REUNIÃO CONJUNTA
Sobre o Evento
O Seminário Internacional sobre o Combate à Desertificação debateu estratégias para a recuperação de áreas degradadas no semiárido brasileiro. O evento ressaltou a necessidade de integração entre pesquisa científica, órgãos de controle e agricultura familiar para fortalecer as políticas de sustentabilidade regional.
Mestre de Cerimônia
Senhoras e senhores, sejam todos bem-vindos. Tem início neste momento o Seminário Internacional sobre o Combate à Desertificação: Desafios Científicos e Tecnológicos para o Semiárido. Esta é uma iniciativa conjunta do Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social. do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação e da Frente Parlamentar Mista Ambientalista, Obrigado. Realizamos este seminário em uma data de grande significado: o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, instituído pela Organização das Nações Unidas para ampliar a conscientização sobre a degradação dos solos a escassez de água e a necessidade de promover o uso sustentável dos recursos naturais. Obrigado. O objetivo deste encontro é promover um debate científico, técnico, institucional e político sobre os principais desafios relacionados ao combate à desertificação, à degradação dos solos, às mudanças climáticas e à segurança hídrica. Com atenção especial às regiões semiáridas, este seminário busca contribuir para a construção de soluções estratégicas... perdão, soluções, estratégias e políticas públicas capazes de enfrentar os impactos ambientais, sociais e econômicos decorrentes desses processos. Obrigado. Compõe o dispositivo de honra dessa solenidade... o senhor membro da comissão de ciência tecnologia e inovação da câmara dos deputados Deputado Inácio Arruda. Obrigado. Obrigado. O senhor deputado estadual da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Júlio Mendonça. Obrigada. A senhora diretora do Departamento de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Sônia da Costa. a senhora presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais, agricultores e agricultoras familiares, Vânia Marques Pinto. o senhor chefe de gabinete do consórcio Nordeste Glauber Piva, que participa online pelo Zoom. Aplausos. Convidamos a todos para ficar em posição de respeito para a execução do hino nacional. Música
Deputado
Bom dia pessoal! Lamentavelmente o café só vai ser depois do seminário. A energia vai sobrar, mas... Será depois. Eu quero primeiro... Agradecer. colaboração de várias organizações sociais e do governo para a realização desse evento no dia marcante da história de luta dos povos que vive nas regiões desércicas e semiáridas do planeta. Hoje é o Dia Internacional. é uma comemoração muito importante O Brasil comemora... A data... E ao mesmo tempo trabalha intensamente para garantir a execução da legislação produzida pelo Congresso Nacional. que permite recuperação de áreas degradadas E... trabalha intensamente para evitar que essas áreas se transformem em deserto no nosso no nosso país. não apenas na região Nordeste, em outras regiões do país, mas esse é um fenômeno típico. da região semiárida. do nosso Brasil. Então, a política pública está voltada essencialmente para essa região. E por conta dessa... importância Esse debate de execução eu também quero agradecer a ação que tem sido desenvolvida pelo Tribunal de Contas da União. Tribunais de Contas Estaduais. e pelo Ministério Público Federal e Ministério Público dos Estados, trabalhando intensamente para que a legislação seja cumprida. em ações do próprio Ministério da Ciência e Tecnologia, do Ministério do Ambiente. e dos órgãos dos governos estaduais e mesmo governos municipais. Faço referência especial a algumas instituições que são muito caras a todos nós. Antes de cumprimentar essa rica mesa. E... o nosso Instituto Nacional do CMIAD, organização também nova, O Instituto é vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Está aqui o seu coordenador geral, professor Etan. que está aqui no plenário e daqui a pouco também passa parada a nossa... da nossa mesa. Faço referência também, por conta da execução da política pública, do ponto de vista científico e de ações no território, a Embrapa, Caprinos e Ovinos. na cidade de Sobral e a Embrapa semiárido. ficando ali em Pernambuco e agindo em toda a região nordeste em colaboração com as nossas organizações. aos pesquisadores de todo o Brasil, especialmente os pesquisadores que estão vinculados a órgãos importantes vinculados ao próprio Ministério da Ciência e Tecnologia, que é o caso do CEMADEM e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Quero cumprimentar. Portanto, deputado Júlio Mendonça. Muito obrigado pela sua presença. se manda um recado para o Márcio Gerri, de que nós vamos... fazer um trabalho especial no Maranhão, mas infelizmente, nós não vamos ter como ajudá-lo assim mais diretamente, nós vamos ajudar agora o Júlio. É brincadeira, mas agradecer... o Márcio Gerri, que colocou à disposição... para que nós pudéssemos realizar esse seminário a SEDES, que é uma... com C, nós temos aqui a CZ com S, é a cidade que aconteceu. que é um centro de... desenvolvimento e pesquisa de um programa de desenvolvimento sustentável do nosso país, discute projetos estratégicos vinculados aqui à Câmara dos Deputados e é dirigida. pelo nosso camarada Márcio Zé, que não pôde comparecer, porque você sabe que está tendo uma disputa intensa, no território também, relativo ao processo já de pré-campanha no país inteiro. Então, ninguém pode perder tempo com isso, mas nós precisamos registrar o apoio das sedes, o apoio do pessoal que compõe O... os consultores legislativos, os técnicos... todos que trabalham nas sedes aqui na Câmara Federal, o gabinete do deputado Márcio Gerri, toda a sua equipe, E o nosso gabinete, o gabinete do deputado Inácio Arruda, através aqui da sua chefe de gabinete e a sua equipe está toda aqui presente. A Valdelice, a Dani, o Zezinho deve estar por aí. O Zezinho é o Zezão, o caba forte está lá atrás, está certo? e também o Emerson, estão todos aqui presentes, participando. ativamente desse nosso... seminário Quero cumprimentar muito especialmente a nossa querida Sônia da Costa, representando a ministra Luciana Santos. que deveria estar aqui conosco na Estatória Nobre, numa atividade convocada pelo Presidente da República para percorrer o país, defendendo a ciência, a tecnologia e a inovação. e a Sônia tem trabalhado conosco intensamente É evidente que a sua presença aqui... represento muito bem a nossa ministra Luciana Santos, muito obrigado, Sônia. Quero comentar a nossa presidente... da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, Trabalhadoras e Trabalhadores na Agricultura. é muito importante porque toda discussão todo o debate sobre os processos, de expansão das áreas em desertificação no Brasil. e a expansão mesmo das áreas áridas e semiáridas, no nosso... país, especialmente no Nordeste Brasileiro, tem tudo... haver uma relação muito direta com o uso, muitas vezes, exaustivo da terra e um diálogo que a gente tem que fazer intensamente, com os agricultores e agricultoras brasileiras, tanto do ponto de vista da recuperação de solos, como do uso intensivo dessas áreas que são muito importantes para a sobrevivência. nossa, porque nós temos uma peculiaridade nós somos o semiárido mais habitado do planeta, a região semiárida mais habitada do planeta. E que as populações não querem sair. dos seus lugares. Por essa razão, o papel da CONTAG, Vânia, querida, é muito... significativo Então, eu já passo de imediato aqui a palavra para a Sônia da Costa. para a sua... Suas palavras. Seu pronunciamento. Você pode falar da mesa ou da tribuna. Tchau. Bom dia a todos.
Diretora do Departamento de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Bom dia, pessoal. Bom dia. Bom dia, muito bom. Quero pedir permissão à mesa, primeiramente, para complementar. os nossos convidados, que a gente teve esse 20 dias de mobilização. Quero agradecer aos estudantes da educação básica, em primeiro lugar, aqui. Eu quero pedir uma salva de palmas, porque são nossos futuros parlamentares aí, Inácio. Não estou pensando em deixar o parlamento, mas vocês estão convidados a entrar. Muito bom. A Universidade Federal de Brasília, nossa grande parceira. O Instituto Federal de Brasília, que também está aqui. Uma salva de palmas para as ICTs. As nossas unidades de pesquisa, que nós estamos aí com um grande público acompanhando ao vivo, principalmente dos estados do Nordeste. Então, foi uma grande resposta, Danilo, que nós recebemos a confirmação. Esse é um seminário realmente de grande relevância para todo o nosso país. Então, acho que agradecer aos acadêmicos é porque hoje esse seminário é um seminário técnico-científico. E aqui nós precisamos entender os conceitos técnicos científicos, os desafios tecnológicos, e por isso temos a honra de ter grandes referências, a representação aí da FAO. da doutora Helena, que veio da Argentina, uma grande pesquisadora, escritora famosa, trazendo todas essas informações que nos fazem refletir nesse momento de... de mudanças climáticas, e os nossos convidados nacionais, representando aqui a região semiárido, os movimentos sociais, que nós vamos ter na segunda mesa. Então, esse evento será composto de duas mesas, uma mesa tendo uma visão das consequências, dos desafios, dos avanços que a gente está tendo nessas discussões a nível internacional, e a segunda mesa pensando no contexto nacional. O que queremos com isso, nosso deputado Inácia Arruda? Queremos que, a partir desse evento, nós possamos ter uma agenda... elaborada de forma colaborativa com todos que estão aqui, para que realmente tenhamos um grande programa, para que a gente chegue com essas soluções nas pessoas que convivem com o semiárido, que convivem com a seca, e agora com a questão da desertificação. Nós já temos cinco municípios na Bahia, que já estão denominados e caracterizados como realmente países, estados e municípios que estão nesse estado, tanto no estado da Bahia quanto em Pernambuco e Ceará também, secretário, a gente já tem essa característica do árido. onde realmente a gente já inicia o processo de desertificação, o nosso solo, que já não tem condições de produzir, sem uma rápida recuperação. Então, aqui, esse é um evento composto, então, por pessoas técnicas científicas, acadêmicos, pesquisadores, representantes de movimentos sociais e os nossos parlamentares. porque é aqui que nós entendemos que é a casa onde vamos estar tirando aqui um projeto de lei, emendas parlamentares, para que realmente a gente possa fomentar essa linha tão importante de debate dentro da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Desenvolvimento Social. Nossa secretária Germana Pires também deixa aqui os cumprimentos, trago também os cumprimentos dela, que está hoje acompanhando a nossa ministra, mas nossa secretaria está de portas abertas, para que a gente possa fazer um grande projeto secretário, Um projeto que alcance todos os níveis da educação, educação básica, popularização da ciência, o ensino superior, a pós-graduação. chegando, então, nesse momento da transferência da tecnologia, que eu acredito que é o grande desafio para o nosso debate, que nós estamos conversando com as sedes e tudo indica que a gente vai ter uma publicação em seguida para que chegue a todos os senhores, trazendo essas construções... de como vamos poder transferir essas tecnologias que estão dentro das nossas academias e nos nossos centros de referência internacionais, como o que temos hoje na FAO. E, por fim, quero finalizar fazendo referência à CONTAG, porque sabemos que... os impactados... A maior parte são os nossos agricultores familiares... que estão principalmente na região do Nordeste, semiárido. Eu acabei de retornar de um evento ontem, que era o evento da Água Doce, onde vi mulheres chorando e dizendo: "Não deixem o programa da água doce acabar, porque a única fonte de água pura que nós temos nessa região é o processo de destanização, é um processo caro ainda. mas que é vital para todas essas regiões e essas pessoas. Então, é com muita honra ter uma presidenta hoje sentada aqui, representando a agricultura familiar. e toda essa população que poderá, junto conosco, construir soluções sustentáveis para o nosso seminário, principalmente em combate a esse processo, resultado das mudanças climáticas, que é a desertificação. Sejam todos bem-vindos e muito obrigada. E um agradecimento muito especial para a equipe do Departamento de Tecnologia Social e Economia Solidária, que trabalhou arduamente nesse evento para organizar, e a equipe do nosso Departamento de Popularização da Ciência, também que fez um grande empenho para estar conosco. Então, parabéns a toda a equipe das sedes. Muito obrigada. Bom, vamos passar aqui a palavra para o nosso...
Deputado
Deputado Júlio Mendonça, Maranhão. Forte.
Deputado Estadual - Assembleia Legislativa do Maranhão
Bom dia a todos e a todas. Alegria em poder estar aqui nesse momento, participando desse evento. Inácio Arruda, que acompanha o trabalho parlamentar, mesmo à distância, mas juro que me inspiro. Né? nas suas ações, a doutora Sônia. Né? Saudar também a Vânia, que é importante. ter a CONTAG aqui nesse debate, aqui eu que faço uma saudação especial... A FETAEMA, a nossa gloriosa FETAEMA no estado do Maranhão, que é o braço da vontade. que tem nos ajudado muito É... nas nossas atuações no estado do Maranhão. Agradeço pelo convite ao deputado Márcio Gerri, um grande parlamentar do nosso Estado que... me fez esse convite, um pouco em cima da hora, mas nós... Não poderia deixarmos estar aqui nesse momento. Salve o gabinete, no nome do Danilo, salve todo o gabinete. E o Márcio me pediu que transmitisse a necessidade que está em Alcântara hoje, numa nação também política, mas também institucional, em função... do debate das comunidades quilombolas e também do centro de lançamento. Obrigado. E... Nós vivemos numa quadra Meu nome é Júlio César Mendonça, sou parlamentar hoje pelo PSB, Membro da Comissão do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão e presido a Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, dentro da Assembleia Legislativa. Portanto, a gente vive na nossa atuação espiritual, rotineira. os desafios impostos pelo momento climático, social, que o nosso Estado e o nosso país vive. Deputado Inácio, nós estamos vivendo, estamos praticamente a três meses de uma eleição E uma das coisas que eu mais me ressinto... é que, infelizmente, O meio ambiente, Vânia, Ainda não é uma pauta... presente de uma forma concreta no debate político no meu estado. Não sei, eu vou falar no meu estado, mas eu acredito que muito pouco nos estados. Isso é, por si só, um problema. As pessoas falam de educação, que é importantíssimo, e saúde, agora segurança, mas meio ambiente... é algo um pouco abstrato ainda. E aí a gente... Eu vejo isso no nosso debate dentro da Assembleia, inclusive com nossos colegas parlamentares. né? E aí, quando acontece uma grande cheia ou uma grande seca, aí a gente percebe que o meio ambiente é algo... que interfere na nossa vida. Traz prejuízo. provoca mortes. E eu fico pensando, Vânia, Será que nós temos que viver ainda tantas tias, tantas tragédias, para poder, de fato, o meio ambiente ser discutido? como algo concreto nas nossas vidas, Eu falo isso no âmbito parlamentar, no âmbito da discussão política. Então, eu penso que uma das grandes missões, nós que vamos disputar a eleição, quem não vai é a sociedade, que também interfere à academia. saludo também o deputado Nilton Tato aqui presente, é trazer para o debate o meio ambiente. Isso é vizinho, a possibilidade do éonino, como há muito tempo não se viu, consequências práticas econômicas que dizem respeito diretamente com a vida das pessoas, E a gente... precisa de fato... né. acordar para esse processo. O tema, e agradeço e parabenizo... a organização, os sedes, os parlamentares que trouxeram esse tema da desertificação Para o debate, saludo todos os alunos, a academia, movimentos sociais aqui presentes, especialmente, como já falei, a Vânia. Porque é importante participar, é importante a gente permear, a gente fazer, contaminar, contagiar, para que a sociedade, para que a gente possa... ter condições de fazer um debote profundo. Eu sou do Estado onde nós... Temos quatro biomas. onde o processo de desertificação Impacta diretamente ou indiretamente quase um milhão de pessoas... E... vivemos hoje um momento muito delicado do ponto de vista ambiental no nosso Estado. Infelizmente, pelo mapa e bioma, mais uma vez, em 2025, Fomos o Estado... que mais desmatou. Isso... chegando quase a 155 mil hectares. o Brasil todo. diminuiu, os índices melhoraram, inclusive no Maranhão, mas ainda nós ostentamos esse vergonhoso índice de quase 155 mil hectares, De... É... de área desmatada, com a grande maioria não mais na Amazônia, mas agora no Cerrado. Tendo em vista que A abertura, ainda a abertura dessa fronteira agrícola do Mato Piba, né ela se faz... uma realidade E eu estive agora, semana passada, em Balsa. Balsa é o município que mais desmatou. Eu lembro que Mangabeiras, que é colado de balsa, bateu 42 graus. né agora recente. Obrigado. E aí a gente fica pensando onde é que nós vamos parar. O Maranhão... por si só vive em função da diversidade de biomas, vive situações... Agora nós estamos debatendo também com a possibilidade de criar reserva extrativista. dentro da ilha de São Luís, um debate importante que precisa ser travado. É claro que nós temos uma resistência muito grande, infelizmente, o que impera é a fake news, a desinformação. O debate, para ser sério e responsável, tem que ser com base em dados, mas parece que tem os setores, principalmente alguns setores produtivos da linha portuária, lá do meu estado, não são todos, mas algumas empresas que querem entrar e aí ficam distorcendo fatos. nos colocar diante... É... do que é e do que poderá ser. Eu, particularmente, defendo a criação da reserva, porque entendo que nós precisamos ter condições de, para as futuras gerações, termos um desenvolvimento onde as nossas gerações possam também conviver com as comunidades tradicionais, com nossas riquezas, e que as riquezas sejam para todos. Faço aqui também, tendo em vista que o desmatamento é um dos principais fatores para o processo de desertificação, e com tudo que vem no seu entorno, e aí nós, infelizmente, somos um Estado com um dos maiores... níveis de conflitos fundiários, Isso a gente tem debatido dentro da Assembleia. Tanto o desmatamento, quanto o conflito fundiário, quanto a regulação fundiária, tem uma relação direta, estreita e... É... infelizmente nós vivemos no estado um momento em que praticamente institucionalizamos o desmatamento, quer dizer, antes Em tese, o desmatamento deixou de ser clandestino e, na esteira de atrair grandes investimentos, nós praticamente legalizamos... o desmatamento e... inclusive em áreas de preservação ambiental. Como o desmatamento, conflito fundiário... Nós somos um dos estados também com maior número de conflitos fundiários. Eles andam de mãos dadas, claro que aí tem como consequência, e em brincado, nós detemos ainda dos dez municípios mais pobres do país, nós estamos com oito municípios. Então, esse processo, eu não vou me estender, eu acho que eu tenho que concluir isso, eu tenho que concluir, gente, mas, na verdade, a gente joga a luz sobre esse tema bastante, claro, não tem como falar, mas ele é atual. Eu entendo que mesmo no momento em que prevalece o momento político eleitoral, é necessário a gente poder olhar para os Estados e buscar políticas públicas e diretrizes que possam envolver os outros entes federados. Não se faz política pública com esse nível de seriedade. sem a participação dos estados e dos municípios. Por isso, eu vou ficar por aqui. Não sei se vai ter outro momento, mas a nossa contribuição é nesse sentido de... Eu acredito muito que é possível a gente ter outro caminho, eu acredito muito, e faço isso todo esse debate, todo dia esse debate na Assembleia e por onde eu ando, que é possível a gente ter um desenvolvimento sem estar destruindo e sem aumentar a nossa área de erosão, como temos as vossorocas no município de Buriticupu, e isso são coisas que têm uma relação direta com a vida das pessoas. Então, obrigado, deputado. Eu acho que eu acabei extrapolando um pouquinho do tempo, mas, enfim, é um prazer estar aqui. Maranhão é muito grande. Ah...
Mestre de Cerimônia
Iniciamos e agradecemos a presença do senhor coordenador da Frente Parlamentar Mista Ambientalista do Congresso Nacional, deputado Newton Tato, que já acompanha a mesa de abertura e neste momento também tem a oportunidade da sua fala. Obrigado. Obrigado. Bom dia. Primeiro, quero aqui... Primeiro, agradecer...
Deputado
E a parceria aqui com o CEDES. Agradecer ao deputado Márcio Géri, E cumprimentar e agradecer também ao deputado Inácio Arruda por ter procurado para fazer... este seminário aqui em parceria com a Frente Parlamentar Ambientalista. Cumprimentar a Sônia da Costa, o deputado estadual Júlio Mendonça, Sandra Paula e... E eu queria aqui, na verdade... Aproveitar essa oportunidade, hoje acho que vai ter... A chance de todos aqui se aprofundar mais sobre o problema que a gente tem, que é o processo de desertificação de boa parte do território nacional, em especial no Nordeste, mas ficarmos atentos também ao processo que pode ocorrer também de savanização da própria Amazônia. E aí, com consequência, evidentemente, para todo o continente, e aprofundar mais, inclusive, Esse processo de desertificação. E aí eu queria rapidamente passar alguns dados. Hoje a gente já tem uma área de pelo menos um milhão. e 513 mil quilômetros quadrados, que pega já 1.649 municípios. Portanto, 18% do território nacional já com essa massa ou já em processo de desertificação. Isso está em nove estados do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo. em Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro. Atinge aproximadamente 38 milhões de pessoas. incluindo aí 1,7 milhões de estabelecimentos da agricultura familiar... e 42 povos indígenas. Obrigado. Na Caatinga, 23% da sua extensão. no polígono entre o norte da Bahia e o sul de Pernambuco, de aproximadamente 6 mil quilômetros quadrados, já classificado como clima árido. Então, portanto, não é... uma questão de risco, já é um processo... que está em andamento. Nós precisamos celebrar o fato de que o próprio... Governo do Brasil, governo do presidente Lula, através do Ministério do Meio Ambiente, lançou ainda em 2025 o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação, com 38 objetivos estratégicos e 175 ações para os próximos 20 anos. beneficiando 39 milhões de pessoas... em mais de 1.600 municípios. E aí a meta é recuperar 10 milhões de hectares de terra degradadas na Caatinga, Um plano robusto, construído com ampla participação social, mas precisa de sustentação legal, financiamento garantido e fiscalização, que é o papel do Parlamento. E aqui eu queria, então, dialogar, inclusive até no caminho que o próprio... Deputado Júlio Mendonça. já tinha falado. Eu mesmo, ontem a gente fez também uma audiência pública, então, com o projeto... de lei que estabelece aquilo que o Brasil levou na Conferência do Clima, agora, na 30ª, lá em Belém, da necessidade de se pensar um mapa do caminho para... superar o uso dos combustíveis fósseis. Obrigado. E, ao mesmo tempo, também um mapa do caminho para a gente zerar o desmatamento. tá Compromissos que o próprio presidente Lula já assumiu internamente, E também colocou isso como compromisso, inclusive, no acordo do clima. Obrigado. e E aí, até... Uma outra coisa, a gente também tem avançado muito, no âmbito do governo federal, com... trazendo novamente o Planaveg, que é o plano de... de restauração ambiental de boa parte do território. Então, se a gente for olhar, em cada bioma há uma necessidade, mas no conjunto... Do país, a gente tem coisa de 60, 70 milhões de hectares que precisam ser restaurados. para cumprir minimamente o fluxo gênico, e aí fazer inclusive o papel de absorção. de gases para o enfrentamento também da crise climática e estancar esse processo de desertificação. que vem ocorrendo. Então a gente já vive. a maior crise talvez da história da humanidade, eu falo do ponto de vista que coloca em risco a vida toda no planeta, que é a crise climática. Esse ano, com o próprio El Ninho, maior. entendeu? E como consequência da própria crise do aquecimento global, ele vem com mais intensidade. E essas regiões, por exemplo, no Nordeste, vai ter muito impacto também, como teve com os outros El Ninho, e esse também vai ter. Portanto, vai aguçar e avançar mais esse processo de desertificação. E aí, onde é que está o ponto? Que é a grande dificuldade que eu queria dizer para vocês, para a gente finalizar. dizer que fala assim que a gente tem diagnóstico A gente sabe o que é a realidade, o que está acontecendo. Nós sabemos o que precisa ser feito. Tá? Nós temos experiência em outras partes do mundo que estão enfrentando situações parecidas e, portanto, trazendo... resultados. Se a gente for olhar, por exemplo, o que vem acontecendo na China, em termos de enfrentamento com o processo de certificação, tem muito exemplo. Evidentemente, nós precisamos adequar... a cada realidade, a cada cultura, a cada país, mas nós sabemos o que precisa ser feito. E onde é que mora a dificuldade? Então nós precisamos ter, por exemplo, um plano robusto no Brasil um programa de norte a sul do país, que... canalize tudo aquilo que tem de iniciativas, por exemplo, de estratégias de restauração, Ainda tem muita coisa solta aqui a colar. dentro do governo, nós precisamos, na verdade, fomentar uma cadeia de geração de emprego e renda, para restaurar as áreas degradadas e enfrentar, especificamente também, o processo de desertificação na Amazônia. O volume daquilo que a gente precisa fazer é possível. Mas onde é que mora a nossa preocupação? Mesmo do enfrentamento para a gente superar... a crise climática. Primeiro, é da gente trabalhar perante a sociedade brasileira como um todo a necessidade de a gente continuar avançando dentro de um projeto de país que contemple este cuidado com a agenda ambiental, a necessidade de recuperar a área degradada, a necessidade de enfrentar a crise climática, de entender que a própria agenda do enfrentamento da crise climática é uma agenda de oportunidade que se coloca para o Brasil. O mundo todo precisa fazer muito mais do que está fazendo para enfrentar o aquecimento global. condições que o Brasil tem do ponto de vista de fazer a transição energética, da biodiversidade, da diversidade étnica, cultural, enfim, a gente tem capital aqui para fazer, mas... Nós temos um problema sério que nós precisamos ganhar na sociedade, esse projeto. político de sociedade que coloca como agenda da gente entender que os momentos históricos de qualquer país, e mesmo no Brasil, que precisou dar uma guinada, do ponto de vista de projeto de país inclusivo, que não deixa ninguém para trás, como aconteceu historicamente no Brasil, deixar os povos indígenas, negros, enfim, povos e comunidades tradicionais, deixar os trabalhadores à margem, estou falando do processo de construção do país, nesse momento nós precisamos, evidentemente, do papel fundamental do Estado para direcionar. Mas onde é que mora aí o problema? Moram... na disputa que a gente tem dos recursos que o país tem. Então, não é. Nós não vamos enfrentar esse problema. Eu vou citar aqui como exemplo com o Fundo Amazônia. com o fundo Clima. Nós vamos enfrentar esse problema quando a gente conseguir fazer, principalmente aqui dentro do Congresso Nacional, do que o dinheiro arrecadado desse país precisa prioritar no caminho do país que nós queremos construir. tá e aí para enfrentar a desertificação nós precisamos falar o dinheiro do bnds precisa qual o rumo que ele precisa de ser para a gente fazer essa guinada no país e contemplar aquilo que a gente precisa para construir um país entendeu de inclusão e de respeito à natureza que é uma agenda de oportunidade o dinheiro dos fundos dos fundos regionais, como é que ele tem que ser, o plano safra, o plano e assim vai por diante. Então, é esse o debate que a gente tem. E aí, evidentemente, da gente entender. Nós temos uma eleição neste ano. Nós temos uma eleição neste ano. E tem dois projetos nítidos, claramente. Um que vai ignorar o processo de desertificação. Para eles aquilo não existe. Tem um projeto aí que aqui, na verdade, vai aguçar muito mais, como a gente já teve a experiência no governo anterior. que destruiu a capacidade do Estado pensar estrategicamente esta agenda de oportunidade. E colocou o país e o povo brasileiro com muito sofrimento. E o outro projeto é que nós precisamos avançar mais ainda, que a gente celebra todos os efeitos que tem, a diminuição do desmatamento, a agenda da transformação ecológica, que nós ambientalistas sempre sonhamos meio ambiente, deveria ser um debate que tivesse na centralidade e no projeto de país. do projeto de nação, tá? E hoje a gente tem a principal agenda ambiental, hoje, no Ministério da Fazenda. E a gente tem o presidente Lula chamando a responsabilidade, não só do Brasil, mas do mundo todo. Mas nós temos uma dificuldade muito grande aqui dentro do Congresso Nacional, na Câmara e no Senado, onde, na verdade, em vez de propensar, entendeu, marco legal no sentido de avançar nesse projeto de país, processo. Por isso, deputado Inácio Arruda, o desafio que a gente tem, o desafio que a gente tem é nessas eleições, no processo da eleição, e eu quero parabenizar, porque aqui junta política, aqui junta ciência, aqui junta participação popular, aqui junta todos os atores, eu estou falando assim, nesse seminário, para a gente fazer com que esse debate venha para a sociedade, influencie no processo, na campanha eleitoral, e que esse projeto político de pensar esse país de respeito ao meio ambiente, de enfrentamento, desertificação, entendeu? Saia fortalecido do processo eleitoral e o Brasil continua avançando cada vez mais para um país justo e sustentável e inclusivo e soberano. Muito obrigado, deputado Inácio.
Mestre de Cerimônia
Com a palavra, a senhora presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares, senhora Vânia Marques Pintos. Obrigado.
Presidenta - CONTAG
Bom dia. Bom dia. Satisfação estar aqui com vocês. Eu sou uma mulher negra, da pele não retinta, tenho cabelos cacheados que estão soltos, uso um óculos da armação preta, estou com uma blusa marrom e um paninho preto. Estou fazendo a minha auto-identificação, porque estamos exercitando um processo de fazer inclusão, a necessidade de a gente se se reafirmar enquanto sujeitos, sujeitas, mas também fazer a inclusão de pessoas que tem baixa visão e inclusão de todos e todas. Também sou uma mulher nordestina e que vem de uma área de transição porque eu sou da Chapada Diamantina, e, inclusive, Na Bahia, inclusive, tem alguns municípios próximos da Chapada Diamantina que já estão entrando em processo de desertificação. E entendo muito bem o que é viver no semiárido, num território semiárido, que a gente diz que é necessário ter a convivência com esse espaço. Mas é inadmissível que a gente comece a ter desertificações num país como o nosso, que é o Brasil. E eu quero iniciar a minha fala fazendo uma afirmação que eu acredito que muitos... vão ser contrários a ela, que é dizer que a crise climática tem nome e sobrenome. E se chama capitalismo. E aí Enquanto nós não superarmos esse modelo de produção e de consumo no Brasil e no mundo, a questão ambiental não vai estar na centralidade. E, dizendo isso, eu quero aqui cumprimentar toda a mesa. os deputados que estão aqui presentes, o deputado Júlio, o meu camarada Inácio, o deputado Nilton Tatton e a companheira Sônia, que está representando a nossa ministra Luciana. Quero também cumprimentar os estudantes que estão aqui, cumprimentar os pesquisadores e pesquisadoras. E aí a Sônia falou, os futuros parlamentares, mas também futuros pesquisadores desse Brasil... porque eu entendo a importância da educação nesse lugar, nesse território e nesse espaço. E dizer que trazer esse tema, Inácio e Newton e Júlio... para esse lugar, é importante porque precisamos construir... essa casa, sendo a casa amiga do povo. É esse congresso que nós precisamos construir neste ano. eleger deputados, deputadas, senadores e senadoras que discutam temas fundamentais para a população brasileira. E estou aqui com amigos e amigas do povo nesse espaço e espero que a gente tenha no próximo ano poder dizer, esse é um Congresso amigo do povo. Esse microfone é um pouquinho alto. Pronto, para poder não ficar tapando o meu rosto, porque eu preciso ser vista. Bom, nós da CONTAG temos uma agenda muito forte relacionada à questão ambiental. E aproveito também para poder cumprimentar a minha companheira de diretoria, a Sandra Bonetti, que é a nossa secretária de meio ambiente, que participa de vários espaços que faz a discussão ambiental, nos representando o mundo afora e reafirmando essa condição de que a agricultura familiar ela faz parte da solução climática. Porque, quando nós falamos em desertificação, nós estamos falando de um dos maiores desafios do Brasil e do mundo, mas entendendo que ela impacta principalmente a vida de quem produz e de quem vive no campo brasileiro, que é a agricultura familiar. Porque quando a gente tem... Processos, como o que aconteceu recentemente... de grandes enchentes, grandes desastres, quem é afetado principalmente não é o agronegócio. não são os grandes produtores, é a agricultura familiar, que perde suas terras e perde a condição de permanecer naquele território. Então, somos nós, as famílias agricultoras familiares, que somos afetadas, mas que isso afeta a população brasileira como um todo, porque, se perde a produção... Aumenta-se também o custo dos alimentos que chegam na mesa dos brasileiros e das brasileiras, porque não tem como, não existe uma categoria que é mais afetada do que a nossa. porque nós dependemos do clima para produzir. E nós dependemos do clima para poder permanecer naquele território. Por quê? Porque, para nós, a terra não é lugar apenas de trabalho, é lugar de vida. Lá a gente vive, lá a gente convive, a gente faz a nossa produção e a reprodução da vida nesses territórios. Então, nós somos os mais afetados com a crise climática e com o processo da desertificação. Então, nós sentimos esse impacto de forma muito concreta. associadas às mudanças climáticas, ela vem aumentando a pressão sobre os sistemas produtivos, especialmente nas regiões mais vulneráveis. E nós sabemos que o Nordeste, que conviveu historicamente com a seca, Sim, vai ser o mais afetado com a União, mas não vai ser apenas no Nordeste. Quem está no Sul vai viver mais uma vez as grandes enchentes e a agricultura familiar vai mais uma vez ser penalizada, porque vai perder a sua condição de produção. E aí, sem sombra de dúvidas, aumentando o fluxo de pessoas que vai precisar sair do campo e ir para a cidade, e não é qualquer lugar da cidade, é para a periferia das cidades se submetendo ao subemprego. Porque somos nós, as mulheres pretas, negras, a população pobre, que mais sofre com a desertificação. E é por isso que eu reafirmo que o capitalismo é quem lucra. Com isso. Quando a gente olha... estados, e eu vou citar mais uma vez o Rio Grande do Sul, que enfrentou uma das grandes enchentes e que até agora não tem um plano de governo para poder enfrentar o que vem pela frente. Porque, obviamente, nós falamos das questões climáticas, mas sabemos que os governos podem sim construir cidades. que possam lidar com esses efeitos, e isso não vem sendo feito. Não temos cidades que são adaptadas. Qualquer chuva... Eu estava em Salvador ontem. na cúpula dos povos do mundo... Choveu qualquer tantinho, a cidade alaga. Por quê? Porque as cidades não estão preparadas para poder lidar com isso. É só concreto. Tira-se as árvores e é só concreto. Porque o que importa é construir grandes prédios para poder beneficiar o capitalismo. É igualmente importante afirmarmos que a agricultura familiar não pode ser vista apenas como vítima desse processo. Por quê? Porque ela é parte fundamental da solução. E nós estamos dizendo isso há mais de quatro anos, Sandra, que nós somos parte dessa solução. Por quê? Porque somos nós que apontamos quais são os caminhos para poder produzir de forma sustentável, resiliente às mudanças climáticas, e apontamos como solução a agroecologia, que não é apenas... uma nomenclatura. É uma ciência e é um jeito de viver que respeita quem vive naquele espaço e que pode, sim, produzir de forma sustentável e garantindo isso. Porque todo mundo fala assim, é caro. É caro porque não há investimento, não há projeto para poder fazer uma transição agroecológica e dizer que eu posso produzir com meus insumos ao invés de produzir com veneno. E aí a Embrapa é fundamental para poder pensar sementes... adaptadas a essa realidade. O MCTI é fundamental para poder também fundamentar recursos financeiros, para a gente poder pensar em como fazer isso. A convivência com o semiárido, e a conservação das sementes crioulas, o manejo sustentável da biodiversidade, sistemas agroecológicos e tecnologias sociais de acesso à água. As tecnologias, elas precisam partir da construção não de quem está aqui em Brasília e pensa sozinho. Ela tem que ser construída a partir do chão, de quem pisa e quem sabe qual é a realidade, considerando os conhecimentos ancestrais e as pessoas e as populações que vivem nesse espaço. Considero também muito importante que o novo Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos à Seca reconheça o enfrentamento desse desafio e que exige ações integradas, envolvendo a recuperação ambiental, a adaptação climática e a melhoria da condição de vida das populações afetadas. Para nós da CONTAG, a desertificação precisa estar articulada, com uma agenda mais ampla, sustentável. Até o mercado diz que é. Mas que sustentável é isso? Ele tem que ser solidário, ele tem que pensar nas pessoas. Porque a gente... A população é feita de gente. E nós não podemos desumanizar as pessoas e colocar todo mundo como mercadoria. E não podemos esquecer, sobretudo, do papel da juventude, das mulheres e das pessoas idosas que vivem nesses territórios. E quero acrescentar ainda mais... Falar de juventude não é só juventude, são as juventudes, porque são diversas, as mulheres também são diversas, e nós temos uma população que também está invisibilizada, que é a população LGBT, que é a PN+, que sofre ainda mais um preconceito de estar nesses territórios e não conseguirem ter acesso às políticas públicas. Por fim, eu acredito que esse seminário, ele acontece em um momento muito importante, Obrigado. simultaneamente a desertificação, a crise climática, a perda da biodiversidade, E... E quero dizer que nós temos a oportunidade de levar esse debate para a COP, que vai acontecer nesse ano, a COP da desertificação. Nós gostaríamos muito, deputado Inácio, de poder participar dessa COP. Infelizmente, a CONTAG está em uma condição financeira muito adversa, em função da crise que nós estamos passando. E nós não temos condições de ir com representação, mas nós gostaríamos muito de estar lá e colocar a voz da agricultura familiar Nós participamos das últimas COPES 30... com muita ênfase, através de muita articulação, para poder garantir a nossa participação nesses espaços, porque a gente tem visto que a voz que está lá não é a voz da agricultura familiar. Nós somos poucos. Nós temos que ter mais, não apenas a CONTAG, mais movimentos que falem em nome da agricultura familiar, porque somente assim é que a gente vai conseguir... mudar a roda que sempre gira em torno do empresariado e não de quem produz, de quem trabalha nesse país. A CONTAG, esse ano, entregou ao governo federal, entregou aos parlamentares a nossa pauta do Grito da Terra Brasil, do Executivo e do Legislativo, e nós estamos pontuando a necessidade de ter um projeto de desenvolvimento para o campo brasileiro, desenvolvimento rural, sustentável e solidário, e que coloque a agricultura familiar na centralidade. sabemos que esse Estado, não estou falando de governo, esse Estado coloca a agricultura de exportação na centralidade da agricultura. Não é a agricultura familiar que produz a diversidade de alimentos, que chega na mesa de brasileiros e brasileiras que estão na centralidade. O Estado coloca a agricultura de exportação, não a que fica aqui, não é o alimento que fica aqui. E o Estado precisa fazer essa mudança, obviamente que é a partir de um projeto de governo, estamos com oportunidade ímpar, que é construir a continuidade desse governo, mas de melhorar, porque entendemos que é possível, sim, avançar mais, e colocando a agricultura familiar no centro do debate do desenvolvimento do campo brasileiro. Finalizo dizendo isso porque... O campo... as águas e as florestas que eu e a CONTAG defendem, é um campo com gente, e com gente feliz, porque a gente foi feito para brilhar. Obrigada. Anunciamos e agradecemos a presença.
Mestre de Cerimônia
A senhora Sandra Paula Bonetti, secretária de meio ambiente da Confederação Nacional de dos trabalhadores rurais, agricultores e agricultoras familiares com TAG. Obrigado. Com a palavra, o senhor chefe de gabinete do consórcio Nordeste, Glauber Piva, que participa online pelo Zoom. Bom dia.
Chefe de gabinete - Consórcio Nordeste (CNE)
Bom dia, vocês me ouvem bem? Sim Ok, muito obrigado. Eu quero te cumprimentar com alegria. O deputado Inácio Arruda, membro da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados, agradecer pelo convite... Cumprimentar o deputado Nilton Tato... É... A Vânia Marques Pinto, presidenta da Contag, que tão brilhantemente me antecedeu. Quero cumprimentar a Sona da Costa também, diretora do MCTI, o deputado estadual Júlio Mendonça. do Maranhão. E cumprimentar a Sandra Bonetti, também, que foi aqui citada pela Vânia cuja presença e atuação é tão importante para a agricultura familiar e, portanto, para o Nordeste brasileiro. Senhoras e senhores parlamentares, representantes do Governo Federal, da Comunidade Científica, dos Movimentos Sociais, da agricultura familiar, sobretudo, e do organismo. os organismos internacionais que estão participando. se tocando com a gente. Eu confesso a você, consórcio, neste seminário que é dedicada a um dos grandes desafios do nosso tempo. que é o enfrentamento da desertificação e da degradação do solo. O deputado Inácio é testemunha do empenho do consórcio nordeste. ao pautar o combate à desertificação, ao pautar a Caatinga, não à toa o consórcio participou do ICID em Fortaleza, promovido e contou com a participação do deputado Inácio, da liderança do deputado Inácio em setembro do ano passado, E o consórcio realizou dentro do ICID a COP Nordeste, que era uma pré-COP. preparando para 4h30. Eu quero começar lembrando do papel de algo fundamental. O semiárido brasileiro não é um problema se resolve. O semiárido brasileiro é uma solução a ser compreendida. E essa é uma afirmação que deve... está presente em todo o debate durante esse seminário. Durante décadas, A gente sabe, predominou uma visão que associava o Nordeste à escassez, à seca, à vulnerabilidade. E essa leitura produziu políticas importantes, mas... Muitas vezes... invisibilizou outra realidade. que é a extraordinária capacidade de adaptação, inovação e resistência construída pelos povos do semiárido, ao longo dos séculos. Nós estamos falando do maior semiárido tropical do planeta. Semiário do Brasileiro... vivem 28 milhões de pessoas. Nós estamos falando da Caatinga, que é o único bioma exclusivamente brasileiro, Patrimônio Colólogo, acho que... cultural, civilizatório do país, é um bioma tipicamente nordestino, Não é exclusivamente nordestino, mas é tipicamente nordestino. A desertificação costuma ser apresentada Derrubbei um copo d'água aqui agora. A desertificação costuma ser apresentada por meio de indicadores ambientais. perda da cobertura vegetal, degradação dos solos, escassez hídrica ou redução da produtividade agrícola, para dialogar aqui com a fala da presidenta Vânia. Tudo isso é fundamental. Bye. Deputado Milton, existe uma dimensão que é menos visível desse fenômeno que a presidenta Vânia já falou por outras... por outras vias. Quando uma nascente desaparece, quando uma família é obrigada a migrar quando uma comunidade perde as condições de reproduzir e seus modos de vida, não é apenas um território que se degratada. mas se degrada também uma experiência do tempo. O semiárido... nos ensina que o tempo não é apenas aquilo que o relógio mede. O tempo é vivido nos corpos, nos ciclos das chuvas, nos saberes transmitidos entre gerações, nas práticas produtivas, nas festas, nos rituais, nas formas de habitar a paisagem. Por isso que enfrentar a desertificação, significa também proteger aquilo que a gente pode chamar aqui de tempo encarnado. o tempo que ganha existência concreta na relação entre o corpo, o território e a comunidade. Quando um território perde a sua capacidade de sustentar a vida... deputados e deputadas. perde-se também uma determinada forma de viver, de lembrar, de aprender, pede-se uma determinada forma de projetar o futuro. É por isso que a desertificação não pode ser tratada apenas como um problema ambiental. Ela é também um vetor de insegurança alimentar de insegurança hídrica, econômica... migratória Ela afeta diretamente agricultores familiares, povos indígenas, comunidades quilombolas e populações rurais em toda a região. O Consórcio Nordeste entende que a agenda climática precisa ser territorializada. Gravemos isso. A agenda climática precisa dialogar com o território. Não haverá transição ecológica justa, sem considerar as especificidades dos territórios. Não haverá adaptação climática eficaz sem fortalecer as capacidades locais que já existem. O Nordeste, a Caatinga, o semiárido brasileiro, são pródigos na produção de tecnologias sociais e aplicativos. preciso dialogar com elas, porque as tecnologias sociais são... fruto dos territórios de onde elas nascem. Não haverá combate à desertificação sem reconhecer o protagonismo dos agricultores familiares, dos povos indígenas, das comunidades quilombolas, das universidades, dos institutos de pesquisa e das organizações da sociedade civil que há décadas produzem conhecimento sobre convivência com semiárido. Não é nos gabinetes do poder que essas soluções vão chegar, mas é ouvindo esses territórios, essas populações, O Nordeste, deputado Inácio, chega a esse debate não apenas trazendo demandas mas também apresenta experiências concretas. Foi no Nordeste brasileiro que se consolidaram algumas das mais importantes tecnologias sociais de convivência com semiárido. programas de sistemas, os sistemas agroecológicos, as experiências de maneira sustentável da Caatinga e inúmeras outras iniciativas comunitárias de segurança hídrica e produção resiliente. Vocês são testemunhas mais do que eu, a Vânia. Certamente que aqui da Chapada... Aqui eu falo, eu falo aqui, Bânia, porque eu estou em Salvador agora, e sou testemunha dessas enchentes micro ou macro enchentes que quando cai um pouquinho de chuva acontece aqui na cidade. É... Da mesma forma, o Nordeste se tornou protagonista da transição energética brasileira. E não dá para falar de combate à desertificação sem a gente olhar para a transição energética. Nós somos hoje... a principal região produtora de energia eólica do país. E nós avançamos rapidamente na geração de energia solar. Isso é bom? É bom, mas também causa impactos. Isso demonstra que o semiárido Pode ser um território de inovação, geração de riqueza e desenvolvimento sustentável. É verdade. mas também aos impactos que a gente tem que regular, medir, calcular, Nesse contexto, o consórcio nordeste Ele vem estruturando uma agenda regional para Caatinga. Nós temos trabalhado na integração... dos nove estados, em torno das estratégias comuns de adaptação climática, de segurança hídrica, de restauração ecológica, etc. A gente atua, nós temos 18 câmaras temáticas no consórcio, nós temos um comitê científico de monitoramento e enfrentamento das emergências climáticas, O consórcio é uma ferramenta de gestão dos nove estados, mas nós atuamos por meio da articulação de pactos. Então, é nesse esforço que a gente vem consolidando essa ideia que a gente considera estratégica, que é o recatingamento. recuperação de área degradada com inclusão sócio-produtiva. A gente fala muito em recuperação ambiental, a gente... fala da reconstrução das capacidades ecológicas e produtivas da Caatinga. A gente fala muito da recuperação dos solos. da ampliação da segurança hídrica, da valorização da biodiversidade, da geração de renda. A gente fala sempre de uma estratégia integrada de desenvolvimento regional. E aí é preciso que a gente olhe para uma boa notícia que foi dada ao Brasil na semana passada. que é a recente aprovação do Plano Nacional de Recuperação da Caatinga. Ela representa um passo histórico nessa direção, é verdade. A gente entende que essa política nacional oferece bases institucionais para ampliar investimentos e fortalecer a cooperação entre os entes federativos, o setor produtivo, a academia, a sociedade civil. Mas, deputado Ignácio, é preciso garantir escala. E eu estou caminhando para o final aqui da minha fala. Mas eu não posso terminar sem falar sobre isso. O consórcio nordeste está trabalhando na estruturação do fundo Caatinga. instrumento destinado a mobilizar recursos para restauração produtiva, para a bioeconomia, para o manejo sustentável, para a inovação. tecnológica e para o fortalecimento da resiliência climática nos territórios semiáridos. Fundo Caatinga, gravem esse nome. Essa é também uma agenda internacional. Se o mundo discute hoje segurança alimentar e todos esses outros temas, O semiárido brasileiro tem muito a oferecer. A experiência acumulada no Nordeste pode dialogar com com regiões semiáridas e áridas da África, da América Latina e da Ásia. A gente pode fortalecer essas redes de cooperação Sul-Sul e produzir soluções compartilhadas. E aí, Vânia? A gente está se aproximando da COP17, que é a COP de combate à desertificação, que vai acontecer na Mongólia no final de agosto. E o consórcio nordeste vai para lá e a gente espera que a CONTAG esteja conosco, mas outras muitas... e representações do Brasil vão participar e a gente quer apresentar a Caatinga Não como um território de carência, Sônia. mas como um território de soluções. um território... um território produtor de conhecimento, de inovação, de experiências concretas para a restauração de florestas secas. em escala global. E aí eu quero terminar com uma mensagem simples: o Nordeste não pede solidariedade, o Nordeste pede parceria. Nós temos conhecimento acumulado, nós temos capacidade institucional, nós temos experiência territorial e temos... disposição para construir soluções de alcance global. O combate à desertificação, deputados, precisa ser tratado como política de Estado e como prioridade. estratégica para o desenvolvimento do Brasil. Se o século XX Ele foi marcado pela expansão das fronteiras produtivas, o século XXI precisa... ser marcado pela regeneração dos territórios. pode ser um dos lugares onde o mundo... aprenderá a fazer isso. E por isso eu quero agradecer muito pela oportunidade de falar pelo consórcio e agradecer pela realização desse seminário tão importante. para o debate do recatimamento. e do combate à desertificação no Brasil. É isso, muito obrigado.
Deputado
de... concluir essa mesa Agradecendo a todos os palestrantes da abertura, Eu queria... Considero, sim, que o Pima já colocou a CONTAG na comitiva do consórcio nordeste. Acho que já ajuda... Bastante. e dizer para vocês que a... a conferência na mongólia fruto de um esforço grande do Nordeste brasileiro, nós chegamos até aqui num debate muito intenso, muito forte, que começou com a Conferência do Rio. onde no debate Nas discussões da Conferência do Rio... as regiões desércicas, áridas, semi-árida do planeta estavam fora daquele debate. E nós, então, buscamos construir... no Brasil uma alternativa que permitisse dar visibilidade a essas regiões do planeta. especialmente... a região semiárida brasileira, porque... a Conferência do Rio... acontecia exatamente no Brasil. Com isso surgiu a primeira conferência internacional do semiárido, e A carta que sai da conferência, chamada Carta de Fortaleza, que vai permitiu o surgimento da Convenção... das Nações Unidas, que trata de desertos semiários e regiões... Ares... do planeta. Então foi uma luta intensa dessas regiões... para dar visibilidade Algo que não poderia jamais ser desconhecido. a quantidade de desertos e a sua imensidão E a quantidade de regiões semiáreas que podem se transformar em desertos, são gigantescas no planeta Acho que a luta dos nossos povos permitiu o surgimento dessa Conferência das Nações Unidas. E daí em diante passamos a ter visibilidade. Essa será a 17ª conferência. Vai ser na Mongólia. O Brasil vai apresentar na Conferência da Mongólia... Também... a solicitação de que a próxima conferência seja no Brasil. Claro que vários outros países... tem interesse porque é importante... significa muito para nós... no Brasil, na América do Sul e na América Latina, que a conferência venha para a nossa região. Eu, normalmente, quando eu revindico que venha para o Brasil, eu revindico que venha para Fortaleza, evidentemente. Mas todos os Estados estão aptos. a trazer a conferência... para as suas regiões. E esse esforço é que permitiu... Ninguém está contra, então já está aprovado. Esse esforço de discussão, de debate, de busca de soluções... num país com imensas desigualdades como o Brasil, também permitiu que nós pudéssemos produzir aqui no Parlamento a Lei 13.153. de 2015. Começou o debate no governo do presidente Lula. Depois nós seguimos com a presidente Dilma e, finalmente, ela foi... aprovada e sancionada pela presidente Dilma em 2015. E essa lei que tem criado as condições... para a ação do Ministério do Meio Ambiente. é a ação dos nossos institutos de pesquisa do ministério da ciência e tecnologia E permite também ao Parlamento... e examinando a cada instante que medidas podem ser adotadas adicionais à produção da legislação e do comando legal que permite... estados, municípios e União agirem nos seus territórios. Então, esse momento que nós estamos vivendo aqui... Ele, ao mesmo tempo, é a marca do dia 17, mas é também a nossa preparação para termos uma presença ativa e colocar o nosso pedido de que a próxima conferência seja no Brasil. todos aqui têm um papel importante, o parlamento, o movimento social, os ministérios. e, sobretudo, o consórcio do Nordeste, porque nós queremos realizar a conferência no Nordeste brasileiro. Então, eu queria se agradecer demais a presença de todos nessa mesa de abertura. Nós vamos dar sequência com os próximos... com as próximas mesas. Muito obrigado, um abraço a todos e vamos continuar. Batei palma da turma, mas vamos continuar aqui para dar sequência às mesas vindouras. Senhoras e senhores, né?
Mestre de Cerimônia
Momento desface a mesa de abertura. e se iniciam as mesas temáticas. Lembramos que este seminário está sendo transmitido ao vivo na internet pelo portal do YouTube da Câmara dos Deputados. Obrigado. Os certificados de participação serão enviados por e-mail a partir da solicitação pelo e-mail dos sedes. Você tem que fazer? o alvo. Obrigada. Obrigado. de volta. Obrigado. Obrigado. Obrigada. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Amém. Obrigado. Então, para facilitar aqui a informação, complementando, na verdade, o e-mail do SEDES é... CEDES, CEDES... arroba câmara.leg.br, onde poderão solicitar os certificados. Obrigada. Sim. Obrigado. Convidamos o senhor deputado Inácio Arruda para assumir o comando do painel 1. Causas e impactos econômicos, ambientais e sociais da desertificação. E também convidamos a senhora diretora Sônia da Costa para assumir o comando do painel 2 sobre ciência, tecnologia e inovação para inclusão socioprodutiva no combate à desertificação. Muito obrigada, tenham todos um excelente seminário. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Bom pessoal, para a economia processada...
Deputado
Nós resolvemos nos juntar logo às duas mesas. e dar sequência ao nosso seminário. Vou convidar aqui a professora... Helena Maria... Abram, diretora do Conselho Nacional de Divulgação Científica e Técnica da Argentina. Obrigada. convidar Doutor Abdel. representante do Brasil do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento. Obrigado. IRD Todos sabem que... E aí Essa instituição é princesa. Mas esse rapaz é marroquino. Ele ficou aqui no Brasil... infiltrado para dar as informações da nossa seleção para o Marrocos. Descobrimos isso hoje. Seja bem-vindo, Avidel. Grande prazer. Gustavo Kauak, representante... Adjunto... das Nações Unidas para... Alimentação e Agricultura, FAO, sempre muito presente no nosso país. Obrigado. Obrigado. Obrigado. representando a nossa secretária Germana Pires. Sônia da Costa, dupla representação, a ministra e a secretária simultaneamente. Obrigado. Pessoal, muito bom... Pode falar. Muito bom estarmos todos juntos e adotamos essa metodologia de reunir aqui todo o nosso grupo.
Diretora do Departamento de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
para a gente já fazer esse debate nacional e internacional aqui de uma forma... Já agrupada. Eu gostaria de convidar nesse momento o doutor José Etã Barbosa, nosso diretor do Instituto Nacional do Semiárido, vinculado à NCTM. E ele atua praticamente aí na parte de política de ciência e tecnologia para extensão e combate à desertificação. Muito obrigada, seja bem-vindo. Também temos a honra de convidar o senhor Francisco Campelo, diretor técnico da Fundação para Desenvolvimento Sustentável do Araripe. Ele atua nessa parte de inovação e tecnologias sociais para desertificação. Como? Obrigado. Obrigada. Obrigado. E, de uma forma muito carinhosa, o nosso Haroldo Almeida, nosso grande parceiro em todos os eventos das sedes, o representante da articulação do Semiárido Brasileiro, o ASA. E tem atuado nas tecnologias de convivência com o CMIADO para segurança alimentar e autonomia das comunidades na parte da economia solidária. Obrigado. Amém. Está bem? Obrigado. Obrigado. A gente vai levantar para vocês. Obrigada. Tem um favor de mostrar. E se... Obrigado. Isso. Obrigado. Bom, então vamos iniciar as nossas atividades.
Deputado
Uh... With the word Professor Helena. Helena, you can do the presentation on the table or can direct follow. I'm in a lower level. Of course. Thank you. - -
Diretora - Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas da Argentina (CONICET)
- Disculpas because I'm going to speak in Spanish But yeah Tratar of talking very slowly, me resulta muy difícil because I like to say hablar de este tema And then I start to talk faster. But I'm going to try. and I want to show you It's a panorama Sobri Loss. Avances and the challenges scientists and technological that we have in Latin America. And I can say, unfortunately, that I speak with knowledge of the cause. because I'm from a generation What? Ayudó a generar the Convention of the United Nations fighting against the desertification. And in that group fundador para América Latina. I was always invited by my friends from Brazil. if I could not participate. So, really, Brazil was a leader in the country. in Latin America, for the establishment the system of fighting against desertification and application to local populations. La próxima. How do I do so that you understand? The exhibition is larga That's why I want to see the diapositives and explain it faster. but everything is written in the exhibition. We'll talk about what are the dry land. more than the semi-arid "Tierras Secas". Why desertification is a complex problem of systemic nature, and I speak of complex problems remitiendome a un gran pensador latinoamericano Rolando García who was one of the founders the Conicet He exiled during the dictatorship to Mexico And then working with local populations in Mapimi area, Lagunas created this theory of complex systems. Yeah. that is a... for desertification it's perfect. to work. because the most important thing is that there is a part the the marco that presents the methodological framework, where it explains What? what that the researcher who will work in something related with the environment in America Latina must necessarily involve and to be committed a cambiar something the situation And that's a very different view from the traditional researchers. very different. And then we'll talk about what's going on. in our Latin America and We will close with a small and humble proposal in the MERSCOSUR. that is the structure that we have para trabajar perfectamente en este tema. La próxima. What are the "Tierras Secas"? The next time. Yeah. A ver. the dry land It's like a paraguas. like a umbrella which includes all the emerging territories of the world that have some problems of water supply. It's not the same saying Drylands. dry land than to say "arido, semi-arido, desierto". It's not the same. Why? The classification of hyper-arid, arid, semi-arid and dry-summedo It's a only climate classification. The next one. you And look at that it comes from a fundamental indicator for the Convenience of Certification, which is the "Indice of Aridez". And the index of arides is the precipitation Sobre la evapotranspiración potencial. Ese es un índice One indice. that marks us the differences between the hyper-arid the arid, the semi-arid and the sub-húmedo seco. But as you can see, the dry land are much more important than than the arid or semi-arid. That's why the problem is very strong in the world. Look at This... This is a map It's a old map. But this map was overcome with a work that we did with the FAO. with the FAO It was a fantastic work. about the forests of dry land in the world, that was published in Science, It was the first publication of Fago in Science And that work Demostro He The "sick" del mundo are almost half D. the Earth of the planet. It's not a thing. So we have to know Como? aprender to manage the dry land. Another point that I really want to show you here is that line Roja. which is: Lindy Selebrant. It's also viejo but clearly marks a difference that for us is fundamental. is, look at, the most part of the world's land, are in poor countries. politics. but not poor only because we don't have resources intactos but also poor. because of the whole process of devastation, and colonization that have suffered our countries Desde a long time ago. So I'm very agree with what the the panelist about the issue I would not call it only capitalism, It's much more than capitalism. It's a topic of colonization. And at this moment it's a topic that is still very present. for our Latin America. And, well, I said: Bien There is a proposal Moment, moment. the fight against the desertification that starts in the year 92 in the NUMAT the conference of the United Nations for the environment. that was made in Rio. and Then se iban a discutir 3 problems that se acababa de descubrir que eran problemas globales. and that had to find global solutions. The first one was the loss of biodiversity. The second was the problem of climate change, and was in the agenda start working with the problems de desertificacion But a serious problem in the nomad and it was that all African countries in bloke vote that the desertification was not a world problem. It was a problem only in Africa. atendiendo también a necesidades de asistencia en ese momento. Entonces, and through a process that created Brazil. which is the ICID a group of experts para demostrar that in Latin America There were serious desertification processes, that affected a large part of the territory, and that valía la pena trabajar para Celebrar una convención de naciones, una tercera convención the United Nations on Desertification. So in the 92 There are only two international conventions the biodiversity and the climate change. And we started working hard the Latin American experts with the ONGs and with the governments. for just in the year 94, in a day like this, the 17th of June of 1994 se celebrara en París, the conference the United Nations of fighting against the desertification. in un principio se le había agregado especially in Africa, but then that was gone. Thank you. How? And all this was thanks to to that in Latin America there was a previous process that was the ICIT. the next. Well Do you remember the map I showed you? the desertification, the poor countries. This convention, unfortunately, is formed by poor countries. Entonces, the most poor countries They don't provide to the Secretariat. of the Convention that It's very small. E. So it doesn't have funds. It's called the the convention of the poor, just because apart from working with poverty, She is poor. So we have specialized in in obtaining funds of the international cooperation. for working. The next one. And well... I would say that it was key in this whole process the the formation of the ICID process. and CIT starts "Antes" de la convención de naciones unidas para preparar Latin America for that convention and continues throughout the time ... And in 2011 In 2010, the ICITMAS 18 ... and in the ICIT in 2011 we had two eventos, visit. One was in Mendoza, where I live. which gave me a lot of work, and the other was in Newamay. in Africa because we started strongly the cooperation Sur-Sur. La próxima. So, what is the ICIT? It's a international conference on climate, sustainability and development on landers. It is a scientific, technical and management conference What is the intention is to put the problem of desertification in the agenda of the decision makers. So the most important thing about the ICID is that through time has worked with all actors in the process of certification. Next. And one of the Producto Mas relevant to us in the ICIT process was the Latin American and Caribbean Initiative of Ciencias and Technical Certification. that also was led by Brazil The first one in Salvador, in 2008, and the second in Sobral in 2013 and I hope we have the third in some part of Seara No sé cuándo, pero... It can be. La próxima. Well, this is what we're going to do very quickly. We said that the desertification is the environmental problem of the dry land. And this has to be very clear. because the land secas They are in risk of degradation, desertification, which is the loss of services and goods d ellos that most depend D the resources of their territory. and only in the field of the dryness. The next one. That's why it's the most serious problem of the third world. because countries in development are the most affected. for the desertification and the recovery of their land because the desertification is agrava for the poverty, by the political instability for the territorial imbalance and by all the concentration processes propios de la globalización. That's one of the problems most serious. The next one. Entonces. sabemos that the problems in our region are serious. and that affect the bases productive of the society of practically all of our countries, And But we also know that this situation is not yet studied enough and even less valorada but and by society and by decision makers. And there is el secreto of the obstacles that we have had to advance in America Latina. The next. El problema The most important thing that Latin America has in the desertification is the invisibility of the problem ante la sociedad and the decisions. Why? because the desertification process They move slowly. A person called the cancer. ...de la tierra... because and No se nota And when it starts... to feel the symptoms a veces es demasiado tarde. Thank you. The next. Thank you. These are the data I have. and I assure you that there are no more data in the world, about the state of situation of Latin America. And what I'm most worried about is that we have a quarter of the territory, now it should be much more of the deserts. And what I'm most worried about is that all this is a lie. Why? because these data are from 2015, and I wanted to look for new data I participated in the World Desert Desert World Map that came out for a couple of years. And the new data for Latin America No existen todavía. because we have not been able to generate them. And that's true. a very serious problem. because we can't convince anyone if we don't know how we are. La próxima. The next one. The next one. Pásala. No puede. No answer? Thank you. - -Hazlo manual. AITA. Well, this is a preliminary version of our land. And look at what a thing. It's like a hug. the in Latin America, Only five minutes left? It's a hug between the "Seges of the West" and the "Tierras Secas" of the Brazilian Northeast. The next one. Well, I'm not going to leave this because we all know this. The desertification is a relationship between the natural causes which are practically the same in the world The next one. Pásala. E What is important is that A these natural causes we have to give human pressure that is specific. in Latin America. natural issues No las voy a desarrollar porque no tengo tiempo y son las mismas para todas partes. The next one. Maybe the next one. We have time with this. Maybe the most important thing about this Sea In Latin America, between the causes and tropicas and The most important thing is the extraction of resources No renovables, sin reposición. La próxima. The next one. The next one. Well, In any way, if we see Thank you. No, falta una. Well, no importa. Lo más importante de todo esto... is What is this? This is the conclusion. The real problem of desertification in Latin America is the debt of our countries, that no permiten dedicar Fondos to our own benefit. the most part to the outside. and the low development of scientific and technological processes and, above all, the last is the most important. is the lack of jerarquization in the national cabinet of our countries of the environmental problems. And when this exists, the certification, no exists in the environment. And why is this? because we don't have communication real with society and with the decision makers. because the policies arise for the demands of a society. If a society doesn't demand The problem is that the society is... worried about the problems that he sees every day. ... for violence, and the environment always sacrifices and passes the final. because the other is more urgent. The next. Well, this is going to be a very quick one. I just want to see you here is that the desertification para entenderla is absolutely united what we call the physical and biological support con the demand and the antropical pressure. It's impossible to separate them. That's why we work as complex system. La próxima. So, what is the actual scenario? the the américa latina We have The desertification is problematic, important, is in all parts. But we also see that we still haven't reached a degree Then fuerte de deterioro, donde no se pueda to recover. - Thank you. And why, just for this same, we have to work urgently to avoid reaching that point that is happening, for example, in Africa, donde the recovery No vale la pena. because it's very costoso eat No la podemos enfrentar. La próxima. What are our strengths? The region has... America Latina really has one a critical mass of human resources in this matter, It has institutional capacity, it has organizations of science and technical, it has ONGs that are working on all this, and it has, fundamentally, all the capacities and wills de los países to work on the problem. But... We still don't achieve the next Well, We have experience in international cooperation programs, we have a subregional program of groups of countries, the MERCOSUR, that would allow us to quickly advance in the proposals and we have the ability institutional the critical mass of human resources and the will of countries d establecer un programa regional in science and technology. La próxima. But what do we need? First, we have to give visibility. to our region. We have to learn to communicate what is happening. We have to update the data, because with the data we have no convence us to anyone. We have to consolidate national experiences and we have to strengthen the countries with communication mechanisms through subregional actions, for example, through MERCOSUR, that act as catalysts for the whole region. The most serious problems I keep insisting because I think that's what we're worst that we're going to happen. is that these processes of desertification no son percibidos en su real dimensión as if it is the problem of climate change because the political First, the Convention on Climate Change is a rich convention, compared to the data of certification But climate change It was based on science and technology, to know bien lo que estaba pasando y tiene un sistema de comunicación Impresionante. No hay persona en el mundo that no really believe, except my president. Okay Eh... We are threatened by a climate change. and the other problem is that we have Muchas experiencias. many results of generation of knowledge, But No hemos logrado to generate practical results so that they can be adopted by the countries. We have a lot of basic science. But unlike China, For example, No tenemos mucho desarrollo tecnológico. in these problems. And we're going to end. Yes, the next one. But that's why we have the opportunities that we have. And The opportunities are that the countries want a program and that can be done through the program of Ciencia and Técnica in the MERCOSUR. The next one. E. This is an incredible opportunity that we have in desertification. and it is that we have to show clearly the synergy between desertification and climate change. Why? - Thank you. because In the dry land, especially the people who live in the dry land is used to a convivir with the changes and it is resalta que a través de milenios de adaptación A único seguro que tenemos en las tierras secas which is the variability we have developed a capacity of adaptation through strategies of adaptation that are fundamental. but uh the rest of the world. We can transfer these experiences because The world will change. The world will change, the world map will change, The map of desertification will change and the countries that have never been affected for and processes of change they need to adapt. and the adaptation We can give them so much to the countries affected by desertification. E I'm going to remind you what happened here in Brazil, in the Northeast, with the technological package of adaptation to the land. A ver si hay la próxima. Entonces, yo voy a cerrar acá porque ya no tenemos más tiempo. But I want to close to you I want to say It's great. I want to explain that we have in mind that is fundamental for our and the development accord and discuss So, What model the desarrollo We want for our dry land. If we see what possible development models are, separan los pelos because we go from one side to the other. We have, for example, a development model that It is based solely on the investment in the capital. For example, Las Vegas. and in the United States or the cities of the Gulf. but there are also other development models that have in mind the capacity of resilience d los the land of the sea. And in that, to close, I want to say, enfatizar that all the proposals of investment of international agencies In the dry land They have had many difficulties because if you look at only in the traditional discourse the key that the case of the frat he is son no sirven para nada And I have developed a completely different theory The dry lands are sensitive. no son frágiles. are sensitive to react quickly against an impact. And the impact can be positive or negative. And there is its strength, because that means Que si convencemos to agencies of financing that with very little effort and capital we can achieve great results in our lands, that will guarantee a lot the success, in the fortalezas of the dry land and in the unity of these lands in the world. and how they will grow. Muchas gracias.
Deputado
Professora Helena Maria Abraham pela conferência. Durante esse nosso seminário. E isso transforma todos os demais participantes em comentaristas. que a conferência foi da professora Helena, está certo? Então, eu já queria... Convidar de imediato. o professor Abdel Fattah Cipedini... do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, o IRD. Obrigado. Que compreendeu perfeitamente.
Representante no Brasil - Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD)
Boa tarde a todas e... Ah, boa tarde, que isso. Bom dia a todas e todos. Vou fazer igual... Meu amigo Inácio Asonha. Boa! Bom dia, gente! Bom dia! Então, eu quero primeiro agradecer o convite... É um prazer sempre ter participando nessa luta como disse o professor Inácio Arruda. Também, cumprimento meus amigos, que sempre cruzo eles, Gustavo, o diretor do INSA e umas colegas. Eu vou cortar a minha apresentação, porque a Helena fez uma super... super apresentação, colocando histórico, a história dessa... Convenção da Desertificação, no lugar, a evolução. E vocês veem realmente que não foi uma coisa fácil e sempre não vai ser fácil. Mas antes de começar a minha fala... Eu quero responder à provocação do meu amigo Inácio Arruda. Toma cuidado. que eu sou espião marroquino, mas, na verdade, sim. Quando cheguei no Brasil... Confesso. Quando eu cheguei no Brasil, primeira vez em 95, Cheguei no Rio de Janeiro. Aí meus amigos me levaram no Maracanã direto. Amém. Então, claro que no Brasil, brasileiro, como sou brasileiro do coração, tem que ter time de futebol. Então, sou flamenguista doente, o que me conheço. E por que estou falando isso... Com tantas visitas ao Ceará, você tem que ser fortaleza. Mas uma coisa interessante... que sábado passado estava em Paris, assistiu o jogo Marrocos-Brasil com amigos brasileiros marroquinos. Mas o mais interessante é que, no sábado à tarde, passeando por Marrocos, por Paris encontrei o Pedro O atacante do Flamengo, eu falei para ele: "Pedro, a sorte é nossa, Marrocos, que a gente está em Paris, mas não nos Estados Unidos, senão o Marrocos coitado vai perder o empate. Então, quer dizer que você convidou o Pedro a Paris. Então, voltando a coisas mais interessantes, o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, o IERD, tem história no Brasil. Ele trabalha em uma cooperação muito antiga, há 60 anos que a gente está sendo trabalhando no Brasil em várias áreas temáticas científicas. E, claro, o IERD acompanhou... Essa Convenção de Certificação, desde 2010, participou no ICID, primeiro, segundo e no terceiro, que aconteceu hoje. em Fortaleza. eu apoio também a organização da COP18 me fortaleza, porque fortaleza também um Estado querido. Obrigado. O que é a ideia de Tem vários projetos trabalhando e montando e construindo em conjunto com as universidades brasileiras. Estamos trabalhando com institutos tipo INPE, com INSA, com INPA, com Mamerauá, com FUNSEME e a gente tem pesquisadores... mandados para trabalhar com os parceiros brasileiros nas universidades brasileiras, durante cinco anos. Então, eles realmente desenvolvem, como eu fiquei 12 anos na Federal Fluminense, hoje trabalhei no Nordeste Brasileiro. Então, só para colocar a história, Os biomas do Brasil têm uma grande permeabilidade e mudaram no tempo passado. A floresta amazônica se degradou, se recuperou. O nordeste brasileiro também se recuperou. O mais importante para mim é que não uma cooperação bilateral, como disse o consórcio do nordeste, é uma aliança forte... E hoje está trabalhando o nordeste brasileiro com várias escalas de observação. E como se falou... Eu acho que mais importante é o território, a escala do território é uma coisa... importantíssima, porque aonde convive o meio ambiente, o homem e o bem-estar de os dois. Então, a gente está trabalhando com o Brasil nesse sentido, em várias metodologias. A gente tem observações satelitais, a gente só observa a terra observa a quantidade de água, a qualidade de água, e isso a gente está fazendo muito com o FUNSEME, lá no Ceará, a gente está trabalhando sobre o desenvolvimento das biomassas, A gente está trabalhando também sobre a gestão de recursos hídricos. E a gente também está trabalhando nessa... formação para a gente, como Instituto Pesquisa, nosso foco, eu não sei. contrato, digamos, com o MCTI, principalmente com o CNP, que é o COMEC, para formação com a CAPES, e pesquisa, formação e inovação. Não tem pesquisa se não tem recursos humanos. Você pode ter dinheiro de todo mundo, mas se você não forma alunos... Nada vai ficar... Hoje o Inácio falou com os jovens parlamentares, mas também eu quero defender os jovens... que vão vir a professores, educar, formar. Então, o nosso enfoco hoje com o Brasil e ver o bem-estar da população. Você falou muito disso, a inovação, a pesquisa, não só publica papers científicos, mas... A investigação, a pesquisa, ela tem que ir além disso. Ela tem que transformar todo o saber, o conhecimento em indicadores. Indicadores socioeconômicos, indicadores... importantíssimos, para desenvolver planos Concordo totalmente com a minha amiga Helena, que estou sempre feliz de encontrar ela em eventos. Hoje o IRD tem... projetos com o Brasil a longo prazo, que a gente chama de laboratórios místicos internacionais, financiados por 10 anos. Não adianta trabalhar em curto tempo, a gente tem que trabalhar em curto tempo. O que a gente está fazendo? Por exemplo, No Rio Grande do Norte, a gente está trabalhando sobre a inteligência artificial. como usa a inteligência artificial para... identificar soluções nessas escalas do município. Obrigado. Na Paraíba, está trabalhando sobre a... conservação da biodiversidade, executando projetos da economia inclusiva. Até falamos muito, a gente fala sempre com o Inácio, a gente tem uma... costume de se encontrar pelo menos uma vez por semana, espero que a gente guarde isso, porque agora estou perdendo o meu amigo, ele tem uma outra agenda, que sempre que a gente discute o quê? O que a gente pode fazer junto? E esse projeto trabalha sobre como sair para conservar, fazendo uma economia inclusiva, para as 55 aldeias... no estado do Paraíba, usando a ciência. Então, isso é importante para a gente, importante para esse projeto da desertificação. Na Bahia, já está trabalhando sobre o conflito de uso de água, com a Universidade Federal da Paraíba. Na Fundseme, a gente está trabalhando com sobre-degradação de solo, e a gente foi com o presidente do Fundseme, Eduardo Martins, Obrigado. um projeto lindo, que está formando agricultores familiares a recuperar as terras degradadas. E essa formação... A gente tem um agricultor familiar que, para a gente, o senhor que forma outros agricultores, ele tem 84 anos. E ele tem uma mania de formar, de dar tempo, e ainda estamos formando... Durante mais de 10 anos, 200 agricultores familianos no Ceará. recuperando as terras degradadas e desenvolvimento da biomassa dessa maneira. E com o desenvolvimento dessa massa ambiental, a gente está desenvolvendo uma economia indireta, por exemplo, mel, e vendendo isso. Então, já está na escala do ser humano. e são importantes. é muito importante a pesquisa que não chega no bem estar do ser humano ser humano geral em equilíbrio com a natureza não vai andar na frente. Pode publicar o Nature, pode publicar qualquer paper e ficar na gaveta. Isso não tem sentido hoje. E também o IED tem uma capacidade de trabalhar em redes. Estamos trabalhando na África, estamos trabalhando na América Latina, E, claro, como a Helena falou... O mais importante é juntar todo esse mundo... para que eles possam contribuir, dividir experiências. Então, já está... Já fizemos isso na Fortaleza, convidamos parceiros da África, Obrigado. Estamos trabalhando com o Ceará, com o Nordeste Brasileiro. A gente está indo para projetos sobre a Caatinga, como Faroga Como se... sobre como a gente por juiz é isso e outra coisa importante Sempre o Zé Roberto, que está aqui presente, me fala isso. Os biomas, concordo com ele, os biomas têm uma permeabilidade. Não existe a Amazônia sozinha, não existe Caatinga. Eles têm uma permeabilidade ambiental, humana, e nesse sentido, a gente está desenvolvendo um projeto com o MCTI, com o CNPq e a CAPES, sobre cruzados oliares. ver a experiência das pessoas que vivem na Amazônia e do Nordeste. E durante a Copa 30, a gente organizou uma... caravana fluvial que foi a 3 mil quilômetros atravessando toda a Amazônia e levamos pesquisadores e ONG do Nordeste Brasileiro, para que eles podem compartilhar. Então, como falo muito, então, meu amigo Inácio Arruda, Eu tenho compromisso, o IRD... já está desenvolvendo, vai desenvolver e vai defender nossa agenda, que eu falo nossa agenda, da... da desertificação, pode contar com o IED Para esse projeto maravilhoso, acho que... se a gente consegue organizar a COP18 em fortaleza Claro que todos os estados, como você falou, estão... competindo, mas eu vou apoiar a Fortaleza. E... E... Para terminar, com a nossa presidenta que você encontrou, a Valérie Verdier, aqui no Brasil, ela, semana passada, Me falou. que é importante continuar nesses projetos, trabalhando com os dois biomas mais importantes para a cooperação: a Amazônia, E... na Atlântica, a Caatinga, do Nordês Brasileiro. E ela me... mandou uma encomenda, senhor Inácio. Ela quer uma caravana Iaraçu no Nordeste. Então, a gente tem que trabalhar sobre essa caravana no São Francisco. Muito obrigado a todos. E podem contar com o Ierê, porque o Ierê... É do vocês, brasileiro e flamenguista. Obrigado.
Deputado
Pegar lá no Ceará, no campo do Fortaleza. Tchau. Bom, vamos... passar de imediato Eu não vou continuar as provocações, não, senão ninguém termina o seminário. Vou passar, mas de toda maneira... Vamos ter a caravana. no Rio São Francisco. Vamos organizá-la. Mas eu não dispenso aquele jantar que a sua presidente ofereceu em Marcelo. Estamos trabalhando com isso. Sim. brincadeira Mas vamos passar de imediato aqui para o Gustavo Kawarque. Quienca? do nosso da nossa... Representação das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura no Brasil, a FAO. Muito obrigado, deputado Inácio.
Representante adjunto - Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil
Bom dia a todas e a todos. Bom dia. Me sinto muito honrado, deputado, pelo convite do senhor, o SEDES, o Ministério de Ciência e Tecnologia, Para a FAO, é muito importante estar presente nesse debate. A FAO é uma agência das Nações Unidas com um propósito específico. Ela, o propósito principal dela é lutar contra a fome. erradicar a fome no mundo. E, com isso, ela tem alguns mandatos. Dentro dela é agricultura, gestão de recursos naturais, florestas, pesca, e outras atividades afins nesse trabalho. E o tema da desertificação e degradação da terra, ele está muito... dentro desse contexto da FAO. Por isso, eu me senti honrado quando a professora Helena citou alguns trabalhos que ela já realizou conjuntamente com a FAO. E por ser uma organização internacional, nós mantemos um banco de dados e algumas informações internacionais que não são feitos pela FAO. Ela coleta as informações oficiais dos países para montar as suas estatísticas internacionais. Como eu fui convidado para falar sobre o tema internacional da degradação da terra, da desertificação, e, em cima da desertificação, incluir pobreza, impactos ambientais, sociais, econômicos, O que eu vou apresentar são dados exclusivos da FAO. São dados recentes da FAO que falam sobre os temas. Muitas vezes, se falou aqui, a professora Helena chamou a atenção, que alguns dados estão... ultrapassados. Mas, em escala global, são dados ainda muito... que dá uma visão global da situação da desertificação e degradação da terra. Temos aí... A FAO, e eu vou falar no próximo slide, mas para não confundir as pessoas, utiliza o termo de desertificação, está dentro da degradação da terra. Então, a degradação da terra, a desertificação junto com a degradação da terra, Terra seca e neutralidade à degradação é um instrumento só de análise para a FAO. Podemos aqui só indicar que, dentro desse sistema, nós temos já 1,6 bilhões de terras degradadas, 1,7 bilhões de pessoas com perda de rendimento agrícola e 50% dos sistemas pastorais... pastagens já degradados ou em risco. Se podemos passar a próxima, serei bem rápido. Só alguns dados importantes. Então, eu já... Dei o enquadramento da FAO, dos dados que eu vou dar, e, nesse slide que a gente está passando aqui, o importante é colocar que vamos tratar esse tema como um tema transversal da produção agrícola, da água, da biodiversidade e da água. e, principalmente, da pobreza. A FAUBO vincula-se à degradação da terra, à segurança alimentar, à água, à biodiversidade, e a resiliência climática. Podemos passar aí o próximo slide, que é o nosso problema da terra degradada e pessoas afetadas. Eu já falei que são 1,6 bi hectares degradados no mundo, com manejo não sustentáveis mais de 60% da degradação É... é... em terras agrícolas, pessoas afetadas, são 3,2 bilhões de pessoas afetadas pela degradação, e aí a gente tem que entender que 95% dos alimentos são da produção agrícola. E o que nós podemos aqui dizer? Que esse problema hoje... da desertificação, ele não é mais um problema que afeta só a agricultura ou diminui o problema do meio ambiente. ele vem como um problema de ecossistema e afeta as pessoas. Então são alguns dados importantes para a gente falar. Ele produz aí a escala, nessa escala, combina perda produtiva, pressão hídrica, que nós vamos falar um pouquinho à frente, e exposição social. são as áreas de maior pobreza, como já foi falado aqui. Aqui é um tema muito importante... Em 2012, a FAO lançou um relatório sobre a produção agrícola mundial. e o consumo de alimentos. E foi colocado nesse relatório, é muito falado no agronegócio brasileiro, em muitos lugares, que o mundo precisará, até 2050, aumentar em 50%, a sua produção de alimentos para manter o mundo com uma nutrição saudável. No entanto, a contradição é que a gente já perdeu 24 milhões de hectares em terras agrícolas fértiles. consumida pela expansão urbana, entre 1992 e 2005. E o clima e a água já afetam 3,5 bilhões de hectares de áreas agrícolas expostas a um aumento do aquecimento global. Ou seja... Nós temos que... Abdel, e aí eu vou falar também do homem, ser mais agronômicos e produzir mais Com menos. Temos que saber usar de forma racional... a terra, a água, os recursos que nós temos hoje no mundo e disponíveis para a gente. Podemos passar aí para o... Quatro. não é? Quando falamos do impacto social na nutrição, e o impacto de terras... de terras em regiões áridas, nós podemos dizer aqui que, eu já falei, uns 7 bilhões de pessoas vivem onde a degradação reduz os rendimentos agrícolas, Mas tem um dado aqui muito importante: 47 milhões de crianças vivem nessas áreas de atenção especial de desertificação. Isso significa, e que foi constatado nesses estudos que a FAO fez, que isso afeta o crescimento e coloque em risco essas crianças. Então, ou seja, a desertificação tem cada vez mais e a degradação de solos causado impactos sociais e, hoje, inclusive em crianças. Também foi visto que 140 milhões de pessoas poderiam ser alimentadas somente com 10% de reversão de áreas degradadas. isso aqui impacta mais É... E isso causa um impacto na pobreza e na nutrição. Um outro problema, podemos seguir aqui, é a estrutura agrária. Então, aqui é bem importante a gente colocar que temos uns dados aí que são 570 milhões de propriedades agrícolas no mundo. Dessas, 85% tem menos de 2 hectares. mas elas têm só 9% da área agrícola. 0,1% que estão acima de mil hectares detêm uma enormidade aqui, muito maior, chegando a 50% da área agrícola. Ou seja, o problema da desertificação e da degradação de... da terra, ela não pode ser vista como um só tipo de política. Então, ou seja, onde tem mais pobreza, mais agricultura familiar, a política é diferente para você poder garantir que se restaure e que se possa conviver e viver nessas regiões áridas e viver nessas regiões... de problema de degradação de solos. Então, é importante que se entenda que É um problema transversal e não é só um problema... biológico agronômico. Todo ano agora se criou, e nós estamos hoje aqui... comemorando, não, mas falando do tema da desertificação. E, esse ano, a FAO colocou como um tema principal o tema dos sistemas pastorais, como um tema do ano... e dessa chamada de atenção para o tema da desertificação. E sempre se fala: reconhecer, respeitar e restaurar. E porque se fala dos sistemas pastorais. que a gente fala aqui, pastagens, criação de animais, 50% das terras agricultáveis é coberta por Pastagens. é coberta por sistemas pastorais. E essas, até mais de 50% dessas áreas que são 50% das áreas de produção, já estão degradadas. e já estão em processo de desertificação. Então, é importante chamar atenção para isso. E é importante dizer, como já foi falado em alguns momentos aqui, que o Brasil... Tem tecnologia, vai ser o próximo slide, do que tem sido feito. E o fundo de pasto, em área de desertificação do Nordeste brasileiro, a tecnologia de fundo de pasto, alguns aqui conhecem, daquela criação de gado, criação de animais dentro dos sistemas, tem elevado e é uma tecnologia muito importante. e que é reconhecida mundialmente hoje como uma tecnologia de reversão da desertificação. É... Um tema também é o tema de gênero. sem você ter gênero, comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, envolvidos, Em todo esse sistema de reconversão, de recuperação de áreas degradadas, de combate a essa desertificação, nós não vamos ter... uma solução adequada a esse grande problema. Eu não vou entrar aqui nos textos, mas só para que a gente possa entender que esse tema é um tema muito importante. Eu queria aqui dizer também, só para terminar, algumas ferramentas que nós criamos. uma em termos nacionais, que a FAO criou, e outras aqui no Brasil que nós trabalhamos, com diversas instituições que estão aqui presentes. A FAO criou uma ferramenta chamada Assis, que é o Sistema Global de Monitoramento de Seca Agrícola com Apoio Satélite. Então, vamos colocar aí que também tecnologia é importante ao combate à desertificação. Não é só a agricultura, mas a tecnologia, inteligência artificial, monitoramento, tem que estar incluído nesse combate à desertificação. Esses indicadores são atualizados a cada dez dias. Eles têm um quilômetro de resolução e têm um arquivo histórico desde 1984. e ela foi aí enquadrada como uma das melhores tecnologias de combate à desertificação hoje existentes no mundo. esse sistema é da FAO, Como a FAO é feita dos países que fazem parte da FAO, quase como uma cooperativa, é um sistema livre. de uso a todos. Aqui no Brasil nós trabalhamos com um projeto de desertificação apoiado pelo Fundo Global do Ambiente, o GEF. Esse projeto terminou no ano passado, no final do ano passado. Ele aqui incluiu uma ampliação da gestão sustentável da Caatinga brasileira, de 1,3 milhões de hectares, foram realizados 32 mil hectares com planos de manejo florestal para Tacaatinga, e foram 15 municípios em diversas regiões. inclusive no Ceará. trabalhados nesse sistema. Para concluir, Aí a gente já fala que a evidência mais recente da FAO mostra que a desedificação e degradação da terra já comprometem produtividade, nutrição, água e resiliência climática, em larga escala. No entanto, E eu gostaria de deixar com esse... essa mensagem aí, em muitas análises, a ausência, a evidência mais recente da FAO nos mostra que restaurar A Terra não é apenas uma agenda ambiental, É uma agenda de produção, de resiliência, de justiça territorial e de futuro. E existem exemplos que nós podemos restaurar e nós podemos recuperar as terras. Muito obrigado. Aplausos. Muito obrigado. Muito obrigada.
Diretora do Departamento de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Está funcionando? Ótimo. Muito obrigada pela apresentação da FAO e imediatamente vamos entrar na nossa mesa aqui, continuando de forma integrada. trabalhando, sob o ponto de vista da ciência, tecnologia e inovação para a inclusão socioprodutiva no combate à desidentificação. Porque eu acho que, com todos esses dados que nos revelam, nos preocupam e, inclusive, nos trazem uma realidade sobre o que nós vimos aí, sobre os três palestrantes iniciais, como vamos trabalhar isso, sob o ponto de vista da inclusão socioprodutiva e da qualidade de vida das nossas populações, que foi muito bem colocada pela professora Helena, a maior parte da população encontra-se nessas regiões. se há E imediatamente aí convidando o professor Etan, o nosso diretor do INSA, unidade do Ministério de Ciência e Tecnologia, responsável por essa temática no Nordeste. Obrigada. Obrigado. Boa tarde, já!
Diretor - Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCTI)
Boa tarde a todos e todas. Vou pedir licença para ficar em pé um pouquinho. Isso é mania de professor, não é, professora Helena? Primeiro, em nome de... Oi? Oi? Não, acho que não. Mas vão me cobrando. Em nome de Sônia Costa, eu saúdo todas as mulheres do auditório e da mesa, em nome do... Deputado Inácio, agora, eu ia chamar a secretária, deputado Inácio, saúdo também todos os cavalheiros que estão na nossa plateia, vou tentar ser sucinto, não é muito da minha característica, mas eu represento a direção do Instituto Nacional do Semiárido, uma unidade do MCTI, com uma missão de transformação, vamos dizer assim, de promoção de inovação tecnológica e social para os povos do semiárido. Pode passar. Obrigado. Ah... Próximo. Bom, na perspectiva que eu quero logo colocar, parece até o final da fala, mas os esforços ainda são poucos. reunindo todos os Todos os que finalizarmos aqui nessa fala ainda são poucos para que a gente... Eu coloco aqui, estamos andando quando deveríamos estar correndo. A cada ano de atraso, nós temos menos solo produtivo, menos água potável, menos vulnerabilidade climática e maior insegurança alimentar. Então, os esforços ainda são insuficientes para passar. Obrigado. estão insuficientes para demonstrar a capacidade que a gente tem ainda do problema. Eu não vou entrar na questão de conceituar mais, o professor Helene, todos já conceituaram, é uma redução de fertilidade de solo, perda de biodiversidade, comprometimento, comprometimento da produção, agravamento da escassez hídrica e afeta comunidades locais, provocando migração forçada. Pode passar um pouco. Vamos para o próximo... Os números colocados aqui em termos internacionais, faço aqui referência ao OCA, o Observatório da Caatinga, junto com a UFCG, que nos assessora na elaboração de dados, então nós temos aí... 18% do território brasileiro já suscetível à desertificação. E... cerca de 39 milhões de pessoas vivem nessas áreas Tem gente nessas áreas, pode ir passando. Então, não é só um problema... Estamos falando aí de questões sociais mais complexas, questões econômicas intrínsecas a esse processo. Pode passar, que eu também não vou relatar sobre essa... a compreensão que a gente tem. Então, a gente tem acompanhado aí, com os dados pretéritos e os dados atuais e futuros, as zonas semi-áridas, como já foi falado aqui, estão em ampla Expansão. o Ceridó, o Cariri, o Curimataú, regiões... é que passam diretamente por esse processo de desertificação provocar não só pela mudança do clima mas pelo uso e ocupação do solo de maneira impactante a mudar de maneira muito significativa a vida das pessoas nesse território. Pode passar? Então, só para demonstrarmos o avanço da área de edificação dessas áreas, principalmente no Nordeste semiárido, pode passar. né e os níveis de degradação da terra isso já comprovado ou seja nós temos aí por volta já de 18% do nordeste na condição Aqui vai um nível entre 4 e 5, ou seja, os níveis mais críticos caracterizando por largos períodos de solo descoberto, baixos níveis de produtividade e matéria orgânica de solo. Pode passar? E esses níveis de degradação estão em número já. São 365 mil quilômetros quadrados no Brasil, que estão nesses níveis 4 e 5. E, na Caatinga, nós estamos com 11,6, que corresponde mais ou menos a 100 mil quilômetros quadrados nesses níveis 4 e 5 de quilômetros. de degradação pode passar Esses números também são batidos pelo MapBioma. E a gente vê aqui áreas muito emblemáticas, como Irausuba, lá no Ceará, o Ceridó, no Rio Grande do Norte, Gilboés, no Piauí, Cabrobó, em Pernambuco, e outras que a gente tem que poderiam representar muito bem essas regiões, como o próprio deputado Inás falou, regiões mais adensadas em zonas secas do mundo. Pode passar? onde a situação cada vez piora. Então, os gráficos mostram a Bahia, em 13 milímetros, vírgula... 13... 13 mil quilômetros quadrados, aí vem o Ceará... Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, um gradiente cada vez mais preocupante nessas zonas secas. Pode passar? E, lógico, quando a gente fala disso aí, a gente tem que sempre, simbolicamente, saber das pessoas que estão lá. E a gente sabe que mudança climática e desertificação não atinge... A classe rica... Atinge os pobres, os mais vulneráveis no planeta. Então, quando a gente no planeta passa um risco no sul e no norte global, a gente sabe quem é que está lá. Os territórios indígenas, os territórios quilombolas, os assentamentos da reforma agrária, os pequenos proprietários rurais e outros. Pode passar? Pode passar. Obrigado. Obrigado. Pode passar? Então, é isso que eu quero mostrar. A crise climática afeta os mais pobres. Nós somos Nós não somos os grandes emissores, mas tendemos a arcar com a maior parte dessa dívida global. ao longo do tempo. Pode passar. E aí, esse mapa da Ana, mostrado, mostrando ali onde é que está a maior vulnerabilidade até 2035. que a gente chama isso de redução da resiliência territorial. que nada mais é uma região altamente exposta, vulnerável e fortemente impactada por essas mudanças. climáticas e de uso e ocupação do solo impactantes. Pode passar. Então, a gente traz aqui a escassez hídrica como um dos maiores desafios enfrentados pela humanidade no século XXI. Nós temos que ter água, mesmo que a gente queira... tem que ter água para gerar umidade. Pode passar? então A COP30 se autodenominou a COP da implementação, de botar, tirar dos papéis... da ONU para o chão do território e mostrar o mapa do caminho. Um deles, certamente, o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, em que o INSA e mais de 70... povos e entidades estiveram que estão aqui na mesa estiveram junto esse é um documento em que a gente tem pelo menos um instrumento forte para as ações e para a capacidade que a gente tem de imaginar essa transformação pode passar Então, o ISSA nas suas dez áreas de atuação, tem trabalhado através desse plano, para aumentar... resiliência para os povos viverem cada vez em melhor condições nesses territórios. Uma das... áreas que é a área de recursos hídricos, pode passar. Aqui a nossa sede administrativa. O INSA é o exemplo parte de casa. É uma unidade autossustentável. Pode dar um cliquezinho. Aquela zona ali verde é uma tecnologia do INSA, o SARA, que eu já falo dela para a gente concluir a nossa fala, ela capta todos os esgotos, da nossa unidade são 100 hectares e mais 600 hectares da nossa fazenda, trata e redistribui essa água para voltar ao sistema das nossas torneiras, dos nossos vasos, para alimentar isso. Mais um clique. O INSA, todos os seus estacionamentos... aqui embaixo, pode deixar, aqui embaixo, nós geramos a energia... elétrica da nossa sede e da nossa estação experimental. A nossa conta de água e luz é do praticamente caseira. E aí, todos os tetos do INSS, nós praticamos a concepção das cisternas comunitárias. né ali ó 180 mil litros né disponíveis o ano inteiro realimentar todo o processo que a gente tem. Então, só para que vocês tenham uma ideia, 10 milhões de litros de água economizados, 120 mil reais economizados nos últimos dois anos, só com esse sistema aqui. A gente já pagou esse sistema já cinco vezes. Pode passar. a nossa estação experimental, a sede administrativa, Pode passar? Então, os recursos hídricos, pode ir passando, viu? O recurso hídrico e a gestão adaptativa é um dos... vieses dos eixos de trabalho que a gente pode dar mais um clique de trabalho do da nossa sede então duas tecnologias que a gente está com uma já consolidada e a outra em em em testes que é o SAR e o CIRIEMA pode passar e aqui eu faço menção a sedes, a Secretaria de Desenvolvimento Social do MCTI, que, através de encomendas, tem propiciado com que o INSEC consiga territorializar cada vez mais do norte de Minas, as praias do Ceará, da Borborema aos limites do Maranhão, através dessa tecnologia que eu vou falar aqui, que é o saneamento ambiental e reuso de água. Pode passar. Então, reconhecidamente, a gente sabe que nós resolvemos um problema atomizado de chegar água dentro de uma casa específica. que estão difusas no território do semiárido, que é, isso aqui mudou a chave da política de combate para a política de... de convivência da seca. Isso aqui é o exemplo fiel. Então, o abastecimento de água evoluiu bastante nos últimos décadas do semiárido. Pode passar. mas o saneamento não tem quem já visitou a casa rural em qualquer parte do Brasil mesmo sabe que isso aqui ó é uma realidade Essa água escorrendo por trás, trazendo doenças, doença de veiculação hídrica, contaminação ambiental, lençol freático e não gera absolutamente nada. E o SAR trabalha exatamente nisso aí. Pode não ter chuva. Mas se tiver gente dentro de casa, tem esgoto. Se tiver esgoto, tem Sara. O Sara... É... Trata essa água. Pode passar. Alguns dados do esgotamento sanitário é vergonhoso, os dados que a gente tem, principalmente no meio urbano, imagina no meio rural, praticamente zero. Pode passar. Então, o SARA é uma tecnologia simples, mas extremamente robusta, que ela pega as águas totais, totais, você lavou a mão na pia, essa água, pode ser tratado. Você foi no banheiro, no vaso, Em qualquer ralo da casa, ela pega essa água total, joga num tanque de equalização, passa por um reator WASB, que é uma tecnologia muito simples, que a gente pegou... a holandesa reduziu ela para as dimensões de uma casa, de uma escola ou de uma comunidade. E aí, retira-se praticamente toda a matéria orgânica, passa-se para... reservatórios que são as lagoas de polimento para desinfecção quase absolutamente a gente não tem patógenos depois dessa água, e essa água gera através de sistema de irrigação por gotejamento, de 3 a 4 salários mínimos para a residência. é um produtor de renda também para dentro da casa. Nós temos lá seu Naninho, Lá em Cabrobó, né? que ele pega, eles quando a chuva eu vendia meu gado e minhas cabras. Hoje, quando a chuva para, eu ligo meu SARA. mantenho meu gado, mantenho minha cabra, tiro meu leito, produzo meu queijo e desse queijo ele agora faz... queijo desidratado com especiarias. Você tem uma ideia A gente pergunta quanto é que está gerando, não é mais os três ou quatro salários, mas não. Então... É um sistema simples, Pode ir passando agora. Isso aqui, a água que entra, a água que sai, e a água que se bebe na casa. Vocês têm uma ideia que não tem absolutamente diferença nenhuma. Pode passar? O primeiro SARA lançado em 2017 em Cubati... Coincidentemente, o nome da senhora que recebeu Sara era Sara. Pode passar. O governo do estado da Paraíba comprou, encomendou 110 saras para essa agrovila em Itatuba, para atingidos por barragens lá na Paraíba, na construção de uma barragem. Pode passar. Pode passar. Foto. Essa foto aqui, olha. São 55 casas. No fundo aqui há cisternas. e os saras, e aqui por trás, cada uma dessas casas tem um quintal produtivo. Na última colheita do quintal produtivo, em setembro, tinha algodão colorido. O algodão colorido, que é um elemento que agrega um valor gigantesco à agricultura, gerou, por volta, em média, R$ 9 mil a R$ 10 mil para cada morador que investiu nessa cultura, alimentado pelo SARA. Pode passar. Então... Nós temos ele... unifamiliar de três a dez pessoas e escolar nas escolas rurais que pode chegar até 150 pessoas nessa escola e pega também esse esgoto e gera isso aqui a decisão do que vai plantar do que vai colher é do cliente é do dono da casa ou do dono da escola e nós temos aqui por exemplo acerola nós temos banana ali, e outras culturas. Esse alimento volta para a merenda escolar ou... a escola distribui para a comunidade que ela está inserida. Pode passar? Aqui já, lá no Piauí, em Campo Maior. no IEF de Campo Maior, outro SARA escolar. Pode passar. Aí é só agora, só imagens. Outro lá em São José do Egito. Pode passar? O primeiro, Sara Comunitário, que é o nosso, lá da sede do INSA, que a gente usa para plantio e para a nossa sede. Pode passar? As Saras Comunitários, lá em São Francisco. na Paraíba, pode passar. Saras comunitários, aqui um unifamiliar, um caso bem peculiar... O cidadão plantou banana. Veja aí o porte desse material. Pode passar? acerola, vários cítricos são encomendados para a gente, pode passar. E as forrageiras, que são muito emblemáticas para a palma forrageira, como também outras culturas que a gente tem, pode passar. Isso tudo irrigado pelo SARA. Hoje nós estamos aqui, de Minas até lá, o Ceará, da Borro Purema e com a nova encomenda de 21 milhões, que a CEDES ajudou o INSA implantar, nós vamos distribuir saras por todos os estados. Atualmente, nós só não estamos no Maranhão e nem no Espírito Santo. São 413 sárias já distribuídas em toda essa região. Pode passar. Ops Pode passar? E depois? Pode passar? Então, o SARA, na prática, ele produz resiliência hídrica, Ele produz saneamento rural, reuso de água, segurança alimentar, saúde pública, economia circular, adaptação climática, agricultura familiar e mitigação de desertificação. Pode passar? e... Trata esgoto doméstico, reduz contaminação ambiental, reaproveita água e nutrientes, porque essa água que é tratada pelo SARA, ele tira patógenos, matéria orgânica, Mas ainda é fértil, porque ainda tem nitrogênio e fósforo nos nutrientes. Por isso que ele é produzido para alimentação, para aumento da produção. O SARA é bem compacto, uma área de 10 por 10, você trabalha, você vê, a cisterna deve estar para esse lado, a água entra e ela sai já de outra forma. Pode passar? Nós estamos testando o Siriema, o Sistema Integrado de Reuso e Manejo Agroecológico, que é para águas cinzas, 50% mais barato do que o SARA. muito mais emblemático para as famílias. Pode passar agora só para para mostrar rapidamente os testes que a gente tem feito, a sequência. Pode passar. Ele é muito parecido com o SARA, mas é menor, é mais compacto. Pode passar. O monitoramento, a gente tem acompanhado em 20 casas, os dados físicos, químicos, biológicos e operação de custos de manutenção. Ele é melhor ainda do que o Sara em termos de reduzir patógeno e matéria orgânica. Pode passar. Estamos montando a renda, rede de pesquisa da Caatinga, sem formação, centralizada capaz de distribuir conhecimento para todo o semiárido, a gente não consegue evoluir. Então, nós estamos formando uma rede com todos os pesquisadores, já estamos começando o mapeamento. em todo o semiárido para o INSA centralizar e distribuir esse conhecimento para todos que precisarem. Decentralizado de toda forma. Pode passar? Por quê? Essa é bem emblemática da economy. Aqui, todas as big techs, né? Pode passar? O recurso mais valioso do mundo não é mais o petróleo, mas os dados, o conhecimento. Passa. Por quê? o PPBio, que são plataformas do governo, a Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços do Ecosistema, o MapBioma, o PELD, o OCA, Esses dados vão ser É... Juntos, vão estar em uma plataforma única para que a gente possa... de forma descentralizada chegar com esses dados para todo mundo. Pode passar. Esse projeto já foi encaminhado para a FINEP, a gente está esperando o resultado dele. Aí a nossa torre de monitoramento de mudança climática, pode passar, não vou me deter nisso. Sônia está me olhando já com a cara feia, por causa do tempo. Inácio está fazendo assim. Então, a nossa área de desertificação, compreende os ciclos deletérios que foram os que mais prejudicaram e não deixaram um ativo social na região, isso aqui é um afresco da margem do São Francisco, e essa imagem de São Francisco, que foi explorada principalmente uma das culturas, o algodão, e ela está desse jeito. É esse o quadro de desertificação que a gente tem, por causa... da mudança do clima. mas do uso e ocupação do solo, que não deixou o ativo social que ele deveria ser. Pode passar? Pode ir passando agora, pode ir passando. Então, criando uma espiral descendente de incremento de exploração, pode passar... Isso aqui é a nossa área experimental, lá no INSA, são 300 hectares de caatinga preservada, onde nós temos três torres de monitoramento dentro dela, uma na área antropizada e duas na área antropizada. conservada para medir carbono de 20 centímetros abaixo do solo até 20 metros acima do maior dorsal dessa mata. Pode passar. E aí trabalhar a geração de riqueza e conservação de biodiversidade, retornando essa espiral de forma pragmática. Pode passar? Pode ir passando. E aí, eu acho que nosso amigo da Fundação Arari vai falar muito, é possível fazer a agricultura sustentar no semiárido brasileiro? Sim. Pode passar? E, lógico, isso... incorporando o maior ativo que a gente tem, que são as pessoas. A gente tem que restaurar ou conservar Produzindo. Esse mecanismo de desertificar, ele não é apenas físico, né de recuperar solo mas a gente tem que agregar as pessoas a esse Esse processo, sem isso, a gente vai estar enxugando gelo. E lá não se enxuga gelo. Pode passar. Isso aqui é alguns dos exemplos: pitaia, produzidas em algumas das regiões lá da Paraíba, pode passar. Obrigado. Alguns dos campos nossos lá da estação experimental. Pode passar. Né? Consórcio entre preservação ambiental com produção ambiental. é consorciado 50 50 dessas áreas e aí a gente tem esse tipo de produção pode passar a nossa biodiversidade sem proteção dessa biodiversidade e o retorno dela para essa área também a gente não Isso aqui é o nosso banco de germoplasma, mais de 170 espécies já catalogadas. E se esperando, se precisou de qualquer cactácea do semiário, está aqui, guardadinha, para vocês fazerem reprodução na escala que vocês quiserem. Pode passar? Pode passar. Obrigado. E, logicamente, agora o maior ativo é o carbono. Declaradamente, em todos os artigos, a Caatinga foi, nos últimos dez anos, o maior fixador de carbono em... na época úmida do país, em qualquer um dos outros biomas. Pode passar? E aí... Outra questão muito importante que a gente tem que entrar para o público, propósito da desertificação é as energias renováveis que estão em cima dessas áreas né as torres eólicas e as placas solares estão ou não a planície ou não na depressão sertaneja está em cima das nossas montanhas e dos nossos das nossas serras. né e esse próprio que foi falar muito bem aqui né nós já temos mais de 80% essa matriz agora no nordeste do país essa matriz precisa reverter a chave do modelo de exploração que foi, senão isso aqui se transforma em um neocolonialismo de novo. onde era o algodão Agora, é vento, e luz. Então, Sexta-feira, convidados todo mundo, Inácio, Sônia, nossas sedes, para a inauguração do CETESA, Centro de Tecnologia e Energias Renovadas do Semiável, em que a ministra Luciana Santos estará presente para... a inauguração dessa infraestrutura magnífica o hub de energias nessa nessa região para que a gente é quase um vários desses problemas pode passar E a gente tem que trazer tecnologia para esse povo. parcerias locais nacionais e internacionais. A China que se aproxima através do contato do deputado Inácio Arruda, as tratativas com a CAO, a Universidade Agrícola da China, a gente tem caminhado, assinamos o memorando de entendimento sobre o estabelecimento de um laboratório conjunto de mecanização e inteligência artificial para a agricultura familiar. para a agricultura familiar no território, desse território que é o núcleo duro desse processo de desertificação. Então, isso está andando lento, mas de maneira firme. Pode passar? E estamos, por final, o INSS também aderiu ao programa e tem contribuído na perspectiva do recatingamento. Eu acho que é um modelo que também a gente tem que incorporar, as comunidades, é quem vão estar na base desse processo aí. Pode passar. E muito obrigado.
Diretora do Departamento de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
A sua apresentação belíssima. Mas a gente está controlando o tempo aqui, que nós temos que desocupar o nosso espaço aqui logo em seguida. Imediatamente, vamos convidar o nosso... querido Campelo, Francisco Campelo, para o seu pronunciamento. Por favor.
Diretor Técnico - Fundação para o Desenvolvimento Sustentável do Araripe
Thank you. Thank you very much. Thank you. Good afternoon to all the people. First, I would like to thank the invitation. Eh... I want to thank my colleague, Sônia, Deputy Inácio, in Ceará. Exactly. I will try to be extremely fast. Well, Well, the Fundação Aralip, this is our meeting that is here previsto, we call attention to the beginning of these elements. We are talking about desertification because we are talking about an agress to natural resources. So Eh... Helena said in a very appropriate way that "restaurating is very expensive" and very difficult, but in the next one we will talk. We have a special center in research. I will bring you a set of experiences that are not from the Fundação Araripe, but we have inserted in the semi-hárido. with the logic of sustainable survival, we reproduce and we have a effort of congregating various experiences for what is Could pass up, favor? So, our Thank you. Our panel is about science and technology and the provocation that I got for was technology and innovation for the combat of desertification. I will show a bunch of social technologies that are practiced by our communities, that can improve the importance of harmony with science and technology. and with a goal of focusing on what we have. because the restoration is extremely painless. So how can we act in this environment without degrading them, as you said, is possible to live with semi-arides, it is possible to produce, but also possible to do it in harmony. I have a teacher who taught us all the process of formation, with the following observation: he said that nature was the face visible of God. and we have to have the most careful when we talk. And Helena was extremely pertinent when she said that the semi-arid environment is extremely sensitive. and we are impotent when the nature manifests itself. So, the best thing is to be able to touch it. So, this set of initiatives is trying to show how to touch it, to keep it from being degraded. What was that? I wanted to call attention, I don't want to be deterred, but... that already exists in our region. professors, researchers who have dedicated themselves. I wanted to call attention to two, two that are extremely important for us. Guimarães Duque I'm sorry, three. Vasconcelos Sobrinho, for whom we have the day of the Caatinga, the professor Vasconcelos Sobrino, the first desertologist, but also extremely important thing. The first to call attention on the importance of the nature of the nature of the sábio management of natural resources. And Professor João Ambrosio, who is a cearense, that dedicou a life to show us how we can do the use of the caatinga, especially in this environment that we are talking about, the pastoral system, to create animals in the caatinga without having to remove the caatinga. So we are talking about technology that Professor João Blossos left us, the ILPF of Caatinga. Today we are talking about this very modern, but he has more than 30 years, has been showing importance and how we could work this without degrading. Please, pass. Thank you. And I call attention to this observation of the professor Vasconcelos Sobrino. The need for our civilization seems to be centered on the increase of energy. The plant was the first way to supply energy energy that he learned to use. And today, contrary to what we could say, the plant has been revealing possibilities inesperadas with the energy supply and many other forms of materials-primas. Today we are talking about bio-economy. You will see that everything we are going to present today is inserted into the concept of bioeconomia, but we have to do a different approach. Boom. Just calling attention because of the importance of these technologies. These are the main factors of the desertification process. The desmatation, to be able to serve the energy energy, is present practically in all countries where we have this issue of desertification. The IT practically has no more resources to serve the needs. No Brazil, we have No Nordeste. One third of the energy energy of the North is attended by the forest biomass forest, which we call "lenha". And today, in the discussion of renewable energy, we are talking about a biocombustible solid, renovable, altamente inclusivo, de baixo custo, that can be sustainable. Unfortunately, of these 30 million meters of linen that we use for an year, only 3,5% are sustainable. the rest comes from desmatation. for the desmatation being the main key of the desertification. Another key is the super-pastejo. The animal is the charge, without a adequate pattern. It works as a rocadeira. Professor João Brózio, who dedicated his life to show us what the charge animal is, what the techniques we can have in Tacatinga to create without having to be made of the past. - The President and the President, the President, is the first time to get the vaccine. The other one is The other factor is the agriculture practices without any concern with the conservation of soil. So, in an environment semi-argo where practically 7% of the land is available for agriculture, we lose this precious space for erosion. and the ceramic industry, the ceramic industry, are the big ones that demand biomass for their transformation. So, in mineração, the impact is small, but the process of mineração is the impact on the energy issue. Another great factor of desertification is the irrigation. With all our technology, we still have... perimetros irrigados, que trabalham de forma inadequada, em vez de potencializar essas áreas, perdemos praticamente 25% from the irrigated area, which are salinizated. So, this shows the need for a policy for a convivation. Can you pass? I will ask you to pass quickly, if it has been repeated several times. our reality, to see why our approach is. So, the question of the forest biomass. 30% of the energy energy, 40% of the Nordeste industry work as a primary source of energy florestal, or, the lenha. 60% of families use lenha, in rural areas it is 90%. - Thank you. For the forage: we have 15% of bovins in the country, 92% of caprino. Why do we have 92%? Because we have 59% of forest coverage in Caatinga. A large part of this rebanho is created in a extensive pecuária. And we have 71% of the rebanho ovino in the same condition. So, that's the importance of the colleague of the FAO, Gustavo, who called attention to the degradation of the areas of pasture. We have alternatives to create, to maintain this rebanho without agreding our environment. And today, we have a very strong strategy, generating, even, work and rent for families. We have, today, an annual area of 128.000 hectares being destroyed, to be able to meet these needs when they are made without sustainable alternatives. What do we need to be able to work with technology and innovation in combat the desert? First, we have to have a change of paradigm. We, even today, We have preconceived with certain productive systems. the farmer sometimes doesn't get credit Because what he is doing is sometimes not perceived as a productive system. The economic patterns are not... liberam recursos de forma estratégica para determinadas atividades que são sustentáveis. On the other hand, the environmental organizations, and I speak with a lot of propried, because I came from one of them, a very big fear for the sustainable use. - Thank you. We only have 3% of demand from the North's northern demand. And are treated very perverse in the sense of attention, of care, and sometimes a failure in a management system is treated as a crime ambiental, when we are talking about an area that is already licensed, that could be simply correct. So, we need to change this institutional relationship, if not, We There's a change of soil. A concrete example is in the area of Araripe. A Chapada do Araripe. Some farmers have a management plan. 2.000, 3.000 hectares are selling areas of forest to become a farm of mandioca, milho and soja. Because it's not going to be able to the institutional pressure for sustainable use. the forest disappears. Thank you. Another question is the water safety. We only will have water safety if we have a conservation of soil. In the semi-argo, the place of water is in the ground, not in the ground, because otherwise we lose it for the wind and the sun. The issue of energy security. If we are talking about 40% of the industrial park and 30% of the energy in the Nordeste, we are seeing... The colleague Eta just talked about renewable energy, solar and floresta, It doesn't enter the concept of renewable energy, it enters the concept of desmatting. So we have a preconceito and it responds to 30% of the energy energy Nordeste. In average, 60% of families use this to prepare their food. And we treat this as a desmatation, and not as a strategy for the development of the region, which keeps the industrial park, which mobilizes the economy, and which allows certain products to our disputate market. Another question is the food security, which is fundamental. follow, please. We... Sometimes, in the Pousil system, the alternative to the fortification of the family agriculture. these processes are very slow and make, as a farmer, to make a woodland, without being very formal, a lot of soil is penalized. So we can't leave the soil to stay in a way adequate. Can I pass, please? This is just calling attention that, sometimes, by not understanding the behavior of semi-arides, the policies that come to the semi-arides instead of helping to develop, promote degradation, because it does not look for environmental potential. Can you go? Thank you. Well, can you go, please? I'll go. - Thank you. We have, as the professor said, a very strong technical base about the issue of the use of the forest resources. The Caatinga has a network of forestry with 40 years of existence, with the presence of universities, research centers, organizations of civil society, which are following the behavior of the Caatinga. Today, they are more or less 13 permanent parcels in all the comportments of the Caatinga. And this network of research allowed us to create the CUNAMA, in 507, in 2024, humanizing and bringing the scientific knowledge to the forest forest. So, the scenario that we have for implementation of technology and innovation for the combat of desertification. So, here are many images. I will ask the colleague that is there to pass quickly. Please pass, please. The question of the soil. This is a very simple technology, which is a level of the-alvo level, a instrument that comes from the era of the a It's a technology that has more than 1.000 years ago. The only avance of the Sumerians was used by the Sumerians. The only technology that this equipment has is a speed of pedreiro that allows you to work in a level of high scale, with low cost and then make the farmers and agricultural farmers return to the concept of conservation of the soil. This technique, the Ceará, including, developed a very strong program in this sense. These are the successive processes, which is one of the precepts of the Padre Cícero, to reduce the force of the water and avoid these fossorocas. And at the same time, when there is a fossoroca, with the time, we are able to make the sediment stay and the water pass. And here is a experience from Professor Padilla. in Pernambuco, There is no açude in his property. All his property is working with these technologies. And he is with the water all guard on the soil, he does not lose for the sun nor for the wind. And any rain is absorbed. So, he has more than 40 years of working on his property. It's an example for many farmers. Can you pass? The issue of the level, which we completely destroyed, and we are losing our soil, the production of the erosions. And these are very simple techniques that can be qualified, that need to be measured, to talk about environmental services and carbon market. This needs to be quantified. It's a great challenge. We have the techniques, but they don't gain scale because they are not valued. . Here, in the question of what we call the ILPF in the Caatinga, in honor of Professor Vasconcelos Sobrino, it shows that we can have a green pecuária, a low carbon pecuária, being made in semi-arid. Today, the recommendation for the pecuary is to diversify the pasture. Here, the animal is eating at least 50 species, maintaining the biodiversity, maintaining the ecosystem ecosystem and making use of the support forageiro of the Caatinga. This is a green pecu that could be extremely valued within a modern agriculture initiative. What was that? - Thank you. some techniques that sometimes we are not accustomed to the region, look for it. It's going to end with the Caatinga, but this is a system silvopastoril, of raleggment of Caatinga, researched by Embrapa for 40 years, and we have fabulous results, because when it comes to the weather, you have a whole brot. Can you go? Thank you. Here are various strategies of food and food, of stockage, that the farmers are doing. These are experiences in the Fundipastas community. They are making a silage from the Caatinga to be able to guard, in the time of the seca, to feed animals with the own cat. And then, one thing, here and another, our species, our biodiversity, serve as food for animals. Everything needs to be managed. If not, to help the need. Can you go? Here is an experience showing the diversity of the use of the caatinga, whether it's in the form of food, bio-joias, of energy and made. This needs to have capital social, rural extension and participation the community. Can you pass? Look at the riqueza of the cat. We are talking about a plant that is the licuri, which sometimes seems to be a catolet. Here is the woman catando, that is the traditional method. Here is an innovation to accelerate the process. Part of the benefit is to be a for animals. And this plant produces a beer, azeite, biscuit granola, oil for shampoo, for sabonets, and we are talking about a plant that looks like a palmeira from Caatinga. - Thank you. and other initiatives showing that the biodiversity can be a source of income. Today, this would be bioeconomy. This is a benefit of fruit native. Then they make picolé of umbu, maracujá, dacaatinga and licuri. Can you go? Thank you. something more advanced, see the level of these products. So, within a very modern concept, all these products are from the Caatinga. There is maracujá da Caatinga, umbu, and so on. the doses Bombons, geleas, sucos, artesanato... Thank you. - Thank you. These are the fruits, part of the fruits that generated those products. Can you pass? Thank you. The apiculture, which is also very strong. We have a surprise. The Europe seems to not want to buy the mel from Brazil. But we are talking about a mel, in the case of the Tacatinga, practically organic, In the Caatinga, there is a management of Caatinga to improve the production of mel. You can enrich the mel and balance the florida throughout the year, so that it doesn't have to be enough food for the abel. So this is a experience both of the native bees, without ferrard, as with ferrard. Amen. Today, the program was launched in the Manejo Florestal Comunitário. We already have this experience in Caatinga for a long time. With the FAO, we did a great experience with the assentments. The Ceará, to vary, Inácio, the Incra do Ceará is pushing this. We have 100.000 hectares of Caatinga in the Incra do Ceará. And the initiative that we started with the FAO will become a strategy within the state so that these families can have work and income, from the management of the Caatinga, selling lenient to the industry that need. can pass So, what is the management florestal? Just to understand quickly, it's a organization of the forest area where every year you take part of the production and the caatinga comes back with this vigor. The study of the management management shows that we have a technical and economic viability of production through the forest. Yeah. Sometimes, the eyes are very urban or calibrated, and it's a desmatation. I'll quickly make some observations. The soil is totally protected. Here we are incorporating organic material, evitando erosão, and maintaining the ecosystem. The regeneration happens immediately. So... What is the name? The name is a noble product. But we sometimes say that the caating can have a more noble use. Do you know what is the most noble use? to transform it into pasture, or into mandioca, or into milho. Sometimes it gives more money than milho. And it doesn't need to be a rain, because the caatinga is already adapted. And it's a need for the region. So, we are against the alternative use of the soil? No. But, sometimes, because we don't recognize these potentialities, the option is to take a cat. It can happen. - Okay. Another example of the behavior of the caatinga in the sustainable use. It's a small part of the body. You can see that this is six months after the corte. So, it's a quick response. And the studies that the INSA did about carbon, show that we are No, it's not an amazement, it's a very good thing. Thank you. It's just for us to visualize it. The energy issue. What is the big challenge in terms of science and technology? Efficiency. Because, although 40% of the industrial park of the Northeast use the oil, the technology is from 50 years ago. We have experience of companies that used 4 meters of steel by mille, and today uses half a meter of steel by mill of pieces. To vary, it's the Ceará, in Crato, the first ceramic to enter the carbon market. with energy efficiency. So, this is good for the company because it is a good thing, because it is a good thing for the environment, because it is a good thing for the use. But it's not that. Thank you. We'll finish it then, professor. Yes, can I pass? In the question of the domiciliar, the same thing. The modern world, we have a gas stove of all kinds, but in rural areas, 90% of the energy to cook food is in the stove. And the pressure that we see on this wall is in this lady who cooks in more than 50 years. So, women have glaucoma, women have pressure problems. Everything. of exposure to fumaça. So, it's necessary to bring technology. We have the ecological vehicles, we have, including, companies that produce more efficient vehicles, but we don't measure this to add carbon to What is this impact? And this, sometimes, it doesn't qualify. Can you pass? We have a lot of systems resilient and low carbon, this is a forest system in the Fundo de Pastro community. So, we have preconceived, because we have already been established in the forest system, but look what this area for this family. Well, I'm going to show you the question of the question, because it's important, we have to advance. Restaurating in Nacatinga is a challenge. We have experience in restoration, you have to equalize the flora, the fruitification of species, which are different, the time of living, which is specific, the time of dormancy, when equalize everything to be with 40 cm in the beginning of the quadra. It may be in January, and if São Pedro doesn't want, it will be in February or in the beginning of March. And then you have to keep a mud for three or four months. Pronto. Who is from the area knows what it means. Then you have to plant in a week, because we have three or four months of rain. I can't pass the winter planting. families are preparing their food. So, restaurar is very challenging, so we made all this exposure on the advantages of the sustainable use. Can you go? - Thank you. And another important question that was mentioned here, by Helena, is the capital social. the knowledge has to be with the farmers and many of them are already able to transfer these technologies. So, with that I bring this contribution We have already been able to do some practices they need to be qualified and must be measured to be valued. And we need to recognize as a biodiversity as a strategic environment for us not to have as the only alternative is to remove the caatinga to plant, and then comes the desertification. Thank you very much. .
Diretora do Departamento de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
...experiências que... Eu vou tentar não ser repetitivo, Mas eu acho estratégico também a gente pensar que tem muita coisa acontecendo na nossa região. Eu acho que os exemplos que os meninos colocaram, meninos, viu? Veja ali, né? Foi muito importante. Mas, antes de tudo, eu quero me apresentar, licença, pessoal. Eu vou ser breve, tá, gente? Mas eu acho que é estratégico. Milton, meu nome é Haroldo Almeida, eu tenho mais ou menos 1,70m, 1,75m, Pele clara, cabelo curto. Uso barba e estou com uma camisa roxa. Me desculpe aí. Eu queria também fazer uma fala, como fala de fechamento, eu queria colocar algumas outras questões um pouco fora do que a gente debateu aqui, que é estratégico, sabe, Inácio? Acho que a gente deveria ter mais Inácio. Mas, Newton... mais julho E por que não? parlamentares, mulheres também Mas, no nosso Congresso, acho que é estratégico isso, porque são essas pessoas que fazem a gente ter voz e vez aqui nesse espaço, nessa casa que é tão importante. Outra questão também, não poderia deixar de falar da garra de dois caras arretados, que é o Zé Roberto e o Silvio, que são os caras que estão nessa luta há muito tempo. E os caras que ainda ficam incentivando e motivando a gente a estar nessa discussão, que não é fácil. Também queria mandar um abraço para dois convidados meus. o Renato, obrigado Renato por estar aqui, e o Ederlon, a gente faz parte da associação de Cleto Carmono Social do Belma Caatinga, Obrigado por estar aqui presente. Queria também não deixar de saudar minha... minha filha Helena viu que... Eu também tenho uma filha chamada Helena, uma bebezinha de um ano e oito meses. E eu vou deixar você como referência para ela, O meu filho Vinícius, que também está acompanhando, tem 15 anos. E minha esposa, né? Mandar um abraço, um beijo, meu amor, que está acompanhando a gente também. Eu acho que é estratégico que a gente também compreender isso. Isso é também convivência com com toda a realidade do ambiente que a gente vive. Mas também, pessoal, agradecer ao Abel pela fala. o Gustavo... os meninos também, tanto o Francisco como o Etan. Também queria o pessoal do MCTI Em nome do Zé Roberto, do Gastão... A Sônia e a Simone, que sempre estão apoiando a gente nessa iniciativa. Agora, eu queria os jovens. Eu vi aqui que a gente tem um monte de jovens aqui. Isso é estratégico. E eu queria até, em nome do Guilherme, que jovem, 15 anos, está aqui acompanhando a gente. E assim, Guilherme, queria fazer um compromisso contigo. eu quero te ver aqui e eu estar aí te assistindo, cara. Eu quero isso. Porque eu acho que é importantíssimo você estar aqui. Eu acho que futuramente pode ser como deputado também, né? Eu acho que isso é muito importante. Já está em campanha, perfeito. da da Sônia e do Inácio, saudar a mesa. Mas, pessoal, eu fiquei com a missão de falar um pouco sobre algumas inovações, mas, como eu sabia que tanto o Francisco ia estar aqui e o Etan, eu digo, não, vou tentar fazer uma fala para não ser redundante. E quando... Pode passar, por favor? E quando a gente está aqui... A gente está sempre representando muita coisa. Eu mesmo represento a Asa, a Lagocha, mas também... o GT de combate à desertificação da ASA, a Associação dos Produtores de Cato Carbono Social do Bema Caatinga, a Base de Apoio da Caatinga do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima... também o colegiado territorial do Alto Sertão de Lagoas, o comitê de bacia da região hidrográfica de São Francisco, Por que estou dizendo isso? Porque um espaço tão importante desse, às vezes, a gente vê... a gente vem trazer um peso, uma bagagem interessante. Agora tem uma bagagem ainda muito mais de responsabilidade, que é os nossos povos. às nossas comunidades. As pessoas que mais precisam de todo esse trabalho, pode passar, por favor? As pessoas que a gente está falando aqui, que realmente vão receber o impacto de toda essa questão, quando a gente falar da desertificação. E aí... Acho que o pessoal falou bem, a gente tem que mudar o paradigma. E isso é notório. Eu acho que desde a fala de Helena, desde a fala da abertura, eu acho que a gente precisa ter uma mudança de paradigma. E aí eu acho que Está bem claro, ficou bem nivelado com as falas. Pode passar, por favor? E aí a gente tem alguns números aqui que eu achei interessante, mas eu não queria falar desses números. Pessoal, Já pensou? Um agricultor... Aquele pessoal que vocês atendem, quando ele recebe uma cisterna, quando ele tem um sistema agroflorestal, como ele tem um ILPF na sua casa, quando ele tem... Como é que ele fica? Pessoal, mais do que esses números que eu estou colocando aqui, que eu não vou nem falar deles, quantos... O número de ter uma família com dignidade, entender que ele pode conviver no seu território, na sua região, isso não tem preço, viu, deputado Nácio? Eu acho que a gente tem que pensar nisso. Tem pessoas que dizem que é um custo muito alto. Não, gente, eu acho que o principal é a gente ver a essência, a gente também entender que aquela família pode viver em sua região, em sua localidade, com dignidade. Eu acho que isso não tem preço. Pode passar por favor? E aí, pessoal... Outra questão que foi falada pouco aqui, mas eu queria só deixar esse slide aqui, que é importante, outra coisa, o nosso patrimônio genético, nossas sementes. A gente tem umas sementes que a gente chama sementes da resistência, sementes da paixão, sementes do amor. São sementes que os nossos povos cultivam há tanto tempo, que eu acho que a gente nem imagina. E essas sementes são adaptadas à nossa região. E aí a gente tem um grande desafio. Viu, Francisco? Por quê? As sementes modificadas... elas estão ocupando espaço muito grande. E esse é um grande desafio, porque essas sementes modificadas, elas têm uma coisa chamada o quê? Elas têm a propriedade. Então, assim, se a gente está usando uma semente de... não vou falar das empresas, mas a semente é dele. E aí, deputado Inácio, esse é um grande desafio que a gente tem, em proteger as nossas sementes que são naturais, que... Os nossos povos utilizam isso. E, linkando, outra questão também são os agrotóxicos. que aí o uso indiscriminado e agrotóxico está fazendo um grande... é um grande desafio que a gente tem também na nossa região. Hoje o drone... Eu vi uma comunidade indígena... de... Timbui Botó, eles perderam uma um sistema todo de melipônias, que são as abelhas sem ferrão, por causa de agrotóxico. E aí, tem leis que protegem, tem, mas... É um grande trabalho, um grande desafio. A gente precisa também trazer a eficiência desse meio legal para a gente defender nossas comunidades. Pode passar, por favor? E aí, pessoal, a gente tem uma questão... Precisa que a transição energética seja justa. Porque o que a gente está vendo com a transição energética? Muito bom! A gente precisa ter energia renovável, não precisa? Fato, né, gente? Agora, essa energia renovável não pode replicar o modelo Obrigado. colonizador que a gente teve. É isso que está acontecendo, Helena. A transição energética não está sendo justa. com as duas comunidades. Eu falo aqui o exemplo da Serra do Parafuso, que é uma área sensível, uma área de bioma caatinga, uma área incrível, e está sendo colocado 40 aerogeradores e vai impactar toda a região. E outro empreendimento de energia fotovoltaica vai desmatar mil hectares de água de vegetação nativa da Caatinga, e tendo ao lado... Ares. desmatados, podem ser utilizados. Acho que a gente precisa também rever isso. Pode passar, por favor? Então, pessoal, outra coisa também que está acontecendo, tem muita coisa acontecendo, além do que os meninos comentaram, mas tem um projeto que está começando agora, que é o Redes pela Conservação. que é um projeto que é uma parceria bilateral entre o governo brasileiro e o governo alemão, acho que é estratégico a gente entender tudo e convergir. A gente precisa juntar, porque muita coisa está acontecendo, beleza, mas a gente precisa estar juntando. Eu acho... E esse é um grande desafio, porque nós, seres humanos, a gente tem nossos egos, a gente tem nossas... Então, isso é um desafio imenso. Mas esse projeto, ele está pretendendo trabalhar em todos os biomas brasileiros, menos a Amazônia, E aí, aqui na Caatinga, a ASA ficou à frente desse processo. Pode passar, por favor, para também não estourar o tempo. E tem outra coisa bem interessante que a gente está desenvolvendo lá na região, lá em Alagoas, junto com a Universidade Federal de Alagoas, é a metodologia que a gente colocou o nome TGET, que é Transformação Ecológica Justa e Participativa de Cadeias Econômicas em Territórios. que foi feito entre a UFAO e também o Ministério do Meio Ambiente, para desenvolver o quê? Olha, aqui tudo está bem fragmentado. Tem muita coisa acontecendo, mas está lá. Pronto. O INSA, aqui, todo mundo está desenvolvendo muita atividade. O que é que a gente precisa? Precisa colocar todo mundo junto nesse modelo aqui circular, onde a gente dialoga, onde a gente se aproxima, onde a gente se comunica. Eu acho que esse é um dos grandes desafios para a gente tirar um resultado importante, porque, às vezes, não precisa nem de muito dinheiro. O que a gente precisa é ter uma comunicação, uma integração do que... O que está sendo desenvolvido? Pode passar, por favor? E aí também a gente está trabalhando nesse projeto piloto lá no Alto Sertão de Lagoas. Pode passar? E tem outra coisa bem interessante que está lá na região de Alagoas, Tô falando de Alagoas, viu, Nascimento? Mas também o Ceará é incrível, viu? Fui muito bem recebido ano passado lá, viu? Mas, assim... Tem um grupo de agricultores, veja só gente, um grupo de agricultores, e tem pessoas de povos e comunidades tradicionais indígenas que se juntaram e disseram: "Por que a gente não consegue ganhar dinheiro com carbono?" Aí jogaram essa bomba para a gente aqui. "Rapai, como é que eu vou explicar isso para o pessoal?" E aí, Francisco, a gente teve um trabalho interessante para conversar. Quem mais protege a Caatinga? E aí, Francisco, quem mais protege a Caatinga? Entra! Quem protege? São nossos povos, nossas comunidades tradicionais. o agricultor familiar. Então, essas pessoas que protegem. E... Uma das questões que a gente tem, na questão do carbono, não tem nenhuma metodologia adequada para identificar o processo de absorção do carbono. na Caatinga. Então, Inácio, esse é um grande desafio. Não tem. Eu já fui até ameaçado por levar um processo porque eu falei isso. Gente, pelo amor de Deus, para a biomacatinga não tem, para o semiárido não tem. Então, o que a gente está trabalhando lá com esse pessoal? Trabalhando uma metodologia que estamos chamando de crédito de carbono integral para... trazer uma possibilidade para as comunidades que têm sua vegetação nativa em pé poder ter esse benefício. E aí a gente já tem um know-how bem interessante, já foi apresentado vários espaços, até na COP30, aqui mesmo o espaço que a gente está falando desse projeto, então isso é muito importante. Muito importante para as comunidades, Inácio, porque já pensou... A cara está lá, temos o... sistema agroflorestal, tem sua cisterna e todo agricultor tem sua matinha. e ele ganhar um recursozinho Nem que seja, não é muito, mas já para manter a vegetação nativa em pé, Cara, pode ter certeza. O biomacaatinga vai ser muito mais preservado com isso. Pode passar, por favor? E aí, assim, coloquei isso aqui porque tem... muita coisa acontecendo. E aí, às vezes, uma coisa está sobreposta à outra. E o importante é a gente entender que, Tudo pode estar junto. Por que não a gente juntar tudo isso, a gente... Pegar as universidades, os movimentos sociais, os financiadores, o povo, e a gente tentar trabalhar algo que seja benéfico para todos. Eu acho que esse é um grande desafio que a gente tem, tentar fazer algo com que tenha um impacto menor. E aí eu pego muito o exemplo das energias renováveis. Gente, vamos, a gente precisa de geração de energia renovável. A gente precisa. Agora, a energia tem que ser gerada de forma... responsável de forma justa. Já pensou em uma pessoa de comunidade tradicional? Tem uma Não vou mencionar o nome que eles pediram para não falar, mas eles estão sendo expulsos. da sua localidade, porque entrou um sistema. E assim, e Tem o apoio de todo mundo, todo mundo está apoiando esse pessoal. e está esquecendo da comunidade, esquecendo que a comunidade vai estar saindo de lá, vai estar perdendo sua ciência. Isso não é justiça, isso não é transição... energética justa pode passar por favor E aí, pessoal, estou chegando aqui ao final da minha fala, mas entender que o que a gente viu hoje... que o semiárido, a caatinga, não é local que a gente tem pena, muito pelo contrário. É um laboratório de soluções para o enfrentamento à mudança do clima, para o enfrentamento à desertificação. Então, acredito que a gente tem que entender isso, tem que olhar para Caatinga, olhar para o semiárido. Estou falando de Caatinga, que é onde eu vivo, mas também tem o cerrado. E aí a gente tem que entender que são ambientes que mostram uma resiliência, uma adaptação, e isso não é de hoje, viu? não é, Zé Roberto? De um tempão. Então, isso a gente tem... Isso é... Nossos ancestrais já vivem nessa região com tudo isso. E aí, gente, entender que o conhecimento tradicional principalmente nossos povos. Hoje eu mal compro remédio, eu vou para os curandeiros. Isso é retado. Muitas plantas da caatinga servem para muita coisa. Conhecimento das famílias, sertaneja, é prova que é possível manejar a vegetação nativa. Tá? mas sem destruí-la. A gente... Tem essa habilidade. E a Caatinga não é a terra de miséria, é guardando socorro. Muito pelo contrário, gente. É um laboratório vivo de soluções climáticas e alta eficiência. para o futuro do planeta. Muito obrigado. Valeu, pessoal. Obrigado. Pessoal, queria
Representante - Articulação Semiárido Brasileiro (ASA)
...experiências que... Eu vou tentar não ser repetitivo, Mas eu acho estratégico também a gente pensar que tem muita coisa acontecendo na nossa região. Eu acho que os exemplos que os meninos colocaram, meninos, viu? Veja ali, né? Foi muito importante. Mas, antes de tudo, eu quero me apresentar, licença, pessoal. Eu vou ser breve, tá, gente? Mas eu acho que é estratégico. Milton, meu nome é Haroldo Almeida, eu tenho mais ou menos 1,70m, 1,75m, Pele clara, cabelo curto. Uso barba e estou com uma camisa roxa. Me desculpe aí. Eu queria também fazer uma fala, como fala de fechamento, eu queria colocar algumas outras questões um pouco fora do que a gente debateu aqui, que é estratégico, sabe, Inácio? Acho que a gente deveria ter mais Inácio. Mas, Newton... mais julho E por que não? parlamentares, mulheres também Mas, no nosso Congresso, acho que é estratégico isso, porque são essas pessoas que fazem a gente ter voz e vez aqui nesse espaço, nessa casa que é tão importante. Outra questão também, não poderia deixar de falar da garra de dois caras arretados, que é o Zé Roberto e o Silvio, que são os caras que estão nessa luta há muito tempo. E os caras que ainda ficam incentivando e motivando a gente a estar nessa discussão, que não é fácil. Também queria mandar um abraço para dois convidados meus. o Renato, obrigado Renato por estar aqui, e o Ederlon, a gente faz parte da associação de Cleto Carmono Social do Belma Caatinga, Obrigado por estar aqui presente. Queria também não deixar de saudar minha... minha filha Helena viu que... Eu também tenho uma filha chamada Helena, uma bebezinha de um ano e oito meses. E eu vou deixar você como referência para ela, O meu filho Vinícius, que também está acompanhando, tem 15 anos. E minha esposa, né? Mandar um abraço, um beijo, meu amor, que está acompanhando a gente também. Eu acho que é estratégico que a gente também compreender isso. Isso é também convivência com com toda a realidade do ambiente que a gente vive. Mas também, pessoal, agradecer ao Abel pela fala. o Gustavo... os meninos também, tanto o Francisco como o Etan. Também queria o pessoal do MCTI Em nome do Zé Roberto, do Gastão... A Sônia e a Simone, que sempre estão apoiando a gente nessa iniciativa. Agora, eu queria os jovens. Eu vi aqui que a gente tem um monte de jovens aqui. Isso é estratégico. E eu queria até, em nome do Guilherme, que jovem, 15 anos, está aqui acompanhando a gente. E assim, Guilherme, queria fazer um compromisso contigo. eu quero te ver aqui e eu estar aí te assistindo, cara. Eu quero isso. Porque eu acho que é importantíssimo você estar aqui. Eu acho que futuramente pode ser como deputado também, né? Eu acho que isso é muito importante. Já está em campanha, perfeito. da da Sônia e do Inácio, saudar a mesa. Mas, pessoal, eu fiquei com a missão de falar um pouco sobre algumas inovações, mas, como eu sabia que tanto o Francisco ia estar aqui e o Etan, eu digo, não, vou tentar fazer uma fala para não ser redundante. E quando... Pode passar, por favor? E quando a gente está aqui... A gente está sempre representando muita coisa. Eu mesmo represento a Asa, a Lagocha, mas também... o GT de combate à desertificação da ASA, a Associação dos Produtores de Cato Carbono Social do Bema Caatinga, a Base de Apoio da Caatinga do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima... também o colegiado territorial do Alto Sertão de Lagoas, o comitê de bacia da região hidrográfica de São Francisco, Por que estou dizendo isso? Porque um espaço tão importante desse, às vezes, a gente vê... a gente vem trazer um peso, uma bagagem interessante. Agora tem uma bagagem ainda muito mais de responsabilidade, que é os nossos povos. às nossas comunidades. As pessoas que mais precisam de todo esse trabalho, pode passar, por favor? As pessoas que a gente está falando aqui, que realmente vão receber o impacto de toda essa questão, quando a gente falar da desertificação. E aí... Acho que o pessoal falou bem, a gente tem que mudar o paradigma. E isso é notório. Eu acho que desde a fala de Helena, desde a fala da abertura, eu acho que a gente precisa ter uma mudança de paradigma. E aí eu acho que Está bem claro, ficou bem nivelado com as falas. Pode passar, por favor? E aí a gente tem alguns números aqui que eu achei interessante, mas eu não queria falar desses números. Pessoal, Já pensou? Um agricultor... Aquele pessoal que vocês atendem, quando ele recebe uma cisterna, quando ele tem um sistema agroflorestal, como ele tem um ILPF na sua casa, quando ele tem... Como é que ele fica? Pessoal, mais do que esses números que eu estou colocando aqui, que eu não vou nem falar deles, quantos... O número de ter uma família com dignidade, entender que ele pode conviver no seu território, na sua região, isso não tem preço, viu, deputado Nácio? Eu acho que a gente tem que pensar nisso. Tem pessoas que dizem que é um custo muito alto. Não, gente, eu acho que o principal é a gente ver a essência, a gente também entender que aquela família pode viver em sua região, em sua localidade, com dignidade. Eu acho que isso não tem preço. Pode passar por favor? E aí, pessoal... Outra questão que foi falada pouco aqui, mas eu queria só deixar esse slide aqui, que é importante, outra coisa, o nosso patrimônio genético, nossas sementes. A gente tem umas sementes que a gente chama sementes da resistência, sementes da paixão, sementes do amor. São sementes que os nossos povos cultivam há tanto tempo, que eu acho que a gente nem imagina. E essas sementes são adaptadas à nossa região. E aí a gente tem um grande desafio. Viu, Francisco? Por quê? As sementes modificadas... elas estão ocupando espaço muito grande. E esse é um grande desafio, porque essas sementes modificadas, elas têm uma coisa chamada o quê? Elas têm a propriedade. Então, assim, se a gente está usando uma semente de... não vou falar das empresas, mas a semente é dele. E aí, deputado Inácio, esse é um grande desafio que a gente tem, em proteger as nossas sementes que são naturais, que... Os nossos povos utilizam isso. E, linkando, outra questão também são os agrotóxicos. que aí o uso indiscriminado e agrotóxico está fazendo um grande... é um grande desafio que a gente tem também na nossa região. Hoje o drone... Eu vi uma comunidade indígena... de... Timbui Botó, eles perderam uma um sistema todo de melipônias, que são as abelhas sem ferrão, por causa de agrotóxico. E aí, tem leis que protegem, tem, mas... É um grande trabalho, um grande desafio. A gente precisa também trazer a eficiência desse meio legal para a gente defender nossas comunidades. Pode passar, por favor? E aí, pessoal, a gente tem uma questão... Precisa que a transição energética seja justa. Porque o que a gente está vendo com a transição energética? Muito bom! A gente precisa ter energia renovável, não precisa? Fato, né, gente? Agora, essa energia renovável não pode replicar o modelo Obrigado. colonizador que a gente teve. É isso que está acontecendo, Helena. A transição energética não está sendo justa. com as duas comunidades. Eu falo aqui o exemplo da Serra do Parafuso, que é uma área sensível, uma área de bioma caatinga, uma área incrível, e está sendo colocado 40 aerogeradores e vai impactar toda a região. E outro empreendimento de energia fotovoltaica vai desmatar mil hectares de água de vegetação nativa da Caatinga, e tendo ao lado... Ares. desmatados, podem ser utilizados. Acho que a gente precisa também rever isso. Pode passar, por favor? Então, pessoal, outra coisa também que está acontecendo, tem muita coisa acontecendo, além do que os meninos comentaram, mas tem um projeto que está começando agora, que é o Redes pela Conservação. que é um projeto que é uma parceria bilateral entre o governo brasileiro e o governo alemão, acho que é estratégico a gente entender tudo e convergir. A gente precisa juntar, porque muita coisa está acontecendo, beleza, mas a gente precisa estar juntando. Eu acho... E esse é um grande desafio, porque nós, seres humanos, a gente tem nossos egos, a gente tem nossas... Então, isso é um desafio imenso. Mas esse projeto, ele está pretendendo trabalhar em todos os biomas brasileiros, menos a Amazônia, E aí, aqui na Caatinga, a ASA ficou à frente desse processo. Pode passar, por favor, para também não estourar o tempo. E tem outra coisa bem interessante que a gente está desenvolvendo lá na região, lá em Alagoas, junto com a Universidade Federal de Alagoas, é a metodologia que a gente colocou o nome TGET, que é Transformação Ecológica Justa e Participativa de Cadeias Econômicas em Territórios. que foi feito entre a UFAO e também o Ministério do Meio Ambiente, para desenvolver o quê? Olha, aqui tudo está bem fragmentado. Tem muita coisa acontecendo, mas está lá. Pronto. O INSA, aqui, todo mundo está desenvolvendo muita atividade. O que é que a gente precisa? Precisa colocar todo mundo junto nesse modelo aqui circular, onde a gente dialoga, onde a gente se aproxima, onde a gente se comunica. Eu acho que esse é um dos grandes desafios para a gente tirar um resultado importante, porque, às vezes, não precisa nem de muito dinheiro. O que a gente precisa é ter uma comunicação, uma integração do que... O que está sendo desenvolvido? Pode passar, por favor? E aí também a gente está trabalhando nesse projeto piloto lá no Alto Sertão de Lagoas. Pode passar? E tem outra coisa bem interessante que está lá na região de Alagoas, Tô falando de Alagoas, viu, Nascimento? Mas também o Ceará é incrível, viu? Fui muito bem recebido ano passado lá, viu? Mas, assim... Tem um grupo de agricultores, veja só gente, um grupo de agricultores, e tem pessoas de povos e comunidades tradicionais indígenas que se juntaram e disseram: "Por que a gente não consegue ganhar dinheiro com carbono?" Aí jogaram essa bomba para a gente aqui. "Rapai, como é que eu vou explicar isso para o pessoal?" E aí, Francisco, a gente teve um trabalho interessante para conversar. Quem mais protege a Caatinga? E aí, Francisco, quem mais protege a Caatinga? Entra! Quem protege? São nossos povos, nossas comunidades tradicionais. o agricultor familiar. Então, essas pessoas que protegem. E... Uma das questões que a gente tem, na questão do carbono, não tem nenhuma metodologia adequada para identificar o processo de absorção do carbono. na Caatinga. Então, Inácio, esse é um grande desafio. Não tem. Eu já fui até ameaçado por levar um processo porque eu falei isso. Gente, pelo amor de Deus, para a biomacatinga não tem, para o semiárido não tem. Então, o que a gente está trabalhando lá com esse pessoal? Trabalhando uma metodologia que estamos chamando de crédito de carbono integral para... trazer uma possibilidade para as comunidades que têm sua vegetação nativa em pé poder ter esse benefício. E aí a gente já tem um know-how bem interessante, já foi apresentado vários espaços, até na COP30, aqui mesmo o espaço que a gente está falando desse projeto, então isso é muito importante. Muito importante para as comunidades, Inácio, porque já pensou... A cara está lá, temos o... sistema agroflorestal, tem sua cisterna e todo agricultor tem sua matinha. e ele ganhar um recursozinho Nem que seja, não é muito, mas já para manter a vegetação nativa em pé, Cara, pode ter certeza. O biomacaatinga vai ser muito mais preservado com isso. Pode passar, por favor? E aí, assim, coloquei isso aqui porque tem... muita coisa acontecendo. E aí, às vezes, uma coisa está sobreposta à outra. E o importante é a gente entender que, Tudo pode estar junto. Por que não a gente juntar tudo isso, a gente... Pegar as universidades, os movimentos sociais, os financiadores, o povo, e a gente tentar trabalhar algo que seja benéfico para todos. Eu acho que esse é um grande desafio que a gente tem, tentar fazer algo com que tenha um impacto menor. E aí eu pego muito o exemplo das energias renováveis. Gente, vamos, a gente precisa de geração de energia renovável. A gente precisa. Agora, a energia tem que ser gerada de forma... responsável de forma justa. Já pensou em uma pessoa de comunidade tradicional? Tem uma Não vou mencionar o nome que eles pediram para não falar, mas eles estão sendo expulsos. da sua localidade, porque entrou um sistema. E assim, e Tem o apoio de todo mundo, todo mundo está apoiando esse pessoal. e está esquecendo da comunidade, esquecendo que a comunidade vai estar saindo de lá, vai estar perdendo sua ciência. Isso não é justiça, isso não é transição... energética justa pode passar por favor E aí, pessoal, estou chegando aqui ao final da minha fala, mas entender que o que a gente viu hoje... que o semiárido, a caatinga, não é local que a gente tem pena, muito pelo contrário. É um laboratório de soluções para o enfrentamento à mudança do clima, para o enfrentamento à desertificação. Então, acredito que a gente tem que entender isso, tem que olhar para Caatinga, olhar para o semiárido. Estou falando de Caatinga, que é onde eu vivo, mas também tem o cerrado. E aí a gente tem que entender que são ambientes que mostram uma resiliência, uma adaptação, e isso não é de hoje, viu? não é, Zé Roberto? De um tempão. Então, isso a gente tem... Isso é... Nossos ancestrais já vivem nessa região com tudo isso. E aí, gente, entender que o conhecimento tradicional principalmente nossos povos. Hoje eu mal compro remédio, eu vou para os curandeiros. Isso é retado. Muitas plantas da caatinga servem para muita coisa. Conhecimento das famílias, sertaneja, é prova que é possível manejar a vegetação nativa. Tá? mas sem destruí-la. A gente... Tem essa habilidade. E a Caatinga não é a terra de miséria, é guardando socorro. Muito pelo contrário, gente. É um laboratório vivo de soluções climáticas e alta eficiência. para o futuro do planeta. Muito obrigado. Valeu, pessoal. Obrigado. Pessoal, queria
Deputado
O Deputado realiza agradecimentos a convidados internacionais e membros da equipe técnica durante seminário sobre o combate à desertificação e o desenvolvimento de regiões semiáridas.
Deputado Federal e Membro da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação - Câmara dos Deputados
O Deputado Federal e Membro da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação - Câmara dos Deputados agradeceu aos participantes e organizadores de um seminário sobre o combate à desertificação e desenvolvimento de tecnologias sociais, destacando a importância da participação brasileira na conferência internacional sobre o tema.
Diretora do Departamento de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
A Diretora do Departamento de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação agradece aos parlamentares presentes e menciona a disponibilização de materiais.




