COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
Sobre o Evento
A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação realizou uma audiência pública dedicada ao debate sobre o Programa Espacial Brasileiro. O encontro teve como foco a análise das diretrizes e o estabelecimento das normas para a condução das discussões sobre o tema.
Deputado
O Deputado iniciou audiência pública da comissão para debater estratégias e o futuro do Programa Espacial Brasileiro com o presidente da Agência Espacial Brasileira.
Deputado
Todos... Quero saudar aqui o nosso presidente, deputado Átila Lira... Juntamente com o presidente da Agência Espacial Brasileira, Marco Antônio Chamon, seja muito bem-vindo. E temos absoluta convicção da importância que é essa audiência pública para que a gente possa compartilhar com os colegas e com a população brasileira. o Programa Espacial Brasileiro e a importância que a EB tem... dentro desse processo. Os procedimentos adotados serão os seguintes. O palestrante terá até 30 minutos para fazer sua exposição, não sendo permitido a parte. Ao final da apresentação, será concedida a palavra aos parlamentares inscritos por até 3 minutos e as inscrições devem ser feitas por meio do sistema InfoLeg parlamentar. O palestrante disporá do mesmo tempo para a resposta. Informo que essa reunião está sendo transmitida ao vivo pela internet e pode ser acessada pela página da comissão no portal da Câmara ou pelo YouTube no canal oficial da Casa. Após audiência, a apresentação em multimídia será disponibilizada para consulta na página da comissão. Passo então a palavra ao senhor Marco Antônio Chamon para fazer sua apresentação por 30 minutos. Obrigado. Acho que...
Presidente - Agência Espacial Brasileira (AEB)
Muito obrigado, deputado. Queria agradecer a... Obrigado. Comissão. Obrigado. particularmente ao senhor. pela oportunidade de apresentar um pouco do programa espacial aqui. Eu já tive a oportunidade de estar aqui, e conversar com os senhores mais de uma vez, É bastante importante para nós Essa visibilidade que a Câmara e, particularmente, a Comissão, proporciona ao Programa Espacial Brasileiro. Eu espero ser capaz de, nesses 30 minutos, Poder dar uma ideia do que o programa faz, por que ele é importante para o país. e como é que nós estamos desenvolvendo o programa neste momento. E aí É... A imagem inicial... Obrigado. ela já mostra um pouco daquilo que a gente quer indicar sobre o programa espacial. são os grandes benefícios que o programa espacial traz para a sociedade em geral. desde pesquisa científica, meteorologia, monitoramento de desastres naturais, comunicação. como agricultura de precisão, e todas as coisas que a gente consegue fazer com localização. Por exemplo, todos os aplicativos, que a gente usa para transporte, por exemplo, dependem essencialmente do espaço. Eles não existiriam... sem a área espacial. Obrigado. De uma forma geral, a Agência Espacial Brasileira coordena o Programa Espacial Brasileiro no Brasil, coordena a parte civil do Programa Espacial. e tem como missão Opa! Passou. Eu aponto para cá? Isso, então vamos lá. Tem comissão, portanto, coordenar esse programa... E nós temos dois grandes objetivos no Programa Espacial Brasileiro, vou falar isso daqui a pouquinho. mas um deles é trazer benefícios para a sociedade brasileira. Esse é o principal dos benefícios. E uma consequência dele também é buscar autonomia para o país, que hoje em dia está se tornando uma coisa cada vez mais importante, cada vez mais discutida. Como visão, nós temos três pontos, eu vou falar de cada um deles em seguida, Nós queremos liderar a atividade espacial na América Latina, isso a gente, ao longo do tempo, ao longo do... mais de 60 anos do programa espacial brasileiro, a agência é mais nova do que isso, mas o programa tem uns 60 anos. já conseguimos esse avanço bastante grande na América Latina. E aí Mas, mais do que isso, nós queremos ter um papel relevante e global. por exemplo, por causa do protagonismo que o país tem na área de meio ambiente e mudanças climáticas. Então, faça importante o espaço para garantir esse protagonismo e esse papel relevante do país. E nós também queremos, de forma mais modesta nesse caso, participar da exploração espacial, que é o terceiro item que está colocado aqui. Então, vou explicar um pouquinho daquilo que a gente tem feito, em cada uma dessas linhas. Bem rapidamente. Por que a gente faz um programa espacial? As fotos aqui, elas... Talvez não sejam muito autoexplicativas, mas, rapidamente, nós fazemos programa espacial, o mundo faz programa espacial, por várias razões. Por exemplo, a Agência Espacial Europeia nasceu em 1975 com a ideia de fazer ciência. Conhecer o universo. Então, fazer ciência é uma das coisas que se faz em um programa espacial. Aqui no Brasil, por exemplo, nós temos o Observatório do Pico dos Dias, que fica lá em Minas Gerais, que é um dos principais observatórios astronômicos da região. Nós também fazemos para desenvolver tecnologia. Se faz programa espacial por causa das relações internacionais. Muitas das relações internacionais entre dois países começam na área de ciência e tecnologia, que tende a ser uma área relativamente neutra. E espaço é uma área onde frequentemente se faz cooperação internacional, se inicia a cooperação internacional, que depois avança para outras áreas como comércio. por exemplo. Se faz também programa espacial por questões de defesa. Se faz programa espacial, por questões de protagonismo internacional. Estados Unidos são o exemplo de... busca de liderança internacional na área espacial, nós vimos a atenção que o mundo todo deu ao lançamento recente do Artemis II, que... É a volta do homem à lua, mas ainda não pousou lá, mas é a volta dos seres humanos em volta da Lua. O pouso vai vir em seguida. Então, nós fazemos programa espacial por várias razões, mas a principal delas é a busca de benefícios para a sociedade, que são os mais variados. Quando a gente usa programa espacial para monitorar a agricultura, Não? isso gera benefícios socioeconômicos. Então, há várias razões... E aí Programa Espacial Brasileiro, especificamente, Persegue algumas dessas razões para desenvolvimento. do país. Por exemplo, na área de benefícios para a sociedade, é por causa de um programa espacial que nós fazemos monitoramento dos nossos biomas. Os números que os senhores e as senhoras veem aqui são os números de desmatamento da região amazônica. ano a ano. que são realizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. a partir de dados de satélite. Então, benefícios para a sociedade, e esse é um deles, monitorar o nosso território, O que se vê aqui... é o laboratório de integração e testes, também do INPE, em São José dos Campos. Tem uma câmara de termovácuo, na realidade é uma câmara que reproduz as condições do espaço. Vácuo, temperatura muito fria ou muito quente. É uma câmara que tem 6 metros de altura por 8 de profundidade? E dentro dela, hoje vocês estão vendo, ali vocês estão vendo, já é uma foto um pouquinho antiga, dentro dela... em testes tem um satélite de 2 toneladas. que é um satélite da nossa cooperação com a China, que é uma cooperação bastante antiga. Então, nós também fazemos com o Programa Espacial tecnologia. Obrigado. Obrigado. Nós também buscamos autonomia, nós buscamos soberania. Os senhores estão vendo o lançamento de um dos melhores, na minha opinião, o melhor foguete suborbital do mundo. O Brasil faz foguetes, embora não faça foguetes lançadores de satélite, Ainda não? perseguimos isso daí, mas faz... foguetes que nós exportamos para lançamentos suborbitais. Lançamentos suborbitais são aqueles que fazem só uma parábola, eles não colocam o satélite em órbita, e são muito utilizados para experimentos científicos. Obrigado. nós temos essa autonomia, nós sabemos fazer esses foguetes aqui no Brasil. Esse aqui é um lançamento a partir da... Eu acho que esse daqui é do centro de lançamento da barreira do inferno, que fica no Rio Grande do Norte. Obrigado. Obrigado. E... Opa! E nós também fazemos cooperação internacional. Como eu mencionei, o Foguete do Meio, o VSB30, esqueçam os nomes. Uma das coisas que precisa mexer no programa espacial, e eu não consegui fazê-lo ainda, é melhorar os nomes dos nossos produtos. Eles são muito ruins. A gente não sabe dar nomes. Artemis, por exemplo, Artemis é um nome lindo lembra a deusa irmã de Apolo, para começar que é deusa da lua também, a volta à lua então é uma escolha muito boa os nossos satélites tem nomes horríveis SCD não significa nada. Ciber, é uma sigla. Amazônia foi um nome bem escolhido, eu acho que esse deu certo. Mas, de uma forma geral, nós não somos muito bons para escolher os nomes dos nossos objetos. SGDC, não queria mencionar, porque eu não queria lembrar, mas realmente não somos muito bons na parte das nomes. Mas os produtos são de muito boa qualidade. O VSB30, que está colocado aqui no meio, como eu mencionei, com a Alemanha. para fazer o satélite em conjunto. Inclusive, nós estamos agora buscando recursos Continuaremos a parceria com a Alemanha, porque ela é importante, mas buscando recursos para autonomizar a Alemanha. esse foguete. Ele passará a ser um foguete totalmente feito no Brasil. Nós não precisaremos da parceria com a Alemanha, embora a gente vá continuar com ela. Os outros dois mencionados ali, um deles é o satélite Ciber, que é a nossa cooperação com a China, é uma cooperação de mais de 35 anos hoje. E o outro é uma cooperação que nós temos com a Argentina. que é o satélite Sabe Amar, que é para recursos marítimos e alguma coisa para biomas também. Então, nós usamos o programa espacial para fazer relações internacionais e para manter uma cooperação e um desenvolvimento tecnológico conjunto. Ah... Esse não é, talvez, o mais autoexplicativo dos textos, mas ele saiu de um artigo de colegas meus... Então, eu sempre homenageio os colegas apresentando. Isso é basicamente um esquema... histórico do programa espacial. Ele começa... Nos anos 60, como está colocado ali, a nossa base, aquela que eu mostrei, do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, o CLBI, é de 1965, é a mais antiga base de lançamento global. no país. E o centro de lançamento de Alcântara, Ele é mais recente, de 83, mesmo assim já é bastante antigo. Obrigado. e é de onde nós lançamos, ou tentamos lançar, os nossos foguetes... orbitais. Então, o programa começa nos anos 60 e vai avançando. Ao longo do tempo, nós tivemos... o deputado sabe melhor do que eu isso, vários satélites que nós adquirimos para fazer a parte de telecomunicações. Obrigado. Nem todos os países do mundo têm satélites ou programas espaciais. Até poucos anos, o número de países que faziam satélites chegava a 20. Agora, com a questão de satélites miniaturizados, o número cresceu, estamos com quase 90 países fazendo satélites. Mas satélites de telecomunicação são muito raros, são muito poucos países que fazem satélites de telecomunicação. Mas todos os países o utilizam. É absolutamente necessário, nós não vivemos sem telecomunicações. Então, satélites de telecomunicação são utilizados por todos os países. Nem todos têm o programa espacial, mas todos utilizam os benefícios desse programa. Então, nós tivemos aqui desenvolvimentos na área de satélites de comunicação, nós tivemos um programa nos anos 70, iniciado no final dos anos 1970, que é o chamado MACB, outra sigla muito ruim, a missão espacial completa brasileira, mas era a ideia de construir no país toda a infraestrutura espacial necessária para levar o país a um patamar de desenvolvimento maior. Então, nós começamos a construir foguetes, satélites e bases de lançamento. Então, no final dos anos 70, começa o desenvolvimento da base de Alcântara, que é completada em 83. Começamos os nossos projetos de lançadores e começamos a fazer... satélites pequenos, é verdade, onde pequenos aí é um satélite de 120 quilos, Não é um satélite de 10 quilos, como atualmente a gente faz, mas ainda assim é um satélite bastante pequeno. Obrigado. Era um satélite simples, mas ele fazia comunicação. Ele recolhia dados. de plataformas que existem na Terra, geralmente dados ambientais e meteorológicos, e retransmitia via satélite para um centro em Cuiabá. Obrigado. Esse satélite, o primeiro que foi lançado, foi lançado em 1993, se não me engano, Não? acho que no 23 ele é um satélite que tem 32, indo para 33 anos... E ele é o satélite ativo, funcionando, mais antigo do mundo. em volta da Terra. Então, nós sabemos fazer satélite, nós temos tecnologia para fazer satélite, nós temos capacidade intelectual e de infraestrutura para fazer satélites. E... Mais recentemente, entramos com o programa chinês, em 1988, E... desenvolvemos em paralelo Isso foi o pessoal da defesa que fez o PESE, que é um programa estratégico de sistemas espaciais. A ideia, como eu disse no começo, a Agência Espacial Brasileira é uma agência civil, ela cuida da parte civil do desenvolvimento do programa espacial, mas há necessidade de segurança, de inteligência, de defesa, que um programa espacial pode oferecer. e o mundo todo está se voltando para isso cada vez mais. Então existe também A partir dos anos 2000, 2012, para ser bem preciso, nós temos um centro... um programa que é militar para a área espacial. A parte mais visível desse programa é, provavelmente, deputado, o SGDC. que é um satélite dual, um satélite que tem como objetivo informações perdão, comunicação... para a defesa E... comunicação do tipo internet para a população em geral. Então, esse satélite é um satélite que atua nas duas áreas, tanto defesa quanto na parte civil, e existem uma série de outros, por exemplo, os satélites Lesônia, que são utilizados para monitoramento de território. para a parte de segurança. Então, nós temos uma história longa no programa espacial e variada. Fazemos satélites, fazemos foguetes, desenvolvemos nossas bases e, principalmente, desenvolvemos as aplicações que os satélites nos trazem. Obrigado. Opa. O que nós já fizemos até hoje? Então, me permitam rapidamente historiar aqui algumas... O programa é pequeno, mas é consolidado. Algumas das coisas que nós já fizemos. Nós temos foguetes, Os senhores estão vendo aquele embrulhado em papel amarelo, aquilo é uma proteção térmica do satélite, aquele é o satélite Cibers, é o satélite em cooperação com a China, aquele satélite de 2 toneladas, que tira fotos do território. imagens do território nacional que são utilizadas, por exemplo... no programa que está colocado ali do lado chamado DETER. Deteria um programa de monitoramento rápido de desmatamento. Busca desmatamento ilegal, toda semana... ele provê informações para o Ibama, sobre potenciais áreas de desmatamento ilegal no país. Este programa... utiliza satélites brasileiros, o satélite Amazônia, e o nosso satélite em conjunto com a China. Os cibers. Além disso, vocês estão vendo aqui, acho que é Lençóis Maranhenses, se não me engano, é uma foto do satélite Amazônia. Então, o satélite que é totalmente nosso, Deixa eu ver se tem uma imagem dele aqui, eu não coloquei. Acho que não coloquei. Mas o Amazônia é um satélite totalmente brasileiro, Ele foi totalmente desenvolvido aqui. A única coisa que nós não fizemos aqui foi lançá-lo, porque nós não temos um lançador para o tamanho dele. É um satélite da ordem de 600 quilogramas. Para um padrão internacional, é um satélite pequeno, mas já é um satélite com uma certa complexidade. É um satélite também para tirar fotos, imagens da Terra, como essa que os senhores estão vendo. E a vantagem é que esse satélite permitiu que nós desenvolvêssemos uma tecnologia que nós estamos reutilizando em outros satélites. O primeiro satélite radar que nós vamos fazer no Brasil O radar tem pequenas vantagens em relação aos satélites ópticos, Por exemplo, o radar penetra as nuvens. Em outras palavras, eu posso ver o que está acontecendo abaixo das nuvens, o que uma imagem óptica não permite. Então, nós estamos refazendo a mesma tecnologia que foi utilizada no satélite Amazônia, está sendo utilizada para esse satélite radar. Obrigado. Temos foguetes, temos bases de lançamento, temos satélites e temos aplicações. O Programa Espacial Brasileiro é bastante completo, no sentido de que ele percorre toda a infraestrutura e as suas aplicações. Obrigado. Rapidamente agora. É... Eu disse que nós buscávamos três coisas na nossa visão: liderança na América Latina, relevância no plano global e participação na exploração espacial. Como é que nós estamos fazendo isso? Liderança na América Latina. Nós temos um programa bastante antigo de desenvolvimento de foguetes, embora estamos sendo alcançados, isso não é uma corrida, mas estamos sendo alcançados pelos argentinos, os argentinos estão desenvolvendo o seu foguete também, já bado tronador Então, nós temos desenvolvimento de foguetes, nós temos desenvolvimento de bases para lançamentos desses foguetes. São duas coisas bastante diferentes. A gente tem visto no mundo, por exemplo, um crescimento enorme de países Desenvolvendo foguetes. Mas esse foguete não tem de onde ser lançado. As empresas que desenvolvem foguetes não desenvolvem bases de lançamento necessariamente. São duas coisas distintas. Essa é a razão pela qual a empresa Alada, que os senhores ajudaram a criar, que é uma empresa estatal não dependente, então ela não depende do orçamento da União, está comercializando a utilização os serviços do Centro de Lançamento de Alcântara. Por quê? Porque existem vários países no mundo com foguetes, e sem bases de lançamento. Esse é um ponto. E o outro é que Alcântara é, junto com o CURU, que fica logo em cima na Guiana Francesa, o melhor lugar do mundo para lançar satélite. Perdão, para lançar foguetes. por causa da proximidade com o Equador. Obrigado. Então, Nós temos condições geográficas, condições tecnológicas, capacidade para desenvolver um grande programa espacial. Obrigado. Além dos foguetes, eu estou mostrando uma pequena constelação de satélites ali. Constelações estão na moda. Todo mundo fala de constelação, especialmente constelação de pequenos satélites. Todo mundo já ouviu falar da Starlink, do Elon Musk, que faz internet, etc. Então, constelações estão na moda. Nós estamos fazendo uma constelação. Uma constelação de pequenos satélites para monitoramento ambiental, porque os nossos satélites que já estão no espaço estão ficando velhos, então nós precisamos substituí-los. E a proposta que nós temos aqui é fazer uma constelação, um número é pequeno, nós normalmente pensamos em constelação com centenas ou às vezes milhares de satélites. Não é o caso, nós estamos falando aqui de uma constelação de 10 satélites, de 10 a 12 satélites, para cobrir o Brasil inteiro toda semana. Então, toda semana eu terei uma imagem completa do Brasil, tirando a parte de nuvens, obviamente, eu terei uma imagem completa do Brasil para a nossa utilização principalmente para políticas públicas na área ambiental, monitoramento de vegetação e alguma coisa de monitoramento de águas costeiras também. Obrigado. Essa constelação, que já está em construção, daqui a três anos a gente vai ter os primeiros satélites saindo, talvez um pouco antes, ela tem uma vantagem do ponto de vista de liderança no continente, na América Latina, mas também a possibilidade de atrair parceiros para ela. Nós estamos em contato com vários países vizinhos, que têm interesse em fazer desenvolvimento de programa espacial, mas que não querem fazer uma constelação completa. A ideia que nós estamos propondo é que eles façam parte da nossa constelação. ponham um satélite nessa constelação e se beneficiem das imagens de todos os satélites que existem. Então, esse desenvolvimento não apenas traz desenvolvimento tecnológico, não apenas traz aplicações para o país, mas também ajuda a gente a fazer um pouco... de geopolítica na região. Papel global relevante. Nós temos não apenas os desenvolvimentos locais, regionais aqui, mas nós temos uma projeção internacional pelo fato de termos um programa espacial. Então, nós temos satélites, que são desenvolvidos em conjunto, Eu estou mostrando ali a nossa cooperação com a Argentina, Estou mostrando a nossa cooperação. com a China, nós estamos fazendo, junto com os chineses, um satélite geoestacionário, para meteorologia, Então, nós estamos dando um salto. naquilo que vai ser... nós sempre fizemos satélites de baixa órbita, Baixa órbita são 700 km, apenas para ter uma ideia. Nós sempre fizemos satélites de baixa órbita para tirar fotos da Terra. Nós agora fazemos meteorologia. Um satélite que fica a 36 mil km de altitude, um satélite geoestacionário, e que vai monitorar a meteorologia na região da América do Sul, na realidade. Ele olha o Brasil, mas olha um pouco mais do que isso. E também... Ali, me perdoem, foi falta de modéstia, mas estou eu na foto ali, lançando um balão. Nós estamos em cooperação com o CNES, que é a Agência Espacial Francesa, nós estamos criando no Tocantins um centro de balões estratosféricos. Balões estratosféricos são balões gigantes, gigantes aqui é um milhão de metros cúbicos. São balões que voam até... 30 ou 40 quilômetros de altitude e na gôndola são capazes de levar uma série de equipamentos, até duas toneladas de equipamento. Então, não são balões pequenos. E a pergunta que sempre me fazem é o seguinte, poxa, bacana... É alta tecnologia, não é uma coisa simples de fazer. Está fazendo em cooperação com a França, que tem esse tipo de balão em vários lugares do mundo. Mas o que isso tem a ver com o espaço? Balão vai até 40 km 40 km não é espaço Mas nós utilizamos os balões com duas finalidades. E são muito importantes no mundo todo. E são importantes para nós também. Primeiro, nós fazemos experimentos científicos com balões olhando para cima. Você pode fazer astronomia. com balões. Nós podemos fazer medição de raios cósmicos com balões. Na cidade de Bauru, que fica no estado de São Paulo, Ela é famosa nos anos 1940, pela descoberta de várias... vários resultados científicos importantes na área de raios cósmicos. E isso foi devido à existência de balões. A partir de balões que nós fizemos isso daí. Além disso, os balões servem para uma outra coisa. Muitos equipamentos ou instrumentos que nós desenvolvemos precisam ser testados de alguma forma. E é possível, em alguns casos, fazer os testes nos balões, o que é muito mais barato do que mandá-los no satélite, e depois eles ficam prontos, para serem utilizados em satélites. Então, balões são bastante importantes, tanto do ponto de vista de demonstração tecnológica, quanto do ponto de vista de pesquisa científica. E nós estamos construindo... junto com a Universidade Federal do Tucantins. Essa é uma outra característica importante de um programa espacial. Tem que estar junto com a Universidade. tem que estar junto com a academia, desenvolver ciência brasileira para poder voar nesses balões. Então, nós temos uma relevância internacional Também. E, finalmente, em homenagem aqui ao... lançamento do Artemis, a foto que vocês estão vendo em cima, é a foto do Artemis II, não do foguete. A cápsula. que ficou em volta da Lua. Nessa cápsula, esse lançamento do Artemis II foi bastante importante, ele marca... o retorno da humanidade para a órbita lunar, nós ainda não pousamos lá novamente. O primeiro pouso foi em 1969. O programa Apolo termina em 1972 e depois nunca mais fomos para lá. E agora retornamos, uma tripulação em volta da Lua, né? E eu estive na NASA Acho que no mês passado. ou retrasado, ou alguma coisa assim, recentemente. para discussão justamente da continuidade desse programa. A NASA reformulou o programa Artemis, na realidade enxugou bastante o programa Artemis, para acelerar a volta à Lua dos astronautas, né? e está buscando parcerias no mundo todo, para apoiar essa volta à Lua. Nós somos membros do programa Artemis. O Brasil assinou o Artemis em junho de 2021. Obrigado. Nós somos... Hoje tem uns 60 países assinando os acordos Artemis, nós somos o 15º, o primeiro na América do Sul. na América Latina, na realidade. E... O que é importante nesse caso é qual é a contribuição que o Brasil pode dar para um projeto desse tipo e qual é o interesse que nós temos, ou seja, qual é a vantagem para o Brasil de participar desse tipo de vou chamar de aventura, mas digamos assim, esse tipo de projeto. Então, Nós apresentamos para a NASA... três projetos relacionados ao projeto Artemis. É o programa Artemis. Nós temos um desenvolvimento no ITAM, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, que fica em São José dos Campos, São Paulo. Nós temos um desenvolvimento, o INPE participa, a Agência Espacial participa, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação participam. nós temos um desenvolvimento de um satélite pequeno, que os senhores estão vendo aqui na... nessa foto aqui ilustrativa, É um satélite pequeno, onde pequeno aí realmente é pequeno, nós estamos falando alguma coisa da ordem de... 30 quilos, um pouco menos de 30 quilos. Então é um satélite pequeno, cujo objetivo é fazer ciência em volta da Lua. observar campos magnéticos, observar a geologia lunar, etc., Nós... queremos utilizar uma carona, vamos chamar assim, E nos próximos missões Artemis, 3, 4, 5, etc. Para poder levar esse satélite à órbita da Lua. Então essa é uma proposta que nós fizemos. Além disso, nós temos capacidade dentro do satélite nós oferecemos uma espécie de contrapartida, nós oferecemos a possibilidade de universidades americanas, com as quais nós já estamos tratando, de colocarem experimentos americanos a bordo desse satélite também. Então, a proposta brasileira é um satélite para fazer ciência em torno da Lua, lançado por um foguete do programa Artemis. Uma segunda proposta que nós apresentamos foi... acho que já é conhecida de muitas pessoas, a proposta de agricultura espacial. Mas... Imaginando que até 2050, os planos americanos vão mais cedo do que isso, mas até 2050 nós teremos, não só uma, mas nós teremos duas bases lunares, Uma chinesa, e uma americana, Obrigado. Bases permanentes, com permanência humana, na lua Quando isso acontecer, vai ser necessária uma série de coisas locais. Você não vai poder ficar fazendo cargo o tempo todo, da Terra para a Lua, para levar as coisas que são mínimas e necessárias lá. Então, vai ser necessário produzir localmente oxigênio, por exemplo. A pessoa tem que respirar. Água. Energia. E comida. Então, uma das coisas que nós estamos trabalhando, e esse é um trabalho que a gente faz junto com a Embrapa, tem um acordo com a Embrapa, nós estamos trabalhando em... cultivares que são adequados para ambientes que não são ambiente terrestre. Nós já fizemos algumas experiências desse tipo na estação espacial. Nós mandamos sementes e plantas para a estação espacial. Eles ficaram uma semana na estação, voltaram, estão sendo analisados pela Embrapa. Então, nós temos esse programa de agricultura espacial, que é um programa em rede, liderado pela Embrapa, mas com várias universidades, inclusive americanas. Nós propusemos aos Estados Unidos o seguinte: Em uma das missões Artemis, quando vocês forem até a Lua, nós queremos deixar um experimento lá. um experimento de agricultura espacial. Então, essa é uma segunda proposta que nós fizemos. Não é uma proposta americana, nenhuma das duas propostas são propostas americanas, são propostas brasileiras nos interessam a nós, nesses experimentos, E nós estamos propondo aos americanos. A reação que obtive foi muito positiva. Eles me disseram nos Estados Unidos o seguinte, olha, vocês são o primeiro país que apresenta alguma coisa para nós. concreta. E a terceira é um experimento que a NASA está mandando para perto do Sol, perto na realidade não é tão perto assim, mas enfim, bem longe da Terra, que é um experimento de medida de condições solares. o pessoal chama isso de heliofísica, E a gente precisa dessas informações. Nós não estamos participando do satélite, mas nós queremos usar os dados para... alimentar os nossos modelos de como é que a ionosfera do mundo, não só brasileira, mas a ionosfera do mundo, funciona. Por que isso é importante? Isso atrapalha telecomunicações, isso atrapalha GPS, isso pode... interferir em comunicações de aviação, a ICAO, no mundo todo, procura esse tipo de informações, nós somos um centro regional da ICAO, o Centro do Mundo, da ICAO, para esse tipo de informação. Então, nós precisamos trabalhar aquilo que chamamos de clima espacial. O nome é ruim, Porque parece que você está falando de chuva ou outra coisa parecida, não tem nada a ver com isso. Clima espacial é simplesmente como é que se comporta essa camada estranha da atmosfera, que se chama ionosfera, como é que ela se comporta. E ela se comporta em função da atividade solar. Então, esse bichinho que está no meio da foto... Chama-se IMAP. ele procure entender como é que o Sol está se comportando, para a gente poder entender como é que ele afeta a Terra. E nós queremos participar disso daí. Foi a terceira proposta que nós enviamos para a NASA. Eu tomei muito tempo, eu vou terminar então. Apenas, eu preciso dizer isso, que está muito próximo do meu coração, a atividade espacial, a gente sempre pensa... em astronauta. Depois de astronauta, a gente pensa em foguete. Aí a gente pensa na Lua. Mas a gente esquece que uma atividade que é muito importante, essencial, dentro do programa espacial... é a atividade de inspiração das novas gerações. Isso que vocês estão vendo aqui é parte do programa AEB Escola. E algumas das fotos aí são o nosso centro... que fica em Natal, na realidade, ele fica dentro do centro de lançamento da barreira do inferno, é uma... É um centro vocacional, tecnológico, Ele recebe crianças do final dos anos fundamentais, do ano fundamental, entrando no ensino médio. e eles passam um dia, que a gente chama de dia espacial, dentro do centro. Eles fazem foguete, eles fazem satélite, vou repetir, eles fazem satélite Os satélites vêm pré-montados, mas eles montam os satélites. programam os satélites, e a gente bota o satélite em um drone e o satélite voa e transmite informações. Então as crianças, e são crianças realmente, Elas trabalham com isso. E nós temos indicações muito fortes de que isso tem estimulado as crianças à entrada no ensino médio. Nós fazemos isso em cooperação com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte, que tem, obviamente, ensino médio, é um instituto federal. E nós temos indicações de que isso tem não só estimulado as crianças a entrarem no ensino médio, continuarem, portanto, os estudos, como reduzir... a evasão nesse nível de... educacional. Nem tudo são flores do programa espacial. Eu já mostrei essa foto aqui no passado, ela só está atualizada, ela está atualizada para 2024. Quando eu mostrei, ela era de 2022. São as fotos de investimentos do mundo no programa espacial. Todos os países do mundo investem em programa espacial, alguns investem bem pouquinho, alguns investem bastante. Esses são apenas investimentos governamentais, Os de empresas privadas não estão incluídos. E, como eu costumo brincar, não procurem o Brasil nas bolas grandes. Nós não estamos lá, nós estamos nas pequenininhas, mas nós estamos bem, não estamos muito mal não. O Brasil é esse daqui. De 2022, que é a última vez que mostrei esse dado, para 2024, nós melhoramos, os números aumentaram, os números aumentaram no mundo todo. mas os números brasileiros aumentaram. Nós ultrapassamos a Argentina, antes estávamos atrás, Embora isso não seja uma corrida, É sempre bom ultrapassar os argentinos, me perdoem dizer isso, mas... Ultrapassamos a Nigéria também, estávamos atrás da Nigéria, mas ainda continuamos atrás de vários países. O investimento não é proporcional ao PIB brasileiro. Nós somos o décimo país do mundo em PIB, nós somos a décima maior economia do mundo. E aqui nós estamos em torno da... 35ª, 40ª nação em investimentos na área espacial. Obrigado. Último slide. é uma espécie de anticlímax, isso é o meu orçamento. Eu gostaria de pedir que os senhores considerassem com bastante atenção nos meses que virão. Os números não são importantes aqui. se é 100, 200 ou 500. Mas eu gostaria de chamar a atenção para o fato de que ele tem sido decrescente. Dá para ver isso no gráfico. Eu gostaria de chamar a atenção e pedir um carinho, de vocês nesse sentido. É feio fazer a apresentação e pedir alguma coisa no final, mas, enfim, por favor, deem uma olhadinha no programa. Ele merece. Eu acho que o programa espacial é bom para o país. Agradeço muitíssimo.
Deputado
Bem, quero agradecer aqui o presidente da Agência Espacial Brasileira, Marco Antônio Chamon. E... de ser testemunha do esforço que a EB... tem tido de aproximar o parlamento desse programa espacial que é tão importante para a gente. Nós estivemos juntos... Eu, deputado Ricardo Barros, deputado Calil... no mês de outubro do ano passado... no Congresso da Federação Internacional de Austronáutica, em Cisne. Tivemos a maior delegação, de todos os parlamentos do mundo. Então, era o maior número de deputados e senadores lá presentes. E nós saímos extremamente entusiasmados com o potencial que tem o espaço para o mundo, mas ao mesmo tempo preocupados... com pouca relevância que o Brasil ainda dá, para algo que é tão importante. Eu estava tentando ver o número ali, presidente, e eu fiquei obcecado de fazer sempre uma comparação do Brasil com Luxemburgo. eu acho, salvo o melhor juízo, ali está 281 milhões de dólares, o Brasil está 113. Eu vi o stand de Luxemburgo lá no Congresso, Enquanto o Brasil não tinha estande, porque não tinha dotação orçamentária para isso, Luxemburgo tinha um estande extremamente significativo. em Luxemburgo bem menor do que a Sergipe, que é o menor estado do nosso país. Então, acho que cabe a nós, presidente Chácio Lelire, que você que esteve também junto conosco, com o deputado Calil, lá na sede da UNOS, em Viena, a agência da ONU que cuida do espaço, cabe a nós buscarmos, junto ao relator do orçamento, o relator setorial, mas também o relator geral do orçamento, para que nós possamos dar ao Programa Espacial Brasileiro, à Agência Espacial Brasileira, esses recursos que o presidente chamou demandou por parte do Parlamento, que é uma demanda extremamente justa, necessária e estratégica para que o nosso país possa ter uma relevância dentro, digamos assim, daqueles que literalmente orbitam o espaço, né? Então, nós precisamos ter essa preocupação e eu tenho certeza que nosso ex-presidente Ricardo Barros, né? Todos os parlamentares que aqui estão... Também pela proximidade, sempre tivemos com o nosso companheiro Edivaldo, nós teremos essa missão no decorrer desse ano, prepararmos o orçamento de 2027 com esse olhar atento não apenas à comissão, Mas, acima de tudo... com orçamento geral da União, certo? Então, passa a palavra aos colegas parlamentares que desejem fazer uso delas. Epitado Caliou. Muito obrigado. Bom dia.
Deputado
Vez? pela apresentação, muito... esclarecedora. Então, a gente viu lá na Austrália a importância que também é a economia espacial. Então, um assunto que tem dominado bastante aí. essa área, né? Mas eu vou só me ater. ao papel do Brasil nessa... Artemis. Eu acho que o Brasil é signatário, garantindo cooperação pacífica e acesso a tecnologias espaciais. Essa missão Artemis II, além de levar os astronautas à órbita, serve como laboratório para validar sistema de suporte à vida, incluindo a agricultura espacial, que é um dos temas do nosso país em relação a isso. Ou seja, pesquisadores brasileiros acompanham e contribuem com experimentos. Inclusive, agora lá em Viena, eu conversando com a... uma cientista E ela perguntou em relação a determinados medicamentos que poderiam ser testados... no espaço. Eu até falei com ela, olha, eu acho interessante isso porque o astronauta, ele perde massa muscular. Certo? Em determinado período que ele fica ali no espaço, sem gravidade, e ele vai perdendo massa muscular. E a gente sabe que tem um medicamento aí, que é a creatina, que ela mantenha a hidratação do músculo, esses atletas utilizam, eu mesmo utilizo, todo mundo aí utiliza, principalmente para você evitar a perda da massa magra. Eu falei, quem sabe, né, eu dei a ideia para ela de você utilizar a creatina no espaço, com os astronautas, para evitar realmente essa perda muscular. Aí eu falei assim, olha, interessante, porque nunca ninguém tinha pensado nisso. É um processo que é uma ideia. Bom, agora, o impacto estratégico que coloca o Brasil entre os países que definem a... o futuro da exploração lunar, Abre oportunidades para inovar em biotecnologia e sustentabilidade. E interessante aqui que o Brasil é fortalecido no agronegócio como referência global. em relação a esse projeto de pesquisa que ocorre ali na... no espaço. Inclusive, eu conversei com o Marcos Pontes e ele falou: "Mas qual que é a sua missão ali no espaço?" para... para o espaço ali e tal. Ele falou, não, a gente levou uma série de produtos agrícolas ali para ver, fazer essa pesquisa em relação a ambientes que você não tem também uma quantidade suficiente de água. que é o hidropônicos, né? Chamado assim. Bom, o Brasil participa do Artemis via pesquisa agrícola espacial... A Embrapa lidera a rede SpaceFirm em Brasil... Tecnologia desenvolvida inclui cultivo sem solo, iluminação artificial e reciclagem de recursos. Espécies como batata doce e feijão são estudadas para alimentação em emissões lunares. Ou seja, essa cooperação fortalece a posição estratégica e científica do Brasil no cenário espacial. Então é uma observação apenas para... Contribui um pouco. Obrigado.
Deputado
Deputado Galil, quero também saudar a presença do deputado Davi Soares, E deputado doutor Flávio, sejam muito bem-vindos aqui nessa audiência. Deputado Ashley Lira, nosso presidente.
Deputado
Gente. Bom dia a todos. Primeiro eu queria... Parabenizar o nosso querido André pelo requerimento, pela audiência e da importância. Ele que já vem acompanhando... esse setor desde os tempos de ministério. como ministro das comunicações. e que vem fazendo um grande trabalho e fortalecendo e trazendo mais o ambiente espacial para o Parlamento, com as missões e com o próprio também, fortalecendo o trabalho aqui do Edvaldo, que faz um trabalho brilhante... com essa sensibilização com os parlamentares. Eu que já tive a oportunidade... fazer parte da missão e que estou me aproximando do tema, me aprofundando pelo tema e gostando e me apaixonando e vendo a importância que é. E, ao mesmo tempo, a gente fica triste... que talvez é o tema mais importante do mundo hoje, num país onde... tem a décima PIB do mundo, tem a maior população que utiliza tecnologia através das redes sociais do mundo, eu acho que o Brasil está entre os maiores países que utilizam, ou seja, utilize tecnologia e é um investimento da PIFIL na frente da importância. Então, assim, isso nos preocupa muito, mas... da nossa parte, nos unirmos para que a gente possa através da Comissão de Ciência e Tecnologia, todos os parlamentares e outros de outras comissões que envolvem tecnologia como a de comunicações, a própria educação, para que a gente possa, junto ao orçamento, tentar ampliar de forma significativa. Então, Me entristece ver a decrescente, né? se preocupa. E assim, parabenizar, presidente Xamon, pelo trabalho muito com pouco. Vocês fazem muito. A gente tem praticamente o ciclo completo. Eu fiquei na dúvida se a gente lança... pequenos satélites. A gente tem foguete ainda, a gente utiliza ainda, mas no ciclo completo só falta... a gente poder lançar... Mas fico feliz da questão da importância da base da Alcântara aqui. que tem essas características, e aí a minha dúvida, meu questionamento, eu queria que você me falasse um pouco mais. desse programa que tem em Alcântara, qual a sua interferência lá, porque lá eu sei que tem uma área privada pelo meio e as potencialidades que Alcântara pode ter para o país. Né? E o outro questionamento Eu já falei do nosso orçamento. que eu acho que é o principal problema que nós temos, mas parabenizo pelo pouco que você tem, o muito que você faz. E eu quero aqui também parabenizar pela Hebe Escola. Acho que a inspiração, você está plantando a sua semente. Mas o que a gente pode ter de formação? A gente inspirou, o adolescente, Mas a gente... o que é que nós temos de formação para essa carreira espacial, porque assim, não é o astronauta. Não é a formação do astronauta, que também pode ser no futuro, é um sonho. Mas é quem vai acompanhar os satélites, monitoramento, que a gente precisa de formação, de mais jovens. e aí eu reafirmo um país continental com décimo PIB do mundo com 150 milhões utilizando... rede social todo dia, ou seja, utilizando satélite de comunicação, Mas a gente precisa de uma formação. de profissionais para... para o futuro. O que você vislumbra, o que a Hebe pode... Quem a gente pode procurar se os institutos federais têm algum... algum perfil para isso, onde é que o ITA se encaixa. Eu vi que nós vamos ter um ITA no Ceará, já é um avanço muito grande. Parabenizo o ministro Camilo. e o presidente Lula por esse avanço. Da mesma forma, no Piauí, nós vamos ter o Instituto de Matemática aplicado. no futuro. Então, assim, me preocupa muito a questão da formação. No mais, é parabenizar pela atuação. que você faz à frente da Agência Espacial Brasileira, e o trabalho que vocês fazem aqui com o Parlamento. Sem dúvida nenhuma, é muito significativo e eu não tenho dúvida que nós... Vamos fazer o nosso trabalho parlamentar. diante de um tema tão importante para o país. Parabéns.
Deputado
Obrigado presidente. Presidente Amor, eu vou passar a rodada com o deputado Davi Soares que está inscrito. Pergunto se o deputado doutor Flávio gostaria de fazer uso também. Então, só passar... Eu gostaria de fazer uso na hora das pautas para falar do evento que vai ter no Rio. Ah, então seria na sessão da... Obrigado. Tá bom. Obrigado, doutor Flávio. Deputado Davi Soares, logo em seguida eu passo a palavra para o presidente Marcanton Chambon.
Deputado
Deputado, obrigado pela palavra, parabéns pela proposição que o senhor fez e, presidente, quero cumprimentar aqui o que sou cheguei no final da sua exposição, e eu acho que cheguei na hora certa, você estava falando da escola. Se eu gostaria que você pudesse dar uma colaboração, eu queria citar o exemplo de uma cidade de 2 mil habitantes no Oeste Paulista, Junto a certa fé do sul, chamado Santana da Ponte Tensa. Tem 2 mil habitantes. só que o prefeito fez ele deu liberdade para os alunos lá começaram a fazer experimentos de foguete PET. Eu fui lá conhecer... Eu lancei uns três foguetes lá. Um chegou a 500 metros de distância lá e tal. eles estão participando alunos, já até ajudei a cidade lá. E quando eu só me falo da escola, eu acho que talvez nós poderíamos trabalhar rápido aqui... do Ministério da Educação conveniar com a EB, para em todos os estados do Brasil treinar professores, ou levar, nós temos a Escola Cívico-Militar, Por que não trazemos a escola espacial? dentro da escola normal. com uma matéria como obrigação de horas letivas todo ano e servir até como recurso vindo do ministério da educação para turbinar eb eu acho que seria uma saída sem fazer mágica no orçamento já que está aqui. tem o municiário do Ministério da Educação, dele adotar também falar a pesquisa espacial faz parte também da educação que eu gostei de colaborar talvez poderiam Propor isso ao ministro Camilo Já não está mais, mas ao ministro da Educação A avançar nesse tema Era isso que eu gostaria de contribuir
Deputado
. President, I think it's very important, you see the divulging that this The launch of this foggy was an impressive thing. The world is all watching. The orbit is like it. Every child that you ask today, he gives you news. But I'm seeing here, Good day. Philip, you know him there in... Australia, right? So he works here in Brasília, he has... this project of Cubusat, So it's important to talk about his presence. And what it means. And he explained, interesting, that are satellites of low altitude. For example, if you are doing a surgery, we still haven't talked about telemedicine, right, President? A telemedicine, there was a huge advance in the surgery. these satellites. And then, for example, he was talking about "you think you are doing a cirrhizal for telemedicine?" One in Europe, another in Brazil, and suddenly the satellites are shocked. Then, you've got to have your plan of robotic surgery and you have to open the patient to finish the surgery. So, it's interesting to have these knowledge. Thank you.
Deputado
Obrigado, Caleu. Agradeço também ao deputado Davi Soares. deputado Ásila, pelas ponderações aqui, lembrando que o deputado Davi também esteve conosco lá em Signe e abrientou também a nossa delegação. Então, passo a palavra para o nosso presidente Marco Antônio Chamon.
Presidente - Agência Espacial Brasileira (AEB)
Obrigado. Eu vou tentar ser rápido aqui, mas eu não posso deixar de agradecer mais uma vez ao Parlamento o apoio que tem dado a Agência Espacial Brasileira. Vamos continuar trabalhando para merecer esse apoio sempre. E essa oportunidade de apresentar um pouco mais da agência, aqui é o Parlamento, e as perguntas e intervenções que foram feitas. Eu agradeço bastante. Vou tentar responder rapidamente, A base de Alcântara, começando com a primeira pergunta que foi feita, Obrigado. A base de Alcântara tem um pouco mais de 40 anos hoje, ela tem uma grande experiência em lançamento de... foguetes de... que a gente chama de suborbitais ou foguetes de sondagem, eles não levam o satélite até o... o espaço, mas eles fazem uma parábola e são recuperados no mar. E aí Esse tipo de foguete... Nós temos uma experiência muito grande no Brasil. A base de Alcântara tem mais de 300, quase 400 lançamentos desse tipo. É algo que não se sabe. A única coisa que a gente sabe é que o Brasil não tem foguete. não é exatamente assim. Nós temos... de excelente qualidade, na base de Alcântara, que é mais recente, apesar de mais de 40 anos, ela é mais recente do que a UCLBI, a barreira do inferno, Há mais de 400 lançamentos que foram feitos lá. Então, nós temos essa capacidade na base de Alcântara. Mas isso sempre foi, como foi no mundo todo, até poucos anos, uma atividade de Estado. A base de Alcântara é uma base militar, Não? É a defesa aeronáutica, na realidade, que cuida da base de Alcântara, tem um contingente de 1.000, 1.200 pessoas lá. A maior parte delas 75%, 80%, de alcantarenses, ou seja, da região. Há uma atividade social associada a isso também. É... Isso permite um certo desenvolvimento da região. Alcântara é uma cidade bastante pobre. Então, a base tem uma certa influência socioeconômica na região. E isso tem acontecido ao longo de Quatro décadas. Mais recentemente, a partir de 2019, quando o acordo de salvaguarda tecnológica com os Estados Unidos foi aprovado, aqui, foi aprovado aqui no Congresso. a base ganha uma certa estabilidade jurídica, digamos assim, Porque as autorizações de lançamento da base de componentes americanos, e qualquer coisa no mundo hoje tem componente americano, elas são automáticas. Eu não preciso pedir autorização para lançamento de componentes sensíveis. É um regime que existe no mundo todo, é uma coisa interessante. Quando a gente compra um componente americano sensível, existe uma lista enorme de componentes sensíveis, a gente não pode comprar para qualquer finalidade. A gente precisa indicar qual é a finalidade. Eu quero para fazer um satélite de observação de chuva, sei lá, meteorológico, e a gente tem que dizer de onde vai lançar. E dependendo do lugar onde vai lançar, está proibido a venda desse componente. Então, por exemplo, na nossa cooperação com a China, eu praticamente não compro componentes americanos. porque o satélite vai ser lançado da China, E o americano diz: "Não vou vender". Eu compro em outros lugares, mas o americano diz que não vou vender. Com o acordo de 2019... Esse tipo de restrição deixou de existir para Alcântara. As autorizações são automáticas se alguém quiser lançar alguma coisa de Alcântara. Isso gerou um interesse no mundo todo sobre uma posição que geograficamente é privilegiada, eu estou muito próximo do Equador, Estou a dois graus no Equador? E... e com uma autorização para componentes quaisquer poder ser lançados de lá. Isso trouxe, por exemplo, os coreanos. Acho que muitos de vocês aqui, os senhores, perdão, acompanharam o lançamento do que falhou, é verdade. do lançamento da empresa sul-coreana Inospace, no final do ano passado. Mas isso só é possível O foguete tem vários componentes americanos dentro dele. Só foi possível porque existiu esse acordo assinado aqui no Congresso. Então, a partir desse momento, Essas operações de caráter mais comercial permitir o aluguel da base, digamos assim, durante três semanas, quatro semanas, você pode utilizar este espaço delimitado da base para suas atividades e lançar o seu foguete, isso passou a ser... permitido Por causa... entre outras coisas, desse acordo. Isso está sendo executado agora. Sim. Eu, na minha opinião, acho isso um marco histórico dentro do programa espacial, porque ele muda a perspectiva do programa. Ele permite que... É... ao trazer ao trazer a área comercial, estou alugando serviços, estou vendendo serviços para fora, eu consigo trazer benefícios sociais, E consigo trazer recursos para o programa. Então, que benefícios sociais são esses? A atividade desenvolvida no entorno, por causa da existência do lançamento, durante vários meses, não havia local para... A hospitalidade ficou toda tomada, não havia local, hotel, pousado, ou qualquer outro onde se pudesse ficar. Obrigado. o que significa um impulso para a economia regional. Então, tem essas vantagens, eu acho que esse é um ponto bastante importante. Nós não vamos abandonar, obviamente, a atividade estatal dentro do centro de Alcântara, nós continuaremos lançando os nossos foguetes brasileiros, mas nós vamos oferecer a oportunidade para outros países. E vários outros países têm nos procurado, buscando oportunidades de lançamento. Vamos ver como isso evolui. mas são grandes oportunidades para uma nova economia do espaço. Obrigado. Com respeito, muito rapidamente, agora que eu já esgotei o meu tempo, meus três minutos faz tempo, me perdoe, deputado. Formação de pessoal. Nós estimulamos e inspiramos as novas gerações, eu acho isso extremamente importante. Vou tentar associar um pouco com a pergunta do deputado Davi. Obrigado. Nós temos no Brasil hoje, e isso é relativamente recente, a mais antiga tem 15 anos, é bastante tempo, mas não em termos de uma universidade, nós temos vários cursos aeroespaciais no Brasil. em universidades. Nós temos... Tanto em nível de graduação, formando engenheiros aeroespaciais, quanto em nível de pós-graduação em áreas específicas. Obrigado. Então, por exemplo, a Universidade Federal de Minas Gerais tem um curso desse tipo, Santa Maria, no Rio Grande do Sul, tem um curso desse tipo, Federal do ABC, em São Paulo, tem um curso desse tipo, o próprio ITA, tem um curso desse tipo. Maranhão Federal do Maranhão tem um curso desse tipo. E para a área de pós-graduação, o próprio INPE tem um curso de pós-graduação, o ITA tem pós-graduação. E existe um curso em rede muito interessante, Pernambuco, Ceará e Maranhão, A Universidade Federal do Ceará, Federal de Pernambuco e a Federal do Moraião têm um curso de pós-graduação em rede na área aérea espacial. Então, nós temos uma capacidade, que eu espero que cresça, de formar o pessoal que nós estimulamos lá atrás. tentando retomar ao seu comentário, deputado. O Centro Vocacional Tecnológico Espacial, que fica em... Na realidade, fica em Partamirim, que é uma cidade do lado de Natal. no Rio Grande do Norte, Ele tem oito anos este ano, ele completa oito anos este ano e atendeu cerca de 10 mil crianças até hoje. Não atendeu mais porque... Eu não quero repisar o tema da restrição orçamentária, o senhor me perdoa, trazer sempre a mesma coisa, mas nós... Com as restrições que nós temos, ou com a capacidade que nós temos, nós atendemos cerca de 1.500 a 2.000 crianças por ano, Obrigado. Mas é um programa... Na realidade, é um dia só. As crianças ficam um dia, almoçam, inclusive, no centro, elas ficam um dia... e fazem uma série de atividades. É... Elas fazem o lançamento de foguetes de garrafa PET. Elas fazem os lançamentos de drones, satélites em drones. Elas programam rovers, jipezinhos que andam em um simulado de... solo lunar, Nós temos uma simulação, nós temos um planetário, pequeno, mas portátil lá também. Então elas passam o dia fazendo isso daí. Elas saem muito entusiasmadas, algumas delas inclusive se tornam monitores depois, alguns anos depois. Então é um programa bastante bem sucedido, do ponto de vista de estímulo às crianças. né? E nós fazemos isso com o apoio do Instituto Federal. Esse é um modelo que é reproduzível. para lembrar talvez uma possibilidade de apoio do Ministério da Educação. Esse é o modelo reproduzível. Eu só tenho esse centro em Alcântara, em Natal, no Rio Grande do Norte. Existe, obviamente, um custo de manutenção, um custo de instalação, isso existe, é a EB que banca isso daí, ele não é autossustentável. A ideia não é essa. Nós estamos falando de educação. E ele... Mas ele é um modelo perfeitamente reproduzível. Quando essa escola, vamos chamá-la assim, começou, o que nos foi cedido, e muito generosamente, foi um espaço vazio, dentro da base de lançamento. A partir daí, nós construímos os espaços de laboratórios, Nós somos 10 desses espaços de laboratório, Temos os monitores... que é a nossa cooperação com o Instituto Federal, e temos institutos federais... em todo o país, acho que são da ordem de 600 institutos federais do país, então todo o Estado tem vários desses institutos federais, então essa associação é importante, porque os institutos federais têm ensino médio, que é para onde as crianças se dirigem logo em seguida, e os monitores são monitores de ensino médio, além dos professores das universidades do Instituto, E nós construímos isso, Nós populamos com instrumentos científicos e outros equipamentos, computadores, etc. E nós fazemos a manutenção todo ano. A manutenção não é cara, disso daí essencialmente a capacidade de pagar os monitores e fornecer alimentação para as crianças que estão lá. Quando eu abro as inscrições no começo do ano, tipo em fevereiro, para as escolas, No dia seguinte, eu não tenho mais espaço, tudo está reservado no ano, porque é algo que as escolas querem. É algo que as escolas querem, porque faz parte daquela formação não formal. da escola As crianças gostam muito de ir. Sempre me espantou o fato, porque é uma base militar, de qualquer forma, o centro de lançamento é uma base militar, os ônibus entram lá com facilidade, os acordos que nós temos com a defesa são muito... muito flexíveis. Então, é bastante fácil fazer essa manutenção. Se nós tivermos um acordo com institutos federais, que possam oferecer o próprio espaço, fica ainda mais fácil E fica ainda mais econômico manter isso. Então, é perfeitamente possível, precisa de um investimento, como qualquer coisa no país, mas a experiência que nós temos é que isso é extremamente... É... bem sucedido no sentido de manter a criança na escola e promover o desenvolvimento para as áreas de ciências duras. aqui no país. Obrigado.
Deputado
Okay. Thank you President, I would like to thank the President, the members, the professors, the press, the public in general. especially Our startups here, CubeSpace, DeiSpace, And again, to the President of the Marco Antônio Chamon and all of the people who make a Brazilian space agency, for the important contributions brought to this debate. Before finishing the work, I will consult the plenary on the possibility of taking advantage of the panel of this meeting, for a meeting deliberative meeting that we will start in a moment. I have maintained the panel. Remember that in the instants we will start the meeting. The extraordinary meeting is. Nothing more to have been done. I declare in the end of the work. The meeting is in the end. .




