CÂMARA DOS DEPUTADOS - OUTROS EVENTOS

15 abr. 2026 16:00 às 19:32

Sobre o Evento

O evento focou na necessidade de fortalecer políticas de acolhimento e suporte para pessoas com autismo e suas famílias. Parlamentares e representantes de organizações da sociedade civil destacaram a importância do voluntariado e da cooperação entre os setores público e privado para promover a inclusão.

Status
Concluído
ID: 81633Total: 43 discursos
#12
Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade - APABB Francisco Djalma de Oliveira
Francisco Djalma de Oliveira

Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade - APABB

Transcrição automática

das pessoas. Tchau. Obrigado. Boa tarde a todos. Eu... Sou um homem de pele parda... cabelos pretos também já ficando grisalhos uso barba, uso óculos, Estou vestindo um perno cinza escuro, camisa branca e gravata azul. E Gostaria de cumprimentar a mesa, o excelentíssimo senhor deputado Filipe Beccari, o presidente da Fundação Internacional do Lions, o meu xará Francisco Fabrício, e o Manuel Messias, que é o coordenador desse evento, em nome dos quais eu cumprimento todos os colegas aqui da mesa, e senhoras e senhores aqui presentes. A APABB, Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, de funcionários do Banco do Brasil e da comunidade, é uma associação, como o próprio nome diz, fundada por funcionários do banco que tinham filhos com deficiência. Eu tenho um filho com deficiência também. O meu filho tem paralisia cerebral. Eu tenho certeza que, ao dizer isso, vocês imaginam uma figura de uma pessoa com paralisia cerebral, né? E o nome leva aqui assim, que a mente está paralisada, né? Paralisia cerebral, paralisia do cérebro, né? Mas não, assim, é tanta complexidade que tem nisso, né, que com certeza vocês não saberiam quem é exatamente o Davi, né, o meu filho tem 21 anos, né. Por quê? Alguns têm comprometimento físico, outros têm comprometimento sensorial, na audição, na visão, ou seja, é um mundo de possibilidades. Assim, eu estou começando a entrar exatamente na minha abordagem, que é a complexidade que são as pessoas com deficiência, particularmente as pessoas do transtorno do espectro autista. Então, não dá para a gente colocar tudo na mesma caixa, não dá para a gente qualificar as pessoas como sendo um único tipo. Então, tem várias possibilidades. Então, essa é uma primeira abordagem que eu faço, individualizadas, compreender quais são as necessidades daquela pessoa do ponto de vista individual. Na APABB, nós trabalhamos muito em duas frentes. Esporte e lazer, e aqui eu tenho a honra de ter o nosso coordenador de esporte, que é um leão, o Vinícius Savioli, essa pessoa que está aqui, que nos honra com a contribuição dele desde a época... do nascimento da PABB há 37 anos, na época ele tinha cabelo, ele tinha tudo, estava bem diferente, mas era ele mesmo, pode acreditar. Então, e temos uma outra frente, que temos também a honra de ter a nossa coordenadora aqui, Fátima Rebouças. Essa jovem que está ali, que também é a nossa coordenadora dos projetos sociais da APABB. Então, o que a gente faz? A gente faz atividades de esporte, de lazer, para trazer as pessoas... Para a vida, as pessoas com deficiência, para ter oportunidade. E com isso a gente está buscando o que? Autonomia. A independência delas... É... Autonomia às vezes é coisa simples. de colocar a pasta na escova, de tirar a camisa, de ir ao banheiro sozinho. São coisas assim simples que para a gente é tão trivial fazer, mas para a pessoa com deficiência é importante. Então, a atividade do lazer, a atividade do esporte, são fundamentais para isso, para trazer essa pessoa para essa realidade. Eu gostaria de contar uma história... É um fato, aconteceu aqui em Brasília há 30 anos, Uma colega levou o filho... a um profissional, para... para fazer uma consulta tal na época não tinha diagnóstico de autismo né não foi depois aqui lá na frente começou-se a suspeitar que a pessoa tinha autismo. E aí... Fabrício, o que aconteceu? O profissional olhou para o filho dela e tal, disse: olha aqui, eu sugiro para a senhora Comprar uma televisão e colocar grades na janela. Obrigado. Então isso choca. a gente, mas foi um fato, isso aconteceu há 30 anos, e é para isso que a gente... tentou fazer a nossa associação para que as pessoas não fiquem em casa com a televisão ligada. Não fica em casa... não podendo sair porque tem uma grade na janela. E era assim que eram tratadas as pessoas. Tenho certeza que muitos de vocês aqui lembram dessa parte, que há 30, 40 anos era assim que as pessoas eram tratadas. Bom, então, para finalizar, eu gostaria de também trazer mais um aspecto para nós ponderarmos, que é a necessidade de a gente desconstruir, o estereótipo do autismo. Autismo virou uma forma de qualificação. Ah, você parece um autista? Isso significa que a pessoa... antissocial, que não fala, que está lá no canto dela, não sei o quê. Então, a gente precisa desconstruir isso. Então, esse fórum aqui, eu acho que o Lions... toca numa peça fundamental ao ter feito esse evento. É uma contribuição muito importante, talvez nós nem saibamos a repercussão que ele pode ter, mas uma contribuição fundamental para que a gente crie uma nova sociedade onde esses estereótipos fiquem de lado e o preconceito também. Muito obrigado.

15 de abr, 17:31