedem Vista. Alô, alô? Tá ligado? Tá. Bom dia a todos.

0:000:26
24 de mar, 10:07
#9
Procuradora do Distrito Federal - Advogada criminalista Anamaria Prates
Anamaria Prates

Procuradora do Distrito Federal - Advogada criminalista

Transcrição por IA

e todos, deputada, senadora, Andréia, Janete, é um prazer estar aqui com vocês novamente nesse seminário. Obrigado. O tema desse ano é "Elas querem um Brasil mais inclusivo", e mais diverso. Então, quando a gente fala em inclusão, a gente se pergunta inclusão para quem e em quais condições. No Brasil, historicamente, a diversidade é tolerada. mas nunca é reconhecida como um poder. Então, falar em diversidade no Brasil, se aceita a diversidade, mas não se reconhece como um espaço de poder. E não há como falar em inclusão sem falar do feminismo negro. É a mulher negra, na realidade, ela é o padrão de vulnerabilidade do Estado. Então, falar em feminismo, falar em inclusão, sem falar do feminismo negro, é retórica. Não é mudança estrutural. Na realidade, quando a gente fala nesse alcançar dos espaços, que a deputada e a senadora falaram, tão pouco são essas mulheres e negras, menor ainda o número, o que a gente percebe é que também não basta só chegar. é chegar e ver se essa estrutura vai modificar com a sua chegada. Então, a inclusão está muito além disso. A inclusão é você estar no espaço e fazer com que ele se altere também, que o espaço altere com a sua chegada lá. Então, hoje, nesses debates de hoje, o que a gente quer é que eles sejam vistos como uma provocação. não apenas como um consenso, de como a gente fazer para que a gente chegue mais lá, e para que a gente mude esses espaços, para que esses espaços sejam mudados com a nossa chegada. Então, um bom seminário para vocês e faço bom proveito que o seminário está lindíssimo, com falas maravilhosas hoje. Bom dia para vocês. Obrigado. Obrigado. Neste momento...

0:002:03
24 de mar, 10:08
#10
Mestre de Cêrimonia Denise Flávia
Denise Flávia

Mestre de Cêrimonia

Transcrição por IA

Minha palavra é a senhora Andréa Schredde. diretora de Políticas Públicas do Grupo Mulheres do Brasil. E aí Obrigado. Vamos treinar aqui, gente.

0:000:15
24 de mar, 10:10
#11
Diretora de Políticas Públicas do Grupo Mulheres do Brasil Andreia Schroeder
Andreia Schroeder

Diretora de Políticas Públicas do Grupo Mulheres do Brasil

Transcrição por IA

Bom dia a todas e todos que estão aqui presentes. É um prazer estar aqui poder falar um pouco em nome do Grupo Mulheres do Brasil, como alguns anos acontece a organização desse seminário. Esse ano eu diria que ele é especialmente especial, né? E por quê? Porque ano passado, quando a gente concluiu a última mesa do evento, a gente entendeu que... Esse ano a gente ia dedicar ele e trazer para todas as mesas predominantemente mulheres negras para falar. E por que a gente entendeu que isso era uma coisa absolutamente necessária? Justamente pela questão da diversidade e de, se hoje falar de mais mulheres na política ou mais mulheres nos espaços de tomada de decisão tem... desafios imensos se a gente olhar para a população negra, para as mulheres pretas e pardas, essas dificuldades e essas barreiras, elas são ainda maiores. As distâncias são ainda maiores. E isso ficou muito claro depois de todos os debates que a gente fez no ano passado e a gente assumiu esse compromisso de que esse ano teria esse olhar. É... E é lógico que às vezes, eu estava aqui pensando assim, será que sou eu que deveria estar aqui? Porque afinal de contas sou uma mulher branca, mas me reconheço e me coloco como uma mulher branca antirracista. E estou muito emocionada de estar aqui, podendo compartilhar desse espaço com vocês. Então... Eu gostaria de só adicionar alguns números que eu entendo que são muito importantes e alguns aspectos que são muito importantes para que a gente tenha em mente, sobretudo pensando que nós estamos num ano eleitoral. É lógico que a presença da mulher, seja na política ou nos espaços de tomada de decisão, ela é uma constante em termos de luta e dessa busca, mas quando a gente está olhando para um ano eleitoral, isso é ainda mais importante. E eu decidi que em todas as oportunidades que eu tivesse esse ano de falar em público, eu traria alguns elementos. Porque é claro que se a gente pensasse sobre a perspectiva da representatividade, ser 52% da população já seria o suficiente para a gente dizer que os espaços... da política e de tomada de decisão, eles estão absolutamente desequilibrados. Mas, para além disso, é fundamental, como já foi citado aqui pela senadora e pelas outras companheiras da mesa também, a mulher, quando ela está na política, ela traz um fazer muito diferente. E é sobre essa perspectiva que a gente tem que olhar. Esse fazer é um olhar para a coletividade, é um olhar para o bem comum. Programas de renda mínima, eles são entregues para as mulheres, porque as mulheres entregam pelo menos 70% dos seus rendimentos para os seus familiares e para os seus próximos, ou seja, não é para uso individual. negras, sejam homens ou mulheres, pensam e trazem projetos mais diversos, ou seja, que pensam e consideram a diversidade da população brasileira, quando estão escrevendo um projeto de lei ou quando estão pensando o desenvolvimento de uma política pública. São as mulheres que têm 35% menos chance de se envolver em corrupção. E isso é um dado muito importante para a gente pensar em mudar a política. existe uma insatisfação, eu diria que votar em mulheres já seria um grande motivo para a gente dizer e fazer diferente. E aí, pegando a fala da Ana, que trouxe aqui sobre a questão da diversidade, Quando a gente tem diversidade, a gente tem mais inovação, a gente tem melhores resultados. E é isso que eu estou falando aqui com esses exemplos que eu estou trazendo para vocês. Por quê? Porque se a gente tem iguais ou semelhantes tomando as decisões, a gente não tem uma diversidade de perspectivas e das realidades que estão presentes na sociedade. Então, ter mais mulheres, ter mais mulheres negras participando de todos esses processos é essencial para que realmente a diversidade e os desafios que estão presentes no dia a dia da população brasileira sejam considerados e sejam contemplados. Eu quero trazer mais um exemplo, que é sobre o período da Covid que nós vivemos. Tem um estudo que mostra... realizado com mais de 150 países por uma universidade britânica, que todos os países que tiveram lideranças femininas, que tinham mulheres à frente da tomada de decisão nos seus países, tiveram menos mortes. E sabe por quê? Porque a mulher pensou em fazer primeiro um lockdown, ela pensou primeiro em proteger a população, ela pensou imediatamente em comprar a vacina e providenciar essa compra. Então, e isso resultou em quê? em vidas salvas. Então, são muitos elementos que mostram e que corroboram a nossa luta e nossa defesa diariamente por, óbvio, as mulheres vivas em primeiro lugar, porque senão a gente não consegue nem estar na política, nem estar em todos os espaços de tomada de decisão. E o Grupo Mulheres do Brasil, nesse papel, promove eventos. Esse ano a gente tem uma proposição de fortalecer ainda mais o ecossistema Pula para 50, que, na verdade, luta por mais mulheres, ou seja, a equidade de mulheres na política. E justamente para quê? Para que mais pessoas estejam falando e trazendo essa mesma mensagem que eu estou aqui. se não, um cheque em branco. A gente tem que saber para quem a gente está entregando o nosso cheque, que é o nosso voto. E isso é essencial para que a gente, de fato, comece a ter uma mudança mais significativa na representação. Estou muito feliz de estar aqui, mais uma vez, obrigada, e tenho certeza que vai ser uma manhã incrível, A gente já comentou um pouco aqui. Muito obrigada. Aplausos.

0:007:19
24 de mar, 10:10
#12
Mestre de Cêrimonia Denise Flávia
Denise Flávia

Mestre de Cêrimonia

Transcrição por IA

Neste momento, convidamos a doutora Janete Vaz, presidente do Grupo Mulheres do Brasil, Núcleo Brasília. Bom dia.

0:000:12
24 de mar, 10:17
#13
Cofundadora do Grupo Sabin Janete Vaz
Janete Vaz

Cofundadora do Grupo Sabin

Transcrição por IA

Olá a todas, que alegria hoje estar recebendo todos vocês aqui, ficamos ansiosas por esse momento uma vez por ano Eu queria cumprimentar a deputada Talíria. Nome difícil, mas bonito, né? e em seu nome cumprimentar a todos, mas eu queria falar também da minha quase conterrânea do Ceará, Augusta. Quase conterrânea, gente, porque eu sou casada com cearense e eu sou representando o Ceará aqui. E tenho muito orgulho de ir lá. Só não tomei posse, mas já fui eleita cidadã cearense. Tenho muito orgulho de todos vocês. as pessoas que vêm do Nordeste, chega aqui em Brasília e ajuda a fazer-se esta Brasília diversa, que é o nosso tema aqui. Andréia, nossa representante de São Paulo, ela é a nossa líder no quesito... políticas públicas Ana Maria, que ela falou que ela representa aqui, elas o quê? Quase um rio de ciúme aqui. Elas o quê? Elas perdem vista. Elas perdem vista. Eu dei uma olhada aqui, porque eu falei, ué, tirou a camisa do Mulheres do Brasil aqui. Mas ela é a nossa conselheira, ela é a nossa conselheira, do Comitê de Igualdade do Mulheres do Brasil. E aí eu queria cumprimentar as nossas meninas, a Dora, queria todas aqui. Ed Cleide... A Dulce, que é do colegiado. e esse grupo que organizou todo esse evento. Então, eu queria salva de palmas para elas, a Carol liderando aqui. A Carol já saiu, mas não sai. A Carol já foi, mas continua sendo, porque ela se sente participante deste grupo, e eu tenho muito orgulho disso também, porque a Carol tem feito um trabalho... Muito bacana com as meninas. A Ana Maria falou do feminismo negro, de chegar lá e transformar os espaços, que é o mais importante. Então, eu acho que isso é o motivo de a gente estar aqui hoje. A gente sabe da dificuldade, todos nós temos essa consciência, é um país com mais de 50% de pessoas negras. difícil de achar uma pessoa que não tenha um descendente aí, uma descendência aí, né? Eu, de um lado, é alemão, mas do outro lado, do lado materno, era uma moça... da senzala que foi engravidada pelo senhor do engenho, assim que vem a bisavó da minha mãe. Então, todos nós temos essa origem, então, a gente precisa de caminhar junto, entendemos que fazemos parte de um único povo, de um único país. Nós falamos, nos anos anteriores, de causas diversas e muito interessantes, e a gente sente que a gente avançou, pelo menos na pauta. Se ainda não tivemos resultados, nós já temos a pauta no nosso meio. 2023 foi Elas Querem Igualdade na Política. E foi aí que nasceu 50 Mais. Foi aí que veio este nome, a gente falou de 30, a Luísa sempre pede 30% a mais, porque ela diz que a chance de aumentar é muito maior. E ela já foi logo falando, vamos fazer de 50, pula para 50. Hoje, se ela estivesse aqui, ela ia pedir o filme do pula para 50, porque ela caminha com esse filme em todo o palco que a Luísa Helena pisa, para 50. Eu acho que isso é o que ela faz de mais bonito, que é abraçar todas as causas das mulheres do Brasil. O 2024 Igualdade nos Espaços de Poder 2025, elas querem equidade, a força do coletivo que nós fizemos no ano passado, e esse ano elas querem um Brasil mais diverso e mais incluso. de ter um homem, Por incrível que pareça, mais de 700 municípios no país não têm nenhuma mulher. Oxalá uma mulher negra. Oxalá uma mulher negra. Então, nós precisamos de ir nessas nossas causas. Cada ano a gente vai trazer uma coisa que está... nos machucando, Provavelmente, o ano que vem, nós vamos trazer sobre a violência, porque é ruim a gente ter que mudar os nossos... gritos, né? É ruim a gente dar um passo mais profundo, igual nós estamos dando agora. Eu tenho visto a ministra Carmen, ela tem falado muito, a gente tem recebido muitos posts dela, onde ela está gritando, enfrentando a nosso favor. Ela foi ouvir lá em Fortaleza, onde ela falou muito, em todas as pautas, ela tem trazido, eles querem nos matar, mas nós decidimos que vamos viver. E é isso que nós vamos fazer. Provavelmente, para quem não sabe, ela vai estar aqui hoje, meio-dia, então, nós vamos ter a oportunidade de estar ouvindo a ministra repetir isso com mais ênfase. Mas eu acho muito importante nós colocarmos essas pautas Obrigado. Esse diferencial que fazem com que a gente possa estar discutindo mais, e a gente provavelmente no ano que vem, eu já sugeriria isso, Viu? Ana Maria, que a gente possa trazer isso para esta... aqui para a gente falar isso. Hoje eu li muita gente, depois de duas mulheres mortas em seguida, de forma tão violenta, Eu ouvi muita gente falando que só a pena de morte vai acabar com isso. É muito triste a gente ter que começar a pedir uma coisa... tão dramática que a gente coloca a Deus o único direito da vida e a gente, de repente, perceber que a nossa vida que passou a estar em jogo, de você não saber mais onde você vai circular dentro de casa, porque é lá mesmo que está morando o perigo. Então, é muito ruim a gente ter que trazer essa pauta aqui para este local. Voltando agora para o nosso pauta do dia mesmo, eu queria falar um pouquinho, deixar um pouquinho daquilo que nós deixamos, que é o que é o nosso desafio hoje, permanecer, ser respeitada, ser ouvida, sem ser interrompida. Eu não tenho muito esse problema, não, viu, gente? Eu não tenho muito esse problema, não. Eu acho que a gente precisa levantar a voz e falar de cabeça alta. Eu ensino muito isso mesmo. Somos interrompidos porque deixamos, porque na hora que você fala de alto, fala mais alto que ele e pronto. É assim que eu faço, eu termino a minha frase sempre. Eu acho que nós é que precisamos de ser mais fortes, nós é que precisamos de entender que nós podemos, que nós temos condições, sim, que nós vamos dar conta de vencer. respeitada. A gente fica lembrando a Marina Silva como foi humilhada, como foi humilhada quando um fala que passar seis horas com a senhora, aquilo é humilhante. A mulher respeitada no mundo inteiro e desrespeitada na sua casa. A gente não pode deixar isso acontecer mais. A gente precisa de trabalhar em prol de todas. Nós precisamos de entender que os nossos indicadores são ruins, mas nós temos condições de mudar. Eu estava, ontem, estava recebendo um sobre conselhos. Eu fiquei muito feliz porque a gente passou a falar de conselho, mulher no conselho, mulher no conselho. Ontem eu recebi uma pesquisa. que eu acho que ainda nem foi divulgada. Aí a mulher no conselho, ela vai... Ela vai igualzinha ali. Dez anos. Aí, de repente, 2020 começou a subir, e hoje a gente está vendo essa pauta mudada. Nós, Mulheres do Brasil, fizemos parte agora... com muito orgulho, daqueles 30% que foram liberados. Foi participação ativa do Mulheres no Conselho, em empresas públicas e privadas. Se preparem, viu? Se preparem. Quer ser mulher em conselho? Né, Dora? Quer ser mulher em conselho? Estuda, gente, se prepara, porque vai ter muito espaço para mulher em conselho, porque vai ser... Obrigatório. Aumentou 10% em 2027, em 2028, em 2029, nós conseguimos 30% e foi mulheres do Brasil. Paternidade prolongada de 20 dias... Também foi Mulheres do Brasil e outros coletivos que nós vamos juntos. Deixa eu falar do dela agora também, porque o dela é forte também. Gente, olha, ano passado nós falamos dessa pauta nesta mesa, a força do coletivo. Porque juntas nós somos mais fortes mesmo. Juntas nós conseguimos ser ouvidas mesmo. E juntas nós vamos vencer. Quanto tempo vai levar? Eu posso garantir para vocês. Eu comecei a subir em palco em 2000. E dois... Era eu, Luiza Helena, TIECO. Só a gente. Eu fiz parte de um conselho em São Paulo, mais de 10 anos, nós éramos 98 homens Eu e a Viviane Sena, de Mulheres. Olha como mudamos deste período para cá. Olha como avançamos quando começamos a bater na pauta. E agora chegou a vez de a gente começar a... a exigir os nossos direitos, a exigir que a gente possa estar em todos os lugares, a exigir isso tudo que importa, que é exatamente a equidade, a correção histórica, a equidade, a inteligência institucional, a equidade é fortalecimento democrático. Eu queria ler um trecho que eu havia escrito aqui, eu estou lendo aqui, respeitando a Glória, que deixou essas partes aqui para eu ler, mas eu fiz também um pequeno trecho É com coração vibrante que abrimos hoje a pauta Pula para 50. Quando olhamos para o horizonte de um Brasil mais incluso e diverso, não estamos falando apenas de números ou metas distantes, Estamos falando de rosto, de histórias e do direito de cada brasileiro de pertencer e prosperar. Saltar para 50 não é apenas um marco temporal, é um compromisso com a aceleração. é um compromisso com o país nas decisões. Temos mulheres que sofrem, mas a negra sofre mais. Mas a negra tem muito mais dificuldade para chegar lá. E a gente sabe que ela só chegou pela resiliência, pela criatividade e pela vontade de abrir as suas próprias portas. Cada exemplo de uma, ela resgata outras. Cada uma que chega a um limiar de poder, ela traz muitas outras como exemplo. Aquele exemplo dela vai arrastar muitas outras. Eu tenho certeza que a Dora já arrastou muitas mulheres atrás dela. E a gente tem muito orgulho de cada uma de vocês que chegam aqui. Sabe por que a Camília está aqui? Porque um dia ela estava dirigindo um evento de diversidade no Banco do Brasil. E quando eu vi essa menina fazendo aquilo tudo, eu falei, você precisa de ser exemplo para muitas outras mulheres. E a gente tem gratidão por vocês, por terem aceito o nosso convite, que é o papel de vocês que vai agregar outras mulheres, por trazer essa força e essa coragem, por ter a liberdade. Eu fico encantada com a liberdade, gente. Elas fizeram tudo sozinhas, não perguntaram nada, foram fazendo. Isso é que é a beleza. É a beleza, é você saber dessa liberdade de ação, essa liberdade de conexão, essa liberdade de poder que vocês têm. Está dentro de vocês. Não deixe ninguém atrapalhar. Não deixe ninguém interromper. Não deixe ninguém... E... Tirar o seu sonho e não permitir que você chegue onde você quiser. Hoje nós estamos aqui e a gente quer deixar registrado que, na próxima vez que a gente falar sobre essa pauta, que a gente já comece a ver resultado. Que vocês estejam também nesse palco. Eu queria que nesse palco tivessem só negras aqui. Eu queria que esse palco aqui hoje fosse representado único e exclusivamente por deputadas negras, por empresárias negras, por advogadas negras, já é. Mas por todas aquelas que merecem estar aqui em cima falando sobre vocês e para vocês. que você pode, quando começa a mostrar a sua capacidade e a capacidade que você tem de trazer outras mulheres junto. Então, muito obrigada a todas. Que a gente faça um encontro aqui hoje. Estou vendo a Soraya chegou e a gente fica feliz. Essa mulher, quando começa a falar, ainda bem que eu falei antes dela, porque ela é um tesouro. É. Mas eu me emociono mesmo. Eu me emociono porque eu sei que hoje a gente está fazendo algo que vai marcar a vida de vocês. E eu tenho certeza que a gente pode ter Dora no espaço que ela quiser. Eu estou torcendo para a Dora ser conselheira há muitos anos. Eu acho que cada uma de vocês que estão aqui hoje precisam ser... muito mais do que já são. Precisam ir muito além do que estão indo, porque são vocês as responsáveis de trazer todas as outras junto. Obrigada. Obrigada.

0:0015:15
24 de mar, 10:17
#14
Mestre de Cêrimonia Denise Flávia
Denise Flávia

Mestre de Cêrimonia

Transcrição por IA

Queremos convidar a deputada Soraya Santos para também ter a sua fala de boas-vindas nessa mesa de abertura. Obrigada. Obrigado. E, literalmente, ainda quero falar com você, viu? Eu tenho assunto para despachar com você. Olha como é que ela é, gente. Eu quero ser igualzinha. Ai, suas emoções são as minhas.

0:000:33
24 de mar, 10:33
#15
Transcrição por IA

Yeah. I was running around the industry, Because today, the CNI, I always say, Janette, that after the gift of life, which is the most gift that we have, It's the dignity of putting food on the table. And we have to look at what is happening in the industry. We have to know... Oh, Gisele, come here. Senta here in the room. So, then we'll talk about women's issues. Here is the next question. I can never, Janete, stop you at this table, talk to Augusta about the pride of you being at the procuradoria, which is so important. The procuradoria, for those who don't know, is the procon of women. Janete, I always say that... that we inspired ourselves, in the time of Sarney, that he raised women from this country that went to see if there really had a kilo of chicken in the package, or if they had a meal that was done. And they didn't have any mandate. He levanted women from Brazil. And the most exercise of cidadania that we have today is just the right of the consumer. Because a person who doesn't know to read and write, He comes to the logist and says: "I'll go to the PROCON." So, the Procuradorian, Augusta, is the procon of women. We have to know our rights, because the law cannot be here in Brasília. The law has to reach the point. And then, Janete, as procurador, what did I do? I linked my system to all the Câmaras of Vereadores and the Assemblies Legislative, since I had women. And since there was a procurator, because 80% of women's pauta is super partidary. Cancer has no party. Employment is not a party, violence is not a party. And then, in this legislature, I could make the coffee with the leite for my BLM, which is from my state, and we made a lot of entrega. And Augusta, this network that we formed for women, it is very important for you as a member, in this area, we need to be here with Fernanda, fomentant. Why? We talk about various topics. For example, we say, Erika, you know how a woman can get the tromps when the birth is? You know that even if normal part can be done by the umbigo, we take the jurisdiction to facilitate. You know that even in a cesareanian, he is obligated to open a rubric and do it at the time? Because he wants that woman to go home. Justifies that it's the time of birth to not do it, because he wants to win for it. So, when you do it, You are taking the right to the family plan. But more than that, you prevent those candidates who keep doing the ligacy and the woman giving vote as a favor. We have to turn the wheel. I was now in the industry, Janete, saying that we have to know why women entrepreneurs have more difficulty taking empréstimo than men. Why is the product of women's price more expensive? It's not a matter of discussing certain things, because 51% of the families are now in the women's lives. And we have to have this understanding of this universe We have to do a recourse. Why? 70% of women who have children deficient are chefs of family because they are abandoned by the husband. 62% of women who have cancer in this country They are family chefs, they are in this universe. We have to guarantee a table on the table, and plan. If I put so many people in the assistance, I have to know how many I'm taking. Because when you're watched, it's because you're at the bottom of the law. And women, like those who are here, Janete, who have made a virada. I remember that in 2016 I made a levantment about the prefects of this country. It was incredible. Augusta, women in 2016 were the president of cities with the menor PIB. They reproduzir what happened in the house. When everything is wrong, who gets up is a woman. She will cook, cook, but she doesn't let food on the table. but the movements of women like this, that day-to-day, you don't have to discuss it only in politics, it's day-to-day. There's a woman in the council, there's a woman in the justice, it's the right of her to be able to get to You know what they did? You did! in two legislatures later, I will give you a data. Two legislatures later, which was just the last where there was a dispute in capital There was a woman and there was a capital with two women disputing. What changed? The society. The society wants to know where the woman is in this decision. You have to do a colocation, do a light to work. Because it doesn't matter if we say: "I was the first to do this."

0:004:38
24 de mar, 10:33
#16
Transcrição por IA

de mulher. Isso é ação política de mulher. Como em 2016 nós bloqueamos 30% das cadeiras na CBF, Janete. para a formação da mão de obra feminina, porque só tinha uma árbitra de futebol, mulher, E olha o que está acontecendo hoje, cheio de árbitra, cheio de bandeirinha, comentarista, 25% do contrato da CBF já são de mulheres. Ninguém está dizendo que as mulheres têm que ser. A gente tem que perguntar o tempo todo, por que não ser? Por que ter uma indústria, um conselho, qualquer espaço que não tenha mulher? Quantas pirraças nós já fizemos aqui, Érica, para poder ter mulher na mesa? Eu fui primeira secretária à vulsa. para romper tudo isso. sair deixando três mulheres, a primeira mulher negra, Da história da Câmara, fui eu que pedi a Marcos Pereira, seria Silvinho. O ministro falou assim, qual você quer, deputada? Eu disse, quem sou eu, Marcos, para querer? Mas se você quisesse que eu escolhesse a Rosângela... que é do meu estado, tem uma história de vida linda. passou pela rua, passou por quem quiser conhecer a história dela, é uma história linda de superação. Uma menina negra vai olhar assim: "Ela que morou na rua, que teve pai alcoolista, sentou naquela mesa, eu posso também". É isso que a gente deseja, é por isso que, às vezes, Janete, a gente fica embargada. Eu, quando olho para trás e vejo que, nesses três mandatos, quantas coisas a gente rompeu e não é fácil enfrentar aqui dentro. Porque vocês também têm que entender que a gente tem que trazer os homens para essa luta. Nós não podemos pregar para convertido. E a gente tem que fazer isso mostrando números, mostrando resultado. Então, quando houve, e já encerrando de verdade, aquele episódio da árbitra lá no no futebol, todo mundo falando que absurdo, machista, não sei o quê. Gente, eu entrei aqui numa felicidade e falei, eu quero fazer um registro. Super feliz, Janete, registro. Três pessoas serão homenageadas aqui por mim. Três pessoas, três pontos. Primeiro foi a árbitra. Ela não está nem aí se ele é machista ou não, beijinho no ombro. Ela sabia que ela era capaz, ela foi para lá e continuou pitando o jogo. Nós temos que parar de justificar, gente. Ou a gente é, ou a gente não é. A gente não tem que justificar competência. Competência é autorreflexão. Não se justifiquem que eu fico ainda vendo as mulheres querendo se provar o tempo todo. Ninguém tem que provar nada. Vocês têm que provar para vocês mesmo, vocês com espelho. Será que eu sou capaz? Segundo a sociedade. A sociedade gritou: "Essa sim, pode chamar machismo, não sei o que, não sei o que lá, não sei o que lá". Mas mostrou que não aceita mais. Não aceitamos mais. Aí eu falei: "Mas eu quero encerrar". parabenizando o presidente do Bragantino. que ele não precisou nem de vir para o Congresso pedir mudança de lei. Ele fez o papel, tirou 50% do salário do jogador por dois meses por envergonhar o clube. Olha que espetáculo! Eu tinha de estar feliz, não tinha? Então, é o exemplo. Nós queremos mulheres sem se justificar. Nós queremos mulheres que, no universo que ela convive, possam mostrar o que muda a partir. Vamos reeditar, Janete, quero fazer essa proposta, Augusta, Câmara e Senado, reeditar o prêmio que a gente dava até antes da pandemia. A gente monitorava as empresas, quando Santander passou mulheres em relação ao Itaú, o carro mais vendido da Renault, mão de obra 50% e 50%. Esses dias o presidente da Rênia falou comigo assim: "Ah, mas você já viu quantas diretoras mulheres eu tenho?" Aí eu falei para ele: "Ótimo, me dá o balanço, que eu tenho certeza que você está ganhando mais". Finge que me engana, mas eu também estou fingindo que sou enganada. Isso é um golpe bom. Eu quero mulher lá. Sabe por quê? Como é que você pode ter uma empresa cuja consumidora é mulher se não tem mulher na direção? Pode apostar que cada um que você botou aí estava lá, os números mostram. E esses prêmios, Augusta, que a gente precisa propor, casado, nós vamos começar a premiar. Isso é igual o filho. A gente vai parar de esculhambar o ruim, marcar em cima do ruim. Porém, a gente vai dar luz ao trabalho de cada um de vocês, porque aqui é a caixa de ressonância do que vocês fazem na sociedade. Então, eu saio daqui correndo, de verdade, mas eu não podia deixar de dar esse depoimento e dizer: "Janete, você pode falar com a Luiza e com todas elas, com todos os movimentos também que se fazem aqui presentes, Elas Pedem Vista, Mulheres do Brasil". Olha, Essas, vocês não têm noção como é que vocês sacodem... o tambor. Sacodem, botam para quebrar. No dia do julgamento dos 30%, elas foram todas lá para o plenário. Foram para o plenário para olhar se nós estamos aqui, a sociedade civil quer. Um bom dia, orgulho demais de ver a luta de cada uma de vocês. E não preciso nem dizer que vocês contam comigo para que esse Brasil de verdade seja justo. Ele só será justo, inclusive, se tiver mulher, se tiver. em todos os espaços. Muito obrigada.

0:004:50
24 de mar, 10:48
#17
Transcrição por IA

Com a fala dela, nós encerramos aí o painel. Agradeço a senadora Augusta, Andréia Schroeder, aqui a doutora Ana Maria e também a Janete Weiss por esse painel. Obrigado. Obrigado. Nós temos que fazer uma estratégia para falar com vocês sobre o mal. Obrigada. Avisa, bandeira. nesse momento

0:000:26
24 de mar, 10:53
#18
Mestre de Cêrimonia Denise Flávia
Denise Flávia

Mestre de Cêrimonia

Transcrição por IA

Nós agradecemos a presença de todas as autoridades presentes à mesa de abertura. Por gentileza, convidamos os que estão aqui para já... Sentar ali. no auditório, nos lugares reservados, e nós vamos convidar... para o painel 1, que vai falar sobre feminismo negro nas políticas públicas, impactos e perspectivas. Pedimos a todas a gentileza e atenção em relação ao cumprimento do horário para que possamos, então... ter todo o decorrer do nosso trabalho... Obrigado. Não, não tem que deixar pra você no meu nome. Obrigado. Obrigado. Eu quero saber da minha chamada, eu quero saber da direita. Obrigado. Obrigado. O painel 1: Feminismo Negro nas Políticas Públicas, Impactos e Perspectivas. O objetivo deste painel é analisar como o feminismo negro influencia na agenda democrática brasileira na representação política de mulheres negras e no fortalecimento de políticas públicas. Para compor a mesa, convidamos... A moderadora Manuelita Hermes. dione assis líder do black sister in law Não. Obrigado. Helen Carolina Piedade, líder da Abaiomi. Obrigado. E Bruna Rodrigues, líder do Paridade do Judiciário, que estará participando online. Para fazer a abertura deste painel 1, convidamos a deputada federal, Érica Cocay, para a sua palavra. Obrigada. Eu estou... muito encantada de nós estarmos aqui.

0:002:05
24 de mar, 10:54
#19
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

neste espaço, construindo um Brasil mais inclusivo, um Brasil mais solidário, um Brasil onde nós possamos respirar a própria liberdade. E digo que aqui esse espaço... e construído a partir da Secretaria das Mulheres, mas com elas pedem vistas, mulheres do Brasil, é absolutamente fundamental para que nós possamos reafirmar de que nós só teremos um Brasil realmente democrático se nós tivermos igualdade de direitos entre homens e mulheres. Essa não é uma luta menor, essa não é cereja de bolo, não é chantilly do café, é estruturante para a construção de uma sociedade mais justa. Nós lembramos muito de Rosa Luxemburgo, quando diz que nós lutamos por uma sociedade onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e detentoras da mais profunda liberdade. E também lembramos, quando se diz que nós, mulheres, nós queremos o poder, mas não é poder contra os homens, nós queremos o poder de sermos nós mesmas. Nós queremos o poder de vivermos uma humanidade que pressupõe a condição de sermos donas nosso querer, do nosso agir, que pressupõe que nós tenhamos a condição de todos os dias reafirmarmos para toda a sociedade que o nosso corpo nos pertence. Muitas vezes penso que quando os homens nascem, os seus corpos são seus corpos. E nós todos os dias, nós mulheres, a gente diz que os nossos corpos são nossos corpos. E que o nosso falar é o nosso falar. E que o nosso não é o nosso não. Ele não tem lógica sexista, de uma lógica de subalternizar as mulheres, estabelecer às mulheres a exclusividade dos espaços domésticos e a negação dos espaços públicos. Por isso digo, tem teto de vidro, moço, tem teto de vidro. E se a gente não reconhece que tem teto de vidro, você não combate o que você não vê e não reconhece. que culpa, culpa é instrumento de dominação, culpa a lógica do medo, o medo das ruas, o medo das noites, que nos é imposto, mas também as culpas, a culpa porque há as ditaduras, a ditadura da perfeição, onde as mulheres têm que ser perfeitas quando ocupam o espaço, que é um espaço que um espaço culturalmente reservado para os próprios homens e negados pelas mulheres. E a gente diz: "Moço, nós queremos ter o direito de estar em todos os espaços. Nós queremos ter o direito de ir carregando a nossa própria humanidade. Mas também há uma solidão. E eu diria: a culpa, o medo, a culpa e a solidão são instrumentos de dominação que nós vamos rompendo. E a gente rompe lembrando a canção: Não mexa comigo. Porque eu não ando só. Não mexa comigo, porque eu não ando só. E a gente anda em construção de um movimento coletivo. Mas também as ditaduras da perfeição. Aquelas que dizem, ocupa teu espaço público, mas sua casa tem que estar intacta, mas você tem que estar sempre à disposição do seu marido, do seu companheiro, mas você tem que estar... possibilitando que seus filhos não adoeçam. São as ditaduras da perfeição. Muitas vezes a mulher sai para ir ao trabalho e deixa a criança, e a criança chora porque não sabe ainda que ela vai voltar e se sente culpada. E a gente tem que romper todas as culpas. Todas as culpas e nos colocarmos em movimento para construir uma sociedade onde não tenhamos dor em sermos mulheres. Onde não tenhamos medo de voltar para casa. Porque tem milhões de mulheres nesse país de voltar para casa, porque ao chegar em casa serão arrancadas delas mesmas e esvaziadas enquanto pessoa. Há um processo de desumanização simbólico que precede a desumanização literal. Chega, chega, basta de nos matar. É como diz sim, realmente, como falou a Janete, a nossa ministra, Carmen Lúcia. não só sobreviver, vivenciar a integralidade, a beleza e a magia da nossa própria humanidade. E a gente faz isso coletivamente, uma segurando a mão da outra. Por isso, eu queria dizer da minha alegria deste seminário, de estarmos aqui fazendo esta conversa de tudo que nós lutamos na Câmara. Nós lutamos para termos uma secretaria da mulher, para ter um observatório da mulher, da violência contra a mulher, expressar na subrepresentação feminina deste parlamento, somos menos de 18% na Câmara, precisamos de mais mulheres eleitas neste ano de 2026, mas também há uma violência política de gênero que vai se expressar na na tentativa que eles têm de nos silenciar. Nós já escutamos: "ah, vocês são gaiolas das loucas, vocês deveriam dormir e não acordar mais, mulher que não age com mulher tem que apanhar como homem", e a gente diz: "moço, todos os dias a gente vai acordar". E todos os dias nós vamos dizer que esta sociedade será democrática com a luta das mulheres para que estejamos em todos os espaços de poder. Eu vou Concluir apenas lembrando a fala da presidenta do Supremo Tribunal Militar, Superior Tribunal Militar, que dizia, furei o teto de vidro. Furei o teto de vidro. Sabe quando a gente fura o teto de vidro? A gente abre espaço para que muitas de nós possam voar, para que muitas de nós. É um pouco do que diz a Soraya. A gente sempre lembra das primeiras, do ineditismo, mas a gente tem que ver quem vem depois, porque tem que vir muita gente depois, muita gente depois, para que a gente possa todos os dias dizer, furamos o teto de vidro e os estilhaços desse teto a gente varre da nossa sociedade, onde não haja dor em sermos mulheres e onde nós estejamos em todos os espaços para que nós possamos construir realmente a ciranda da nossa vida. humanidade. E assim, digo, que é, como diz Cora Coralina, a gente arranca pedra todos os dias, mas a gente planta muita roseira, muita roseira, e a gente vai arrancando pedra, plantando roseira, transformando a sociedade para dizer, para dizer... Não mexa comigo. Porque eu não ando só. Nós andamos juntas para a construção desta sociedade libertária, porque é liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós e nos respeite, porque somos mulheres e mulher é como nasce. Quando nasce. carrega a coragem como coisa de nascença. Viva elas pedem vista, viva as mulheres do Brasil, vivam todas as mulheres que todos os dias dizem se cuida, se cuida seu machista, porque este país será todo feminista. Obrigada, deputada Erika.

0:007:42
24 de mar, 10:56
#20
Transcrição por IA

. Thank you. to start this panel, which has the theme "Feminism Negro in Políticas Públicas, Impact and Perspective" I pass the word to our moderator, Manuelita, to start the panel. Be very welcome. I'll... Hello?

0:000:24
24 de mar, 11:04
#21
Transcrição por IA

Muito obrigada, deputada Gisela. Bom dia, meus cumprimentos a todos e todas. É uma alegria estar aqui neste evento moderando este painel com um tema tão necessário, feminismo nas políticas públicas. Mas eu gostaria inicialmente de registrar aqui meus agradecimentos. Meus agradecimentos a toda a organização deste evento, em especial ao grupo Mulheres do Brasil e também ao grupo Elas Pedem Vista. Deixo aqui minha gratidão, minha reverência por uma trajetória de liderança em relação aos coletivos. em relação à articulação da sociedade civil, e, mais uma vez, também, registro, gostaria de registrar, a gratidão a esta casa, a esta casa do povo. Então, tenho a alegria de estar aqui ao lado da deputada Gisela Simona e cumprimento, então, o Congresso Nacional, em especial a Câmara dos Deputados, em seu nome, já que ter essa incidência, essa ocupação, essa discussão aqui na casa do povo, representando a democracia ainda imperfeita deste nosso país, material que tanto almejamos é relevante. Então, deixo aqui esse registro. E, finalmente, antes ainda de passar a palavra às nossas convidadas, palestrantes dessa mesa, eu gostaria também, como mulher, como mulher negra, como mulher nordestina, que também já foi feita referência aqui, ao regionalismo, deixar a minha impressão sobre este março. Nós mulheres vivenciamos a cada ano um março diferente. A cada ano uma celebração em relação a esse dia internacional que nos hermana, que nos agrega, que nos traz a nossa pauta. E a cada março eu tenho sensações diferentes. Não posso deixar de registrar a sensação em relação a esse março de 2026. Ela se subdivide, na verdade, em duas sensações, mas todas, muito infelizmente, permeadas pela violência. Tivemos aqui o registro da doutora Janete em relação à trajetória, à construção, às transformações, e isto é inegável, e minha fala aqui não é de forma alguma de apagamento das conquistas que nós mulheres já tivemos, e digo como mulher negra, à luz do que as minhas ancestrais já vivenciaram em relação à privação de liberdade que hoje eu vivencio, então isso é avanço, mas não posso negar o mês de março violento de 2026. violência física. E a cada dia, minha voz já embarga, é uma notícia severa de morte, de feminicídio, de dor, de mulheres que perdemos diariamente neste país. Esta é a violência física que, em março de 2026, não apaga a celebração, mas nos... hermana ainda mais a reflexão sobre o que precisamos ainda fazer por esse nosso país, Brasil, que queremos inclusive o diverso, como é o grande nome deste painel. E a segunda violência, esta sim simbólica, e aí eu já trago com uma perspectiva mais otimista e trazendo a minha vivência como professora, como acadêmica, como palestrante, em relação à simbologia de eventos como este, e à simbologia de eventos à luz de um feminismo que, historicamente, afastou o feminismo negro da pauta feminista branca. E esse evento... Sim. coloca, a meu ver, historicamente subvertendo toda essa lógica de a frente chegar o feminismo branco, com as lutas brancas e que saam uma mulher negra, estávamos exatamente conversando sobre isso um pouco antes do início do evento, e esse evento diz não, temos os nossos feminismos, precisamos avançar com o feminismo negro na mesma linha de caminhada do feminismo branco. Então, aqui, essa violência simbólica que nos atravessa ao longo dos anos já vem sendo aplacada. Então, meus cumprimentos à organização deste evento por transformar essa história, por simbolizar uma iniciativa a ser replicada, difundida, e, quiçá, banalizada, isso é o que eu espero, que eu não precise, mas, em um momento inicial, salientar o quão destacado e diferente é este momento, que ele se torne banal e comum na nossa sociedade. de passar a palavra neste painel à nossa primeira palestrante, a doutora Helen Piedade, aqui representando o coletivo Abayomi. Por favor, tenha a palavra. Obrigada.

0:004:55
24 de mar, 11:04
#22
Líder da ABAYOMI Ellen  Carolina Piedade
Ellen Carolina Piedade

Líder da ABAYOMI

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I Good afternoon, I'm Ellen Piedade. I start today. Hello, I'm very happy, really. Last year I was here, I had the pleasure of being able to contribute and participate. And I believe that I brought, initially, question Key. which made us look for the event itself and understand how we could do it. how we could expand the diversity and inclusion within It's the seminar, right? I question how many black women were part of our lineup of the panelists. And this year, in a very conscious movement of amplification and of the collective, and of looking for our diversity, we have a list so full of so many women, so diverse women, and that includes, that so much, the black feminism. And I'm very happy because this has everything to do with who I am and with the country that I defend and that I believe, in a March with so many negative data, with a reality so difficult for us women. Who is Ellen? I am a daughter, a daughter, a daughter. I'm Tia, I'm a political scientist, I'm a Biomi. I'm part of a collective, and I'm here for this collective, which is the Association of Bayomies and Negro Juristas. which is a women's association that already are in the federal administration, that already are part of the justice system. but they realized that they were so alone. And they began to seek other women. And since that's our mission, our goal is to opportunity that other women, that other people negras, occupy spaces. that other people like me occupy spaces and diversity be by presence, not just by representation. So I bring Biomi, which is association where I'm part of but that translates a lot of what I hope, I believe, and I want to translate. I think that in our first talks, both with Ana Maria, with Andrea, with the deputy Erika, we have so much content that only shows how we, women, with the pardon of the word, we are f*cking. Everyone already has a lot, we already have a lot of synthesis and elaboration, all the discussion, all the pautas that we thought, of a way, with excellence. to prove that we could occupy the same spaces that the men, white, black, etc. And I say: "How can I contribute, after so many names and so many women, so many older women, so competent, so intelligent, that translated so well, so much of what I would say, not? So, of our causes, so the importance of the public policies, of health, education, and security, not? And then I bring a little bit of my experience in the federal administration, I am a public federal, I am a public federal, too, and my niche of acting in the combat of racism and the promotion of a black femininity in institutions. It's a invitation to think a little bit about how we can create, promote, a world institution, but diverse and inclusive. Because we want a world more inclusive and inclusive. And we can see between us, we are all women here, We have almost all of them, we continue to bring men together. but women with greater literacy, and I don't have any doubt that they already understand the importance of diversity, of having more people talking about themselves, about their groups, Notably, we are women who have reached many institutions. especially the state. And how individually, how in micro I can impact these spaces? And then I thought a little bit about my trajectory, right? I am a public servitor since 2018, I was created for this, it is part of the ascension of my family. I am the first, I am the first, I'm from a family of many women, so I think that the machismo has less space to limit us, and that it seems to have been created a little bit to be a woman more men, to be a woman more woman. And I had the opportunity, for example, in a Bayomi, to be able to cultivate my feminine and let it be more spaces for me. But, with this, I'm in administration since I'm very new, so I've been through all the exclusions possible, in the administration, to be a senior and eternally the cleaning woman, or what you're doing here because you don't have a look of who works here. or your hair is dirty, why not you're not licking it? So, I've been through situations where I was talking with women who said, "We are the same, why are you talking about this?" I was white, and I didn't understand why I was divulging the diversity and the importance of those forums, having different people, as well as the ones, being less elitist. But today I have, maybe I have attracted, I don't know, majoritariamente feminina, very diverse and with women... very progressist for the country. Today I am at the National National Transparency and Access to Information, from the Controladoria-Geral Union, and we are assessor as all women, and diverse women, and I am not the only woman black. And we talk a lot about this, about how to transform spaces, where we are going to be, how to compose these teams, women's team, how to not punish other women, I also have a mother, but I have been in a only women. in the small and large team, also 60 women, who discussed Why women can't emend férias and maternities? because it's prejudiced work. or licenses, forms of punition. And the importance of taking the cargo of women who are pregnant, because they will be away for a long time, and will ruin the work. Because they are the ways that the machismo is a bit of a person. So we need to think about that. So, to be in a new space and have had the opportunity to form different teams and look for the singularity and diversity, and include it formally, is essential. So, I wanted to talk about this today, about bringing this reflection. about how we can create institutions, make part of institutions especially us that we can reach many of these islands, we are either the only chef, the only guest or as few, and how we can transform these spaces, institutionally, even because in these spaces, naturally, We are violent, persecuted. So, we are women, black and black, who need to support us. And we are here, as a signaler of our intention, our activism, our desire to be military and transform these spaces. the need to increase our representation in political spaces. It's a lot of people here talking about But we need to breathe and enter these fight. And I believe that we, here today, are these women that are giving a face to face and that want to face these battles, that today we can choose to face these battles. because not all can choose this today, in their reality. So, if I could bring some collaboration to our discussion today, we can make it I'm going to go from macro We also need to be in the macro space, in the Câmara, in Congress, in the political cenário, but look at the institutions that we already have occupied, and transform these spaces with our presence. Nice. Thank you. Thank you. Thank you. Thank you. Hello

0:0010:41
24 de mar, 11:09
#23
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Obrigada. da Ellen, que traz uma perspectiva de feminismo desde o seu berço familiar, desde a sua criação, a sua família, expande para as instituições na qual trabalhou, serviço público... compreendendo todas as discussões sob uma perspectiva feminista, compreendendo os problemas e incidindo seguramente sobre eles à luz da sua atuação transformadora. Parabéns pela fala, muito obrigada. Nós temos agora uma palestrante que não pôde comparecer presencialmente e... fará então a sua participação online, gostaria então de que fosse disponibilizada a imagem da nossa palestrante Bruna Rodrigues que falará em nome do coletivo Paridade no Judiciário. Será que conseguiríamos? Bom dia! Vocês me ouvem bem? Perfeitamente, Bruna. Por favor. Dr. Manueli

0:000:53
24 de mar, 11:20
#24
Líder do Paridade no Judiciário Bruna Rodrigues
Bruna Rodrigues

Líder do Paridade no Judiciário

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Rita, bom dia. Muito obrigada por este convite, por este momento. Eu devo agradecer especialmente as organizadoras e a essa casa que está recebendo essa temática tão importante e valorativa para que tenhamos um espaço e vivermos em um Estado democrático de direito de fato. Porque quando nós falamos da ausência de mulheres negras, e o feminismo negro, que aqui o nosso painel acaba falando disso, nós estamos falando de uma democracia que ainda está passando por um déficit, um déficit democrático. no meu entender. Eu saúdo a todas as pessoas presentes na pessoa da querida, da doutora Manoelita Hermes, a nossa moderadora, que é um exemplo e uma referência técnica e humana. tem um nome que foi formado e forjado na história em razão da sua competência técnica, da sua preparação profissional. Então, doutora Manolita, recebo os cumprimentos. e eu passo na sua pessoa. Pois bem, eu começo a falar, eu sou uma juíza, fazendo aqui minha autodescrição, sou uma mulher negra, e tô aqui com o cabelo meio que tingido né uma roupa corvinho e toda vez que eu falo sou uma mulher negra isso traz uma responsabilidade porque ser mulher é diferenciado, principalmente agora quando ser mulher tem sido um problema para a própria existência. A tentativa hoje é de acabar com o gênero mulher, porque... nós vemos as taxas de feminicídio que nós estamos vivendo no nosso país, atualmente com assustador isso é mas quando eu falo então que eu sou uma mulher negra então eu trago duas dificuldades que são acumuladas que é então ser mulher e ser uma pessoa negra porque nós também sabemos o que a população negra tem enfrentado no nosso país ultimamente né nós não podemos esquecer do quanto as mulheres negras, de que elas representam a maioria do eleitorado, as mulheres negras estão na base da pirâmide, inclusive financeira, do nosso país, mas ela, no entanto, representam apenas cerca de 8% no Congresso Nacional ou 1 a 2% no Senado nós tivemos o Senado é uma apenas uma senadora negra e o que que isso traz por consequência traz por consequência que a ausência de mulheres negras nesses espaços de poder, impactam diretamente nas políticas públicas que são formuladas e na forma de pensar e agir no espaço de decisão. e então nós temos um desafio que está sendo aqui a tentativa de neutralizá-lo, uma tentativa de de fato enfrentá-lo, que é esse desafio de trazer a visão da ótica não só do feminismo, mas do feminismo negro. E por que essa dicotomia, feminismo branco e feminismo negro? Porque as mulheres negras foram esquecidas absolutamente. seja pela pauta que exigia uma igualdade racial né quando nós falamos aqui quando nós pensamos historicamente existiu ali por um tempo, nos Estados Unidos em especial, a luta contra a abolição da escravatura, e isso os homens, então o pensamento era apenas da raça, racial, e as mulheres estavam também na luta do gênero, na tentativa de terem direito ao voto, eu quero falar só do preto, da pessoa negra e aí que a mulher negra fica de lado daqueles que estavam à frente dessas pautas raciais e a mulher branca no feminismo branco também olha não a nossa pauta é o gênero mulher negra tá tudo igual é tudo igual não nós não temos que tratar disso. então ela fica órfã de ter um movimento social filha folha e aí cria-se o feminismo negro com essa potência com grandes nomes e trazendo como mola propulsora né o que já havia sido falado a atrás no discurso da abolicionista Sojourn Trump, quando ela falava e eu não sou uma mulher, o feminismo negro exatamente traz isso. Por que e onde é que eu entro? Ela traz um discurso dizendo... é perguntando se ela não era uma mulher em diversas ocasiões enquanto estavam falando sobre a abolição enquanto estavam falando como e que deveria ser tratado uma mulher ela retrata justamente isso ela fala bem eu não sou uma mulher eu estou aqui trabalhando estou capinando há tantos anos isso tem acontecido e eu ninguém olha para mim ninguém pode pegar é meu me ajudar a subir numa numa na carroça, na carruagem. E isso que foi dito há anos atrás, que já tratava, então, da ideia de interseccionalidade, que foi tão... trabalhada aqui né anteriormente e que é impossível de não se falar quando falamos os feminismos Ainda hoje é o desafio a ser compreendido e ser superado. Eu tenho aqui como base apresentar para as minhas colegas que estão aqui, que todas nós... Estamos aqui como... emanadas para enfrentar esse problema, que nós precisamos hoje de uma agenda, quando eu falo do ciclo das políticas públicas, Nós sabemos que esse ciclo traz... a elaboração de uma agenda né que então é identificar quais são as demandas dessas mulheres negras que hoje tem menor visibilidade uma formulação dessas políticas públicas a implementação de fato, dessas políticas e depois a fase da avaliação. O que o Congresso Nacional tem como papel principal, o poder judiciário e o poder executivo nisso é, nós precisamos levar essa pauta, como estamos fazendo aqui com a Agena, Então, olha, a mulher negra está buscando o seu espaço, ela está buscando estar em espaço de poder porque a sua presença é necessária, para que haja definição de prioridades normativas, para que haja previsão de orçamento necessário para políticas públicas, voltadas a essa população e essa estrutura de política redistributiva que também devemos adotar. É um grande desafio falar e trabalhar essa temática, mas não é um desafio que está entregue e que é impossível de ser alcançado. Eu acredito... que com essa atuação conjunta, E que hoje, que nós temos essa possibilidade em especial, diante do feminismo branco, de mulheres que se identificaram, como foi dito aqui pela doutora Manoelita, mulheres que trouxeram, trouxeram luz. a esse assunto que nós estamos trazendo hoje. com essa união. nós temos grande chance de ter sucesso. e vemos mais mulheres nesses dias. espaço de poder em termos de políticas públicas a serem consideradas também em favor dessa população. eu preciso chamar atenção para um dado que hoje O feminicídio é a grande mazela que nós temos na nossa sociedade todos os dias. Nós quando vamos assistir o jornal ou ler as notícias, nós vemos que mais uma mulher foi assassinada porque ela é mulher. E desses números assustadores, mais de 60% dessas mulheres hoje são mulheres negras. Então existe algo a ser considerado. Por que essas mulheres estão... sofrendo. Por que as mulheres negras são a grande maioria vítima desse processo É... Infelizmente, cruel que nós estamos passando. Nós precisamos olhar para essa realidade e precisamos atuar firmemente para que haja redução. Ela me escuta, doutora Bruna? Doutor Bruno Miscuta. Estou ouvindo. Por gentileza, doutora Bruna, nós temos um horário e nós pedimos, a senhora tem um minuto para encerrar a sua fala, porque nós já temos outro painel em cima.

0:008:11
24 de mar, 11:20
#25
Mestre de Cêrimonia Denise Flávia
Denise Flávia

Mestre de Cêrimonia

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Obrigada. Tá bem. Obrigada. os dados, muito obrigada, eu que agradeço

0:000:06
24 de mar, 11:29
#26
Líder do Paridade no Judiciário Bruna Rodrigues
Bruna Rodrigues

Líder do Paridade no Judiciário

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Eu, mais uma vez, então reforço a importância de olharmos com atenção, de criarmos então espaços não basta só falar nós precisamos estar em grupos de trabalho e grupos em todos os lugares em que for discutir política pública uma mulher negra precisa estar para fazer parte e fazer com que essa parcela significativa da população tem a representatividade e impacto social necessário muito obrigada Muito obrigada, querida doutora Brun.

0:000:38
24 de mar, 11:29
#27
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que traz essa perspectiva, a meu ver, esperançosa, à luz da história do feminismo negro, à luz da construção das políticas públicas e todas as suas fases, caminhando para algo que realmente seja transformador, igualitário e inclusivo. E nessa linha aqui, na minha perspectiva de moderadora, para encerrar, eu vislumbro como anunciei esse evento como uma real união das frentes e das linhas do feminismo branco feminismo negro, e por isso o seu título, Elas Querem um Brasil Mais Inclusivo e Diverso, não precisa distinguir Ela, mulher negra, nem ela. Mulher Branca. Nós, elas. E deixo aí, na perspectiva futura, que tenhamos, todos querem um Brasil mais inclusivo e mais diverso, para que tenhamos a solidariedade, para que, em março, tenhamos também os homens feministas, também os homens que compreendem que, para que mulheres alcancem espaços, notadamente, espaço de poder, é necessário que alguém ceda esse espaço. todos querem um brasil mais inclusivo e mais diverso e que este painel Também não precise ressaltar feminismo negro e políticas públicas. que a palavra feminismo já abranja tudo que nós Precisamos. Muito obrigada.

0:001:34
24 de mar, 11:29
#28
Transcrição por IA

y... de la Bancada Femenina de la Cámara de Deputados, quiero agradecer a Manuelita Hermes. por moderar este panel tan importante aquí para casa, a Helen, como también a Bruna, que nos brindó con sus conocimientos. Es un día muy rico este seminario, donde estamos teniendo esta escucha ativa de mujeres empoderadas que están contribuyendo para que los trabajos en esta casa también se amplíen en defensa de la mujer brasileña. Muchas gracias a todas. Gracias.

0:000:36
24 de mar, 11:31
#29
Mestre de Cêrimonia Denise Flávia
Denise Flávia

Mestre de Cêrimonia

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Temos a presença de todas as presentes na mesa do painel 1. Convidamos para ocuparem os seus assentos reservados no auditório e assistirem ao painel 2, com o tema Mulheres Negras no Poder, Desafios, Avanços e Horizontes. O painel 2: Mulheres Negras no Poder: Desafios, Avanços e Horizontes. Esse painel nos convida a ir além dos números e reconhecer as trajetórias, estratégias e resistências que marcam a presença de mulheres negras no poder, revelando não apenas os desafios enfrentados, mas também os avanços conquistados e os horizontes que seguimos construindo. com voz, coragem e compromisso do coletivo. Obrigado. Convidamos para compor a mesa... Dora Gomes, líder do Comitê Igualdade Racial do Grupo Mulheres do Brasil Brasilian. Obrigada. Ministra Edilene Lobo, jurista, advogada, pesquisadora e professora. Obrigado. Doutora Daies Jaala, auditora de controle externo no Tribunal de Contas do município de São Paulo e presidente da Comissão de Diversidade Racial do Instituto Brasileiro de Direito Administrativo. Itamara Vizioli, neurocientista comportamental. Obrigado. Obrigado. Todas. A Tamara ainda não chegou, mas a gente vai iniciar. Bom dia a todos e a todas. Para mim é uma honra, vocês não sabem

0:002:05
24 de mar, 11:32
#30
Moderadora Dora Gomes
Dora Gomes

Moderadora

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Quão emocionada estou, do fundo do meu coração. A gente está mediando. um painel tão importante... de uma relevância tão importante. que é nesse espaço. nesse seminário. Queremos um Brasil mais inclusivo e mais... justo. E quando falamos de mulheres negras no espaço de poder, nós não estamos tratando apenas de uma representatividade. Nós estamos aqui para falar de uma reparação histórica, de uma transformação de estrutura, de uma redistribuição do poder. É isso que a gente quer. A gente não quer que ninguém perca o poder, mas que ele seja distribuído de forma justa a realmente transformar as nossas estruturas da sociedade brasileira. Portanto, esse painel é um convite... minhas queridas panelistas, para a gente ter um olhar para o passado que nos trouxe até aqui, para o presente que continua nos desafiando e um futuro que urge que nós possamos, construamos um caminho mais aberto para nós. E mais do que respostas prontas, a gente espera aqui refletir sobre experiências. sobre reflexões e aberturas de caminhos possíveis. Temos aqui panelistas com experiências diversas, que estão em diferentes frentes, e que vão poder nos trazer uma compreensão melhor dessa agenda de uma forma mais ampla, e mais profunda. Nós temos um limite de tempo, então nós vamos correr um pouquinho contra o tempo, peço desculpas a vocês, que vamos ter que falar um pouco menos... Então, eu vou pedir no mínimo 10 minutos de fala para cada uma. E eu... Olhando aqui para a trajetória, principalmente, eu vou começar com a nossa ministra Edilene Lobo, porque olhar para a trajetória da ministra e olhar para a trajetória da coletividade, da história das mulheres negras, é impossível a gente não reconhecer. que chegamos até aqui fruto de muita Resistência. E aí, ministra querida, eu gostaria muito que você trouxesse para a gente essa reflexão de como a história da mulher negra na política brasileira revela tantos processos, de exclusão de reinvenção, que a gente tem que se reinventar a cada dia, e principalmente, de resistência. Muito obrigada, bom dia, me ofendem-me. Aí. Acho que agora sim. Bom dia, muito obrigada.

0:002:39
24 de mar, 11:34
#31
Ministra do Tribunal Superior Eleitoral Edilene Lobo
Edilene Lobo

Ministra do Tribunal Superior Eleitoral

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Sumprimentos, abraçar todas, o tempo... me leva a dizer que estão todas no meu coração e eu tenho os melhores sentimentos. E agradecimentos... por essa oportunidade, por esse evento. por poder encontrá-las. E eu queria, então, entregar esse afeto nas pessoas das integrantes dessa mesa. e vou nominar Dora. Dora é uma dessas amigas queridas que a vida nos oportuniza nesse trajeto. E eu vou falar um pouco de trajeto. Talvez menos de chegada. mas de trajeto. E o trajeto importa. porque ao longo dele nós construímos... o que Dora já apontou quando abriu nossa conversa, que é... a necessidade absoluta de nós falarmos de redes. Redes para que nós possamos todas... em construção. continuar contando. que a despeito dos inúmeros obstáculos Nós somos uma referência para a construção de possibilidades. Então, vou ser muito breve, mas eu preciso fazer uma retrospectiva histórica. sobre o passado para que nós possamos, ao olhar para ele, entender que ele marca de alguma maneira o presente, mas ele não pode aprisionar o desejo de transformação. E mais que um desejo, a necessidade de mudar a realidade. Quando nós falamos, portanto... da história das pessoas negras no Brasil, Nós estamos contando, a partir de 1535... que é o início da chegada das pessoas escravizadas aqui, forçadas... de 1535. até 1850, quando nós ainda ouvíamos falar. da escravização, portanto, Nós vamos... ter que continuar discutindo sobre... esse processo e a abolição inconclusa, Mas, nesse curso, nós tivemos... inseridas no Brasil 5 milhões no mínimo. de pessoas negras, africanas, escravizadas, passando por toda sorte de serviço e de maus tratos, de trabalho forçado. e de toda essa história que mancha mas que não pode ser esquecida para que ela não se repita, mancha a história do povo brasileiro. É para dizer que Essa construção da negritude, por muito tempo, foi esta, da subalternização... da servícia, do trabalho forçado, da incapacidade de mudar a realidade. Até porque com a abolição, abolição formal, esses milhões, dentre eles a maioria de mulheres negras, Esses milhões foram jogados nas ruas do Brasil sem nenhuma Política de reparação. Mais que nada, manutenção. de modos variados da escravização, agora num outro cenário de aparente liberdade. Então, o passado conta. dessa realidade. Mas... esse passado... também conta de histórias de resistência. Desde sempre, as mulheres negras resistiram às serviços ao processo de escravização, aos processos autoritários pelos quais o Brasil viveu, e ainda hoje... lutam resistem crescem E dizem que sim. Só pode haver um futuro. se nós falarmos da inclusão de todas as pessoas, marcadamente aquelas que majoritariamente continua embaixo e atrás. Essa mesa é uma revelação do presente. Essa mesa é a revelação de que muitas mulheres negras lutaram, atuaram e continuam fazendo isso. Quando nós falamos do processo de escravização e resistência... Nós não podemos nos esquecer, por exemplo, de Dandara. de Luísa Maim, Nós não podemos nos esquecer de Esperança Garcia. Nós não podemos nos esquecer... de Nagotime e tantas outras... que eu ficaria aqui horas falando e faria com prazer. Quando nós falamos da luta cultural, nós precisamos lembrar de Chiquinha Gonzaga, transformadora da música... Quando nós falamos da luta pelo sufrágio, nós temos que lembrar de Almerinda Faria da Gama. Quando nós falamos da luta pela cultura diversa, nós precisamos lembrar de Chiquinha Gonzaga. Quando nós falamos do enfrentamento à ditadura militar no Brasil, nós temos que lembrar de Elenira. Nós temos que lembrar de Beatriz Nascimento, nós temos que lembrar de Lélia Gonzalez. Nós temos que lembrar de tantas. que lutaram... que inspiraram e que continuam indicando que não é possível uma sociedade próspera, justa, no quadro de exclusão das mulheres negras dessa realidade, como nós ainda contamos. Falar de passado não significa... Olhar para trás para sempre. mas significa ter memória, lembrar da história, para falarmos de reparação. O presente precisa contar de reparação. para que nós possamos falar de um futuro possível. Para todas as pessoas. Falar de reparação, e quando falamos da política... Nós precisamos nos comprometer, todas as pessoas. com a transformação do quadro que nós ainda vemos. que é produto muito mais do esforço das mulheres negras do que efetivamente de um investimento coletivo, consciente, em direção à construção de uma outra realidade. As mulheres compõem 6% da Câmara Federal nessa casa. Nós estamos falando de 60 milhões... tal qual a população da França. As mulheres negras são 60 milhões de pessoas desse imenso país. estão assentadas em apenas 30 cadeiras... no Parlamento ou na Câmara Federal. Os diagnósticos, os números, a fotografia... Todo mundo tem. nós precisamos, para falar de de um futuro sustentável, nós precisamos falar de resultados. Nós precisamos falar de compromisso com a agência das mulheres negras nos espaços desses ódios. E ao falar da política, exatamente num ano de eleições... é importante nós colocarmos em cena as grandes instituições da democracia representativa que têm um compromisso constitucional e precisam levar a cabo. Nós estamos falando dos partidos políticos. para falar de resultados... nós precisamos que haja efetivamente a entrega do dinheiro do povo, da poupança pública para a maioria do seu povo, as mulheres negras, Nós precisamos falar de ampliação dos espaços de visibilidade na propaganda eleitoral, em todos os espaços que as mulheres puderem se manifestar. e entregar as propostas que tem, sim. Porque mulheres negras, as gestoras do impossível, as administradoras da escassez, que geram as famílias que sustentam esse país. que gera esperança... que transborda do nosso coração. que cria filhos, netos, vizinhos, amigos, Essas são as verdadeiras administradoras e construtoras de políticas públicas que precisam ocupar esses espaços desses olhos. Então, minha fala brevíssima... com o coração cheio de esperança... é de que neste ano eleitoral nós tenhamos um compromisso com resultados e que cada uma de nós repila a eficácia do racismo e da misoginia. que ao fazê-lo nós nos dirigamos às mulheres, às mulheres negras que disputam a duras penas um lugar para transformar os espaços da política. Então, procure do seu lado, abra a porta, abra a janela, identifique candidatas. que tenham esse compromisso com uma vida boa para todo mundo. Muito obrigada e até um encontro próximo. E aí E aí

0:008:47
24 de mar, 11:36
#32
Moderadora Dora Gomes
Dora Gomes

Moderadora

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Pegando esse último gancho aqui da nossa querida ministra Edilene, que falou da questão dos partidos, do compromisso partidário. Eu queria que você trouxesse para a gente, Deise, esse... essa reflexão sobre... que quando a gente fala de mulheres, da presença de mulheres na política, de mulheres negras na política, a gente não pode ignorar que existe um campo jurídico e um campo institucional... que tanto pode viabilizar mas que, na verdade, ele tem mais nos limitado a participar. Traz para a gente um pouquinho sobre essa reflexão. Bom dia

0:000:38
24 de mar, 11:45
#33
Auditora de Controle Externo no TCM-SP Daiesse Jaala Bomfim
Daiesse Jaala Bomfim

Auditora de Controle Externo no TCM-SP

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Todos e todas me escutam bem? Sim. Bom, vamos lá. Primeiro eu queria dizer que é uma honra fazer parte desse evento. Estou muito feliz de estar aqui. ladeando e olhando para mulheres incríveis e muitas das quais, com toda certeza, admiro a trajetória. Queria também registrar a ausência aqui da doutora Jandara Cic, que conduz o Instituto Conselheira 101, que eu faço parte, me formei. nesse no Instituto que é uma iniciativa e aí vou fazer aqui essa parte primeiro Dora Ah, mas estou olhando ali o meu tempo. uma iniciativa destacada para formar mulheres negras e indígenas para ocupar. conselhos de administração. Então, eu acredito, e pegando o gancho da questão institucional, que nós precisamos dessas iniciativas e nós precisamos nos fortalecer. E vou falar aqui também como auditora de controle externo, quem faz parte desse sistema de controle externo, que oferta o apoio, o auxílio ao Poder Legislativo, e que atualmente estou como chefe de auditoria de licitações e contratos na Advocacia Geral da União, que São espaços... em que somos poucas. Infelizmente. inclusive no controle externo cotas, a maioria dos tribunais de contas ainda não adotaram cotas. nos seus concursos. No ano passado nós tivemos duas vitórias. Pela primeira vez na história, o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco e o de Minas Gerais adotaram cotas em seus concursos. E para além disso Nós sabemos que é necessário ofertar condições para que as pessoas negras possam estudar. Porque tudo isso tem um custo. para estudar, para viajar, os materiais e tudo mais. Então, nós precisamos... dessas iniciativas e desse fortalecimento. institucional para que mais pessoas acessem e eu levo isso enquanto trajetória pessoal, mas no pensamento coletivo. eu venho da periferia de salvador E eu sei que tive uma oportunidade, sou fruto de política afirmativa, e que nem todas nós tivemos essa mesma oportunidade. Então, eu encaro o meu acesso a esses espaços como uma responsabilidade coletiva de abrir portas para que mais de nós possamos ocupar espaços institucionais e também de tomada de decisão. Isso é absolutamente relevante. e falando sobre o nosso destaque e objeto aqui hoje, de mulheres negras na política política, É importante que se diga que no campo normativo... Tivemos avanços, inclusive resoluções recentes deste mesmo ano, que vai colocar aí a questão. tanto dessa, do registro, de gênero, quanto do financiamento. Porque falar de recurso é absolutamente relevante para que nós sejamos competitivas nesses espaços. embora tenhamos essas regras, que vai, então, indicar a proporcionalidade nessa distribuição e agora um piso mínimo de percentual para essas candidaturas negras, Nós precisamos entender como o sistema Opera. Não é falar apenas sobre a norma, a regra, Posta. Mas como é que esse sistema de fato opera? E aí Temos diversos desafios e barreiras que são colocadas e criadas. O nosso acesso já é difícil, já é restrito. Mas, para além disso, ministra, outras barreiras são colocadas. Por exemplo... candidaturas laranja para poder indicar ali uma composição formal de mulheres na lírica para concorrerem. Quando, na verdade... Não tem, não tem estrutura, às vezes nem sabe. que estão fazendo parte disso. Isso é um problema que precisa ser debatido? com seriedade. Para além disso, a afroconveniência. Toda vez que temos aí uma política pública afirmativa, nós também lidamos com essa questão da afroconveniência. não é só para política Vemos isso de modo bastante generalizado, infelizmente, no âmbito dos concursos públicos. uma afroconveniência que fez uma alteração de uma eleição para outro número de alterações, ali na autodeclaração Obviamente, não estou dizendo que todas elas... indicavam uma forma de burlar o sistema, a gente pode ter efetivamente esse reconhecimento posterior da sua negritude, da sua condição de preto, da sua condição de pardo. mas a afroconveniência, inclusive nós temos casos que se tornaram extremamente debatidos pela opinião pública, E que... São vergonhosos, justamente para poder ser ali objeto de uma destinação... Maior desses Então, temos esses problemas, mas... Para além disso, nós temos também a questão da discricionariedade dos dirigentes. Obrigado. Pra quem? Quando, como, quanto... vai ser destinado isso é absolutamente relevante, Porque as mulheres negras Então... não irão receber. Os nossos corpos, a nossa competência, quase sempre deslegitimada. E mesmo quando nós ocupamos esses espaços, o que acontece? Sofremos ataques. Nós somos as maiores destinatárias da violência. Política. De gênero. Então, são ataques à nossa imagem, à nossa trajetória, à nossa competência, enquanto estamos ali ocupando aqueles espaços... Isso tudo para que, por mais que tenhamos acesso, não permaneçamos. Não estejamos ali, portanto, por mais tempo. para nos expulsar, descredibilizar... E... Quando a gente fala, Dora, portanto, de caminhos concretos, Obrigado. Acho que é preciso fazer um debate sério. sobre esses critérios. Precisamos estabelecer critérios que sejam mais objetivos. E precisamos falar também de uma transparência dessa destinação. De pra quem... Quando e como? Com uma antecipação. e não de forma posterior. Porque se nós não tivermos Isso, essa transparência, de fato, continuaremos, por mais que nós tenhamos... normas e regras Nós... Continuaremos. Então... a não ser objeto, de fato, dessa destinação desses recursos. Só para finalizar, eu queria, eu trouxe aqui a frase, da professora Sueli Carneiro, que eu gosto muito e acho muito relevante, representativa, que ela diz o seguinte: A nossa escrevivência insurgente clama. por um novo pacto racial e de gênero que desalogem todas as hierarquias produzidas pelo racismo e pelo sexismo. Esses sonhos libertários conformam uma nova estética social fundada noutra ética, em que a diversidade humana se constitua no mais belo espetáculo da natureza a ser preservado. Essa missão civilizatória... É talvez. o ponto mais alto e mais importante da agenda que nos impulsiona. E é justamente com esse final da agenda que nos impulsiona, que eu convido, conclamo todos e todas a se unir a nós nesse debate e nessa construção. de um Brasil mais inclusivo. Muito obrigada. Obrigada. Nós estamos nos

0:008:58
24 de mar, 11:46
#34
Moderadora Dora Gomes
Dora Gomes

Moderadora

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Os últimos minutinhos, eu só queria que a gente pudesse refletir de que o passado que nos trouxe até aqui foi difícil... Esse momento presente, ele nos exige coragem, para não recuar. Porque o futuro exige da gente ação. E aí eu queria muito ver um futuro onde falar de mulheres negras na política não fosse exceção. não fosse um símbolo. numérico ou simplesmente isolado. mas que seja uma estrutura de permanência. e de mudança. de transformação realmente social. E aí eu queria dar mais um minutinho somente para a ministra para ela falar um pouquinho, trazer uma palavra de esperança para a gente, para a gente ver como que as meninas negras, por exemplo, lá no futuro, Porque seria excelente a gente ver uma menina negra, a gente falar que eu quero sim fazer parte da política, mas ela não perguntar se aquele local é o dela. ou ela questionar se ali é o lugar que ela pertence. mas era simplesmente perguntar como Quando e como eu faço para entrar? Esse seria o país realmente justo, esse seria o país realmente inclusivo e diverso. Então, ministra, fala um pouquinho para a gente do que a gente pode esperar de um futuro para essa nova geração, porque a gente vai ainda continuar lutando para não recuar.

0:001:29
24 de mar, 11:55
#35
Ministra do Tribunal Superior Eleitoral Edilene Lobo
Edilene Lobo

Ministra do Tribunal Superior Eleitoral

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dúvida. Eu... coloco em perspectiva Olhando para o passado, mas... nesse momento em que estamos, Eu falava no início dessa... Dessa resistência construída com ações concretas. Isso simboliza as mulheres negras no Brasil. As mulheres que criam suas famílias, as meninas. as meninas negras em especial nessas famílias. Eu falava de trajetória no início para dizer isso, esse trajeto que nós todas, Agora sim, Nós todas... nos propomos a construir E com o olhar que Dora nos oferta, sem recuar... com a leitura que faz a querida Jaala, que nome maravilhoso, dizendo que nós precisamos... permanecer vigilantes e no controle. e exigindo que transparência seja tônica no campo específico. da distribuição de recursos, que é a poupança do povo. para financiar a participação das grandes maiorias minorizadas nesse ambiente... Então, com essas palavras, eu digo que falar de futuro... é falar de presente com a agência. É falar de presente com a presença. é falar de presente com a esperança e movimento, que é a ideia de que nós não estamos imóveis, E que esse passado que, infelizmente, moldou o presente, que ainda aponta para um futuro... de exclusão e discriminação, ele precisa ser encarado como um desafio E que, fundamentalmente, nós precisamos ter como referência... a possibilidade de transformar, mas tratando essa possibilidade como algo que está... Sob nosso comando. Nós precisamos, e as meninas, as meninas negras do Brasil, precisam ver, ter como referência, essa luta, essa resistência, mas principalmente se reconhecer, a juventude brasileira se reconhecer como... uma das grandes possibilidades de melhorar o presente e construir um outro futuro. Por isso que eu insisti aqui que falar da ocupação dos espaços não significa apenas representação... como se nós pudéssemos traduzir um número. para apaziguar as consciências. Nós precisamos falar de representação para mudar esses lugares, e precisamos falar de representação com agência, com capacidade efetiva, de transformar esses lugares. com a possibilidade de administrar os recursos. Com o comprometimento de construir políticas públicas destinadas a essa imensa maioria. Eu talvez poderia lhes dizer que o que me move, e essa seria... O que... poderia traduzir esperança, é uma palavra também feminina, que é luta. O que nós poderíamos deixar como esse indicativo para a juventude brasileira, nesse cenário tão difícil, tão complexo. Nós sabemos. Não é fácil falar de esperança... num tempo tão complexo. Mas é para dizer que, olhando para o passado e lembrando daquelas que resistiram, elas apontavam para nós que a possibilidade é nossa, está nas nossas mãos e nós temos que agir. Por isso que eu dizia desse comprometimento com os espaços da política, não só no campo estatal, não só nos parlamentos. Nós precisamos... reencantar a juventude brasileira e formar um compromisso com ela de que a política o lugar de construir coletividades, não só no Estado, também dentro dele, também fora da estatalidade. Esses espaços têm que ser ocupados. principalmente por quem tem um mínimo de compromisso com o seu próprio futuro. Então, é dizer para a juventude que há um legado de resistência. que há um legado de construções, que há muitas coisas sendo construídas a despeito de todas as dificuldades. Nós olhamos para o tempo de hoje e observamos... as mulheres negras ocupando espaços importantes. Não era assim há muito pouco tempo. Isso é produto dessas construções. Isso é produto, inclusive, da confiança. de que é possível mudar essa realidade. Não é fácil, mas é possível. Por isso que eu também mencionava a rede. Então, se eu pudesse reunir palavras para dizer de um futuro, É falar de... esperança como luta, esperança como vigilância, esperança como rede, Esperança como a construção de coletividades. E compreender bem que não me parece possível saídas individuais. As saídas são coletivas e nós precisamos construí-las juntas. repelir meritocracia. como se apenas e tão somente o esforço individual... solucionar um problema que é coletivo. É falar de esforço como construção de possibilidades para todas as pessoas. Então, se eu pudesse falar de esperança e eu a trago... na minha vivência, na minha trajetória, olhando para trás, inclusive para aquelas que nós perdemos no caminho... aquelas que não estão aqui... Eu diria que esperança precisa falar de luta em construção, luta em rede. É a ideia. que me orienta. Muito obrigada.

0:005:47
24 de mar, 11:56
#36
Moderadora Dora Gomes
Dora Gomes

Moderadora

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Com a participação da nossa deputada Gisele, o que eu tenho a dizer é que a gente vai seguir em frente. acreditando que para um Brasil mais justo... mais inclusivo e mais diverso. ele passa necessariamente... pelo protagonismo da mulher negra na política. Por favor, para os deputados. Obrigado. Então...

0:000:23
24 de mar, 12:02
#37
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Muito obrigada, mais uma vez em nome da bancada feminina, agradecer... Adora Gomes. por mediar esse painel tão importante e que quão forte foi ouvir a cada uma de vocês, a Dayaeise, pela explanação, a nossa ministra Edilene Lobo, dizer que como mulher negra, hoje na política, como deputada federal, a gente sabe, sente na pele, essa dor e delícia de estar na representação. essa luta, é trabalhado muito na questão do acesso a esse espaço de poder. Nós falamos aqui, ora, em políticas afirmativas, quando a gente fala na política especificamente da reserva do fundo, da participação das mulheres, mas algo que também, para que a gente não tenha esse retrocesso, Dora, é com relação a essa permanência, para que a gente não tenha esse retrocesso, porque o nível de violência política que nós temos de mandatárias é tão grande que, infelizmente, tem desestimulado muitas mulheres a continuar nesse espaço de poder. Então, é algo que não pode, em nenhum momento, fugir do nosso radar, essa realidade que, na verdade, nós precisamos manter para crescer. E é algo que é desafiador. E no nosso país, não obstante, a gente gostaria muito que fosse algo que fosse natural e que, se aumentasse, de legislação. Então, a importância de cada uma de vocês nessa casa hoje, nos falando desses possíveis caminhos que nós precisamos, é essencial, porque o Brasil ainda é um país que precisa de legislação para a gente conseguir avançar. E é nesse sentido que a bancada feminina faz constantemente essa escuta ativa da sociedade civil organizada para que a gente, primeiro, se fortaleça, se fortaleça nesse espaço importante e que Parabéns à luta de cada uma de vocês e conte conosco aqui nesse parlamento para que a gente faça com que as mulheres não desistam e continuem avançando. Obrigado. Obrigada. Neste momento, agradecer.

0:002:21
24 de mar, 12:02
#38
Mestre de Cêrimonia Denise Flávia
Denise Flávia

Mestre de Cêrimonia

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Temos a presença de todas as presentes à mesa do painel 2. Convidamos para ocuparem os seus assentos reservados no auditório. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Senhoras e senhores, a nossa palestrante, a ministra Carmen Luz. está a caminho. E nós vamos dar continuidade. Quando a ministra chegar, nós interrompemos para dar início à palestra. É... Mais uma vez, bom dia. Obrigado. Senhoras, dando continuidade a esse

0:001:58
24 de mar, 12:05
#39
Mestre de Cerimônia Edicleide
Edicleide

Mestre de Cerimônia

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Seminário Teremos a leitura. e a entrega da carta proposta, equidade... Obrigado. um apelo ao Congresso Nacional, Obrigado. Obrigado. E aí que representa um gesto coletivo de incidência política e compromisso democrático. ao reunir vozes que, historicamente, foram subrepresentadas nos espaços de decisão. Mais do que um momento, "Trata-se". de uma convocação para que o Congresso Nacional assuma seu papel na promoção de medidas concretas que enfrentam as desigualdades estruturais, especialmente no que diz respeito à participação e permanência de mulheres. em sua diversidade. na política e no setor público. A iniciativa reafirma que equidade não é concessão, mas condição fundamental para o fortalecimento da democracia. Posto isto, Convido Lorena Narciso para a leitura deste importante documento, a carta proposta para a equidade, um apelo ao Congresso Nacional. Por favor, Lorena. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Olá, muito gostoso.

0:001:46
24 de mar, 12:07
#40
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Bom dia a todas e a todos. É um prazer estar aqui lendo essa carta. Eu que ano passado tive também o privilégio de participar desse seminário tão importante, tão necessário. Então, agradecer ao Grupo Mulheres do Brasil, ao Elas Pedem Vista, Secretaria da Mulher da Câmara, em nome da Dora, querida Dora, com quem eu tive o prazer de conversar bastante sobre essa carta. finalizar aqui, antes da ministra Carmen, com chave de ouro. Vamos lá, gente. Bom... Obrigado. um apelo urgente ao Congresso Nacional pela equidade. Nós, mulheres brasileiras, lideranças da sociedade civil, pesquisadoras, autoridades públicas e representantes de diferentes setores do país, dirigimos-nos ao Congresso Nacional com uma mensagem clara, firme e inadiável: A democracia brasileira ainda não é plenamente representativa. As mulheres são a maioria da população, as mulheres negras são a base social que sustenta esse país e, ainda assim, permanecem em minoria nos espaços de poder Decisão e influência. Essa ausência não é ao acaso. É resultado de desigualdades históricas, estruturais e persistentes. que limitam o acesso das mulheres, especialmente as mulheres negras, à política, às oportunidades e à plena cidadania. Um país que não reflete sua diversidade no poder é um país que enfraquece sua própria democracia. O Brasil não pode mais naturalizar esse desequilíbrio. As mulheres... principalmente as mulheres negras, continuam enfrentando barreiras invisíveis, mas muito poderosas. que restringem sua presença na política, na economia e nos espaços de liderança. Não pedimos favores, reivindicamos justiça. Por isso, convocamos o Congresso Nacional a assumir um compromisso histórico com a construção de um Brasil verdadeiramente democrático e inclusivo. É urgente ampliar a presença e a permanência das mulheres na política, Garantir condições reais para que mulheres, sobretudo mulheres negras, ocupam e permaneçam nos espaços de decisão. É urgente fortalecer políticas públicas com perspectiva de gênero e raça, reconhecendo que as desigualdades estruturais exigem respostas institucionais firmes e contínuas. É urgente promover a autonomia econômica das mulheres negras, ampliando o acesso ao trabalho digno, ao empreendedorismo, ao crédito e à igualdade de oportunidades. É urgente enfrentar todas as formas de violência contra as mulheres, incluindo a violência política, fortalecendo ações de prevenção e assegurando condições para que a participação feminina na democracia seja plena, segura e efetiva. É urgente produzir dados, monitorar avanços, e assumir responsabilidade pública pela construção de uma sociedade mais justa. Esse manifesto nasce de um encontro, deste encontro, mas representa uma mobilização muito maior. ele ecoa a voz de mulheres, sobretudo mulheres negras, que resistem, constroem e transformam o Brasil todos os dias. muitas vezes sem reconhecimento, sem recursos e sem espaço de decisão. Mas essa realidade precisa mudar, e precisa mudar agora. O Congresso Nacional tem diante de si uma escolha histórica, manter as estruturas que perpetuam desigualdades ou liderar a construção de um novo pacto democrático baseado na equidade. Nós escolhemos avançar. Seguiremos mobilizadas, organizadas e vigilantes para que o Brasil se torne o país que sua própria diversidade exige que ele seja. Porque não há democracia sem mulheres, não há justiça sem equidade e não há futuro possível para o Brasil, sem a presença plena das mulheres negras no poder. Equidade não é concessão, equidade é direito, e direito se cumpre. Muito obrigada. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Se não tem emoção, não é um evento por completo. Convidamos para compor a mesa

0:005:29
24 de mar, 12:08
#41
Mestre de Cerimônia Edicleide
Edicleide

Mestre de Cerimônia

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a falar um pouco dessa... carta que acaba de ser lida, a ministra Vera Lúcia Santos... Aplausos. Obrigado. A deputada Talíria Petroni. Obrigada. Doutora Janete. Vaz. Aplausos. E a deputada Gisela... Simona. Aplausos. Obrigado. Obrigado. Nós gostaríamos de ouvir um pouco de vocês, das senhoras, alguns comentários a respeito desta carta que acaba de ser lida. Enquanto esperamos, aguardamos ansiosamente pela chegada... de... Ah, chega, fico emocionada em falar. Da ministra Carmen Lúcia. Obrigado. Obrigado. Vera Lúcia. Bom dia. mulheres

0:001:40
24 de mar, 12:14
#42
Ministra do Tribunal Superior Eleitoral Vera Lúcia Santana Araújo
Vera Lúcia Santana Araújo

Ministra do Tribunal Superior Eleitoral

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Muitas aqui amigas, parceiras de... algumas longas jornadas... algumas novas parceiras, as jornadas continuam, todas elas, muito longas. a gente vem enfrentando... uma realidade em que A despeito da presença e visibilidade de muitas de nós... em espaços nunca antes imaginados, a gente se defronta com uma... Recalcitrância... estrutural, na aceitação de que estejamos ocupando esses espaços que são nossos por direito E não por qualquer espécie de favor, generosidade de qualquer homem ou de qualquer articulação. Quer dizer, quando a gente vê uma organização de um... seminário de um encontro deste porte. Obrigado. com mulheres muitas, com destaque muito grande no mundo jurídico. parlamentares da grandeza e do brilho, do brilho no sentido da competência, da intervenção política, sistemática, a despeito de toda a misoginia que enfrentam essas mulheres, nossas representantes parlamentares em todos os níveis, desde a vereança de livramento de Nossa Senhora, orientadas, presididas Por esse olhar discriminatório, excludente... que não nos quer. Mas como a ministra Carmen Lúcia, de maneira muito brilhante, contundente, escreveu no artigo... publicado agora no último domingo... Por mais que insistam, e trazendo, evocando a formulação... poética literária de Conceição Evaristo, A ministra Carmen Lúcia reafirma: insistem nos matar, nós insistimos em não morrer e nós continuaremos a reagir. E a nossa reação será sempre dessa maneira, articulada, pacífica, soberana, altiva, e esse encontro e essa carta é mais uma assertividade dessa nossa posição, que é irrefutável, que é inegociável. 2026 é um ano... que já está na agenda, não podemos correr risco de qualquer espécie de retrocesso, não podemos ter uma mulher a menos nas nossas representações estaduais, nas nossas representações na Câmara dos Deputados e Deputadas, nem no Senado Federal. fundamentalmente Por nós, por cada uma de nós. Nós não somos quantitativamente a maioria do povo brasileiro Nós precisamos ter uma representação à altura dessa quantidade que somos no cômputo da nossa sociedade, da nossa população e do nosso eleitorado. Então, assim, a minha saudação é de agradecimento por estar aqui nessa fala com vocês, de cumprimento às mulheres que... tão brilhantemente organizaram aqui esse evento, e não vou nominar nenhuma, porque inevitavelmente eu seria injusta com a maioria de todas elas responsáveis por essa junção, por esse encontro. por essa irmã nação de mulheres, mas também alguns homens que aqui fortalecem nossa agenda. Então, muito obrigada e, olhe, arregaçamos as mangas, saímos às ruas, ocupemos as praças, além das mídias, a gente sabe o poder que tem hoje a comunicação virtual, mas, assim, saiamos Vamos bater na porta, vamos às feiras, é o diálogo. muito no olho a olho, nós mulheres somos majoritárias, também na ocupação dos movimentos sociais, dos movimentos populares, que dialogam fundamentalmente com o pé no chão. é ali na rua, é a maçã no barro, e é isso que a gente precisa também continuar a fazer, além de agregar todas essas tecnologias que alargam os nossos diálogos. Eu estou muito confiante de que seremos capazes de ter a renovação dos mandatos... das parlamentares que hoje aqui somam conosco e o ingresso de muitas outras e de muitas mulheres negras a compor o parlamento, os parlamentos brasileiros, vez que as assembleias estaduais e a Câmara Legislativa do Distrito Federal também deverá ser bastante renovada. Muito obrigada e parabéns pela realização do evento, Carol. Obrigada. Oi.

0:005:11
24 de mar, 12:16
#43
Mestre de Cerimônia Edicleide
Edicleide

Mestre de Cerimônia

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Gostaria de passar a palavra para a Gisela Simona. Obrigado.

0:000:09
24 de mar, 12:21
#44
Transcrição por IA

Bom dia a todas e todos aqui presentes. Eu já havia feito o meu cumprimento, mas agora em especial, que chega para abrilhantar e... esse evento, que é a ministra Vera Lúcia Santana. Seja muito bem-vinda à Câmara dos Deputados. É uma honra recebê-la aqui. A nossa colega... aqui de Parlamento, deputada Thalíria Petroni, a Janete Vaz, que já fez uma exposição brilhante para nós nessa manhã. Vejam que essa carta, quando ela trata de um Brasil mais inclusivo, fica muito claro que essa inclusão não é a favor. não é uma concessão, mas sim justiça, direitos e, principalmente, oportunidades. As mulheres têm mostrado, ao longo de sua trajetória e da sua história, que basta que se tenha oportunidade para que a gente consiga mostrar a grandeza da nossa competência, do nosso trabalho, da nossa dedicação, do nosso comprometimento com todas as causas que nós estamos envolvidas. E vejam que, Quando nós ainda tratamos nessa casa, diuturnamente, seja nas audiências públicas, seja na discussão de projetos de lei, da necessidade que nós temos de avançar, quando nós tratamos aí de salários iguais entre homens e mulheres, quando a gente ainda tem essa defasagem de cerca de 20% daquilo que ofere homens e mulheres mensalmente, é algo que, alguns ainda nos criticam, mas que nós sabemos que, por ser uma realidade, nós temos que perseverar e continuar com essa discussão. Quando nós temos aí uma representação política inferior... aquele tamanho que nós somos dentro da sociedade brasileira, né, esses 18% hoje que o Congresso Nacional tem de mulheres, é algo que nós precisamos, sim, de alertas. E quando a gente fala de alertas, eu disse há pouco tempo aqui, de que aquilo que deveria ser natural da nossa sociedade em termos de reconhecimento, eu, particularmente, tenho o posicionamento de que muitos avanços nós só obteremos com legislação. garantir, por exemplo, a nossa participação numa chapa eleitoral é suficiente hoje no Brasil, porque já acharam aí o jeitinho de burlar a legislação infelizmente sejam com candidaturas laranja, sejam de outros modos, e nós precisamos sim garantir cadeiras efetivas no Brasil. Nós já somos ainda mais de 700 câmaras municipais que nós não temos uma vereadora mulher no país, é inadmissível. quando nós temos aí esse avanço no número de mulheres dentro do nosso país. Falei há pouco e volto a repetir, e essa carta deixa isso muito claro para nós, que além de políticas firmativas de... regras em que nós temos aí essa garantia do acesso à mulher em espaços de poder, em espaços de representação, nós precisamos ter o alerta da permanência dessa mulher em espaços de poder importante, porque eu cito um dos exemplos, a violência política de gênero, o quanto ela tem crescido e feito com que muitas mulheres se sintam desmotivadas a continuar na política. Então, é lamentável quando a gente conversa com vereadoras e você pergunta como ela está vivendo o mandato, ela diz, eu estou gostando, mas é a minha última vez, não quero mais. Isso é desanimador, porque aquilo que nós lutamos tanto, né? todas que vieram antes de nós, lutaram tanto para que nós estivéssemos aqui, Hoje a gente está presenciando um momento também de desesperança, de desmotivação por parte das mulheres. Então, a violência política de gênero é algo que não pode ser naturalizado, é algo que nós não podemos ter esse retrocesso dentro dessa representação. avançar, como eu disse, é possível, mas é possível desde que a gente trabalhe com garantias reais. E quando eu falo de garantias reais, não é só esperar algo bom, mas é inclusive, é legislar nesse contexto. E algo que nós precisamos sair do papel, o que a gente chama de sororidade, ainda é pouco visível quando a gente tem Uma mulher, muitas vezes, sofrendo violência e aquilo que se espera de outras mulheres no nosso Brasil, seja no espaço político, seja na sociedade de maneira geral. As maiores críticas, às vezes, acabam vindo de nós mesmas. A cobrança acaba vindo de nós mesmas. E isso é algo que nós precisamos avançar. Algo que nós temos muita preocupação, e está aqui a Talíria, que é um exemplo nesse contexto de... Políticas de cuidado, porque nós sabemos que, diferente dos homens que largam em tese a vida pessoal e vêm para a política, um dos desafios que nós temos é de conseguir compatibilizar a nossa vida pessoal, o cuidado da família, o cuidado dos filhos, o cuidado da casa, com a vida, seja do trabalho fora, seja aqui dentro do espaço da política, e se nós não... aumentarmos a salvaguarda dessas mulheres para isso, elas vão sim abrir mão da política para cuidar da família. Isso é algo típico nosso, é algo que acredito que nem vai mudar e nem deve mudar, mas que... Também, aqui, quando a gente fala de colocar na Constituição Federal a política de cuidado como um direito político, social. Quando nós temos aqui esse... Essa luta para garantir minimamente algumas legislações que dão esse resguardo para a vida pessoal das mulheres poderem trabalhar fora, poderem estar em espaços de poder importantes, isso é fundamental porque faz parte da nossa característica e é algo que nós não podemos abrir mão. Enfim, quando a gente fala da busca dessa igualdade é... importantíssimo a gente saber que um país desenvolvido, um país que realmente nós podemos, na verdade, acreditar no crescimento é quando ele dá essa igualdade de oportunidades. E a violência contra a mulher é essa chaga, sim, que infelizmente hoje toma conta do Brasil. Eu tenho muita honra de ter sido aqui nessa casa relatora do chamado pacote antifeminicídio, que é essa lei que aumentou para 40 anos, que é a maior pena do Código Penal brasileiro. essa impunidade crescendo do nosso país, fazendo com que Os homens matam e uma mulher saem pela porta da frente da delegacia. Nós precisamos dar uma resposta real para o tamanho do problema, como ao mesmo tempo nós precisamos investir em políticas públicas que realmente fazem com que essa cultura machista do nosso país seja ultrapassada. E política pública se faz com dinheiro, e é por isso que a bancada feminina também... Está aí com um projeto com coautoria de várias deputadas, no sentido que a gente garanta no orçamento federal recurso suficiente para enfrentar essa política. seja no combate à violência, seja em políticas que fazem com que essa rede de apoio à mulher, em todos os aspectos, seja fortalecida no nosso país. eixos aí importantes e que representam avanços e que nós precisamos da sociedade civil organizada mobilizada. Como disse a ministra, nós chefiamos a maioria da sociedade civil organizada, dos movimentos populares, e essa união, essa sororidade precisa acontecer para que a gente veja a evolução acontecer no dia a dia. de nos matar, essa tentativa de nos calar, não nos desanime, mas nos empodere para avançar. E a gente aqui, enquanto bancada feminina, estamos dando o nosso máximo para fazer com que a gente avance no nosso país. É isso. Muito obrigada.

0:008:50
24 de mar, 12:21
#45
Mestre de Cerimônia Edicleide
Edicleide

Mestre de Cerimônia

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Deputada Por favor, deputada Talíria Petroni. Obrigado. Bem...

0:000:07
24 de mar, 12:30
#46
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Boa tarde, já agora, né? Estive mais cedo com vocês. Uma alegria estar ao lado. da nossa ministra Vera Lúcia, da... Nossas companheiras, Gisela, tem sido uma... guerreira aqui, da Janete, mais uma vez, e de todas vocês. Obrigado. Bem, gente, a carta, pelo que eu ouvi e pude ler anteriormente também, ela é um chamado. É... a ampliação de mulheres no espaço da política. Ela é uma provocação ao Congresso Nacional. mas ela também traz uma dimensão racial, que ela estrutura o país, e isso me parece bastante importante também. Porque... A democracia é o bem mais precioso. De um povo. Mas quando você olha a história de formação do Estado brasileiro, A gente está aos trancos e barrancos... tentando consolidar a democracia aqui. No meu entendimento, Nós vivemos na última década um período difícil. para a nossa democracia, Ainda vivemos um período mundial de muita estabilidade democrática, mas se a gente pega a lente e coloca ela na América Latina, mas no nosso país... Nosso país teve quase quatro séculos de escravidão. Essa é a realidade. mais tempo em que a escravidão foi lei no país, do que de abolição, e uma abolição inconclusa, em que a gente está aos trancos e barrancos, Também tentando... consolidar a abolição no nosso país. E se nós pensamos qual é o papel da mulher negra? na construção desse Estado, Mães separadas de filhos, hoje mães são separadas de filhos... pelo braço armado do Estado, muitas vezes. Mas mães eram separadas de filhos, no sequestro... de pessoas de África para cá, do continente africano para cá, e os sobrenomes dessas mulheres eram apagados. E aqui... O estupro, muitas vezes... ele fez parte da constituição do povo brasileiro. Isso é um elemento que constitui a realidade. O Brasil, eu estou dizendo isso porque não tem como. Já foi falado aqui anteriormente, pela companheira que compunha a mesa, mas não tem como pensar a democracia do nosso país. sem entender que isso forma o nosso país. O horror do feminicídio. Eu não aguento mais acordar, abrir... as notícias e ver mais um caso de feminicídio, e sempre no conforto do lar, né? onde é o nosso abrigo, onde a gente cuida. A mulher cuida da família, o cuidado hoje está, ao longo da história, nas costas. A gente quer mulher, a gente quer, inclusive, quando a gente trata de políticas de cuidado e quer implicar o Estado... sobre políticas de cuidado, é porque a gente não quer que fique nas nossas costas, embora cuidar seja também uma habilidade. É uma obrigação do Estado, é um direito humano, uma necessidade, portanto, um direito humano, e tem que ser obrigação do Estado. Mas nós temos a habilidade de cuidar. Eu estou falando isso porque cuidar é gestão. Então, quando você pega, inclusive, as mulheres gestoras, com toda a habilidade de cuidado que nós temos. Mas estou falando isso porque aí quando você olha no conforto do lar que nós cuidamos, É lá onde nós somos mortas. E também a questão racial, ela constitui feminicídio, lamentavelmente. A maior parte dos feminicídios chega em todas nós, infelizmente. A violência contra a mulher é uma coisa que precisa ser enfrentada de forma urgente e contundente. Mas é preciso olhar... também com recorte racial. Então, eu queria ressaltar esse elemento da carta, porque isso é um convite... para que nós entendamos que a gente precisa... ter também mais mulheres negras no espaço de poder. Gisela, eu acho que vai concordar comigo, nós conseguimos aprovar aqui, além da bancada feminina, a bancada negra. Isso foi também um grande feito. Hoje nós temos uma bancada negra organizada, que reúne os parlamentares negros. Não sei como conseguimos aprovar isso aqui, porque a gente já consegue ter... uma aceitação maior da sociedade em relação à pauta das mulheres. Mas o racismo ainda... A gente ainda convive com o mito da democracia racial, como se o racismo não fosse... O Brasil é miscigenado, né? Temos... negras de pele mais clara, pele do Brasil é um miscigenado. Não! A gente sabe, quando a gente vê a violência obstétrica, em qual mulher ela chega, a mortalidade materna em qual mulher chega, a violência policial em qual corpo chega e quem é a mãe desse corpo. Então, eu precisava ressaltar isso. Porque eu não consigo ver democracia, e eu vou terminar com isso, sem a participação contundente de mulheres. A democracia fica torta. Quando... a maior parte da população brasileira não está plenamente representada na política, no judiciário, mas ela também fica torta quando as mulheres negras são ainda mais subrepresentadas. Porque quando você vê quem sustenta... as cidades, as casas, Você vai ver ali... E eu sempre, desde que eu era vereadora, estou no meu segundo mandato de deputada. E fui vereadora e falava: "Política é o preço do pão, é o preço do ônibus, é como a cidade se realiza, é a calçada". E aí, se você olha lá na política cotidiana, é uma mulher negra, em geral, que vai estar sustentando aquela cidade, aquele comércio, aquela casa. Isso é política e essa política precisa estar pensando no Brasil. Nós temos uma agenda para o Brasil. Nós, mulheres, nós, mulheres negras, eu acho que a coisa do revezamento de poder também, os homens já apresentaram o seu projeto de país, eles já tiveram a chance durante cinco séculos de... apresentar sua agenda para o país. Avançamos em algumas coisinhas com a luta das mulheres, das mulheres negras no território. Essa é a verdade. E eu não tenho dúvidas. que esse é o tempo histórico. E isso é o que vai fazer consolidar a democracia brasileira de nós, mulheres, apresentarmos um projeto para esse país, uma agenda para o desenvolvimento nacional. E nós mulheres, leia-se também nós mulheres negras, porque também sem isso, esse projeto de país, essa agenda de desenvolvimento nacional estará também aquém. das necessidades da maioria do povo brasileiro. Então, eu queria muito agradecer a possibilidade de compartilhar essa manhã, um pouquinho da manhã, um pouquinho da tarde com vocês, e dizer que estamos juntas para a construção de liberdade, de alegria, de felicidade, para que mulheres possam ser felizes, primeiro vivas, Mas felizes. felizes mesmo na sua vida cotidiana. E, para isso, a representação de mulheres e mulheres negras nos espaços de poder é fundamental. Os projetos de lei que nós apresentamos e com muita luta aprovamos, as pautas que nós visibilizamos estão invisibilizadas, e a agenda que nós temos para o país mostra o poder da nossa força juntas de transformar em realidade esse desejo de felicidade no cotidiano da vida. Pronto, me calo. Obrigada por poder compartilhar com vocês esse momento. Me calo não, porque nós não nos calamos nunca. Não se cale, por favor.

0:007:33
24 de mar, 12:30
#47
Mestre de Cerimônia Edicleide
Edicleide

Mestre de Cerimônia

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Obrigada, doutora Janete. Por favor. Está ouvindo bem? E se eu for a nossa. Ah, tá.

0:000:11
24 de mar, 12:37
#48
Cofundadora do Grupo Sabin Janete Vaz
Janete Vaz

Cofundadora do Grupo Sabin

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Yeah. - That's good to hear you, minister. That's a joy, right? How is it? It's difficult to say, right? It's really hard. We know how this pauta is delicate, is important. The "pull to 50" is, as I said at the beginning, we look for a specific topic. But this year, our bursola is the diversity. And this bússola, I think she got a very opportune moment. It's very nice to hear you here, that you are already here, fighting for this. You are already here, anteceding to the fact that we want. I like to know that you created a black bar. I think this is, when you said, I think this is the first step to that, in fact, the forces can be united and we bring the difference, which is the motivation of the Carta. The transformation is a request, a request for equality of gender equality, for equality of gender equality here in this case. This is the place where things are definitely happening. I only believe in transformation when I pass by political policies. It's much easier to pass by policies public and bring a transformation, or wait for a culture that can change. This also makes it happen. But a culture that can change takes a lot more time. It takes a lot more time to bring the transformation into the families, in the schools, in the organizations, to then reach to institutions public, where we see a divergence of pens and structure. This change and this transformation needs to come from within. When I said family, I believe in this also. in education they receive there, in the way they treat their employees in casa, with respect they impose, with equality they work there. This is all a change of culture. but it's a lot more And the Carta, I think, is to agilize a process, to bring, literally, a divergence to the table, so that there is more justice, so that we can see more effective results. The talk of you were very in this sense. The card is this appeal. When the girls sat, they were on the table, I'm sure they were on the table, they were on the table for thinking about the content that they would put there. And now we are coming to a moment interesting, also, for this card to come during the political campaigns that we are now starting. Why not take this manifestation for all candidates. We did this last year, in the last election, we did what we wanted, we did our... our pledge, our agenda legislative, we gave it to each candidate. Anyone who wins needs to know what our interesting pauta is. I think that the Negro Bank could help us do this. We have a big expectation of changes We have a great expectation from now, the same committee... equality, and be able to grow more and bring more strength to all women who are part of our alignment, from Brazil abroad, of all the policies that we work there. It is a transverse cause. It's a transverse cause. When you talk about the entrepreneurism, when you talk about health, it's there a cause. When you talk about education, it's there a cause. So if it is transversal, why not we treat it in a way more... and but vigorously from now also. I think we're starting a process that can be replaced in a union of efforts to see everything happen from now. Thank you very much for all of you. Thank you for the talk, thank you for the participation, thank you for the presence of you, thank you for the girls, every one of the girls. I'm talking about the girls, but I'm talking about all of the girls. They are emotional, they are emotional, they are happy with the opportunity, because even this is difficult for them, opportunity. We have a huge amount of opportunity to give us opportunities to all. our engine, you know? These are you who are pushing for us to be able to lead with effective results of transformation. So, thank you for all of you who were here in this stage today, bringing... opportunities so that others can use of what here today was planted. One seed was planted here today, I can have a certainty. Thank you. . Thank you all. can take their seats.

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24 de mar, 12:38
#49
Mestre de Cerimônia Edicleide
Edicleide

Mestre de Cerimônia

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Thank you. - There's a photo. We're going to make a photo ... in the name of the women's group of women in Brazil, the Secretariat of Women, the Association, they ask them to visit. We thank you for the participation and participation of all the people. And we invite all of the present to be here. ...se colocarem para que possamos fazer uma foto desse evento. with the coordination of our Carol. . Yes, and all of them. - Yeah. - - Yeah, it's better. - Thank you. Thank you. - Yes. . Thank you. . - Yes. Pronto? Vamos lá? Atenção! Thank you. - . Oh, my God. - Yes. . I'm not. Thank you. . Thank you. I'm going to take a look at the moment, while you are organizing, we wanted to announce that, unfortunately, the minister was invited to a meeting at the Supreme Court So we will not have the end of the meeting of the Minister Carmen Luce. As a whole, we thank you all and the session is over. Thank you.

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24 de mar, 12:43