COMISSÃO DE PREVIDÊNCIA, ASSISTÊNCIA SOCIAL, INFÂNCIA, ADOLESCÊNCIA E FAMÍLIA
Sobre o Evento
19/05/2026 - Aplicações financeiras de recursos previdenciários após o caso Master
Deputado
O Deputado abriu audiência pública para debater a resolução do CMN sobre a aplicação de recursos de regimes próprios de previdência social, utilizando o caso do Banco Master como exemplo para discutir riscos, investimentos e o equilíbrio entre a necessária fiscalização e a eficiência na gestão desses fundos.
Superintendente da Superintendência de Secutirização e Agronegócio da Comissão de Valores Mobiliários - Comissão de Valores Mobiliários
O Superintendente da Superintendência de Secutirização e Agronegócio da Comissão de Valores Mobiliários destacou a longa parceria institucional da CVM com a Secretaria de Regime Próprio e Complementar na análise de normas que impactam o mercado de capitais. Enfatizou que o arcabouço normativo em discussão é fruto de um trabalho de construção técnica de longo prazo voltado à governança e à proteção de investidores, especialmente na gestão de recursos previdenciários, e não uma reação pontual a casos isolados de impacto no mercado.
Deputado
O Deputado cede a palavra a um diretor do Ministério da Previdência Social para que este realize uma exposição pelo prazo de 15 minutos.
Diretor do Departamento dos Regimes Próprios e Previdência Social - Ministério da Previdência Social
O Diretor do Departamento dos Regimes Próprios e Previdência Social apresenta a Resolução nº 5.272 do Conselho Monetário Nacional, destacando novas diretrizes para aplicações financeiras, gestão de riscos, governança e certificação profissional dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS).
Deputado
Com audiência aqui, com horário Bastante tranquilo, então pode desenvolver da melhor maneira, com certeza.
Diretor do Departamento dos Regimes Próprios e Previdência Social - Ministério da Previdência Social
O Diretor do Departamento dos Regimes Próprios e Previdência Social - Ministério da Previdência Social apresentou reflexões sobre os dados dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). Destacou a concentração das carteiras de investimentos em títulos públicos e renda fixa, a importância de melhorar a governança através do Pró-Gestão e a necessidade de qualificação profissional de gestores e membros de conselhos. O diretor enfatizou a busca por um guia de boas práticas para investimentos, que seja mais adaptável à realidade dos regimes de diferentes portes, em vez de exigir alterações normativas complexas. Também mencionou a preocupação com a gestão do passivo diante de propostas legislativas que podem impactar a sustentabilidade previdenciária.
Deputado
O Deputado cede a palavra a convidados para a realização de um pronunciamento, especificando o tempo disponível de 15 minutos para a fala de um dos representantes presentes.
PRESIDENTE - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE INSTITUIÇÕES DE PREVIDÊNCIA ESTADUAIS E MUNICIPAIS
Boa noite a todos. Eu queria começar agradecendo ao Presidente Bruno pela realização de uma audiência pública que traz para dentro do Poder Legislativo a discussão mais importante atualmente em torno dos regimes próprios, a partir da significativa alteração da nova resolução. Esperamos que esta Casa consiga apoiar as discussões e as alterações que foram propostas. Um abraço ao Bruno, da CVM, ao Allex, que está aqui, às meninas que estão aqui dando suporte e a todos que estão nos vendo, não só presencialmente, mas também pelo link da reunião. A resolução, como justificou o Presidente Bruno, tem certa ligação com a estrutura do Banco Master e com o escândalo que hoje toma o País. Não foi só pelos investimentos dos regimes próprios que o Banco Master virou notícia. Ele está virando notícia todo dia, não só por relações com os regimes próprios, mas por relações nas estruturas da política brasileira. O Banco Master, na parte de investimentos, só vendeu um ativo para os regimes próprios: as letras financeiras. Deveria ter sido calculado, antecipadamente, o risco de compra dessas letras financeiras para verificar qual seria a rentabilidade padrão desse ativo. Para você fazer isso, como você está comprando uma dívida do banco, você deveria ter uma capacidade de análise muito importante. Quando você pega o segmento S3 em relação ao S1, e a participação do PIB do S3, e a participação do PIB, tanto no S2 como no S1, você vê múltiplos em relação ao tamanho dessas instituições, a ponto de o grupo de trabalho que antecedeu a resolução também ter solicitado essa redução em relação à quantidade de letras financeiras permitida na carteira dos regimes próprios, de vinte para cinco. Por que a gente tinha feito essa estrutura? Pelo simples fato de que FIDC, que é um crédito pulverizado, era de 5%. Crédito privado, que é mais pulverizado, 5%. E o risco direto, 20%. Então ele não tinha o porquê de ter um número tão importante, e foi nesse caminho que acabou acontecendo, em poucos regimes próprios, menos do que vinte, a aquisição dessas letras financeiras.
Deputado
O Deputado discute a sustentabilidade dos regimes próprios de previdência, destacando o impacto do aumento da longevidade no equilíbrio financeiro desses sistemas. Ele questiona um convidado sobre a viabilidade de aprimorar as regras atuais frente às dificuldades de atingir metas atuariais, fazendo menção a ponderações feitas por outro participante durante o debate.
Diretor do Departamento dos Regimes Próprios e Previdência Social - Ministério da Previdência Social
O Diretor do Departamento dos Regimes Próprios e Previdência Social discute a flexibilização das exigências para certificação profissional (nível 2 do Pró-Gestão) em regimes próprios de previdência. O objetivo é reduzir o estigma em torno do programa e facilitar a transição para investimentos em ativos privados, considerando que a norma atual prevê dois anos para o desenquadramento passivo. O órgão trabalha com a Abipem em regras de incentivo e transição, buscando ajustes de cenário e taxas que não prejudiquem os regimes, mantendo o diálogo constante com o segmento para promover melhorias na gestão e na conformidade das carteiras.
Deputado
O Deputado questiona a possibilidade de criar mecanismos de incentivo para que regimes próprios de previdência que busquem a certificação e adotem medidas concretas nesse sentido possam contar com prazos maiores para realizar essa transição.
Diretor do Departamento dos Regimes Próprios e Previdência Social - Ministério da Previdência Social
O Diretor do Departamento dos Regimes Próprios e Previdência Social - Ministério da Previdência Social aborda incertezas e a necessidade de ajustes em projetos e informações, mencionando a busca por patrocínios e a importância de uma visão corporativa.
Deputado
O deputado solicita a identificação de problemas e a viabilidade de soluções práticas para implementação.
PRESIDENTE - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE INSTITUIÇÕES DE PREVIDÊNCIA ESTADUAIS E MUNICIPAIS
O PRESIDENTE - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE INSTITUIÇÕES DE PREVIDÊNCIA ESTADUAIS E MUNICIPAIS defende a criação de uma regra de transição para a certificação do Pró-Gestão, argumentando que a atual estrutura da norma é excessivamente rigorosa e impede que os regimes próprios de previdência realizem aportes financeiros adequados. O orador solicita o apoio da comissão parlamentar para articular junto ao Conselho Monetário Nacional, ao Banco Central e aos Ministérios do Planejamento e da Fazenda uma revisão na resolução vigente, visando mitigar efeitos nocivos aos regimes. Além disso, alerta para a necessidade de vincular novos benefícios previdenciários a fontes de custeio sólidas, em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal, para garantir a sustentabilidade do sistema e evitar novas reformas emergenciais.
Deputado
O Deputado cede a palavra para as considerações finais ao Sr. Allex.
Diretor do Departamento dos Regimes Próprios e Previdência Social - Ministério da Previdência Social
O Diretor do Departamento dos Regimes Próprios e Previdência Social - Ministério da Previdência Social agradece o convite para debater a importância dos investimentos nos regimes próprios de previdência. Enfatiza a necessidade de mobilização do setor para acompanhar projetos de lei em tramitação, focando na gestão de passivos. Destaca a relevância do debate construtivo em audiências públicas e menciona o Programa de Regularidade Previdenciária, instituído pela Emenda Constitucional nº 136 (oriunda da PEC 66/2023), que permite o parcelamento especial de débitos previdenciários em até trezentas parcelas, alertando os entes federativos sobre o prazo final de adesão em agosto.
Deputado
O Deputado cede a palavra para as considerações finais ao senhor João Carlos Figueiredo, que agradece o convite.
PRESIDENTE - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE INSTITUIÇÕES DE PREVIDÊNCIA ESTADUAIS E MUNICIPAIS
O PRESIDENTE - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE INSTITUIÇÕES DE PREVIDÊNCIA ESTADUAIS E MUNICIPAIS defende a ampliação dos debates sobre investimentos dos regimes próprios de previdência no Legislativo, visando a regulamentação do mercado com foco em estruturas seguras e eficazes.
Deputado
O Deputado agradece aos expositores pela audiência pública e propõe uma reflexão sobre o impacto de uma nova resolução na rentabilidade de investimentos. Ele busca identificar se essa norma causa perda de receita e questiona a relevância de tal perda, fazendo analogia ao caso do Banco Master e sua relação com os regimes próprios de previdência. O parlamentar destaca a necessidade de equilibrar a segurança dos investimentos com a busca por melhores ganhos, finalizando a sessão e convocando uma reunião deliberativa para o dia seguinte.



