CÂMARA DOS DEPUTADOS - OUTROS EVENTOS

5 mai. 2026 08:30 às 11:45

Sobre o Evento

O evento marcou a abertura da primeira turma de 2026 do programa Estágio Visita da Câmara dos Deputados. A solenidade promoveu a integração entre jovens e o Poder Legislativo, contando com a participação de representantes de entidades setoriais que destacaram a importância da educação e do engajamento democrático.

Status
Concluído
ID: 81696Total: 30 discursos
#1
Chefe de Gabinete da Segunda Secretária Sabrina Aparecida Carneiro Alves
Sabrina Aparecida Carneiro Alves

Chefe de Gabinete da Segunda Secretária

Resumo Inteligente

O Chefe de Gabinete da Segunda Secretária realizou a abertura oficial da primeira turma do programa Estágio Visita de 2026, apresentando os membros da mesa e agradecendo aos parceiros e autoridades presentes.

0:003:18
05 de mai, 09:21
#2
Transcrição por IA

todas manifestar primeiramente a alegria de começar a semana legislativa ao lado de cada um e de cada uma de vocês o estágio visita é sempre um programa muito esperado da segunda secretaria que a gente sempre aguarda cada edição com muita ansiedade, porque é um momento de muita descontração para a gente também, como parlamentar, mas é um momento, sobretudo, para a gente estreitar a Câmara dos Deputados e o Congresso Nacional como um todo, com a sociedade civil representada aqui por cada um de vocês. então como um deputado jovem também tenho 25 anos atualmente me considero um de vocês aqui também tem os mais diversos cursos aqui representados por vocês. É bem verdade que a maioria aqui cursa o curso de Direito. a gente tem acesso a esses dados, eu também me formei em Direito, fiz na Universidade Católica, de Pernambuco, lá em Recife, tem muitos pernambucanos aqui meus conterrâneos, e quando eu fui eleito deputado federal, eu transferi para o Instituto de Direito Público, o IDP, que fica aqui na Asa Sul, em Brasília, e tive a oportunidade de me formar no semestre passado. Então, é uma alegria estar aqui com vocês, desfrutem esse momento da melhor forma possível, encarem isso como uma semana de muito aprendizado, sobretudo a gente unir aprendizado com descontração, com diálogo, é também muito importante para a gente gerar um ambiente... Bom aqui na Câmara dos Deputados. e para vocês verem verdadeiramente de perto a função de cada parlamentar, as atribuições de cada parlamentar, vocês vão ter a oportunidade também de visitar o Poder Judiciário. de ir ao Senado Federal. Então, vocês vão poder ver como funciona aqui a institucionalidade dos poderes e como eles devem conviver sempre de forma harmônica, respeitando... a nossa democracia que é um pilar do Estado Democrático de Direito e que, com certeza, a gente só está aqui por causa dela. cumprimentar aqui... todos os representantes das entidades e é importante falar também que vocês devem se sentir privilegiados, pois essa é sem dúvida nenhuma a edição... mais importante do estágio visita de toda a história da Câmara dos Deputados... Pois até a edição anterior, a Câmara dos Deputados arcava 100%... dos custos aqui de cada edição do estágio de visita. Mas a partir dessa edição, A gente tem o apoio de várias entidades, que são a CNA, a CNI, a CNT e a OCB, que estão muito bem representadas. por todos aqui e com certeza através dessas instituições a gente pode estar proporcionando uma melhor qualidade no estágio visita para cada um de vocês, o que é mais importante. é um menor gasto público para a Câmara dos Deputados, para a sociedade civil como um todo aqui, porque graças às entidades a gente está tendo a oportunidade de custear as hospedagens, as alimentações de vocês, e isso proporciona uma maior transparência e uma maior austeridade fiscal para a Câmara dos Deputados. Como segundo secretário, eu posso ter a alegria de dizer... que essa interlocução foi através da nossa gestão Em nome de Sabrina, que é a minha chefe de gabinete... Cumprimento todos os membros da segunda secretaria aqui também e a gente estreitar a Câmara com a sociedade civil como um todo e com as entidades para que a gente possa dialogar verdadeiramente com a sociedade e aproximar o parlamento. De todos vocês, vou botar no silencioso aqui, me perdoe. Deputado João Leão, da Bahia, ligando, depois eu retorno. É... manifestar então gente a minha imensa alegria Como um parlamentar jovem que eu disse anteriormente, eu olho para cada um de vocês e vejo um pouquinho de mim também. Sou jovem, já tive a oportunidade de vir aqui antes no parlamento, antes de ser deputado federal... com o deputado federal Eduardo da Fonte, que é o meu pai, e agora como deputado... Ao longo desses quatro anos, eu tenho a alegria de, como um jovem também, buscar ecoar as vozes de todos os jovens, não só do meu estado de Pernambuco, mas de todo o Brasil. Então, desfrutem desses momentos. Parabéns por estarem aqui selecionados a esse grande estágio de visita. Foram diversos currículos enviados, mas se vocês estão aqui é porque vocês são... sobretudo interessados, foi porque vocês quiseram estar aqui, então com certeza a gente chegar a esse momento é muito importante, cumprimento a todos e a todas, do norte até o nordeste, sul, sudeste, todos os estados da federação, muito bem representados por cada um de vocês, mas como um bom pernambucano, de ter uma cultura sempre superlativa, Então, cumprimentar todos os pernambucanos em nome de cada um de vocês, mas se sintam igualmente abraçados, igualmente acolhidos, para a gente desfrutar ao máximo desse momento e vocês terem uma semana de descontração, mas sobretudo também de aprendizado, que é o mais importante. que está aqui presente. Seja muito bem-vindo, Carlinhos, e você como vereador também é fundamental para a gente utilizar essa semana do Estágio Visita para estreitar ainda mais a relação de todos os parlamentos brasileiros com a sociedade civil como um todo. Então, sejam muito bem-vindos, uma alegria enorme estar com cada um de vocês aqui e vamos seguir aí a semana, seguir a cerimônia para cada um de vocês, mas eu acho que, posteriormente, a gente vai ter, no final da semana, um momento de debate, o qual vários de vocês poderão falar, expressar as suas opiniões, interpelar os deputados que aqui estiverem presentes. Então, sejam muito bem-vindos e espero que vocês guardem. todas as lembranças que aqui construírem no coração de cada um de vocês. Irmão, muito obrigado. Aplausos. Obrigada. Bom, passar...

0:006:44
05 de mai, 09:24
#3
Chefe de Gabinete da Segunda Secretária Sabrina Aparecida Carneiro Alves
Sabrina Aparecida Carneiro Alves

Chefe de Gabinete da Segunda Secretária

Transcrição por IA

Então, é só me apresentando rapidamente para darmos início a essa abertura oficial. do estado de visita. Meu nome é Sabrina, eu ocupo a chefia de gabinete da segunda secretaria, e é com muito entusiasmo que nós damos início, neste momento, à sonelidade de abertura oficial da primeira turma de 2026 do programa Estágio Visita de Curta Duração, da Câmara dos Deputados. Eu vou apresentar a composição da mesa. Compõe a mesa deste evento o segundo secretário da mesa diretora da Câmara dos Deputados, o senhor deputado Lula da Fonte. Aplausos. Na ponta do outro lado, a senhora Miriam Vaz, que é chefe da assessoria de relações institucionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, CNA. Obrigada. Imediatamente ao lado da senhora Mira Vaz, nós temos a senhora Clara Mafia, que é gerente geral de negócios da Organização das Cooperativas Brasileiras, do sistema OCB. E ao meu lado, o senhor Walter Souza, que é diretor de relações institucionais da Confederação Nacional do Transporte, a CNT. Obrigada. Aproveito também para registrar e agradecer igualmente as seguintes presenças. A senhora Andréia Cavalcanti, que é gerente executiva do Poder Legislativo da CNT. Ela está aqui na plateia. Olha lá, Andréia ali. O senhor Eduardo Queiroz, que é gerente de relações institucionais do sistema OCB. E agora, duas pessoas também que foram fundamentais na execução deste projeto, que são nossos queridos parceiros do CEFOR, o Centro de Formação. Eles estão lá no fundão para vigiar vocês. Eu vou nominalmente falar aqui a senhora Larissa Patti Zamataro Miranda, que é a diretora do Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento. Ao lado dela o senhor Luiz Felipe Costa Matos, que é diretor da Coordenação de Educação para a Democracia. E o nosso colega Frederico, acompanhado da Yasmin, que são a linha de frente do projeto também. Obrigado. Então, após esse momento de uma certa alegria, mais descontração, vamos passar aos pronunciamentos oficiais. Então, eu convido agora o senhor segundo secretário para fazer uso da palavra. Obrigado. Obrigado. Muito bom dia a todos e a todos.

0:000:24
05 de mai, 09:31
#4
Chefe da Assesssoria de Relações Institucionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil CNA Mírian Vaz
Mírian Vaz

Chefe da Assesssoria de Relações Institucionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil CNA

Transcrição por IA

Então, é só me apresentando rapidamente para darmos início a essa abertura oficial. do estado de visita. Meu nome é Sabrina, eu ocupo a chefia de gabinete da segunda secretaria, e é com muito entusiasmo que nós damos início, neste momento, à sonelidade de abertura oficial da primeira turma de 2026 do programa Estágio Visita de Curta Duração, da Câmara dos Deputados. Eu vou apresentar a composição da mesa. Compõe a mesa deste evento o segundo secretário da mesa diretora da Câmara dos Deputados, o senhor deputado Lula da Fonte. Aplausos. Na ponta do outro lado, a senhora Miriam Vaz, que é chefe da assessoria de relações institucionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, CNA. Obrigada. Imediatamente ao lado da senhora Mira Vaz, nós temos a senhora Clara Mafia, que é gerente geral de negócios da Organização das Cooperativas Brasileiras, do sistema OCB. E ao meu lado, o senhor Walter Souza, que é diretor de relações institucionais da Confederação Nacional do Transporte, a CNT. Obrigada. Aproveito também para registrar e agradecer igualmente as seguintes presenças. A senhora Andréia Cavalcanti, que é gerente executiva do Poder Legislativo da CNT. Ela está aqui na plateia. Olha lá, Andréia ali. O senhor Eduardo Queiroz, que é gerente de relações institucionais do sistema OCB. E agora, duas pessoas também que foram fundamentais na execução deste projeto, que são nossos queridos parceiros do CEFOR, o Centro de Formação. Eles estão lá no fundão para vigiar vocês. Eu vou nominalmente falar aqui a senhora Larissa Patti Zamataro Miranda, que é a diretora do Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento. Ao lado dela o senhor Luiz Felipe Costa Matos, que é diretor da Coordenação de Educação para a Democracia. E o nosso colega Frederico, acompanhado da Yasmin, que são a linha de frente do projeto também. Obrigado. Então, após esse momento de uma certa alegria, mais descontração, vamos passar aos pronunciamentos oficiais. Então, eu convido agora o senhor segundo secretário para fazer uso da palavra. Obrigado. Obrigado. Muito bom dia a todos e a todos.

0:007:01
05 de mai, 09:31
#5
Chefe de Gabinete da Segunda Secretária Sabrina Aparecida Carneiro Alves
Sabrina Aparecida Carneiro Alves

Chefe de Gabinete da Segunda Secretária

Transcrição por IA

Fiz um teste ontem para evitar isso, então eu peço desculpas, tá? Mas só um minutinho, por gentileza. Pode passar na fala. Então, para não haver maior prejuízo de tempo para todos aqui, eu vou passar a fala para a senhora Carvalho. Clara Mafia, que é a representante do sistema OCB. E depois daremos andamento às exibições dos vídeos. Por gentileza, senhora Clara Mafia. Bom dia.

0:000:32
05 de mai, 09:38
#6
Gerente Geral de Negócios do Sistema OCB Clara Maffia
Clara Maffia

Gerente Geral de Negócios do Sistema OCB

Transcrição por IA

Bom dia a todos. É um prazer imenso estar aqui com vocês hoje. Então, em primeiro lugar, agradecer ao deputado Lula da Fonte, à segunda secretaria, pela oportunidade das instituições estarem aqui ajudando, apoiando nesse processo de construção do estágio visita. Eu falo aqui hoje sobre duas perspectivas. Eu vou começar pela perspectiva institucional, que é a que eu vim fazer, mas eu vou terminar com a perspectiva pessoal sobre a minha relação com o estágio visita. Começar dizendo para vocês que, em nome do presidente Márcio, da nossa presidente executiva, Tânia Zanella, a gente reforça a importância desse trabalho que o Congresso Nacional faz, de estar conectado com a base, de ouvir as necessidades, de ouvir as necessidades da ponta e transformar isso em solução. A legislação, a política pública tem que vir para ser solução para aquilo que a gente na ponta está sentindo, do ponto de vista de setores econômicos. Então, que oportunidade imensa a gente ter pessoas tão jovens iniciando nesse diálogo, nesse relacionamento conosco com o Congresso Nacional e conosco enquanto entidade de representação. Eu aqui represento o sistema OCB, que é a Organização das Cooperativas Brasileiras, junto com o Sescop, nosso sistema S. ativas, 26 milhões de cooperados. E a gente brinca, né, deputado, se a gente juntasse as famílias, A gente está falando de 100 milhões de pessoas diretamente vinculadas ao cooperativismo brasileiro, que hoje atua em oito grandes setores, inclusive no agro, talvez o agro, um dos nossos grandes destaques. E daí a nossa parceria imensa com a CNA também. Mas também no transporte, doutor Walter, que a gente tem um trabalho também muito forte com a CNT, com as nossas cooperativas de transporte. A gente acredita profundamente na cooperação, profundamente no trabalho de construção conjunta. E essa casa é a casa também desse trabalho. de construção conjunta, de ouvir a demanda, de entender necessidade. E esse é o nosso papel, de traduzir, muitas vezes, aquilo que a nossa base nem sabe que precisa. Porque nem sempre as pessoas entendem o impacto que a gente tem da política pública, da legislação, nas nossas vidas. Eu sou formada em Ciência Política, não em Direito, mas em Ciência Política, mas fiz minha pausa em Direito. E na Ciência Política, na nossa aula número 1, eu acredito que no Direito também, a gente entende que na democracia as decisões são tomadas. A gente querendo fazer parte delas ou não, a gente vai ser afetadas por essas decisões. Então, a escolha que a gente tem não é ser ou não ser afetados pelas decisões políticas. É o quanto a gente quer participar desse processo, influenciar esse processo para que a gente tenha um resultado positivo. ainda mais bacana, ainda mais interessante. E para finalizar a minha fala, eu quero trazer minha perspectiva pessoal. 20 anos atrás, exatamente 20 anos atrás, eu estava sentada aí, porque eu fiz estágio-visita, e eu tenho uma gratidão imensa pelo programa, que talvez tenha sido uma das maiores oportunidades de eu entender o tamanho, a relevância... desse trabalho que é feito no Congresso Nacional. E dali eu tive a certeza e a convicção de que era esse o caminho que eu queria seguir. de trabalhar num processo de representação política fazendo esse diálogo e criando essas pontes. Então, o meu desejo para vocês é que vocês aproveitem o conteúdo, mas aproveitem também esse processo informal de fazer amizade, de conhecer, de fazer relacionamento. Tudo isso vai valer. E eu tenho certeza... que essa é uma história que vocês vão levar para o resto da vida. Obrigada.

0:003:27
05 de mai, 09:39
#7
Chefe de Gabinete da Segunda Secretária Sabrina Aparecida Carneiro Alves
Sabrina Aparecida Carneiro Alves

Chefe de Gabinete da Segunda Secretária

Transcrição por IA

0:001:13
05 de mai, 09:42
#8
Diretor de Relações Institucionais da CNT Valter Souza
Valter Souza

Diretor de Relações Institucionais da CNT

Transcrição por IA

Bom dia a todos. E a todas. É... Primeiro, agradecer a presença, cumprimentar o deputado... Muito obrigado. por estar aqui, cumprimentar os meus pares aqui do sistema extra. OCB, CNA... É, só... Não está legal. Então... Bom, e primeiro dizer o seguinte, eu represento o transporte. e a CNP através do SESCENAT. Tomou uma decisão que eu acho muito correta, viu, deputado? de estar ajudando a fazer esse intercâmbio com essa juventude. Eu vendo tantos jovens aqui, inclusive V. Exª com 25 anos, eu do alto dos meus 76 anos, e eu estava fazendo a minha conta hoje. Não existe aposentadoria. Eu vou trabalhar hoje, na minha agenda eu tenho 19 horas de atividade. Então, é para dizer o seguinte: quando se tem amor à profissão, ao que faz, se vai com garra e com determinação. Tanto para mim, a diferença de ter 25 e ter 76, eu vou com a mesma vontade. Obviamente, com cuidado de não... De não tropeçar. Mas, então, eu queria fazer duas referências aqui. Primeiro, falar da atividade de transporte. A gente tem uma frase que é o transporte move o Brasil. Então, a gente tem a CNT, através do CESF-CENAT, nós congregamos todas as modalidades de transporte do Brasil. No chapéu da CNT, da Confederação do Transporte, nós englobamos transporte rodoviário, de passageiro, de carga, ferroviário. metroviário, estamos na Amazônia, na navegação interior... todos os rios navegáveis do Brasil, as entidades estão ligadas a CNT, o transporte aéreo Todas as entidades estão lá e nós fazemos parte. É importante falar, e eu acho que vocês, enquanto jovens, têm que se dedicar a entender. O Brasil tem uma das coisas únicas. que poucos países do mundo eu não lembro de outro que é o sistema S O sistema S tem uma regra muito simples. A empresa contribui com 2,5% da folha de pagamento e esse recurso vai direto para dar assistência ao trabalhador em cada atividade. Funciona para a agricultura, funciona para o CB, para a indústria. E no caso do transporte, é através do SESP, SENAT. Então, é o seguinte, esse recurso é dado para dar saúde ao trabalhador e dar ensino ao trabalhador. E nós fazemos, então, essa atitude que se toma de ajudar a fazer, trazer essa juventude aqui à Brasília. para conhecer o sistema democrático, o sistema legislativo do país, é muito importante. E a gente fala o seguinte: nós estamos precisando de mais gente estudando. Eu queria, inclusive, dizer o seguinte: hoje a CNT... O SETO Senado, nós temos 175 unidades espalhadas pelo Brasil. Nós estamos vinculados a quase 2,5 milhões de trabalhadores e quase 200 mil empresas contribuindo para o transporte nesse país. E precisamos de muito investimento. para que tenha uma estrutura melhor. Hoje, para você ter noção, 65% do transporte de carga no Brasil é feito de rodovia, e mais de 90% do transporte de pessoas é feito de caminhão, de ônibus. Então, nós precisamos mudar esse quadro e, através de investimento, Nós não podemos, porque hoje, para você ter noção, o transporte rodoviário é no mínimo 30%, 40% mais caro que os outros modais e ele polui quatro vezes mais. Mas é ele que sustenta a economia do país. Nós temos que mudar esse quadro. principalmente nessa época de inovação, de descarbonização. Você tem que transportar de trem e de nave. E o Brasil precisa mudar esse quadro. E eu queria dar um exemplo pessoal, quando eu vejo essa juventude aqui. Eu sou engenheiro e eu estou vendo aqui na lista de frequência, eu sou do Piauí. Eu estou vendo que tem dois piauienses aqui. Eu não sei. Olha só. e a minha cidade é a maior cidade do Piauí, Angical. tem 6 mil habitantes. E eu saí de lá... Eu sou filho de um açougueiro. Meu pai vendia boi no mercado da cidade. E eu cheguei aqui nunca paguei um centavo de escola particular. Eu estudei sempre em escola pública. E... Tenho curso de mestrado, sou engenheiro, sou engenheiro ferroviário. Tenho especialização no exterior, E nunca encontrei nenhuma barreira que me impedisse de evoluir, crescer como profissional. Então, eu quero dizer para vocês o seguinte: eu venci estudando e trabalhando. E hoje, nessa juventude que eu sinto hoje, por isso que eu falei, as 19 horas que eu vou trabalhar com a agenda, eu já estou vindo agora, esse é o terceiro compromisso meu, estou vindo da Confederação Nacional da Indústria, uma abertura de um evento lá da Vale, falando sobre mineração. Então, é o seguinte, a gente tem que acreditar e saber que é possível nesse país. E a gente tem que fazer, para mim, eu só acredito em dois fatores. Estudo e trabalho. Você vence todas essas barreiras, não precisa de fazer nenhuma. Até hoje, para mim, o meu grande orgulho é ter feito tudo isso... na escola pública e nunca reclamei de ter deficiência, na escola. Então, quando eu vejo vocês aqui fazendo uma visita ao Parlamento Brasileiro, que é a casa que define o destino desse país, e a gente não pode esquecer, a gente não pode falar mal nem bem, ele é um exemplo da população brasileira. O que está representado aqui no país é o membro de cada pessoa que compõe esse país. Se é para um lado ou para o outro, é um parlamento. E a gente, no transporte, a gente tem uma regra. O meu partido é o transporte. Se é da oposição ou da situação ou contra, nós trabalhamos pelo desenvolvimento do transporte, que foi a profissão que eu escolhi. Estou nela até hoje, saí e trabalho. Hoje eu sou empresário do setor de transporte, estou aqui na CNT cumprindo o mandato. mas sempre trabalhando em defesa com o Brasil para fazer um transporte fácil, um transporte barato. para que as pessoas se locomovam nesse país de forma mais rápida. Eu tenho um exemplo que sempre falo para o Ministério do Transporte. para você ter uma coisa que me preocupa muito. Nos últimos dez anos, A malha rodoviária brasileira aumentou 1% e a frota nacional de caminhão e ônibus aumentou 50%. Então, as nossas rodovias estão congestionadas. Nós precisamos de mais investimento em infraestrutura para que a gente se locomova, demore mais tempo. A minha secretária, ela leva duas horas por dia para ir e voltar do trabalho. E quantos brasileiros fazem isso hoje? por falta de uma estrutura de mobilidade maior, Quanto tempo se perde hoje em engarrafamento? Então, é nesse sentido que a gente acha que vocês, vindo aqui para o Congresso Brasileiro, conhecer como funciona essa estrutura democrática que é necessária, que vocês levem para a profissão de vocês o exemplo de como é que esse país é montado, funciona. Como é que ele funciona? Eu gostaria também, por ser um defensor do Sistema S, que vocês entendessem, se tiver tempo, se alguém de vocês quiser interessado em conhecer lá a CNT, para ver como é que está, Nós temos lá, por exemplo, gestão à vista. Quanto nós recebemos e quanto nós gastamos, tem um painel que você liga lá e vê o nosso demonstrativo de resultado. Quanto nós arrecadamos, quanto nós gastamos com a saúde do trabalhador brasileiro no setor de transporte. Quanto nós investimos na formação dessas pessoas. Para vocês terem uma ideia, hoje nós temos um déficit de mais de um milhão de motoristas. que faltam. Nós temos ônibus parados por falta de motorista, nós temos caminhões parados por falta de motorista. Então, fizemos um convênio com o Ministério de Desenvolvimento Social Tá? para treinar motoristas que estão no Bolsa Família. Eles vão para a escola, no SESP-Senate, e quando eles terminam o curso, eles já têm a carteira assinada. Então, é nesse sentido que a gente precisa desenvolver e acreditar. Claro, cada um na sua profissão. Então, eu não queria me alongar muito, mas só para deixar essa mensagem, viu, deputado, que para que vocês se estimulem a acreditar nesse país, e nós precisamos dessa juventude em cada ramo. Tanto faz na parte da cooperativa, da agricultura, que um dos setores mais dinâmicos desse país, que é o sistema de cooperativismo desse país, é muito forte. Acompanhar o que tem, e eu fico feliz que o meu estado hoje é um dos grandes produtores de soja, que está saindo, a soja produzida no sul do Piauí está sendo um exemplo para o Brasil. Então, tudo isso nós sentimos no sentido de que a gente precisa dessa juventude para acreditar nesse país, estudar e trabalhar, que é isso que a gente precisa. Muito obrigado por estar aqui. Pessoal, muito obrigada pela compreensão.

0:0010:24
05 de mai, 09:43
#9
Chefe de Gabinete da Segunda Secretária Sabrina Aparecida Carneiro Alves
Sabrina Aparecida Carneiro Alves

Chefe de Gabinete da Segunda Secretária

Transcrição por IA

Super avançado o vídeo aí, então agora vamos dar sequência aos vídeos das entidades, na sequência em que elas falaram, primeiramente a CNA, por gentileza. No coração do Brasil, onde a terra encontra o céu e a vida brota com vigor, existe uma forte conexão entre...

0:000:12
05 de mai, 09:54
#10
Chefe de Gabinete da Segunda Secretária Sabrina Aparecida Carneiro Alves
Sabrina Aparecida Carneiro Alves

Chefe de Gabinete da Segunda Secretária

Transcrição por IA

Neste momento, eu só reforço, em nome da segunda secretaria, o agradecimento às três entidades parceiras, CNA, OCB, CNT e também ao CFO. Muito obrigada a todos. Passo a palavra ao segundo secretário, que fará as considerações finais. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Bom gente, o momento só de agradecimento

0:000:22
05 de mai, 10:00
#11
Transcrição por IA

Agradecer, já tive a oportunidade de falar no início aqui da cerimônia. agradecer a Miriam que já teve que se ausentar a Clara, doutor Walter, representando essas três grandes entidades que com certeza contribuem muito com a realização dos tais visitas. Então, meu muito obrigado a cada um de vocês, reafirmo aqui... os meus votos de desejar uma excelente semana, que seja um momento... de muito aprendizado, que vocês saiam daqui felizes com as lembranças que vocês construíram, e eu tenho certeza que vocês vão sair com imagem muito mais positiva do Congresso Nacional, no que tange ao trabalho, às atribuições dos parlamentares, e é uma alegria imensurável para mim, compartilhar, contribuir com esse momento de cada um de vocês. Então, sejam muito bem-vindos novamente, muito obrigado a CNA, a CNI, a CNT e a OCB por proporcionarem esse momento. para a gente aqui na Câmara dos Deputados e, consequentemente, para cada um de vocês. Muito obrigado, a gente vai se ver muito. essa semana ainda. vamos ter o momento do debate com os parlamentares, para que vocês tenham a oportunidade de falar e de se colocar aqui, e a gente vai ter a foto oficial também, que a gente tira... na frente da Câmara dos Deputados, que é também um momento... Muito legal e eu tenho certeza que vai se complementar a diversos momentos maravilhosos que vocês vão viver aqui. Então, excelente semana, que Deus abençoe cada um de vocês e muito feliz com a presença de todos e de todas. Muito obrigado. Obrigado. Bem-vindos novamente, pessoal, e aproveitem.

0:001:50
05 de mai, 10:00
#12
Chefe de Gabinete da Segunda Secretária Sabrina Aparecida Carneiro Alves
Sabrina Aparecida Carneiro Alves

Chefe de Gabinete da Segunda Secretária

Transcrição por IA

Bom, a segunda secretaria está à disposição. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Muito obrigado. Obrigado. Obrigado. A gente tem que fazer essa mudança. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Amém. Obrigado. Obrigado. Amém Obrigada. Obrigado. A coisa é a gente. E aí Obrigada. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Tchau. Obrigado. Não, sabeu? Camila melhor, não, não, não. Obrigado. Muita gente. E já consegui a demissão, que era possível. E aí, nós vamos... É o nosso. Obrigado. Esse é o homem. O que é isso? Obrigado. Obrigada. É isso aí, gente. Obrigada. A gente quer ir lá. Obrigado. Sim. É que eu vou Obrigado. Tchau. Obrigado. Vocês estão saindo? Obrigado. para sair lá no telão, para que? Correio. Obrigado. Fijic. Tá bom? - E aí? - E aí? Amém. A alguma coisa que eu estou fazendo? Tá indo. Olha só Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. E aí Obrigado. É, mas... Obrigado. que a gente conhece. Obrigado. Até a próxima. Obrigado. Só que eu não sei. Obrigado. Obrigado. Obrigada. Obrigado. Tchau. E aí Muito bom. Obrigado. Obrigada. A gente vai fazer o mesmo. Obrigada. Obrigado. Obrigado. Qual é esse aqui? E aí E aí e o cifra. Obrigado. - O que é isso? Obrigado. Tchau. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigada. Obrigado. Obrigado. Obrigada. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Não é isso? Obrigado. Obrigado. Oi, oi. Giro. É isso? Tchau. Obrigado. Tira a mão. Mota, sim. Não. Obrigado. Ai, não sei, que isso é só. Esse rodinho... Eu vou... Obrigado. Eu vou te dar um... Eu não sei fazer isso. Tá legal? Tá bom. O que? Tá no mundo vai ver. Obrigada. Tchau. Obrigada. É só isso. com a palanca. Obrigado. Obrigada. São... são... tá pegando... Olá, olá pessoal.

0:0013:28
05 de mai, 10:02
#13
Coordenação de Educação Para Democrecia Frederico Schmidt Campos
Frederico Schmidt Campos

Coordenação de Educação Para Democrecia

Transcrição por IA

Vamos dar continuidade então às nossas atividades... Eu gostaria de convidar... A todos vocês que voltem, né? aos seus lugares, para que a gente possa dar início a aula do dia, Tá? Mas antes, eu vou convidar a diretora do CFOA, Tá? larissa pá O passe... PASTE ou PASTE Estou aprendendo... e ela vai dar umas palavrinhas para vocês, tá bom? Pequenas palavras, breves palavras, mas importantes palavras. Obrigado. Obrigada. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. sociedade impactante. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Eu estou achando esse microfone muito lindo. Amém. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Bom dia, pessoal.

0:001:35
05 de mai, 10:16
#14
Diretora do Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento Larissa Pacce Zammataro Miranda
Larissa Pacce Zammataro Miranda

Diretora do Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento

Transcrição por IA

Bom dia a todos e todas. Vamos dar continuidade à nossa programação para que a gente consiga... respeitar os horários e ter a experiência completa de tudo que está planejado, né? Bom, eu sou Larissa Pace, eu sou diretora do Cefor. Cefor é a escola da Câmara. Acredito que muitos de vocês já nos seguem no Instagram. Se não seguem, recomendo seguirem, porque a gente fica... a semana inteira postando o que vocês estão vivenciando, as meninas da comunicação vão estar sempre por aqui. do C4, fazendo videozinhos com vocês, coletando depoimentos. Eu queria dar as boas-vindas a vocês. E, principalmente, valorizar... a participação de vocês aqui. Eu sei que alguns de vocês... se esforçaram bastante, Eu estava conversando com um colega de vocês ali agora, que não é de hoje que ele tenta participar do estágio de visita. Alguns de vocês têm uma jornada de tentativas, de ir atrás de parlamentares que indiquem. e às vezes não é um caminho fácil. Então, talvez alguns de vocês aqui... Não tenho tentado só agora, mas tenho conseguido só agora. Então, participar aqui é... Depende do empenho de vocês, de um pouquinho de sorte, afinal de contas é um sorteio dos gabinetes. E são muitos jovens que gostariam de estar aqui. E são só 80 do Brasil inteiro nessa edição. Queria contar para vocês um pouquinho sobre a programação do estágio de visita. O estágio de visita acontece há mais de 20 anos. Teve época que a gente fez dez edições por ano, uma por mês. E o Cefor sempre esteve muito atento a esse planejamento pedagógico, para que essa experiência de vocês fosse aproveitada da melhor forma possível. E a gente está sempre revendo esse planejamento. E aí, não sei se vocês observaram que o Estágio Visita tem uma programação muito participativa, muito ativa da parte de vocês. A gente colocou toda a parte de teoria, de aprendizado, de conteúdos. no EAD, para que vocês pudessem ter esse momento aqui de participação, de busca e de construção. Então, grande parte da experiência que vocês vão ter aqui depende da participação de vocês, do que vocês vão fazer com esse tempo. Então, o estágio de visita hoje está desenhado todo baseado nessas missões que a Marina apresentou para vocês ontem. E o mais interessante é a visão que vocês vão ter ao final, na quinta-feira. Então, todo estágio de visita tem um tema, o último foi segurança pública, esse agora é regulamentação de IA. em voga, em discussão no momento. Então, a gente tem dois PLs tramitando para regulamentar a IA. E é um tema muito importante. A gente tem discutido muito esse tema internamente aqui na Câmara, a gente como Cefó, com o desafio de levar o conhecimento, capacitar as pessoas a trabalharem com o IA. Obrigada. Uma ferramenta que se chama Ulysses é a ferramenta de IA interna da Câmara, porque há toda uma grande preocupação da diretoria de tecnologia com o uso de IA. E a gente está sempre lidando com assuntos que são, muitas vezes, sigilosos. Então, nem tudo a gente pode colocar em uma IA aberta. Então, está sendo feito todo um esforço de cuidar dessas informações. com relação a isso. Há muitos cuidados que se deve ter e há muita... precisa ser usado com muita responsabilidade. E aí vocês vão fazer missões e cada grupo vai estudar uma perspectiva diferente sobre o assunto. A perspectiva da mídia, a perspectiva dos grupos de incidência aqui dentro, perspectiva dos parlamentares, perspectiva da sociedade civil organizada. E aí vocês vão estar se aprofundando num pedacinho e na quinta-feira vocês vão ter uma visão mais geral e vocês vão ver o tanto que vai ser interessante. quando se montar esse quebra-cabeça e vocês virem todas essas perspectivas. Vocês vão expandir bastante a visão sobre esse assunto. E por que foi escolhido esse modelo? E não um modelo simples de vocês sentados aí e a gente trazendo vários palestrantes. Afinal de contas, a gente tem muito conhecimento, muito conhecimento produzido aqui dentro que a gente poderia estar compartilhando com vocês. Mas o estágio de visita, além de um programa de aprendizagem, é uma vivência. E aí é importante vocês terem um pouquinho dessa vivência do que é estar aqui no parlamento. O que é essa postura de ir em busca da informação e de formar suas próprias opiniões, mas, sobretudo, de ouvir perspectivas diferentes, pontos de vista diferentes. de toda a sociedade brasileira. A maioria de vocês aqui cursa Direito. Então, busquem também, nessa oportunidade, estourar essas bolhas. Busquem conversar com os diferentes, com as pessoas que vieram de outro estado, de outra região do país, que estudam outros assuntos, que têm outras vivências. E vocês vão sair daqui muito mais enriquecidos. experiência para vocês. Eu já vi saírem daqui jovens que depois seguiram carreira política, se tornaram vereadores, enfim, a gente tem relatos de egressos muito interessantes. E a gente acabou de ver a Clara, que esteve aqui há 20 anos. Então, é uma oportunidade realmente muito grande que vocês estão tendo. Valorizem essa oportunidade. Sejam responsáveis com ela e também com o aprendizado do grupo. O que vocês vão compartilhar aqui na quinta-feira vai contribuir para esse aprendizado do grupo. Então, tudo isso foi construído com muito carinho para vocês, por toda a equipe do Cefor, esses que vocês estão vendo aqui, outros que já passaram, outras equipes do Cefor que já passaram por aqui antes e planejamento desse programa. Então, Tem mão de muita gente aqui nesse planejamento. Tem muita gente envolvida para que essa experiência possa se tornar possível. Aproveitem ao máximo... Sejam muito felizes nesses dias, deixem os registros de vocês, deixem a marca de vocês aqui, mas principalmente levem isso para vocês também. E compartilhem depois com os colegas. Bom, deixo vocês com a Cristiane Brum, que vai dar uma aula para vocês, muito interessante. E em seguida, creio que vocês já partem para as missões. Enfim, ter toda uma programação aí para vocês seguirem. Que vocês tenham uma ótima manhã. Aproveitem bastante e contem com a equipe do C4 para o que precisarem. Obrigada. Criei-se, velho. Cabeça aí. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. A famosa chamada. Bom dia, gente. Tudo bem? Sejam bem-vindos.

0:008:29
05 de mai, 10:17
#15
Secretária da Mulher Cristiane Brum Bernardes
Cristiane Brum Bernardes

Secretária da Mulher

Transcrição por IA

Indus. Começando... Terça-feira, a casa já está cheia, se vocês já passearam aí pelos corredores. Temos pessoal de vários lugares do Brasil, manifestantes com camisetas. Sejam bem-vindos à Casa do Povo Brasileiro, o epíteto da Câmara dos Deputados. Eu sou Cristiane, Sou professora do Cefor, sou professora do mestrado em Poder Legislativo, e atualmente eu trabalho no Observatório Nacional da Mulher na Política, que é um órgão da Secretaria da Mulher, encarregado de fazer a ponte entre pesquisadores e parlamentares. A ideia é a gente basear o trabalho legislativo em evidências científicas e também disseminar os dados e os conhecimentos que a Câmara produz. Porque a Câmara é uma instituição que produz uma quantidade bastante expressiva de informações sobre o processo legislativo que interessam aos pesquisadores. Obrigado. Eu queria começar dizendo para vocês que o QR Code para presença já está por aí, não esqueçam dele, de marcar. E... Além disso, queria começar perguntando mais ou menos... de onde vocês são, eu sei que não vai dar para a gente saber o Estado agora... Mas a ideia é que a gente faça uma conversa, não é uma palestra. Vocês podem levantar a mão e fazer intervenções. Nós vamos passando a palavra aí de acordo com a ordem que se apresentar. Mas eu queria saber, antes de a gente começar, de que cursos vocês são? Queria saber quem aqui é do direito? Essa edição está super legalizada. Quem é da ciência política? Só temos uma. Bem-vinda, colega da Ciência Política. Quem é da comunicação? Quem é da administração pública? Temos alguns. E quais são? Antropologia, tem alguém? Ciências sociais. Eu ia perguntar, sociologia, tem mais alguém? Letras. Informática. Vou começar agora. Fisioterapia, nutrição... E quem não foi contemplado? De que curso são as pessoas que não... Você, por favor. Educação. Tem mais pessoas da educação? Qual é o seu... a administração, Obrigado. Turismo... Relações Internacionais. Eu falei ciência política e não falei RI, olha só. esquecimento, falha total. Qual o outro ali da colega que levantou a mão? O seu é qual? Ah, em relações internacionais. Mais algum curso? Economia. Só tem uma pessoa de economia? Ciências contábeis. Ciências contábeis, está na área. Medicina, quem é que é de medicina? Medicina, seja bem-vindo. Pena que temos tão poucos estudantes de medicina aqui nessa oportunidade. Acho que nós precisamos mais estudantes de outras áreas. Bacana, sejam bem-vindos, gente. Hoje nós vamos falar um pouquinho sobre o parlamento a sua relação com a sociedade e o impacto das leis. Eu sei que é um tema muito caro para quem está na área do direito, porque, enfim, vocês basicamente estão estudando para... serem formuladores ou julgadores das leis, da aplicação das leis. Mas eu acho que a gente pode ter pontos interessantes para quem vem de outras áreas. Até porque o parlamento, ele... é o lugar onde se decidem as políticas públicas de todas as áreas, da educação até a saúde pública, enfim, passando por tecnologia, vocês estão aí na edição que está falando de inteligência artificial, que é um tema deste ano, porque temos eleições, então acho que a gente consegue abarcar algumas dessas discussões. Yasmin, você passa para mim, por favor? Eu começo aqui com uma discussão bem clássica, lá para o pessoal da ciência política, Mas eu acho que é uma discussão que interessa para quem está falando de parlamento e para quem está querendo entender como é que funciona... o Estado brasileiro, porque me parece que uma das das curiosidades de vocês quando vêm até Brasília, além de conhecer a nossa maravilhosa capital federal, é entender como é que esta instituição aqui funciona. como as pessoas que se sentam cotidianamente aqui nas cadeiras onde vocês estão. Estamos aqui no plenário da Comissão de Constituição e Justiça. uma das mais importantes da Câmara, tudo que entra na Câmara vai passar pela análise dessa comissão. Obrigado. Como é que eles atuam? Como é que eles fazem o que eles... dizem que fazem na campanha eleitoral, porque esse ano a gente vai ter uma prestação de contas. os parlamentares que buscam a reeleição ou eleição para outros cargos vão dizer para vocês aí no Instagram, no YouTube, nas redes sociais, o que eles fizeram este ano, o que eles aprovaram, se eles foram relatores de alguma coisa, se eles... interferiram, influenciaram a aprovação de alguma legislação importante para o país, ou se se opuseram e impediram a aprovação de algo que eles consideram negativo para a sociedade brasileira. Mas... Como é que isto aqui se organiza, o poder legislativo? Então, nós temos um conceito que é o conceito de representação. Todo mundo já ouviu falar essa palavra representação política e tal. Obrigado. Vocês são muito jovens, mas se colocarem no YouTube o que foram as manifestações de 2013, as jornadas de junho, que vocês eram crianças em junho de 2013, Mas se vocês tiverem curiosidade para saber o que foi aquele movimento, tem vários políticos que estão agora no poder, que surgiram a partir daquela mobilização e que, enfim, capitalizaram e criaram comunidades políticas etc. movimentos sociais, grupos de ativismo, digital, inclusive. Mas, naquele momento, o cartaz que mais se via, e se vocês consultarem nos jornais, no material de arquivo, as imagens daquela grande manifestação que tomou as cúpulas do Congresso Nacional, você tem ali uma multidão de pessoas sobre as cúpulas, Os cartazes que a gente mais via e o grito que as pessoas diziam era "não me representa". direcionado A classe política, ao Congresso Nacional, aos partidos, ao governo. E esta é uma frase que permanece. Muitos de vocês já devem ter falado ela Em algum momento de sua vida. Nossa, isso aí que essa pessoa está falando. Olha só o que aconteceu nessa votação. Olha essa sessão desse plenário aí do Senado, da Câmara. Meu Deus, essa reunião da Assembleia Legislativa do meu Estado... O que foi isso? Não me representam. Então, nós vamos começar falando aqui o que é a representação. do que é que nós estamos falando quando a gente fala: O deputado federal representa o seu estado, seus eleitores, o vereador representa uma parte da população da sua cidade. o presidente da república representa a maioria dos eleitores do país naquele determinado momento histórico. O que nós estamos falando quando falamos da palavra representar? Nós estamos usando um conceito que pode ter, vamos dizer assim... diferentes acepções, como todo conceito em ciências sociais, são construções que vão vindo a partir de formulações teóricas de determinados autores e ao longo do tempo eles vão se transformando também, eles vão incorporando novas questões. Porque se vocês pensarem na época em que as sociedades começaram a se organizar no formato que nós temos hoje de parlamentos que são eleitos pela população, isso é um processo muito recente na história da humanidade. Isso tem aí... 300, 400 anos, no máximo. Quando o pessoal do direito adora dizer que lá em Atenas, a democracia, porque o Platão e o Aristóteles, todo o trabalho de direito começa assim. Já vou dar a dica de orientadora: não comece assim o seu trabalho. Porque, assim, o Aristóteles, o Platão, são caras importantes? São, né? Berço da civilização ocidental, tarará, tarará. Porém, eles estão falando de uma democracia, e aí todo mundo vem com um conceito, né? Demo, do povo, cracia, etc. Muito diferente do que nós estamos vivenciando como democracia nas nossas sociedades contemporâneas, porque a gente está falando de uma sociedade... lá na Grécia, em que só participavam das decisões... um terço ou menos, bem menos, um quarto da sociedade. Os outros três quartos estavam eliminados, eles não participavam das decisões. Então, você vai dizer assim, ao povo grego. O povo grego era basicamente os homens proprietários. Mulheres não eram povo. Não tinham vez, não tinham voz, não votavam, não participavam das decisões, não entravam na ágora. Escravos, que era mais da metade da população, Eram escravos, não tinham. Não eram cidadãos. Não eram patrícios, tem esse termo aí do grego. Então, do que é que eles estão falando lá na Grécia? Vejam... Nós temos aí 2.500 anos de diferença. Nós não estamos mais falando da mesma coisa. Ainda que muita gente... esteja dizendo por aí, em lugares estranhos e não civilizados, que as mulheres deveriam perder o direito ao voto. E aí Que deu, né? A mulher já votou por muito tempo. Não tem nenhum século que a gente vota no Brasil, né? em 1932. Então, assim... Ou então que pessoas negras não deveriam votar, ou imigrantes não deveriam se manifestar, etc, etc, etc. Esse discurso continua permeando, não acabou. Mas, vamos dizer assim, a maioria já fez um acordo de que? Cidadão são todas as pessoas acima de determinadas idades, né? que vivem naquela sociedade. habitantes ou nativos ou naturalizados daquele específico território. Então, quando nós estamos falando de representação política, nós estamos falando de alguém que vai ser escolhido, por alguma forma, para se pronunciar em nome daquela comunidade política. E aí a gente poderia pensar uma coisa que os gregos faziam lá, eles faziam sorteio. Cada ano sorteavam quem seriam os administradores. Tem gente falando nisso aí de novo, né? Tem um pessoal que defende que deveria ser sorteio, porque isso permitiria que todos os cidadãos se preparassem em alguma medida, participassem em alguma medida. Todos não, mas pelo menos todos teriam a chance de participar. O que efetivamente não ocorre nas eleições. Obrigado. Mas vejam, essas discussões, elas permeiam a teoria, mas elas vão ancorar na prática. Vocês estão lendo isso aí nas redes sociais... Todo o tempo. Quando alguém diz: "Ah, eu sou deputada, eu sou parlamentar, vote para mim, porque você quer uma representação assim lá na Câmara". Na última eleição, por exemplo, nós tivemos um movimento forte de mulheres negras. Nós tivemos um aumento expressivo no número de deputadas federais, estou falando aqui especificamente da Câmara, né? pretas e pardas, né? Por quê? Porque houve aí uma discussão de que A Câmara, conforme a gente vê ela hoje, ela não representa a totalidade da sociedade brasileira. Por quê? Porque você tem 28% de mulheres negras na sociedade brasileira e você tem... 2 e pouco por cento, 3 por cento de parlamentares mulheres negras na Câmara dos Deputados. Então, tem um descompasso. A sociedade tem 52% de negros, 52% de mulheres. E a maioria dentro da casa são homens brancos. Estranho, né? Alguma coisa estranha, porque se fosse assim, todo mundo tem a mesma chance... Você imagina que um ano teria um pouquinho mais, outro ano teria um pouquinho menos, mas... as coisas meio que se equivaleriam, né? Teria mais ou menos aí 40% de um, 60% de outro. Não é isso que acontece. no Brasil. E na maioria dos países, né? A menos naqueles que têm cotas, por exemplo, para diferentes etnias ou para mulheres e tal. Quando a gente está falando do conceito de representação como um espelho, é disso que nós estamos falando. Obrigado. do parlamento ter aproximadamente, ou o mais próximo possível, dos segmentos sociais que formam a sociedade, em termos de idade, ocupações profissionais, classe social, gênero, Cor. Etnia, então nós teríamos que ter 1%, pelo menos, de indígenas no nosso parlamento. né? que nós temos aí, por aí, 1,5% de indígenas, mas você vai ter estados, por exemplo, que você tem metade do estado formado por população indígena. E você não tem, você tem... quatro parlamentares indígenas. Quer dizer, Uma saiu, agora você tem três parlamentares indígenas, três mulheres indígenas, na Câmara dos Deputados. E a primeira vez que aconteceu de ter um parlamentar indígena foi lá na Constituinte, E depois, somente em 2018, com a eleição de... Joênia é uma pichana. Então, é muito... Menos do que deveria se nós estivermos reivindicando um conceito de representação como o espelho da sociedade. E aí nós teríamos que ter mais da metade do corpo de integrantes da Câmara dos Deputados, mulheres. Yasmin, volta para mim o primeiro slide, por favor. Esta é toda a bancada feminina. Ou seja, são todas as mulheres... desta legislatura na Câmara dos Deputados. Vocês podem contar. Tem umas 90 ali. 89, 92 varia, uma entra, outra sai. Quantos são os deputados federais? Aí, questão de prova. 513. Está equilibrado? Temos uma representação espelho? bem desequilibrado, não à toa o Brasil está na centésima, trigésima, Terceira posição em número de parlamentares mulheres no mundo. São 196 nações. A gente está atrás da Arábia Saudita. do Afeganistão, de todos os países da América Latina, e da América do Norte. Estamos numa situação assim, incrível, né? Pode passar, Yasmin. Obrigada. Oi, Vilesia. Tudo bem? Então, gente... Essa é uma. das possibilidades da representação. Pensá-la como um espelho que reproduz as características sociológicas, as interseccionalidades da comunidade. Então, se eu estou em uma comunidade, se eu sou, por exemplo, vereador de um pequeno município, tem lá no meu município. 50% dos habitantes são produtores rurais, nós vamos ter que ter metade dos vereadores como produtores rurais, porque aquele município tem... esse viés sociológico desta ocupação. Beleza? Fica entendido? Ok. Numa visão da representação como delegação, que é uma outra possibilidade... que muitas vezes se combina com a visão dela ser um espelho. Então, se ela é um espelho, eu tenho mais ou menos a mesma representação dentro do parlamento que eu tenho na sociedade em geral. E aí esses parlamentares são o quê? Delegados dos seus eleitores. Obrigado. É um tipo de representação muito comum em sindicatos, por exemplo. Sei que é um negócio meio fora de moda, vocês não são sindicalizados ainda, mas... É uma instituição importante para o desenvolvimento das representações no século XX. Nos sindicatos, o delegado só pode votar de acordo com o que... A Assembleia decidiu. Ele não pode decidir da cabeça dele. Chega lá e sou contra a distribuição igualitária dos royalties. Se a Assembleia votou... que a posição da Assembleia é ser a favor... Mesmo que você seja pessoalmente contra, você vai ter que ir lá votar de acordo com o que a Assembleia decidiu. E... Esse discurso é um discurso que permeia a nossa reflexão sobre a representação hoje. Porque tem um grande questionamento dos parlamentares quando eles, por exemplo, votam... na Câmara, de uma forma diferente da que eles tinham antecipado lá na campanha. Então, o cara tinha dito: "Votarei sempre a favor de mais verbas para a educação". Suponhamos que seja uma professora. Aí chega a votação lá do PNAD e ela... Obrigado. do plano lá de educação, do PNE não, pois é, mas é que o partido, a posição do partido é só para 40%, mas e os teus eleitores, que são todos professores, queriam 90%, pois é, mas a bancada do Estado, no nosso Estado, o governador está com esse problema, eu sou aliada do governador, então não posso ir contra a bancada do governador, percebem? Outros fatores vão... interferindo nessa decisão, E aí os parlamentares são cobrados. Né? fortemente, espera-se, agora na campanha eleitoral. Mas você falou que ia lutar pela segurança pública, e aí reduziu totalmente a verba do Ministério da Justiça tirou, era no combate à violência contra as mulheres, e aí acabou com o Ministério das Mulheres, tirou a verba do Ministério, como é que é? É a favor ou é contra? Vejam, essas contradições vão aparecendo nas ações. E aí Agora, se nós pensarmos na representação, já te dou a palavra, colega, Já vi, mas... Só deixa eu concluir aqui. Se nós pensarmos na representação como confiança, que é esse outro ponto aqui... Obrigado. Eu estou pensando em um outro esquema, porque aí... Por exemplo, eu tenho lá o meu distrito... que é formado Esse caso dessa cidade pequena, 50% são produtores rurais. E aí a gente elege um deputado federal que é um produtor rural. Ora, se eu tenho produtores rurais no meu município, elegi um produtor rural que tenha ali uma liderança entre aquele grupo. Eu não vou imaginar que esse cara vai votar contra os interesses da gente que elegeu ele. Certo? Então, quando eu tenho uma... semelhança muito grande entre... o representante e o grupo de representados que o escolheu, Eu posso, às vezes, dizer, não, você vai lá e vote com a sua consciência, porque nós sabemos que você é igual a gente. que você defende as mesmas coisas que nós. Então, você é professora como eu, você tem ali uma atividade... Já mostrou ao longo de, sei lá, quantos anos, foi líder sindical, foi deputada estadual, foi vereadora. Então, você vai ser deputada federal, a gente confia em você, para que você vá lá e vote... De acordo com a sua consciência, com o que a discussão ali demandar, mas você vai nos representar mesmo assim. Mesmo que, eventualmente, em algum voto seu, eu pessoalmente discorde. Então, eu sou mulher trans, voto na Erika Hilton. Posso discordar das posições da Erika Hilton, mas ela, como mulher trans, me representa naquilo que é essencial, porque ela é parecida. comigo, percebem? parecência. Ou então, eu sou um produtor rural branco do interior do Rio Grande do Sul, voto em alguém que tem esse perfil porque sei que o cara vai defender os interesses econômicos que me Interessam. Mesmo que eu discorde dele, por exemplo, na questão do aborto. Sei lá. Percebem? Então, esta confiança, vamos dizer assim, uma certa autonomia do representante, ela é esperada em regimes parlamentares como o nosso. que são o quê? São eleições. Então, a gente não tem um sorteio, porque se tivéssemos um sorteio, teria que ser alguém muito... a comunidade teria que ser muito... homogênea, para que qualquer um que fosse sorteado continuasse representando os interesses da comunidade. Então, sei lá, vamos dizer assim, os professores vão eleger entre eles, e daí só os professores votam, depois só os advogados, depois só os... estudantes de ciências sociais, etc., Nós não temos esse esquema, nós temos uma eleição, nós podemos escolher, e mais ainda no nosso sistema eleitoral, lista aberta, ou seja, a gente não vota na lista que o partido nos entrega. A gente olha nome por nome, pensando, não, eu sou de direita, então eu vou votar em alguém do PL. Porque o partido que eu gosto é o PL, eu concordo com a maioria das posições, mas eu não preciso seguir a ordem que o PL gostaria. O PL gostaria que o presidente viesse em primeiro lugar, não. Eu voto em qualquer um daquela... Chapa. mesmo que tenha só três votos, sei lá, o meu dele e da mãe dele. Eu posso fazer isso. Então, a nossa lista aberta, ela dá... um maior poder para os eleitores frente os partidos, vamos dizer assim. Em outros sistemas, não. O partido vai te dizer: "A minha lista é essa, o primeiro é esse, o primeiro é esse". Então, se forem eleitos 10 são esses, se forem 15 são esses. Ele te diz quem são. Obrigado. Ah, que ótimo! Tá bom. Chegou um recado aqui que nós vamos ter que acabar mais cedo. Obrigado. E um último ponto, Só que é claro, estou falando de autonomia do representante, mas ele vai prestar contas. para os seus representados. Se ele resolveu votar da cabeça dele, Mas no meio do mandato. ele se elege apoiando... Vou dar um exemplo real. O ex-presidente Bolsonaro, no meio do mandato, rompe com a bancada de apoio do governo e vira opositora, que é o caso da Joyce Halseman, Não é reeleito. Ela descumpriu. o acordo mínimo ali com os eleitores dela. E a votação dela é transferida quase que integralmente para Carla Zambelli. a gente percebe o movimento assim Quase integralmente, quase um milhão de votos. Não estou falando de pouco voto, estou falando de um milhão de votos. Então, vejam, tem limites nesta relação de confiança, mas ela existe. Não, não, não, volta, volta, volta. Não fui para lá ainda. E um último ponto... é o que se chama na literatura de advocacy, que é um tipo de representação que não necessariamente está dentro dos parlamentos, ela está também nos parlamentos, mas em outros lugares. Obrigado. Por exemplo... quando eu me junto a uma manifestação do Greenpeace. O Greenpeace representa quem? os ambientalistas, os ecologistas, mas ele defende pautas que têm a ver com as pautas defendidas pelo movimento indígena no Brasil, ele defende pautas que têm a ver com... O movimento estudantil também defende, eles não foram eleitos por ninguém para representar os ambientalistas. Mas, porque eles defendem assuntos que têm a ver, e aí a gente pensaria, né, uma série de movimentos que existem, movimentos que são feministas, se a gente pode pensar... Em igrejas, ainda que seja um ponto polêmico, porque o nosso Estado é laico, mas igrejas também fazem isso, defendem posições, visões de mundo específicas, e aí as pessoas... sentem, se sentem representadas, com diferencial que nos pastores ou nos padres agora elas votam. Mas, enfim, então vejam, são diferentes possibilidades que o representante tem para atuar e nós representados temos para escolher quem vai nos representar. A colega, depois a colega que está na frente. A colega da ciência política, que eu não sei o nome ainda. Por favor, se apresente. Oi, isso.

0:0025:41
05 de mai, 10:26
#16
Participante Alexia Silva
Alexia Silva

Participante

Transcrição por IA

Era um ponto que eu sempre penso quando a gente fala sobre representação e sendo nosso sistema, os partidos sendo a base, sobre o quanto que causa uma decepção às vezes no eleitor quando o seu deputado e seu parlamentar não vota por algo que é positivo para sua base. E aí me traz muito ao ponto da disciplina partidária e como o deputado... Tem que CD e aí a gente tem todo um sistema que... favorece isso e que é necessário, mas eu acho que o que causa essa frustração ao eleitor, primeiro, que é uma individualização das suas pautas na campanha, para uma questão de interesse, de construção de base... mas que ele, quando entra no Parlamento, ser eleito. É obrigado e necessário que se ceda a uma certa... pressão e uma disciplina Então, sempre me remonta isso. E esse conhecimento de processo, que eu acho que o eleitor Entendendo a disciplina partidária, talvez... ele conseguisse escolher de uma forma um pouco mais é a... A conhecimento mesmo, a não... atravar talvez um pouco essa frustração que pode causar, apesar de assim, um partido mesmo que tenha um regimento, vamos dizer, é claro que vão ter membros que vão se opor a certos pontos, isso é a pluralidade. Mas, enfim, aí sempre me lembro esse ponto. Eu vou comentar depois do comentário da próxima colega. Se apresenta, meu bem, por favor. Bom dia. Me chamo

0:001:26
05 de mai, 10:51
#17
Participante Karla Lorrainy
Karla Lorrainy

Participante

Transcrição por IA

Sou do Mato Grosso Na mesma linha do advocacy, eu pensei, retomando as aulas, do EOD o conceito de lobby. Então, eu acho que Ele está totalmente incluso na advocacy, que é a capacidade... até pode se falar assim, está trazendo para a minha área de relações internacionais a capacidade de barganha, de você manifestar, levar uma pauta e influenciar aquelas pessoas através de uma narrativa. Isso é muito importante para você conhecer, identificar atores, e justamente intensificar o seu conhecimento daquela pauta para ter seu posicionamento político. Eu vou comentar e depois passo a palavra para ti.

0:000:45
05 de mai, 10:53
#18
Secretária da Mulher Cristiane Brum Bernardes
Cristiane Brum Bernardes

Secretária da Mulher

Transcrição por IA

Pode passar para o próximo slide? A gente vai entrar nisso com mais detalhe, quando a gente definir os tipos de democracia, as possibilidades que nós temos, tendo em vista essas diferentes formas de representação. Só queria trazer um ponto que eu acho bem relevante das duas falas, tanto de Alexia quanto Caroline, que o lobby, gente, apesar do nome ter uma conotação ambígua no Brasil, é uma atividade regulamentada em vários lugares, e a gente... está fazendo lobby o tempo inteiro né a gente enquanto coletivos né e aí isso me traz que o O que é o lobby? Defender interesses específicos de segmentos específicos da sociedade. Então, quando eu estou falando de lobby, eu não estou falando do interesse geral, nacional, do povo brasileiro, essa abstração imensa, porque o povo brasileiro são 210 milhões de pessoas absolutamente diferentes. A gente tem o maior índice de Gini, para os economistas que adoram falar do índice de Gini, que é o quê? diferença econômica entre segmentos populacionais. Então, aqui no Brasil é o maior, ou seja, nós temos a maior desigualdade econômica do mundo. Acho que tinha uma época que estava atrás de... estava na frente de Serra Leoa. Enfim. Só tinha mais desigualdade em Serra Leoa, mas depois voltou a ser o primeiro. É muito louco a gente pensar em falar no interesse do povo brasileiro, no singular pensando o tamanho da nossa desigualdade, que não é só econômica, ela é social, cultural, ela é, enfim, de vários fatores, racial, etc., etc. étnica, etc. Então, vejam... E aí eu acho que complica, porque muito desta abstração do conceito de representação que nós trazemos, ele está ancorado numa visão de que eu... indivíduo e uma pessoa, Cristiane, servidora pública, federal, professora, jornalista, mulher, heteroafetiva... Tenho determinado interesse. Então, eu quero alguém que me represente e lute pela educação, que tenha liberdade de imprensa, que tenha disseminação de informação, eu quero a regulação das plataformas, etc. Mas a representação não se faz indivíduo para indivíduo. Não é o meu voto solitário que elege parlamentar. É o quê? É o voto de uma comunidade. Então, essa frustração que a Alexia traz, ela está ancorada numa visão de que o representante, ele tem que concordar comigo, indivíduo, cidadão, cidadã, em tudo. O que é impossível. É. teórica e pragmaticamente impossível. A gente não concorda nem com o irmão, a irmã da gente. A gente não concorda com o pai, com a mãe, quer dizer, com os primos, o pessoal da mesma família, que tem a mesma experiência de vida ali, mais ou menos a mesma classe social, etc. A gente não concorda com os nossos amigos, nossos colegas de escola que cresceram com a gente. que vem do mesmo bairro, tem a mesma cor, tem o mesmo... A gente não concorda em tudo. Então, como é que eu quero que um indivíduo representante eleito... por um milhão de pessoas, no caso de São Paulo, mas pode ser 15 mil pessoas, no caso de Roraima, concordem com tudo que eu defendo. É uma impossibilidade epistemológica. Para quem é da filosofia, do direito, não tem como. E o que acontece? A construção da representação é coletiva. Nós estamos falando de grupos que elegem. São sempre grupos. Então, não é o interesse de um indivíduo só. Bom, a menos que você seja o Elon Musk, né? Aí você tem tanto recurso que você substitui países na decisão, né? Mas não é a decisão de um indivíduo. É a decisão de um grupo. E o grupo vai ter essas ambiguidades em algum momento. Obrigado. E aí nós temos, a partir dessas visões, diferentes tipos de democracia. Você pode ter o que os autores vão chamar de democracia representativa, modelo liberal, definido nos moldes como a gente conhece hoje aí nos séculos 18, 19, se a gente pensar, né, Revolução Francesa, se a gente pensar Revolução não é meio uma revolução, uma guerra civil norte-americana, mas... processos de independência na América, nas Américas, em relação às colônias europeias, se você pensar em processos de descolonização na África, então, ao longo dos séculos... 17, 18, 19, nós vamos chegar a um modelo que se expande no século XX. que fica, vamos dizer assim, conhecido, em alguns momentos do século XX, ele vira hegemônico, ou seja, maior parte das sociedades, dos países adotam esse modelo, que é o quê? Vamos ter alguma forma de eleição daqueles que vão governar ou representar as pessoas no parlamento. que vão tomar as decisões. E aí tem muito no nosso modelo do que foi definido pelos, vamos dizer assim, pelos... o termo que eles gostam de usar, depois nós é que estamos em busca de pai, são os pais fundadores estadunidenses, que o pessoal do direito estuda, o pessoal da ciência política estuda, Abraham Lincoln, George Washington, Madison, Alexander Hamilton, etc. Mas tem também muito do que a Revolução Francesa traz. Tem também muito do direito italiano, que aí já tem uma origem mais antiga, lá em Roma. Então, assim, a gente foi fazendo uma mistura... para chegarmos nesse sistema que é eleger quem vai nos apresentar. E a ideia por trás da eleição, ah, professora, mas por que uma eleição, não um sorteio? Porque no sorteio pode ir qualquer um. Na eleição, não. Na eleição... irão os melhores. "Pô, eu tô tendo a oportunidade de eleger, eu vou eleger alguém que eu acho que é pior do que eu pra fazer aquilo ali?" Não, né? Até porque pior que está, não fica. Então, sempre pode ficar. Mas, voltando, sem nos dispersarmos. Vejam, o princípio por trás da eleição é que nós escolheremos os mais capacitados. os mais preparados para nos representarem, aqueles que nós achamos que têm mais condições de... realizar essas tarefas, que nós não temos... Condição... Primeiro, porque não temos tempo de ficar indo em todas as reuniões, assistindo todas as sessões, debates e mandando a nossa contribuição. a maioria das pessoas não vai nem na reunião do próprio condomínio. Quanto mais assistir os debates e mandar comentários no YouTube, nas sessões do plenário do Senado, da Câmara, da Assembleia Legislativa, da Câmara de Vereadores da sua cidade, quer dizer, só aí você já tem quatro parlamentos para você opinar. Não teria como, né? Então, a gente elege alguém que Vai fazer só isso. Vai ser um político profissional. um representante profissional. Mas eu poderia pensar num esquema em que todos os cidadãos dessem sua opinião em todas as questões. Nossa, por que não faz a democracia direta? Por que não vota pelo YouTube, pelo Instagram? Faz uma enquete. Inclusive nós tivemos já casos de parlamentares que iniciaram seus mandatos assim, né? Não sei se vocês conhecem o senador Cajuru, os primeiros seis meses do mandato passado dele foram assim, ele botava todas as votações que ia ter, ele colocava no Facebook. Na época era Facebook, né? Um negócio antigo, vocês nem sabem o que é, mas é uma rede social que existia e saibam que existe. Ele colocava lá, voto sim ou voto contra? Só que isso começou a criar uma série de problemas para ele, porque aí o partido diz assim, não, mas para isso, você não pode votar contra isso aqui. Você é desse partido, nossa posição é essa. Ah, mas meus seguidores, que nem são os eleitores, são seguidores, né? Disseram que eu não posso votar. Obrigado. O problema é seu, mas se você votar, você é expulso do partido. E aí, isso durou seis meses, esse experimento, e ele tirou as enquetes do Facebook, porque viu que era mais complexo do que simplesmente colocar as enquetes no Facebook. Mas seria uma possibilidade, com ajustes, de democracia direta. Pensem lá na delegação, a Assembleia dizendo, ó, você vai votar sim, então eu consulto. Claro que em situações bem específicas, os parlamentares fazem isso, né? Meio que jogam para a opinião pública para sentir se os eleitores deles estão... a fim ou não daquilo. E aí as redes sociais são um grande termômetro. Então vamos jogar aqui escala 6 por 1, quem é a favor aqui. Aí vai lá, a Atlas faz pesquisa, 75% da população brasileira é a favor de acabar com a escala 6 por 1. Vamos acabar com a escala 6x1? Não sabemos, mas... O colega lá de trás, que eu entrei por outra via, não sei nem se a tua pergunta tinha a ver com isso. Bom dia, me chamo Ninan, sou de Segipte.

0:009:46
05 de mai, 10:53
#19
Participante Ninã
Ninã

Participante

Transcrição por IA

. And in fact, just to contribute a little bit to talk about the colleague of the political science, I believe it has a lot to do with with the issue of the descrença and even crises of identity that some parties, or the majority, enfrent. I'm going to prove this from my point of view. is that with the end of the co-signments, and the institution the possibility of the federation There was a expectation of solving a little bit of this fisiologism. And then the result for many parties was Traumatic. because are part of the state of the army and even the programmatic cartels are similar, but that at the end it doesn't work well. one of the changes to the other, and the other candidates have to choose a different way. including the party that I'm part of the face that faced a lot of difficulties in this sense. Even because the director thought of a way, the federal bank I think it's a very important exercise, it's a challenge to strengthen the democracy to make society understand the importance of the parties. in this process. because there's a tendency to be more fisiological And I often say that There is a movement so that the parties can decrease the number of parties in Brazil, and future population will feel the lack in the political parties. many will try to be candidates, but eventually they will not be able to, It will be very much reduced, it will be complicated in the next one. Thank you. - Sorry, what's your name? Ninan. Ninan. So, thank you for your contribution.

0:001:46
05 de mai, 11:03
#20
Secretária da Mulher Cristiane Brum Bernardes
Cristiane Brum Bernardes

Secretária da Mulher

Transcrição por IA

Acho que é um ponto importante que você traz, a questão dos partidos, porque os partidos, né, gente, são uma... Aí alguém vai dizer assim, nossa, mas para que partido? Tem esse papo também, né? Para que partido? Vamos acabar com esses partidos, esses partidos não significam nada, é só um bando de blá blá blá blá blá blá blá blá. veja Se a gente quisesse se eleger individualmente, né? Obrigado. Que tipo de recursos nós teríamos que ter para conseguir nos elegermos a qualquer coisa, sozinhos, assim, por nossa... livre espontânea vontade. Qual é o primeiro recurso que precisaríamos ter? Dinheiro. Então, aí você já eliminou. Quer dizer, o Elon Musk pode se candidatar? Pode. Ele pode fazer o que ele quiser, né? Ele está construindo um foguete para ir para Marte. É ilimitado. Mas nós aqui, nós, quem de nós teria recurso para bancar uma eleição que fosse de vereador nos municípios de onde a gente vem, onde a gente nasceu? E uma coisa. Quem financiaria? Ah, quero sair candidata. Não funciona assim. Por quê? Porque a candidatura, porque a representação não são questões individuais. elas são construções coletivas, você tem que ter apoio. Você tem que ter voto. Você pode até se candidatar, pagar uma campanha, mas você vai ter voto Basta entrar no horário eleitoral gratuito e fazer santinho, ou pagar lá. Agora a gente paga para entrar no WhatsApp. É só de uma época antiga, de uma época que tinha santinho em papel. Eu sou do século passado, me desculpe. Mas, assim, basta pagar para o Instagram lá e... Para o Facebook, ainda existe, os pais de vocês estão no Facebook, sorry. para promover a minha candidatura? Eu vou me eleger? Então, percebam. Os partidos existem por uma necessidade. de organização coletiva. E depois tem uma outra coisa, assim... Obrigado. Quem de nós aqui já parou para pensar sobre o Código de Processo Civil? Obrigado. Levanta a mão quem já parou para pensar, quem já analisou, estudou. Um, dois, três, quatro. Cinco. Numa turma... da elite brasileira universitária... Desculpa se não tinham dito isso para vocês. Vocês são a elite do Brasil. Vocês estão naquele segmento pequeno que chega ao ensino superior, mas ainda que chega ao ensino superior em um curso de direito, e que vão se formar, serão operadores do direito, 4! Metade da turma aqui está no direito. Se nem estudante de direito não parou para pensar no código comercial, sou eu que vou saber o que importa no código comercial. Que mudança que o código comercial pode trazer para a minha vida? Percebem? Tem questões que são ultra específicas. A gente nunca parou pra pensar nelas. "Ah, todo mundo aqui tem uma posição, uma opinião sobre aborto. Isso eu estou certa, é uma questão que atravessa, né? Sobre casamento homoafetivo, talvez." todo mundo, todos nós aqui tenhamos uma opinião. Mas e garimpo nas terras indígenas? Hum? E direitos reprodutivos e educação sexual nas escolas. São questões que têm tecnicalidades para as quais nós não... Às vezes, a gente não parou para pensar naquilo. Por quê? Porque eu não sou professora, eu não trabalho com crianças. Então, eu nunca parei para pensar por que tem que ter educação sexual nas escolas. Não, isso aí é ideologia de gênero. Mas se você vai falar com as professoras de ensino fundamental, de ensino médio... que estão nas escolas públicas, lá na ponta, elas vão dizer: "Poxa, mas precisa". A gente encaminha um monte de caso de abuso sexual quando a gente dá essa aula, quando a gente explica para eles, dá aquela musiquinha: "não toca aqui, não toca ali, só o papai". Entendeu? É preciso. E aí, é para isso que a gente elege alguém que tenha mais condição de se debruçar sobre esses assuntos. E se eu tiver uma ideia de democracia deliberativa... Eu vou pensar nesse espaço aqui que isso aqui é um espaço de comissão, E a comissão parlamentar, ela... presta, ela serve, ela existe especificamente para isso, para agregar pessoas parlamentares que têm interesses em determinados assuntos, então, quem é professora geralmente vai lá para a comissão de educação. Quem é ex-reitor e tal, quem é produtor rural, vai para a Comissão de Agricultura. Os indígenas agora vão lá para a Comissão de Minorias, mas também vão para a Comissão de Agricultura, porque tem a ver com como é que as reservas vão se montar economicamente, a exploração das terras e tal. Então, vejam... As comissões vão agrupando... especialistas, que têm mais condição de discutir essas questões. Então, na Constituição e Justiça, vai ter um monte de... advogado, juiz, etc., constitucionalistas, que vão analisar, de comércio e... Comércio exterior, vai ter o pessoal lá que pensa relações internacionais e relações econômicas, vai ter o pessoal de economia, mas vai ter o pessoal que estuda lá o código comercial também, para ver como é... Percebem? Essas pessoas, em conjunto, debatendo, elas podem chegar numa decisão que é muito melhor do que aquela decisão que uma delas sozinha pensaria lá a partir do seu background. Então, o conceito de democracia deliberativa, ele demanda também que o representante tenha algum... Nível de autonomia. Por quê? Porque a decisão vai se fazer na discussão da Assembleia. Então, eu estou pensando que aqui os iguais, os parlamentares que foram eleitos, que todos representam com as suas expertise, eles vão agregar. Então, vai ter uma parlamentar indígena que vai trazer a visão dos povos indígenas, vai dizer, não, mas olha só, tem essa situação lá na reserva tal, tá acontecendo isso, então o garimpo prejudica, aí vai vir um outro, pô, mas o garimpo é uma fonte de renda, como é que a gente vai fazer? Tem as terras raras, tem que explorar. vamos construir uma decisão melhor informada. Esse é o pressuposto teórico do negócio. É a razão pela qual a coisa foi montada assim. Então, a gente tem comissões técnicas. Na prática, isso acontece sempre? Isso acontece às vezes? Isso não está acontecendo? Aí são essas questões que a gente tem que perceber. Agora, se eu não entendo que esse é o funcionamento, eu acho que qualquer decisão do parlamentar contrária, por exemplo, uma mudança de opinião, é sempre uma incoerência, é sempre uma traição. Mas pode não ser. Ele pode realmente ter sido convencido pelo colega, que é especialista em código comercial, por exemplo, que o voto dele tem que ser assim. E aí ele vai explicar porque ele não sabia disso e a gente quando votou nele nem imaginava que o código comercial ia entrar em discussão. E isso aí a gente pode jogar na escala 6 por 1. Ou o fim da escala 6 por 1. Vamos começar pelo fim, dessa vez. Quais são as questões técnicas envolvidas? Então, vai lá os economistas e tal, aí tem os economistas... Da Unicamp, aí tem os economistas da USP, aí tem... Estou brincando, mas é porque tem essa divisão. Diga... Tinha mais alguém aqui que queria falar? Não. Você que tinha levantado a mão, né? Então, peraí, o nosso amigo economista levantou antes de ti, mas ele vai se apresentar.

0:007:42
05 de mai, 11:05
#21
Participante Lucas
Lucas

Participante

Transcrição por IA

Bom dia, me chamou Lucas, sou aqui de Brasília. Só fazendo uma contribuição sobre a democracia direta, a senhora comentou sobre o senador que fazia as votações. nas eleições desse ano da Colômbia, teve uma proposta de uma inteligência artificial ser candidata. não seria a inteligência artificial que seria a representante, teria um representante humano dentro do parlamento, mas as decisões seriam todas tomadas de forma colaborativa. Então, a base de dados da IA seria meio que montada pela população e elas participariam de todas as decisões. Então, é uma forma de democracia direta com a nova tecnologia. A minha única questão é

0:000:37
05 de mai, 11:13
#22
Secretária da Mulher Cristiane Brum Bernardes
Cristiane Brum Bernardes

Secretária da Mulher

Transcrição por IA

Construiu essa IA. É uma das que já existem? Aí é complicado, né? Porque elas já foram construídas a partir de um certo parâmetro, né? Obrigado. Enfim, para não dizer nada, elas alucinam. Ontem ainda eu pedi uma foto do plenário Ulisses Guimarães, para a apresentação. Eu devia ter trazido, eu eliminei. A foto era incrível, ele inventou um plenário, Ulisses Guimarães. Eu disse, gente, mas tem foto do plenário Ulisses Guimarães para tudo que é lado. Como é que ela chegou nessa imagem? Eu fiquei pensando, como é que monta, de onde ele puxa, o que ele mistura para chegar num plenário Ulisses Guimarães que era razoavelmente parecido, mas não era o plenário Ulisses Guimarães, entendeu? Agora, um estrangeiro teria colocado. Não saberia bem a diferença. Interessante isso. Você. Obrigado. Obrigado. Só para contribuir, meu nome é Jander.

0:001:01
05 de mai, 11:13
#23
Participante Jander Terena
Jander Terena

Participante

Transcrição por IA

Eu sou Terena, eu sou lá do Mato Grosso do Sul. E aí quando você falou da representatividade, ao longo de... basicamente quatro anos, dentro do Estado, o que a gente tem feito? Tem se colocado, os candidatos que se colocaram à disposição... A gente tem um projeto de aldeia era política. Então, a partir desse movimento, movimento indígena, a gente consegue... tirar os melhores dentro de cada território, para conseguir fazer essa disputa e essa representatividade. Então, assim, começa dessa visão de pluralidade mesmo dentro dos territórios indígenas, porque quando... se cria o Ministério dos Povos Indígenas, é nessa percepção... Quem... e a aldear esse espaço, e como será feita essa representatividade dentro do Ministério dos Povos Indígenas. Então, a gente tem feito essas articulações dentro de cada território, para conseguir trazer para o Senado as pautas indígenas, e principalmente essa pluralidade de um Brasil que é um Brasil indígena. Então, começando dentro dos territórios, dentro dos nossos tecorrás, que são tão importantes que, a partir disso, dessa vivência, que a gente fala, o tecoporã, é como se viver bem dentro dos territórios. E aí a discussão dessa representatividade e desse bem viver dentro... até mesmo dos territórios e dentro da Câmara, dentro dessas questões de representatividades indígenas. É só isso. Muito interessante.

0:001:45
05 de mai, 11:14
#24
Secretária da Mulher Cristiane Brum Bernardes
Cristiane Brum Bernardes

Secretária da Mulher

Transcrição por IA

Jander, a tua fala bacana, a tua experiência, porque eu acho que tem isso, né gente? As comunidades minoritárias, minoritárias politicamente, que eu quero dizer, aqueles segmentos populacionais que são historicamente, têm sido historicamente excluídos, da representação institucional, ou seja, que tem mais dificuldade de se candidatar, a cargos que têm mais dificuldade de acessar os espaços de poder, né? seja na universidade, seja os parlamentos, como os indígenas, como as mulheres, como a comunidade brasileira, LGBTQIA+, enfim... Todas as comunidades minoritárias que sofrem algum tipo de opressão, elas têm uma noção muito mais clara de comunidade. Poderia pensar, né? nos quilombolas, por exemplo, que vivem em comunidade, por quê? Porque foram perseguidos, quer dizer, não tinha como o cara, sendo um escravo fugido ou uma pessoa preta, recém-liberta, viver sozinho. E ainda hoje as comunidades quilombolas, as comunidades indígenas mostram essa força do coletivo, que é um negócio que a nossa organização social contemporânea, ela... ela bagunça, ela tira a força desses coletivos. Então, você tem aí um enfraquecimento dos movimentos sociais, de alguma forma, quer dizer, movimento estudantil. que já foi muito mais, né? Quer dizer, todo mundo queria entrar no DA, quando eu entrei na universidade. A gente queria ir para o DA, a gente queria entrar no DCE, a gente queria fazer parte, se candidatar. Hoje, eu não sei quantos dos estudantes que trabalham, que têm... e eu trabalhava nessa época, mas, enfim, era meio louca. Mas... As pessoas gostavam de participar, as pessoas queriam se filiar a partidos, etc. Queriam estar sindicalizadas, achavam importante associações profissionais e tal... Hoje você vê um esvaziamento dessas esferas coletivas. Então, para a construção dos interesses coletivos, porque os interesses não são individuais, eles estão permeados pela nossa sociabilidade. Então, assim, eu preciso de mais um salário, de um salário melhor. Isso não acontece na nossa cabeça, assim, do dia para a noite, não é assim. Obrigado. Quer dizer, se você passou por necessidades econômicas ao longo da sua vida, isso é uma vivência que te leva a determinadas... posições ideológicas também. E o enfraquecimento dessas organizações comuns, dessa construção comum de objetivos para a comunidade, não... para mim, indivíduo deste lugar específico, ou às vezes um indivíduo desenraizado, né? um indivíduo que paira, que poderia morar em qualquer lugar, que tem os interesses dispersos, não estão mais conectados ao... a região geográfica, Complica demais a discussão. E aí a gente não pode pensar, não pode, porque todo o avanço que nós tivemos no século XVII, XVIII, XIX com o liberalismo, que foi um avanço, tremendo, né? Se a gente pensar em termos de liberdades individuais, direitos civis, quer dizer, o Estado não pode mais chegar e matar seus cidadãos. Isso é do liberalismo, isso está na nossa Constituição. Mas o Estado mata um monte de cidadãos o tempo inteiro nas nossas comunidades periféricas. todos os estados deste país. É um desvio. É uma disfunção, isso não poderia acontecer. Mas veja, isso são avanços que o liberalismo, enquanto movimento intelectual, enquanto movimento político, nos trouxe. Obrigado. Mas aí você vai ter que Falar do que é o neoliberalismo, de como essa atomização, essa individualidade levada ao extremo, ela acaba enfraquecendo os laços sociais e a construção de objetivos e demandas, interesses comuns. É interessante porque você vai ter menos... organizações da sociedade, do que nós costumamos chamar sociedade civil, e mais organizações econômicas atuando. Você vai ter mais lobby, menos advocacy. Porque as pessoas vão se organizar coletivamente somente quando for um... quando elas forem obrigadas pelo mercado, vamos dizer assim. Então, eu quero a regulamentação da profissão de nutricionista, de fisioterapeuta. Aí você tem uma galera aqui. na Câmara, mas... no resto das discussões você não tem essa participação coletiva importante, relevante, muitas pessoas aqui presentes fisicamente, fazendo pressão para que os parlamentares votem alguma coisa. Isso também é um reflexo do nosso tempo, são os dilemas da nossa organização social e econômica. Segunda. E temos ainda um conceito de democracia participativa, que é uma coisa bem mais recente, do século XX. Por quê, gente? Porque a gente está falando de uma democracia, democracia contemporânea, não estou falando da dos gregos, Lembrando o texto clássico do Benjamin Constant, o Benjamin Constant francês, não o brasileiro, que tem o mesmo nome, mas também tem um texto interessante, mas não é dele que eu estou falando. Que é o seguinte, nós temos regimes que incorporaram segmentos que antes nunca tinham sido incorporados nas decisões políticas. Se a gente pensar: a própria democracia grega, na qual nós já falamos, mas se a gente pensar Todos os regimes absolutistas, todos os regimes monárquicos que nós tivemos até o século XX. 17, 18. Você só vai ter, por exemplo, o voto como direito universal, o sufrágio universal, no século XIX. E no século XX, ele demorou muito para ser implantado. No Brasil, nós só chegamos ao sufrágio universal em 1988. Não tem 40 anos que nós temos sufragem universal no nosso país. Por quê? Porque até 1988, os analfabetos não podiam votar. Até 1934... As mulheres não podiam votar. Até 1891, você tinha que ter renda. Comprovar um determinado nível de renda para votar. Então, assim. Vejam como era pouca gente para conversa. Ah, era tão bom, os discursos parlamentares eram ótimos, todo mundo se entendia. Claro, né? Todo mundo tinha o mesmo interesse, era todo mundo do mesmo clube de golfe. Por que eles iam brigar? Por que ia ter conflito? Por que que a Dac era quebra-pauro? Só dá conflito quando você tem... Heterogeneidade. Quando você tem diferentes segmentos populacionais tentando chegar... ao espaço de poder. Aí você vai ter conflito. Você vai ter quebra-pau. Por quê? Porque são interesses Não é que são apenas diferentes. O problema é que, às vezes, são interesses contrários, né? Um ganha e o outro perde. E aí vai ter briga, não tem como não ter briga. Se eu vou perder, Então, quer dizer, né? Obrigado. Obrigado. O conflito que nós percebemos hoje nos regimes contemporâneos também se deve à incorporação de parcelas que eram excluídas da democracia. Então, vejam, o conflito por si só, ele não é ruim. para a democracia. Se nós tivermos um parlamento em que todos concordam, é muito provável que nós não tenhamos uma democracia. Vamos pensar no maior parlamento do mundo. Qual é o maior parlamento do mundo, que tem mais de 3 mil representantes? o parlamento chinês. 3 mil representantes de um partido. Que maravilha, todo mundo se entende, que delícia, né? Não que eles se entendam todos, né? Mas eles não brigam no parlamento, eles brigam nas assembleias do partido. né? Mas é um regime democrático? Hum, né? Um regime de partido único que você não tem opção? Não é democrático. Mas você tem... Parlamento, E você tem consenso. Então, o problema não é o conflito especificamente, o problema é o Quais são os termos que limitam o conflito? Eu posso ver os demais como adversários políticos. mas eu não posso vê-los como inimigos. E aí eu voltei lá para o Carl Schmitt. O povo do direito gostou, porque todo mundo leu o Carl Schmitt, né? Lera. Não leram? Pois. Vamos ler o Carl Schmitt. teórico do início do século XX, que depois lá os nazistas Puxaram ele, a teorização dele, que era o quê? Basicamente, ele tá falando: "Ah, política é um negócio que tem amigo e inimigo". Ele está defendendo isso. A gente está falando, a gente está relendo ele para dizer que se eu tratar o outro como inimigo, aí eu tenho mais recentemente Chantal Mulf, outros teóricos da democracia, Nancy Fraser e tal, se eu ver o cara como inimigo, eu posso pensar que ele tem que ser aniquilado. Inimigo não tem direito de existir. Percebem? Então, eu não posso, na política, falar em inimigos, eu posso falar em adversários, dos quais eu ganharei as eleições. Nas regras que estão estipuladas, mas eu posso perder também. E eu não ganhei nessa, eu me preparo melhor para a próxima, vou de novo, me candidato de novo, faço caravana, volto de novo, faço propaganda. organizo lá minhas comunidades. Puxa o povo lá da Maré e vem de novo, me organiza. Esse é o jogo democrático. Tem conflito o tempo todo. Mas não tem guerra, porque a democracia é o regime... que foi criado para evitar a guerra, o conflito aberto, a guerra civil ou a guerra com outros... Territórios. Não são palavras minhas, tá? São palavras do Winston Churchill. primeiro-ministro britânico, quando eles derrotaram o Hitler, enfim. na Segunda Guerra Mundial. Então a gente ainda não inventou nada melhor. Então, vamos acabar com tudo, vamos acabar com os partidos. Tudo bem, a gente tem 35 partidos no Brasil. Era 35 até a última contagem, não sei se já tem mais algum que entrou, mas eram 35. Ou em vias disse. A gente sabe o que todos esses partidos defendem? E olha que eu sou professora de ciência política Trabalho no parlamento. Eu não sei. Eu duvido que algum cidadão brasileiro saiba. Tá, talvez a Carmen Lúcia saiba, que foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral. O que eles defendem? Qual é o estatuto? Qual é o lado dele? Quer dizer, a gente tem 35 segmentos, facções, como chamavam... facções é uma palavra complexa, mas é o termo que os pais fundadores usam, tá? O Hamilton, galera, eles estavam falando de facções. Hoje é um termo... complicado na nossa discussão, tem outro sentido, enfim, mas... segmentos, vamos falar partes do todo, partidos, um pedaço. Uma fatia da população. Nós temos 35 segmentos identificáveis que são diretamente representados pelos partidos brasileiros. Não. Porque a gente tem partido que representa mais de um segmento, tem vários segmentos ali envolvidos. E tem partidos que... É difícil perceber qual é o segmento que está sendo representado. Talvez exista, mas talvez seja muito pequeno, talvez se expressem mal, não se comuniquem bem, pode ser. Obrigado. Mas, em teoria, os partidos são um atalho cognitivo. E esse é o nosso problema. A gente não consegue usar os partidos como atalho cognitivo, ou pelo menos assim, muito poucos partidos a gente consegue usar como atalho cognitivo. As pessoas usam o PT como atalho cognitivo, que é talvez o único partido de massa, no conceito de partidos de massa e tal, lá do século XX, que a gente... já teve, assim, próximo disso. Elas usam, elas sabem mais ou menos que o PT vai ser, quem é do PT vai ser mais ou menos a favor disso e contra aquilo. mais ou menos, isso já foi mais claro, E vem se diluindo ao longo do tempo. Então, as pessoas têm alguma clareza em relação ao PSOL. Elas têm alguma clareza em relação agora ao PL. Elas sabem mais ou menos que o PL tende a ir para esse lado, o pessoal tende a ir para aquele. Então, elas meio que localizam assim, está esse de um lado, está esse do outro. Isso serve como um atalho. para o eleitor. Ah, eu estou mais para cá, eu estou mais para lá. Não, eu estou bem no meio, então não me serve nenhum desses. Mas e os outros 33? E os outros 30? Então aonde? Mais para cá ou mais para lá? no estado lá no Ceará, está mais para lá, mas se for no Rio Grande do Sul, está mais para cá. Se for lá no Sergipe, né? Do Ninan está mais para lá, mas aí chega no Mato Grosso, caiu para cá. Então, a gente ainda tem essa descentralização... das lideranças regionais. Fica muito complicado. para o eleitor usar o partido na principal função que o partido talvez servisse, que é localizar os candidatos, dizer que os candidatos desse partido estão mais ou menos... concordo aí uns 80% com eles. Então, eu vou escolher um aqui da lista que tenha mais a ver, que seja mais parecido comigo. Não consigo fazer isso nos partidos. Brasileiros. Aliás, não consigo fazer isso em vários partidos. Não é só pelo número, porque, por exemplo, nos Estados Unidos, os eleitores estão com essa mesma dificuldade. A diferença está tão pouca entre democratas e republicanos que eles não conseguem mais localizar. E isso explica por que as pessoas não confiam, por que elas falam que não representam, por que elas não vão votar. Então, nos países que não têm voto obrigatório, uma abstenção recorde, porque elas não sabem mais o que o Partido Trabalhista Britânico vai defender, não sabem se vai ter diferença do Partido Liberal, Conservador, elas não sabem se o Partido Podemos na Espanha vai defender. a democracia direta, etc., né? E aí entra no Parlamento e todos vão se organizar como... cabe dentro do parlamento, né? por meio de representantes eleitos, etc. Então, veja, será que a nossa saída é a inteligência artificial? Obrigado. Obrigado. Talvez possamos utilizar a inteligência artificial, enquanto eleitor, para tentar ler, para tentar mapear, sei lá. Agora, eu acho bem complexa essa proposta de você colocar uma inteligência artificial que ela vai... mais do que decidir, ela vai... Porque o problema não é a decisão, o problema é a... É o desenho. da proposta. Obrigado. Porque às vezes a questão não é de sim ou não. Obrigado. Você é a favor do aborto? Eu vou dizer. Não! Como assim, a favor do aborto? Acho que as pessoas têm que fazer... Usar aborto como método de concepção? Não. Nem pra mim, nem pra ninguém. Mas você é a favor da legalização do aborto? Sim. Eu acho que as pessoas não têm que ser criminalizadas por isso, se elas fizerem no momento de desespero, de necessidade. A pergunta não é formulada assim. Então, depende, a minha resposta também depende de como a pergunta é formulada. Então, você vai colocar uma inteligência artificial a desenhar a proposta? que o verbo no particípio interfere se deverá ter indiferença crucial para poderar E aí é o povo do direito que gosta. Obrigado. Eu acho bem complicado, para não mencionar o caso de que as inteligências artificiais são construídas por humanos. a partir de critérios que são definidos por esses humanos. Porque o algoritmo, ele é... ele funciona automaticamente, mas ele não é criado automaticamente. Quer dizer, a gente já tem um processo de acúmulo humano para a construção de algoritmos. E a gente sabe, reconhecimento facial, todas as os problemas que cria, enfim. A gente sabe que quando põe uma foto no algoritmo, ele branqueia todo mundo. Quem é pardo no Brasil fica... absurdamente branco, é uma coisa incrível. Pede para ele melhorar uma foto e vai imediatamente te branquear É um fato. Façam essa... Quer dizer, põe alguém negro e peça para melhorar a foto. Ele vai branquear a pessoa. Então, assim, é complicado. Acho mínima, para não dizer nada, impossível, eu digo complicado. Quem sabe daqui a alguns anos, mas hoje acho impossível. bem desfavorável para nós. Gente, eu não vou conseguir até o fim, para variar, Passa a próxima aí, só para eles terem uma noção. Olha aí, não cheguei nem no papel do legislativo, mas a gente vai ter que concluir, porque vocês vão precisar almoçar mais cedo. Mas antes de concluir, eu abro para alguém que tenha mais algum comentário. Angústia, se for leve, porque angústia pesada não resolveremos. Eu posso indicar aqui um número para você, da minha psiquiatra, porque estamos angustiados. Fala, por favor.

0:0017:37
05 de mai, 11:16
#25
Participante Ana Roberta
Ana Roberta

Participante

Transcrição por IA

Eu queria só complementar o que você falou agora sobre essa questão da IA e tal. Eu acho que a gente, antes de entrar na faculdade, assim, eu tinha uma ideia muito utópica de neutralidade. Então, que a gente conseguiria se ouvir todos, se juntar todas as informações. encontrar a melhor solução para todos. Só que Tanto a IA quanto a gente, a gente escolhe as perspectivas. para tomar uma decisão. Então, não existe uma perspectiva só para a gente tomar uma decisão. Sempre vai ter uma escolha de perspectiva para a tomada de decisão. E, como você falou, a IA também vai escolher essa perspectiva. E como que a gente confia de que ela escolheu a perspectiva mais empática, a perspectiva mais humanista? E como que a gente sabe que ela não vai escolher uma perspectiva só economista, que, enfim, não respeite... diversidade, essa questão que você falou sobre o branqueamento e tal, né? Eu vi um vídeo sobre isso esses dias e era um vídeo que começava... Não sei se vocês já viram aquela imagem que tem um casal e aí acho que a menina aponta pra outra que tá andando na frente. É uma imagem que as pessoas usam muito de meme, né? E aí ele... pediu, acho que 100 vezes, ou 200 vezes, acho que era 200 vezes, para ir a refazer. E ela vai refazendo, refazendo. Chega num ponto que ela simplesmente criou quatro estereótipos. Então tinha uma pessoa negra com, assim, características muito estereotipadas, uma pessoa asiática, eram três pessoas, viraram quatro e cada uma em um estereótipo. Um branco, um asiático, um negro e um indígena. E aí, tipo, essa tentativa de incluir todos, mas por uma perspectiva extremamente eurocêntrica, assim, que coloca essas... é estigmatizado, enfim, é muito complexo tomar essas decisões com base em tentar agradar a todos e acabar não agradando ninguém, né? Como é teu nome? Desculpa. Ai, perdão, não me apresento

0:001:50
05 de mai, 11:34
#26
Secretária da Mulher Cristiane Brum Bernardes
Cristiane Brum Bernardes

Secretária da Mulher

Transcrição por IA

Ana Roberta. Ana Roberta. Bem interessante isso, Ana, para a gente concluir. Realmente, a IA é um desafio Absurdo, né? Para a gente que estuda, para a gente que lida com política, para a gente que assessora políticos, porque... Veja só, todas as plataformas de IA que nós temos até agora, quer dizer, as utilizadas, as que nós utilizamos, com exceção talvez do Deep Seek e alguma outra oriental, sei lá, chinesa, tailandesa, mas não conheço nenhuma além do Deep Seek, talvez vocês que navegam conheçam. foram construídas desde o início por homens brancos do Norte global. São as pessoas que trabalham com tecnologia mundialmente, quer dizer, na Alemanha, na Siemens, na Microsoft, no Google... Na Meta, no chat EPT, etc. Tem poucas mulheres, a gente sabe, né? Do baixo número de mulheres em STEM, e na tecnologia não é diferente. Tem algumas áreas que é mais, pior ainda, né? Na física, etc., e não tem pessoas do sul global, não tem pretos, não tem... Ah, tem alguns indianos, né, porque os indianos vão lá para o... os indianos ricos, conseguem acessar a Europa. Fecha a porta ali, gente, só um pouquinho, porque eu estou me dispersando, estou quase indo lá gritar com isso. Nem sei qual é a demanda, mas vamos construir coletivamente. Então, como é que nós vamos achar que essa IA vai tomar decisões adequadas aos nossos interesses? enquanto mulheres do sul global, mas enquanto mulheres, homens não brancos do sul global ou mesmo homens brancos do sul global. Porque mesmo os homens brancos da Argentina, do Brasil, do Uruguai, do Equador, do Chile, estão no sul global. E aí as pessoas chegam lá achando que porque... No meu estado tem muito isso, porque é descendente de italiano, descendente de alemão, chega lá achando que vai ser assim, recebido, uai, vem cá, mano. É brasileiro, é ticanito, não tem o passaporte, não interessa. É estrangeiro, é subdesenvolvido, que a ideia deles... ainda eurocêntrica é essa, por mais que as pessoas tentem se desconstruir. No atual cenário de desenvolvimento tecnológico que nós temos, não tem como a gente não falar dos vieses da IA. Porque ela foi construída pelas pessoas que detêm maior poder, que são as mesmas sempre, e que não nos inclui, enquanto periferia do sistema econômico, do sistema político, do sistema... Nós não falamos inglês, nativamente, então nós já saímos atrás, nós temos que aprender a falar inglês, porque a linguagem é toda feita em inglês, ou seja, já é inacessível. para a maior parte da população do Sul Global, E aí? Como é que faz? Vou deixar na mão desse instrumento que foi criado por essas pessoas, historicamente, nestas sociedades, com esta visão da gente. que decida o que é melhor para nós? Eu acho um perigo inacreditável. E eu acho que... Eu sei que a opinião é polêmica, mas nós vamos acabar com uma polêmica, que nós temos que encerrar realmente. Já passei dez minutos. Eu sou totalmente a favor da regulação das plataformas. Porque elas têm que ser responsabilizadas pela parte que lhes cabe. Assim como o dono do bar é responsabilizado quando tem incêndio, quando tem briga, quando morre alguém, vai responder civilmente, criminalmente, vai indenizar, porque foi no espaço dele que o negócio aconteceu. E as plataformas são espaços... privados, elas não são espaços públicos, então elas têm que ser solidárias na responsabilidade junto com os Estados e com os cidadãos. É uma discussão bem polêmica, nós estamos vendo ela difícil de ser levada, porque imediatamente quando fala em regulação as pessoas pensam em censura, Censura, então o governo vai lá, vai dizer o que pode, o que não pode E aí tem o exemplo da China E é isso mesmo, é censura mesmo Não entra as plataformas que não são deles Mas a discussão tem que ser feita, né? Eu estou tentando de saber. Pois é, eu terminei com essa polêmica, porque eu sei que eles estão falando disso. Obrigada, gente. Por favor, vou dar uma última. mãozinha levantada é meu nome é cristiane

0:004:31
05 de mai, 11:36
#27
Participante Cristiane
Cristiane

Participante

Transcrição por IA

Que nome lindo, hein? Não é? Já gostei de você. Falando sobre essa questão que você trouxe esse foco sobre as redes sociais, o que eu percebo é que a gente também teve um foco muito grande nessa discussão falando de uma PL, de fake news e falando sobre redes sociais, quando o assunto é muito mais amplo. Então, o enfoque que foi dado para essa discussão, ele... ele é importante Mas existe um conjunto de coisas a serem... debatidas, que são muito importantes, e esse enfoque ficou... somente nesse aspecto. Então, a gente tem uma perda grande quando a sociedade acaba que só olha essa questão por esse viés. É isso. Sim, 73.

0:000:53
05 de mai, 11:40
#28
Secretária da Mulher Cristiane Brum Bernardes
Cristiane Brum Bernardes

Secretária da Mulher

Transcrição por IA

As plataformas não são só o Instagram... E o Facebook, né? Exato. É... Meu nome é Davi. essas

0:000:09
05 de mai, 11:41
#29
Participante Davi
Davi

Participante

Transcrição por IA

A colinha tá impedindo que eu te veja. Obrigada. Meu nome é Davi concordo plenamente que os colegas falaram Obrigado. e um viés que é bem importante Além dessa legalização... Por não ser... plataformas públicas, mas sim privadas, dos modelos excludentes porque as fake news muitas vezes envolve principalmente em período eleitoral, Quando sai qualquer mínima coisa. de partidos, de candidatos. ou seja lá qualquer outra forma como queiram dominar se torna um discurso muito amplo. Porque, além de prejudicar a formação de ideias que a pessoa tem com o candidato, com o partido... A sociedade inteira... se contamina, posso dizer assim, se contamina com essas... essas circulações. Então... Eu parabenizo a senhora. pelas suas excelentes ideias, sua amplitude sobre o conhecimento E é essa contribuição que eu quero deixar. Como um... Não posso falar... como dirigir o modelo de fake news, como a gente deve agir perante essa situação, porque é muito difícil em um país que vivemos. Obrigado.

0:001:23
05 de mai, 11:41
#30
Secretária da Mulher Cristiane Brum Bernardes
Cristiane Brum Bernardes

Secretária da Mulher

Transcrição por IA

É, Davi, é difícil. Como fazer? Não sei. Vocês que vão construir. Vocês que vão discutir agora. Vão, talvez, sair uma proposta bacana aqui desse estado de visita. Essa é a ideia. Saber discutir. E encaminhar para os parlamentares. Manda a mesma proposta para... 45, 250 parlamentares, um de cada estado. Começa a rolar um movimento, percebe? Mas é coletivo, é esse o lance, né? A gente esquece que a política é uma atividade coletiva, por natureza. Ela não é individual. E a gente esquece isso tanto aqui quanto lá. Não, é o cara que vai fazer o negócio. Exatamente. Não é, né? Obrigada, Davi. Davi ganhou 10, né, gente? Porque me elogiou ainda, vocês não. Então, assim, desculpa. Davi e Cristiane. Cristiane, pelo nome, maravilhoso. Obrigada, viu, gente? Um trabalho para vocês, boa semana para todos. E aí

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05 de mai, 11:42