COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DA MULHER

11 jun. 2026 14:43 às 16:53

Sobre o Evento

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher realizou audiência para discutir a criação de um dia dedicado à valorização das mulheres no setor de infraestrutura. O debate destacou a necessidade de políticas públicas para incentivar a presença feminina em áreas de engenharia e ciências exatas.

#1
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Resumo Inteligente

A Deputada abriu audiência pública na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher para discutir o projeto de lei que institui o Dia da Valorização das Mulheres na Infraestrutura, destacando a importância de reconhecer a participação feminina em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país.

0:005:31
11 de jun, 14:43
#2
Secretária-Executiva Adjunta do Ministério das Cidades - Ministério das Cidades Karênina Martins Teixeira Dian
Karênina Martins Teixeira Dian

Secretária-Executiva Adjunta do Ministério das Cidades - Ministério das Cidades

Transcrição por IA

Boa tarde a todos e a todas. Primeiro, gostaria de cumprimentar A excelentíssima deputada Erika Kockay. Parabenizar por esse PL, essa iniciativa, né? que seria o dia da valorização das mulheres na infraestrutura, Abertura. Então, eu queria parabenizar... Parabenizar e também saudar todos os colegas que estão aqui, os parlamentares aqui presentes, os colegas, os colegas, todos que vieram participar dessa audiência e que nos... nos acompanham também de forma virtual. Bom, primeiro eu queria pedir licença para me apresentar É... porque eu acho importante que a gente... saiba quem está falando aqui para vocês, e não só... que vocês possam nos escutar. e saber... Como chegamos aqui. Então, eu sou... Sou uma mulher. Acima de tudo, temente a Deus, engenheira civil, esposa, mãe, fiz engenharia civil em universidade pública. Sou doutora em engenharia de transporte, servidora pública, analista de infraestrutura da primeira carreira que eu concursava. teve, então acho que toda essa apresentação acaba mostrando um pouco da trajetória que muitas de vocês que estão aqui tiveram. Então, quando eu penso no PL aqui da deputada, me vem muito na mente não... Nós que estamos aqui, de qualquer forma, a gente já traçou essa jornada e, de alguma forma, vencemos. mas sim das estudantes. das mulheres que estão sentadas lá na escola, na universidade, pensando qual é o curso que elas vão fazer, Ou estão sentadas hoje numa universidade, olhando para o lado, onde só tem homens. Muitas de nós passamos por isso. engenheiras, geólogas, arquitetas, geógrafas. Então, a gente muitas vezes superou esses ambientes que não eram ambientes tão agradáveis, a gente, eram ambientes às vezes hostis. Então, eu acho que a gente ter o dia da valorização da mulher na infraestrutura e lembrar de todas essas carreiras nos remete a isso. a todas essas meninas, mulheres, que estão pensando em que carreira seguir Como é que elas vão vencer tudo isso? elas vão estar olhando para o lado e elas vão estar vendo uma maioria masculina ainda. A gente vê os números... Na arquitetura, a gente tem ali um domínio de mulheres De fato. pelo Conselho de Arquitetura, somos 62% de mulheres no mercado, 73% se formando, mas, quando a gente vai para a Engenharia Civil ou para Ciências Edatas, a gente tem 20% de mulheres. Ou seja... em cada quatro, Só... 4? Pessoas, só uma é mulher, três são homens. Então, muito se tem a fazer. Então, com PLs, com esse dia da valorização, é um dia, sim, para saudar e comemorar, mas é um dia que a gente pode cobrar das políticas públicas, Incentivo. a essas meninas... a essas mulheres que querem ingressar e para que elas tenham uma jornada Talvez... mais tranquila que a nossa. que elas possam sentar em mesas não majoritariamente masculinas, mas não que elas possam ter o apoio de todos. Então, assim, eu estou hoje como secretária executiva do Ministério das Cidades, o Ministério das Cidades tem políticas públicas que priorizam a mulher, o Minha Casa Minha Vida, ele dá saneamento básico, água rural, periferia viva, a gente tem parceria com vários ministérios para que a gente tenha esse incentivo, mas... Mais uma vez, acho que para encerrar, é parabenizar mesmo a deputada por essa iniciativa e lembrar que o dia não é... É para saudar, comemorar, mas é para a gente cobrar as políticas para que as nossas meninas, as nossas filhas, eu tenho uma filha de 13 anos, possa chegar lá onde todas nós chegamos. Obrigada.

0:004:51
11 de jun, 14:49
#3
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

kada kadejně nebyla... Pela fala, passejme, então, a Simone Schaefer, que je coordenadora-geral de promoção da Igualdade Econômica das Mulheres, do Ministério das Mulheres. Konec.

0:000:13
11 de jun, 14:53
#4
Coordenadora-Geral de Promoção da Igualdade Econômica das Mulheres - Ministério das Mulheres Simone Schaffer
Simone Schaffer

Coordenadora-Geral de Promoção da Igualdade Econômica das Mulheres - Ministério das Mulheres

Transcrição por IA

Obrigada. Bom, começar com a minha autodescrição. Eu sou uma mulher branca, 1,80m, estou vestindo um conjunto de cores né porque eu tô com uma blusa preta por cima dela uma blusa branca e depois um casaco colorido tem olhos claros uso óculos e cabelos platinados para esconder os brancos. Inicialmente, fazer uma saudação à mesa, agradecer o convite para essa importante audiência, saudar todas as pessoas presentes, também as pessoas que nos assistem pela internet. Trago um abraço da nossa ministra, Márcia Lopes. E uma saudação especial à deputada. Parabenizar pela sua proposição legislativa, que o projeto é extremamente meritório. Eu vou me permitir aqui ler, que é para mim poder cumprir o... Prazo exato. Então, eu preparei uma fala. Essa proposição dialoga de modo direto com a orientação do governo Lula aos incentivos de projetos, sobretudo em programas e políticas públicas, que visem inserir as meninas e mulheres em diferentes espaços de formação. Uma das principais iniciativas do governo Lula nessa pauta é o programa Pró-Equidade, Gênero e Raça. Criado em 2005, no primeiro governo Lula, o programa já tem mais de 20 anos de atuação e incentiva empresas e organizações públicas e privadas a adotarem práticas de gestão comprometidas com a igualdade de oportunidade entre mulheres e homens no ambiente de trabalho. O programa é coordenado pelo Ministério das Mulheres e tem o apoio da OIT, da ONU Mulheres, do Ministério do Trabalho. E do Ministério da Igualdade Racial. O programa atua na gestão de pessoas e na cultura organizacional, promovendo a inserção, permanência e ascensão das mulheres no mercado formal de trabalho. ao promover essas ações voltadas à ampliação da participação feminina em cargos de liderança ao enfrentamento das discriminações e a valorização da diversidade o programa contribui diretamente para os objetivos propostos pelo projeto de lei especialmente no que se refere à permanência e ascensão profissional e o reconhecimento das mulheres em setores estratégicos para o desenvolvimento nacional, como energia, transportes, logística, construção civil, saneamento e tecnologia. Cabe ainda destacar o papel das empresas participantes no Programa para a Equidade de Gênero e Raça, pois muitas delas são atuantes em setores estratégicos para a infraestrutura nacional. Ao assumirem compromissos concretos com a igualdade de gênero, essas organizações demonstram que a transformação da infraestrutura brasileira não depende apenas de obras, equipamentos e investimentos, mas também da valorização dos talentos femininos pesquisam e inovam nesses setores. Promover a presença das mulheres em todos os níveis da organização significa ampliar perspectiva, fortalecer a inovação e construir soluções mais sustentáveis e inclusivas para o desenvolvimento do país. Obrigado. Outra iniciativa que dialoga diretamente com a proposta é o Programa Asas para o Futuro, desenvolvido pelo Ministério das Mulheres em parceria com outros ministérios, com o objetivo de ampliar oportunidades educacionais e profissionais para meninas e jovens mulheres. E aí Neste sentido, a iniciativa converge com o propósito do projeto de lei de incentivar o ingresso, permanência e o protagonismo das mulheres nos diversos segmentos da infraestrutura nacional. A instituição do Dia da Valorização das Mulheres na Infraestrutura Nacional representa uma importante oportunidade para reconhecer a contribuição histórica e contemporânea das mulheres para o desenvolvimento do País. Mais do que uma data comemorativa, trata-se de um instrumento de mobilização social, capaz de ampliar o debate sobre igualdade de gênero, inspirar novas gerações e fortalecer políticas públicas voltadas à inclusão e à valorização das mulheres em setores estratégicos da economia. O Ministério das Mulheres, por meio da Secretaria Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados, reafirma o seu compromisso com a promoção da autonomia econômica das mulheres e com a construção de ambientes profissionais mais diversos, inclusivos e equitativos, contribuindo para que cada vez mais mulheres possam ocupar, liderar e transformar os espaços da infraestrutura brasileira. Parabéns pela proposição. Nós trouxemos um vídeo do Institucional... do programa para a equidade, ele é bem curtinho, mas para vocês terem um pouquinho da noção do... da ação do programa. Saúde!

0:005:06
11 de jun, 14:54
#5
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Muito obrigada, Simone, pelo vídeo. E é isso mesmo. Vejam que eu estive hoje pela manhã na Universidade de Brasília fazendo uma discussão com as pessoas que fazem curso de extensão. na área de ciências exatas. e eles têm um programa, ou seja, um projeto, que é específico para as mulheres. na área de computação. Então, eles estão indo para as escolas, escolas públicas, e nas escolas eles estão fazendo esta discussão de que ciências exatas é coisa de... Molé Obrigada. Eu passo então a palavra a Elizabeth Hernandes, que é representante do coletivo Mulheres Sindicalistas.

0:000:44
11 de jun, 15:02
#6
Representa o Coletivo Mulheres Sindicalistas - Coletivo Mulheres Sindicalistas Elizabeth Hernandes
Elizabeth Hernandes

Representa o Coletivo Mulheres Sindicalistas - Coletivo Mulheres Sindicalistas

Transcrição por IA

Boa tarde a todas as pessoas presentes. Eu cumpri... Bom, tem que me descrever. Eu sou Elizabeth Hernandes. Tem 1,59, mas a gente pode arredondar para 1,60. Tem olhos claros, cabelos castanhos. E estou muito honrada de estar aqui nesse evento... e eu gostaria de cumprimentar em especial a todas as mulheres, na pessoa da deputada Erika Kockay, porque ela é uma parlamentar absolutamente fiel ao que se espera de alguém que recebe uma procuração para tomar decisões em nosso nome. Então, eu como... mulher sindicalista, pessoa ativa na sociedade civil, participo de muitos eventos. E eu encontro a deputada, não no gabinete, eu encontro a deputada sempre no território. É contra a escala 6x1, é defesa de direitos das mulheres, defesa do Estado, da democracia, dos servidores. Defesa do Carnaval, eu encontro a deputada Erika Cocay. Então, eu quero chamar a atenção porque é isso que a gente quer. quando a gente dá essa procuração para tomarem decisões em nosso nome. Muito obrigada, deputada. Homenageio todas as mulheres na sua pessoa. Bom, gente, eu aqui estou representando também, além do coletivo das mulheres sindicalistas, que foi criado... justamente foi um movimento em defesa de uma outra mulher da gestão pública, que é a ministra Marina Silva, Eu também represento a ANESP, Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental, e o FONACAT, o Fórum Nacional das Carreiras de Estado. E sempre que eu tenho a oportunidade de falar no espaço de poder, eu gosto de dizer de onde eu venho e de destacar que é importante ouvir a voz de todas as mulheres seja das minhas atuais colegas EPPGG, muitas envolvidas em políticas de infraestrutura, seja das mulheres da ANEINFRA, ou das minhas colegas que estudaram comigo na escola pública e não chegaram à universidade. Então, quando uma mulher fala, é a voz de todas. que está sendo ouvida. E, quando a gente fala de infraestrutura, lembra de engenharia, lembra de ciências exatas e do estereótipo. Meninos nas exatas... meninas nas humanas, Meninos Construindo o Mundo... e meninas cuidando do mundo. Mas que bom que a gente já sabe que isso é uma informação falsa. Aqui não há tempo para listar... as muitas mulheres que contribuíram e contribuem em áreas da ciência onde a presença feminina era restrita Mesmo em outras situações em que a sua contribuição foi apagada. A gente hoje sabe de mulheres que podiam ter ganho o prêmio Nobel, etc. Não há tempo para isso. Mas é justamente por causa disso... que nós ainda necessitamos de datas e marcações. Porque nós necessitamos defender todos os espaços onde as mulheres têm o direito de existir. Ou seja, o mundo todo. E nem vou falar no direito básico de simplesmente existir, porque o nosso tempo aqui não permite, mas eu preciso pontuar duas coisas. Parem de nos matar. E parem de obrigar crianças abusadas a se tornarem mães de filhos de estupradores. Então, voltando ao dia de hoje, que é marco... na luta das mulheres. Nós estamos aqui para apoiar o projeto de lei 4418 de 2025, que institui o Dia da Valorização das Mulheres na Infraestrutura Nacional. a ser celebrado anualmente em 23 de junho. O projeto visa promover visibilidade, preservar a memória das pioneiras e incentivar as novas gerações de mulheres a ocuparem cargos de liderança em setores estratégicos para o desenvolvimento do país. É grande, mas é porque a letra é grande. Já vou acabar. Sem leis que demarquem esse histórico, a gente não tem oportunidade de conhecer nomes como o de Enedina Alves Marques, primeira engenheira negra do Brasil. Mas as mulheres que seguiram os passos da Enedina, elas têm honrado... o seu legado. Eu estive essa semana com o Igor... que é o presidente atual da ANEINFRA, e ele me falou que na turma dele eram 40, deixa eu ler aqui, senão vou esquecer, entraram 40 alunos e destes apenas 6 eram mulheres. No final, formaram-se 24 e, dentre os formandos, as seis mulheres. Eu não sou das exatas, mas eu fiz a conta. No início do curso do Igor, as mulheres eram 15%. No final, eram 25%. Numa turma que teve 40% de abandono, elas entraram e permaneceram. Isso fala muito sobre a determinação e a resiliência das mulheres, e em especial das mulheres da engenharia e da infraestrutura. Das engenharias e da infraestrutura. Bom, depois de ter feito esses cálculos... Eu lembrei do meu lado escritora e fui pesquisar a etimologia da palavra infraestrutura. infra significa abaixo e estrutura vem de estruere, ambos do latim. "Estruere" significa empilhar, unir e montar. Ou seja, tudo a ver com o dia... o dia a dia de todas as mulheres formadas ou não nas engenharias. Nós somos a infraestrutura do mundo. Mas nós não queremos ser a superestrutura. Nós queremos equidade de gênero. Obrigado. Então, eu finalizo destacando que a ANESP, o FONACAT e o coletivo Mulheres Sindicalistas lutam para que haja justiça social, ou seja, aquela ideia radical de que mulheres... São seres humanos. e a gente começa lutando pela diminuição das iniquidades de gênero, Porque homens e mulheres têm a mesma capacidade de construir... e o mesmo direito de usufruir do que foi construído. É isso. Muito obrigada.

0:006:45
11 de jun, 15:02
#7
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

June. I'm Patricia Garbin. So, first, my physical description. I'm a woman of 1,65m, a woman, with hair a little below the shoulders. I'm wearing a black jacket and a black jacket. I am a General Coordenator of the Rd. Rodoviária, the Ministry of Transport, I work with the construction of new concessions of the roadways, - Thank you. And my secretariat today is led by the first woman secretary of transport, And that we see doing great work in the value of women within the Ministry. I want to compliment my colleagues here I'm a scientist of infrastructure, but also my colleagues from the agency, from the DENIT, of everyone who works with infrastructure, but also I want to make here I understand that this is also a homage our colleagues who are in the private initiative and are pushing the national infrastructure. And, every time we see women occupying spaces decision And I have very proud of it. It's a satisfaction of this moment. I thank you for being here for being here. and this proposal so important in the ANEINFRA, as the girls already said, It's more a mark that can represent the evolution of the public policies of the women's value. My trajectory is like many other women in engineering areas, I entered in 2002 in the University of Engineering, in the University of São Paulo. My team were 5 women and 55 men. I think my proportion is worse than the team of Igor, even. I don't have this data of the final form, but really, girls are having a strong performance I was very happy in the university. I did my degree in infrastructure transport, where I was colleague from Karen, at the University of São Paulo. And then the proportion is a little different, it's half a half, it's about 50% of women occupying these qualifications, because we, women, our trajectory is marked by this. We always have to be very competent to occupy the job. And I even comment this with Viviane, our secretary, she always presents, she has a super-formal, she also is a master, I don't remember exactly what she is, but it is in this area of transport. because it changes from university to university the name, but she always presents this way And I think: It's difficult to see a man with his qualifications, because that came to achieve this day. I thank you again, the deputy. That's it. Thank you. Thank you.

0:000:20
11 de jun, 15:09
#8
Coordenadora Geral de Outorgas e Delegações Rodoviárias - Ministério dos Transportes Patricia Theodorovski Garbin Castanha
Patricia Theodorovski Garbin Castanha

Coordenadora Geral de Outorgas e Delegações Rodoviárias - Ministério dos Transportes

Transcrição por IA

June. I'm Patricia Garbin. So, first, my physical description. I'm a woman of 1,65m, a woman, with hair a little below the shoulders. I'm wearing a black jacket and a black jacket. I am a General Coordenator of the Rd. Rodoviária, the Ministry of Transport, I work with the construction of new concessions of the roadways, - Thank you. And my secretariat today is led by the first woman secretary of transport, And that we see doing great work in the value of women within the Ministry. I want to compliment my colleagues here I'm a scientist of infrastructure, but also my colleagues from the agency, from the DENIT, of everyone who works with infrastructure, but also I want to make here I understand that this is also a homage our colleagues who are in the private initiative and are pushing the national infrastructure. And, every time we see women occupying spaces decision And I have very proud of it. It's a satisfaction of this moment. I thank you for being here for being here. and this proposal so important in the ANEINFRA, as the girls already said, It's more a mark that can represent the evolution of the public policies of the women's value. My trajectory is like many other women in engineering areas, I entered in 2002 in the University of Engineering, in the University of São Paulo. My team were 5 women and 55 men. I think my proportion is worse than the team of Igor, even. I don't have this data of the final form, but really, girls are having a strong performance I was very satisfying in the university. I did my degree in infrastructure transport, where I was colleague from Karen, at the University of São Paulo. And then the proportion is a little different, it's half a half, it's about 50% of women occupying these qualifications, because we, women, our trajectory is marked by this. We always have to be very competent to occupy the job. And I even comment this with Viviane, our secretary, she always presents, she has a super-formal, she also is a master, I don't remember exactly what she is, but it is in this area of transport. because it changes from university to university the name, but she always presents this way And I think: It's difficult to see a man with his qualifications, because that came to achieve this day. I thank you again, the deputy. That's it. Thank you. Thank you.

0:003:36
11 de jun, 15:09
#9
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Agradecemos, Patrícia, e finalizando esta mesa, eu passo para a Poliana Santana Guimarães, que é diretora de valorização da Mulher na Infraestrutura Nacional, da Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura, da ANEINFRA. Boa tarde a todos.

0:000:20
11 de jun, 15:13
#10
Diretora de Valorização da Mulher na Infraestrutura Nacional da Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura - Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura Pollyana Santana Guimarães
Pollyana Santana Guimarães

Diretora de Valorização da Mulher na Infraestrutura Nacional da Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura - Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura

Transcrição por IA

Vou começar também fazendo a minha audiodescrição. Eu sou mulher negra, sou pernambucana, Caí aqui de paraquedas, assim como a Patrícia e a Karina. Nós somos do primeiro concurso que fizemos prova oral lá no Rio. Quero... Começar a falar também, cumprimentar a mesa. a todas as pessoas que estão aqui, de forma muito especial a deputada Érica Cocay, que com a ANE Infra eu acabei me aproximando e agradeço a ela todo o apoio que ela sempre dá à nossa associação. Eu sou analista de infraestrutura, como eu falei, em 2023 eu comecei a me aproximar da ANE Infra, por conta da Valesca, que é uma parceira de vida aqui em Brasília. E quero dizer que esse projeto começou em 2023, quando a gente começou a pensar nas mulheres na infraestrutura. E a gente não se conhecia muito, porque cada um chegava aqui no Ministério. valorização da mulher, que foi a Patrícia, e depois foi a Isabela Ponzetti, que ficamos bem amigas também. E quero falar também da falta de oportunidades que nós temos. Ainda somos 26% da carreira apenas de mulheres, e quero dizer que a rede de decisão é muito importante para a gente. E falar de infraestrutura, a gente quer falar também que o dia 23 de junho é celebrado mundialmente e nós estamos aqui falando que a infraestrutura não é apenas engenharia, é regulação, é economia, é arquitetura, é geologia, é geografia, e por isso defendemos essa valorização, que não poderia ficar restrito a isso. ficando mais próximas também, falar desse projeto do Pro Equidade que o ano passado eu estava no auditório lá no Bloco K do Ministério do Planejamento, e dizer que isso mostra que a gente está avançando. Também ainda temos muito o que fazer. Esse é o maior legado da gente, no dia 23 de junho, a gente se reunir e dizer que estamos aqui e que nós estamos conseguindo trabalhar para que as futuras gerações entrem em um ambiente mais diverso, em um ambiente mais acolhedor. E falar que, a partir da infraestrutura do Brasil, a gente precisa do planejamento, da construção, de estudos, de implantação, de monitoramento e da avaliação do que foi proposto desde o projeto inicial. que a aprovação desse projeto é para mostrar e ampliar a participação feminina nos espaços de liderança, nas oportunidades, no reconhecimento, na visibilidade e na representatividade. E queremos mais mulheres liderando a equipe, coordenando projetos, beneficiando não apenas uma categoria profissional, mas a melhoria de toda a nossa infraestrutura do Brasil, que seja um símbolo permanente de respeito, Atenção de todos. Eu queria

0:003:31
11 de jun, 15:13
#11
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

anunciar e agradecer muito a presença da Fonça. Afonso de Ligório, que representa a SECO, que é a Associação de Servidores e Servidoras da Carreira de Planejamento e Orçamento. Uma alegria tê-la aqui. E, obviamente, o Igor... que já foi citado aqui, o presidente da ANEINFRE, e a Valercio Rebouças, que é vice-presidenta de comunicação e engajamento social e que é... autora desta audiência. Uma alegria, vale-se lhe conhecer. E... cruzar as nossas trajetórias de vida e trajetórias femininas. Eu vou, então... solicitar as nossas participantes da mesa para que possam ficar conosco e nós vamos chamar então a segunda mesa. E aqui, antes de... chegou uma pergunta... da Silvia Caetano... Rodrigues, que é de que forma a instituição deste Dia Nacional de Valorização será articulada com políticas públicas obrigatórias de contratação, progressão de carreira e igualdade salarial para as mulheres no setor de transporte, energia e saneamento e no combate à violência contra a mulher. É uma pergunta que chega, a próxima mesa pode se deter a respondê-la, mas vocês também que terão espaço. para, após a segunda mesa, e a participação dos que aqui estão também fazerem uso da palavra. Nós vamos devolver a mesa para vocês ao final. Eu chamo, então, à segunda mesa, com muita alegria, que chama Fernanda Gimenez Machado Faer, que é diretora de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte do DENIT. Vou chamar a Luciana Dutra Souza, presidenta do Conselho Executivo da Associação Nacional das Empresas de Engenharia Consultiva de Infraestrutura de Transporte, a Netrans. Convidado também a Fabiola Rezende, que é representante da Associação Feminina de Engenharia, Agronomia e Geossciências do DF. Uma alegria aí. Convido ainda a Cíntia. que é superintendente de Sustentabilidade, Pessoas e Inovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres. E concluo a nossa mesa chamando a ex-reitora da Universidade de Brasília, que é geóloga, a senhora Márcia Abrão, que inclusive será... merecidamente premiada com o prêmio Mulheres na Ciência, aqui por esta Câmara Nacional. Federal. Então, saudar muito essa segunda mesa. E, usando a mesma ordem, eu passo, então, para a Fernanda Gimenez Machado Faé, que é diretora de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, do DENIT. Obrigada.

0:003:07
11 de jun, 15:17
#12
Diretora de Administração e Finanças Substituta do DNIT - Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes Fernanda Gimenes Machado Faé
Fernanda Gimenes Machado Faé

Diretora de Administração e Finanças Substituta do DNIT - Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes

Transcrição por IA

Boa tarde a todos, todas. agradeço o convite da ednit para participar aqui representando associação dos engenheiros e analistas de infraestrutura do dnit nesta tarde Obrigada, deputada, pelo espaço. E... Cumprimentando também todos os colegas da área aqui. tecidos. É... Nesse espaço de infraestrutura, nós somos minoria mesmo. Acho que isso é geral em todos os lugares. E ainda nos espaços de liderança, a gente hoje sente mais essa diferença. E o que a gente busca é só uma representação da sociedade também nos espaços de liderança e poder. E isso é um papel nosso também como líderes hoje na instituição. Isso passa muito pela minha cabeça no DENIT. O DENIT esse ano está fazendo 25 anos. Foi até semana passada o aniversário do DENIT. E na história do DENIT eu fui a segunda... diretora, então isso é É um marco, né? diz muito sobre a falta de representatividade que a gente tem. Então, também eu sinto que é nosso papel, eu me sinto com esse... com essa função também, essa missão de puxar mais mulheres aqui para a liderança. Assim como falaram outros colegas, parece que a gente precisa ter uma capacitação sempre a mais, sempre mostrar que sabe mais. Eu tenho duas pós-graduações na área de infraestrutura, um mestrado técnico também na área de infraestrutura, uma formação em economia. E sou apaixonada pela infraestrutura, assim como acho que a maioria aqui. E a gente parece que nunca se sente suficientemente empoderada mesmo, sabe? Merecedora de onde está. Parece que precisa um pouco mais das mulheres, líderes hoje, puxando outras mulheres para os espaços de liderança. representatividade. social aqui. Então, obrigado pelo espaço e agradeço a todos. Obrigada.

0:002:17
11 de jun, 15:20
#13
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

...Fernanda... E passa então a Luciana Dutra Souza, que é presidenta do Conselho Executivo da Associação Nacional das Empresas de Engenharia Consultiva de Infraestrutura. de transportes, a Netrans. Muito boa tarde a todos. Obrigado. Obrigado. E aí

0:000:23
11 de jun, 15:22
#14
Presidente do Conselho Executivo da Anetrans - Associação Nacional das Empresas de Engenharia Consultiva de Infraestrutura de Transportes Luciana Dutra Souza
Luciana Dutra Souza

Presidente do Conselho Executivo da Anetrans - Associação Nacional das Empresas de Engenharia Consultiva de Infraestrutura de Transportes

Transcrição por IA

Muito boa tarde a todos. Parabenizar a deputada Érica, agradecer. Aí nós precisamos... presidente Igor, pela iniciativa, e falar que esse dia e esse projeto de lei é um grande marco histórico. Falar também que todas as coisas são de mulheres e para mulheres. E nós precisamos, além desse marco histórico, promover ações públicas. para que a gente tenha essa união de mulheres em prol do desenvolvimento da nossa infraestrutura. Falar disso, a gente tem que levantar alguns eixos importantes. É falar de história, falar de exemplos, falar de oportunidades, desafios, de fomento, de qualificação, de pertencimento, de gestão técnica, aprimoramento, de cultura, dessa união de investimento, de valorização, e do papel da mulher, da importância no estudo. Eu tenho um grande case, que é pessoal na minha vida, e que cabe a compartilhar com vocês. Eu comecei menina. eu posso falar menina né 20 anos atuando na infraestrutura e uma época que era muito estigmatizado ainda e numa área cara de consultoria de engenharia é 99% homens Eu assumi a Anetrans, que é a Associação Nacional das Empresas de Engenharia. Nós tínhamos sete associados. A Anetrans ia fechar. Hoje nós estamos com as maiores empresas de engenharia, empresas que construíram e planejaram o Brasil. Empresas de 80 anos, 70 anos, empresas que colocaram muitos projetos, que brigaram por legislações, regulamentações. E foi um grande desafio para mim chegar uma menina, mulher, em Brasília e lidar com muito machismo, preconceito, enfim... Isso é uma vitória para a minha vida. A gente, a Netrans, a gente desenvolve vários papéis diante não só do Legislativo, mas de aprimoramento aí da nossa infraestrutura. Hoje, nós temos, a gente viu durante todo esse tempo, tem 10 anos que eu estou lá no Conselho, que nós tivemos uma degradação do setor de infraestrutura, mas ao mesmo tempo nós temos grandes oportunidades, que devem ser ocupadas por mulheres. Nós temos hoje, na década de 60 e 70, nós tínhamos 5% do PIB de investimento. Hoje, nós temos apenas 2%. Em 2020, nós tínhamos 1,6% de investimento. E nós precisamos chegar a 5%. Para isso, nós precisamos de quê? De pessoas. Nós precisamos de mulheres. Nós precisamos do dom de mulheres, da sua gestão, da sua técnica e do seu comportamento. qualificação e desse fomento e nada melhor do que a gente ter projetos de lei que incentivem isso e que tenha também a união né a união de entidades a união de conselhos a união de parlamentares para que desenvolvam programas de qualificação né e programas que sejam realidade né e que esteja atrelado aí a realidade também dos nossos municípios dos nossos estados né É... Aqui eu trouxe alguns projetos de lei... que a gente está participando, que eu acho substancial importância hoje, que está aqui na Câmara, o projeto de lei 12.5.2, que eu falo que é um dos principais projetos da infraestrutura, porque ele vai permitir o desenvolvimento do mercado e das empresas, porque ele altera a lei de licitação, mas ele permite fazer as compensações entre débitos tributários e trabalhistas, E... investimento para todo o setor, inclusive para qualificação. Isso eu acho que a gente tem que ver. Nós precisamos também de um programa em que tenha assessoria técnica... e projetos investimentos, orçamento em projetos para o Brasil. Isso vai favorecer o trabalho. Nós precisamos de um projeto que envolva as universidades, os sindicatos, associações, multa, conféia e creia, em busca dessa qualificação. em todas as profissões. E eu acho que é o nosso papel. Nós temos aí também desenvolvendo um programa de sustentabilidade, e adaptação e resiliência climática, que eu acho que a mulher é fundamental nisso, e o Brasil é o potencial líder da transformação climática do mundo. E nós temos que levar isso até os nossos adolescentes, até os nossos jovens, que na década de 2010 eram muito motivados a fazer engenharia ambiental. do modelo de mercado que nós tivemos aí na última década em relação à infraestrutura, com a prática, inclusive, de menor preço, descontos que a gente via aí nas contratações do governo, de 70%, 50%, a gente teve uma evasão e uma desmotivação dos nossos jovens na formação de engenharia. Não só de engenharia, mas também na parte jurídica. Concomitantemente, a gente teve o avanço aí da internet e, enfim, de IA, mas também as pessoas deixaram um pouco de lei de ter aprofundamento. Tivemos a mudança da lei de licitações por técnica e preço, com propostas, e nós precisamos do desenvolvimento profissional. É uma alegria para mim ver hoje esse auditório cheio de mulheres, coisas que a gente não vê praticamente nas nossas reuniões de infraestrutura, que até o Igor acompanha aí, que na grande maioria são só homens. de inovação nessa infraestrutura e a redução, o olhar dos tribunais de controle para a redução dos excessos de burocracia e fiscalizações exacerbadas. A gente tem que olhar para construir junto, para os processos de origem, para os projetos de lei bem adequados e bem reclamentados. E agora nós temos também uma nova vertente que a gente tem que discutir, que é essa questão da aplicabilidade da reforma tributária de engenharia, de consultoria, e o reflexo que isso vai trazer para a sociedade. Então, eu quero deixar aqui esse meu case, o exemplo. Quero agradecer mais uma vez e falar que esse dia realmente é um dia, um marco histórico, que a gente possa nos unir para promover todas essas pautas e essas ações em conjunto. Contem com a Netrans para contribuir... com o desenvolvimento não só do dia da valorização, mas com ações práticas para a união das mulheres. Muito obrigada.

0:007:01
11 de jun, 15:23
#15
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Agradecemos a Luciana e passamos a palavra para a Fabiola. recente que aqui representa a Associação Feminina de Engenharia, Agronomia e Geossciências do DEF. Alegria tê-la aqui. Bom,

0:000:19
11 de jun, 15:30
#16
Representante da Associação Feminina de Engenharia, Agronomia e Geociências do DF - Associação Feminina de Engenharia, Agronomia e Geociências do DF Fabyola Resende
Fabyola Resende

Representante da Associação Feminina de Engenharia, Agronomia e Geociências do DF - Associação Feminina de Engenharia, Agronomia e Geociências do DF

Transcrição por IA

Boa tarde a todos. E a todas, eu gostaria de cumprimentar a mesa de honra em nome da deputada Érica Cocay. a quem eu agradeço também. por estar aqui, e gostaria de cumprimentar o nosso plenário na figura da Fátima Kó, que foi a primeira presidente mulher do CREADF. Tive a honra de trabalhar lá atrás ainda no CREA e continuar trabalhando hoje. Senhora engenheira, tá, gente? Aqui eu preparei uma fala também para poder... falar aqui para vocês. Eu sou engenheira eletricista, até estava vendo aqui as meninas falando da turma, na época éramos duas, alunas na Faculdade de Engenharia Elétrica. Então, ou era bullying ou era assédio. Felizmente, nós formamos. nós duas formamos e de certa forma, nos demos bem aí na nossa carreira, né? Então, vou começar aqui, pessoal. Obrigada. É uma grande honra participar desse momento tão importante... especialmente no lançamento da mobilização pela implantação do Dia Nacional das Mulheres na Infraestrutura. Essa não é uma data simbólica, é um reconhecimento da contribuição das mulheres que projetam Constroem, planejam, gerenciam e transformam o Brasil todos os dias por meio da engenharia, da agronomia, das geossciências e de tantas outras áreas fundamentais para o desenvolvimento do nosso país. Minha trajetória nessa pauta começou de forma mais estruturada em 2018, Quando tive a oportunidade de implantar o programa Mulher de Sistema com Fé e Creia, Iniciativa que alcançou os 27 conselhos regionais do Brasil. Naquele mesmo período... criamos a primeira associação feminina de engenharia agronomia e geossciências do país e a primeira a federação voltada ao fortalecimento da... participação feminina nessas profissões. Aqui eu só vou abrir um parêntese, porque eu tive a oportunidade de... homenagear a nossa geóloga, na época reitora da UNB, pelo programa Mulher. Obrigado. Na época, muitos enxergavam a equidade de gênero como um ideal distante. Hoje vemos resultados concretos. Vemos mais mulheres ocupando posição de liderança, presidindo entidades, coordenando projetos, participando dos processos decisórios e contribuindo para a construção de um ambiente mais diverso e representativo. Em diversos espaços do sistema com fé a CREA, a participação feminina já supera 30%, inclusive em importantes colegiados de liderança, como o Colégio de Presidentes dos CREAs. Também tive a honra de levar essa pauta para Portugal, contribuindo para o fortalecimento de iniciativas voltadas à participação feminina na engenharia e recebendo uma homenagem da Ordem dos Engenheiros Portugal no ano passado, representando o Brasil junto aos países da comunidade dos países de língua portuguesa. Receber essa homenagem não como uma conquista individual, mas como um reconhecimento ao trabalho coletivo de milhares de mulheres que têm dedicado suas vidas à construção de um futuro mais justo. Porque a presença feminina não fortalece apenas a engenharia, fortalece a sociedade. Precisamos de mais mulheres ocupando espaços de liderança em todas as áreas, na engenharia, na infraestrutura, na ciência, tecnologia, na gestão pública, na política, no empreendedorismo, na academia e em todos os ambientes onde decisões são tomadas. Precisamos de mais engenheiras, arquitetas, urbanistas, cientistas, pesquisadoras, gestoras públicas, formuladoras de políticas públicas, parlamentares e lideranças ocupando os espaços onde o futuro do Brasil é decidido. Mas não podemos falar sobre o avanço das mulheres sem falar dos desafios que ainda enfrentamos. Precisamos combater, continuar combatendo de forma firme e intransigente o assédio moral, o assédio sexual e todas as formas de violência e discriminação que ainda afastam mulheres de ambientes profissionais, acadêmicos e institucionais. Precisamos continuar lutando para que nenhuma mulher tenha que provar duas vezes a sua competência, para receber o mesmo reconhecimento que o homem recebe uma única vez. Precisamos continuar buscando de forma incessante a equiparação salarial, porque trabalho igual deve significar remuneração igual. Precisamos construir ambientes onde as mulheres sejam valorizadas, não por concessão, não por favor, mas por aquilo que sempre demonstraram possuir. Competência, conhecimento, capacidade técnica, liderança e resultados. E precisamos reconhecer uma realidade que ainda nos envergonha como sociedade. violência contra a mulher. Ainda somos um país onde milhares de mulheres são vítimas de agressões, abusos, estupros e feminicídios todos os anos. E quando falamos sobre os desafios que ainda enfrentamos, não estamos falando apenas dos ambientes profissionais. Estamos falando da segurança de uma mulher que volta sozinha para casa, após um dia de trabalho. Estamos falando da estudante que precisa atravessar a cidade à noite para buscar sua formação. Da profissional que muitas vezes precisa compartilhar sua localização em tempo real com familiares, por medo de não chegar em segurança no seu destino. Nenhuma mulher deveria precisar planejar sua rotina em função do medo. Nenhuma mulher deveria ter que escolher caminhos mais longos, evitar determinados horários ou abrir mão de oportunidades profissionais por falta de segurança. Por isso, a luta das mulheres também é uma luta por cidades mais humanas, por espaços públicos mais seguros, por iluminação adequada, por mobilidade acessível e por políticas públicas que garantam um direito fundamental de ir e vir sem medo. a construção de cidades pensadas para as pessoas. Cidades que acolham, protegem e respeitam as mulheres em todos os espaços. Por isso, a luta pela equidade de gênero não é apenas uma pauta feminina, é uma pauta de direitos humanos, de justiça e de desenvolvimento social e econômico. E, acima de tudo, é uma pauta que exige união. E eu acredito na força da sororidade. Acredito que, quando uma mulher abre uma porta para outra, ela não perde espaço. Ela amplia oportunidades. conhecimento construímos lideranças. E nisso aqui eu queria fazer outro parênteses para agradecer. A Fátima Portal. tudo que ela já fez na minha vida. como engenheira e como humana. Que o Dia Nacional das Mulheres da Infraestrutura seja mais do que uma data comemorativa, que seja um símbolo permanente de reconhecimento, respeito, valorização e compromisso com a construção de um país mais justo, mais seguro e mais igualitário para todas. Porque quando uma mulher avança, Ela abre caminho para muitas outras avançarem também. Muito obrigada. Obrigada. Obrigada.

0:007:23
11 de jun, 15:30
#17
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Avançam, muitos avançam. Aliás, a presidenta do Supremo Tribunal Militar, e a primeira mulher a presidir aquela corte, ela disse que furei o teto de vidro. Quando for o teto de vidro... o serviço que muitas de nós passemos neste teto de vidro que foi E... e, na verdade, que foi desconstruído. e os seus estilhaços ficam e nós temos que retirar da nossa contemporaneidade, os pedaços desse teto de vidro. Então, mais uma vez, agradecer, Valesca, a... oportunidade de estarmos aqui fazendo essa discussão sobre esse dia. E nós, depois dessa audiência, vamos trabalhar para que nós possamos aprovar em regime de urgência essa proposição. para que nós possamos aprovar o mais rapidamente possível. Não depende só da gente, mas penso que era muito importante que no mês, até o agosto, o Lilás, é onde a gente lembra a Lei Maria da Penha, a luta contra as violências, violência de gênero, que a gente vive institucionalmente também. Violência de gênero institucional se dá também no local de trabalho, onde você tem aqui entre o bullying e o assédio. E superando o bullying... E... ou assédio. É muito bom estar aqui com vocês. Eu vou passar, então, a palavra agora para a nossa última componente aqui desta mesa, que é a nossa reitora por duas vezes, reitora da universidade. Falta Cíntia, exatamente. Vou passar, então, antes da massa, e vou passar para a Cíntia. Então, Cíntia, que aqui representa a... A agência, a NTT. Então, passa a palavra para a Cintia Ruas. que é superintendente de sustentabilidade, pessoas e inovação da Agência Nacional de Transporte Terrestre. A... A NTT precisa ser... As agências precisam muito ser fortalecidas, muito, muito. Muito. Porque elas são absolutamente fundamentais para poder ter o olhar da população. Eu digo do Estado, mas um Estado difuso. O Estado que envolve os interesses do conjunto da sociedade, o olhar da sociedade sobre o funcionamento de tantos órgãos. Então, Cíntia, uma alegria tê-la aqui e lhe passa a palavra, então. Obrigada.

0:002:36
11 de jun, 15:37
#18
SUPERINTENDENTE DE SUSTENTABILIDADE, PESSOAS E INOVAÇÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES - ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT Cynthia Ruas
Cynthia Ruas

SUPERINTENDENTE DE SUSTENTABILIDADE, PESSOAS E INOVAÇÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES - ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT

Transcrição por IA

Obrigada, deputada, pelo espaço. a nós todas, mulheres, da infraestrutura. Estou aqui realmente na condição de superintendente da NTT, mas, além disso, sou servidora da agência, sou especialista em regulação do concurso de 2013 e, desde então, estou na NTT. Eu sou advogada de formação, não sou engenheira, Mas estou na infraestrutura. E é exatamente isso. Mulheres na infraestrutura englobam várias carreiras. Quando a gente fala de regulação, principalmente direito, engenharia e economia andam muito juntas. Então, eu digo que na NTT eu fiz algumas graduações e pós-graduações e mestrados, tudo junto, porque já passei por elaboração de contratos de concessão de rodovia e ferrovia, já passei por relacionamento internacional e hoje eu estou na área de sustentabilidade, pessoas e inovação. Então, é de fato uma honra poder estar aqui falando, representando também as agências reguladoras como um todo. agências de infraestrutura, ANAC, ANTAC, NTT, que são voltadas para transporte, eu posso afirmar aqui, tenho esses dados, eu conversei com colegas dessas agências, nós somos aproximadamente 25% de servidoras. É um índice bastante baixo, comparado a outros setores, comparado até com o serviço público em geral no Brasil. Então, é um grande desafio a gente quebrar essa barreira de que infraestrutura é um mercado masculino. A gente está, como a Luciana falou, Normalmente, é uma, no máximo, duas mulheres e um monte de homens. Então, acho superimportante esse projeto de lei. A gente está num momento na ANTT em que nós estamos com um espaço para abrir esse tipo de debate. A gente vai, inclusive, fazer uma reunião convidando mulheres que estão em outras agências reguladoras para justamente levantar a pauta de vamos trazer mais mulheres para essas lideranças, porque somos poucas ainda, muito poucas. Se somos poucas servidoras, menos ainda nos cargos de liderança. Um levantamento até um pouco recente que eu fiz, aproximadamente só 10% das diretoria de agências reguladoras são ou foram preenchidas por mulheres. Então, é um dado que acho que reforça a importância da pauta, e mesmo esse dado de 10%, ele é aumentado por agências que são voltadas para a saúde, e, no caso, também a agência Ancine, que é voltada para cinema. Na infraestrutura, esses percentuais são ainda mais baixos. Então, é isso. Acredito que estamos em um caminho certo. Estamos fortes, estamos unidas. Acredito também que não podemos deixar a bola cair. E temos que puxar os homens que estão como dirigentes dessas agências para nos ouvir, para nos apoiar também, para levar à frente. Porque nem sempre temos uma deputada mulher em algum dos nossos eventos e nas reuniões em que estamos para poder nos apoiar. Então, eu realmente fico bastante feliz com a oportunidade de fazer aqui essa breve fala e parabenizo bastante a Enem Infra. bastante mesmo, porque é uma iniciativa superimportante que vai ser relevante para todas as outras carreiras de mulheres que estão atuando na infraestrutura. Obrigada. Aplausos. Mas

0:003:47
11 de jun, 15:40
#19
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Oi, Cíntia. E agradecer 25% na ANTT. É...

0:000:06
11 de jun, 15:44
#20
SUPERINTENDENTE DE SUSTENTABILIDADE, PESSOAS E INOVAÇÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES - ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT Cynthia Ruas
Cynthia Ruas

SUPERINTENDENTE DE SUSTENTABILIDADE, PESSOAS E INOVAÇÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES - ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT

Transcrição por IA

...TT, ANAC e ANTAC. Somos só 25% de mulheres servidoras. Se a gente falar em quadro de dirigentes, aí cai para menos de 10%. Obrigado.

0:000:13
11 de jun, 15:44
#21
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Dizemos que temos que aprovar o... O Tia, para que a gente possa fazer toda essa discussão permanentemente. E agora sim eu passo, então, para a nossa reitora, por duas vezes reitora da Universidade de Brasília, a primeira mulher a ocupar a condição de reitora da Universidade de Brasília, a professora Márcia Abrão, que é geóloga. Muito obrigada.

0:000:24
11 de jun, 15:44
#22
GEÓLOGA, EX-REITORA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - UNB - UnB Márcia Abrahão
Márcia Abrahão

GEÓLOGA, EX-REITORA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - UNB - UnB

Transcrição por IA

Boa tarde. A todas, vou privilegiar as mulheres. Cumprimento demais a deputada Érica Cocá e agradeço por todo o trabalho que tem feito, pela oportunidade de eu estar aqui também. e por representar tão bem o Distrito Federal. É um orgulho ter a deputada Erika Cocay. A gente fala, nós temos a deputada Erika Cocay. nos representando. Queremos muito que seja a nossa senadora. No próximo... legislatura. É, todas as mulheres aqui e eu... Talvez seja a única geóloga. Eu estava olhando aqui que se tivesse mais alguma geóloga, provavelmente teria sido minha aluna. Então, é uma honra estar aqui com vocês. Agradeço demais a ANE Infra, na pessoa da Valeste. Muito obrigada pelo convite também. E fiquei muito feliz de saber que a Fabíola, que me indicou na homenagem que eu recebi do CONFEA, E também agradeço a deputada Érica por ter me indicado para a homenagem de mulheres cientistas, que eu vou receber semana que vem. São três mulheres, eu tenho orgulho de estar aqui. como mulher, como geóloga, como representante das mulheres cientistas também. Eu, rapidamente, eu sou uma mulher branca, de olhos azuis ou verdes, Minha neta esses dias perguntou: "Vovó, por que o seu olho está azul?" Eu falei: "Porque o olho da vovó é dessa cor". Então, é uma honra demais também ser avó. e eu sou geóloga de formação, me formei na UNB em 86 e fui trabalhar na Petrobras. Também, como a história que vocês contam aqui, uma das poucas mulheres Na época, a gente não podia nem ser lotado no lugar que a nossa colocação no curso nos permitia, Porque a gente ia para a equipe, no caso, eu fui para a equipe sísmica, e tinha que ir para onde tinha logística para as mulheres. Eu imagino que hoje esteja melhor, eu espero. que esteja melhor, isso foi em 87, trabalhei no interior da Bahia, e em Mossoró E desde 1995 sou professora da Universidade Brasília, agora... aposentada, fui a primeira mulher eleita diretora do Instituto de Geosciências, em 50 anos, e a primeira mulher eleita reitora da Universidade Brasília. E carrego comigo todas as mulheres que lutaram e lutam cotidianamente e todas as da infraestrutura. A geologia também, como todas sabemos, é um dos pilares da infraestrutura do Brasil. E as engenharias, como todas as outras áreas, são fundamentais para nós desenvolvermos o nosso país, também o direito, a economia. E tive o orgulho de, em 2008... no governo, segundo o governo do presidente Lula, eu era pró-reitora, decana de graduação, ter coordenado a expansão da UNB, E, com ela, nós criamos vários cursos de engenharia na UNB, E um campus, não sei se todas sabem, um campus inteiro de engenharias que a UNB hoje tem, que é o campus do Gama. Quem não conhece, eu recomendo que conheça, que já tem hoje, além da formação de engenheiro de diferentes áreas, engenheiras, também... Pós-graduação. Então, é isso, nós mulheres temos que dar esse retorno para a sociedade, mas também esperamos que a sociedade nos retorne. E esse dia que chama Dia da Valorização das Mulheres na Infraestrutura Nacional, Como dizem aí os jovens, demorou. Nós precisamos demais da aprovação. E eu tenho certeza que a deputada Érica Cocay vai continuar lutando. para que nós estabeleçamos mais rapidamente esse dia. Semana passada, eu estive no Senado discutindo os minerais críticos, das quais as terras raras fazem parte, faz parte da minha área de estudo, E lembrei do papel das universidades, da ciência, da tecnologia para o desenvolvimento do país. Então, é importantíssima essa integração entre Estado, iniciativa privada, ciência, universidades, formação. Então, a gente precisa cada vez estar mais integrado. E a deputada Érica lembrou... das agências, do fortalecimento das agências, eu aproveito aqui meu momento de fala, para ressaltar a importância do fortalecimento das agências, de nós... chamarmos os aprovados e as aprovadas nos concursos, e, entre eles, eu ressalto a agência da minha área, que é a Agência Nacional de Mineração, mas também todas as demais agências. O presidente Lula retomou os concursos e tem retomado as chamadas. É importante que a gente continue chamando, eu apelo aqui para a gente concluir essas chamadas que são fundamentais para o desenvolvimento do nosso país, assim como a aprovação do fim da escala 6 por 1, que foi aprovada aqui na Câmara e está no Senado. E para nós, mulheres, isso tem um impacto direto no nosso... dia a dia. Então, eu agradeço demais, parabenizo novamente a Neinfra, deputada Érica Cocay, e contem comigo nesse debate e nessa luta pelas mulheres na infraestrutura. Obrigada. Obrigada.

0:005:54
11 de jun, 15:45
#23
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Eu... Nós escutamos... a nossa última convidada. Eu vou agora... Eu vou passar, assim, antes... Eles não precisam se inscrever, a gente já escreveu. A Valesca Rebouças, que é vice-presidenta de Comunicação e Engajamento Social, e também o Igor, que é o nosso... Está ali. O nosso presidente da ANEINFRA. E eu vou repetir que foi essa iniciativa deste projeto de valorização das mulheres na infraestrutura foi uma... sugestão da Valência, que tem nos ensinado todos os dias como fazer com que tenhamos os nossos direitos respeitados. E agradecer muito a Neinfra, na figura do Igor, que tem feito essa discussão também muito intensa sobre zerar o cadastro da infraestrutura, que é fundamental, os especialistas em infraestrutura, sobre a questão das agências. As agências, elas se bastam via de regra, elas têm a arrecadação necessária para que elas possam existir, e elas estão com a deficiência de quadros muito, muito, muito intensa. E nós estamos falando de regulação, nós estamos falando, então, de agências que, como eu disse, é o olhar da própria sociedade. A professora Márcia lembrou bem que é necessário que a gente avance, busque avançar o máximo possível na carreira de infraestrutura, que precisa também ser fortalecida. Ela é transversal. A gente dialoga com várias políticas públicas e a gente sempre encontra ali os profissionais de infraestrutura dando a sua contribuição para a política de meio ambiente, para a política de saneamento, para a política das cidades, do Ministério das Cidades, da saúde. E nós vamos, aliás, eu diria que nós temos como um do fator estruturante do país, que é um plano que tem uma relação intrínseca com a carreira de infraestrutura. Tivemos aqui a oportunidade de discutirmos as reivindicações dos institutos federais, e uma delas é a alimentação, uma delas é a alimentação, é, portanto, você ter os espaços para... possibilitar a permanência dos estudantes, das estudantes na instituição, mas ali é o PAC. É o PAC que vai construir os refeitórios nos institutos federais. E o PAC... É infraestrutura, sim, moço. Por isso, nós estamos aqui lidando com algo que é fundamental para as políticas que são estruturantes na construção da soberania e na construção da própria democracia, e, particularmente, da cidadania, que os três, democracia, soberania, cidadania, eles se retroalimentam. Então, portanto, carreira que é estruturante. Por isso, ela tem essa transversalidade imensa. E nós estamos falando aqui... é do poder público. Mas, se nós entrarmos no poder privado, na indústria que o Brasil já teve, o Brasil já teve uma grande indústria transnacional de infraestrutura. Então, portanto, nós estamos falando aqui de uma carreira fundamental e da necessidade de participação cada vez mais intensa das mulheres. Isso significa também, eu falo aqui, que o Ministério das Mulheres acompanhou muito essa discussão conosco, porque, recentemente, o Supremo deliberou pela constitucionalidade da igualdade salarial entre homens e mulheres, o próprio decreto que estabelece e regulamenta as condições para que se efetive a igualdade salarial entre homens e mulheres. E ali nós também começamos a perceber um pouco do que a gente viu no vídeo, da necessidade de você considerar as especificidades, considerar as especificidades das mulheres. E... muita maternofobia ainda, ou seja, as mulheres que têm crianças, e particularmente filhos pequenos, sempre são preteridas, como se não houvesse espaço para que as mães pudessem ascender às estruturas de poder. Eu lembro, eu sou oriunda da Caixa, e eu lembro que em determinado momento um presidente da Caixa, ele fez uma homenagem, ele achou que estava fazendo uma homenagem às mulheres, no Dia Internacional das Mulheres, e em determinado momento ele falava: E vocês, mulheres, quando seus filhos crescerem, também podem estar assumindo cargos de chefia. Ou seja, eu acho que ele estava querendo nos homenagear. Com essa, ele, mais ou menos, ele disse isso. E a gente lhe dá oportunidade, você tem condições, de uma vez seus filhos crescidos, enfim. Então, portanto, essa discussão da maternofobia, que envolve... não só a licença maternidade, mas isso de você arrancar o tempo, e o tempo não pertencer mais às mulheres, e, portanto, o tempo não pode ser compartilhado com as atividades humanas que a mulher exerce, dentre eles, a maternagem. Então, portanto, eu diria que é preciso avançar muito. E nós temos um projeto aqui... que a gente precisa fazer com que ele avance, é que é um projeto para que nós possamos também ter... tem um projeto e tem a ratificação de um acordo internacional, de uma convenção internacional, que assegura que nós tenhamos um combate ao assédio. Porque o assédio, ele atinge mais as mulheres, seja o assédio... sexual, mas também o assédio moral. Ele vai atingir de forma mais intensa as próprias as próprias mulheres. Então, quando você lida por um bom lugar para se trabalhar, você, sem assédio, com uma política de prevenção, mas de promoção de um bom lugar para se trabalhar e, ao mesmo tempo, de apuração. Apuração, porque é preciso apurar. Eu, oriunda da Caixa, nós venciamos na gestão... no governo federal passado, um processo que era inimaginável, que isso pudesse estar acontecendo do ponto de vista de assédio, expressões grotescas, brutas, todo assédio moral é muito bruto, e a gente vai sentir. Por isso que as mulheres somos as maiores vítimas de doenças relacionadas, psicopatologias do trabalho. porque nós temos a dupla jornada, a tripla jornada, e nós vamos, enfim, todo o tempo extrapolando os nossos próprios limites. E nós estamos falando de infraestrutura que, em grande medida, tem um número pequeno de mulheres ainda, que é preciso ser... enfrentado. Aqui nós estamos com um dado que a Luciana traz, engenharia em 2024, as mulheres foram 35,8%, dos concluintes na área de engenharia, produção e construção. E os homens foram... 64.2. Portanto, nós estamos aqui com uma construção de que é um espaço onde as mulheres não estão nele, as mulheres vão estar, e vão estar cada vez mais, porque vão, enfim, e superam essas discriminações que a gente só sente, que uma delas é a ditadura da perfeição. quando você está em um espaço que culturalmente é ocupado por homem, o não errar passa a fazer parte do seu cotidiano. Isso provoca muita tensão, porque o errar, já diz o ditado popular, o errar é absolutamente humano. Então, o não errar, o não errar. E penso que as ditaduras da perfeição, de exigir que a profissional seja impecável, mas seja impecável enquanto mãe, seja impecável enquanto esposa, seja impecável enquanto, enfim, que nós tenhamos uma perfeição nas várias esferas de atuação, que, ao não ser atingida, leva a um sentimento de culpa. que corrói a própria autoestima, que é um instrumento de dominação. Então, portanto, é muito bom, Valice, ter lhe conhecido, acompanhar a sua trajetória do Igor, da Neinfra, eu diria, e a sugestão que foi de vocês que nós pudéssemos fazer este dia, e aqui estamos realizando essa audiência pública para fazer essa discussão, para acumular argumentos, mas para um pouco aqui também estarmos pontuando o que nós queremos. O que nós queremos com esse dia é um processo de discussão, de reflexão, de envolvimento dos conselhos, mas também de envolvimento da sociedade civil, de envolvimento dos órgãos públicos, de envolvimento das associações, enfim, das pessoas que se organizam para melhorar as nossas vidas, que só melhoramos quando nos... aliamos umas às outras. Sozinha, a gente pode até chegar mais rápido Mas a gente não chega tão longe. Como dizia a Luciana, é preciso que a gente faça todas as nossas... as nossas tranças, as nossas teias, para que nós possamos adquirir força, a força necessária para que tenhamos mais mulheres na infraestrutura, mas que tenhamos também o combate e instrumentos para combater as discriminações no local de trabalho, que muitas vezes, como disse, a gente vê, Percebe? E a gente conta. E a gente consegue mensurar. E outras... a gente sente igualmente de forma muito doída. Mas, enfim, nós vamos, então, passar a palavra... Eu vou perguntar quem quer fazer uso da palavra, que agora nós vamos abrir para as pessoas... não é é é o Camila. Comissão, é... Tá. Alguém mais? Já escrevi a Valência que o Igor... sem a sua autorização, mas senti diversa ousadia de inscrevê-los. A Fátima... O Ativan Kohl foi muito tempo do SLU, não é? aqui da Limpeza Urbana e fez história. Tem muita história, é uma alegria tê-la aqui. Então, nós vamos passar... Alguém mais? Nós vamos fechar as inscrições e depois vamos devolver a mesa. para as considerações por dois minutos. A primeira mesa e, em seguida, a segunda mesa. Então, eu vou passar a palavra para a Valência e depois para o Igor. para a Camila e para a Fátima. Agora, eu só pedi que, quando vocês forem falar, falar o nome completo e se... representar em alguma entidade ou comissão, ou se alguma... Também falar qual é a comissão para fazer parte dos anais da audiência pública. Nossa Mestra. E aí

0:0011:20
11 de jun, 15:50
#24
Diretora Vice-Presidente de Comunicação e Engajamento Social da Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura (Aneinfra) Valesk de Castro Rebouças
Valesk de Castro Rebouças

Diretora Vice-Presidente de Comunicação e Engajamento Social da Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura (Aneinfra)

Transcrição por IA

Ô, deputada, só gratidão, né? A gente está aqui hoje muito feliz, a Ney Infra está aqui muito feliz recebendo outras carreiras, outras colegas, além da Aidenite, né? Que também sou analista de infraestrutura de transporte. Ficamos muito felizes de termos aqui representação das agências reguladoras, que também são mulheres da infraestrutura. Temos também aqui a Infra S.A. Temos uma colega da Infra S.A. Cadê a colega da Infra S.A.? Também está aqui presente. todas... entidades ligadas à infraestrutura. A deputada nos ajuda sempre, nos conhecemos... muito na época da negociação salarial, quando ela conseguiu para a gente uma audiência na CASP. A gente estava lá que não olhou, defendendo a carreira de infraestrutura que não estava sendo ouvida na negociação salarial. E hoje a gente está aqui, deputada, muito feliz com esse momento, feliz das mulheres da infraestrutura, terem conseguido chegar à senhora e esse dia estar sendo possível. Queríamos que esse dia não tirasse, assim, homenageasse mais ainda o dia 23 de junho, que é o Dia Internacional das Mulheres da Engenharia, que coincide com o aniversário da Women Engineers Society, uma sociedade que foi criada lá no Reino Unido nesse dia, 23 de junho, que foi para defender mulheres engenheiras que estavam perdendo os empregos. e a gente só quer abrir mais o leque, que mulheres têm que estar unidas e agregadas para a gente se fortalecer e colocar também as nossas colegas geógrafas, geólogas, arquitetas, e não só dessas áreas de ciência que precisa tanto nesse país, mas também as outras mulheres advogadas, independente da formação, economistas, as mulheres da regulação. Então, a categoria de infraestrutura precisa se fortalecer, a senhora já falou a importância, não vou me repetir. E, nesse momento, seria muito bom que a gente se fortalecesse também como carreira, porque a gente tem um cadastro de reserva aí esperando. Naquele momento, a gente queria que a gente se fortalecesse, que era uma negociação salarial. para asumir. outras carreiras tiveram mais de 100% de chamamento e nós tivemos apenas 25%. Então, novamente, a gente sente a carreira de infraestrutura ficando para trás, não sendo reconhecida com a importância que ela realmente tem. Então, a gente gostaria muito que nesse governo ainda fosse possível fazer mais uma chamada e colocar para dentro todo o cadastro de reserva, porque nos concursos de análise de infraestrutura sempre se chamou até o último... classificado no cadastro de reserva. E dizer que no... dando... números para o que nossas colegas falaram, o primeiro lugar geral do concurso de análise de infraestrutura Foi uma mulher, Rosana. Ela tirou o primeiro lugar geral. E... Houve a segunda chamada, o primeiro lugar do curso de formação foi uma mulher, Louise. Então, as mulheres são minoria, mas elas são esforçadas. E o Brasil precisa de mais mulheres na infraestrutura. Muito obrigada, deputada. Obrigada.

0:003:29
11 de jun, 16:02
#25
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Gracias, Valeria. Paso, entonces, para el presidente, el Igor, y después paso para la Camila, la Fátima y la Fonsa.

0:000:10
11 de jun, 16:05
#26
Diretor Presidente da Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura (Aneinfra) Higor Guerra
Higor Guerra

Diretor Presidente da Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura (Aneinfra)

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Boa tarde, sou o Igor Guerra, presidente da ANEINFRA, Associação Nacional dos Analistas Especialistas em Infraestrutura. Deputada Érica, muito obrigado, toda essa parceria. Estava pensando aqui quais os motivos para lhe agradecer, mas são tantos. Então, assim, eu fico muito honrado mesmo, não só por essa audiência, mas por estar confiando realmente nesse trabalho, nesse projeto Esse projeto de lei... que... da valorização das mulheres na infraestrutura nacional, ele é um marco. Estava vendo aqui, queria também agradecer a todas as mulheres, os homens também presentes aqui. Acho que eu sou o primeiro homem a falar nessa audiência pública. E acho que muitos de vocês aqui eu fiz o contato, nós fizemos pela Neenfro o chamamento e vocês vieram. Então, muito obrigado. Isso aqui faz toda a diferença, pessoal. Obrigado. Chamar atenção, aqui, esse plenário 14 é o plenário que se trata a Comissão das Mulheres, da Defesa dos Direitos das Mulheres. Temos ali o quadro... das ex-presidentes das mulheres. comissão mas também aqui é o plenário que trata da Comissão de Minas e Energia. É uma comissão muito intimamente ligada ao setor de infraestrutura Não tem nenhuma mulher. nenhuma deputada. e que tomara, nesse processo eleitoral, com as novas deputadas, ou as deputadas que foram reeleitas, que possamos ter nossa primeira mulher deputada a presidir a Comissão de Minas e Energia. Então, deputada, nosso... Nosso... nosso trabalho em conjunto aqui, em parceria aqui, como falo aqui só em nome dos analistas de infraestrutura, especialistas, mas... Temos aqui representando também especialistas em regulação, Cíntia, analista de infraestrutura também do DENIT, A Fernanda... setor privado, também aqui representado. Acho que é um coletivo, um grupo, que quer cada um na sua área, seja o setor público, seja o setor privado, mas todas empenhadas para o desenvolvimento do nosso país. Precisamos valorizar as mulheres no setor de infraestrutura, precisamos valorizar a infraestrutura, Hoje, deputada Erika, a carreira de analista de infraestrutura está em lei, na nossa lei, que nós pertencemos a um grupo de gestão governamental. Nesse grupo são quatro carreiras. três têm um certo patamar salarial e a nossa é a única que recebe menos. Por que disso? Temos também questões que precisam ser resolvidas também para... para a carreira do DENIT, para a carreira das agências reguladoras, para tantas outras assim. Então é um sinal de fortalecimento. A deputada Érica falou sobre a questão do novo PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento, que é fundamental a gente construir essas bases, construir mudanças na vida das pessoas. Então, é nosso apelo para que possamos também valorizar essas questões da infraestrutura. Quero reforçar também dois pedidos. Um pedido que é do nosso grupo. que foi agora recentemente terminado o curso de formação para analista de infraestrutura, com o curso... do CNPU, em 2024, fizeram o curso de formação agora em 2026, estão... prestes para serem chamados. Então, pedi uma celeridade para o Ministério da Gestão e Inovação, para que possam nomeá-los, nomeá-las quanto antes. Precisamos, temos um déficit... de servidores enorme, E também pelo cadastro reserva dos analistas de estrutura e de outras carreiras aqui também presentes. Deputada Erika Kukai, uma grande líder do ConvocaJá. Então, esse apelo aqui também nessa audiência pública para que sejam chamados, o cadastro de reserva, para que possam fazer o curso de formação com antes e prover novamente os ministérios, os órgãos públicos, dessa valorização. E também as colegas que estão aqui representando o setor privado, para que a gente possa fazer a devida valorização dos trabalhos do setor privado, possamos destravar uma série de problemas, burocracias, Luciana, que emperram o desenvolvimento para quem quer empreender, quem quer realmente fazer a diferença. Então, deputada, mesmo uma vez, muito obrigado por todo esse trabalho. Conte sempre aqui com a Neinfra. A gente criou, nós temos aqui a Diretoria da Valorização da Mulher na Infraestrutura. que é presidida aqui pela Poliana Guimarães, que foi painelista, e a gente entende que isso daí é uma bandeira que precisa continuar e ser levada à frente, que esse projeto de lei possa... ter o requerimento de urgência aprovado. Agradecer à deputada Juliana Cardoso, que é relatora desse projeto de lei, que já colocou seu parecer pela aprovação sem ressalvas, Então, que a Comissão da Mulher também possa estar aprovando logo esse projeto de lei, quem sabe agora em junho, talvez no dia 23 de junho. Dicas que a gente está se lembrando. E que a gente possa avançar com esse projeto de lei, deputado. Então, nossos votos aqui sinceros aí, de agradecimento mais uma vez. Obrigado. Obrigada.

0:005:09
11 de jun, 16:05
#27
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Agradecemos, Ivo. Vou passar então para a Camila, que é da Comissão dos Aprovados, lembrando o nome completo. e a entidade que representa. Agora sim. Não, não. Pronto, agora pronto.

0:000:17
11 de jun, 16:11
#28
Transcrição por IA

Eu me chamo Camille Nicola, eu sou arquiteta e hoje represento a Comissão das Pessoas Aprovadas do Cadastro de Reserva, da carreira de analista de infraestrutura do Concurso Público Nacional Unificado, aproveitando a deixa que vocês falaram e depois foi complementado por eles. O CPNU foi um marco para o serviço público brasileiro ao ampliar as oportunidades, democratizar o acesso às carreiras públicas e reunir profissionais altamente qualificados de todas as regiões do país. Hoje, o Cadastro de Reserva conta com mais de 700 profissionais aprovados para atuar em áreas estratégicas do desenvolvimento nacional. Cerca de 30% são mulheres. São arquitetas, engenheiras civis, engenheiras eletricistas e geosscientistas, preparadas para contribuir com o planejamento, a execução e fortalecimento das políticas públicas de infraestrutura. Por isso, discutir a valorização das mulheres na infraestrutura também é discutir a ampliação das oportunidades para que essas profissionais possam colocar sua formação, experiência e capacidade técnica a serviço do Estado e de toda a sociedade. O Brasil enfrenta desafios significativos em áreas como habitação, mobilidade urbana, saneamento básico, recursos hídricos, energia, logística e adaptação às mudanças climáticas. Para enfrentá-los, é fundamental contar com um quadro técnico qualificado, diverso e comprometido com o interesse público. A carreira de analista de infraestrutura foi criada justamente para fortalecer a capacidade técnica do Estado, na formulação, coordenação e implementação de projetos estruturantes. Obrigado. As pessoas aprovadas no CPNU estão prontas para contribuir com essa missão. A presença feminina nesses espaços também produz resultados concretos. Diversidade nas equipes amplia perspectivas, fortalece a inovação, melhora a tomada de decisões e torna as políticas públicas mais representativas da sociedade brasileira. Por isso, a valorização das mulheres na infraestrutura deve caminhar ao lado do fortalecimento das carreiras técnicas e da adequação da ocupação dos cargos públicos estratégicos, garantindo que o conhecimento e a qualificação já disponíveis possam ser efetivamente aproveitados em benefício do País. A criação do Dia Nacional da Valorização das Mulheres na Infraestrutura representa um importante reconhecimento da contribuição feminina para os setores essenciais ao desenvolvimento nacional e uma oportunidade de inspirar novas gerações a ocuparem esses espaços. Agradecemos, em nome de todos os aprovados, a deputada Érica Cocay pela realização dessa audiência. e pela iniciativa de promover esse importante debate. Também gostaríamos de agradecer o apoio incansável da deputada aos aprovados do CPNU. em iniciativas como Convoca Já, por exemplo, sempre defendendo o fortalecimento do serviço público. Muito obrigada. Obrigado. Obrigada.

0:003:05
11 de jun, 16:11
#29
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

A Camila, passar para a Fátima Cor e por fim para a Fonça. Obrigado. Obrigado.

0:000:07
11 de jun, 16:14
#30
Engenheira Civil e Presidente licenciada do CREA-DF Maria de Fátima Ribeiro Có
Maria de Fátima Ribeiro Có

Engenheira Civil e Presidente licenciada do CREA-DF

Transcrição por IA

Boa tarde a todos. É um prazer estar aqui participando dessa audiência e, assim, quero parabenizar, que nós sempre estamos juntas aí, né? deputada sempre abraçando as causas não só da engenharia, como da mulher, e a gente teve um período atuante como presidente de CREA. Então, meu nome é Fátima Kohl, ex-presidente de CREA, como diz, meu primeiro mandato em 97, ainda no século passado, fui a primeira mulher presidente aqui da nossa capital, do CREA da nossa capital, 18 até 2023, fiquei também como presidente seis anos, dois mandatos. E hoje... simplesmente a engenheira Fátima Cor. Sou aposentada, mas já como a própria deputada colocou, já passei pelo... Fui presidente do SLU, secretário de obras... Então, eu tenho bastante experiência da engenharia a serviço da sociedade, a serviço do Estado. A questão... Sempre tive participação. Foram 35 anos na gestão pública, e eu sei a importância que nossa carreira tem dentro da gestão pública. E aí, eu acho que olhei e dei uma olhadinha para as... carinha de todo mundo, acho que eu sou a mais antiga aqui, né? 48 anos de profissão, vou fazer 50 anos de profissão agora em 28, formada em 78. e desde o primeiro mês formada eu trabalho na área da engenharia, e queria trazer três destaques. Primeiro, exatamente, a gente hoje está aqui em uma audiência pública para aprovar o dia... da valorização da mulher. Quem de vocês já ouviu alguma vez esse primeiro questionamento que você faz? Mas por que essa diferenciação, vocês mesmos estão se... como é? Se discriminando, querendo um dia especial. Não vamos ouvir esses discursos, porque é o momento que nós temos para discutir, para ressaltar, para lembrar e para trazer as nossas propostas em pauta. Então, não vamos cair. Outra coisa também que eu gostaria de ressaltar, aproveitar essa oportunidade, talvez bastante importante, é a gente, na hora das nossas políticas, Vocês, que quase todos aqui devem ter funções importantes... Observem as propagandas que saem no local de trabalho de vocês. Foto de quem? De homem ou de mulher? Quando você vê fazendo umas continhas de matemática, quem está lá? Homem. Quando você vê uma professora, uma mulher. Quando, às vezes, um médico, uma enfermeira, uma mulher. Veja se nas nossas profissões técnicas você vê foto em destaque de mulheres. Então, isso é um subcondicionamento. Por isso que, muitas vezes, a gente não consegue chegar nos nossos jovens para assumir as nossas carreiras. Nossa carreira vira bicho papão. para as mulheres, para as meninas... Porque só já está ali aquilo gravado, que é coisa de homem, que matemática é coisa difícil, porque não nos dá essa oportunidade. Então, vamos observar esse subcondicionamento que está registrado aí em qualquer tipo de propaganda, quando nós falamos das nossas carreiras. E, por último... Também discurso... Eu falo isso porque, quando eu fui presidente de CRÉ em 97, nós éramos 11%. Então, sempre vivi no meio bastante masculino. Hoje, somos 20%. Outra coisa, aproveitando que estamos aí em plena Copa, como a deputada colocou, a questão de... que a gente pensa que está... os discursos machistas, digamos assim, quando as crianças crescerem. Eu tive uma oportunidade, o pessoal falava, eu sempre fui assim, de frequentar, e eu falo isso para deixar de exemplo. Estou dizendo que realmente são 48 anos dentro da profissão. Eu participava, na época... de um sindicato que eu não era, nunca fui empresária, mas eu fazia questão de ir, até como engenheira, para ver a parte toda. E lá eu peguei uma discussão, bastante acirrada quando estava passando a licença de maternidade de três meses para quatro meses. E eu não sei de onde eu tirei, acho que muita conta na minha cabeça, Eu fiz uma continha para ir todo mundo contra, os empresários, porque iam prejudicar o seu rendimento, sua produção, e eu fiz uma conta de um profissional homem, que se afasta a cada quatro anos, um mês, para assistir Copa do Mundo. Isso não dava, as contas do tempo não dava a licença da mulher de quatro meses, se passasse de três para quatro, Então três filhos que ela tivesse durante o período que era a média que se tinha. Então, é isso para a gente... Essas coisas que a gente tem que ficar em estado de alerta e se fazer presente, para poder realmente, com que as nossas causas sejam ouvidas, não só... por nós mesmos. Essa é a preocupação. Está bom aqui? Está. Mas eu até que queria metade que fosse homem para ouvir a importância que nós temos dentro da infraestrutura. Então, vamos nos fazer presentes mesmo. Então, era isso que eu queria ressaltar, agradecer à deputada mais uma vez. É importante esse dia para que nós possamos ressaltar as nossas lutas. Mesmo que ele ache, que nós ouçamos algum discurso, mas vocês mesmos estão se preconceituando, ou seja lá o que for, se discriminando, não é verdade. É um momento, então, sou favorável, realmente, quero dar a nossa posição, favorável a que esse dia seja aprovado para que possamos ressaltar as nossas lutas. Muito obrigada. Obrigada.

0:006:48
11 de jun, 16:14
#31
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Fátio passa então para Afonça, que é Presidenta da Associação de Servidores e Servidoras, na carreira de Planejamento e Comunicação. O sabendo.

0:000:10
11 de jun, 16:21
#32
Participante Afonsa
Afonsa

Participante

Transcrição por IA

Oi, boa tarde a todas. Eu estou aqui na condição não de representante, eu represento a parte dos aposentados. Mas digo para vocês, foi muito oportuno participar dessa audiência, torço para que o PL seja aprovado com a maior rapidez possível. Acho que o orçamento perpassa por todas as outras carreiras, principalmente a parte de infraestrutura. E digo para vocês, semana passada eu participei do Brasilia Tech Summit, que foi um projeto voltado para a tecnologia. falar naquele momento foi a respeito da burocracia que envolve os meios, as empresas voltadas, as empresas voltadas para transportes, falo isso que eu sei que a NTT está presente, no momento em que o Brasil necessita de abrir mais espaços, de termos mais, de dar mais mobilidade à nossa população. Eu sempre vi que um país rico é aquele onde o rico anda de ônibus e não que o pobre tem que sacrificar para comprar um carro para poder enfrentar longas distâncias para ir e voltar do trabalho, principalmente as mulheres. Então, me sinto muito feliz de estar aqui vendo tantas mulheres, porque a deputada Erika Kockay, que aqui é uma pessoa que a gente traz com muito carinho, porque todas as nossas pautas de reivindicação aqui, ela sempre apoiou e sempre abraçou com muito carinho e com muito cuidado. Eu digo que a deputada é como um caleidoscópio, multifacetada. de quem chega por perto dela pedindo apoio. Te dou-me parabéns e o meu abraço aqui, particular da minha, dos servidores da carreira de planejamento e orçamento. Digo para vocês mais, essa casa... aprova com tanta rapidez um projeto que meninas de 10 anos, como foi dito aí, não possam abortar filhos fruto de um aborto, e a prova também, tenta provar agora, a punição de meninos de 8 a 14 anos que cometam algum crime, essa mesma casa que faz isso, eu não vejo... tanto empenho em aprovar outros projetos que favoreçam a questão das mulheres. Eu não vejo tanto empenho para que outras legislações que sejam aprovadas e não vejo tanto empenho também em propostas que venham a combater o feminicídio. Eu costumo dizer: "A gente não precisa de ter lei de aborto, não. Mata as ovelhas". Mata as ovelhas, que o rebanho vai diminuindo cada vez mais. Então, para quê? Leis que venham condenar meninos de 8 a 14 anos. Leis que proíbam a mulher, fruto de ter uma criança, seja ela da idade que for, ter uma criança fruto de um aborto. Tudo isso tem que ter visto nessa casa. E quando eu vejo propostas como essa da infraestrutura, e eu vejo tendo à frente isso a nossa querida deputada Erika Hockay, eu digo, esse país ainda tem jeito. quando em outras épocas se diziam que as deputadas que vieram para aqui, as primeiras se diziam, procuraram para ter banheiro feminino, se diziam para elas, se vocês querem ser como homens, use os banheiros dos homens. Então, a gente veja que muita coisa foi conquistada de lá para cá. Ainda muito temos que fazer, e para isso precisamos, sim, da união de todas nós, independente de classe, categoria, cor, raça. Somos um povo só, somos o Brasil. é a manutenção da nossa soberania e da nossa democracia. A nossa soberania começa dentro da nossa própria casa. E quando nós, como mulheres, sabemos defender o que somos nós, para os nossos companheiros, nós estamos também exercendo a nossa soberania. Parabéns a todas por essa iniciativa. Parabéns mais uma vez, deputada Érica. E que nós vamos à frente lutar para aprovação desse PEL o quanto antes. tenham voz nessa casa.

0:003:58
11 de jun, 16:21
#33
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Bom dia. Nós vamos, então, devolver a mesa por um prazo de dois minutos. Eu vou chamar a nossa... Podia chamar a nossa primeira mesa para vermos se aperta e fica todo mundo aqui. Porque nós chamaram a Patrícia... A Karenina... Obrigado. Obrigado. Vou começar, então, com a segunda mesa, que está aqui, porque aí vocês não têm que se deslocar. Então, vou passar para a Fernanda Machado, Jimenez Machado, está aí, diretora de administração e finanças do Departamento Nacional da Infraestrutura e Transporte, DENIT, para que ela possa fazer suas considerações finais.

0:000:52
11 de jun, 16:25
#34
Diretora de Administração e Finanças Substituta do DNIT - Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes Fernanda Gimenes Machado Faé
Fernanda Gimenes Machado Faé

Diretora de Administração e Finanças Substituta do DNIT - Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes

Transcrição por IA

Obrigada a todos. Só agradecer novamente o convite da AEDENIT para participar e de colocar o DENIT nesse debate. Acho que hoje eu aprendi muito com vocês aqui. Eu não costumo participar desses debates, tenho tentado entrar mais. nessas pautas, mas o dia a dia consome a gente, né? E agradecer muito pelo... por tudo que eu aprendi aqui hoje também e pela oportunidade de estar aqui lutando com vocês nessa pauta e vamos seguir juntos para a valorização. das mulheres na infraestrutura. Obrigada. Obrigado.

0:000:36
11 de jun, 16:26
#35
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Obrigada, Fernanda. Passar então para a Luciana Dutra Souza. Tá...

0:000:10
11 de jun, 16:26
#36
Presidente do Conselho Executivo da Anetrans - Associação Nacional das Empresas de Engenharia Consultiva de Infraestrutura de Transportes Luciana Dutra Souza
Luciana Dutra Souza

Presidente do Conselho Executivo da Anetrans - Associação Nacional das Empresas de Engenharia Consultiva de Infraestrutura de Transportes

Transcrição por IA

Aproveitando o Ensejo, um caso concreto, prático, que, inclusive, eu presenciei ontem o Fernando. A gente esteve ontem lá no DENIT. no curso de licitações. E Fátima também, com toda a sua experiência do CREA. Nós tivemos um caso lá de licença maternidade, em que O pessoal não está entendendo que a mulher que está de licença maternidade, ela não tenha direito... a ter o atestado referente, o atestado referente àquele período. que ela está afastada. Então, aí a gente vê uma certa discriminação. Como não? Ela continua como responsável técnico, mas naquele período de licença, não pode ter o atestado? Que ela está como responsável técnico? Então, assim, são os pequenos cases do dia a dia que a gente tem que identificar... e fazendo as pontuações e as correções. Deputada, mais uma vez, muito obrigada e parabéns pela iniciativa e que possamos estarmos juntos, unidas, construindo as proposições e os programas que a gente precisa para a formação e união e evolução do mercado de infraestrutura. Obrigada, Luciana. Passar para a Fabiola.

0:001:16
11 de jun, 16:27
#37
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

recente. é presidente da Associação Feminina de Engenharia, Agronomia e Geossciência, do DF

0:000:08
11 de jun, 16:28
#38
Representante da Associação Feminina de Engenharia, Agronomia e Geociências do DF - Associação Feminina de Engenharia, Agronomia e Geociências do DF Fabyola Resende
Fabyola Resende

Representante da Associação Feminina de Engenharia, Agronomia e Geociências do DF - Associação Feminina de Engenharia, Agronomia e Geociências do DF

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Obrigada, deputada. Primeiro, eu gostaria de agradecer... A Neinfra também, na figura do Igor... O Igor, eu tive a felicidade de conhecer esse ano e já até falei para ele, ele é meu amigo para o resto da vida agora. Você vai correr, não. E também queria convidar a todas... para conhecer a nossa associação, a Associação Feminina de Engenharia, Agronomia e Geossciências, do Distrito Federal, também sou diretora da Nacional. E a gente precisa de muita força aí, né? Para poder continuar fazendo os nossos projetos, né? A gente vai fazendo trabalho aqui de formiguinha, né? E vai. E queria deixar uma mensagem também de uma coisa que eu acho que muita gente passa, ou já passou, principalmente quando outra mulher está em alguma posição de destaque, sabe? Eu acho que a gente cresce ouvindo que mulher não pode ser amiga de outra mulher, que a mulher vai roubar o namorado da outra mulher, que a mulher vai, quando ela está em um cargo de liderança, porque ela teve um caso ali com o chefe, sabe? nossa, isso deve começar por nós, porque quando uma mulher apoia outra, quando uma mulher está ali fazendo um trabalho junto, isso vira uma constelação. Um trabalho desse aqui não é um trabalho de uma estrela só. Estava até conversando aqui com a Márcia, de bastidor. O assédio, quando a gente fala assédio, a gente lembra muito do homem para a mulher. Só que a gente também, infelizmente, temos mulheres que assediam outras mulheres, que jogam baixo demais em determinadas pautas. E isso a gente tem que mudar, sabe? Eu acho que quando você ajuda outra mulher, você também está se ajudando. Você também está dando destaque para a causa, para a A gente tem que se ajudar o tempo inteiro, parar, sabe, de ficar olhando para a outra e vendo como concorrente. Se ela brilhar, eu não brilho. Se ela for para esse lugar, eu não vou. Isso é muito pequeno. Isso é muito baixo, né? E o programa Mulher do Confea, ele deu certo porque ele não ficou preso a uma figura só. Não foi a figura da Fabiola que ficou ali, porque, senão, quando terminasse a gestão, o programa também acabaria. Mas ele se tornou um programa de Estado, dentro do nosso Conselho Federal, está aí cada dia mais forte nos Estados... E, por causa disso, é um trabalho coletivo de mulheres de muitos homens também que apoiam a causa. E é esse que é o recado que eu queria deixar. A gente tem que se apoiar e parar de ficar com essas briguinhas, que, na verdade, não levam ninguém a lugar nenhum e só enfraquecem a nossa presença na sociedade. Obrigada, deputada.

0:002:50
11 de jun, 16:28
#39
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Obrigada Fabiola. Vou passar para Cíntia Ruas, que é superintendente de Sustentabilidade, Pessoas e Inovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres, ANTT. A, N, T, T.

0:000:12
11 de jun, 16:31
#40
SUPERINTENDENTE DE SUSTENTABILIDADE, PESSOAS E INOVAÇÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES - ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT Cynthia Ruas
Cynthia Ruas

SUPERINTENDENTE DE SUSTENTABILIDADE, PESSOAS E INOVAÇÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES - ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT

Transcrição por IA

Bom, reforço aqui, muito obrigada pela oportunidade. Eu preciso fazer um comentário aqui direcionado à Fátima. Felizmente, as nossas perspectivas mudaram bastante, porque a gente continua brigando pelo nosso espaço. Então, eu tenho um relato pessoal para dar. Eu estou como superintendente da agência desde o ano passado. Eu fui nomeada e empossada com 35 semanas de gestação. Então, eu tomei posse no cargo, passei sete meses de licença maternidade, E retornei para o cargo. Então, isso só é possível justamente como você falou, porque temos homens que já estão sensibilizados com a questão social. da presença de mulheres nas lideranças e em cargos de gestão. Então, Queremos mais? Queremos mais mudanças? Queremos mais... equidade, mas é isso. Eu acho que é uma forma também de a gente mostrar que a gente está... Estamos no caminho certo. Fazer um Dia Nacional de Valorização da Mulher na Infraestrutura é um caminho certo, faz sentido para a gente, porque estamos conquistando o espaço e queremos continuar assim para abrir portas para que outras também consigam. E é muito comum isso, quando uma mulher precisa de apoio para alguma questão, procurar outra mulher. E eu acredito que faz parte do nosso processo de crescimento, como em carreira, e também na conjunção ali das nossas vidas complicadas pessoal, e profissional, obviamente. Então, eu parabenizo novamente. Menciono aqui também que as agências reguladoras, a gente tem, obviamente, como a própria deputada falou, um papel muito crucial ali dentro do mercado, dos setores que a gente regula. Passamos por várias intempéries de corte-orçamento, os cadastros de reserva de especialista, que a gente também quer chamar, assim como o de análise de infraestrutura. e de definições também no âmbito de políticas para que a gente consiga desenvolver bem o nosso trabalho. Muito obrigada.

0:002:13
11 de jun, 16:31
#41
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

A gente vai passar para a nossa reitora, Márcia Abrão.

0:000:05
11 de jun, 16:33
#42
GEÓLOGA, EX-REITORA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - UNB - UnB Márcia Abrahão
Márcia Abrahão

GEÓLOGA, EX-REITORA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - UNB - UnB

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Bom, agradeço demais essa oportunidade. Parabenizo de novo a ANE Info, a deputada Érica Cocay. é muito reconfortante a gente ter uma deputada, uma parlamentar como a deputada Érica Cocari. É um exemplo para todas nós mulheres. Ela também foi aluna da UNB, como eu, e recebeu a homenagem de mérito a ex-aluno concedido pelo nosso conselho maior, que é o Conselho Universitário, por tudo que ela tem feito ao longo da sua história. Chegou a ser expulsa da universidade durante a ditadura militar. durante a ditadura militar e teve que rever seu sonho e adiar um pouco seu sonho. assim como tantas pessoas na ditadura militar e que tivemos, inclusive, infelizmente, alguns que chegaram a ser mortos, como Onestino Guimarães. E ela representa essa luta pela democracia e em defesa das mulheres. Então, é sempre muito bom estar junto da deputada Érica Alcocay. Achei maravilhosas as suas palavras, você nos inspira muito e motiva a continuar. Assim como a Fátima Corra, eu também estou aposentada. E aí a gente vê como a gente não pode parar a luta. Ainda tem muito a ser feito no nosso país para as mulheres, e nós precisamos estar na luta até para motivar as mais jovens também a não desistirem. A Camille Eu fico feliz, lindas também as suas palavras, e representa muito bem nós mulheres, nós mulheres da infraestrutura. E aí eu reforço esse apelo, porque nós precisamos de mais mulheres na infraestrutura no nosso país, e temos aí várias aprovadas de altíssimo nível. E isso também se deve ao governo do presidente Lula, que retomou os concursos públicos e criou o concurso nacional unificado. Já gastamos dinheiro, já estamos com vários aprovados e precisamos dar continuidade para a melhoria da nossa infraestrutura do Brasil. Então, contem comigo. Eu, assim como a Fátima Corr, estou na luta. E vamos juntas fortalecer as mulheres na infraestrutura, no mercado de trabalho e também defender as vidas das mulheres. Nós queremos viver. Obrigada.

0:002:35
11 de jun, 16:33
#43
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Parem de nos matar. Eu entrei na universidade e... 76. Em 1977, nós tivemos uma greve. Uma greve pela democracia, pela liberdade, enfim. E nós fomos brutalmente reprimidos, inclusive fomos desligados da universidade num processo absolutamente considerado as pessoas perigosas na universidade, porque a gente lutava pela democracia. Em 1976, houve... sete expulsões E eram todos alunos, mais da metade do curso, tinham uma média geral aritmética, todos tinham uma boa média geral aritmética. E aí a gente fez um movimento em 1977 para exigir as liberdades e o retorno das pessoas que tinham sido expulsas. E aí fomos expulsos nós, expulsas. Mas enfim, a gente conseguiu com anistia, eu fui anistiada e concluí meu curso. na universidade, mas significa que eles não permitiam que a gente pudesse questionar. E, na época, nós tínhamos, dentre tantas reivindicações, reivindicações que a universidade dialogasse com a sociedade, que a universidade pensada por Darcy e Anísio Teixeira, ela pudesse ser uma realidade. Não havia nem curso noturno naquela época, então, as pessoas que trabalhavam tinha muita dificuldade de cursar a Universidade de Brasília. Eu passei a trabalhar à noite para poder fazer meu curso avançar, porque não tinha ensino noturno. Então, se a gente olha a universidade de hoje, com tanta diversidade, a Márcia, que construiu o... o 60+ o vestibular para as pessoas com mais de 60 anos, mas também a diversidade que hoje tem na universidade, ela é uma conquista da sociedade brasileira. Eu tenho muita alegria de ter, à época, participado da construção da política de cotas, que a Universidade Brasília foi a primeira universidade federal a assumir as cotas para negros, indígenas, enfim, as cotas raciais. Eu era presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa e eu participei da comissão para estabelecer a regulamentação da cota, inclusive a política de permanência. que é a assistência estudantil. Eu preciso ter política de permanência. Então, portanto, eu fico muito feliz da universidade ter esse tipo de projeto de extensão que tem hoje, que está dentro, tem um projeto de extensão da ciência exata, eu já falei isso, eu vou só repetir, que é específico para as meninas. para as meninas na área de informática. Então, as meninas que estão na escola pública. Bom, enfim, eu vou passar, então, para a nossa primeira mesa. Eu vejo... Eu vou passar para a Patrícia. A Patrícia já foi, mas então passo para a Karenina. Obrigado. Bom. Obrigado.

0:003:06
11 de jun, 16:36
#44
Secretária-Executiva Adjunta do Ministério das Cidades - Ministério das Cidades Karênina Martins Teixeira Dian
Karênina Martins Teixeira Dian

Secretária-Executiva Adjunta do Ministério das Cidades - Ministério das Cidades

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Está ruim aqui. Bom, gostaria de agradecer mais uma vez aqui à deputada Érica. Focar e pela iniciativa por ter... Acatada a iniciativa ali da Neinfra, do Igor, a Valesca. E eu queria finalizar dizendo que... que esse dia de valorização da mulher na infraestrutura, que ele seja um marco realmente, e que isso transforme muitas... Muitas mulheres na sala de aula, nas universidades. muitas engenheiras geógrafas, geólogas, muitas mulheres de vários cursos que estejam liderando os grandes projetos, que furem o teto de vidro, mulheres que estejam à frente, mulheres que possam... sempre está contribuindo para o nosso Brasil. E eu queria dizer que a infraestrutura do Brasil não pode prescindir de nós, mulheres. da nossa inteligência, da nossa técnica, da nossa capacidade. Então, a infraestrutura do Brasil precisa de nós. Então, que esse dia da valorização da mulher... promova isso a todas as mulheres. Obrigada, deputada. Obrigado.

0:001:23
11 de jun, 16:39
#45
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Juliana. Polena, que é diretora de valorização da mulher na infraestrutura da ANEINFRA. Boa tarde.

0:000:09
11 de jun, 16:40
#46
Diretora de Valorização da Mulher na Infraestrutura Nacional da Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura - Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura Pollyana Santana Guimarães
Pollyana Santana Guimarães

Diretora de Valorização da Mulher na Infraestrutura Nacional da Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura - Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura

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Deputada, um especial agradecimento à senhora, sempre nos apoiando. sempre dando esse apoio à ANE Infra. Eu entrei como a terceira diretora de valorização das mulheres na nossa carreira, por um pedido de Valeschi, como eu falei, e a gente, hoje a gente já se reconhece, a gente já tem um grupo que para nos apoiarmos, Fabiola, e esse grupo, ele é bastante fomentado, sempre tem vagas, então a gente sempre está indicando uma mulher para a diretoria, como foi a Anérea. nas itens da que a gente conseguiu fazer essa articulação. Então, nós estamos cada vez mais unidas e espero que o dia 23 de junho... a gente consiga fazer um evento novamente para agradecer e fomentar que nós estamos aqui e que nós temos um olhar diferente da infraestrutura para poder adiantar, Incluir alguns... aspectos que são às vezes deixado de lado. desde que eu cheguei aqui em 2009, da carreira, né, que Karine, Patrícia e eu somos do mesmo concurso, nós fizemos a prova oral no Rio de Janeiro, num dia que teve uma chuva homérica lá, eu me lembro da gente lá conversando lá, ainda na sala, E foi muito... representativo, sair de Pernambuco, vir para cá e temos várias É... analistas que não são daqui, Então, nós temos uma rede de apoio e nós estamos aqui para agradecer a senhora e dizer que nós estamos aqui para... juntar valorizar as mulheres nos seus diversos aspectos e que a gente se apoie na melhoria da infraestrutura. Eu agradeço a atenção de todos e vamos, dia 23 de junho, juntas, celebrar o nosso dia. Obrigada.

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11 de jun, 16:41
#47
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Isso aqui é... quando nós estamos propondo esse projeto, esse dia... Nós queremos dar visibilidade, mas também queremos preservar a memória. É pontuar que nós temos milhares de mulheres que ajudaram a planejar a cidade, a expandir as redes de saneamento, a levar a cidadania para todas as casas, a abrir estradas, a construir prédios que abriguem a nossa própria humanidade. em uma área de infraestrutura que é muito identificada como a área masculina. E é preciso resgatar a história das nossas pioneiras, de tantas mulheres que abriram caminhos, de tantas mulheres que furaram... os tetos de vidro para mostrar que há teto de vidro. Porque se não se tem o teto de vidro, se não se tem a consciência do teto de vidro, não se combate o que se não tem, o que se não percebe e não se vê. E este é um dia que nós queremos fazer, um dia de muitas reflexões. Muitas reflexões. Nós temos aqui esse nível de conclusão do curso, discursos, nesta área, que são absolutamente diminutos com relação ao número de mulheres que ingressam nas universidades públicas. Mas é muito bom que nós possamos entender que a diversidade reafirma a nossa humanidade e fortalece a nossa própria democracia. Eu penso que diversidade significa você reconhecer que nós, seres humanos, fazemos parte de uma única humanidade, com várias formas de ser, com várias experiências. a dupla e a tripla jornada. É muito importante que nós possamos reconhecer a dupla e a tripla jornada. Porque, se temos aqui uma subrepresentação feminina nesta Câmara, não temos 18% de mulheres aqui na Câmara Federal, nós temos... Isso é fruto de um processo de muita construção de subalternidade às próprias mulheres, de estabelecer as mulheres locais específicos de existência. que é a nossa pré-candidata à deputada federal. vai enfrentar isso aqui e nós vamos... Nós vamos... Aqui, quando nós chegamos, nós continuamos sofrendo uma violência política de gênero, de tentar nos calar, de tentar, como aqui foi dito pelo Igor, Nós temos aqui a comissão a galeria dos presidentes da Comissão de Minas e Energia. Não há Nenhuma mulher. Nenhuma mulher. Então, aqui se estabelece quais são os espaços. Então, o seu espaço não é um espaço... Você não pode adentrar todo o espaço. E a gente vai adentrando. E a gente adentra porque, muitas vezes, a gente abre a porta, abre todas as portas para que a gente possa fazer desta sociedade, sociedade mais democrática. Enquanto nós tivermos, enfim, espaços que não sejam ocupados de forma paritária, nós não temos uma verdadeira democracia. Enquanto tivermos tantas mulheres sem medo de voltar para casa, porque serão vítimas de um arrancar delas mesmas, nós não temos, de fato, uma democracia. Portanto, esse projeto tem uma importância educacional inspiradora, de paradigma, de reconhecimento das que nos abriram caminhos e da consciência de que nós temos que abrir caminho para quem ainda vai chegar, para as nossas filhas, para os nossos netos, para as nossas netas, enfim. E é por isso que é muito importante que estejamos aqui e que tenhamos feito esta audiência pública, que com a sua realização desta audiência pública, na próxima reunião desta comissão, nós vamos, vai estar pautado. o projeto do dia de valorização da mulher na infraestrutura, e nós vamos aprovar. Porque já tem, nesta comissão, já temos o parecer... da deputada Juliana Cardoso, que é um parecer favorável, para que o processo como projeto possa caminhar. Nós tínhamos que ter realizado essa audiência, que foi também um momento para que nós possamos identificar os desafios, mas também reconhecer os avanços. porque tivemos avanço. nós estamos tendo avanço. Nós tínhamos menos mulheres na infraestrutura, disse bem a Fátima Kó, do que nós temos hoje. E ainda temos poucas mulheres na infraestrutura. É preciso ampliar este espaço para dar um novo olhar e para que nós possamos, enfim, estabelecer a igualdade de direitos. Mas, independente da aprovação, no próximo dia 17, que é a próxima reunião desta comissão, nós vamos, nós estamos com a... A intenção, e vamos, é estabelecer o requerimento para aprovar em regime de urgência. As coisas não se invalidam. A gente tenta aprovar o regime de urgência para levar direto ao plenário, para que a gente possa fazer o mais rapidamente possível, e o projeto continua tramitando nas comissões. Mas penso que a gente vai... A prova aqui começa a caminhar o projeto, e, a partir daí, a gente vai também buscar fazer com que ele tenha a sua aprovação em plenário, a partir de um regime de urgência. fazer o requerimento, ele precisa de um determinado número de assinaturas que a gente consegue, não tem dificuldade, mas para que ele seja colocado em votação, tem que ter a concordância do colégio de líderes e, em particular, do presidente da casa. E ele sendo colocado em votação em regime de urgência, não significa que ele... será apreciado imediatamente, mas ele já tem as condições de ser apreciado diretamente em plenário. Então, portanto, eu queria, mais uma vez, agradecer muito. muito, a presença de todas as pessoas que aqui estão, dizer que nós temos muito vigor muito vigor e muita condição de, uma segurando a mão da outra, nós conseguirmos vencer todos os desafios das mulheres na infraestrutura, que pense no que é você ter tantas mulheres construindo uma atividade que é uma atividade absolutamente estruturante para o desenvolvimento do país. Para qualquer projeto de desenvolvimento do país, ele pressupõe que nós tenhamos a infraestrutura sendo reafirmada. porque nós precisamos, enfim, levar as condições de viver com dignidade para todos os cantos do país. Como disse, são mulheres que elaboram políticas públicas, que estão na área de comunicação, que estão na área de meio ambiente, que estão na área, enfim, de engenharia, que estão na área de cultura. De cultura também nós temos, e as profissionais da carreira de infraestrutura. todas as pessoas que contribuíram, em particular a Neinfra. A Neinfra sugeriu o projeto, enfim, nos ajudou a construir este momento, que foi um momento muito rico, que passamos a conviver e a ter consciência da nossa coragem e da nossa disposição de ir enfrentando todos os desafios. que fazem parte desta comissão, os e as parlamentares, para a próxima reunião, que é a reunião onde nós vamos aprovar o projeto do dia de valorização, que será no dia 17 de junho, como disse, às 13h15, neste mesmo mês. plenário. E ali nós vamos sair com aprovação na primeira comissão. E vamos, como disse, trabalhar em duas vertentes. Na vertente de estarmos assegurando o regime de urgência ou trabalhando para o regime de urgência e acelerando a tramitação nas comissões. E vamos também... como fruto dessa reunião, encaminhar uma correspondência, um ofício para o Ministério de Gestão e Inovação, mais uma vez reafirmando, a partir de conclusão, como encaminhamento desta audiência pública, estarmos solicitando a convocação do cadastro de reserva, porque precisamos disso para a carreira de infraestrutura, e também que sejam nomeadas mais rapidamente possível de formação. Nós vamos, então, encaminhar para o MGI, para a ministra Esté, o ofício com essas duas... solicitações. Uma delas é que haja a convocação do cadastro de reserva e a segunda, em verdade, o cadastro de reserva dá um caráter pouco humano, as pessoas que estão no cadastro de reserva. porque são pessoas... pessoas que se dedicaram, pessoas que foram aprovadas em um concurso, em um concurso nacional, enfim, e que têm todas as condições e a necessidade do país que elas possam assumir os seus postos que se mostraram habilitadas e passaram por um certame para poder assumi-lo. Então, são duas reivindicações para o MGI, mais rápida possível das pessoas que já concluíram o curso de formação. E com esses encaminhamentos e, mais uma vez, com muita convicção e muita gratidão por esse momento, em particular a MEINFRA, eu declaro encerrada a presente reunião de audiência pública. Obrigada.

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