COMISSÃO DE CULTURA

13 abr. 2026 14:18 às 18:42

Sobre o Evento

A Comissão de Cultura debateu a necessidade de regulamentação profissional e proteção aos trabalhadores do setor cultural e de eventos. O encontro destacou a criação de um estatuto específico para a categoria e a importância do reconhecimento dos profissionais, incluindo o combate à desigualdade de gênero e racial.

Status
Concluído
ID: 81547Total: 80 discursos
#67
Participante Heavier
Heavier

Participante

Transcrição automática

...se em sua casa... Eu fico eufórico em falar porque... Como produtora, projetista, mãe solo, periférica... um corpo descendente que chega à cultura, há oito anos atrás, me mantenho, Mesmo sem apoio, mesmo sem edital, mesmo sem financiamento, eu continuo na cultura porque eu acredito. Porque há oito anos atrás, quando eu não tinha oportunidade, quem me deu porta para eu poder me formar como gestão administrativa... foi a cultura. Quem me formou como produtora foi a cultura. E esse dado aqui não vai aparecer no seu sistema porque ele é um dado voltado para a CLT. Para pessoas que precisam se manter reféns de um sistema para poder sustentar o básico da sua subexistência e suprir a sua forma de fazer arte. Nós temos que todos os dias sacrificar um pouquinho do nosso lado artístico, do nosso senso coletivo, para poder estar numa CLT, porque quais são os aparatos legais que a gente tem social e humanamente Tati. Seja como arte educadora, seja como poetisa, seja como artesão. Quantos nós conseguimos capacitar para que quando abrir um dado daquele que possivelmente foi utilizado uma tabela FGFE para poder fazer comprovação de, olha, esse serviço foi emprestado, que realmente recai muito na recriação. Porque nós não temos desígnio dentro dessas tabelas sobre o que nós realmente somos, sobre o que nós realmente fazemos. Então, querendo ou não, você traz uma informação muito crua e, querendo ou não, até desumana. Porque, assim, nós não vivemos de aplausos. Nós vivemos para poder proporcionar aos outros oportunidades de, talvez, eu chegar aos 27 anos para poder ter a minha primeira oportunidade de palco. Quantos nós conseguimos realmente formalizar e conseguir institucionalmente, assim como a nossa Constituição, institucionalizar direitos para os nossos e para nós, poder sobreviver e se sustentar e conseguir levar a arte não só para as nossas RAs, para outros estados, que sabem sair do país, porque a condição tem. Porque da mesma forma que nós temos a Constituição Nacional, para a gente constituir isso aqui... de uma forma cabível para nós, é possível. Basta a gente acreditar, porque potência para isso a gente tem, e com dados reais. Woo!

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13 de abr, 17:48