CENTRO DE ESTUDOS E DEBATES ESTRATÉGICOS
Sobre o Evento
O Centro de Estudos e Debates Estratégicos realizou audiência para discutir a inclusão digital e produtiva de populações vulneráveis em favelas e comunidades periféricas. O debate abordou o papel da tecnologia, da inteligência artificial e da humanização de algoritmos na geração de renda e na melhoria das condições de trabalho para moradores dessas regiões e motoristas de aplicativos.
Deputado
O Deputado preside audiência pública sobre a inclusão de trabalhadores de favelas e comunidades periféricas no mercado digital, discutindo os desafios, oportunidades de capacitação e a importância da conectividade para a geração de renda e mobilidade socioeconômica.
Especialista em Relações Governamentais - Instituto Gerando Falcões
compartilhar aqui o material Vocês visualizam o material? Ainda não. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Agora sim. Obrigado. Agora sim. Amanda... Obrigado. Obrigado.
Deputado
Manda. I'm listening to you. Thank you. Please. Amanda? And I'm a woman. Yes, yes, now yes. It's not a bit of a compartilhamento of sounds. Let's try again. Amanda? Amanda, are you listening? I hear you, just the compartilhamento that we are... This, when you share here... It's not possible to share the sound, but it's not possible to share it with you. There's no way to share it. Okay. Can you send an archive? because I can't see it here. - Okay. And she said: There are also some people here. Margarita, thank you. Thank you. Thank you. Thank you. Thank you. Thank you. Thank you. Pronto? Perfect, thank you very much.
Especialista em Relações Governamentais - Instituto Gerando Falcões
Nada. Bom, então novamente bom dia a todas as pessoas presentes e inicialmente quero parabenizá-los por essa iniciativa, cumprimentar o deputado Helio Lopes, muito obrigada, a equipe também do Centro de Estudos e Debates Estratégicos e também os demais palestrantes e agradecer em nome da Gerando Falcões, especialmente do nosso CEO e fundador Edu Lira, pela realização dessa audiência de extrema relevância. Pode passar para o próximo? Bom, então a "Jerando Falcões" que este ano completa 15 anos, atua diretamente nos territórios desenvolvendo soluções para a superação da pobreza nas favelas. E a partir dessa experiência, desse ponto central que nós vamos trazer e compartilhar as dificuldades estruturais. Então, a inserção dos moradores de favelas no mercado digital exige considerar uma realidade concreta desses territórios. Quais são seus desafios? seus gargalos e quais são as condições necessárias para que essas oportunidades, elas sejam de fato acessíveis. Uma vez que o ponto de partida é desigual, nós precisamos criar ambientes propícios para superar essas desigualdades. Então, apesar dos avanços tecnológicos, das transformações nas dinâmicas econômicas, os moradores das comunidades ainda não acessam o mercado digital nas mesmas condições. Um panorama rápido no Brasil considera-se situação de pobreza, quem, o indivíduo que sobrevive com 694 reais por mês. São 59 milhões de pessoas nessas condições. E, por sua vez, a extrema pobreza equivale ao indivíduo que sobrevive com R$ 218,00, mensais e são 9,5 milhões de pessoas estimadas no Brasil que sobrevive nessas condições. Então estima-se que uma família demore de três a quatro gerações para romper com o ciclo da pobreza extrema. Uma vez que esse ciclo está posto, a dificuldade em romper com ele é muito significativa. E com isso, a gente precisa resolver esses eixos estruturantes e de forma colaborativa. Bom... Quando a gente olha para esses territórios, nós vamos ver que essas barreiras, elas se traduzem em infraestrutura básica precarizada, como por exemplo a falta de um código de endereçamento postal, o CEP, muitas vezes. A falta de saneamento, de mobilidade e de conectividade, além da falta de políticas públicas integradas para desenvolvimento territorial. Esse acesso desigual a oportunidades econômicas e a essa rede de trabalho ela engessa a mobilidade social. Então nós estamos falando não somente da tecnologia que é de suma importância e potencializa o trabalho digital e também se bem instrumentalizada. Nós estamos falando aqui sobre as condições que estruturam a vida nesses contextos e que impactam diretamente essa inserção do morador no mercado digital. Pode passar por gentileza. Bom, e aí a partir... justamente desse ponto desses desafios que a gerando falcões uma organização sociedade civil sem fins lucrativos estrutura a sua atuação nos territórios. Então, o nosso trabalho parte do entendimento que, para ampliar o acesso a oportunidades, inclusive no contexto da economia digital, é preciso atuar nessas condições estruturantes e que, por hora, são limitantes. Então, a Gerando Falcões, ela traz esse ecossistema de desenvolvimento que nasce dentro das favelas, e atua com as soluções inovadoras sustentáveis e escaláveis. Podem clicar, por gentileza, nesse vídeo, porque eu vou compartilhar agora com vocês, mostrando um pouco dessa atuação na prática. É clicar do lado... aí. Pode clicar na imagem, por gentileza, que já direciona para o vídeo. Talvez com Ctrl em cima da imagem do Edu reproduz. Conseguem visualizar? Sim. Perfeito. A CIDADE NO BRASIL
Deputado
Muito obrigado, Amanda. Parabéns pelo trabalho que vocês realizam. eu como eu vi ali morro da providência como sou do do rio de janeiro A gente sabe... da importância do trabalho de vocês, não só... nas comunidades do Rio, como de todo o Brasil. E eu quero desejar, adiante de mão, sucesso. para esse 1 milhão aí de um milhão de pessoas que vocês vão tirar da pobreza e levar para a dignidade. Quero parabenizá-los pelo trabalho. Gente, geralmente aqui a gente... escuta todos os palestrantes para que, posteriormente, no final... um ou outro consultor fazer uma pergunta. A Amanda, ela está com a agenda muito apertada, ela já está contribuindo, colaborando. Então, nesse caso, eu vou abrir aqui, Amanda, para até para você, para alguns consultores, alguém que possa fazer alguma pergunta para a Amanda, porque a agenda dela... está muito apertada. Aí depois eu ouvi todo mundo para ter aquela sequência de De pergunta. Vamos agora... É. Vou fazer para o Augusto. E quem é de tecnologia... Augusto. Tem alguma... Obrigado. Pergunta? Acho que...
Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados
Obrigado, bom dia deputado, bom dia diretor Ricardo. Gostaria de perguntar para a Amanda, coisa mais específica sobre as medidas da Girando Falcães nesse projeto 3D, que ela tem visto que tem dado sucesso com relação à integração digital das favelas. repercussão, o que foi feito, repercussão, dificuldades de implantação dessas soluções, sobretudo no âmbito digital. Perfeito.
Especialista em Relações Governamentais - Instituto Gerando Falcões
Augusto, pode só corrigir o nome por gentileza? Augusto. Augusto, bom dia, muito obrigada pela pergunta. Augusto, sim, nós temos... hubs tecnológicos nos territórios que nós atuamos, com favela 3D inclusive. Goiás, por exemplo, é um exemplo de território, um case de sucesso que nós chamamos, porque com parcerias, com o setor privado, na área de tecnologia, nós conseguimos trazer esse hub que nada mais é do que um centro educacional de qualificação de tecnologias digitais. Então, atende desde crianças, jovens, adolescentes, até pessoas mais idosas. E é muito bonito ver não só o interesse, como a potência, porque uma vez que esse conhecimento é compartilhado, a atuação nesse sentido, ela é muito ampla em termos de geração de renda, de educação, de inclusão como um todo. também. e isso faz com que a gente veja a transformação. do território e sobretudo das pessoas, então sim, Nós trabalhamos muito também com inteligência artificial, então a gente tem desde o acompanhamento do diagnóstico, a nossa maior ferramenta, que é o decolagem, que é esse acompanhamento, e o dignômetro tem uma ferramenta, a gente faz isso online, consegue enviar para os moradores cadastrados, eles nos respondem, a gente faz essa triagem, e com isso também a gente consegue entender quem são, qual é o público, por exemplo, que a gente consegue trazer esses hubs e qualificar. Então, assim, a tecnologia é inerente, as dinâmicas hoje seguem acompanhadas do âmbito digital, da tecnologia, e quando a gente entra nas favelas, no território, a gente precisa conectar, fazer essa ponte. Isso nós fazemos com muito êxito, justamente por formar as lideranças comunitárias com a Fawkes University, também com tecnologia e poder trazer essa qualificação para os moradores e desenvolvê-los, desenvolver capacidades que já estão ali, mas que precisam ter visibilidade e serem trabalhadas. Então, sim, nós temos muitos cases de sucesso nesse sentido e trabalhamos de forma conjunta, sempre instrumentalizando a tecnologia com o IA também, e isso gera um êxito excelente. E aí de vários atores da sociedade. Então, desde o poder público, com acordo de cooperação, até que as políticas públicas também que já existem sejam integradas, até o apoio do setor privado, as doações, Então é um sistema, o nosso ecossistema é altamente colaborativo. e ele caminha junto com a tecnologia e promove essa capacitação, essa qualificação dentro do território, para a gente promover essa inclusão digital e também na transformar a economia digital com base na realidade do território. Respondi a tua pergunta? Respondeu?
Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados
那
Especialista em Relações Governamentais - Instituto Gerando Falcões
a disposição e contamos com vocês porque é muito importante essa força para potencializar a nossa e as nossas iniciativas. Então, estamos aqui. Muito obrigada. Obrigado, Amanda.
Deputado
Faz algum consultor? É, irmão. Bom dia a todos, bom
Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados
Bom dia, deputado Ricardo, nosso diretor. Bom dia, Amanda. Um dos programas mencionados na sua explanação foi o programa Asmara, que pelo que eu estou verificando ele se destina a gerar renda para as mulheres. Eu estou vendo que ele é um programa relativamente recente. Eu queria apenas que você explanasse Em que consiste esse programa? a importância dele e se já se tem visto considerando que ele é relativamente recente 2023 que ele foi implementado, quais são os frutos que já se conseguem observar desse programa do Asmara? Obrigado. Obrigado. Erva, muito obrigada.
Especialista em Relações Governamentais - Instituto Gerando Falcões
Bom dia. Sim, o Asmara, ele é o nosso programa de inclusão produtiva e capacitação de mulheres em situação de vulnerabilidade. E ele está junto com a nossa identificação no território dessas vulnerabilidades. E as mulheres? elas chefiam as casas, então nós temos as mulheres como uma das maiores potências e tê-las de forma, incluí-las novamente no mercado e também desenvolvê-las socialmente é o nosso maior corp. O Asmara, ele é recente, de fato, mas ele funciona com a venda direta. Então, os nossos parceiros doam os itens e essas mulheres que são acompanhadas entram, ingressam no programa e aí elas conseguem revender a partir dessa venda direta e ficarem com o lucro. Isso promove uma independência financeira através dessa venda. Essas participantes vão conseguir... se reinserir no mercado e isso gera também independência. Então, ele oferece um treinamento para o desenvolvimento de habilidades empreendedoras e gestão financeira, isso é muito importante, para permitir que essas mulheres gerem a própria renda. E nós temos como impacto mais de 3 mil mulheres só no estado de São Paulo, que já foram impactadas com foco em áreas como Guarulhos, por exemplo, e Ferraz de Vasconcelos. E como esse lucro da venda é reinvestido no projeto e na rede Gerando Falcões, ele é sustentável, porque nós precisamos muito pela superação da pobreza e alcance da dignidade de forma sustentável. de inovação econômica. Então nós temos também mais iniciativas como essa, nosso radar, e assim que a gente finalizar, esperamos poder compartilhar com vocês, né, as nossas iniciativas, também tem o Conecta Trampo, que é quando a gente conecta pessoas que estão... querendo se reinserir ou se inserir no mercado de trabalho com as empresas. Então nós estamos trabalhando com várias iniciativas muito legais, muito importantes, elas estão finalizando a Asmara de fato, né, a Asmara recente, e nós já temos apoio também de vários parceiros, para conseguir potencializar e atingir esse impacto que nós já atingimos e queremos duplicar, triplicar, para constituir esse alcance de um milhão de pessoas em situação de dignidade. O Edu fala muito sobre isso, que... É... ao invés de pobreza, né? A gente quer falar sobre riqueza, nós queríamos falar sobre alcançar primeiro a dignidade. Então, esse é um dos nossos programas. respondido também a pergunta, Obrigado.
Deputado
Mais algum consultor? Amanda, eu quero agradecer a Amanda Tletim pela sua participação. enriquecedora. aprendemos muito E estender aqui o convite... que o Augusto falou sobre... ele vai entrar em contato com... com o pessoal do Instituto, em especial você, para que tenha a colaboração. que esse estudo do SEDES não é uma mão só, não é um relator só, não são só os consultores. Então, os participantes, colocando o seu ponto de vista... daquilo que ele tem conhecimento, para que no final o estudo seja enriquecedor. Quero dar um... Agradeço a tua participação e o presidente do Instituto, parabenizado, por tudo que vocês têm feito aí pelo Brasil. Pelo Brasil pra fora. Obrigado. Muito obrigada, contamos com vocês.
Especialista em Relações Governamentais - Instituto Gerando Falcões
Esse nome é do Edu e da Gerardo Falcões. Tá ok, Amanda. Muito obrigado.
Deputado
Obrigado. Vamos ouvir agora o senhor Denis Moura. diretor executivo de comunicação da federação brasileira de motoristas de aplicativo. Por gentileza. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. E aí Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigada. G Bom dia para todos.
Diretor executivo e de comunicação - Federação Brasileira de Motoristas de Aplicativos - FEMBRAPP
Bom, alguns aqui já me conhecem. O André, nosso velho conhecido aí que está na... na outra ponta do nosso trabalho, ajudando a gente bastante com as plataformas. Vamos lá. Bom, eu represento a FEMBRAP. é a Federação de Motoristas por Aplicativo do Brasil... É importante falar um pouco da origem dela. Ela nasce na época da Lei 13.640, que tentava não regulamentar a categoria, sem acabar com a categoria de motorista de aplicativo logo lá no início. Na época ela foi proposta por um deputado que criava uma série de entraves e aí com a ajuda das plataformas, mais especificamente na época da Uber da 99. Obrigado. E da Cabify, ainda existia a Cabify. Elas ajudavam os motoristas a virem para Brasília para conversar com os deputados, para explicar o quanto era importante a geração de renda através dos aplicativos de mobilidade. Bom, nessa época nasceram as associações, já tinham nascido um pouco antes, em 2015, no Rio de Janeiro, foi a primeira do Brasil, a UMPRJ. a qual eu fundei, e depois nessa época que todos os motoristas do Brasil se encontravam em Brasília, a gente viu a necessidade de fazer outras associações... E, posteriormente, uma federação, que é a FEMBRAP. Ela atua em todo o território nacional, a gente participa em audiências, a gente faz aconselhamento para associações. sempre numa luta por melhores condições. E, graças a Deus, na primeira luta que nós tivemos, na Lei 13.640, nós saímos vitoriosos, conseguimos e estamos aqui até hoje. Na época, era uma luta... com parceria com as empresas de aplicativos. O tema muito interessante para mim, deputado, porque eu também sou do Rio de Janeiro, né? E nasci numa comunidade, em Anchieta. E considero meu pai um grande vitorioso, que na época, para tirar a gente de uma comunidade, ele deu instrução. Minha irmã estudou no Colégio Paraíba, em Ricardo de Albuquerque, é uma médica muito conceituada. Eu fiz faculdade, trabalho como motorista de aplicativo hoje, porque eu venho do transporte executivo, falo dois idiomas, estudei, e tudo isso com educação, com ensino e com aprendizado. Isso vem oriundo de conhecimento, e hoje o conhecimento chega muito mais fácil através de um celular, através de uma tecnologia. Então, o tema, para mim, é extremamente fascinante. envolve parte do meu sentido de vida. A atuação dos aplicativos hoje, relacionando as comunidades, aos motoristas que vêm oriundos de comunidade, não são poucos, são muitos, é muito importante. A gente tem uma luta muito grande em relação a melhores ganhos, melhores condições, porque a gente tem uma preocupação, que é saber que a gente é ingerido por algoritmos. Alguém programa o algoritmo para criar lucros para as empresas, levando muitas vezes o profissional à exaustão, levando ele ao risco, porque o algoritmo não tem um sentimento. Então, a nossa principal preocupação é humanizar essa relação. No que tange à questão das comunidades, a gente percebe claramente, que existem aí algumas barreiras e que a tecnologia não consegue ainda, mas caminha para isso, é extrapolar essas barreiras. A gente hoje tem um apoio tecnológico aí para romper fronteiras, para atravessar cidades inteiras, para atravessar países através de aplicativos de mobilidade e também de aplicativo de geolocalização, no caso do Waze, no caso do Google Maps, que são ferramentas acessórias ao nosso trabalho. Mas, assim, a gente não consegue romper barreiras. Por exemplo, a gente tem o problema da segurança na nossa cidade de Rio de Janeiro, Que... É bem complicado quando, por exemplo, uma corrida chama para a gente dentro de uma comunidade. E a gente sabe que a gente não pode entrar, ou se a gente entrar, a gente está correndo um sério risco. E eu vou lhe falar que... Falo bastante do Rio de Janeiro, que é onde eu rodo, onde eu vivo. Mas, assim, que não conheço nenhum motorista que não tem uma história triste por ter passado por uma situação dessa, porque você está ali trabalhando, concentrado no aplicativo, e quando você vê a comunidade que não é mais dentro de um morro, ela se espalha por todo o bairro. Você se vê numa situação com um fuzil na cara, uma pistola na cara, quando não, a gente tem várias e várias notícias de sequestros de motoristas e mortos. A gente não vem aqui só fazer uma explanação sobre essa questão da tecnologia no ganho. A gente aproveita a oportunidade para dar uma sugestão também. Eu acho que seria muito interessante fazer o que já é feito em duas comunidades do Rio de Janeiro, que é a Rocinha e o Morro do Cantagalo. que é meio que um acordo velado ali entre as lideranças da comunidade, vamos chamar de lideranças, ou os supostos donos das comunidades, e os motoristas de aplicativo. A gente deixa na entrada como se fosse uma área de embarque e desembarque. Eu acho que isso aí traz muita conectividade para o morador, que tem a possibilidade de sair dali com segurança. E para o motorista que deixa no local seguro. Nessas duas comunidades isso acontece. A gente já sabe, e tem uma integração muito importante, porque a gente deixa, por exemplo, no Cantagalo, o passageiro na entrada da comunidade. e da comunidade, ao visitar a comunidade, a entrada na comunidade, ele tem que usar o mototáxi da comunidade. Então, você gera renda para a comunidade, quer dizer, existe ali uma... um acerto social, digamos assim, entre motoristas e organizadores daquela comunidade, ou lideranças daquela comunidade. Mas isso não se espalha para as outras, talvez a tecnologia pudesse ajudar. E eu não falo de obra estrutural de um ponto de apoio ali ou de uma área de embarque de embarque. Basta os aplicativos marcarem como aquele ponto ali na entrada das comunidades, e marcarem que só pode pedir corrida dali, são as cercas eletrônicas através dos aplicativos. das comunidades porque muitas vezes cria uma série de animosidades. Quando você é obrigado a... Por força da imposição e do algoritmo, você tem que entrar numa determinada comunidade. Voltando a falar da geração de renda e dos aplicativos, é muito interessante porque a gente viu o quanto os aplicativos são importantes, não só os aplicativos que a gente usa... diretamente para gerar renda que seria, vou citar os nomes aqui, Uber 99, InDrive, tem mais de 600 aplicativos já no Brasil, interior e afora, alguns que já estão tomando um vulto maior, Urbano Norte, e por aí vai. Mas não só esses aplicativos, a gente usa os aplicativos e acessórios, por exemplo, Como eu citei, a gente tem o Google e o Waze para poder fazer o mapa até o local. A gente usa o RadarBoot, que é um aplicativo que informa onde tem especificamente os radares. Muitas vezes os radares mudam de lugar, tem atualizações. Esse aplicativo informa. A gente passa a ter as redes sociais como o grande mural, o grande informativo dos motoristas, porque tudo vai parar na rede social, então é um outro aplicativo. A gente usa o WhatsApp, que também é um outro aplicativo, também é uma tecnologia para a gente fundamental, porque toda a comunicação de motoristas, de aplicativos, entregadores e tudo mais é pelo WhatsApp. Então são mais de 400, 500 grupos que se organizam em cada região para poder se comunicar e a nível nacional e a nível mundial. Eu tenho grupos que eu participo, tem motoristas da Europa, de Portugal, da Espanha, aqui da América do Sul. Então, assim, os aplicativos realmente fazem com que a gente gere renda, fazem com que a gente... tenha conectividade, tenha comunicação e traga evolução social para todo mundo. Mas a gente tem como eu disse, romper algumas barreiras. E a barreira da segurança é uma delas, e a barreira do ganho. dos ganhos através da humanização dos algoritmos para evitar a exploração, porque senão vira uma máquina de moegente. A gente costuma dizer que o indivíduo entra muito iludido para o... trabalhar por um determinado aplicativo, seja ele qual for, a gente vê aí uma série de questões com entregadores, seja com transporte por aplicativo, seja até por aplicativos como o próprio TikTok, que é um aplicativo de geração de renda, como o próprio YouTube, se você não seguir aquelas regras tão rigorosas que os algoritmos determinam para aceitar as metas, Você gera uma renda, mas você não gera uma profissão, quer dizer, você fica ali num período muito temporário. Eu me considero um dinossauro, eu entrei na Uber em 2014, fui um dos primeiros motoristas a entrar e estou rodando até hoje. Mas a maioria dos meus colegas daquela época já não rodam, já não conseguiram aguentar tanto. para uma série de fatores, que é essa produtividade através do algoritmo. Então, se houvesse um pouco mais de humanização, e eu sei que é um grande desafio, porque lida com massas, para você levar benefício a grandes massas, você tem que necessariamente usar os algoritmos. E a nossa batalha, e eu acho que vai ser uma batalha muito longa ainda, é buscar humanização, para essa relação. É uma relação que favorece o motorista, as pessoas realmente geram renda, mas geram, se iludem muito. Hoje, um motorista de aplicativo investe, em média, de 60 a 80, às vezes, 100 mil reais para ter um carro. E esses 100 mil reais, ou esses 80 mil reais, viram o dobro desse valor, porque ele não tem condição para comprar um carro à vista. ele vai comprar esse carro financiado. E, no final da história, a gente vê em 2023 o IBGE apresentando um estudo que 25% do que a gente faz bruto é lucro, o resto tudo é despesa. E não existe uma educação financeira através dos aplicativos para que esse motorista entenda isso. Então, assim, imagina a seguinte realidade hoje. e tem, como disse, muitos colegas de comunidade, O cenário de profissionais começou assim: quando eu entrei, 2014, as plataformas buscavam os motoristas no transporte executivo. Posteriormente, Elas passaram a buscar os motoristas no desemprego, no período que o Brasil estava, aumentou muita quantidade de desempregados. Era comum a gente ver um dentista dirigindo um carro de aplicativo. Depois ela entrou, e hoje acho que é o momento que ela tem mais pessoas de baixa renda trabalhando, rodando, ela entrou não nos desempregados, mas naqueles que estão insatisfeitos com seus empregos. E também baixou muito a idade desse profissional. Hoje a maioria são jovens, não são homens de meia idade para cima. O jovem tem um emprego que ele ganha um salário, um salário e meio, trabalha na jornada de seis, sete dias por semana, folga um. E aí, não tem nenhum carrinho para rodar, muitas vezes se tem, é um carrinho muito velho, muito caidinho. Se ele pega aquele carrinho velho, ou aquela motinha que ele tem, ele vende. Junta mais um pouquinho, dá uma entrada, ele compra um veículo em 60 vezes... esse veículo financiado, ele começa a rodar com esse veículo, ele dá um jeito de ser demitido no emprego dele, ele tem cinco meses de auxílio-desemprego, E... Nada impede que ele rode, que ele gere renda com aquilo, hoje, atualmente. E não existe um cruzamento de informação, porque se ele arrumasse um outro emprego, ele não poderia receber o auxílio de desemprego. Então, ele tem uma garantia de cinco meses. Nesses cinco meses, o status social dele faz um upgrade, porque ele não tinha uma conta de banco, ele passa a ter uma conta. A maioria dos aplicativos oferece uma conta bancária. Junto também vem empréstimos, cartão e tudo mais, coisa que ele não tinha. Ele movimenta financeiramente num banco, seis mil reais em média por mês, cinco a seis mil reais. Só que o lucro é 25%. Ele está ganhando praticamente a mesma coisa que ele ganhava. E ele não percebe isso. Com um cartãozinho de crédito com 6, 7 mil reais na conta todo mês... ele começa a gastar esse dinheiro. O nosso trabalho é repleto de imprevistos, né? É... Você sai na rua, é um pneu que fura, é um carro que bate, é um assalto, é uma coisa qualquer, que sempre tem previsto. Você fica 10, 12 horas na rua, você está... propício a milhões de imprevistos. Nesses imprevistos, no primeiro, ele acha que é azar, No segundo, ele acha que é olho gordo do vizinho do lado, que agora ele tem um carro e tem uma condição melhor. No terceiro, ele está desesperado. No quarto, ele está comprometendo todos os cartões de crédito da família inteira. para poder bancar aquela despesa para gerar aquela renda, No quinto, ele sai daquele carro, que ele já perdeu o carro para a financeira, vai para o carro alugado, até que ele já está trabalhando 15 horas por dia, 16 horas por dia, ele já está trabalhando 7 dias por semana, ele voltou a perder a qualidade de vida que ele tanto desejava que ele teve por um período, sem perceber que ele fez só parte de uma engrenagem que mói um ser humano. Afinal de tudo, é moer um ser humano. Se ele tivesse uma educação financeira, se ele tivesse uma consciência que a lucratividade dele, dita pelo IBGE, e eu acredito, participei muito de um próximo desse estudo, 25% somente... Ele saberia que ele pesaria, que olha, entre eu ter um salário, um salário e meio... Fundo de garantia, férias e todos os meus direitos garantidos. e trabalhar para alguma coisa que me aumenta, é um risco muito grande, me dá uma probabilidade de perda maior ainda. Para ganhar praticamente a mesma coisa... Eu acho melhor eu ficar no meu emprego ou procurar um emprego melhor, ou estudar dentro do que eu faço para melhorar no que eu faço. Então a gente tem que ter esse cuidado, porque esses algoritmos, eles levam a gente para um caminho que mõe gente. Ele ajuda por um momento? Ajuda. Dessa leva de pessoas que entram, a gente não tem as estatísticas, porque os dados de controle de quem entra e quem sai são dos aplicativos, não são dos motoristas e não são divulgados. são considerados informações sensíveis para as plataformas, esses dados e essas pessoas que saem, eu sei porque me procuram na associação, me procuram na federação, sempre saem com problemas. sempre saem banidos indevidamente, sempre saem banidos sem a menor satisfação, sempre saem... às vezes até devidamente são banidos. Aconteceu o caso de um rapaz me relatar o que ele tinha feito, que foi um gesto de homofobia, E ele falou, mas eu não fiz nada, porque ele não foi orientado o que não fazer. Porque ele era de uma geração que era normal ser homofóbico, fazer uma brincadeira de mau gosto, e que hoje em dia não cabe mais, a gente evoluiu como sociedade. Então, assim, não há treinamento, não há informação, não há nada, há sedução. Uma sedução para um ganho que realmente acontece, mas que ele não perdura. Para piorar a situação... é um estímulo muito grande das mentorias, dos ensinamentos de motoristas para motoristas. Alguns motoristas percebem claramente que a dificuldade de gerar renda desses motoristas é latente, que eles querem ganhar mais, então eles começam a divulgar publicamente seus ganhos. É assustador o indivíduo falar, olha, eu não consigo entender como é que um motorista de aplicativo não faz mil reais no dia. Eu consigo entender, porque eu rodo de verdade, eu rodo inclusive vários dias por semana, eu consigo entender. O cara que faz isso, aí o cara mostra um slip de ganho na internet, fala uma fala bonita, no final ele vende uma mentoria, ele vende uma rifa, ele vende alguma coisa, quer dizer, ele não está ganhando dinheiro com o aplicativo, ele está ganhando dinheiro com a rifa, com a mentoria, ele está ganhando dinheiro com os vídeos que são monetizados, Entendeu? E... faz com que mais motoristas tentem continuar, tentem perdurar e aumentem o sofrimento futuramente. Lógico que nem todos são mal-sucedidos, alguns são bem-sucedidos. Eu só não tenho um dado estatístico para apresentar para vocês de quem são os bem-sucedidos e quem são os mal-sucedidos, porque, como eu disse, esses dados não são abertos para a gente. Mas a gente tem a sensação, por ouvir os motoristas, por ajudar os motoristas o tempo todo, que mais motoristas saem mal-sucedidos atualmente do que bem-sucedidos. Isso é lamentável enxergar isso, porque eu acho que uma profissão nobre, eu acho que é... ligar pontos, de levar pessoas do ponto A ao ponto B, utilizando a tecnologia é fantástico. Então, como eu volto a dizer, e para finalizar, a nossa busca e a nossa luta É constante por humanizar esses aplicativos, humanizar esses algoritmos. Tá bom? Basicamente é isso que eu teria a trazer. Obrigado. Muito obrigado, Dani.
Deputado
Muito obrigado, Denis, pela... Obrigado. Sua participação. Obrigado. É, eu vou... Pedir que aguarde até o final para... para responder algumas perguntas, Que tem várias, hein? Quero agora convidar... O senhor aqui... André Porto. Diretor Executivo da Associação Brasileira... de mobilidade e tecnologia. Amobitique. A Moby Tech. e representantes da empresa do 99 Food e do grupo iFood. Por favor. Quer ficar aí mesmo? Pode ficar aí mesmo.
Diretor-executivo - Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) e representante da Empresa 99Food e Grupo iFood
Deu uma mudança. Obrigado, deputado Hélio Lopes, obrigado pelo convite. Parabéns pela iniciativa de realizar esse projeto. esse debate, centro de estudos, para que a gente possa trocar ideia sobre esse tema que está tão em voga na sociedade brasileira. Bem rapidamente, apresentando a Mobtec, a Mobtec é a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia. Associação que representa as principais plataformas que prestam serviços de tecnologia relacionados à mobilidade de bens e pessoas. Estamos falando não apenas de Uber e 99, que realizam o transporte de passageiros, seja em motos, seja em automóveis, mas também iFood, Amazon, Z Delivery, Lalamove, Shein, Alibaba, todas as plataformas que realizam o transporte também de mercadorias. Então, É disso que a gente está falando. E aí eu quero... dividir a minha fala aqui, sobre o tema que nos foi trazido, em dois aspectos. O primeiro aspecto é o papel das plataformas como oportunidade de geração de renda, Próximo. para os moradores das comunidades, e também o aspecto do deles como usuários do serviço, dos aplicativos. seja para transporte, seja para compra de mercadorias. Então, gostaria de dividir nesses dois tópicos. E falando em geração de renda, a gente está falando hoje de cerca de 2,2 milhões de motoristas entregadores no Brasil. dentro das plataformas associadas à Mobitec, sendo que, dentre eles, 65% se declaram pretos ou pardos. E... cerca de 80% de motoristas entregadores são da classe CDI. Então, a gente vê que efetivamente é um público que obtém, que enxerga ali nas plataformas como uma fonte, uma possibilidade de obtenção de renda. E uma renda que é extremamente compatível com as oportunidades que esse trabalhador também teria no mercado de trabalho. Isso, os dados que vêm sendo produzidos acerca do setor... É... tanto dados do SEBRAP quanto dados do IBGE, mostra que a renda, e falando de renda líquida, não renda bruta, porque a gente sabe que os custos relacionados à atividade estão com o trabalhador, a renda líquida dele é muito compatível com a renda de um trabalhador com carteira assinada no setor de serviços, por exemplo. E somado a isso... E aí eu acho que entra uma outra característica muito positiva do setor, esse trabalhador tem autonomia e flexibilidade. Então, ele pode... Ele pode adequar a sua realidade de vida, a atividade dentro da plataforma. Então, muitas vezes, uma mãe que não tem com quem deixar seu filho durante determinado período, ela, às vezes, encontra dificuldade em encontrar um emprego com carteira assinada, por exemplo, em que ela consiga adequar essa realidade e ela consegue, a partir dos aplicativos, obter renda. lhe é necessária. Além disso, metade desses 2,2 milhões são trabalhadores, um pouquinho menos da metade, sendo bem justo, cerca de 45%, porque eles atuam nas plataformas como complemento de renda. Então, é um trabalhador que tem uma fonte de renda principal, mas que muitas vezes essa fonte de renda não é suficiente para ela pagar as contas do dia a dia. Então, ele utiliza as plataformas para complementar a sua renda. Para fazer, ou até mesmo para algum projeto especial, quer trocar de carro, quer fazer uma viagem, ou chegar em um determinado período do ano, ele precisa de uma renda complementar. Então, ele utiliza as plataformas, porque é muito fácil. mas é muito mais simples você obter renda a partir de uma plataforma do que você passar por um processo seletivo, de um emprego, cumprir jornada, ter toda aquela rigidez, tem direitos, mas várias das obrigações também. Então, é muito simples você obter renda a partir das plataformas. E isso fica bem claro quando a gente olha, por exemplo, o estudo do Banco Central, que diz que as plataformas foram responsáveis por reduzir em quase um ponto percentual a taxa estrutural de desemprego no Brasil. Como existe esse novo mercado, essa facilidade, para que os trabalhadores consigam obter essa renda, a gente consegue reduzir significativamente a taxa estrutural de desemprego. E ainda na face da obtenção de renda, E aí não falando especificamente de motoristas e entregadores, mas é preciso a gente considerar aqui também os inúmeros estabelecimentos comerciais que conseguem ter acesso a outros mercados a partir das plataformas. Então você vê... e não apenas em regiões de alto poder aquisitivo, mas também em comunidades. pequenos estabelecimentos, uma vendinha, um pequeno produtor de marmita, por exemplo, que consegue, a partir de um aplicativo, ter acesso a um mercado muito maior, que ele não teria se não fossem os aplicativos. E a gente ainda avança um pouco, tratando o tema de comunidades, inclusive, muito oportuna a realização desse evento na data de hoje, que essa semana saiu uma série de matérias no jornal O Globo, falando sobre o tema, e tem uma matéria específica sobre os aplicativos dentro das favelas. Então, você tem, inclusive, já aplicativos dedicados exclusivamente a entregas em favelas. citando os nomes que foram citados na reportagem, tem o delivery das favelas, Favela Brasil Express, na Porta, que são aplicativos específicos para entrega em favelas, em comunidades. Então, acho que a gente precisa ter também em mente essa visão de oportunidades, de oportunidade de geração de renda, para os trabalhadores, seja motoristas, seja entregadores, mas também para os estabelecimentos comerciais, plataformas para ampliar seu mercado, obter renda e gerar receitas. Indo para o outro lado, agora, olhando o lado, como eu disse inicialmente, o lado do usuário, né, do nós, consumidores, que utilizamos as plataformas, acho que esse é o grande desafio hoje e a grande oportunidade, ao mesmo tempo, que as plataformas têm. Obrigado. Esse serviço hoje ainda é relativamente elitizado. Então, quem tem acesso, o acesso a esse serviço começa... por classe A e B, que tem acesso, consegue pagar. Então, acho que o grande desafio que os aplicativos têm hoje, que esse serviço tem hoje, é como que você consegue oportunizar para que a maior parcela da população tenha acesso a esse serviço que cada vez tem se tornado mais essencial. Então, você vê casos de donas de casa, por exemplo, de mães que... Dada a rotina de trabalho, não conseguem muitas vezes ir ao mercado fazer as compras e utilizam os aplicativos para fazer a compra mensal do mercado. E ali você ganha um tempo para ficar com sua família. Então, você tem... E como você amplia isso? Como é que você consegue gerar eficiência, gerar produtividade e ampliar esse acesso a um custo... acessível cada vez mais para a população. E isso tem acontecido, acho que essa ampliação do acesso tem acontecido. E aí eu queria citar alguns dados aqui, peço até desculpas por... pela enxurrada de dados que eu vou falar, e depois acho que a gente pode, de alguma maneira, estruturada a gente trazer isso, mas... Um serviço específico, por exemplo, o transporte de passageiros em moto, que a gente chama de Moto App, cerca de 60% dos usuários desse serviço tem renda familiar inferior a R$ 2.000,00. 60% em renda familiar inferior a R$ 2.000. 80% em classe CDI. que geralmente esse serviço é muito utilizado, que a gente chama de última milha. Então, a pessoa muitas vezes pega o ônibus ou o trem, ele vai até a estação final e depois ele faz essa última milha. Acho que o Denis, que me antecedeu aqui, trouxe o caso das comunidades, onde você vai até a porta da comunidade chegar à sua residência, porque efetivamente o cenário de insegurança existe. Então, mulheres, principalmente, utilizam muito esse serviço para não ter que andar na rua, ou para ganhar um tempo, enfim. Então, é um serviço que é bem acessível. 60% das viagens ocorrem em regiões não atendidas pelo transporte público, falando de Moto App. e aí vou trazer um recorte específico da região do Senhor, da região sudeste, cerca de 35% das corridas de aplicativos têm origem ou destino comunidades. Então... 35%. Então, acho que a gente muitas vezes fica acostumado com a nossa realidade, mas a gente não pode ignorar os números. É um serviço que sim, que ele atende e tem atendido cada vez mais comunidades que infelizmente, se vê em diante de, muitas vezes, um transporte público que não existe, ou um transporte público inacessível, e vê ali nos aplicativos uma oportunidade. E esse número tem crescido. Desde 2023, esse número tem crescido cerca de 50%. Então, cresce bastante. Falando um pouco de delivery, e aí não quero citar dados específicos de empresas, mas tentando, de alguma forma, generalizar o número, São feitos em comunidade. são entregues em comunidades, 30% dos pedidos de comida. Então, é um número bastante significativo, que também tem aumentado bastante. até não utilizar todo o meu tempo, as plataformas têm esse grande desafio. Essas plataformas são intermediadoras. elas intermedeiam a relação entre o motorista e o entregador, o consumidor final e, muitas vezes, o estabelecimento comercial, no caso de entregas que está vendendo... Ou seja uma comida ou seja um produto. O equilíbrio dentro desse ecossistema, ele é muito importante para que esse ecossistema se desenvolva e ele fique cada vez mais acessível. A gente não quer que esse serviço se torne um serviço elitizado ou ele fique um serviço que seja inacessível para as comunidades carentes ou para a população de baixa renda. Então... Quando a gente fala, e muitas vezes a gente fala de... de como que a gente melhora esse ecossistema, como que a gente cria uma regulamentação, a gente tem que ter isso em mente. A gente tem que ter em mente que... Ah... o custo dele O custo do serviço é um dos fatores fundamentais para que a população de baixa renda, a população de comunidades tenha acesso a esse serviço. A partir do momento que a gente eleva muito o custo, a gente vai estar excluindo... as comunidades de poder pedir uma comida, poder fazer um pedido de supermercado, ou poder até mesmo utilizar um carro de aplicativo para chegar, que seja na porta da comunidade, para a partir dali ter o transporte local, como o Denis comentou. É com base nisso que a gente coloca, é com base nisso que a gente quer colocar o debate, colocando dados, para que a gente não se restringe à nossa realidade e ignore toda a realidade do setor. Muito obrigado mais uma vez, estamos à disposição para o debate. Obrigado.
Deputado
*sad music* Before I pass to the consultants to ask questions, to the palestrantes I want to inform you that Rebecca Mota, who is the director, of public policies, the digital digital digital I didn't feel very well. She was there at the Demed, we are waiting for I asked my assessor to know how it is, to inform everyone. We have many people here present Each one comes. to watch not only the topic, according to the speaker, the subject of the people, both online and presencial. So I'll just inform you, I'll read here... the people that meet there present in remote and online, that are watching this public audience. I will now pass the questions. Parzuch. both for Londres and for Danish. Thank you. Thank you. I want to thank you for here, Mr. Vladimir Falcón Lamar. Conselheiro the Embassy of the Republic Cuba Thank you. Welcome. Alve President of the Committee of Artificial Intelligence. the order of the Advogated Brazil OAB, DF. Welcome. Eh... - President of the Federation of the Trabalhadores in the Comercio District Federal. FETRACOM DF is online. Sra. Maria Sina, Secretária Adjunta. from the Secretariat of Information and Digital Health Thank you. Mr. Gustavo Tomé, Director of Juventude, Secretaria Municipal de Política para Mulheres, Social and Human Rights, the prefeitura Goiânia I *cough* So, we last... Wislas Souza, Consultor de Relações Institucionais e Governamentais, Ética e Inteligência Política. Pablo Macedo. Relações Institucionais Governamentais Patri-Políticas Públicas. André Teixeira I'm not sure. from the National Development Economic and Social Bank. Leandro Reis the Brazilian Agence Spaces José Cerezoli Coordenador-Geral de Integração e Inovação do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Thank you. - Thank you. - Shh. Sra. Anne Caroline Glutine. Glutine. Good morning. I am a member of the Board of Health and Health, Aida Silva, assessora parlamentar. the President of the Republic. Flavia Maciel. Assessora de Comunicação da Autoridade Portuária na Bahia. All these, I read the name here, that are present in the remote, online, I want to thank for watching this public audience. Passaremos agora... for that the consultants ask questions Thank you. for Dennis and for André Porto. Thank you. Well... Thank you. Thank you. Let's go here... I heard the judge, Augusto. ... A vontade. Obrigado, deputado.
Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados
É... Bom... Obrigado. Muito obrigado por essa audiência. A gente acha que o tema é extremamente relevante, sob sua autoria, sob sua relatoria. E eu gostaria de aproveitar o momento para fazer algumas perguntas que têm muito a ver com esse momento do SEDES. O Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados está organizando... esse estudo e também outros trabalhos que estão sendo feitos, inclusive dia 13, 14 e 15, deputado de maio, nós vamos receber o pessoal do consenso de Copenhague, que é um pessoal... que faz análise de política pública no planeta inteiro, tem sete pesquisadores com Nobel em economia, é um pessoal muito bom. vão vir aqui e vão fazer um treinamento para nós, sobre análise de custo de política pública. E um pouco tem a ver com as minhas questões, eu venho um pouco nisso. Tudo que a gente está levantando aqui para assessorar o deputado, É sempre pensando assim, como que isso pode levar a gente que propõe alguma... proposição que tenha a ver com que que que traga uma boa política pública do ponto de vista legislativo que seja consequente do ponto de vista tributário, das finanças públicas, que possa ser colocada em prática, e a melhor prática com menor custo. para que traga as melhores repercussões. Então, as minhas perguntas vão sempre nessa direção. para o André Porto, nosso diretor da Mubitec, eu gostaria de perguntar se é possível, eu já imagino que tem um Senões, porque você tem números muito bons para entregas, para buscas, para origens e destinos. Então, a parte do serviço, do próprio consumo nas comunidades. Se seria possível, tem algum encaminhamento que vocês possam fazer para levantar a estimativa de pessoas trabalhando com aplicativos em favelas? Eu sei que tem um problema da dupla contagem, porque uma pessoa trabalha para vários aplicativos, que esse problema de dupla contagem não tem no serviço, mas na ponta do trabalho tem. Uma pessoa trabalha para dois, três ao mesmo tempo, isso aí você precisaria de coordenar com as de alguma forma com a anonimização e tal e não revelar dados. Mas a síntese dos dados nas 12.438 favelas do Brasil A gente saber o quanto está penetrando o trabalho das plataformas na geração de renda seria muito bacana. Eu gostaria de saber se vocês têm alguma coisa, se acha viável, possível, no futuro, algum tipo de levantamento dessa forma. Outra coisa, se vocês teriam estatísticas de transição, pessoas que de repente começaram com entregas... às vezes aquelas entregas mais baratas, de pequeno alcance, de bicicleta. E aí conseguiram um dinheirinho, compraram uma moto e passaram a entregar de moto. Conseguiram um dinheirinho... o desentregador passou a ser um motorista de Uber ou de outra plataforma que seja. E, sabe, esse tipo de transição eu acho muito interessante, porque todo mundo pensa na... A moça do Gerardo Falcões citou o Ferraz de Vasconcelos, que é a periferia de onde eu vim. Ela citou. Você pensa assim: a gente, para sair dessas condições, tem que pensar assim: "Eu não consigo comprar o carro". para fazer a plataforma, mas eu consigo uma bicicleta. Tem que ser emprestada, eu consigo, eu faço minhas entregas, mas depois eu preciso... E como você vai crescendo? Porque você vai crescendo aos poucos. Então, às vezes, uma política pública, ela não precisa pensar lá no que é problemático para muitas pessoas, como o próprio Denis Moura veio trazendo, mas, às vezes... a gente precisa pensar a entrada e como as transições podem ser facilitadas. Mas conhecer essas estatísticas seria bastante interessante, gostaria de saber se você tem algo nesse sentido. E para o Denis Moura, Denis, eu queria te perguntar mais especificamente sobre favelas mesmo. Você tem uma visão muito ampla, muito depurada sobre os desafios para entrar no trabalho do aplicativo, se manter, para ter êxito, para não sair dali com condições, às vezes, de endividamento e tal. Mas você também sentou que você tem aquelas pessoas que você atendeu que são de comunidade. E você tem a sensibilidade para também ter vindo de comunidade. Especificamente nas comunidades. Gargalos para moradores de favelas, para se integrar no mercado de trabalho a partir de aplicativos. Se integrar na renda a partir de trabalhos de aplicativos. do que são os grandes desafios para os moradores de favela com relação ao trabalho por aplicativo. Eu quero aprofundar.
Deputado
Está também, André? Posso aproveitar que... Obrigado. juntamente com essa pergunta que ele fez aqui. saber se vocês têm como precisar, até porque é muito dinâmico, a pessoa hoje pode entregar de bicicleta, de repente amanhã ela é cadastrada, ela... Pode ser aquela entrega de motocicleta e eu não... Eu não tenho como... Afire isso. É porque... Minha mãe mora lá em Austin, no Morro do Tempero, passa o final de semana lá, de vez vou muito para lá. E eu tenho observado recentemente... Um monte de entregão de bicicleta. Eu quero saber se vocês têm mais ou menos dados... de quantas pessoas... Estão fazendo entrega até por causa de dificuldade, como ele me... Como Augusto mesmo falou aqui, o consultor, de quantas pessoas fazem entrega de bicicleta ou... Ou a pessoa, de repente, tem um carro, é cadastrada, ou uma motocicleta, e naquele... naquele período ali ela pega o frete que tem no aplicativo, ela vai... ...e de um ponto ao outro... ela faz essa entrega, saber se vocês tem mais ou menos, é monitorado se é de bicicleta se é de motocicletas, caso na bicicleta, saber se vocês têm os dados, isso aí serve tanto para você como para... O Dênis. Obrigado. Vamos ouvir agora o consultor Danilo. Jesus da Silva, que é consultor legislativo aqui também, vou fazer pergunta para o André.
Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados
Bom dia a todos. Bom dia, deputado. É... A Amanda, da Geranto Falcões, ela citou alguns problemas estruturais que devem ser resolvidos nas favelas para que o trabalho digital seja de fato bem aproveitado e efetivo. Eu queria perguntar para o Denis. Ele situou alguns problemas de segurança e alguns problemas... dos algoritmos Eu queria te perguntar, Denis, se você tem conhecimento de de algum impedimento É... para o acesso ao trabalho do motorista de aplicativo, ao trabalho... Nessas plataformas de corrida, se os algoritmos impedem o acesso de moradores de favela, se os moradores de favela têm problemas... para acessar como trabalhador esses aplicativos pelo simples fato de residir em favelas. Se o CEP É um problema. E se há esse filtro, do algoritmo. E para o André Porto, e é Eu queria saber se há dados da Mobitec, das plataformas, a respeito do uso dos aplicativos de entrega pelos pequenos negócios nas favelas. e se algum tipo de incentivo por parte das plataformas, a esse uso, para que por exemplo, um pequeno negócio consiga expandir suas vendas e acessar mercado consumidor fora das favelas. já que há essa dificuldade de acesso, se as plataformas... podem reduzir custos... se há medidas nesse sentido para que, inclusive, pequenos negócios radicados em favelas, possam ser desenvolvidas e gerar renda dentro das favelas, e aí sim, aumentar o mercado consumidor e trazer mais benefícios para as favelas. Minhas colocações são basicamente essas. Obrigado. com o planeta. Obrigado.
Deputado
antes de passar por o irmão eu leonide que vai fazer também perguntas é dando aqui o o feedback da da senhora rebeca mota A minha assessora foi lá. Ela está no Demed... ela teve uma crise Crise. alérgica e ela vai entrar agora em Em medicação. Então, por esse motivo, ela não vai conseguir... Participar. Obrigado. Agora o consultor legislativo Herman.
Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados
Deputado, só um pequeno complemento às perguntas que o colega Danilo fez especificamente para... para o André Porto. Se tem alguma espécie de programa, algum trabalho das empresas, da Mobtec de forma ampla, para facilitar o acesso de trabalhadores às plataformas, no sentido de dos instrumentos de trabalho mesmo, né? de aparelhos de telefone, bicicletas, motocicletas, acesso ao aluguel de veículos, se há alguma iniciativa para facilitar esse acesso e esse ingresso nas plataformas. Obrigada. Obrigado. Leonid, por favor. Obrigado, deputado.
Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados
Eu gostaria de perguntar se existe... o que tem sido feito pelas plataformas para aumentar a segurança dos motoristas. No seguinte sentido, muitas vezes a gente se depara com notícias de... Motorista que desconhece a área entra numa favela alvejado. Tá certo. Tanto o motorista como o passageiro, né? se o que as plataformas têm feito para aumentar a segurança dos motoristas, tem motoristas iniciantes que não conhecem, por exemplo, o Rio de Janeiro, e começam a rodar na cidade e, às vezes, entram, por engano, numa comunidade, né? É... para aumentar a segurança deles e dos passageiros, sejam mapas interativos, sejam... outros mecanismos que têm sido feitos de iniciativa nesse sentido. Obrigado. Obrigado.
Deputado
Vamos agora passar aqui para... para o Denis, depois para André Porto, responder essas perguntas. essas perguntas. Denis, por favor. Inicia o vídeo. Oh, o Zao. Aperta aí. Isso.
Diretor executivo e de comunicação - Federação Brasileira de Motoristas de Aplicativos - FEMBRAPP
Respondendo inicialmente ao que o Augusto perguntou em relação a dados, essas coisas, a gente não consegue ter acesso a dados, né? Como eu tinha dito, não porque são... omitidos pelas plataformas, mas que realmente são dados dos negócios das plataformas. Elas não podem sair abrindo os dados delas porque tem as concorrências. A gente tem só o sentimento, só tem a sensação em relação a algumas coisas, mas a gente propõe, eu acho que a gente tem que aproveitar essas oportunidades para colocar sempre propostas. Eu conversei isso, inclusive, com o relator da PL152, o deputado Augusto Coutinho. A gente acha que, assim, o governo, para ele ter acesso a esses dados, esses dados serem realmente verdadeiros, ele poderia tranquilamente ter um aplicativo que poderia funcionar como um cadastro nacional de motoristas de aplicativo ou de prestadores de serviço por aplicativo. Quer dizer, não é para criar uma barreira de impedimento. fazer um cadastro online, você tira a carteira de identidade online. É você fazer um cadastro. Eu quero ser motorista de aplicativo, antes de eu ser motorista de aplicativo, eu me apresento para o governo. Então eu vou ser motorista de aplicativo, rodo pela plataforma Uber 99 e Indrive, ou eu sou entregador do iFood, ou eu sou... Porque aí o governo começa a saber quem é essa pessoa, de onde ela sai, para onde ela vem, quanto que ela ganha. Começa a conhecer essa pessoa, porque o governo não conhece essa pessoa. E sem contar que socialmente algumas pessoas têm orgulho de falar que é motorista de aplicativo, como eu tenho, com má tranquilidade, e outras omitem. Entendeu? Então, assim, e por não ter uma fiscalização, talvez, nem citam no seu imposto de renda, não citam, apesar que as plataformas mandam os lucros lá que a gente teve de rendimento. Mas, assim, isso era um caminho básico e hoje já existem aplicativos acessórios aos que a gente usa, eu citei alguns, mas eu esqueci de citar, tem aplicativos que dão suporte. Por exemplo, quando a corrida pisca na minha tela, ela pisca por alguns poucos segundos muitas vezes com um passageiro dentro do carro, porque ela pode piscar no meio de uma outra corrida, na frente do aplicativo de transporte, de locomoção, na hora que eu vou fazer uma curva. Então é muito rápido. Então tem aplicativos que gravam aquela tela, E aí, depois que a gente encerrar aquela corrida, você vai lá no aplicativo e vai olhar. Isso acaba gerando alguns cancelamentos. quando o endereço do destino não é favorável, quanto o valor ofertado pela plataforma para aquela corrida é desfavorável. Então é mais um tipo de aplicativo, eu posso citar dois aqui, o Rebu e o Guigo, são aplicativos que dão esse suporte para o motorista. Você programa nele quanto você quer ganhar por tempo, quanto você quer ganhar por minuto, quanto você aceita ganhar... por KM. porque as plataformas não utilizam a métrica que seria a mais óbvia, que a nossa despesa é KM, elas deveriam usar a métrica do quilômetro rodado e do tempo. A gente gasta tempo e quilômetro. Mas elas usam uma métrica que a gente não tem acesso a ela. A gente não sabe exatamente qual é essa métrica. Então, para cada corrida, para cada motorista, é uma taxa que se cobra, para cada passageiro, é uma tarifa que se cobra. É um jogo, é como se você vendesse um imóvel e o corretor mandasse mais do que o proprietário, do que do comprador. Eu ganho uma comissão sobre o seu trabalho, sobre o seu imóvel, mas eu escolho o preço do seu trabalho. pagar, eu escolho quanto eu vou te dar e vou dizer pra você quanto que é a minha comissão depois que você fizer o trabalho. Depois que eu vender o seu imóvel. Então, assim, a gente fica às escuras. Então, você tem que aceitar a corrida. O ideal é que você tenha um aplicativo de suporte. Depois que acaba a libra, você vai lá. Olha, ela está gravada lá na sua galeria de fotos. E essa corrida aqui é para um lugar de risco. Não, não vou. Então você volta lá e cancela. Ah, essa corrida aqui, o valor não está contento. Vou lá e cancela. Então, assim, a gente trabalha muito às escuras. Mas se o governo tivesse uma maneira de saber quem é esse motorista e essas estatísticas que estão sendo na mão do governo, não haveria, por exemplo, já entrando em responder uma outra questão... também falando sobre dados, foi levantado, se não me engano, pelo Dionísio. que os dados também são sempre muito ofertados pelas plataformas, Eu não digo que sejam dados falsos, mas sejam dados talvez verdadeiros, mas que são sedutores em relação... ao quanto elas são benevolentes com tudo aquilo que elas oferecem. Só que quando a gente fez uma CPI em São Paulo, e eu participei ativamente dessa CPI em São Paulo, na cidade de São Paulo, a gente conseguiu pegar uma série de dados importantes ali, a gente percebeu, por exemplo, que tinham mais de 500 mil motoristas cadastrados em São Paulo, na época, para rodar na cidade de São Paulo. Só que esses motoristas, dos mais de 500 mil, a gente teve que tirar um critério para saber quantos realmente rodavam por aplicativo, porque esse número ia caindo. Porque se a gente entender que alguém vive de aplicativo, ele tem que ter pelo menos, sei lá, 10 corridas na semana, 15, etc. Ele não vive de aplicativo, ele liga o aplicativo para sair do trabalho, já que está no engarrafamento... ganhar um dinheirinho. Esse cara não é profissional. Ele não tem noção, ele está assumindo responsabilidades legais profissionalmente, se transportando a outra pessoa, porque ele é responsável pelo que ele está fazendo. Mas ele pensa que, suavemente, ele está só ganhando um trocadinho, ele não está dando uma carona, ele está fazendo uma prestação de serviço. E aí, quando a gente foi enxugando esses dados, de 500 mil, você cai para 110 mil, 120 mil, considerando que o cara fez algumas corridas em três meses. Então esse número enxuga muito na ponta. quando realmente é real. E quando você tem o governo tomando consciência de quem é esse motorista, se realmente ele roda, que não é problema nenhum o indivíduo complementar a renda com o aplicativo... Não é problema nenhum complementar a renda com a moto. com a entrega, não é problema nenhum. Então, assim, quando o governo tem esse conhecimento, as ações são mais específicas. Uma outra, falando em relação à segurança, Você perguntou em relação à questão das comunidades. O dado que ele falou, que o André trouxe, eu achei importantíssimo. 35% das corridas começam, acabam em comunidade. Bate muito com a sensação que a gente tem em relação a cancelamentos. Porque se o local é uma área de risco, Eu não vou lá. Para que eu vou lá? Eu vou me arriscar? Eu posso ir para outro lugar. Então, tem muito cancelamento. Lógico que se eu moro naquela comunidade, eu só conheço o bairro do Meia, Eu moro no Mér. Qualquer comunidade do Mér, eu entro e saio tranquilamente, porque eu sou nascido e criado ali, eu estou com 56 anos, eu moro ali só há 50 e poucos anos. Eu fui para lá com 6 anos de idade. Então, assim... É o Anto, mas se eu não conheço aquela... Se o motorista não conhece aquela região, já não vai. Então ele vai provocar um cancelamento. Então, assim, esses dados só vão ser realmente sensíveis e levados de maneira mais factível para o governo quando o governo tiver um tipo de acesso. O aplicativo que eu acho que o governo poderia ter de cadastro para motoristas, eu acho que a única exigência que ele poderia fazer é manter esse aplicativo ativo no seu celular. Por quê? Existem umas ferramentas chamadas ferramentas do MicroDodge que eles conseguem visualizar o que os outros aplicativos estão fazendo. São as ferramentas de acessibilidade. Que é o que esses aplicativos de suporte usam para poder verificar a tarifa, ver se a tarifa está contenta, se não está. Seria uma maneira de ter uma fiscalização ativa... em tempo real, do trabalho por aplicativo. Porque hoje não existe, hoje o olhar do governo, eu vejo que o governo tem um olhar preocupado, hoje a gente sabe que a importância de recolher um INSS que não estava sendo recolhido, apesar de da Lei 13.640 determinar que tinha que ser, mas a gente sabe disso tudo e não existe nenhuma maneira de fiscalizar nada disso. E hoje, com tecnologia, você fiscaliza isso. Então, se eu, Denis Moura, me cadastro num aplicativo do governo, e esse aplicativo está no meu celular enquanto eu estou trabalhando por aplicativo, Esse aplicativo tem como visualizar as ações que eu estou fazendo, as ações que a plataforma está fazendo. Aí os dados são reais e a gente não fica dependendo de sensações que os motoristas ou as entidades que representam os motoristas têm, ou dependendo de dados que os aplicativos podem ou não divulgar, porque eles realmente são dados sensíveis. Entendeu? Eu acho que tinha mais uma pergunta aí no meio. Ah, sim, a questão do acesso às comunidades. Então, E... O motorista não gosta de entrar na comunidade por várias questões. Não só a questão geográfica, de andar dentro de uma comunidade com um veículo, é muito ruim. As ruas são estreitas, você não consegue, as ruas você não conhece. Não vai ter o número identificado, não vai ter o nome de rua, não vai nada. Você tem que seguir o mapinha e ir até lá. Então, isso é muito precário, entendeu? Então, o motorista realmente não gosta. Na entrada da comunidade, ok, eu brinco até com meus passageiros, eu falo, ah, eu só vou até a portaria. A portaria são os meninos que, eu digo, estão com a vassoura, na verdade, estão de fuzil na mão. embarca, dali pra frente eu não entro. Entendeu? Então, assim, você tem que ter um jogo de cintura, mas realmente impede, porque o morador de comunidade, se ele pedir dentro da comunidade, dificilmente ele vai ter alguém que vai buscar ele lá dentro, a não ser que a pessoa conheça muito aquele local. Então, é um impedimento. E para os motoristas que moram em comunidade, tem um outro problema. Porque se eu moro no... Vou dar um exemplo do Rio de Janeiro, estou citando sempre a minha cidade, porque o deputado é de lá. Se eu moro ali, em Vila Isabel, no Morro do Macaco, você não vai pegar um passageiro no Morro São João do Lado, que são inimigos ferrenhos há mais de 10 anos, mais de 15 anos. E são vizinhos. Você não pode sair do... porque o cara vai saber que você é daquele morro, ele vê você ali todo dia, ele vai ver o carro parado na subida da comunidade. Então tem impedimento. A segurança acaba sendo um impedimento para o negócio, para a geração de renda. Por isso que eu insisto na sugestão de ter as áreas de embarque e desembarque na entrada da comunidade. Eu acho que isso aí seria áreas que eu me refiro virtuais. A cerquinha ali, dentro da comunidade, o indivíduo já não pode pedir, porque às vezes ele acha que é conveniente pedir. E eu sei que talvez para uma questão de mobilidade, uma senhora com uma certa idade, uma gestante, uma pessoa com dificuldade de mobilidade, vai ter dificuldade, mas essa dificuldade é inerente ao dia a dia dela, infelizmente. por estar dentro de uma comunidade. Bom, acho que eu respondi todas aí, numa leva só, se tiver mais alguma, estou à disposição. E aí
Deputado
Muito obrigado, senhor Dênis. Vou ouvir agora o... André Porto. Obrigado.
Diretor-executivo - Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) e representante da Empresa 99Food e Grupo iFood
Quero agradecer a todos os consultores pelas perguntas e... falar sobre o aplicativo é legal porque todo mundo usa, então todo mundo tem a sua visão sobre o aplicativo. E eu acho que esse é o nosso grande desafio também, enquanto associação. E acho que vários dos exemplos que foram trazidos aqui... E quando... a gente vê a descrição de algumas realidades, é muito a experiência da pessoa naquele aplicativo especificamente. E eu acho que essa é uma grande preocupação que a gente tem enquanto setor, é entender que existe uma infinidade de modelos de aplicativos... e que existe uma infinidade de realidades de trabalhadores de aplicativos. que utilizam os aplicativos. a realidade é muito distinta de cada uma dessas. Então, você tem, efetivamente, um motorista que obtém renda principalmente por meio daquele aplicativo, 100% da renda dele às vezes vem do aplicativo, mas você tem também casos em que... entre um um emprego e outro, durante um mês, ele utiliza o aplicativo para obter a renda ali, enquanto ele está procurando um ou outro, ou até mesmo ele continua depois fazendo pequenas corridas para poder complementar a renda, ou que ele precisa fazer algum projeto específico, como eu disse no início. Então, você tem uma realidade muito grande. Então, quando a gente fala de uma política pública, a gente não pode pensar em uma política pública. de políticas públicas, o custo-benefício das políticas públicas. Não dá para a gente pensar na política pública pensando... em... tem dificuldade de pensar na política pública, pensando em nenhuma realidade específica, ou em nenhum modelo de negócio específico, mas sim pensar quais são as dores e como que a gente realmente melhora. Acho que o... O Denis trouxe um exemplo muito bom que a gente, enquanto associação, defende, que é a questão previdenciária. Existe um déficit de inclusão previdenciária. tanto de motoristas quanto de entregadores então como é que a gente utiliza a tecnologia para garantir uma efetiva inclusão previdenciária de motoristas e entregadores essa é uma dor que a gente se debruça e que a gente tem debatido bastante em relação às perguntas especificamente acho que é uma pergunta do Augusto sobre os dados específicos de trabalhadores por aplicativos em favelas, em comunidades a gente não tem isso especificamente de georreferenciado. Primeiro porque é um dado muito minucioso, segundo que mesmo que você georreferencie, muitas vezes aquele morador ele é da favela, mas ele utiliza o aplicativo, mas ele exerce atividade em outro lugar. Então, é um morador de uma comunidade que, por exemplo, vai para um bairro do, sei lá, Ipanema, Copacabana, para trabalhar por aplicativo lá. Então, georreferenciado você não consegue, teria que ter um cruzamento muito grande e existe também a questão da duplicidade. pesquisas do setor, por exemplo, a gente precisa ter que ter muito cuidado para a gente evitar a duplicidade, como é que você limpa essa base, porque geralmente o motorista da Uber, ele também está cadastrado na 99, ele também está cadastrado na Indrive, às vezes ele está cadastrado em outro. Aplicativos de entrega é comum, os entregadores estarem online em mais de sete aplicativos ao mesmo tempo. Então, escolhendo... Qualquer melhor demanda. Então, é muito complicado a gente ter esse dado. E, às vezes, a gente tenta fazer, emendando numa segunda pergunta, às vezes a gente tenta fazer uma associação muito óbvia entre o motorista sair de uma bicicleta e ir para uma moto, como se uma ascensão fosse, mas não necessariamente é. Então, por exemplo, os aplicativos têm políticas, inclusive de sustentabilidade, estimulando a utilização de bicicletas, investindo em bicicletas elétricas em determinadas regiões. principalmente quando se fala de delivery, para você ter entregas em curtas distâncias, que aquele entregador não tenha que percorrer longas distâncias. Então, não necessariamente você tem essa correlação. Então, é muito difícil estabelecer. por exemplo, Os que utilizam moto, às vezes, eles já têm uma moto, ele não quer trocar moto, ele já utiliza aquela moto para outro fim, e aí ele obtém renda de maneira secundária nos aplicativos. Então, esse dado não necessariamente vai demonstrar uma correlação de ascensão. Em relação aos pequenos negócios de favelas e como que se estimula isso, as empresas têm políticas, eu não vou citar especificamente, para que elas possam trazer, mas elas têm projetos de incentivar empreendedorismo dentro das comunidades, buscando profissionalismo, buscando ampliar mercados. Há também o mercado dentro da própria comunidade, como é que se estimula o mercado ali para que seja um ambiente sustentável dentro de si mesmo, mas também buscando mercados fora. Acho que eu posso fazer uma provocação com as empresas associadas para que apresentem estruturalmente projetos de formação, projetos de empreendedorismo. Teve uma pergunta que o Danilo fez para o... para o Denis, não tem... assim, o CEP não determina se o motorista vai poder ou não se cadastrar na na plataforma, e ao contrário, o que a gente vê é que muitas pessoas Pessoas que por motivos individuais específicos, não teriam acesso ao mercado formal, conseguem ter acesso à renda por meio das plataformas. Então, também você tem um instrumento bastante importante de inclusão social. Sobre segurança, a pergunta que foi feita, existe sim um desafio por parte das plataformas em como informar ao motorista, existem mapas sobre regiões de maior risco. Agora, a gente tem que ter dois cuidados. O primeiro cuidado é, e aí é uma coisa mais objetiva, que é quem fornece esse dado. Então, quem vai dizer que aquela região é uma região perigosa ou não? É muito difícil para a plataforma se colocar em uma posição de dizer que é perigoso. Então, a gente precisa ter, primeiro, uma base de dados oficial. uma base de dados confiável e quais são quais vão ser esses cortes que vai dizer que aquela com é obviamente que o senso comum muitas vezes a gente tem a não entra naquela comunidade porque é perigoso mas o que vai dizer o que de maneira objetiva vai dizer acho que esse é o primeiro ponto e o segundo ponto que para a gente é mais importante ainda que dialoga com minha fala inicial é como é que a gente não discrimina não discrimina as comunidades É... A gente vai simplesmente dizer que aquelas pessoas, as comunidades, não vão ter acesso a aplicativos? Então, é uma pergunta que a gente tem que se fazer enquanto sociedade. Até que ponto, como é que a gente consegue equilibrar essa balança? Para que a gente permita que a pessoa que vive na comunidade... tem acesso ao aplicativo... ela possa, sim, se utilizar de um serviço de moto app, de um serviço de delivery, de um serviço de transporte por aplicativos, mas também você garanta a segurança de todos que estão ali envolvidos. Acho que tem um papel fundamental do Estado em relação à segurança pública. E também, obviamente, as plataformas têm a sua parcela de contribuição. Acho que buscando informar, buscando trazer dados, buscando ter uma análise mais objetiva em relação a isso. Esse componente é um ponto que a gente precisa discutir também. Como é que a gente não exclui... as comunidades do acesso a esse serviço. Acho que eu respondi todas as perguntas, senão estou à disposição para outras. Obrigado. Pode falar...
Diretor executivo e de comunicação - Federação Brasileira de Motoristas de Aplicativos - FEMBRAPP
André, eu concordo com tudo que você falou. Eu acho que realmente não discriminar é muito complicado, porque... Você tem uma linha, que você não pode discriminar as pessoas. Não dar acesso ao aplicativo, eu acho terrível, né? É uma questão de opção. Então, assim, existe uma maneira... razoável para a gente controlar essa questão, que é deixar para o motorista ou o entregador, ou o indivíduo que trabalha com moto, fazendo também transporte, que a escolha seja somente dele. eu posso ou não ir a uma comunidade ou uma rua que eu considero perigosa. Então, não me puna se eu cancelar. Não me puna se eu não aceitar essa corrida. E a gente sabe que há punições. Tem aplicativo e se você negar cinco corridas, ele te bloqueia cinco dias. Se você bloqueou, porque imagina, você está numa região 3 horas da manhã, a corrida vai cair 5 vezes para você, é aquela mesma corrida que você negou. Na quinta vez você está bloqueado em cinco dias. Diz, pega o seu carro, vai para casa e não gera renda durante cinco dias. Isso é uma prática comum. Não são todos aplicativos, mas tem aplicativo que faz isso. Então, assim, que a gente, no termo popular, já é como um termo de gancho, né? Deu um gancho no motorista. Ele está pendurado lá que ele não pode rodar. Então, se você tem a liberdade de escolha, E do mesmo jeito que o indivíduo tem a liberdade de pedir dentro de uma comunidade, ele tem que saber que alguém pode aceitar ou não. A gente não pode transferir para o motorista... a responsabilidade, ou para o prestador do serviço, a responsabilidade de cumprir uma missão social quando ele está ali para gerar uma renda para ele e para a família dele. Ele não está ali para fazer uma ação social para a comunidade. Concordo que a empresa também não deveria estar, ela também tem que visar o lucro dela. Então ela tem que permitir a escolha. Porque senão eu vou sair como motorista, eu entro na comunidade. Recentemente aconteceu, inclusive, comigo. Aí você bate com o carro porque o indivíduo vem de moto do teu lado, joga a moto em cima de você, manda tu parar porque você passou por uma barreira e não percebeu a barreira. Só que eu estava numa rua em Jacarepaguá, que, pô, rua asfaltada, com uma pontezinha, com pôs de gasolina, e eu vi a foto do condomínio. No outro aplicativo, lá para me saber se eu ia ou não, era um condomínio de prédio. Só que o caminho a taró passava por uma barreira de um traficante. Eu não vi, eu não parei. O sujeito jogou a moto em cima de mim, bateu no meu carro e falou, pô, tu não vai parar não, coroa? A nossa vivência, pô, desculpa, foi mal, não vi, você saiu ileso. Se é uma pessoa emocionada, apavorada, corre, toma um dinheiro nas costas, vira... notícia de jornal. Então, é uma escolha. Eu escolhi aceitar aquela corrida, escolhi errado, inclusive eu fiz um mapeamento da região, eu tenho para mim, daquela região específica, e todas as três vezes, nesses muitos anos de aplicativo que eu tomei um susto, foram sempre na mesma região. Então, ali eu vou com muito cuidado. Então, eu mapei as ruas, que eu já tomei um susto, eu já mapei as ruas que as coisas são complicadas, e eu, particularmente, não vou. Preço disso. Minha taxa de aceitação vai caindo, caindo, caindo, minha taxa de cancelamento vai caindo, me obriga a aceitar corridas para levantar essa taxa, que muitas vezes não são rentáveis para mim. Mas eu aceito para recuperar minha taxa, porque se ela baixar muito... Eu sou cancelado. Eu sou banido, eu sou bloqueado. Então não me tirou o direito de escolha, o algoritmo não está sendo humanizado, ele está me obrigando a fazer uma prestação de serviço em troca de geração de renda, sem pensar na minha segurança. Então, é só liberar, é só deixar. O motorista escolhe. Se ele não tem um atrativo para ir ali, Não vá, cadastre o motorista naquela região. E a questão do CEP, para o passageiro não tem impedimento, para o motorista não tem impedimento, mas os cadastros das plataformas são muito falhos. Eu estou desde 2014, nunca perguntaram se eu já me mudei daquela época para cá, e eu não me lembro se eu botei o endereço quando eu me cadastrei. O passageiro se cadastra, eu mesmo já transportei o Mickey Mouse e o Darth Vader, porque o passageiro se cadastra e bota um apelido. E a gente é obrigado a pegar a letra C, a letra C. O cara que tem o apelido de Mickey, Mouse, lá, e não tem o nome da pessoa, você não sabe quem você está indo buscar. Então, assim, se os cadastros fossem um pouco mais rigorosos, no sentido de trazer e visar a segurança... Eu acho que seria muito mais fácil. Acho que seria muito menos impeditivo. Obrigado. Obrigado.
Deputado
- - I have a question here for André. You who represent Oh. The of mobility, both you and Dennis, in the case, you have the association that has apps, these things, technology, Do you hear once a week, a month or a year. not just the users, but the The motorist is a user. and he has cases where he It's a motorist and there are cases where he is with his family and he is using that service. And to the users who are not the motorists that use the app directly. I want to know if you work with a research opinion in the case of the motorists. Yes.
Diretor-executivo - Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) e representante da Empresa 99Food e Grupo iFood
Associação não, mas... Não, os aplicativos, sim. A gente tem bastante diálogo, inclusive, nos últimos anos, mas todas as empresas, elas têm áreas específicas que dialogam com motoristas e com os entregadores para... entender para onde... Quais são as demandas, quais são as queixas, os produtos eles evoluem ou não, enfim, o que dá para fazer, o que não dá para fazer, mas há. Há sim uma área de oriativa, de escuta.
Deputado
Isso aqui não é... porque aqui a gente vê os dois lados... para dar robustez aqui na... Pra enriquecer. audiência pública, no caso, porque é tipo uma pesquisa de opinião, né? Porque se tiver ali uma parte que o... O motorista. Que o usuário, eu sei que se ele não gostar do... do que o motorista fez, alguma coisa, ele vai lá e reclama. Mas eu quero saber se... que você tem dos motoristas Se eles vão colocando ali, é até uma ideia para vocês que tem um... alguma forma que vai colocar na sua equipe a área é ou não uma área de risco, ou não colocar aquilo, porque eu acho que também é uma... para ferir os dados... Eu acho que é até muito mais preciso do que o usuário vai colocar ali do que aquele negócio, vou ouvir. 2 mil. pesquisa 3 mil, 5 mil motorista para fazer um... um senso comum, a gente sabe que é assim que funcionam as pesquisas estatisticamente, mas Seria interessante. que abre lá para o motorista, o motorista, todos eles vão colocar naquele mês ali, ou uma vez por semana, que incentivem. para que eles venham colocar ali o que eles têm observado, que vocês vão aferir, não só, porque a associação, o diretor aqui da federação, ele traz os dados, do que ele tem contato, do que falar tudo direitinho, mas quero falar assim, O aplicativo como um todo é muito importante. Eu também levo essa sugestão... ou Denis, porque Tu traz uma... uma informação do seu dia a dia de uma experiência mas que incentive também é vocês tem uma forma lá aquele que ele vai se cadastrar um aplicativo alguma coisa que ele que ele expressa ali que seja um sim ou não ou que ele coloca durante a semana o que que aquilo E informar para ele que isso é importante. para que tenham os dados. no futuro... não vai ter dado o melhor do que você falar, os motoristas pensam isso. Não é o que eu penso, não é o que eu penso como usuário. Eu vou falar, os motoristas pensam, por quê? Todos eles... informaram isso e isso, fazendo um censo. Uma parte pegou isso, pegou aquilo, pegou os dados. E no caso de vocês também, um aplicativo, a partir do momento que vocês colocarem... colocarem que... O usuário em si, ele pode não colocar, mas que o motorista... do aplicativo ele faz isso a gente vai chegar aqui no denominador que observei você falou aqui que 35% mais ou menos dos usuários utilizam Aí o diálogo, sai da favela... ou vai para a favela, comunidade, comunidade. E ele falou, realmente bate, porque são 35% mais ou menos daqueles que rejeitam corridas. Porque isso aí vai trazer dados verídicos precisos. Os dois. Não vai ter pesquisa... Mas fidedigna, não que não seja fidedigna, fique bem claro, porque os órgãos de pesquisa, eu não sou contra, sou a favor. Mas eu acho que é um formato de quando sentar para conversar, Vão chegar no denominador comigo agora. Está vendo aqui? Você tem aqui 35%. é pessoas que saem de uma favela ou o início ou fio iniciou terminando a favela e ele falou aqui 35% é mais ou menos de pessoas que que... Rejeitam corridas porque é área de risco. Então, acho que é um... É uma ideia, não é uma sugestão, que possa ser que lá na frente vocês passem a trabalhar com dados mais precisos. Ah, mas o motorista não quer colocar os dados, ele não quer informar. É para informar para ele que é importante... Essa informação, volta a falar, fidedigna. do usuário. Então, como sugestão para os dois, porque aqui tem uma opinião da forma que é o do usuário, e você tem da forma que é o do aplicativo, eu sei que, como todos, elas se cumprimentam, e eu pude observar aqui que vocês estão fazendo alguns movimentos aí para que possa melhorar a situação do... das necessidades dos motoristas, e o motorista tem um anseio. que tem que ser colocado... no papel e prática para que os dois possam, de forma objetiva, A gente sabe que pode ser difícil, mas não é impossível. De forma objetiva que o serviço continue sendo prestado e que a assistência, de uma forma ou de outra, não sou especialista nisso, possa, na ponta da linha, chegar no motorista, para que ele... possa ter uma parte dos seus desejos, dos seus objetivos sendo garantidos. Tem mais algum participante aqui ao vivo que quer fazer alguma pergunta? Eu vou passar para que o Denis e para que o André, assim, de antemão agradecendo pela participação enriquecedora que trouxeram aqui, para que deixem aí... Seu dois, três minutos aí, sua explanação final. Já deixando... por Denis e por André aqui as portas abertas para poder participar aqui de futuras audiências e sabendo que vão ser vão ser feitos contatos tanto com o Denis como com o André para que isso que vocês colocaram aqui Coloca também... de uma forma sintetizada ou não, aí é com... com o Augusto aqui, que é o responsável aqui pelo... pelo estudo que é o... é o que coordena aqui, é o coordenador técnico, direciona ali, esse aqui, esse ali, na posição tal, posição dele, isso aqui é o É o homem aqui, Augusto, justamente com... com o de mais aí então quero agradecer de antemão pela participação, o pessoal que está participando de forma remota, de forma presente, deixar para que você faça suas considerações finais. Obrigado. Bom, vamos lá.
Diretor executivo e de comunicação - Federação Brasileira de Motoristas de Aplicativos - FEMBRAPP
So, Before I finish here, I'll just conclude the question of the research. It's already done, as platforms do. From 2014 to today I've answered more than 10 researches, I've never seen any results of them. Eh... The feeling of the motorists today is not to trust with the platforms, but it's bad. I trust a certain part by my life and proximity, but the mass of motorists don't have this same confidence. So, the majority doesn't respond to the research. Unfortunately. And we don't see the data of this research. Do you see results? Yes. I can't be all over the way to say that there were no betters, there were many betters. from the beginning, I'm watching this story from the beginning to today, it's a lot, but it's a lot of chão to walk. Well, I thank you for the opportunity the committee is giving us a pleasure to talk about this topic. I live this 24 hours a day, as a professional, as a professional, as a social worker, because it is not a remunerated in the Federation. So, to me, it's very good to bring it up and bring suggestions. As suggestions that I'm bringing, I can't have a certain point, they're talking about the conversation, they're talking about the conversation, in meetings that we have with associations, in the Federation and with motorists. So these are always looking for a better exit. Okay? Thank you for the opportunity. Thank you. Well, thank you.
Diretor-executivo - Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) e representante da Empresa 99Food e Grupo iFood
...pelo convite, a Mobtec está sempre à disposição para debater o tema em todas as esferas. Acho que, como o Denis comentou, é uma jornada. A Uber foi uma das primeiras plataformas, chegou no Brasil há mais de 10 anos. É... em termos históricos é pouco, mas já tem uma trajetória. E as plataformas é uma realidade que veio para ficar. O trabalhador está plataformizado, o consumidor está plataformizado, a sociedade como um todo se beneficia do advento dessa nova tecnologia que veio junto com o trabalho. com a possibilidade de a gente carregar isso aqui para qualquer lugar. Então, é só agradecer mesmo e nos colocar à disposição para seguirmos nessa jornada de aprimoramento do setor. Muito obrigado. Alguns consultores...
Deputado
Por mais alguma... Cumprimentação. É... Se alguém tiver algo a acrescentar... Está franqueada a palavra. Pois não. Está funcionando? Pode, pode.
Comissão de Inteligência Artificial OAB-DF
Se identifica aí. Meu nome é Ulisses, eu sou presidente da Comissão de Inteligência Artificial da OABDF. Estou aqui representando o presidente... Paulo Maurício. Eu gostaria só de fazer um pequeno complemento o Denis comentou que algumas coisas não poderiam ser informadas ali ao motorista de aplicativo por ser questão de seguro ali, de sigilo, dentro do contexto das empresas. Porém, a gente, partindo do princípio da boa governança, Quando ele fala que ele preenche uma... Uma pesquisa de satisfação, e ele não tem a devolutiva disso, a gente tem... falha na governança quando eu peço um Uma viagem, no caso, como consumidor ali, e eu tenho um valor X e a outra pessoa tem um valor Y, também falta governança, falta transparência. Então, dentro, considerando o contexto de comunidades, de favelas, é esse utiliza tanto quem está prestando o serviço quanto quem está consumindo o serviço ele precisa entender o porquê da diferenciação é de valores da diferenciação de preços e eu preciso também quando falou sobre O colega consultor comentou sobre a questão de se existiria ali... uma segregação, um impedimento a partir do CEP. não basta dizer que não existe tem que ser demonstrado através da boa governança da transparência da não opacidade dentro do contexto de algoritmos porque dada a tal da assimetria de informações O usuário comum, ele não tem como... saber se efetivamente não está sendo discriminado o preterido e dentro das comunidades ainda mais. Então, cabe às plataformas, e eu coloco como provocação, que as plataformas se posicionem no sentido de informar melhor. não só o motorista de aplicativos quanto o consumidor dessa informação ali o consumidor final Muito obrigado.
Deputado
Chorulice. Alves E aí que é da UABDF da parte de inteligência artificial A sua contribuição foi muito interessante, com certeza que tanto para os consultores como para os palestrantes, Foi complementar. Quero agradecer a sua participação. E eu quero aqui falar, não lembro se eu li aqui... que apareceu aqui. Matheus Madson. da Secretaria de Gestão de Trabalho e da Educação na Saúde. do Ministério... da saúde. Então, alguém tem mais algo a acrescentar? Está franqueada a palavra... Ninguém tendo mais nada a falar, eu declaro encerrado... a presente reunião. Mais uma vez, agradeço a presença de todos aqui presentes. Meu, muito obrigado e até a próxima. E falando que tanto o André... Quanto o Denis, que as portas estão abertas aqui. Obrigado.




