COMISSÃO DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO

16 jun. 2026 16:29 às 18:45

Sobre o Evento

A Comissão de Administração e Serviço Público promoveu audiência para debater o setor metroferroviário no Brasil, com foco crítico nas privatizações e na gestão das estatais. Representantes sindicais de diversos estados denunciaram o sucateamento, a precarização das condições de trabalho e defenderam a manutenção do transporte sob controle estatal.

Status
Concluído
ID: 82378Total: 54 discursos
#1
Transcrição por IA

Declaro aberta a presente reunião de audiência pública da Comissão de Administração e Serviço Público convocada com o objetivo de debater o sistema metroviário no Brasil, metroferroviário no Brasil. Essa audiência pública está sendo realizada em virtude da aprovação do requerimento 18 de 2026 de minha autoria. Eu tenho que abrir, tá, gente, com esse protocolo. Boa tarde a todos e todas, sejam bem-vindos. Que seja uma tarde de muita luta e muitos debates. E... Esclarecimento sobre a audiência. Passa a ler os procedimentos a serem adotados na condução dos trabalhos. Cada palestrante disporá de 10 minutos para fazer sua exposição. Encerradas as apresentações. Será concedida a palavra por três minutos aos parlamentares inscritos. Os palestrantes disporão de tempo igual para a resposta. Ao final do debate, cada convidado terá três minutos para as considerações. Informo que essa reunião está sendo transmitida ao vivo pela página da comissão ou pelo canal oficial da Câmara dos Deputados. Após audiência, as apresentações serão disponibilizadas na página da comissão. Faço agora o registro dos convidados que participarão dessa audiência. Queria chamar a Alda Lúcia, presidente do Sindicato dos Empregados de... em transporte, metro ferroviário e conexão de Minas Gerais, CIN de Metro Minas Gerais, que participará remotamente. Está ali a Alda, estou vendo pelo telão. Sr. Carlos Alberto Cassiano Silva, secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Trabalhadores e Empresas de Transporte Metro Ferroviário do Distrito Federal, Sindimetro RS, a quem convido para compor a mesa. Sr. Dagnaldo Gonçalves Pereira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Transporte Metroviários em Empresas Operadoras de Veículos Leves sobre Trilhos do Estado de São Paulo, Sindimetro São Paulo, a quem convido para compor a mesa. Sra. Fernanda Ludmila Elias Barbosa, coordenadora-geral da Coordenação Geral de Projetos Especiais e Parcerias do Ministério das Cidades, a quem convido para compor a mesa. Sr. Ronas Filho, diretor do Sindicato dos Trabalhadores e Empresas do Transporte Metroaviário e Conexas do Rio Grande do Sul, Sindimetro RS, a quem eu convido para compor a mesa. A Sra. Ana Paula Amada, diretora do Sindicato dos Trabalhadores e Empresas de Transporte, Sindimetro RS, para compor a mesa. Sr. Luiz Soares, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Metroaviárias e Conexas de Pernambuco, a quem convido para compor a mesa. Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimento da Casa Civil, a quem eu convido para compor a mesa. E também nós vamos convidar para participar conosco o companheiro Alexandre Dias Abreu, diretor jurídico do Sindicato dos Municipais de Porto Alegre, senhor Adinaldo Soares de Fraga, engenheiro aposentado do DEMAI, e ex-integrante do Conselho Deliberativo do DEMAI. Amém. Vamos botar mais uma... umas cadeirinhas Eu queria combinar uma coisa, porque como nós somos vários convidados, eu queria propor que a gente fosse falar assim, sete, será que dá? Dá? É certo? A gente vai dividir o nosso tempo. Tá, de repente ele... Tá, então tá. Você sabe que a gente não é muito rígido, né? Mas depois o deputado Carlos Aratini, quero registrar a presença, que está aqui conosco. Também, como a gente tem sessão, a gente vai intercalando a fala dos parlamentares com... a própria mesa, porque hoje, terça-feira, é dia de muitas comissões também de sessão lá na Câmara dos Deputados, lá no plenário da Câmara. Podemos começar, então, com... Por essa ordem aqui mesmo, que a comissão montou? Boa noite. Obrigado. A Alva Lúcia fala primeiro que ela está remada. Tá, então tá. Então vamos ouvir a senhora Alda Lúcia Fernandes dos Santos, que está no ponto remoto, para fazer uso da palavra. Boa tarde.

0:003:56
16 de jun, 16:28
#2
Presidente - Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e 
Conexos de Minas Gerais - Sindimetro/MG Alda Lúcia Fernandes dos Santos
Alda Lúcia Fernandes dos Santos

Presidente - Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais - Sindimetro/MG

Transcrição por IA

Todas estão me ouvindo bem? Sim. Estão ouvindo bem, pessoal? Sim, estamos ouvindo bem, Alda. É... Boa tarde a todos e todas. Como a gente está participando, o Sindicato dos Metroviários de Minas-Réias está participando dessa audiência, a nossa privatização já aconteceu, ela aconteceu em 2023. como foi na transição, depois, no início do governo Lula, nós fomos privatizados, mas a nossa discussão e a preocupação nossa não é simplesmente com a categoria metroferroviária de Minas Gerais. É o que se dá após a privatização. Nós não tivemos condições... de participar do ACE, que é o acordo coletivo especial que protege o trabalhador. E a gente sabe que, através de uma de uma audiência pública que a gente fez com o Ministério Público Federal, onde o próprio presidente da CBTU, o presidente Marx, falou que ele poderia assumir todos os trabalhadores. deveria vaga dentro da CBTU para assumir o trabalhador. Então, a nossa preocupação, deputada Fernanda, é dizer o seguinte: como a gente pode fazer para o trabalhador, ao ter uma privatização, ele não sofrer essa perda? Porque ele sofreu uma perda. Em Belo Horizonte, nós tivemos uma perda lesiva, né? Do contrato, da vida dele, do modo de vida, porque ele fez um concurso, ele acreditou que aquele concurso ia ser um concurso eterno e, no meio do caminho, A vida profissional dele é ceifada com demissões. Nós tivemos mais de mil demissões dentro da Metro BH, que era o... os empregados da CBTU, que eram empregados concursados, e hoje muitos deles não conseguiram ainda uma realocação dentro do mercado. Quando conseguem, a maioria está em Uber, porque não conseguiu ainda... dentro desse mercado, um trabalho. Então, a gente queria tentar, com essa audiência aqui, uma sensibilização do governo federal... com relação ainda. A gente tem uma galera que está precisando. E a gente, inclusive, estamos buscando uma solução para o PL 1189, que traz justamente isso. Os empregados que estão demitidos, seja essa causa... por causa de uma privatização, que eles sejam aproveitados em outras áreas. A gente está vendo aí, fazendo muito concurso, a gente está vendo o governo agora lançar a questão das ferrovias, e eu me pergunto, esse pessoal, essa ferrovia, esse modelo de ferrovia, não vai precisar de funcionários? Por que não busca? Então, assim, isso não está dizendo só para nós. E a gente tem aquela visão que o transporte tem que ser do governo federal, responsabilidade do governo federal. Então, tem que ter uma ressetização, não só no caso de Belo Horizonte, mas no caso do Rio de Janeiro, no caso do próprio São Paulo, que a gente teve algumas linhas. que foram privatizadas, inclusive pelo grupo composto que compraram. E agora também tem o problema de Recife, que pode ter uma privatização, a própria Transurbe, outra privatização. E como é que ficam os empregados? Como é que fica isso na prática? Então, o que Belo Horizonte, o que Minas Gerais pede, o sindicato de metroviários pede, é que haja uma sensibilidade com relação a esses empregados. que esses empregados fizeram concurso não entraram pela porta do fundo, entraram pela porta da frente. Então, a gente pede que o governo federal... Faça com que esses empregados... Porque, inclusive, na negociação havia uma promessa do próprio Rui Costa... Ele falando o seguinte, que não poderia evitar a privatização, mas teria como aproveitar os empregados, isso não foi feito. Então, acho importante a gente ter esse compromisso e essa, vamos dizer, essa recuperação. do governo federal, através da contratação desses empregados, de volta ao concurso deles, em outra empresa, na própria CBTU, em outra esfera, e também pela não privatização e pela saída do PND, da 3UB e da CBTU como um todo, e principalmente Recife, que é o mais próximo que está acontecendo tudo isso, o socateamento, a fragilidade do sistema, a insegurança dos trabalhadores. de um trabalhador Tudo isso leva à questão do sucateamento, tudo isso leva ao desrespeito do governo federal como uma das suas empresas, que é a CBTU. Então, é isso que a gente pede, pela retirada do PND dessas empresas, pela recontratação dos empregados aqui de Belo Horizonte, para que eles possam voltar ao concurso que havia feito, e que o governo, de fato, tenha essa civilização com relação a tudo isso. Muito obrigada, uma boa tarde a todos e todas. Aplausos. Então...

0:004:59
16 de jun, 16:32
#3
Transcrição por IA

Mm-hmm. Thank you, Alda. I'm sure the plates are all I will just leave to talk about the moment of my intervention, in the moment opportune. But I was witness of the promises of the government of the contractual, right at the beginning of this absurd process of privatization, which not only did not have been efetivated. But I will just leave to talk about it in the moment opportune. I want... I want to pass to the requerents of this audience, who first contacted me, for that we would make a new audience here in the committee, who are our representatives from Rio Grande do Sul, and with this, I would like to thank all the companions that traveled 36 hours to be here. 34! The motorist gave a little bit there! He took it pesado, anded rapid, because 34 hours is even faster, even to this distance. Porto Alegre, Brasília. So, let's listen to the companion, Ana Paula Almada, who will divide the time with... Acompanheiro Ronas. - No. - Now.

0:001:03
16 de jun, 16:37
#4
Diretora - Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes
Metroviários e Conexa do Rio Grande do Sul - Sindimetrô/RS Ana Paula Almada
Ana Paula Almada

Diretora - Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexa do Rio Grande do Sul - Sindimetrô/RS

Transcrição por IA

Primeiro eu queria saudar justamente que a deputada Fernanda Melchiona falou que são os meus colegas que viajaram mais de 30 horas no ônibus, saíram de um frio de 5 graus, estamos aqui em quase 30, e vão fazer todo esse retorno assim que terminar. E eu também queria deixar registrado uma homenagem a um colega nosso, que faleceu nos últimos dias. Ah... um metroviário exercendo a sua profissão lá de Recife? E eu acho que o nosso ponto de partida hoje é esse. É... é o resultado das privatizações. É justamente isso que aconteceu com o Tiago Barbosa Santos, colega, que morreu devido ao sucateamento que é corriqueiro nos nossos sistemas, seja ele em qual estado for. A gente já falou aqui sobre, diversas vezes, eu não sei qual é o número dessa audiência que os metroviários já fizeram aqui, mas nós já falamos diversas vezes, mas nós não vamos deixar de falar sobre o sucoteamento, sobre a lógica neoliberal das privatizações, sobre a não valorização da categoria metroferroviária brasileira e sobre as promessas não cumpridas. de todos os governos que passaram desde 2019 que as nossas empresas entraram no Plano Nacional de Desestatização. Hoje, o que o Metroviário e Metroviária sofre é... um desrespeito por parte de um governo que a gente, de certa forma, ajudou a eleger, que nos prometeu mundos e fundos e que nem nos recebe. Uh... Mas o que eu queria chamar a atenção aqui hoje é justamente sobre um debate que É do momento que é a respeito do marco do transporte, da tarifa zero, que isso é novidade no debate político, mas que nós, metroviários, já tratamos a... Há mais de década. E éramos tratados como demagogos quando falávamos a respeito de tarifa zero e hoje é pauta central do governo. Mas eu gostaria de perguntar aqui qual é o projeto para o transporte público brasileiro que está em debate hoje? Ou é simplesmente mais uma política eleitoreira que vem à tona nesse momento tão oportuno que é o das eleições? Nós, metroviários, temos projeto para debater. Nós, metroviários, temos a expertise de como é o funcionamento do transporte sobre trilhos de massa. Então nesse momento o que a gente pede é, além de respeito pelo governo, para com a categoria metroviária. é que a gente entre nessa discussão, porque se tem alguém que sabe fazer transporte público no Brasil, é a categoria metroferroviária brasileira. Muito obrigada. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Vou inverter aqui para o microfone alcançar. Bom, bom, bom, bom, bom. Ninguém vai confundir. Alô, alô, alô?

0:003:26
16 de jun, 16:38
#5
Diretor - Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes
Metroviários e Conexa do Rio Grande do Sul - Sindimetrô/RS Ronas Filho
Ronas Filho

Diretor - Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexa do Rio Grande do Sul - Sindimetrô/RS

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Todo mundo me ouvindo. Bom, eu sou o Rona, secretário jurídico do CIN de Metrô, seguindo a fala aqui do Sul. Como bem foi falado antes... São mais de 30 horas de viagem de ônibus e a categoria metroviária não está aqui feliz. Nós não estamos felizes. O clima é de indignação. Nós estamos desapontados... Porque nós acreditamos e continuamos acreditando num governo que até agora não nos deu a resposta que queremos. O processo de privatização do sistema metroferroviário continua. O desmonte continua. Nós estamos sem concurso público já faz mais de cinco anos. Não há nenhum vislumbre de que haja concurso público. O adoecimento mental e físico da categoria só aumenta. O número de afastados só aumenta. E isso prejudica a boa qualidade do serviço que ainda prestamos para a população. E isso não é só no Sul. Eu acho que aqui eu falo por todo o Brasil. A população reconhece a boa qualidade do serviço que prestamos, os mais de 40 anos dedicados às empresas públicas de transporte. E a única política... que o governo Lula vem apresentando até o momento é o desmonte, é a entrega, de tudo para iniciativa privada. Via bilhões e bilhões do BNDES. Nós precisamos de... investimentos públicos maciços em infraestrutura, mais pessoas trabalhando. Concurso público, compra de novos trens, projetos de expansão, e hoje nós não temos absolutamente nada disso. Nós não temos nada disso. O serviço vem piorando, os acidentes vêm aumentando, e o que vem segurando a boa qualidade do serviço é... a categoria metroviária que ainda presta um bom serviço para a população de acordo com as poucas ferramentas que ainda temos. E, portanto, o que a gente vem fazer aqui em Brasília é tirar respostas, é arrancar encaminhamentos, é alguma coisa de novo para que a gente possa levar para a nossa categoria metroviária e dizer, olha, tem futuro, a Transurb Pública tem futuro, a CBTU de Pernambuco tem futuro. para que a gente possa... continuar valorizando os nossos trabalhadores, a categoria metroviária e também mantendo o serviço de qualidade para a população. Nós queremos aqui hoje, e olha, a gente faz uma audiência dessas geralmente uma vez por ano. E, geralmente, né, deputada, a gente não consegue arrancar nada de muito novo. a situação geralmente permanece a mesma, mas a gente sempre vem na esperança de que algumas coisas podem mudar e melhorar, para que a gente possa trazer, levar para a categoria metroviária respostas. Nós temos projeto, o projeto da tarifa zero está aí, é uma realidade, quando todo mundo nós chamávamos de loucos, E esse é o projeto que talvez a gente possa desafogar, salvar o sistema, não só o sistema metroferroviário, mas todo o sistema de transporte público que hoje está falido. Portanto, o nosso objetivo aqui é entregar para a categoria metroviária respostas sobre o futuro da empresa, sobre o futuro da categoria dos empregos dos direitos, que até agora nós não temos. Mas nós continuaremos lutando até o fim para arrancá-los. Obrigado. Aplausos. Obrigado.

0:003:50
16 de jun, 16:42
#6
Transcrição por IA

Obrigada, Ronas. Queria agradecer e também registrar a presença do deputado Pompeu de Matos, do PDT e também Gaúcho. E só te ajudar na retomada disso, não é só que a gente vem... E não tem respostas, né? é que o governo mudou de respostas ao longo desses quatro anos, porque a gente chegou a fazer três reuniões com o governo, e eu participei delas, em que o governo se comprometia a tirar a Transurb do Plano Nacional de Desestatização, com o Rui Costa... Em... Maio de 2023... nós a bancada do PCdoB e do PT também estávamos nessa reunião em julho de 2023 eu entreguei para o Lula uma carta em Bruxelas em março de 2024 reunião com o secretário do PPI nova promessa de retirar até o meio do ano vocês lembram essa foi feito junto com os sindicatos que até o meio do ano sairia e daqui a pouco já vem um discurso diferente. E o BNDES segue fazendo o... os estudos, entre aspas, de privatização, que é o que une também a pauta do DEMAI, que está aqui. na mesa, conosco, porque a gente elegeu o Lula não para usar nossos órgãos públicos para privatizar, mas justamente para reverter o caminho das privatizações e investir nos serviços públicos necessários à população. Então, vamos seguir... aqui ó A ordem, relembrando os parlamentares que podem falar no momento que... que acharem adequado. Vamos passar, então, para o Luiz, agora, Pernambuco? Luiz Soares... Obrigado. Obrigado. Obrigado. Pronto? É o goriado.

0:001:42
16 de jun, 16:46
#7
Presidente - Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Metroviárias e
 Conexos de Pernambuco - Sindmetro/PE Luiz Soares
Luiz Soares

Presidente - Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Metroviárias e Conexos de Pernambuco - Sindmetro/PE

Transcrição por IA

do Grêmio, Luiz Soares. Olá camaradas, companheiros, companheiras. Olá, o senhor Uruguaios? né Quero cumprimentar... a nossa camarada deputada. Fernanda Melchiona Cumprimentar aqui a Almada, assim eu cumprimento toda a mesa. Cumprimentar aqui a Amanda, que se encontra aqui no plenário do distrito, federal do sindicato aqui. Cumprimento todas as mulheres que estão no plenário. E aqui também quero cumprimentar Diego Liberalino, nosso camarada aqui de Pernambuco. Assim eu cumprimento todos os homens aqui do plenário. dessa sessão. colocar aqui nesse momento esse debate sobre a questão das privatizações, é falar do projeto neoliberal. O projeto neoliberal não deu certo no mundo, nem está dando certo. O sistema capitalista está equivocado, tem um erro gritante nessa situação. E aí, com relação às privatizações, a gente viu que essa questão... Não deu certo no mundo e nem deu certo no Brasil. E aí basta ver que com o transporte público foi pior ainda. Tanto é que hoje, certo, no Reino Unido, está reestatizando a indústria da ferrovia... No México a mesma coisa. E aonde tem as privatizações sobre o transporte público, sobre o transporte sob trilho... não está reestatizando no mundo afora. O presidente Lula está indo na contramão... quando mantém as duas empresas... de metrô no Brasil, no PND e sendo privatizado. Além disso, Foi um governo que nos últimos anos... que mais... privatizou na questão da infraestrutura. E aí é... Grave essa situação. A gente precisa cobrar isso do governo federal, porque dessa forma que está indo, é ruim, porque está indo na contramão daquilo que é mais importante do Brasil. e haja vista o que vem acontecendo com o metrô de Pernambuco. O metrô de Pernambuco está sucateado. está deteriorado. A gente vem, desde 2017, tendo verba de custeio na ordem de 75% daquilo que é orçado e não tem investimento nenhum no metrô do Recife. O sistema colapsou, está tendo descarrilhamento, rede aérea caindo, mortes acontecendo, trem pegando fogo. Só essa semana. companheiros e companheiras, nós tivemos dois descarrilhamentos em menos de cinco dias. Uma morte de um companheiro sendo eletrocutado, justamente pela falta de compromisso com o metrô do Recife, com o sucateamento generalizado. Então é dessa situação que a gente está tratando aqui. Então a gente está numa situação muito difícil. Além disso... Esse mesmo governo, e a gente tem que colocar isso, porque o governo precisa ser criticado para fazer autocrítica. Porque se não for assim, ele não vai fazer as mudanças. Então é necessário dizer que os metrôs aqui ainda no Brasil, como o metrô de São Paulo, várias linhas estão sendo vendidas através do dinheiro do BNDES, ou seja, o BNDES financiando, Venda dos metrôs, da linha do metrô de São Paulo. Além disso, quando você olha o metrô do Distrito Federal, que está aí também para ser concedida a iniciativa privada, também isso parte de onde? Parte de dinheiro justamente vindo do BNDES. Então, um banco de fomento para a economia do Brasil, mas não para privatizar as empresas públicas que a gente tem. Não para privatizar as empresas públicas de sistema privado. Metro Ferroviário. É isso que a gente discute hoje, a gente não aceita essa situação, por isso que essa audiência, ela tem um caráter organizativo da população, dizendo que é contra as privatizações do metrô no Brasil. Portanto, o governo federal precisa rever todo o seu projeto que está sendo posto nesse momento com relação à CBTU e à Trensul, principalmente. E aí tem mais uma coisa importante, que é justamente um calendário de privatização já em curso. A gente sabe muito bem que esse calendário foi posto pelo BNDES, a gente está preocupado com essa situação. A gente não quer que isso continue. A gente quer que o governo retire as duas empresas públicas do PND para que a gente possa fazer os investimentos necessários, recuperar o sistema e não da forma que está sendo feita em Pernambuco. Estão se comprando sucatas. sucatas que estavam sendo vendidas para um ferrovelho em Cuiabá, por... três vezes o dobro daquilo que valia o metrô. O metrô foi comprado por 26 milhões, aproximadamente. Estão vendendo seis composições, depois de quatro anos, por 60 milhões. Nós não podemos aceitar isso, principalmente num governo desse que a gente construiu, ajudou a construir. Portanto, a gente não vai aceitar isso. A gente está denunciando, denunciamos em todos os órgãos de controle. Essa semana, a semana passada, denunciamos... no TCU, né? Fizemos uma denúncia no TCU, entramos com a ação pública aqui em Brasília, porque a gente não vai aceitar a falta de compromisso do governo federal com o metrô do Recife. Portanto, estamos juntos nessa luta, porque defender o metrô público de qualidade é defender uma situação melhor para o conjunto da população, aonde possa a gente fazer com que o garantir o ir e vir da população com qualidade, com um sistema que permita o trabalhador chegar em casa e voltar ao trabalho. trabalho com muita tranquilidade, além disso, com tarifa zero, porque é isso que a gente quer. O povo já paga uma carga tributária muito alta, a gente não pode aceitar essa situação do jeito que está. Portanto, a gente defende o metrô público de qualidade, sob controle do governo federal. Com tarifa zero. E aí Obrigado. Obrigado.

0:005:54
16 de jun, 16:47
#8
Transcrição por IA

Perfeito, obrigada deputado Pompeu, que logo volta e vai fazer uso da palavra. Eu quero registrar a presença da minha companheira, camarada Sâmia Bonfim, deputada federal pelo Estado de São Paulo. Obrigada. E passo agora para o senhor Carlos Alberto Cassiano, que é aqui do metrô do Distrito Federal, né? Obrigado. Tente a perca de aula. Aperta e aí tu vai conseguir falar agora. mas

0:000:29
16 de jun, 16:53
#9
Secretário - Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes 
Metroviários do Distrito Federal - Sindmetrô/DF Carlos Alberto Cassiano Silva
Carlos Alberto Cassiano Silva

Secretário - Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal - Sindmetrô/DF

Transcrição por IA

Boa tarde a todas e a todos. não sei se estão... Me ouvindo, pessoal. Eu vou começar por uma fala da deputada Fernanda Melchiona. Ela falou sabiamente que não é só que o governo não cumpre o que prometeu. é que o governo faz questão de mudar E o Humo. e sempre para privatização. A privatização começou no Brasil, lá, no tempo do... presidente Fernando Henrique Cardoso E de lá para cá, a classe trabalhadora brigou... para mudar isso para acabar com esse processo. Lá? O transporte foi posto na Constituição, na emenda 90 de 2015, como... um direito social Fundamental. E nada mudou. Que direito social fundamental é esse? que passa pelo prejuízo da população. Na medida em que o governo banca, através de recursos do BNDES, A privatização, a concessão, porque muda o nome de privatização para concessão, muda de concessão para a parceria público-privada, mas é sempre dinheiro do BNDES sendo entregue para a iniciativa privada. Nem o fracasso da privatização, quando fica evidente no Brasil, faz-se mudar. O Rio de Janeiro foi privatizado no tempo do Fernando Henrique Cardoso, Oportrans foi a empresa que assumiu Consórcio Opportunity, Comitrans, fracassaram, aí se mudou para outro operador, que foi a Iberpar, que era da OAS, Flacassou em 2021, passou para a atual Amubadala... e sempre com financiamento do O fracasso não é reconhecido. Se procura uma outra operadora e se passa para essa outra operadora com financiamento do BNDES. se sucateia, não há dinheiro para investir, no metrô de... Pernambuco não há dinheiro para se investir. na Transurbe Mas há dinheiro para financiar a privatização. O pessoal do Rio de Janeiro foi totalmente demitido. Inicialmente um grupo... Ficou lá na agência regulamentadora e foi sendo demitido aos poucos. Minas de Arais a mesma coisa. Os empregados... perdem é o seu trabalho o sistema não melhora o sistema vai de fracasso em fracasso, mas se Segue na mesma cartilha. Não? Aqui em Brasília não estamos diferentes. Não há investimentos... reais no metrô de Brasília Já há décadas. 2013, o último concurso público. Estamos brigando contra uma privatização. Agora, ao mesmo tempo que tudo isso acontece... para socorrer o bocado Aí vai lá dinheiro, passou a correr o estrago que ele fez, o arrombo que ele fez. 60 bilhões Banco de Brasília. E sabe-se quem mais está envolvido nisso. E como é que vai se fazer isso? um acordo entre o governo do DF e o - Múbem. federal, aonde não se pode ter concurso público, aonde não pode se ter aumento salarial, aonde não se pode ter, não se pode ter... Tudo nas costas da população de Brasília. Tudo nas costas dos trabalhadores de Brasília. Essa é uma receita que não dá certo. nós estamos cansados de ouvir a promessa de que se vai tirar do PND a Transurb, se vai tirar do PND a CBTU, Não. Promessa de que o BNDES não vai mais financiar privatizações. Mas é isso que continua sendo. Eu sei que é até difícil para o pessoal do BNDES, aqueles que estão envolvidos nesse trabalho, Mas é o que está sendo, porque a gente briga de um lado para se conseguir promessas, conseguir projetos, fazer o que precisa ser feito pela classe trabalhadora Para a classe trabalhadora... receber apunhalada E... ser aquela que vai sofrer, que vai perder, um pai de família vai chegar em casa desempregado Nós aqui estamos nessa mesma situação. São Paulo não é diferente. Se privatizou algumas linhas do metrô de São Paulo. A custa do que? a custa do metrô público. Porque como é um transporte entregado, integrado O que acontece? o metrô de São Paulo. no público. transporta vários passageiros que vão desaguar na rede privada, é claro, porque eles vão percorrer todo o sistema. Assim é fácil financiar. um metrô privado, né? O público traz... lá do cafundó do Judas Lá onde o Judas perdeu a bota, quando chega para a área central, aí... Obrigado. O privado assume. Ah, sim, até eu lucro. Até eu que sou besta, nunca fui empresário, vou lucrar. Olha? Infelizmente... temos agora essa realidade. O empresariado quer o sistema de transporte. Por quê? Porque ele é um bem social. Por quê? Porque o Estado tem que financiar. Por quê? Porque eu posso lucrar com a ineficiência. Se eu for ineficiente no transportar a quantidade de passageiros, o Estado tem que aportar com subsídios. Em Brasília se subsidia por ano mais de um bilhão Não é com transporte sob trilhos, é com transporte rodoviário. Ele dá prejuízo e tem subsídio de um bilhão. Então é fácil ser empresário. Se eu dou prejuízo, recebo aporte... de um bilhão. Essa lógica não vai fechar. a população está sendo prejudicada. Precisamos impor no Brasil a tarifa zero, inclusive nos metrôs. mas tem que ser uma operação pública. Tem que ser metrô público, tem que ser de qualidade. empresário só viva o lucro. e lucro é o oposto. de um direito social fundamental. Obrigado.

0:006:39
16 de jun, 16:54
#10
Transcrição por IA

Obrigada, senhor Carlos. Agora vamos ouvir o senhor Dagnaldo Gonçalves Pereira representando São Paulo. Os metroviários de São Paulo. Não. - Você...

0:000:15
16 de jun, 17:00
#11
Presidente - Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e em
 Empresas Operadoras de Veículos Leves Sobre Trilhos do Estado de Saõ Paulo
 - Sindimetro/SP Dagnaldo Gonçalves Pereira
Dagnaldo Gonçalves Pereira

Presidente - Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e em Empresas Operadoras de Veículos Leves Sobre Trilhos do Estado de Saõ Paulo - Sindimetro/SP

Transcrição por IA

E aí Luiz, agora foi. Bom, primeiro, boa tarde a todos e todas, né? Parabenizar aí os companheiros pela audiência. E pela... grande viagem que fizeram aí, né? Tanto de um lado como do outro, que nada foi perto, né? E eu queria contar um pouco do que vem acontecendo em São Paulo, gente. Porque assim... É um absurdo o entreguismo que está acontecendo naquela cidade, naquele estado, não é? Isso não vem só no transporte, ele vem na saúde, na educação, no saneamento básico que fizeram com a sabesp lá Aquilo foi um absurdo. Uma das coisas mais... criminosas que eu já vi na minha vida. Uma empresa que dava lucro uma empresa que vinha se expandindo com uma qualidade enorme, Ele entregou um valor abaixo, inclusive, do... do que... do que era avaliado. E agora a gente tem uma empresa, como ele falou, não ia ter reajuste, já teve aumento da água. Já teve. em algumas áreas, né, hospitais, essa que tinha, um subsídio que foram tirados E está matando... Está matando... trabalhador, como foi o que aconteceu. naquela obra que teve, com funcionários que não têm o treinamento adequado, que atingiram uma tubulação de gás, que explodiu, que morreu o trabalhador e deixou gente desabrigada. E eu fiquei sabendo hoje de manhã, eu estava vendo, Que os funcionários foram, exemplamente, Alguns foram demitidos e outros foram suspensos. Ei? E é assim que funciona a coisa lá. Recentemente, a gente fez uma campanha muito bem feita, na minha opinião, junto com os companheiros da CPTM, E junto com a Sabesp, no ano de 23, O que nos deixou, deixou os metroviários de São Paulo por último. nessa proposta de entreguismo do governo do estado Não é? Mas, mesmo assim, ele privatizou a Sabesp e também privatizou algumas linhas da CPTM. Pra vocês terem uma ideia, depois que privatizou essas vinhas, Nós tivemos dez... Descarrilamentos. Coisa que não tinha, era muito difícil. Foram as falhas que que começaram a ocorrer assim constantemente. Companheira Alda falou e falou bem que nós temos já algumasinhas que nasceram privatizadas. Lá a linha cinco e a linha quatro nasceram privatizadas. E agora, por falta de investimento, começaram a dar problema constantemente. Coisa que a gente nunca tinha visto no metrô de São Paulo, não vê no metrô de São Paulo. Nas empresas... estatais Vem acontecendo lá umas empresas que têm... não tem um terço da idade das linhas estatais acontecendo lá. Eu estou dizendo tudo isso, gente, porque... É constantemente o combate da gente lá. A gente já fez camiseta, fez... Eles tiraram, para vocês terem uma ideia, nós tínhamos 9 mil funcionários. Hoje nós estamos com menos de 6 mil. e estamos com alguma coisa em torno de 3 mil terceirizados dentro do metrô. Recebendo... Uma miséria... com perseguições assim que chega a mulher... Engravidar, ela engravida, o cara tira ela, eu não sei se vocês conhecem um pouco São Paulo, mas tira ela de Itaquela e joga para Jabacora para trabalhar. E nós temos assim denúncias de que o pessoal não tem... recebido vale transporte para poder trabalhar. Vale a alimentação. E é assim que eles vão deteriorando o sistema. Obrigado. Eu estou falando isso porque eu não vou ser repetitivo. Eu acho que algumas companhias já deram alguns exemplos aqui. Eu vou... Eu vou encerrar minha fala rapidamente. Eu esperava isso. E eu entendo isso do governo taxista. Porque essa é a prática dele. É entregar... por empresariado, é se vender É fazer com que a burguesia lucre e que o trabalhador se dane. Isso eu entendo. O que eu não consigo entender É o governo... Que a gente... Lutou para estar aí. Tentar fazer a mesma coisa. Falo isso, Jonas. Falo isso, Luiz. Porque... Lá em São Paulo, Nós somos 6 mil funcionários? E temos 4 milhões de funcionários. de passageiros por dia. Como é que eu falo? Para esse pessoal... que é diferente. Uma coisa é diferente da outra. Se o ataque é igual. Eu vou falar uma coisa para vocês, essa diretoria... Tem 80%, estou indo aqui com o companheiro lá no fundo, tem 80% que eu tenho certeza que tem lado, Já no primeiro turno. Mas está muito difícil para defender e ouvir que é igual. Então, não faz nenhum sentido essa tentativa de privatização, dos dois metros O que faria sentido era um investimento para a gente poder ampliar as minhas... Metroferroviárias no Brasil. Obrigado, gente.

0:005:35
16 de jun, 17:01
#12
Transcrição por IA

I have a... Dagnaldo - Good morning, good morning. - Good morning. - Good morning. In the same way, we will hear our last representative of the mesa, remember, the dep. Carlos Aretini, of São Paulo, also, dep. Samia Bonfim. When they want to use the word, we will write them. We will pass, then, to our camarada Alexandre, from the DMAI. Alexandre Dias Abreu, representante do SIMPA e da Comissão que Combate a Privatização do DEMAI, nosso Departamento Municipal de Águas e Esgotos, há 8 anos. eight years that we are in this fight in the city of Porto Alegre. I want to thank you for this fight, but also this is a moment important to hear because and is just part of the same logic that we see in the metro, right? Thank you.

0:000:55
16 de jun, 17:06
#13
Diretor Jurídico - SIMPA Alexandre Dias Abreu
Alexandre Dias Abreu

Diretor Jurídico - SIMPA

Transcrição por IA

Eu gostaria de iniciar minha fala agradecendo e parabenizando... a deputada federal Fernanda Melchiona pelo espaço concedido. Quero aqui também fazer um agradecimento especial ao Ronas, à companheira Almada, e também ao companheiro Chagas que são do CIN de metrô, que articularam essa agenda e vendo a luta nossa no DEMAI, abrir um espaço para que a gente pudesse estar aqui. e agradecendo E saudando esses companheiros e essas companheiras, Eu quero dizer que o sindicato dos municipais de Porto Alegre, do qual faço parte da gestão, está aqui saudando todos os trabalhadores e trabalhadoras do serviço metroviário do Brasil e quero dizer, A unidade da classe trabalhadora é fundamental. para a gente fazer as transformações que são necessárias. As lutas... podem apresentar muitas adversidades, mas tenho certeza que quando a gente acredita e trabalha com muita ênfase, a gente consegue alcançar grandes vitórias. Eu quero dizer que Apesar do serviço público... apresentado pelo DEMAI, que é o Departamento Municipal de Agroesgoto. está sendo encaminhada a sua privatização pelo atual prefeito de Porto Alegre. o Sebastião Melo Eu quero dizer que é um processo que está se construindo a partir de estudos produzidos pelo BNDES, e que vai necessitar do financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Social. o DEMAI. É um órgão superalitário Tem dado conta das demandas e da necessidade de Porto Alegre. E quero dizer para vocês... que ao longo do tempo, o DMAI, que já foi, inclusive, o serviço de saneamento em Porto Alegre já foi operado pela iniciativa privada. E pelo fato da iniciativa privada não ter conseguido dar conta do serviço, O que foi feito? foi estatizado. E agora... que a partir do investimento do serviço público, nós conseguimos, por exemplo, 99% da população de Porto Alegre é abastecida com água tratada desde os anos 2000. e com fortes investimentos que foram feitos pelo próprio departamento municipal de agroesgoto Eu quero dizer para vocês... Que... Em 2014, nós alcançamos a capacidade de tratar até 80% do esgoto sanitário produzido em Porto Alegre. Estou falando lá em 2014. Em 2016, assumo o prefeito em Porto Alegre, que era o... marquesã passou por essa casa, tá? E parou de investir no DEMAI. Obrigado. E depois veio mais dois mandatos... do atual prefeito E o que acontece? o DMAI vem sendo precarizado Nós tínhamos cerca de 3.200 servidores... na década... de 80, E hoje... Nós estamos com menos de mil. para atender uma demanda que aumenta, para atender uma demanda extremamente necessária, gente. Nós estamos falando de água. se nós olharmos para a nossa mesa Estamos vendo aqui copos de água. É um elemento, um item fundamental à vida. É essencial. Água e saúde. Saneamento é saúde, água é vida. E nós entendemos que o saneamento não deve ser e instrumento de lucro. E não conseguimos compreender, como disse o companheiro aqui, que o BLDS possa servir ao processo de privatização do demais, Nós... Apontamos, inclusive, que atingimos índices altíssimos de atendimento ao serviço, à população da cidade. E agora que nós estamos atingindo... quase aquilo que o marco regulatório que foi aprovado em 2020, está exigindo o seguinte: 90% do esgoto produzido tem que ser tratado. Nós já estávamos com capacidade de atender 80% em 2014. e que tem que atender 99% da população com água tratada. Nós, na virada do ano 2000, nós já fazíamos isso. e agora vem com a desculpa de que precisa de investimento privado que não é privado porque vai vir justamente do BNDES, que é o Banco Público de Investimento. Nós não aceitamos. Nós estamos mobilizando a cidade de Porto Alegre, E quero dizer que no próximo domingo vamos fazer um grande ato na nossa cidade. para combater e denunciar o crime que está se fazendo... a cidade de Porto Alegre e ao Brasil, porque o saneamento está sendo privatizado no Brasil inteiro. Portanto, é um crime contra o povo brasileiro. Água também é soberania. água é um instrumento vital e não aceitamos. E eu gostaria que Porque não deu... tempo, não deu espaço, mas eu queria fazer uma saudação todo especial... ao meu companheiro que está presente aqui, Adinaldo Soares Fraga que é engenheiro aposentado do DEMAI, e que ele fez um estudo técnico que desmonta todo o estudo que está sendo feito pelo BNDES e que ele aponta. Deputada Fernanda, o tamanho do crime é de que o DEMAI, que é um órgão superavitário, e eu estou finalizando a minha fala aqui, o DEMAI, que é um órgão superavitário, que arrecada por ano em torno de 850 milhões de reais... o DMAI vai deixar de ser superavitário pela modelagem de concessão que está sendo construída? E o demais passará a ser deficitário. E em 10 anos... Porto Alegre. será, acumulará uma dívida, de cerca de 1 bilhão e 300 milhões de reais. Algo que não é necessário. porque hoje o departamento é superavitário e muitas vezes socorre a Prefeitura de Porto Alegre. Portanto, companheiros e companheiras, eu não quero me estender mais. Quero agradecer a oportunidade de dizer... A luta constrói vitórias. Eu acredito nela, acredito em cada um e cada uma que está aqui presente, nas lutas que vamos fazer e vamos sim construir vitórias. um processo de defesa do serviço público, porque ele é fundamental e necessário ao povo brasileiro. Obrigado. Obrigado. Obrigada.

0:006:59
16 de jun, 17:07
#14
Transcrição por IA

Muito obrigada, Alexandre, qualificando aqui também a nossa reunião. Agora nós vamos ouvir os representantes do governo, mas não sem antes considerações e... E, de novo, reitero que nós temos parlamentares, tem as nossas aqui, que estão lutando junto com a gente pela tarifa zero, lá na CCJ, deputada Sâmia Bonfim. E eu fico verdadeiramente abismada, né? primeiro pelo descumprimento de todas as promessas feitas para nós durante a campanha. que o governo está enrolando é que o governo se comprometeu ainda na campanha de 2022 quando nós fizemos de tudo para eleger o Lula e vencer do Bolsonaro em retirar a trens urb do PND e a CBTU já tinha aquela luta também né Luiz nos conhecemos um pouco depois dali. Todas as reuniões que nós fizemos no primeiro ano de governo caminhavam nesse sentido. E daqui a pouco vem uma mudança na orientação... não só dos discursos, dizendo que não vai tirar ou dizendo que a forma de seguir os estudos do BNDES, muitas vezes nós ouvimos Marcos, que representa aqui... a secretaria lá do PPI, que seria a forma de continuar sendo estudado, quando, na verdade, se gastou quase 10 milhões de reais... para ver uma forma de entregar o metrô de Porto Alegre para o Estado privatizar. Nós estamos falando de usar dinheiro público para estimular as privatizações. E, sinceramente, eu não elegi o Lula para isso. É claro que a gente elegeu para derrotar o Bolsonaro, mas não para liquidar com o transporte público, com o dinheiro do trabalhador. Mais do que isso, nós não somos idiotas. A gente lutou todo o governo Bolsonaro para que não fosse privatizado. Está aqui o Chagas, que naquele momento era eu e ele... Era meio pandemia, aquela coisa, éramos poucos aqui em Brasília, até porque não tinha muito como vir. A gente sabe que a pandemia atrapalhou os planos do Bolsonaro e talvez... já tivessem sido privatizados. Se a gente não tivesse derrotado ele na eleição, então foi importante eleger o Lula para ter liberdades democráticas de lutar. Mas nós não somos de não cumprir palavras. Nós não elegemos o Lula para bater palma quando está errado. Ao contrário, nós elegemos o Lula para ter condições de lutar. E nós precisamos fazer essa luta, porque uma das únicas conquistas de 2013 foi colocar na Constituição. o transporte como um direito social. Aí a turma adora ir para Paris e dizer que bonito esse metrô, que é público. Adora ir para Londres e dizer que lindo esse metrô, que é público. Adora ir nas grandes cidades e dizer que lindo esse sistema de transporte que liga de um lado ao outro, que são públicos. subsidiário, porque transporte tem que ser enxergado como um direito para o povo e, ao mesmo tempo, uma forma de ter menos condicionamento, menos poluição, menos carro na rua. Não tem lógica. pensar numa cidade, ainda mais nas grandes cidades brasileiras, adensadas com os grandes problemas de moradia que tem, Ou seja, regiões inteiras adensadas e construídas de forma desordenada, porque, infelizmente, política habitacional num país tão desigual como o Brasil é ocupar, é fazer luta via movimento social, e aí nasce sem transporte, nasce com essa série de coisas. Então, um país como esse não enxergar o transporte como um direito que pode ser tirado, de um orçamento que é grande, se não fosse a política lamentável e, enfim, extremamente nefasta ao interesse público do arcabouço, ou mesmo dos grandes. Mas não é só que não se faz isso, é que ainda se usa os instrumentos de Estado para... fundamentar E construir um modelo de privatização. O segundo tema é que em todas as lutas que a gente fez em relação aos direitos, Nós tivemos audiência logo na largada do governo, porque a privatização de Minas Gerais se deu no governo do Bolsonaro. Um negócio... Impressionante. Se desse errado, os caras que compraram iam ganhar, se desse certo, ganharam muito. Quem perdeu foi os trabalhadores, que perderam emprego, alguns à vida, porque teve casos de suicídio diante da precarização da condição e nenhuma perspectiva de trabalho. um monte de dinheiro público envolvido no processo e o único compromisso que se tinha lá atrás, era o reaproveitamento desses trabalhadores que não entraram pedindo favor na porta com o CC, fizeram um concurso público. E não sabiam que iam ser atingidos por um processo nefasto de privatização. Assim como agora as categorias estão discutindo o acordo especial, o acordo coletivo, nesse momento em que segue a privatização de Pernambuco mais avançada e que segue a de Porto Alegre. Que é para 2027. Ora! E nem... essa manutenção do trabalho dos acordos coletivos. A gente sabe quem está aqui conosco, muitas vezes quem vem representando o governo é quem ouve, mas vocês nos conhecem, eles também ouvem na tribuna, ouvem em reunião. A não ser o Chagas, que estava naquela reunião com o Marcos Cavalcante, que eu sou pesada. E tem que ser pesada mesmo para cobrar compromisso. Mas nós temos aqui a representante do Ministério das Cidades, que é a Fernanda, e antes de passar para ela, eu queria perguntar que visão o Ministério das Cidades tem dessa malha metroferroviária num país como o Brasil, que depende do transporte coletivo para garantir maior mobilidade para a nossa população e que segue a lógica de privatizações. E aí que é justamente onde está... O PND lá... E onde a gente foi 500 vezes, inclusive com o compromisso do Rui Costa de retirar do PND. a Transurbi, e que até agora não foi cumprido em junho de 2026. E não é só não foi cumprido, repito, é que o processo de privatização segue. Relembro, então, os parlamentares, quer falar antes do governo ou quer falar depois? Não, porque às vezes o governo... Quer ouvir? Tá. Governo... Quer falar depois ou antes, Pompeu? Obrigado. Tá, então vamos ouvir a senhora Fernanda Ludmila Elias Barbosa, que representa... que representa... o Ministério das Cidades, a coordenação geral de projetos especiais e parceria do Ministério das Cidades. E disso a presença também do deputado Elvino Bongás, do Rio Grande do Sul, do Partido dos Trabalhadores, que vai sentar E também ficar com a gente aqui na audiência. Obrigado. Obrigado.

0:006:23
16 de jun, 17:14
#15
Coordenadora-Geral da Coordenação-Geral de Projetos Especiais e parcerias | CGPES/DSP/SE - Ministério das Cidades Fernanda Ludmila Elias Barbosa
Fernanda Ludmila Elias Barbosa

Coordenadora-Geral da Coordenação-Geral de Projetos Especiais e parcerias | CGPES/DSP/SE - Ministério das Cidades

Transcrição por IA

Agora sim, né? Todo mundo escuta? Tá baixinho, só uma chifra. Vou tentar falar mais alto, então. Boa tarde a todas e a todos. Queria cumprimentar aqui a deputada Minha Chará, Fernanda, os membros da mesa pelas contribuições muito importantes, aos colegas metroviários que estão aqui, a gente sabe que é uma luta constante de anos que vem se arrastando, a sociedade civil, enfim, os colegas deputados e deputadas que também se juntaram aqui hoje para esse debate importante. Fernanda, numa posição muito humilde e empática, muito mais de escutar do que de fato falar. E, claro, eu e meu colega Marcos, a gente se coloca inteiramente à disposição para esclarecer qualquer fato que venha relacionado aos processos que estão em andamento, especialmente em relação à CBTU, a perna de Pernambuco, e ao projeto que está em andamento pela Trenzur. todo sob a ótica da política nacional de mobilidade urbana. Então, o que a gente tem tentado fazer de uma certa forma? Resguardar que as diretrizes da política, elas sejam preservadas nesse sentido. Seja da modicidade tarifária, seja na garantia de que seja prestado um serviço de qualidade, Entendendo aí, claro, que o transporte, especialmente o transporte público coletivo, ele é a ferramenta social que as pessoas têm de se incluir socialmente, especialmente nas cidades brasileiras. Então, a gente tenta, na medida do possível, observar os preceitos da política nacional de mobilidade urbana. Como que a gente está enxergando esses processos, de uma maneira muito rápida e geral? de chegar na gestão por conta do afastamento que o governo federal tem da questão. Hoje, o transporte metropolitano, urbano, ele é pela Constituição Federal atribuída aos Estados e pela própria Política Nacional de Mobilidade, também designada aos Estados. E fica muito difícil para a gente mapear as principais necessidades. Obrigada. Como que a gente entende os processos de concessão? Uma forma de tentar fazer, não da concessão em si, mas da estadualização, de fazer o processo chegar mais perto da comunidade, colocar isso em contato com o governo dos estados, e o governo dos estados chegar um pouquinho mais próximo aos governos municipais. E, claro, fazendo uma leitura sempre muito próxima, para que a gente resguarde esses preceitos básicos, essas diretrizes, tanto pela dignidade da prestação de serviço e da... Enfim, da tarifa, que é um... um assunto muito caro, do transporte público coletivo e incentivar o transporte público coletivo para que ele seja uma ferramenta de indução do desenvolvimento das cidades, especialmente do tecido urbano. E a gente espera que, de alguma forma, a gente consiga contribuir com isso. A respeito das intervenções em si, a gente não consegue trazer muita informação, além do que já foi colocado. Mas é claro que a gente pode qualificar alguns debates e colocar de uma forma mais clara como alguns processos estão sendo conduzidos, como, por exemplo, da questão dos empregados, da atuação do BNDES em si. Enfim, estamos aqui nessa postura de fazer a escuta do que vocês vão trazer. Algumas coisas a gente já tem conhecimento, mas nos colocar principalmente, acima de tudo, à disposição para a gente esclarecer os fatos que se fizerem necessários e levar também os resultados, os encaminhamentos aqui da audiência. tanto para o PPI quanto para o Ministério das Cidades. É basicamente isso, deputada. Me coloco aí à disposição. Muito obrigada.

0:004:46
16 de jun, 17:20
#16
Transcrição por IA

A Fernanda... Obrigado. Vamos passar então para o senhor... Ah, não, para o Pompeu de Matos, deputado Pompeu de Matos. Obrigada. Muito obrigado, deputada Fernanda Melchiona. Obrigado.

0:000:13
16 de jun, 17:25
#17
Transcrição por IA

Desculpa eu estar um pouco aqui, um pouco lá na CCJ, mas nós temos um debate na CCJ. com projetos importantes, e eu estou liderando a bancada do PDT lá naquele debate, então, um pouco lá, um pouco aqui. Eu tenho... bem consciência desse debate, desse tema... como via de regra das privatizações como um todo no Brasil. E tem oposição, tem um lado. Até em nome do meu partido, o PDT. Obrigado. Com qualquer sorte, quero cumprimentar a todos os colegas deputados, deputadas, a todos os debatedores... do movimento sindical dos metroviários, enfim, sobre todos os aspectos, do Sintec. E cada um ao seu modo, ao seu jeito, ao seu tempo, ocupando o seu espaço. E, naturalmente, o governo fazendo a defesa daquilo que acredita. Nós, no Brasil... Já erramos no começo de todo esse processo. Começamos errando no modal... do transporte no Brasil. Nós preferimos o rodoviário... ao modal ferroviário. que é muito mais em conta. é mais fácil de conservar mais fácil de manter, mais fácil de implementar é mais amplo no sentido de transportar Tanto carga quanto pessoas. E nós erramos. A prova está como é que a Europa faz como é que os Estados Unidos, os Estados Americanos fazem e como é que nós fazemos. Se nós fizemos o inverso do processo. Pois bem... E aqueles que nós acertamos... que é o 3URB, Esses agora nós estamos desmontando para, digamos assim, consumar. aquilo que era um erro crasso. Lá atrás... Nós deixamos de investir no modal ferroviário para investir no rodoviário. Mesmo na Custria, podia ter investido. Não investimos. Mas a verdade é que o ferroviário é o que transporta mais carga num momento só, numa viagem só, é o que transporta mais pessoas numa viagem só, é o transporte que tem mais segurança, E é o mais barato É tudo mais para melhor. e os outros são mais Para menos, mais para pior. E nós preferimos exatamente aquele que não é o melhor, em detritimento, aquele que atende mais o cidadão, a cidadã, a cidadania. Bom, erramos lá, e diz que errar é humano, mas permanecer no erro é burrice. Só que nós estamos aumentando o erro. Nós estamos errando de novo. Nós estamos errando duas vezes. Obrigado. E nesse contexto, eu acompanho muito de perto, toda a trajetória do trens urbe, que aliás, era o sonho de Porto Alegre. Era o sonho do Rio Grande do Sul, era o sonho da região metropolitana. E esse sonho foi virando pesadelo. Foi virando pesadelo, foi virando pesadelo. E hoje é um pesadelo a tal ponto que não só para o cidadão, para a cidadã, para a sociedade, para o trabalhador, para a trabalhadora, já é um pesadelo para o servidor. Para o trabalhador que já não tem garantia nenhuma, já não sabe mais o que está, o trem sai do trilho. Perderam o trilho dos trens. ou perdemos o trem no trilho E alguém tem que dizer alguma coisa, alguém tem que fazer. Eu sei que Tinha muito disso no governo do presidente Bolsonaro Mas eu me impressiono que isso se manteve no governo do presidente Lula. Me impressiona, eu tenho que ser verdadeiro, real... Do presidente Bolsonaro, eu não duvidava nem nada e nem esperava muito. Mas do governo do presidente Lula, eu duvidava e esperava, que fosse feita uma correção de arrumo. Como é que a gente faz? Puxa o freio de arrumação. Vamos frear esse trem... Esse trem está indo para o brejo. Vamos fazer, vamos frear. Não, não frearam. Eu sei que tem a Ceitec, por exemplo, A CITEC foi um exemplo do bom exemplo, que deveria servir de exemplo. E que está aí um serviço feito, bem feito, feito com muito respeito. Só que tem outro que perdeu o respeito do jeito que foi feito. E alguém tem que dizer. E esse papel, respeitosamente, Me cabe... Faço isso com carinho... É... Ministério da Cidade, que tem um trabalho importante, importantíssimo, mas eu acho que é uma coisa que tem que encontrar um ponto de equilíbrio. Eu não tenho a fórmula mágica, não tem avarinho condão mágico, mas algo precisa ser feito. Eu vi aqui, por exemplo, tem o projeto da Melquiona, que... Procura preservar os trabalhadores. Eu já vivi isso na CRT, eu era deputado estadual. Já vivi isso na Caixa Econômica Estadual, no meu estado, eu era deputado estadual, salvamos os empregos, pelo menos os servidores, só que depois jogaram um para as delegacias de polícia, outros para o IP, outros para não sei o que lá, outros para as escolas, eram assim, um salvo quem puderam. Assim, um desmerecimento, descredenciar, desqualificar os trabalhadores. Mesmo assim... Pelo menos não perderam o emprego. Mas foi uma coisa, sim, absurda. Vivemos na CRT, vivemos na Caixa Econômica Estadual, vivemos na CE, na... Não é do meu tempo, mas é do tempo recente, a questão da Corsã. E aí nós vamos vendendo. Aí fica perguntando, fica a pergunta. Se os que privatizam e gostam da privatização estão privatizando... E os que não gostam, não preferem, não defendem, privatizam também, é o que sobra para nós. Aí não tem o que... Dizem. Aí tu não tem com quem se agarrar. Não tem com quem se abraçar. Então, eu estou fazendo essa reflexão e eu tenho tanta convicção do que eu estou dizendo, que se não tivesse ninguém para ouvir o que eu estou dizendo, eu seria capaz de olhar no espelho e dizer para mim mesmo, para aumentar a convicção que tenho daquilo que eu acredito. Eu acredito que essa não é a saída. Tem que ter uma alternativa. É possível? É. Ah, mas então vamos transferir para os governos dos estados. Pode ser, mas vão embuchar os governos do Estado. Se sustenta esse projeto? Nós precisamos de sustentabilidade. Não adianta a gente tapar o senhor com a peneira, empurrar com a barriga, botar para baixo do tapete, esconder atrás da porta. Fica ali um esqueleto. E esse esqueleto toma corpo daqui a pouco. Esse esqueleto começa... assustar as pessoas e assusta e eu me assusta por isso que eu tenho que dizer isso eu eu tenho uma com a impressão, sim, que esse clima de indignação dos trabalhadores, por exemplo, Ao ver que o que era ruim está pior... mas não é só os os trabalhadores empregados, no caso da Trensurb, e das outras companhias, mas os trabalhadores do cotidiano que usa o sistema. Quando tomarem consciência vão ver que não tem para onde ir. Olha, no mundo, O sistema do transporte, ele é subsidiado público ou privado. Lá em Porto Alegre está aqui o pessoal do DEMAI, que também está entrando na mesma Berlinda, na mesma cena e que não podia esperar diferente, é para lá que vai. Mas aqui nós tínhamos que botar um freio de arrumação. No mundo... e Porto Alegre é assim, os ônibus lá são subsidiados. Tem dinheiro da prefeitura, subsidiando a passagem. E eu não estou dizendo que é o fim do mundo, mas eu estou dizendo que tem. E alguém tem que dizer, para que todos fiquem sabendo. E no trem tem também. E eu sei que tem. Mas e daí agora vão entregar o trem para o outro e faz o quê? Tu acha que vai resolver o problema? Vai empurrar o problema para lá? Não tem como empurrar o problema. Não tem como fazer Pilatos. Lavar as mãos. e façam o que quiserem. Não, nós temos que encarar isso. Nós temos que enfrentar. Não precisa dizer assim, a resposta é essa. Mas nós temos que achar uma saída. Só não tem saída... Para a morte. Enquanto tem bambu, tem flecha. Enquanto esperança, tem jogo. Nós temos que ter essa compreensão, eu carrego isso comigo, ah, mas vai ser tarifa zero, se é para ser tarifa zero, então o trem fica público. trem público, tarifas zero, é possível, tem como, tem, é um custo que os governos podem bancar, e se pode bancar, Pega a estrutura que tem, está lá o trem, pronto. Tem o trem, tem os trilhos, tem a estrutura, tem os quadros, tem gente que tem expertise, gente que trabalha, conhece, sabe. Então, o que nós queremos? Eu não estou, estou me beliscando aqui para compreender que tem alguma coisa errada. Então eu encerro dizendo que nós não podemos brincar com a mobilidade. É coisa muito séria. É muito séria, porque muitos apontavam para os outros. Ah, vamos privatizar isso, privatizar aquilo, privatizar aquele outro. E agora começou do lado de cá também. Então a mão que aponta um dedo para lá, aponta três dedos para cá. E esses dedos já começam a apontar. E não é a natureza do processo. Nós estamos invertendo e largando a mão. Vou dar um exemplo. Só para fazer a modelagem. O Ministério da Cidade sabe bem e pode responder. Só fazer a modelagem. Pelo quanto sei, gastaram mais de 10 milhões de reais para fazer a modelagem da privatização. Só aí já botaram um dinheirão. Olha, não precisa fazer uma modelagem. Tu sabe do que vai dar. Tu sabe do que vai acontecer. Todos nós estamos careca de saber. E se não estamos, vamos ficar careca. Sabendo. que está na cara que vai dar problema. que vão perder a qualidade, que não vai funcionar, e que para funcionar vai ter que bancar, vai ter que subsidiar, de algum lugar vai ter que pagar, do couro sai as correias. E às vezes vai ter que sair as correias do couro do longo do trabalhador, aí o trabalhador vai pagar. Isso aqui não pode pagar, isso não tem da onde tirar, então era isso que eu queria dizer. Claro que o final é o cabo, Fernanda. Se tudo isso... Como dizia o padre Vieira, se tudo isso de maldade acontecer, bom, vamos salvar... Os anéis, os dedos, né? Porque os anéis se foram. Eu vou salvar os dedos. Porque o resto vai. Vou salvar os dedos. É para salvar, então, os trabalhadores, para tomar um caminho. Mas não é o ideal. Eu espero que não chegue lá. Espero que isso não aconteça, mas eu deixo esse questionamento, a informação que a Ministra da Cidade, enfim, o governo... No BNDES, buscar recursos só para fazer a modelagem. Para fazer a leitura de como é que faz para entregar. Como é que faz. Aí tu paga para vender. Tu paga para entregar. uma coisa bem engraçada Bem engraçado, mas alguém tem que dizer, esse papel me cabe, eu fiz respeito, respeito, o respeito que eu ofereço, o respeito que eu mereço, se eu não oferecer, eu não vou merecer, mas eu não posso me calar. Eu tenho que dizer... Isso toca dentro de mim e eu não consigo engolir isso. Eu posso até me engasgar, mas boto da boca para fora e digo o que penso, falo o que sei e o que vejo, para que todos fiquem sabendo como é que eu vejo, como é que eu penso, como é que eu sei e como é que as coisas são. Muito obrigado.

0:0010:56
16 de jun, 17:25
#18
Transcrição por IA

- - - - Vamos ouvir a deputada Sama Bonfim. Olá, boa tarde.

0:000:11
16 de jun, 17:36
#19
Transcrição por IA

Boa tarde, todas as pessoas presentes. Eu peço desculpa, eu vou falar depois, eu vou ali para o grupo de trabalho, que está discutindo o PL de criminalização da misoginia. Aí eu vou me ausentar, mas depois eu retorno para dar sequência aqui à nossa audiência pública. E eu quero te cumprimentar, Fernanda, te parabenizar por estar liderando aqui no Congresso Nacional essa discussão sobre o fato de que hoje a... Efetivamente, recursos do governo federal servindo para subsidiar modelos de privatização de trens e metrôs em diversos territórios brasileiros, seja aqueles que eram... modelo completamente estatal e agora estão sendo ou correm risco de ser privatizados, ou mesmo, como no caso do Estado de São Paulo, em que já há algumas linhas privatizadas, mas que, através desse modelo de subsídio, de fomento à privatização, Muitas linhas estão passando por esse processo. E não é um detalhe haver recursos por parte do governo federal para privatizar uma área que é tão central para a vida, sobretudo a vida nos grandes centros. muito considerado na análise, na necessidade da redução, por exemplo, da jornada de trabalho, porque o desgaste que o trabalhador tem quando se há uma baixa qualidade no oferecimento desses serviços, intensifica muito mais uma lógica de exploração e de não suportar viver a vida de um trabalhador numa cidade como é o caso da cidade de São Paulo. Muito explícito, se a gente faz uma análise das linhas que são públicas, estatais e das linhas que são privatizadas na cidade de São Paulo, o número de acidentes, de panes, falhas. uma relação ruim do trabalhador que está ali sendo explorado, e não é culpa dele, mas ele está ali sendo explorado pela empresa que gere aquela linha. com o trabalhador que está utilizando, com o usuário, essa situação fica cada vez mais intensa e difícil de lidar. E, na prática, o que a gente vê lá em São Paulo? É o governador Tarcísio fazendo demagogia. sobre uma suposta expansão das linhas, que na prática significa precarização do trabalho, mais risco de acidentes E também uma não transparência sobre recursos, que são recursos que deveriam ser públicos e destinados para o controle social pleno, não só por parte dos trabalhadores do metrô, mas de todos os usuários. Então, eu quero reforçar que o pedido, na verdade, há exigência, há mobilização de todas as categorias que estão representadas aqui na mesa, cumprimentando o nosso querido presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, mas de todos os demais que estão aqui, processo semelhante, o processo de privatização da Sabesp contou com recursos, subsídio por parte do BNDES, e é uma tragédia a gente lidar com essa contradição agora, junto ao povo, inclusive no próprio processo eleitoral, gente, porque é um fato concreto e imediato, e é por isso também que a gente segue, por um lado, dialogando, pressionando, mas também denunciando, indo para cima, para que isso seja definitivamente revisto, porque a gente está falando de setores para o funcionamento das cidades, para a garantia de serviços essenciais e básicos de toda a população brasileira. Então, fica aqui o nosso apelo, o nosso compromisso, mais uma vez, junto aos trabalhadores metroviários de São Paulo. Já pedi, Fernanda, para a nossa assessoria estudar o projeto que você apresentou, no sentido de manutenção dos postos de trabalho, porque eu acho que isso é o nosso compromisso inicial, além de todo o restante, de garantir a coisa pública, gratuita e de qualidade funcionando, de ver de que forma a gente pode replicar isso também para o estado de São Paulo, para as empresas que estão na mira, que estão em cheque. E, também, o nosso compromisso de ali na CCJ, da qual eu faço parte, seguir batalhando pela aprovação da PEC da nossa querida guerreira Luísa Erundina, que é a PEC da Tarifa Zero, que é uma pauta de todas nós, que, infelizmente, vem sendo obstruída por parte dos setores, sobretudo da extrema-direita. que as grandes cidades podem chegar, de um direito fundamental de poder acessar, inclusive, outros serviços, através do transporte público. está um modelo muito atrasado, sobretudo quando se cobra por passageiro e não custo geral do transporte que de fato tem para o Estado e para o conjunto dos trabalhadores, que também é uma discussão para além da tarifa zero, que a gente quer discutir com a comissão especial, que para que seja instalada, para debater o mérito, os detalhes, precisa passar pela CCJ, e isso também é parte dos nossos esforços para ainda esse ano. É isso, gente, muito obrigada. Obrigado.

0:005:19
16 de jun, 17:37
#20
Transcrição por IA

Muito obrigada, deputada Samia Bonfim, companheira de muitas lutas. Eu vou passar agora, então, para o senhor Marcos Vinícius Magalhães, que aqui representa... O PPI. E... peraí, deixa eu pegar exatamente para ficar registrado. Obrigada. É folha, né? Olha aqui. É, não, mas está aqui, ó, Marcos Vinícius Magalhães de Pinho, assessor técnico da Secretaria Especial de Parcerias. Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil, a quem convido para fazer uso da palavra. Olá?

0:000:40
16 de jun, 17:42
#21
Assessor Técnico da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos - Casa Civil Marcus Vinícius Magalhães de Pinho
Marcus Vinícius Magalhães de Pinho

Assessor Técnico da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos - Casa Civil

Transcrição por IA

Boa tarde a todos. Me ouvem. Eu gostaria de primeiramente cumprimentar e agradecer aos senhores e senhoras parlamentares que compõem essa mesa. aos senhores e senhoras representantes sindicais aqui presentes, aos senhores e senhoras trabalhadores dos diversos sistemas de metrô do Brasil, Como a Fernanda falou, os aspectos relacionados à política pública de mobilidade urbana compete e cabe ao Ministério das Cidades, aqui muito bem representado, e ao PPI... que eu represento como assessor técnico, não tenho o condão de trazer nenhuma decisão, não condão de trazer nenhuma... orientação direta da nossa secretaria. mas apenas me colocar à disposição dos senhores e senhoras para... quaisquer esclarecimentos relacionados ao processo. de estruturação dos projetos de trens UB e de A CBTU. especialmente Recife. E... Era isso que eu gostaria de dizer e me colocar à disposição de todos. Muito obrigado. Obrigado.

0:001:16
16 de jun, 17:43
#22
Transcrição por IA

Agora está escrito o deputado Carlos Zaratini. *cough*

0:000:05
16 de jun, 17:44
#23
Transcrição por IA

Obrigado, senhora presidente. Fernanda Melchiona, parabéns por essa iniciativa. Queria cumprimentar aqui todas as metroviárias e metroviários. aqui presentes A pessoa aqui do meu companheiro... Dagnaldo Gonçalves, presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, categoria a qual eu ainda pertenço. Obrigado. E dizer assim que nós sempre tivemos uma posição... Muito clara e muito objetiva contra a privatização dos serviços públicos. Porque não existe... possibilidade de se conviver a privatização com um serviço de qualidade. E aí Exatamente porque o objetivo de uma empresa privada é exatamente isso. Aumentar os seus lucros. e não... cuidar do serviço de qualidade. Então é uma contradição total, e isso a gente está vendo, eu vou falar de São Paulo aqui, porque é onde eu conheço melhor, mas a gente está vendo nas linhas privatizadas do metrô e da CPTM. onde uma empresa chamada Via Mobilidade... já ganhou o apelido de via imobilidade entre os paulistanos, porque todo dia apresenta falha, todo dia deixa o povo na mão, e as pessoas não conseguem chegar no horário do seu trabalho e não conseguem voltar para casa num horário razoável. E a mesma coisa acontece no saneamento. onde nós vimos a privatização da Sabesp, A Sabesp já demitiu 5 mil trabalhadores. os mais experientes, os que conheciam melhor o sistema, e o resultado disso é falta d'água, é água suja, é água fedorenta, e agora... estão investindo O investimento da Sabesp é na troca dos relógios, dos hidrômetros, E o novo hidrômetro tem a capacidade de medir o ar que existe na tubulação. E a conta d'água está multiplicando por dois, por três, cada vez mais. Então as pessoas... já estão entendendo isso com clareza. E agora a gente sente muito aí pelo fato de que Minas Gerais... também privatizou o sistema d'água para exatamente a mesma empresa que ganhou o sistema de São Paulo, que é a Equatorial. É a mesma empresa e, com certeza, os mineiros vão sentir fortemente o desastre que vai ser essa privatização do sistema de águas lá. Então, gente, não existe, não há possibilidade de a gente ter essa condição de melhoria de serviço público com o serviço privado. especialmente no Brasil. Porque aqui se explora o trabalhador em primeiro lugar e se almeja a maior taxa de lucro possível. Agora, o fato é o seguinte, nós precisamos resolver... E é lógico que a gente aqui é contrário à privatização do metrô de Porto Alegre, do metrô de Recife. de todos os metrôs, mas nós precisamos resolver um problema concreto, O governo federal... ele em 2017... no governo do Michel Temer, adotou... A política do teto de gastos. E depois nós tivemos aqui no governo Lula a aprovação do chamado arcabouço fiscal. que limita as despesas do governo, inclusive os investimentos. Então, nós já tivemos aqui a oportunidade, várias vezes, de votar exceções a essa política. A própria lei, ela já deixa uma exceção em relação aos reajustes das despesas de educação e de saúde. Mas nós já votamos aqui... Exceções como, por exemplo... Nós excepcionalizamos 30 bilhões de reais em cinco anos. para as Forças Armadas. Nós já excepcionalizamos, esse ano ainda, 20 bilhões do fundo social para investimento no Minha Casa Minha Vida. E várias outras exceções também já foram feitas. Então, é mais do que necessário, deputada Fernanda, que a gente aqui, além de discutir aqui a questão da privatização, a gente também discuta uma mudança no arcabouço fiscal que permita ao governo federal fazer os investimentos nos sistemas. Porque é evidente que com a margem Tão apertada de despesa como impõe o arcabouço, é impossível haver investimentos. A não ser que a gente excepcionalize. Então, nós precisamos é tratar disso. Que o governo federal coloque recursos... além daquilo que permite o chamado arcabouço, para investimento, melhoria e garantia de funcionamento com qualidade dos sistemas de transporte que estão na mão do governo federal. Então, eu acho que essa é uma questão importante. O governo federal, inclusive, já colocou recursos para evitar a privatização dos correios, Legenda por Sônia Ruberti ou desestatização, e Ahem. continuou como estatal, está enfrentando uma situação muito difícil, exatamente porque está havendo uma mudança da própria natureza do que é Correio. Correio antigamente entregava carta, hoje entrega mercadoria e sofre concorrência total das empresas privadas, porque o monopólio, É só sobre as cartas. O monopólio do Correio é só sobre correspondência, não é sobre mercadoria. Então hoje o Correio que entrega mercadoria em qualquer canto do país... enfrenta a concorrência das empresas que entregam só nos grandes centros urbanos. São Paulo, Rio, Brasília, Belo Horizonte. E nós precisamos manter o Correio para atender o Brasil inteiro, a população do interior do Nordeste, do interior da Amazônia. Então é por isso que nós precisamos, de fato, colocar recursos e o governo colocou recursos, se não estou enganado, 12 bilhões de reais, por enquanto, porque vai chegar a 20 bilhões, para manter o Correio funcionando. Então nós precisamos discutir... Não é só... a questão estrita da privatização... Mas entender que ela se coloca dentro de uma situação mais ampla. Que é a limitação de gastos que nós temos. Agora, essa limitação... Ela só aparece quando é para os serviços que atendem a maioria da população. Nós estamos vendo a bancada do agro aí agora, querendo espetar uma despesa de 140 bilhões de reais. para sustentar supostos prejuízos do agro no Brasil. É o tal da bomba fiscal. Então, minha gente, nós precisamos denunciar efetivamente que existem duas políticas da parte da burguesia nesse país. Uma política econômica que eles querem aplicar a maioria da população aos trabalhadores, tanto aos trabalhadores das empresas estatais, como também aos trabalhadores que usam os serviços públicos. de setores que são altamente lucrativos, como é o agro nesse país. Então, eu queria aqui deixar a minha manifestação de apoio aos companheiros e companheiras e da necessidade da gente garantir que essa luta tenha essa perspectiva mais ampla. combater a privatização dos serviços públicos, mas também garantir que haja investimentos para que os serviços públicos sejam de qualidade, sejam bons para atender a população do nosso país. Muito obrigado.

0:008:17
16 de jun, 17:44
#24
Transcrição por IA

Boa tarde, deputado Carlos Zaratini. Descobrindo novidades que tu vai me atroviar, estava perguntando para o nosso presidente aqui. Eu e o Zaratini fomos líder dos partidos da oposição, dos nossos partidos durante a pandemia. Enfrentamos o governo Bolsonaro e eu não sabia dessa boa trajetória que tu tem. Muito obrigada pela tua...

0:000:22
16 de jun, 17:52
#25
Transcrição por IA

Presidente, mas eu tenho que sair para uma outra reunião, pedir desculpa aqui aos companheiros e companheiras. Mas nós temos outra reunião, mas a luta continua.

0:000:08
16 de jun, 17:53
#26
Transcrição por IA

Continua, obrigada pela tua presença. E como eu disse, hoje de terça nós temos várias comissões de plenário, vai começar daqui a pouco. Então... Algumas inscrições de plenário foram pedidas. Eu queria e tinha pedido que a nossa companheira das nossas falasse sobre a luta do Tarifa Zero, porque acho que essa luta a gente tem que unificar. Aqui no Distrito Federal tem uma cena muito forte da luta pelo Tarifa Zero, que tem acompanhado todas essas sessões que nós temos na CCJ, pela aprovação da PEC da Erundina. E também nosso companheiro Chagas pediu inscrição. Nós pedimos abrir mais umas três inscrições e voltar para a mesa. vem aqui, ó. Tá, para aí. O Eduardo pega enquanto nós vamos falando. Começa com a tarefa zero? Pode. Você está claro? Pode ser? E depois falo Chagas e o Eduardo pega para mim as inscrições. Minutinhos, tá, gente? Agora vou ter que começar a controlar o tempo. Oi, gente.

0:001:08
16 de jun, 17:53
#27
Sociedade Civil Any
Any

Sociedade Civil

Transcrição por IA

Boa tarde. é... Boa tarde à mesa, Fernanda. Muito obrigada pelo seu trabalho, a defesa incansável da pauta da tarifa zero e do transporte. Meu nome é Ani, eu integro uma organização da sociedade civil que trabalha com mobilização social. E nesse momento nós estamos trabalhando com a PEC da Erundina, a PEC 25 de 2023, que cria o Sistema Único de Mobilidade. E pensa... a tarifa zero para o país inteiro. Eu venho de Belo Horizonte, eu tenho uma trajetória na militância pela tarifa zero, então assim, um dia haverá concurso e eu serei maquinista da CPTM, eu estou muito no aguardo desse dia, ele há de chegar. Deus permita que eu saia desse lugar e vá para São Paulo trabalhar de maquinista. E eu queria trazer alguns pontos em relação ao que foi dito, principalmente aos colegas do governo, que a gente sabe que não são vocês que têm a caneta na mão, obviamente. Eu venho de Belo Horizonte, o movimento... trabalhou ombro a ombro contra a privatização da CBTU. E quando a gente fala das diretrizes da PNMU... modicidade tarifária. A tarifa em Belo Horizonte, antes do processo de privatização, era 1,80%. E aí Enquanto houve queda de passageiros no sistema de ônibus, O sistema metroviário de Belo Horizonte teve um crescimento vertiginoso dos passageiros, fundamentalmente porque enquanto a tarifa do ônibus aumentou ao longo dos anos... A do metrô permaneceu em 1,80. O processo de privatização, ele fez o quê? Levou a tarifa para mais de 5 reais, que é o lugar onde nós estamos hoje. O modelo do Rio de Janeiro, não preciso nem comentar, a gente está numa situação de abandono da... da concessão. O companheiro de São Paulo falou dos problemas que se tem, é o sistema público que banca o sistema privado metroviário. em São Paulo. Então, eu fico um pouco sem entender E... Como a gente... avança nesse diálogo, porque isso tudo nós já dissemos. Esse processo é o contrário... das diretrizes da PMU, linearmente, assim, e a gente não consegue ter esse espaço de diálogo, nem no Ministério das Cidades, nem na Casa Civil. Então, a gente... enxerga muito claramente assim que tem um problema, é isso, a tarifa aumenta, os passageiros diminuem, a qualidade vai para o prédio, é o oposto linear da PNMU, então... Me parece evidente que nós temos um problema aqui, assim, e a gente não tem essa entrada. Nem nós como sociedade civil, nem os sindicatos, eu tenho certeza que aqui todo mundo está tentando, especialmente com a Casa Civil. ter esse diálogo. Obrigado. Conselho das Cidades está lá, vai ser empoçado essa semana, e a última vez que alguém foi ouvido no Conselho das Cidades faz 15 anos. É isso, é muito difícil Então eu falo isso E eu tenho certeza que os companheiros do sindicato Passam pela mesma coisa Sociedade civil, movimento, ninguém consegue Ter essa entrada, ter vocês aqui já é um evento Só, porque nós não conseguimos conversar Um minuto e eu vou concluir. Tem uma coisa sobre o sistema metroviário que é a seguinte: o nosso governo gastou uma grana, uma intensidade, uma energia para falar de COP30 e construir um debate sobre meio ambiente. O sistema sobre trilhos é o futuro do meio ambiente nas cidades. Eu não tenho a menor dúvida de que a gente está diante de uma situação em que nós temos que avançar com os sistemas metroferroviários, porque eles são o futuro. Eles são seguros, eles são eficientes, eles são elétricos e esse é o caminho. E a gente sabe que não é a tarifa que banca os sistemas metroferroviários. Eu tive a alegria, queria deixar aqui uma homenagem ao antigo presidente da CBTU, o João Luiz da Silva Dias, que vinha de Belo Horizonte, e que disse, inclusive, que as superintendências davam conta do trabalho. Mesmo que o sistema fosse federal, as superintendências davam conta. Então, essa também é uma lógica que a gente não vê refletida na prática. As superintendências aqui trabalham, fazem e não tem essa questão. E ele já lá atrás disse isso. Então, eu quero deixar aqui minha saudação a todo mundo, a categoria. Obrigado pelo apoio que vocês nos dão na pauta da Tarifa Zero. Honra estar aqui ombro a ombro na luta com vocês. Tamo junto. A gente vai ter trilho, metrô... tudo tarifa zero, no máximo em cinco anos. Eu tenho fé, gente. Tamo junto. Obrigada. Obrigada, querida.

0:004:11
16 de jun, 17:54
#28
Transcrição por IA

Muito obrigada. Obrigado. Por isso eu também pedi tanto que ela falasse, porque a gente tem que unificar essas lutas, né, gente? Porque afinal são parte do mesmo processo. E a turma tem uma cena de muita mobilização pelo Tarifa Zero aqui no Distrito Federal, BH, da onde tu vem. Nós também no Sul, que começamos lá, A redução das tarifas de ônibus em 2013, temos um histórico nessas mobilizações. Vamos ouvir agora o nosso camarada Chagas, do Rio Grande do Sul, que protestou veementemente quando eu sugeri Ser três minutos, o tempo de intervenção. Obrigado. Não, eu quero continuar. Obrigado. Alô? Ah, agora sim. Pessoal, só...

0:000:43
16 de jun, 17:58
#29
Sindimetro Chagas
Chagas

Sindimetro

Transcrição por IA

Isso aí não conta do meu tempo. Primeiro, só primeiro registrar que nós temos aqui da Transurb representante do sindicato dos administradores do Sindaerx. os técnicos do Sintec e o SENS também, estão representados além do Sindimetro, que é o sindicato majoritário, é importante. Então, não preciso dizer, e lógico, e é muito importante para nós, de novo, essa luta, a gente estava junto com a Fernanda há pelo menos 10 anos, e eu perdi as contas de quantas audiências públicas nós fizemos, e nós conseguimos sempre encher as audiências públicas, e colocar todos os metroviários aqui, isso é importante. Claro que a gente vai ter que trazer muito mais gente, vai ter que trazer o pessoal da Bahia, que é privatizado, o pessoal do Rio, que a gente perdeu totalmente o contato com eles hoje, e devem estar passando um pouco lá, mas é muito importante. que pra mim, eu acho que eu sou cego, velho. Tem uma coisa que não tá batendo aqui, não bate. O Cid Metrônia do Rio Grande do Sul falou uma coisa que o governo prometeu e não cumpriu. Recife é a mesma coisa, São Paulo é a mesma coisa, Brasília é a mesma coisa. Só eu que estou enxergando que esse governo não é dos trabalhadores e que ele é de direita? É no máximo de centro? Nós temos os funcionários dos ministérios aqui visivelmente constrangidos, gente. Porque eles não têm o que dizer e se tem, não é o que a gente quer escutar. Porque a política do governo é de privatização. É um governo que usa o BMDS, um banco que tem bilhões e bilhões... ou talvez até trilhões, não sei, para financiar a escola. Doutor, se isso, gente? Para financiar o saneamento de São Paulo... para financiar a privatização do DMAI, para privatizar os metrôs. Quer dizer, e quando fala, essa semana apareceu bastante a notícia, que eu venho, eu não sei quantas malhas ferroviárias, coisa tal, é para levar soja, gente. Não é pra levar gente e não é pra fazer metrô. É para levar soja para o chinês. Quem é que possivelmente vai construir e levar o nosso dinheiro. Porque a empresa que nós tínhamos, Paulista, que construiu os três, foi fechada, sucateada. Esse não é um governo de esquerda, não é um governo de trabalhadores. Aonde eu quero chegar? Ah, não, vou botar no Lula? Claro que vou botar no Lula, gente. Eu não sou trouxa, eu não sou louco. Eu sei diferenciar. Agora, daqui a quatro anos, vão estar no mesmo dilema. Nós não vamos ter candidato que represente os trabalhadores se a gente não juntar a classe. E a forma de juntar classe é essa. É fazer audiência, é juntar com o movimento Taripa Zero, é juntar com todo mundo que tem disposição de lutar. Porque desse governo não sai nada. Esse papo de dizer, cobrem, como Lula dos Dias, cobrem. para conseguir alguma coisa, é mentira. Porque nós estamos há quatro anos cobrando. Quatro anos. E todo mundo disse aqui que o governo mudou de rumo. Mentira, o governo mentiu. Essa é a palavra correta. O governo mentiu. Não é que mudou de rumo. É isso, gente. Obrigada.

0:002:50
16 de jun, 17:59
#30
Transcrição por IA

Obrigada, Chagas. Muito obrigada pelo desabafo e intervenção. E falou em menos de três minutos, só em tua defesa, viu? Coordenador do protesto. Vamos ouvir agora o Félix, de Pernambuco. Agora, agora.

0:000:23
16 de jun, 18:02
#31
Participante Felix
Felix

Participante

Transcrição por IA

Agora, agora. Boa noite a todos e a todas. Gostaria de agradecer a nossa companheira deputada Fernanda Melchiona, já uma metroviária, metroferroviária de carteirinha. de Recifense, Pernambucana e do Rio Grande do Sul também. Então, assim, eu preparei um texto, inclusive compartilhei com o companheiro Chagas e a companheira Almada, mas não vou utilizar. Não vou utilizar porque, infelizmente, os representantes do governo, aparentemente, aqui, não tem o que falar para a nossa categoria. Então, eu quero fazer um chamamento... ... ao Brasil... a Pernambuco, a Rio Grande do Sul. O sistema de Recife, o sistema metroferroviário de Recife, não está apenas sucateado, ele está colapsado. Há um grande risco de nós termos acidente grave, com centenas ou milhares de mortes, eletrocutada por um sistema que não oferece as condições necessárias ao trabalhador e ao usuário. Então nós estamos aqui na Casa do Povo, alertando todo o Brasil... do risco que nós corremos cotidianamente no metrô do Recife. E isso, É um projeto político... que já vem antes do governo Lula, no governo Bolsonaro, do ministro Paulo Guedes, e nós elegemos Lula para se contrapor a esse modelo privatista e irresponsável, que ele mantém, infelizmente, traindo a classe trabalhadora. Nós podemos, não podemos, de forma alguma... dar nome às pessoas que contribuem para o risco caótico do nosso sistema metroferroviário. Em Pernambuco, agora, nós temos uma governadora chamada Raquel Lira. que está junto com o ministro Rui Costa, da Casa Civil e do Jader Filho, do Ministério das Cidades, privatizando o metrô do Recife. Nas redes sociais, já é chamada pela população de Rainha da Sucata. Porque estão levando para Recife um sucatão de 40 anos com o discurso de trem seminovo. Não é trem seminovo, é um trem sucatão de 40 anos que está colocando em risco a população pernambucana. E a população pernambucana, a população brasileira merece respeito, merece segurança. O Sindicato de Metróviária de Pernambuco, o Sindimetro do Rio Grande do Sul, a Federação, a Fenametro e todos os sindicatos aqui estão alertando. certeza, se tiver sangue, não é de responsabilidade dos metroviários e dos trabalhadores. São, única e exclusivamente, dos governos estadual, federal e aquele que apoia a privatização, porque privatizar é a morte. Muito obrigado.

0:002:54
16 de jun, 18:02
#32
Transcrição por IA

da félix Agora é o Marcos, do Distrito Federal. Obrigado. Valeu, se agradeço. Obrigado. Som.

0:000:10
16 de jun, 18:05
#33
Sindimetro - DF Marcos Carvalho
Marcos Carvalho

Sindimetro - DF

Transcrição por IA

Boa tarde a todas e a todos. Eu sou o Marcos Carvalho, dirigente de saúde do trabalhador do Cintimetro do Distrito Federal. Agradeço a deputada Fernanda Presidiar a audiência Endosso a fala dos colegas Os dirigentes sindicais A categoria que está aqui representando os trabalhadores, porém me entristece muito o deputado Fernanda... o nosso aceite de um tema tão sensível ter como balizador principal... a ótica do dinheiro. Por que que eu falo isso? Obviamente a gente sabe que o transporte sobre trilhos é algo que é caro, que necessita de investimento, mas a gente não pode aceitar que o governo federal... no qual tem os partidos trabalhadores como situação, trazer esse balizador como fundamental. A gente... Veio aqui o colega do DMAI tendo como argumento que a empresa é superavitária. Para... Se fosse deficitário, justificaria? Justificaria? da mesma forma o metrô não justifica. Senhores, a gente... E como o colega Cassiano trouxe, a gente está falando de um direito social. um direito social importante para acessar outros direitos sociais. Quanto custa uma universidade pública? Quanto custa o hospital? a gente está falando de direito social A gente está falando sobre ir e vir. Então, me dirigindo à senhora Fernanda, como representante do Ministério das Cidades, e assim com total respeito, mas... aí não falando agora como dirigente sindical, mas como um cidadão, oriundo de escola pública, da universidade pública, o que eu esperaria de um governo dos trabalhadores no que diz respeito a mobilidade e pensar a cidade é na ótica de que o trabalhador, a trabalhadora, o estudante, tenham condições de ir e vir para a cidade de maneira segura, e de maneira gratuita. O segundo ponto... para não me estender, é sobre os trabalhadores, né? E aí o senhor Alexandre Dias, né? Perdão, o senhor Marcos Vinicius do PPI. Já estou finalizando. Eu sei que o senhor trouxe aqui... a na sua fala né que está aqui para escutar enfim levar algum encaminhamento é é de um sadismo assim... É inimaginável a gente pensar trabalhadores que dedicaram décadas... das suas vidas ao trabalho, à empresa pública, com o seu conhecimento, que se formaram, que se capacitaram sendo jogados fora das empresas, no mercado de trabalho, depois de 20, 30 anos se dedicando a atividade específica e técnica. Isso é inaceitável. Inaceitável. E inaceitável mais ainda partindo de um governo que se diz dos trabalhadores. Obrigado.

0:003:32
16 de jun, 18:05
#34
Transcrição por IA

Marcos, muito obrigada. Agora o Arthur de São Paulo. Obrigado.

0:000:11
16 de jun, 18:09
#35
Diretor do Sindicato dos Trabalhadores - SP Arthur
Arthur

Diretor do Sindicato dos Trabalhadores - SP

Transcrição por IA

Ooh. - - - guys good afternoon everyone I want to start with our friend Fernanda Melchiona for the audience I think it's important to identify This audience comes from a very big protagonism of the members of the federal government, the Rio Grande do Sul, the Recife. So it's very important from here. I think we have a task to counteract of a sense that privatization is not just a government agenda. The pressure that Brazil has to be that privatization It's a agenda of state, regardless of the government that it occupies. I think it's a good thing to do with us. Because, whether or not, the privatization, to the federal level, is a calcary of Aquiles of this government that we will have to contrapor in the next few years. We are part of a pressuposto that, talking about transports on trilhos, that the roadblocking model was dissolved in Brazil. the roadblock is collapsing. So the trilhos They are the future, both for transport of cargo and for transport of passengers. And, being this our horizon, we have to pay for public investment in this malha. It is not possible to be afraid of that. And as the colleague who made the first talk about it, This directly deals with the need of our time, which is the issue of climate change and the need of a transport that does not generate pollution, a sustainable transport. I want to denounce, first of all, I didn't present myself. I'm Arthur, I'm director of the Sindicato of Trabalhadores Metroviários of São Paulo. The contract of privatization and concession became a very easy business for companies. is a business where companies don't have a cost. So we need to put Key The government has become a "privatization" where the state is always onerated and companies always guarantee the profit. This is the first question. The private lines, as it was put in São Paulo, began to present triple of failures, triple, quadruple of failures. And last year, or in the last year I don't remember, we had a inevitable situation. A train in São Paulo, operated by Via 4, private in São Paulo, was in the middle of the operation. This never happened. And then, going to the end, the lines, the lines, the lines... So, to use the BNDES as a tool to finance privatization, a task that we have to also to, which is to counter-aport, and build a national mobilization against the privatization of public transport, and for that the funding of the federal government is not used to finance the privatization. So I want to put here on the Passe Livre, we had a fundamental experience on the 30th of April, building open cards in the metrôs of São Paulo. I think we have to repeat these initiatives And I think it's necessary to raise the tone with the federal government and build a national forum for privatization. Build a unified calendar of all the sindicats, all the workers' public transport. And here I'll say the example of a plebiscito that we made in 2023, against privatization of the CPTM, the Metro and the Sabesp. We need to build more these initiatives. unificadas, and part to the subutom and build a real mobilization of workers against all the privatization of the Brazil. Thanks. Thank you. The

0:003:59
16 de jun, 18:09
#36
Transcrição por IA

nosso último escrito eu vou passar para as considerações finais de cada um da mesa mas acho que é bem importante assim essa audiência não que a gente vai resolver Longe disso. Algumas vezes o governo nem mandou a representação numa das 500 audiências que nós fizemos aqui, né? em outras mandou E foram respostas genéricas. Hoje veio a Fernanda e o Marcos e quem vem representando o Estado e o Governo, ouve pelo Governo, pensar que o Ministério das Cidades não tem que fazer um programa de mobilidade. Aí não é só o Ministério, o Governo Federal, enquanto o Governo Federal, diante de um direito social que entrou na Constituição, fruto das jornadas de junho de 2013, é um erro, inclusive, social com a população. inclusive econômico, porque tem investimento, claro que tem investimento, é óbvio que teria que ter dinheiro público. Quanto custa uma universidade? Meus companheiros perguntavam, não sei qual uma das... e que bom... que tem investimento nas universidades. Quanto custa a rede de saúde pública, assistência social, o quanto de investimento se coloca nisso e, para nós... o transporte público Tem que ser um direito, um direito subsidiado, garantido pelo Estado. E subsidiado parece a ideia de que o governo dá de graça, né? Quando, na verdade, no Brasil a gente tem uma carga tributária extremamente regressiva e o pobre, o trabalhador, paga mais imposto que os ricaços. Quem está sentado aqui? Paga sobre o consumo, está endividado, paga a taxa de juros, que, aliás, é muito benéfica para os bancos, que seguem ganhando, né? E depois, na hora do direito social, tem a tal do arcabouço, que eu concordo, é óbvio que é uma política neoliberal, acho que o Zaratini falou, mas o que eu não concordo, ou enfim, o que... É sempre essa ideia de que a gente não pode fazer nada e que a única política que a gente pode fazer é tentar fazer, enquanto governamos, gente, porque nesse caso não falo o meu nome, né? É a conciliação de classes que nos levou até aqui. Nos levou à frustração do movimento de massas, nos levou, inclusive, à emergência de uma extrema-direita que adquiriu... o discurso antissistema e vocês têm categorias que, lamentavelmente, teve gente que votou. E não é... Porque, enfim, vocês estão ou não estão? Lá no primeiro governo do Bolsonaro... E não foram poucos. Outras categorias também. Outras categorias também, inclusive gente que historicamente já votaram no PT e ficou tão desgostosa e começou a votar contra seus próprios interesses, eu não tenho dúvida. Comprando gato por Leber, eu tentei reverter cada um desses votos. Mas não pode ser só... a resistência de tentar reverter para que a extrema-direita não volte, mas também construir uma outra agenda. O que tinha que ser feito era exatamente isso. Um dia de paralisação nacional contra o processo de privatizações. Claro que a gente não vai se colocar numa empreitada, porque a gente sabe que a gente tem que analisar a correlação de força. Nós não podemos fazer isso que signifique demissão de novo, que signifique perseguição de novo. Não... Mas ao mesmo tempo... O que a gente pode fazer para alterar a correlação de força é sempre um processo de mobilização, de luta, como vocês estão fazendo aqui. em Brasília, porque cada um que veio viajou 36 horas, Pode parecer, eu fui lá, foi pouco. Não, fez uma pressão enorme. que vai repercutir. Depois, construir os calendários de mobilização nos seus estados. E eu acho... que a gente tinha que tentar unificar aqui, falando bem abertamente para vocês, um dia de mobilização nacional também, pelo fim da escala 6x1, que a gente conseguisse conectar as bandeiras da classe trabalhadora. Porque, olha só, esse papo de arcabouço fiscal, de conciliação de classe, foi os três primeiros anos de governo que a gente viu. Era marco temporal, trolha de paulada na cabeça, um monte de projeto antipovo e antimeio ambiente sendo aprovado, só começou a mudar... quando teve um chamado Congresso Inimigo do Povo para derrotar a PEC da blindagem. E aí... O governo também adquiriu um discurso mais altivo em relação ao Trump, ao ataque da soberania, e também... pelo fim da escala 6 por 1. E aí a gente vê como deu uma melhoradinha. E eu não sou dessas que fica olhando pesquisa para fazer política pública. Eu acredito na luta de classe e vou seguir apostando nela. Mas, vê, o que foi que mudou? Quando é que começa a mudar a avaliação do governo? Com a política de conciliação de classe, do arcabouço fiscal, do não tem dinheiro. Ou quando vai minimamente... enfrentar As bandeiras da Faria Lima e muito minimamente, porque a Faria Lima segue ganhando no Brasil, bem do pouquinho, bem do pouquinho. Enfrentou a extrema-direita e como diz o Chagas, ninguém aqui idiota, eu não estou afim de ser atacada pela extrema-direita, a gente sabe o risco deles voltarem para o poder. Mas é isso. Se a gente seguir apostando e achando que a eleição é a nossa estratégia, nós vamos errar e o Brasil vai perder as estatais. E o povo vai pagar caro, porque o exemplo de BH é importante. Porque paga caro. E o serviço ruim? E no caso da água, então, que está aqui o Alexandre, onde foi privatizado no mundo, se destatizou, está se destatizando em mais de 150 municípios. Porque na hora de privatizar, o lucro é privado. E na hora de socializar o prejuízo, é tudo Estado que paga para uma água ruim, uma tarifa altíssima para a população. Nem vamos falar o que aconteceu lá com a energia privatizada, né, Alexandre, no Rio Grande do Sul, porque a gente viveu isso na pele, né, Ronas e Almada. Mas eu quero deixar essa consideração mais para vocês. Mais para vocês que qualquer coisa. Aqui a Fernanda, bom, ouviu e vai ter os minutos. Vocês têm a possibilidade com o Marcos de tirar dúvidas desse processo... de PPI, de prazos, etc, etc, mas a gente sabe que a luta política tem que seguir sendo feita, porque se não... nós teremos um processo de privatização que vai onerar, inclusive, os trabalhadores em Pernambuco. O direito ao trabalho não está garantido. Alguém falou: "Ah, se for, os anéis tem que ficar os dedos". Mas nem os dedos estão garantidos. E ao mesmo tempo o resto de sistema público que nós temos no Brasil afora. E onde não é federal, ainda o BNDES financia, como o caso de São Paulo. que vocês falavam dessa BESP, que é um negócio escandaloso para um governo da extrema direita, do Tarciso, que está liquidando tudo o que... tudo que é público e tudo que é de interesse popular. Eu vou passar para o Ronas e para a Almada. Três minutos no máximo, tá, gente? Considerações finais. E aí

0:006:26
16 de jun, 18:13
#37
Diretora - Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes
Metroviários e Conexa do Rio Grande do Sul - Sindimetrô/RS Ana Paula Almada
Ana Paula Almada

Diretora - Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexa do Rio Grande do Sul - Sindimetrô/RS

Transcrição por IA

Bom, eu só queria encerrar dizendo, porque eu acho assim, Fernanda, que o metroviário e a metroviária que viajou 36 horas pra vir pra cá e sabe o custo financeiro que é e o quão dificultoso e penoso é pras instituições sindicais conseguirem bancar uma viagem dessa, afinal de contas não é a 100 quilômetros de Porto Alegre, do Rio Grande do Sul, então é caro. de vinda, mais três dias de volta, enfim, tudo isso. Ah... A gente fica engasgada aqui quando... E daí, com todo respeito ao pessoal que trabalha nos ministérios, ao trabalho que fazem, mas assim, é... É, no mínimo, lamentável a gente ouvir uma fala de 30 segundos do PPI e, no mínimo... estranho nós ouvirmos do Ministério das Cidades que deveria ser estadualizado porque eles não conseguem ter... o domínio sobre as empresas, quando a gestão da empresa indicada pelo governo, ela responde a Brasília e ela é formada de metroviário de carreira, então elas têm o conhecimento, sim, da situação das estatais, eles têm o conhecimento, sim, do que acontece na região, então essa desculpa, sim. tem que inventar outra, porque essa não cola para o metroviário e para a metroviária. A gente fez uma pesquisa agora, alguns dias atrás, bancada pelo sindicato, falando sobre a tarifa zero e o que a população faria com esse valor, e daí aqui eu quero só puxar esse gancho, se não pagasse a tarifa. E o nosso usuário, a nossa usuária, falou que compraria com esse valor que sobraria no mês comida, gente. Isso é gravíssimo. Existe dancinha de Flávio Bolsonaro que vai fazer o Lula ganhar as eleições. Ele precisa voltar a olhar para o povo para que possa, de fato, conseguir ter uma pequena mudança na situação política. que está posta. Dito isso, eu queria fazer a saudação para o Alexandre, que veio. do DMAI, e que sim, concordo plenamente que a luta de classes só vai existir se ela for da classe trabalhadora. E também aproveito o gancho para agradecer ao pessoal da Ocupação por Moradia Popular, que veio junto com o ônibus do pessoal dos metroviários lá do Rio Grande do Sul, que fazem um excelente trabalho. na habitação popular. Conquistaram, conquistaram o prédio, exatamente. Então, é isso, é assim que se faz a luta e é assim que a gente vai continuar fazendo. Muito obrigada. Obrigada.

0:002:48
16 de jun, 18:19
#38
Transcrição por IA

Obrigada, Almada. Luiz? Ficou lá. Tchau.

0:000:06
16 de jun, 18:22
#39
Presidente - Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Metroviárias e
 Conexos de Pernambuco - Sindmetro/PE Luiz Soares
Luiz Soares

Presidente - Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Metroviárias e Conexos de Pernambuco - Sindmetro/PE

Transcrição por IA

Camaradas, o debate é importante, né? Porque a gente faz uma reflexão aqui de como é que estão os metrôs no Brasil. E aqui a gente coloca claramente que tanto a Federação, a Fenamétrica, quanto os sindicatos ligados à Federação, sindicatos do Distrito Federal, do Rio Grande do Sul, de São Paulo, de Pernambuco e os demais de Minas Gerais, vêm denunciando o descaso. que vem acontecendo com o metrô no Brasil, e a gente achava que o governo federal podia mudar de rumo a política que foi implementada por... Temer, né, e avançada no governo de Bolsonaro, a gente acreditava que poderia mudar de rumo, até porque essa construção, ela se deu até na transição, sabe, para poder garantir ainda os trabalhadores do metrô de Belo Horizonte, mas infelizmente isso não aconteceu. A gente fica triste, sim, eu concordo com a Almada, um monte de coisa aqui. Como é que vem duas pessoas representando o Ministério apenas para escutar, certo? E das vezes que vem, escuta e não muda nada. Eu gostaria que dessa vez vocês levassem e trouxessem uma resposta para a gente. Porque o que está acontecendo com essas duas empresas, a CBTU e a Transub, é uma questão muito séria. É um descaso, é um sucateamento, entendeu? E o que está acontecendo com o metrô do Recife é muito mais grave ainda. Já teve mortes e vai ter muito mais mortes ainda. Então, o que é que a gente vai esperar? Só vai parar essa situação quando morrer 1.200 pessoas dentro de uma composição? Será que vão parar com isso quando acontecer isso? Eu estou dizendo agora aqui para o representante da Casa Civil e para o Ministério da Cidade. Será que vocês vão esperar que isso aconteça? Espero que dessa vez vocês levem o recado e que, de fato, façam as coisas acontecerem e mudarem de posição. Um grande abraço. Tamo junto na luta, companheiros.

0:001:55
16 de jun, 18:22
#40
Transcrição por IA

Obrigada, Luiz, e também por estar solidariedade diante desse... era trabalhador? Que faleceu, né? O Thiago, né? Faleceu eletrocutado no metódico... Sinto muito, assim, E claro que já fica aqui não só a denúncia, mas também que a denúncia é importante, é uma vida, não é um número, mas também o alerta que... Esse sucateamento causa risco para todo mundo, trabalhadores e passageiros. de isle. 1.200 pessoas torradas de É. Isso aí. Muito obrigada pela tua contribuição também. Vou passar para a Alda, que está remota. As considerações finais da Alda Lúcia, lá de Minas Gerais. Mais uma vez.

0:000:49
16 de jun, 18:24
#41
Presidente - Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e 
Conexos de Minas Gerais - Sindimetro/MG Alda Lúcia Fernandes dos Santos
Alda Lúcia Fernandes dos Santos

Presidente - Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais - Sindimetro/MG

Transcrição por IA

Talvez, obrigada, Fernanda, por essa audiência. Eu acho que é muito importante a gente discutir. no transporte público, a tarifa zero, mas uma pergunta que eu faço é o seguinte: qual é o governo que nós queremos? Qual é o governo de fato que nós, trabalhadores e trabalhadoras, queremos? É o governo que mata, é o governo que privatiza, é o governo que sucateia, é o governo que demite... Qual é o governo que acolhe e debate políticas públicas para tratar... com a sociedade, com os trabalhadores e as trabalhadoras. E quando o governo não tiver essa sensibilidade de dizer o seguinte... Não a privatização, não a demissão, e sim a investimento. Nós teremos mais Tiagos, nós teremos mais Raimundos, como aconteceu em Belo Horizonte. Enfim, a gente precisa, de fato, discutir uma política pública de transporte, não somente a tarifa zero, mas das condições dos transportes e, principalmente, dos trabalhadores, e como esses trabalhadores estão sendo tratados dentro dessas Dessas privatizações Então a gente pede mais uma vez pela recontratação dos empregados de Belo Horizonte, pela ressetização do serviço de transporte, metro ferroviário e sim pela tarifa zero e para um governo dígido. E não esse governo, como eu disse, que mata, demite, privatiza a sucateia, ou seja, não houve o trabalhador. Muito obrigada. Obrigada.

0:001:32
16 de jun, 18:25
#42
Transcrição por IA

Да. Поехали. чтобы обещать, чтобы обещать в Сенат, чтобы обещать в Сенат, чтобы обещать в Сенат, как уже они сделали, и также обещать в Луча за 0 и противоприватизации. Пошли теперь, как и у Дагнал, Гонсалвис Перея. Ну, а вот.

0:000:53
16 de jun, 18:26
#43
Presidente - Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e em
 Empresas Operadoras de Veículos Leves Sobre Trilhos do Estado de Saõ Paulo
 - Sindimetro/SP Dagnaldo Gonçalves Pereira
Dagnaldo Gonçalves Pereira

Presidente - Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e em Empresas Operadoras de Veículos Leves Sobre Trilhos do Estado de Saõ Paulo - Sindimetro/SP

Transcrição por IA

...mente gente, eu não vou tomar muito tempo não. para fazer o encerramento. Eu queria pegar dois pontos, assim, que para mim... É muito importante. Nessa questão da tarifa zero... A gente tem que deixar muito claro... que a responsabilidade de transportar o trabalhador para gerar lucro, gerar imposto, Eddie Kane de quem é dono da produção. E eu não vejo mais que 10%, estou exagerando aqui... de trabalhadores em São Paulo, que saem sete horas da manhã para se divertir. Ele vai trabalhar. Então, é uma responsabilidade deles. Então, a tarifa zero tem que passar por isso também. A cobrança do capitalismo sobre a questão da tarifa. Isso é um ponto. E a outra coisa que eu não queria Não queria, eu sei, a preocupação da companheira Alda, e com razão, por conta dos companheiros que estão demitidos. Mas eu não quero. chegar a esse ponto em Recife e em Porto Alegre. A gente não quer que privatize. Eu acho que o... que o Arthur foi muito bem na fala dele, e a gente tem que mobilizar não só os metroviários, mas tem que mobilizar o Brasil. Para não deixar isso acontecer. A gente não quer que tenha ocupação para esses metroviários, a gente quer que os metrôs continuem estatais. e prestando o serviço de excelência que a gente sempre prestou. Então eu acho que é por aí, vamos continuar a luta e Alda, Aí a gente tem que lutar para reestatizar. E não arrumar só emprego. Essa é a luta. Eu acho que a gente... tem que começar a fazer esse trabalho, independente de governo que está aí. É isso.

0:001:33
16 de jun, 18:27
#44
Transcrição por IA

Rinaldo, passar a palavra agora para Carlos, aqui do Distrito Federal. Obrigado. Obrigado. Não é só.

0:000:14
16 de jun, 18:29
#45
Secretário - Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes 
Metroviários do Distrito Federal - Sindmetrô/DF Carlos Alberto Cassiano Silva
Carlos Alberto Cassiano Silva

Secretário - Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal - Sindmetrô/DF

Transcrição por IA

Carlos Alberto, esse ano. Ficamos Alberto Cassiano. É o Cassiano. Tá, mas eu não errei. É que o metrô, assim como o exército, usa nome de guerra. Então eu virei Cassiano. Mas também com tanta luta, tem que ser nome de guerra. Começar agradecendo a deputada. Sim começar agradecendo a deputada por essa audiência seguir no sentido de... homenagear as mulheres que estão presentes, O Brasil precisa cada vez mais dar a voz das mulheres. É preciso... mudar Essa... essa questão de misoginia, As mulheres têm que ocupar cada vez mais espaços de poder. Eu estou satisfeito que nós estamos aqui em Brasília esperando que o presidente Lula escolha... uma nova desembargadora, porque será uma desembargadora, porque os três nomes mandados para a lista triplice Então... de mulheres. Então, será uma desembargadora. Mais uma, graças a Deus. E... Quero agora atentar para as questões... que foram levantadas aqui a água é um bem da vida. É impossível se pensar em vida sem água. é inaceitável que um governo que se diz popular, se diz voltado para a população. não só para os trabalhadores, mas para o povo. esteja financiando em todo o país a privatização. das empresas de água e saneamento. Aqui em Brasília também tem havido isso. O pessoal do Sindávio está brigando o tempo todo para a Caesme. não ser privatizada Isso é um absurdo. Obrigada. O trabalhador brasileiro, a população brasileira, nós estamos vivendo... uma realidade que não cabe nem nos filmes de ficção. Porque nós vivemos numa realidade em que Nós vemos os serviços à disposição serviço hospitalar universidades e assim vai. Mas o povo não tem acesso. Você pode fazer um show na Esplanada, o povo não terá acesso. Porque se ele não tem condições de pagar a tarifa do ônibus... Não há inclusão. Não interessa o que se faz. Se a pessoa não tiver o direito de ir e vir, Não tem inclusão. Não tem, é simples assim. E nós estamos vivendo essa realidade de ter que brigar para dizer ao governo, para dizer ao empresário que o transporte tem que ser público. É... Impressionante isso. mas é a realidade que nós vivemos. Eu não sou gaúcho. mas vou falar um ditado sem usar sotaque gaúcho porque eu não posso não está morto. Quem peleia?

0:003:01
16 de jun, 18:29
#46
Transcrição por IA

A gente é bem desses. Passar então a palavra para o Alexandre Dias. Com oito anos de peleia, nós estamos defendendo demais público, Eu não sei. Aqui

0:000:14
16 de jun, 18:32
#47
Diretor Jurídico - SIMPA Alexandre Dias Abreu
Alexandre Dias Abreu

Diretor Jurídico - SIMPA

Transcrição por IA

E mais uma vez agradecer a deputada Fernanda Melchiona, ela sabe o carinho, o respeito e a admiração que eu nutro por ela há muitos anos, em muitas peleias lá na nossa capital dos gaúchos, mas eu quero aqui dizer que aprendi demais hoje sobre a função e o papel fundamental do serviço dos metroviários. Não que eu já não tenha conhecimento, mas aprendi mais. A gente está sempre aprendendo e aprimorando o conhecimento que a gente tem. Com certeza, hoje, eu aprendi mais e quero dizer... É uma luta vital e fundamental. Quero dizer para vocês, e talvez aqui alguns companheiros venham discordar de mim, não tem problema, eu vou dizer uma coisa. Tem coisas que às vezes nos indignam e nos fazem a querer tomar determinadas atitudes. Mas eu quero dizer, eu tenho lado. O meu lado é o lado da classe trabalhadora. E eu quero dizer uma coisa, falando que eu estou ao lado da classe trabalhadora, Por mais que eu possa ter algumas dignações, não penso em sequer a possibilidade de deixar um governo fascista se instalar no meu país. E vou dizer mais uma coisa. Obrigado. Eu sim. Assuma que... Vou defender, sim, voto para o governo Lula, mas sei que ele me deve, ele me deve... que tenha que ser desfeito a reforma trabalhista. Ele me deve... Seja desfeita a reforma da Previdência. Assim como ele me deve também acabar com a autonomia do Banco Central. Porque isso são males que estão trazendo grandes prejuízos à nossa nação. Eu tenho lado, tenho consciência quanto trabalhador. E quero, para ser breve, dizer o seguinte: o colega fez uma referência à minha fala, o companheiro ali, não lembro a cidade, desculpa. Aqui no Distrito Federal, quero dizer o seguinte, quando eu fiz menção de que o DMAI é superavitário, é para justamente contrapor os argumentos que eles dizem que é deficitário e tem que ser privatizado. Nem esse argumento eles têm em relação ao DMAI. Era isso que eu quis fazer uma fala. E para finalizar, dizer aos colegas aqui, representantes do governo, dizer o seguinte, levar um recado ao governo federal, que o Banco Nacional de Desenvolvimento Social, social mas nesse caso fizer o financiamento do DMAI e dos metrôs, ele estará financiando o retrocesso. Não podemos aceitar. Então, vamos continuar na luta e sei do papel que cada um e cada uma de nós pode cumprir e nós faremos a grande conquista que é garantir os interesses da classe trabalhadora.

0:002:47
16 de jun, 18:32
#48
Transcrição por IA

Obrigada, Alexandre. É isso aí. Ah... E aí Por favor, claro, Fernanda... as considerações finais agora da Fernanda Luiz Mila. Um, eu vou... Obrigado.

0:000:13
16 de jun, 18:35
#49
Coordenadora-Geral da Coordenação-Geral de Projetos Especiais e parcerias | CGPES/DSP/SE - Ministério das Cidades Fernanda Ludmila Elias Barbosa
Fernanda Ludmila Elias Barbosa

Coordenadora-Geral da Coordenação-Geral de Projetos Especiais e parcerias | CGPES/DSP/SE - Ministério das Cidades

Transcrição por IA

Agora foi. Bom, primeiro agradecer a oportunidade de a gente estar aqui. Acho que é um espaço muito importante para a gente estar debatendo a política pública também, não só a questão das concessões e dos processos que estão em curso, mas abrir o diálogo com os sindicatos, com a sociedade civil. isso numa posição bem humilde de escutar e tentar absorver o máximo para levar para quem realmente decide e tomar uma decisão um pouco mais ou totalmente batizada pelo interesse público. Eu queria, a colega que falou aqui, queria só resgatar a questão do Conselho das Cidades, que é uma instância de participação social que foi praticamente invalidada, praticamente não, totalmente invalidada no governo do presidente Michel Temer. E a gente teve muito trabalho para reconstruir e botar de pé o Conselho novamente. E o Conselho, ele debate questões tanto da adaptação de interesse social, das questões de mobilidade urbana. no Ministério das Cidades. E... Eu acho que a gente tem que usar essas instâncias, deputada, cada vez mais para amplificar todas as questões que são trazidas aqui com ligação direta, ali dentro do Ministério e rebatimento próprio dentro das políticas públicas do Ministério. Trazer de novo aqui à tona a questão do Conselho das Cidades, que é uma instância que tem que ser usada, convidá-los a participar. O Conselho começou a se reunir ontem, foi a abertura, hoje os comitês técnicos debateram todas as áreas finalísticas de mobilidade, habitação, saneamento e periferias. Mas amanhã terão as plenárias. Seria interessante se os colegas que vão ficar mais algum... não sei se voltam hoje ou se vão ficar mais algum dia e puderem participar. Contribuam também ali dentro do Conselho das Cidades, que deu muito trabalho para a gente botar de pé. Obrigado. Eles conseguem, eles conseguem ter fala. Eles podem, não sei se estão organizados em alguma entidade que tenha assento no conselho, também podem levar, não sei se eu posso... Posso verificar pelo sindicato se alguém tem... Está representado ali dentro, principalmente, do Comitê de Mobilidade Urbana. Não. Mas eles podem participar da plenária. Eu te penso. Sim, eu acho.

0:002:45
16 de jun, 18:35
#50
Transcrição por IA

Eu acho que se a Fernanda consegue ver o Ministério das Cidades garantir que a Federação falha, eu acho que é importante, porque nós estamos falando do futuro das cidades. Mobilidade, uma política de mobilidade. É verdade, eu tô com a gente porque a federação não tem a Santos, Fernanda, desculpa, eu te interrompi, só para ficar registrado e, por favor, dá mais um minuto para a Fernanda, já que eu interrompi.

0:000:21
16 de jun, 18:38
#51
Coordenadora-Geral da Coordenação-Geral de Projetos Especiais e parcerias | CGPES/DSP/SE - Ministério das Cidades Fernanda Ludmila Elias Barbosa
Fernanda Ludmila Elias Barbosa

Coordenadora-Geral da Coordenação-Geral de Projetos Especiais e parcerias | CGPES/DSP/SE - Ministério das Cidades

Transcrição por IA

Eu acho que a gente consegue sim, deputada, trazer, eu me comprometo a levar o tema lá para o Ministério, a gente conversa com o pessoal da Secretaria Executiva do Conselho e deixo alguns minutos reservados para vocês poderem levar a questão do metrô de Recife. Acho que quanto mais sensibilização, melhor. Trazer esse assunto também para o campo do desenvolvimento urbano, acho que a gente precisa colocar isso de maneira bem clara no impacto que isso tem no desenvolvimento das cidades e no acesso a serviços, como foi bem falado aqui. Me coloco à disposição, novamente, para... A gente tem muita iniciativa no campo da mobilidade urbana, em especial na Secretaria de Mobilidade Urbana, dentro do Ministério, que foca na questão de emissão zero, modicidade tarifária, transporte público coletivo, tem até o Marco, que está em discussão também. Eu me coloco à disposição para trazer mais informações nesse sentido. O Ministério, claro, é uma política do ministro, agora mudou, não é mais o ministro Jader, né? é o ministro Vladimir. E a secretária executiva Mirna, a gente está de portas abertas para recebê-los, enfim. Agradecer novamente, deputada, pela oportunidade e, principalmente, agradecer o momento de troca respeitosa. A gente sabe que é difícil, que são questões muito delicadas que são colocadas aqui, que a gente não consegue trazer muitas respostas, mas me senti muito respeitada e estou levando muitas contribuições positivas para o Ministério. dar respostas assim concretas e que atendam. Muito obrigada. Obrigado

0:001:37
16 de jun, 18:38
#52
Transcrição por IA

Fernanda. Eu acho que essa é uma boa sugestão que a coordenadora Fernanda traz, que aí precisa trocar contatos depois da audiência e dizer que... é... Tem uma condição de gênero, mas não só uma condição de gênero, porque quando quem tem a caneta está na mesa, eu geralmente sou muito mais dura. Às vezes pior que os sindicalistas. Vocês lembram bem, em algumas reuniões que nós participamos, porque realmente é uma enrolação sem tamanho, que nós vivemos com vários secretários... ministros, etc. Mas, sabendo da ausência da caneta e também da importância de tu estares aqui, né? A gente... Deixo essa crítica ao governo, mas, ao mesmo tempo, agradecemos a tua presença. Vou passar agora ao Marcos Vinícius para as considerações finais. Obrigado.

0:000:56
16 de jun, 18:40
#53
Assessor Técnico da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos - Casa Civil Marcus Vinícius Magalhães de Pinho
Marcus Vinícius Magalhães de Pinho

Assessor Técnico da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos - Casa Civil

Transcrição por IA

Eu gostaria somente de agradecer a todos pela oportunidade de estar aqui, é um momento de... de participação social importante em qualquer modelagem de... de projetos de desestatização, Para mim uma satisfação, é a segunda vez que eu estou aqui, essa primeira como participante da mesa, a audiência anterior eu estava na plateia, também participando, aprendendo, escutando E certamente, como a Fernanda falou, nós vamos levar o que a gente escutou aqui e as ponderações, para os nossos superiores, E... deixar também, me colocar à disposição enquanto servidor público, eu tive a sopção, entrei no serviço público desde 1994, e por opção gosto daquilo que eu faço luto por aquilo que eu acredito e estamos juntos. Estamos com vocês. Obrigada

0:001:02
16 de jun, 18:41
#54
Transcrição por IA

Marcos Vinícius, eu quero... Obrigada. E aí Deixa eu pegar, tem que fazer... Aqui, ó. Tem que ser exatamente o encerramento do protocolo, né? Se não, depois eles vêm me cobrar. Eu quero agradecer... A presença de todos vocês... que todo mundo que viajou e veio até aqui, de quem não viajou e está na luta há muito tempo, porque a gente tem aqui a representação de muitas Distrito Federal, Minas Gerais, que é mais difícil, Rio Grande do Sul, que veio com peso, Pernambuco, que veio com peso também, que está num processo difícil, São Paulo, além de outros movimentos. Vocês sabem que tem conosco, no nosso mandato, do PSOL, aliados da luta... contra o processo de privatização e a gente precisa da independência da classe trabalhadora frente a qualquer governo para reivindicar os interesses da classe, independente de tudo, sabendo que nós temos uma luta contra a extrema direita e ninguém aqui é idiota, vai enfrentar os fascistas, vai enfrentar o fisiologismo, mas... para manter a independência política. É verdade, Almada, que às vezes a gente se indigna, porque vem... e não tem respostas e tal, mas ao mesmo tempo é parte do processo de luta nacional, de dar visibilidade para a luta de vocês. A gente sabe que não é uma luta fácil, a gente está nela há muitos anos, vocês muito mais do que eu, embora eu concorde contigo que já tenho direito a uma carteirinha de metroviária, assim como pelo menos simpatizante e amiga de todas as horas. Mas a gente precisa seguir essa luta e a gente precisa criar calendários de lutas possíveis antes da correlação de força, mas que, de fato, não... possam reverter. ou as perdas E, sobretudo, esse processo de privatização é uma luta fácil? Claro que não. Agora, como diriam as madres da Praça de Maia, a única luta perdida é aquela que a gente abandona. Parabéns a vocês que não abandonam essa luta. Contem conosco, junto com vocês e seguimos em defesa do transporte público. Ahem. Eu preciso? Eu não sei se há, hein? Deposição. Eu preciso registrar minha presença. Quando vocês devem perceber, eu faço um esforço para cumprir o protocolo. E é óbvio que eu nunca cumpro. Eu vou lá, devia já ter feito. Então, nós vamos, tem que ser antes de encerrar. Não vamos dar trabalho para os trabalhadores que nos acompanharam até agora, porque senão tem que abrir um não sei que, tu não quer sei que lá, para mostrar que eu estava presente, para presidir o troço. Vamos lá, era 4 horas, a nossa audiência era 4 horas, registrar a presença. Obrigado. Então, agradecer também os trabalhadores e trabalhadoras que sempre nos apoiam aqui nessa comissão. Em nome dessa comissão, quero agradecer a participação dos convidados, que nos honraram com suas exposições e esclarecimentos. Agradeço a todos que participaram e assistiram a essa audiência pública. Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a presente reunião. Obrigada. Música

0:003:18
16 de jun, 18:42