COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DA MULHER
Sobre o Evento
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher debateu os desafios enfrentados por mães atípicas, destacando a sobrecarga cotidiana e a falta de suporte institucional. O encontro enfatizou a urgência de políticas públicas integradas que garantam apoio social, educacional e profissional para essas mulheres e seus filhos.
Deputada
A Deputada abriu audiência pública na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher para discutir os desafios e políticas públicas voltadas às mães atípicas.
Pedagoga e escritora
Muito obrigada pelo convite e... As palavras são breves, em decorrência do tempo que me foi dado, do tempo também que eu posso estar fazendo parte. E gostaria de começar a dizer que o bullying, há 26 anos eu estudo esse fenômeno, como uma das pioneiras no Brasil sobre o tema, ainda há muito o que compreender Essa forma de violência que acontece entre paros. Então, a gente ouve muito dizer de bullying, dentro das escolas, na internet, o cyberbullying, Mas eu quero pontuar aqui que nem tudo que acontece entre os escolares diz respeito ao grupo. Então, é bullying quando, e a legislação é bastante clara, a Lei 13.185, de 2015 quando ela conceitualiza, ela tipifica, ela traz uma série de elementos sobre esse fenómeno. Então, que fique bastante claro que nem tudo o que acontece na escola é bullying, é bullying quando as ações agressivas são repetitivas intencionais contra a mesma vítima num período prolongado de tempo dentro de uma relação de desequilíbrio de força e poder entre as partes, causando danos. E... No Brasil ainda é muito incipiente as pesquisas a respeito do bullying. Quando se trata de crianças neurodivergentes, menos ainda. A gente não tem conhecimento de pesquisas nesse campo. O que se tem são alguns estudos de dissertações ou teses de mestrado o alvo semelhante, onde fala que as crianças neurodivergentes ou as crianças portadoras de autismo, elas têm, em alguns estudos, 5% de chance a mais de virem a sofrer bullying, outros estudos dizem 7% a mais. Então, a gente fica aí na dúvida, entre 5% e 7%. Mas o que a gente quer deixar bastante claro é que a MDB na alteração que teve da lei 3.663 de 2018, O artigo 12º... que fala sobre o que é dever das escolas promover medidas de conscientização prevenir e combater todos os tipos de violência, especialmente a intimidação sistemática, ou seja, o mulo, e promover a cultura de paz. No entanto, não é isso que a gente tem percebido dentro dos estabelecimentos de ensino. As crianças, neurodivergentes ou não, continuam a sofrer essa forma de violência silenciosa, uma forma de violência que traz inúmeros perjuízos, não somente para a questão escolar, mas também, especialmente, a questão emocional. As crianças desenvolvem uma série de doenças psicosomáticas e que chegam e agora associados aos riscos virtuais, aos excessos de dependência ou vício digital, a gente vê que emocionalmente as crianças estão muito mais ansiosas, muito mais depressivas e carentes de auxílio dos adultos. Quando se fala em, ainda, na questão da LDB, e alteração em decorrência da lei 3.673 de 2018 significa que as escolas, elas têm dever institucional de combater o bullying. O bullying tem que ser parte integrante do projeto pedagógico da escola, Significa que é responsabilidade da gestão escolar... e o desenvolvimento de políticas obrigatórias de prevenção. E agora a gente vê tramitando um projeto de lei também que fala... da obrigação das escolas no desenvolvimento de protocolos anti-bullying. Então, por leis, nós temos bastante em nosso país. O maior problema é a aplicação e principalmente a supervisão. E se tratando de crianças neurodivergentes, a gente vê que elas têm muito mais vulnerabilidade e os efeitos do bullying para essa população elas podem ser citadas como por exemplo o aumento da ansiedade E retraimento social. Nas regressões comportamentais, a queda da autoestima e autoimagem negativa, o agravamento de sintomas já existentes, A evitação escolar, em muitos casos... e o mais grave de todos se tratando de educação é a evasão escolar Então, em muitos casos, não é a diferença em si que gera o burro, não é a questão da neurodivergência que gera o burro, mas a falta de preparo do ambiente escolar, para lidar com a diversidade. E os pais, as mães de crianças artípitas, elas não sabem o que fazer, na maioria dos casos, não sabem a quem recorrer. uma vez que as crianças atípicas ou não elas possuem muita dificuldade em contar aquilo que acontece. Então seria assim, elas adotam a lei do silêncio, elas não comunicam, elas têm medo do agravamento Elas têm medo de que os pais se envolvam e isso tem trazido muitos efeitos negativos na vida de crianças neurodivergentes ou não. E o que a gente pede neste momento, encerrando a minha fala, A necessidade de que políticas públicas sejam desenvolvidas de que se atentem mais para essa questão da neurodivergência, o preparo dos profissionais que trabalham nas escolas, aqueles que acompanham de perto tais crianças ou essa população, para que realmente sejam preparados Fada. identificarem e, sobretudo, prevenirem o bullying. Porque a prevenção começa pelo conhecimento. Quando se tem conhecimento do que realmente é essa forma de violência, os malefícios que trazem a saúde mental, a sociabilidade, a saúde física, a escolarização. Tá? antecipação que nós chamamos de prevenção. E é isso que a gente espera, que legislações, nós temos bastante em nosso país, que falam do burro, nós estamos bem à frente da maioria dos países ao redor do mundo, mas não existe um órgão fiscalizador, dessas legislações. Então, por mais que a LDB trate da questão do bullying, no seu artigo 12º, como já foi citado, ainda as escolas fazem aquilo que está ao seu alcance ou aquilo que está de acordo com os seus objetivos escolares. Então, se houver um órgão fiscalizador dessas legislações, acreditamos que a redução do bullying seja significativa e, quem sabe, a prevenção tenha... muito mais efeitos duradouros dentro das nossas escolas. Então, eu gostaria bastante de agradecer a oportunidade... e me coloco à disposição dessa casa para futuras discussões. Muito obrigada. Obrigada.
Deputada
Thank you. Thank you. a very much, a very much, very much, of several people in various corners here in our city. We have the need to make us a series of public policies, so that we can take care of those who care. And we have a reality that imposes a centrality of care for the mothers. It's a logic that comes from in this gender construction that reserve exclusive places for mothers and other places for men. Therefore, we have, in average, 86% to 92% of the care of neurodivergent children in Brazil and it was responsible for the mothers. And we have an index of about 70% of abandonment. of the parents, the abandonment of the men, of the children, so soon the diagnosis is found. So we are talking, by the rule, of monoparenting families, we are talking about families of mothers. We have another reality, which is the lack of adaptation of the work market to accolher the specificities of the mothers atypical. So, we will have an index of about 80% of abandonment of the formal employment. so that they can take care of the children. So, the mothers get out of the work market and stay in great measure, in dependents of benefits like BPC or other benefits, which is a very big difficulty in which they can be tested, because we have a very big amorousness in the effect of the lauders. So, the lauders are blocked, you don't have a void for the lauders, and have the lauders, you don't have access to a series of conditions and benefits that society has achieved for people with deficiencies. So, you will have a very big level of exhaustion. Here we are seeing inclusion, which is not a favor, it is not a favor, it is a right. It's right, and we need to break with the logic that the rights are transformed into favors, because the absence of the rights is natural. So, we need to have a policy, and the sense of this audience, is a policy national for the Mães Atípicas, which will involve a relationship differentiated in the work market, will involve the recognition of the care, because the care is not recognized as a work, it is necessary to be recognized, We also asseguramos as public policies in a way really inclusive. We have in numerous cases that we don't have in schools as conditions. We estimamos, around 45% of schools, that are with deficiencies, that are related to extreme difficulties in the treatment of children at the age of. of monitor, for absence of social educator, for absence of resources, for absence of structure adequate for that these children really live in their education that has to be inclusive. So, therefore, we need to look at the policies public. is the development of the lydic intelligence, and that, sometimes, the children atypically, they are isolated in the recreation, which is the moment of much, of much, of much, of much development of the lydic intelligence, that is one of the intelligence that is, that is, that is, that is, that is, that is, for us to have a political development of human development. They have a look at inclusive education, but we also don't talk about inclusive education. We are saying what are the policies of culture that are there for you to be able to address the children atypical and the mothers atypical. very agudos and that are instruments that provoke a lot of suffering. One of them is the fear, even the fear of the future. Just to die of fear of the future. So, the mothers look and say, well, but how will it be the future? And when I don't be here anymore, how will I be here? How will our children, our children, when I don't be here? So, this culture of fear, it's the fear of what will happen. the future of what will happen with their children and girls, the fear of the adulthood, because there is a health structure, and in particular here in the federal state, that is quite precarious and that does not address the specificities. So, therefore, we need to break with the culture of the fear. But there is also a lot of the society's guilt, as mothers. It's like if the only and exclusive responsibility for all the process of inclusion were the mothers themselves. So, the mothers are culpabilized by what happens with their children and children. And so much solidarity. because it ends up creating a process of solidarity. We need to have spaces of listening, so that mothers can speak about their own pain, so that, as they say and bring them to the symbol of their pain, they can find the mechanisms of overcoming their own pain. It needs to have a health policy that can be able to speak, because the meetings are the counterpoint that we have to do this political policy of solidarity, of us apart from each other. So, it's fear, guilt and solidarity. And so, it's necessary to have a public policy, that it's a public policy that looks for the mothers, that look for the mothers atypical, and, for example, that can look for the mothers, as mothers who have autism disorder and are in the workplace, and sometimes even within the workplace, but they don't have policies of assistive technology, you don't have policies of ascension within the workplace. So, why are we here? To take care of those who are. It's important that we take care of those who are. family or support family, to leave their children and children, when they have to do a consultation, when they have to work. But it's like if these women negate the right to the product The right to simply rest. The right to say: "Fiquem with my son, can you stay with my son, with my daughter, because I want to go to a party." because I want to go to a piece or go to a theater, because it's like if it was a condemnation of a journey that doesn't allow the diversity of nature, of our activities. And what is fundamental for each one of us are policies of leisure, culture, and spaces where you can, in fact, live plenamente our human life. all these aspects, which are fundamental aspects. From the view of the health, from the view of the culture, from the view of the work, of work, but also of assistance, of prevision, because these mothers, they can't have the same time to get married. They have to have a special retirement. They have to have a special retirement. They have to have a different journey. They have to have conditions that recognize the differences so that you can have universalization of the rights. And you, therefore, need a policy of equity, which involve the mothers themselves, and that have space to speak. I say, many times, that we have policies policies of women's women, which are important policies to accolher women in a situation of violence, but there are many violences that women suffer. There are many violences, and even these are domestic violence. The abandonment is a violence. And for whom these women recorrem? I can't conviver with the mothers that say: "I'm going to bed, I cry, I cry, I cry, so that my son doesn't listen. But I have so much fear of what can happen in the future, and I don't have like my son not to absorb this same fear." And the mothers that tell me: "And my son, who has 14 or 15 years old, he's in my head and says: "You won't die, not my mother?" So, these are stories of women who have lived this. And that this fear of the future ends up establishing a relationship with also very much fear. of the children and children. That's why we are here. Our intention is to be a discussion of a national policy. We have some proposals in the Câmara, like the priority for mothers and parents at the SUS, including support psychosocial and therapy therapy, which was approved in the Câmara in March of last year, which is in the Senado. It is the PL 3124 here, here, the Câmara. We have a alteration of the national policy of protection of the people with TEA, to exigir obligatory of professors and teachers, and private networks, and priority in the process of judicial processes. So, that is also in implementation in the Senate. We have the law general neurodiversity, that is the PL 183, this year, of 2026, that establishes a mark of protection, directives and adaptions reasonable in the work of work and education for people neurodivergent, TEA, TDAH, dyslexia, H-SD, enfim. We want to group all these propositions and make a statute or a national policy for the mothers at the age of the mothers that are invisible. And they are not invisible when they are invisible. the federal government. We have the policy national health care, with the creation of the health care care and family care, linked to the MDS, which is drawing a first strategy intersetorial to support women who are treated as a typical women. We want to do the record of the that we recognize the other person. Because, like, it's not possible to have public policies without recognizing the other person as a person. So, we need to have policies of attention to health that involve procedures that are specific procedures. So, I'm thinking, many times, I think that many schools There are educators and educators, and usually there are teachers and teachers, that superam many difficulties. many difficulties. I remember a talk of a professor in a school of recursos, she said that we Every day we make a miracle. Every day we do a miracle. Inclusive with a soundbler of noise, for children who have tolerances to the sound. Things simple, for example, we can't have this sirene in our school. We need to have the announcement that the class starts, that the class ends with music. We can't have the sirene because children feel the sirene as an aggression. assistive in all as political parties. We need to strengthen the social attention network. Here in Brasília, it's the penultimate place in the number of centers of psychosocial care of Brazil. So here we have a big deficiency in policies of attention to mental health. But to be além of CAPS, we need to have more CAPS, without any doubt, we need to have, The health of the family is a very important instrument, because it talks about the territory, it talks about the families, it talks about the people in their own territory. It needs to be a space of attention to the suffering, so that people can feel welcomed, that they can have these spaces of talk. And here we have, the effort from the federal government with a quick diagnosis. Because what I say? how is it that gives us the results? Because without a laudo, you don't have the benefits that are already pointed out. So, it's necessary. It's necessary that we can see here and see the invisibility, including No orçamento. It's necessary that the orçamento has policies for mothers. The orçamento has. The policies of care, which is a policy important policy, and that, obviously, we know that the most part of the policies of care is built by caregivers, but it's also important that we can have caregivers within a policy public, so that you also have support for that there are caregivers, and care that make a part of the rights of people and that are built and provided by the state. So these are the challenges that we want to discuss here. We can discuss here so that we can break a reality that indicates that we have here Sometimes we have many propagandas, the local government, but it's necessary to give people a sense. We have mothers, for example, who say that they are waiting for 2 or 3 years to have a neurodegenerative. It's pediatry, or two or three years waiting for a laudo. We are much more than a laudo. We are not a laudo. We cannot have the right to be conditioned to a laudo that the state doesn't offer as it could be. So, these demands are that we are seeing in a whole society, that we are here with the intention of that they can have visibility in this public audience. and that from there we can have solutions, that we can problematize, and from there we can build, from the point of view of the legal arcabouche, a protection and we can assegurate, therefore, the rights of mothers atypical. This is the sense of this audience. I would like to pass to... We'll pass to Barbara Barbosa, who is autistic, a mother atypical, a specialised in accessibility and actress, who will be the next person to talk. But I wanted to justify the absence of the president of Maria do Rosario. that is in the agenda of the federal government in Rio Grande do Sul, and cannot be here today, but will be following and will follow the conclusions of this public audience, and will be in movement to transform these conclusions into reality. the deputy Maria do Rosario, who has a big commitment with the childhood, with the childhood and with the rights. before I pass to Barbara, also, to say that after the exhibition of our guests and guests, we will open for people who are here, who want to use the word, can do it for a three-minute time. And then, we return for two minutes to the people who are on our table. So, Barbara, I will pass the word, because we have a lot I have anxiety to listen to it, because we know about its history, we know about its commitment, We know, even, that Barbara is one of the great interpreters of Libras that we have here in the Federal District and in Brazil. So it's a joy to be here. I know that Barbara will also take advantage of her time to read the manifesto, which is a manifesto built with a group of mothers atypical. so that we can, from this manifesto, be able to build this national policy. So, with the Barbara Barbosa, who is autistic, mother atypical, specialised in accessibility, and actress. Thank you. Hello? Now, yes. Good morning to all of you. I'm Bárbara Barbosa. I'm a black woman, with haircuts to the height of the shoulders. pretos I use the grade-car glasses Excuse me. Thank you. I use a bracelet and a color of the color of the bracelet. blazer marrom, a camiseta preta e marrom por baixo. and I thank you very much to Erica, who is my friend of treta for many years. Every time we have something in the movement, something in the movement of people with disabilities, Erica always was together. I won't talk about data because we won't give up our age. . And the first thing I noticed, I was very happy is to see young and young children here. Before I read, I want to point out that. We know that this space was a place where for a long time there were not even women. And we have mothers with their children here It shows how How is It's important that we have spaces for mothers
Mãe Atípica, Especialista em Acessibilidade e Atriz
As crias, porque a gente... Vai com elas aonde tiver, não tem aonde deixar, não dá para fazer essa dinâmica, às vezes é uma rede de apoio, às vezes é uma necessidade, às vezes é uma creche que a gente tem muito problema. para encontrar creche. Muitas vezes a gente vê crianças atípicas que passam por todo o período da primeira infância dentro de creches que não tem pessoas qualificadas para identificar. em tempo hábil essa necessidade de deficiência de atendimento, que seria um atendimento precoce e importante, necessário, para mesmo endereçar para o encaminhamento de apoio. Então, realmente é uma... um item que não está aqui na nossa carta, a gente não está aqui dizendo que é porta-voz de ninguém, que fala em nome das mães atípicas, não é isso. Mas nós somos um grupo que se reuniu, discutiu, conversou já há bastante tempo. A gente tem falado sobre esse tipo de coisa. e pelo acolhimento que a gente sempre teve da Érica há muitos e muitos anos. a gente conseguiu fazer Um pouco... Um mínimo. do que a gente acredita em conversas com várias mães, na rede de mães atípicas, em vários lugares, a gente está perto Então, por isso a gente... tomou a liberdade de estar aqui realmente nesse espaço de acolhimento e de escuta nossa. É muito bom. ter tanta gente aqui. Eu quero minha camiseta. Viu? Lute como uma mãe. porque é importante, é muito importante que a gente possa ocupar esses espaços e a gente possa abrir as discussões. Nós não estamos falando de algo que vai ser definitivo e vai ser assim, e é isso que a gente quer pedir. Não, isso aqui é um início de conversa. A construção de uma política pública, a construção de uma rede de atendimento, ela depende da participação ativa de todas nós, porque nós movemos esse mundo. Nós somos a estrutura que faz esse mundo girar. Se a gente não estiver tomando conta dessas crianças, Se a gente não estiver fazendo com que elas se desenvolvam, a gente não consegue, de forma alguma, fazer com que essa sociedade ande. Porque metade dessa sociedade somos nós e a outra metade é filho da gente. E... E é por nossa causa que essa sociedade ainda anda. Então, a gente precisa e a gente tem que ter, sim, essa atenção. Eu vou ler a carta que a gente construiu junto. Ela, como eu já falei, não é um documento definitivo, é algo que a gente... escutou de muita gente, a gente compilou. E aí, Sempre tem, no grupo, tem as que escrevem, as que desenham, e a que vai lá na frente para falar, né? Não quer dizer que a gente fez sozinho, mas... que Como eu já falei ali, nós não estamos sós. A gente pode estar distante, mas aonde tiver uma mãe atípica, tem alguém trabalhando pra caramba e a gente merece esse reconhecimento. Vou ler a nossa carta das mães atípicas. Bom dia a todas, todos e todes. Hoje, a ocupar esse espaço, Amplio a voz de milhares de mães cuidadoras de pessoas com deficiência, mulheres que sustentam diariamente a maior rede de cuidado do nosso país. mas que seguem invisíveis para o Estado e para o mercado de trabalho. Quando nasce uma criança com deficiência, Toda a dinâmica familiar é transformada. Entre terapias, consultas e burocracias, A rotina exige dedicação contínua. E embora o cuidado devesse ser uma responsabilidade coletiva, na prática, ele recai quase sempre sobre as mães. Somos nós que interrompemos projetos profissionais, reduzimos jornadas ou abandonamos completamente nossas carreiras. A consequência é conhecida: exclusão profissional, perda de renda, exaustão, e insegurança quanto ao futuro. Uma pesquisa da doutora Patrícia Salvatore, da rede Mães Atípicas, demonstra o que já sabemos. O afastamento dessas mulheres do mercado de trabalho não é uma escolha individual. é a ausência das políticas públicas. O sistema depende do nosso trabalho invisível para funcionar. mas nos nega a proteção. Por isso, não estamos aqui apenas para relatar dificuldades. Estamos aqui para apresentar caminhos. as demandas econômicas de autonomia. Precisamos urgentemente de quatro medidas estruturais de inclusão produtiva e dignidade. cotas na iniciativa privada, Implementação de cotas para a maternidade atípica em vagas de emprego, reconhecendo as barreiras específicas que enfrentamos. Desvinculação do BPC O benefício de prestação continuada pertence à pessoa com deficiência para garantir sua qualidade de vida. Ele não pode ser tratado como teto de renda familiar, nem como impedimento para que a mãe retorne ao mercado. Nenhuma mulher deveria ser obrigada a escolher entre trabalhar e manter o benefício do filho. Reconhecimento previdenciário. O cuidado permanente é trabalho. Mulheres dedicam décadas a esse esforço e chegam à velhice sem direito à aposentadoria. O Estado precisa reconhecer esse tempo para fins previdenciários. Fomento ao empreendedorismo. criação de linhas de crédito e subsídios específicos para mães atípicas. Para muitas de nós, Eu inclusa? Ah... Microempreendedorismo é a única alternativa compatível com a rotina de cuidados. As demandas de saúde e estrutura pública. Além da autonomia financeira, Exigimos a ampliação e o fortalecimento da rede pública de atendimento especializado. A deficiência não termina quando a criança cresce. Hoje, há um apagão na transição para a adolescência e vida adulta. Precisamos de consultas com especialistas, como neurologistas e psiquiatras, e da criação de centros públicos multidisciplinares para adolescentes e adultos focados na autonomia, na arte, no esporte e na cultura. Em Brasília, vivemos o exemplo real da fragilidade. O COMPI. Centro de Orientação Médico-Psicopedagógica, Uma referência histórica sofreu com o sucateamento e opera sob severas limitações. Fortalecer o COMP e replicar seu modelo é urgente. Quando o Estado falha na oferta desses serviços, a sobrecarga é transferida integralmente para as costas da mãe. Saúde mental e acolhimento. Por fim, cuidar de quem cuida é uma responsabilidade humanitária. A sobrecarga física, financeira e emocional nos empurra para o isolamento e para o adoecimento mental. Reivindicamos a criação de uma rede permanente de acolhimento emocional, que incluam um canal telefônico gratuito de escuta qualificada e orientação psicológica. Junto a isso, propomos a elaboração de uma cartilha nacional que centralize e divulgue os serviços públicos de apoio psicológico, jurídico e de assistência social existentes. Nenhuma mãe deveria enfrentar suas dores sozinha e desinformada. Excelentíssimas autoridades, Essas propostas não representam privilégios, representam justiça e reparação histórica. falar sobre mães cuidadoras é falar sobre economia Previdência, Assistência Social e Direitos Humanos. Nenhuma política voltada para a pessoa com deficiência estará completa enquanto ignorar Quem garante a sua sobrevivência... todos os dias. Esperamos que esta audiência pública seja o marco inicial de ações concretas, Nenhuma mulher que dedica sua vida ao cuidado deveria enfrentar suas dores sozinha. O cuidado é uma responsabilidade social. O cuidado é coletivo. Obrigada. Aplausos.
Deputada
Obrigada pela contribuição, Bárbara. que foi construída coletivamente, como aqui já foi dito, e que significa A gente não pode estar distante umas das outras e é preciso avançar. nessa construção de políticas públicas de forma muito... é muito intensa e antes de passar para o Augusto Pedra eu queria anunciar a presença da Sabrina que é educadora dos prós adolescentes da Câmara Federal. Ela é mãe atípica e está com pró- adolescentes participando da nossa audiência. Alegria. e é encaminhar para que ela tenha uma formatação legislativa, e com a proposta concreta, a gente chamar uma outra audiência para discutir a proposta concreta para... colher as contribuições que porventura não tenham sido contempladas. Aqui nós já temos vários aspectos sobre a previdência, ter uma política para assegurar cuidadores, a questão da educação inclusiva, mais o esporte, do lazer, o conjunto de políticas públicas, a questão do laudo. E é muito importante isso que foi falado pela... pela Bárbara, porque o BPC tem que ser um benefício Para a pessoa com deficiência. Então, tem que ser para a pessoa com deficiência. Ele não pode ser a renda do conjunto da família, porque a pessoa com deficiência, ela exige, ela demanda uma série de procedimentos ou de ações, enfim, de condições para que ela possa existir com dignidade. Se você condiciona, você vincula o BPC, portanto, para a pessoa com deficiência, ele não pode ser um instrumento de assegurar a renda da família, até porque ele é insuficiente para assegurar a renda da família. e todos os procedimentos necessários para serem efetivados, para dar dignidade à pessoa com deficiência. Então, essa discussão a gente quer fazer muito com o Ministério do Desenvolvimento Social, dentro da política de cuidados. para que você tenha o que ela falava da desvinculação... do BPC, da renda da própria família, porque ele tem que ser uma política, um benefício para a pessoa com Então, passa agora a palavra ao Augusto Pedra, que é psicólogo e escritor. E em seguida, eu vou passar para Larissa Argenta. Senhoras e senhores.
Psicólogo e escritor
Presidentes, deputada Érica Cocay, saudações neurodivergentes. a todos vocês. Eu sou Augusto Pedra, tenho 68 anos. Sou psicólogo mas eu sou Pardo... 1,76m cabelos grisalhos, com uma calvície galopante em andamento. Obrigada. O tema que eu trago, eu começo com alegria. Com alegria eu me dirijo a todos, mas é um tema... Muito sério. para falar da Mente blindada. Como prevenir a ideação suicida? O tema da ideação suicídia, tem acometido as famílias brasileiras inclusive acometidos jovens, adolescentes, Mas hoje nós... focalizaremos nas mães atípicas. que sofre barbaramente. Então, trata-se de uma síndrome de sofrimento repetitivo, caracterizada pelos seus sinais e sintomas, que favorecem o surgimento da ideação suicida, E eu proponho aqui soluções, procedimentos pessoais e encaminhamentos para neutralizar a ideação suicida. Após anos de pesquisa e de muitos atendimentos no setting psicoterápico, Por mais de 35 anos, apresento o meu esforço profundo e minucioso na tentativa de compreender e de propor alternativas de solução para corrigir o mau funcionamento do cérebro... para que... em decorrência do sofrimento, ele acaba... disseminando a ideação suicida, e que veremos como isso acontece. Então eu me refiro a um fenômeno psicológico essencialmente, que faz com que a mente humana volte-se contra si mesma... por meio de pensamentos negativos, aversivos, de autoacusação, as mães atípicas se cobram muito, se acusam, é um tormento. E esses pensamentos também de autorreprovação São diversos e todos eles gerando cobrança quanto ao jeito de ser, quanto ao que ela sente, quanto ao desempenho pessoal, social, relacional, se ela está ou não cuidando devidamente do filho ou da filha neurodivergente. aprisionando a sua alma, o próprio ser, em um calabouço existencial de tormento e de horrores, fazendo a pessoa sentir-se incompreendida e sem saída, entregue à dor e ao sofrimento, fazendo ela acreditar que a vida não vale a pena. o que ela não merece ser feliz e que em decorrência disso somatiza diversas formas de conflitos intrapsíquicos e extrapsíquicos expressos e projetados... na comunicação na relação dela com a própria criança e com a própria família. e projetados também nas escolhas que faz. Quase sempre evidenciando em algum aspecto a morbidez que a sua alma se encontra. Esse fenômeno evidencia que o ser humano contraiu e se tornou hospedeiro mantenedor de um vírus psíquico. Em nossa literatura, que focaliza na saúde mental, e são 276 livros escritos, nossa preocupação é com a saúde mental, espiritual, emocional e física, focalizado na criança. Mas descobrimos que para chegar na criança é preciso chegar nas mães. E para chegar nos pais também. É preciso... por meio... da mãe, da mulher. Então, esse fenômeno, que a pessoa contrai um vírus psíquico da ideação suicídio, Uma vez que ele é instalado no psiquismo, ele pode ser ativado e metabolizado a qualquer momento. É como o vírus da gripe, pode ser que você esteja com ele, mas não está sabendo. Em algum momento, esse vírus... seja pela baixa resistência imunológica, ele vai ativar. Ou seja... Pode ser uma livre associação falando numa linguagem psicanalítica? Pode ser um estímulo discriminativo falando numa linguagem comportamental? Não importa. Acontece que isso pode fazer alterar a bioquímica de todo o organismo dessa mãe. Para mal. Evidenciando que ela então não está na sua plenitude, na sua pujança. Obrigado. Tanto mais quando o vírus psíquico é potencializado no efeito... Porque ele encontra no repertório psicológico... dessa nova hospedeira mantenedora a predominância de pensamentos geradores de emoções, e de sensações E de mecanismo de insegurança, de medo, de incerteza, de ansiedade? Seja pela culpa real ou pela culpa falsa, culpa neurótica, né? ou pela autorrejeição ou por outros mecanismos semelhantes que rebaixam a autoestima, levando a alma humana à exaustão. Então nós estamos falando de uma realidade de mães exaustas. cansadas, e sobrecarregadas... como diria o Senhor Jesus, como ovelhas que não têm pastor. neste caso terá prejudicado em alto grau o seu juízo crítico, a sua sensatez, a sua capacidade de observação isenta dos fatos. A capacidade de análise, correlação dos dados, a capacidade crítica... E a compreensão de si mesma Ficam completamente comprometidas. Essa mãe já não se enxerga mais. Ela tenta se enxergar. no filho ou na filha. Olha! é interessante a convivência, o relacionamento no setting psicoterápico, para ajudar. Agora, boa notícia: com ajuda adequada, elas reagem positivamente. E por isso eu digo que falo com alegria, porque há soluções e Nesses anos de trabalho, trabalhando contra o bullying escolar, conseguimos neutralizar vários alunos que queriam ir à escola, cometer crimes e se matar, que já estavam decididos. conseguimos neutralizar, não só em Brasília, mas em outros estados, no trabalho que já fizemos. Aliás, o tema da ideação suicida e da drogadição, que eu me especializei também, foi em decorrência da... tentando ajudar as vítimas do fenômeno bullying. Ou seja, todo esse processo que ela vive, acaba retroalimentando de maneira automática, involuntária, incontida, um encadeamento desses mesmos pensamentos negativos, aversivos, que começam a se multiplicar. É aquela coisa, quanto mais eu rezo, mais assombração aparece, Exatamente. E esses pensamentos repetitivos são retroalimentados dessa maneira. e a manutenção desses conflitos intrapsíquicos, que são resultantes... desse... desses... dessas argumentações internas, desse tormento que ela viva, acaba sendo aversivos, repulsivos, mas são espontâneos, são involuntários e incontidos, e ela não consegue. Agora, boa notícia, existe tratamento, existe técnica, existe sim, muito recurso, que ela pode aprender a gerenciar os pensamentos dela. Nós temos muitos casos. de êxito nessa área, por isso... estamos focalizando. Agora... O sofrimento dela a curto, médio e longo prazo, É... ela irá somatizar E aí ela começa com sintomas, sinais, e ela começa a adoecer a mente, e que em consequência vai adoecendo todo o corpo. Ou seja... ela poderá comprometer o órgão de impacto dela, isso é uma linguagem psicosomática, tem pessoas que é na cabeça, no coração, etc. só que a partir daí a bioquímica dela estará alterada pela ativação indevida e desarmônica de todo o sistema endócrino. Entenda isso aqui, tudo que passa na mente o corpo somatiza a partir de 3 a 5 segundos. e altera totalmente a sua bioquímica, para bem ou para mal. Depende do pensamento mandante, aquele que manda na sua mente, que você rumina aquilo, o dia todo. Isso também é possível causar alteração positiva. Ou seja, Ela poderá somatizar pensamentos bons, e aí que está a boa notícia. Ela precisa ser orientada sobre como ela gerenciar os seus padrões mentais, como ela se proteger e como ela ser capaz de fazer a separação. Ela... O filho... ela a realidade familiar e aí vamos ela mulher para falar sobre sexo com a mãe atípica sexo? É. O que é isso? Sobra tempo para isso? Não é? Porque a preocupação, ela projeta sobre a criança aí que está. todos os dramas, as crises, tudo de ruim que ela passou, ela não quer que aquele filho viva isso. E é aí que ela precisa de ajuda. encaminhando aqui a minha fala existe saída e eu vim dizer que existe saída para a ideação suicida Existe saída. Ela precisa procurar ajuda. Mas antes disso... Essa iniciativa de formulação de políticas públicas é essencial. Agora uma boa coisa que eu vou falar: você sabia que o cérebro é burro? É. Por exemplo... Obrigado. Obrigado. O que eu coloco aqui, a partir de 3 a 5 segundos, eu somatizo e vira realidade para mim. mas se eu mudar o padrão de pensamento O cérebro não percebe. ele faz o que eu mando ele faz o que o programa ele executa os projetos os padrões mentais que eu estabeleço pra mim a pessoa diz a mais eu sinto isso você é refém do que você sente você não pode ser refém do que você sente ao contrário cabe a você manhã típica estabeleceu que você quer sentir e viver agora é claro que é preciso uma ajuda profissional especializada para viabilizar esse caminho. E eu vou dizer aqui com ousadia, é fácil. mudar esse quadro. Se não fosse assim as pessoas com ideação suicida grave, com tentativa que eu tratei, já não teria resultado. Ou seja, finalizando mesmo Nós objetivamos oferecer uma ferramenta útil, compreensível e testada ao longo dos anos para ajudar na libertação da alma daquela que sofre, a fim de preservar a sua beleza, sua unicidade, sua energia vital, sua integridade, sua saúde mental. Pois a alma humana é indivisível, é um sopro divino, ela é ávida por realizações como toda e qualquer mulher, como todo e qualquer ser humano, e que jamais a mente humana foi projetada para promover a própria morte por suicídio. Então, Esta solução é resultado de estudos, pesquisa e da busca de embasamento teórico e prático com muito empenho, dedicação, amor e interesse pelo bem dos que sofrem, em atendimentos, em grupos, em palestras, em diálogo pessoal, em atuação profissional, objetivando sempre... favorecer o surgimento da consciência do universo. amor próprio. E aqui me permite, eu também sou teólogo, Toda religião diz que você deve amar o outro. Isso é colocar Deus... O que eu conheço... É, amar ao próximo como a si... mesmo é preciso amar a si mesmo para depois amar ao próximo isso no meu entendimento coloca deus em primeiro lugar agora num país com predominância de neuroses como a nossa O neurótico não consegue amar si mesmo. Aliás, o neurótico ama o sociopata, o psicopata, porque não tem as culpas que ele neurótico tem. Então, é preciso uma política pública de saneamento da saúde mental e emocional... espiritual e física. E nós objetivamos hoje aqui promover essas diversas reflexões para a formulação dessa política pública. Eu sou fundador de várias instituições de bullying, TDAH, depressão, burnô, dislexia. Nós trabalhamos com... todas essas áreas. Agora, últimas palavras. Vocês não estão sozinhas. E, deputada Érica, muito me honra estar aqui nessa mesa presidida pela senhora, mas eu gostaria que se incluísse quatro coisas, além da questão do laudo, que foi, é preciso identificar. diagnosticar, encaminhar e tratar A senhora sabe por que, deputada? 80% das pessoas que cometeram suicídio, haviam passado por um atendimento médico nos últimos 30 dias. e não houve identificação do risco suicídio O risco suicida é prioridade médica. Mas por que ninguém percebeu? a pessoa com a ideia ação suicida ela não chega assim diz Estou pensando em me matar. A pessoa que sofre de ação suicida é uma coisa velada, é um tormento por dentro. E a qualquer momento, quando menos se espera, ela pode consumar. o ato. nos colocamos à disposição. da mesa, da casa e saudações É... Neuro... Divergente. a todos vocês que Deus Abençoe as mães atípicas... do nosso país e os trabalhos para que conseguimos chegar nessas políticas públicas. Obrigado.
Deputada
Boa tarde, senhor Augusto. Vou passar então para Larissa Argenta, que é fundadora e coordenadora geral do movimento coletivo Caixa Autista. que vai falar conosco de forma virtual. Larissa, você está na sala? Sim, conseguem me ouvir? Pronto, lhe escutamos, pode falar.
Fundadora e Coordenadora-Geral - Movimento Coletivo Caixa Autista
Thank you. Perfect. I'll put the chronogram to me at the time. I'll make a description. I'm a white woman who is wearing a yellow eye, with hair long, with hair long, with hair dark, with hair dark, with a black skin. I'm wearing a jacket with a white onza and a white part. But more than that, I'll show my neuro description. I am a autistic woman with superpowers and superpowers, in writing and writing, that has a problem of bipolar, a problem of attention and, as I said, high abilities. I am also a typical employee of the Federal Caixa Econômica, in this condition, founder and general coordinator of the collective Caixa Autism. And in our movement, we have a group of employees and public employees that face different issues related to the right to work. And before I start talking about this aspect, I would like to say and put my recognition to all the mothers that are the most of the country and that unfortunately, they don't get access to the work. So, I'm talking about a privilege in this national context of a mother that can access the work of a formal, what is the objective or the or what was the desire of many women before becoming mothers atypical. We have this dream of that this space is a space in which we feel more seguros or that we have some kind of stability. But unfortunately, this is not the reality that we face. When we can access this so-called location of stability, of employment, by the public concurso, is not a reality compatible with what we wish. We face several issues that are negative of our right to work. we have invisibility, we have a capacity and we have a series of difficulties, barriers, notwithstanding, that we have a inferior way to the other employees. And why is important to talk about this? Because when we talk about the care with the typical, we need to talk about this in all the areas of society. And when we talk about the public public, we can't take the focus of that, in this In this condition, the Brazilian state, the Brazil, as public institutions commit capacitism and invalidate the right of people who, in tese, should be taken care of, should be taken care of. And then I want to bring some important points and ask me, because I'm not quite regular, we are here at the National Conference of Bancars, trying to guarantee the right of the community autista and neurodivergent and the mums atypical, which is not easy for us. So, the first right that we need to guard is the right to the employment. And the right to the employment is not the right to be employed, it is the right to receive a fair remuneration, to have a fair adaptability, to have a reduction of the journey to accompany the child, but also to have a diagnosis of the mother and the treatment of the mother that is the child. that allows us to ascend professionally or occupy spaces of relevance, like management, consultories, assessorias. We, Mães Atípicas, via the rule, are at the base of career without any perspective of ascension. What does this cause? It causes a health mental issue. It's very complicated to fight, study, prepare for a space, It's not just your knowledge, you carry a stigma in itself, being a woman atypical, being an autistic or neurodivergent, and this stigma, by itself, Invalida any vision of you have quality, competence and commitment in your work that allow you to occupy functions of power or of the power. And what is the reflex of that? We don't have Mães Atípicas occupying spaces of representativeness via the rule. And if we don't occupy the spaces of construction of politics, of gerenciation, of decision-making, of decision-making, of course, we're not represented. And if we don't represent them, who decide, and who will be for us, will be other people. So it's important to us bring this reflection in this context of the National Political Political Policy for Mães Atípicas, to be able to promote the study, the capacity, the qualified job and the professional women who prepared us to occupy spaces. we can possibly have a professional, a political, a representative of women that have a place of speaking and a place of speaking to speak. Another important aspect is that when we have a diagnosis of atipity of our children, via regra, we don't look anymore for ourselves, of regra in the condition of a solo, which is a lot of us and doesn't stabilize. So it's important a policy that rescues our rights to be a mother and to be a woman. that we have the right to not be judged socially, in a way, capacitistic and structural, that we are not more women who have desires, who have desires, who have needs to live, to relate, to talk, to convive in society, because society understands that, from the moment when the maternity solo comes on us, we are invisibility, and our role is to be in home, to be dedicated to maternity as if it was individual. The maternity is social. Remember that our children are children of all society. So, to be able to face the shoulders of women's responsibility to provide care and to assume all the social cost that maternity, the way it is exercised in Brazil, is a unjust cost, for mothers atypical, we must fight at every moment. The children are of society. The care is not only in the mother or the person who is a woman who is a woman who is a woman who is a woman who is a woman. We need to be able to see all the structures to be able to look and defend the people who are more vulnerable. So, in this context, I thank you for my opportunity to talk, just abrindo mão to return to the plenary and thank you to the fact that this cabinet, the deputada Erika Cocay, has placed at the disposal with a look at, to look at our mothers atypicals in all the contexts in which we have this maternity. I thank you all. Thank you.
Deputada
Atribuição Larissa e parabenizamos o seu trabalho. que tem sido incansável, particularmente na categoria bancária, de criar um movimento, que é o movimento coletivo Caixa Autista, para que as pessoas neurodivergentes possam estar se encontrando, reivindicando, lutando, enfim, e a sua... a sua participação no Congresso dos Bancários, para incluir essa pauta como pauta do conjunto da categoria. E eu passo, então, a palavra agora para a Rose Costa, que é do Movimento Autônomo de Mães, MAMA. Nós estamos já colhendo as inscrições das pessoas que querem fazer uso da palavra, depois das falas da mesa. Nós temos inscritos Silvio Sobrinho, Elianil do Nascimento, Érica Curado e Oswaldo Freire. E as pessoas que quiserem fazer uso da fala, depois da fala dos nossos convidados, só levantar a mão que a gente colhe. Então, portanto, com a palavra, Rose Costa. Obrigado.
Representante - Movimento Autônomo de Mães - MAMA
MBC 뉴스 김성현입니다. MBC 뉴스 김성현입니다. 좋은 하루, 모든 분들을 환영합니다. 저는 이 mesa에 대해 제외한 주의가, 우리 대표 Erika Kockay, 이 분이 이 분이의 대표가입니다. 아님의 주인공자에 대해 말하고 있습니다. 그리고 제가 감사드립니다. 아마도, 저는 제 친구들에게는 동작을 위해서 제가 일정도의 일정도를 보여주었습니다. 이 일정도의 일정도가 있습니다. - - pelas crianças. 우리의 어머니, 우리의 어머니, 그리고, 많은 분이 이미 알고 계신 분이 알고 있습니다. 저는 제가 제가 말하는 것입니다. 저는 제가 말하는 것입니다. 저는 제가 말하는 것입니다. 하지만 오늘이 조금 더 어려운 것입니다. 이 부분은 지금 이 상황이 있습니다. 엘사님의 감정 왜냐하면 이곳의 일상의 일상은 또는 일상의 일상의 일상입니다. 그래서 제가 말씀하셨을 때, 이 책을 읽고 있습니다. 그리고 읽는 게 필요한 것입니다. 감사합니다. 저는 이 마마가 한글자막 by 김태운입니다. 한글자막은 한글자막은 한글자막을 통해 주신 모든 분들께 진심으로 감사드립니다. 더 이상한 것 같아요. 제가 시작을 말하는 것입니다. "No MAMA, 우리의 여성은 우리의 여성은" 우리의 마음을 사랑하는 것입니다 아파라 크래스, 카운트, 카운트, 아팔다 사울대 멘탈, 교통사과 교통사과 왜냐하면, 실제의 도로는 안에서 부족한 것 같고, 국립국립공원에 대한, 부족한 것 같고, 혹은 부모님의 일정에 대한 것입니다. 아마도 그는 학생이 일어났다. 아마도 그는 그는 그는 그는 그는 그의 일을 안에서 일어나고 싶다. 아마도 그는 학원에 대한 지원을 받을 수 있는지에 대한 도움이 될 수 있습니다. 저는 아르바이트의 6년간의 아이들에게 오늘 일을 계신 것입니다. 저희는 가족이 아직도 이해가 되기 때문에, 어떤 점을 이해하고 있습니다. 아직도 모르겠지 않습니다. 그리고 어떤 걸을 통해 주실 수 있다면 제가 이것을 말해서, 그 많은 사람들이 아피를 잘 알 수 있는지 모르겠다는 것입니다. 오 링부 그의 의미는, 그의 일을 위한 것과의 다른 것과의 수행을 받았을 때 의미와 관리의 의미와 관리의 의미와 관리의 의미와 관리의 의미 하지만, 실제는 안에서 안정되어 있는지요. 오늘 우리의 어머니, 과거에 대한 현실과 과거에 대한 현실과 과거에 대한 현실과의 대책을 통해 주신 것입니다. 만족하다는 것입니다. 하지만 interromper custa 더 caro, porque meu filho perde tudo o que já conquistou. nenhuma mãe deveria ter que escolher entre pagar uma terapia e colocar comida dentro de casa. 아무리 부모님의 정보는 정보가 되기 때문에 그리고 아이를 전달하는 아이를 전달하는 것입니다. 아무리 부모님의 아이를 선택한 것과 함께 할 수 있는 것입니다 그런데 오늘 하나의 어머니가 그의 어머니가 그의 선택을 했을 때, 그녀는 먹기 때문에 구매한 제아의 디디올 그래서 우리의 어머니가 없어서 그 아이를 먹으러 가게 될 수 있는지에 이것은 전혼들과의 사회가 인류될기 때문입니다. 이것은 사회가 인류될기 때문입니다. 이 시각은 사회적입니다. 이 시각은 공개가가 더 오래 걸렸습니다. 또한 그는 안에서 안가가. 이 시각은 정부가 더 많은 일을 통해 그것이 정치적이었습니다. 우리의 맨날이 많은 시간을 보면서 말하는 것입니다 면역에 있는 필수의 인테민을 위해 아는 아는 것입니다. 면역에 있는 기술을 계속해서, 교육, 교육, 교육, 교육, 교육, 공유의 고통을 통해 보았습니다. 모든 게요 "모레이로서, 그는 그리스도, 그는 그리스도, 그런데, 그는, 몇 번에, 이제는 모르겠는데, 질문을 해, "이거는 어떻게 이렇게?" 거의 아무도 질문을 하죠. 또 질문을 하죠. 아마도 질문을 하죠. 다 괜찮습니다. 하지만, 안은 안은. "우리가 잘 안 기억나는가" 이는 가장 가장 큰 위험한 것입니다. 이는 가장 강력한 것입니다. 이 세상에 관한 부모님을 보면, "그러니까, 여러분은 여기를 바라" 하지만, 이 말에, 그는 열정이라고 생각하는 것, 이 말에, 이렇게 말하는 것입니다. 왜냐하면, 만약에, 그리스도를 불러주신, 그리스도를 불러주신, 그리스도를 불러주신, 그리스도를 못하고, 그리스도를 못하고, 그리스도를 못하고, 지민이 지지 않습니다. "마는 아님은 계속 생긴 한가님을 낸다. 아님은 우리에게도 사람을 낸다." 맨이 심지어 이곳에 대해, 일찍, 일찍, 일찍, 일찍, 일찍, 일찍, 일찍, 일찍, 일찍. 그리고 여기 제가 더 중요한 질문을 드리겠습니다. 우리의 자리에 대해서는 중요하다고 생각합니다. 그리고 이것은 무엇일까요? 항상 몇 년을 하고 있습니다. 우리 아이들에게 14년을 기다리고 있습니다. 그리고 우리의 구조사는 우리의 구조사는 아이들에게는 장르가 없다고 생각합니다. 이 아이들에게는 장르가 없다고 생각합니다. 이 아이들에게는 장르가 없다고 생각합니다. 이 아이들에게는 장르가 없다고 생각합니다. 이 아이들에게는 장르가 없다고 생각합니다. 이 아이들에게는 장르가 없다고 생각합니다. 다음은 제이어스입니다. 안전한 일상에서 일어났습니다. 일어났습니다. 일어났습니다. 일어났습니다. 일어났습니다. 하나는 모두가가고 있습니다. 그리고 그의 어머니가 그의 그의 주인은 모두가가고 있습니다. 이 시각은 학생이 아니라 학생이 아픈 수준으로 인식을 받았다. 며칠 수 있는 기능을 제공하는 것입니다. 많은 아이들에게는 못 가고 있는 아이들에게는 못 가고 있는지 모르겠다는 것입니다. 오후에 불편한 일정도 안정되고, 학교에 불편한 일정도 안정되고, 일정도 안정되고, 공간관계가 안 되기 때문에 '너와 마칸' 안전한 정보를 사용할 수 있습니다. 안아가기 때문에 공부에 있는 공부에 대해, 교육에 대해, 공부에 대해, 우리의 친구들에게도, 왜냐하면 그는 이곳을 지하여 제 filho를 잃고 이 세일에 의혹을 그리고 또 다른 면역이 있었습니다. -미도 아직 어려운 말이죠. 많은 암피아를 위해 아피를 위하여 "나는 그냥 왜냐하면 아름다운 아이들." 이 고민을 아직도 더 cruel, 많은 여성들은 있던 여성들은 있던 여성들입니다. 아멘. 학교, 교육청원, 그리고 일요일 업로드됩니다. 이 질문에 대해 인사한다고 생각합니다. 왜냐하면 아무 맘이 자신이 자신의 마음을 지지 않고 그 자신의 아이를 지지 않고, 이 점에서의 없애는 일상에 따라서, 학생은 학생이 학생에 있는 학생이 있는지 모르겠지요 많은 환경을 말합니다. 그리고 우리의 가족이 또한, 그 이후에 학교가 온다 faltam centros de convivência, faltam espaços de socialização, faltam terapias para adolescentes e adultos, 폴로도 프로그램에 대해, 교육, 교육, 교육, 교육, 교육, 세상에. 하지만 많은 사람들이, neurodivergência, 그의 학생이 시작됩니다. 우리의 손에 대해 말하는 것입니다 저희는 여기가 바로 인터넷으로서 -너... 그래서, 피는, 아니면, 치료가 없다고 합니다. 아픈에 대한 의료가 없다고 하죠 pena, não forma professores, pena, não reduz fila, pena, não instala trocador acessível, pena, não cria centro de convivência, pena, não acolhe uma mãe em sofrimento. Nós queremos políticas públicas. 그녀의 역할을 떠나는 것입니다. 우리의 주장은, T 우리의 국회의원을 통해, 국가도룡이 있습니다. 국가도룡이 있습니다. 그런데, 그것은, 그것이 없어지고 있습니다. 그는 없어지고, 그것은 없어지고, 저희는 그의 래의 브라질의 인구성에 대한 규모가 정말 규모가 되었습니다. 우리의 래의 인구성에 대한 규모가 정말 규모가 되었습니다. 저희는 모든 것이 것이기 때문에, 모든 것이 것이기 때문에, 왜냐하면 굉장히 유명한 마음이 엔소서에 집중한 수술을 받는 것입니다. 법정적인 수술을 받는 것입니다. 그것이 그의 법을 지지하는 것입니다 그의 길이 없을 때, 그의 마음을 말하는 것이 더욱 높아졌습니다. 그리고 제가 말하고 싶습니다. 만약에 남은 대통령이 -고맙습니다. 아마도, 아마도, 아마도, 아마도, 아마도, 아마도, 오늘의 주요 '디자'를 통해 아는라의 맘이 또 매일 다. "고사는 어머니가 또는 예를 들어요" "고사는 어머니가 또는 어머니가 또는 예를 들어요" 또는 인사적입니다. "아, 아는 어디에 있는지 모르겠지요 아이들에게는 오늘의 시스템을 통해 보겠습니다. 하지만, historically, society uses 이 conhecimentos 제작진의 자료에 대해, 오늘의 주인공은 그 이 시각에 참여. 지금 지금 바로 말이죠. as mães não querem apenas ser convidadas para contar sofrimento, nós queremos participar da construção de soluções. 이 부분은 확산하여 모든 곳곳에서, 그리고, 대푸가, 구입을 받을 수 있습니다. para os jovens e para os adultos. 이 부분은 아주 중요하다고 생각합니다. 이 부분은 아이디가가 있는지요. 왜냐하면, 아이디가 있는지요. 그는 안에서. 이 agenda는 없다는 것입니다. '이 dignidade, '이 prevenção, '이 justiça social' 우리의 아이를 여기다, 우리의 아이를 여기다, 우리의 아이를 여기다. 저희는 부모님께서는 못 도와드릴 수 있는 부모님께서는 고생을 받았습니다. 부모님께서는 일을 하고자고, 부모님께서는 일을 위한 돈으로 전달을 받았습니다. 그리스도 너무 고생하니 아이들에게는 지금의 기다리자들을 기다려주세요. "머도라가 죽는다" 어머니가 남은 음식을 먹기 위해 공유하는 방법을 요구하고 있습니다. 그는 없지만, 전화, 전화, 전화, 전화, 전화 그리고 이 부분은 없다고 생각합니다. 네 감사합니다.
Deputada
. We are here for us, for all of us. Who's that is nice? for all our children. for all society. I will now pass the word to the deputada Maria do Rosario, who will communicate with us in a virtual way. Usar him.
Deputada
Bom dia, deputada Erika Tukai. Bom dia, minhas amigas, meus amigos, participantes dessa audiência pública tão importante. Participar aqui com vocês significa dizer presente em uma causa... que vocês carregam com a própria vida. Há causas onde a vida se mistura. E, em verdade, quando a gente está diante de mães atípicas, de famílias diferenciadas, nós estamos diante dessa causa. onde viver e levantar a bandeira da dignidade humana é a mesma coisa. Porque é o exemplo... Eu tive a oportunidade, deputada Érica, de trabalhar com o Plano Viver Sem Limite. na primeira edição em que a presidenta Dilma era presidenta do Brasil. Como a deputada Érica sabe, como vocês acompanham, Esse plano reuniu vários ministérios na defesa de direitos. E eu acabei de ouvir da mãe e da lutadora que me antecedeu, sobre a preocupação daquelas que pensam no seu futuro, mas antes de tudo no futuro dos seus filhos e filhas. e na responsabilidade que tem e que não pode ser solitária, de autonomia e de garantia de direitos, porque nós somos finitos Nós somos finitas. mas a nossa responsabilidade transcende o nosso tempo de vida. com filhos e filhas, com crianças, Como mães atípicas, eu reconheço em vocês, a cada dia e em cada lugar, esse sentimento de responsabilidade que transcende o tempo da própria vida. Então, como enfrentar este contexto? com políticas públicas com atenção integral, com a garantia de direitos. Obrigado. Quando a gente produziu a primeira versão do Plano Viver Sem Limite, depois do golpe contra a presidenta Dilma, tudo foi desmontado. As pessoas com deficiência, de um modo geral, foram colocadas novamente em uma condição de... assistencialismo em alguns momentos e de populismo em outros momentos. E aí eu quero retomar a ideia do nada sobre nós sem nós. mas como algo, como uma sentença e um conteúdo, que neste caso traz as mães. que neste caso traz as mulheres para o centro da construção das políticas públicas. Como se não bastasse o conjunto de questões que nos desafiam e nos atravessam a cada dia, Recentemente tive a oportunidade com as outras deputadas e com a própria deputada Erika Koukai de fazermos ações de enfrentamento ao feminicídio. que se transformou em algo que é, enfim... cotidiano e banalizado. na nossa vivência de país. A violência contra mulheres tem ocupado um lugar singular na sociedade brasileira. Mas tão presente, tão presente, que exigiu do presidente da República criar um pacto entre todos os poderes. Quando o presidente da República chamou esse pacto, nós tivemos uma mudança na determinação das medidas protetivas de urgência. E aí é importante dizer... que nos últimos... dois meses, nós tivemos uma medida protetiva de urgência lançada a cada 30 segundos no Brasil. No entanto... Para dialogar com o tema desta audiência, eu quero dizer que nós ainda não estamos criando políticas públicas que considerem a situação específica de mulheres com deficiência, inclusive deficiências adquiridas por conta das violências sofridas, por conta das violências sofridas de crianças. que adquirem e constituem condições de violência humana, condições de deficiência por conta de violências sofridas nos momentos de gestação, da violência obstétrica, do parto e posteriormente. E isso é um compromisso que eu quero ao assessoria, acompanhava essa audiência, com cuidado e atenção porque eu quero deputada érica que no próximo período possamos fazer um trabalho que de curso escuta em continuidade audiência que a senhora coordena nesse momento que de escuta e curso a essa escuta das questões que estão sendo trazidas nessa audiência então eu objetivamente faço uma sugestão uma sugestão de que a gente peneire a legislação, estude a legislação. A própria LBI, a Lei Brasileira de Inclusão, que nós trabalhamos... E eu me sinto integrada a esse trabalho, assim como a senhora, a deputada Erika Alcocai, pela luta pelos direitos humanos e a luta feminista e a luta anticapacitista que nós desenvolvemos nesse parlamento contra uma extrema direita. Mas eu preciso dizer a vocês que nós cometemos algo muito limitado quando debatemos a LBI. A LBI não está integrada à dimensão de gênero. Isso as mulheres com deficiência, as mães de crianças e de pessoas com deficiência, pessoas Té, pessoas com Té, pessoas com diferentes transtornos, inclusive do ponto de vista do sofrimento psíquico, tem nos apresentado, e eu tenho me dado conta que a LBI, a Lei Brasileira de Inclusão, não está trazendo a dimensão de gênero na necessidade que tem que trazer. na observação e no olhar que deve fazer. Sobretudo neste momento, quando a gente olha... Questão das mães. Mas a gente percebe também que há um outro tipo... na política nacional de cuidados que tem que ser observado. Eu tenho visto cada vez mais mulheres que são mulheres que envelheceram, que perpassaram, que são idosas, que permanecem com cuidados permanentes com outras pessoas, sendo que cuidam tanto dos seus filhos e filhas quanto de... pais, genitores, genitoras idosas que também estão sob cuidado. políticas públicas da política nacional de cuidado tem que dar conta disso a um envelhecimento humano em curso que precisa ser considerado isso não é um fenômeno individual eu quero dizer a vocês que nós precisamos nos preocupar e construir políticas públicas em caráter global, em caráter estrutural, porque o envelhecimento humano é um fenômeno de Brasil, e portanto, e do mundo, mas sobretudo do Brasil. O que a Europa vivenciou ao longo dos últimos anos de travessia etária, nós estamos agora aceleradamente vivendo. Estamos mais velhas, somos mulheres mais velhas, e continuamos com uma total responsabilidade de cuidado e atenção sobre cada pessoa que está vivendo. enfim, colocada ao nosso lado. Sejam os nossos mais velhos e mais velhas, sejam os mais jovens, os nossos filhos e filhas, as crianças, adolescentes e adultos, filhos e filhas, com grau. de menor autonomia e que dependem das nossas vidas. Portanto, meus amigos e minhas amigas, meu abraço, meu abraço. meu carinho, meu respeito. E minha... Admito diante de vocês que até o presente momento, nós mesmos que enfrentamos e que sustentamos um conceito... de família mais amplo, porque reconhecemos também que as mães atípicas, em geral, estão sozinhas com seus filhos, são mães solo com seus filhos, são mães que realizam todas as ações. Ao dizer isso a vocês, eu admito, diante de vocês, autocriticamente, como é necessário, que nós não fizemos ainda as políticas públicas que consigam atender Não se trata de filhos atípicos, se tratam de famílias e essas famílias, esses núcleos devem estar definidos como especialmente protegidos no âmbito da nossa Constituição e essa é uma proposta que já deixo para a deputada Érica Cocay que façamos juntas para o próximo período, dando curso à luta que essa audiência empreende e dando continuidade à escuta, ao trabalho e aos encaminhamentos que a audiência realiza. uma participação menor do que eu gostaria. Nós estamos com o ministro Boulos aqui com os movimentos sociais... em Porto Alegre hoje, por isso que eu me encontro aqui mas sempre e em qualquer momento. Contem conosco e, sobretudo, para conjugar os verbos e o sentido que existe na sentença do nada sobre nós sem nós. Nada sobre famílias atípicas sem as famílias atípicas. Um forte abraço. Obrigada, deputada Érica Cocay. Meus parabéns. E boa luta. Obrigada, Roussá.
Deputada
Nada sobre famílias atípicas. sem as mais Eu vou passar então para Juliana Hernandes Cores, que é a nossa última convidada a fazer uso da palavra. E em seguida, apenas as pessoas que quiserem falar, já estão escritos Silvio, Elianildo, Érica e Osmar.
Coordenadora-Geral de Politica de Cuidados - Ministério das Mulheres
Bom, gente, muito bom dia. Primeiro, eu queria agradecer o espaço. E... Agradecer o espaço, deputada Erika. A secretária Joana mandou um grande abraço. Todas nós. Seja nos espaços. de sociedade civil seja no governo. Estamos juntas. começar pela minha audiodescrição, eu sou uma mulher parda de cabelos artificialmente ondulados atingidos de Marron. Eu estou vestindo um vestido branco e eu uso óculos enormes. com armações bem grandes e brancas. É... Primeiro... Esse espaço da audiência pública é um espaço muito rico. porque é onde a gente consegue trazer também é mais um espaço onde a gente consegue escutar a sociedade civil com qualidade, com todas as suas demandas, e com muita potência. De novo, agradecer aqui o espaço do parlamento. Obrigado. É... Bom... Quando eu venho, eu venho com... a consciência de que o Estado ainda não conseguiu trazer respostas na sua dimensão total, mas eu venho com a alegria de trazer uma nova política, que é a Política Nacional de Cuidados. Esse parlamento foi... imprescindível aí na aprovação da política nacional de cuidados em 2024 e agora a tarefa do executivo é trazer as políticas públicas né aproximar as políticas públicas da realidade né e para isso a gente tem o plano nacional com suas ações e com a participação de vários ministérios para tentar trazer a transversalidade que é tão necessária para essas mães. É... Para as pessoas. como um todo, não só para essas mães, mas as pessoas são inteiras, elas não são divididas nos nossos ministérios. Então, quando a gente pensa na política pública, a gente tem que pensar também. nessa integridade. Bom... E... Como uma política nova, a gente precisa muito de apoio em todos os espaços, seja aqui no Legislativo, seja junto à sociedade civil. E o apoio, às vezes, é a ponte nesse processo interfederativo. O apoio, às vezes, é... incitar que que estados e municípios façam a adesão às políticas, que comprem a ideia de algumas políticas. E aí... E... Quem está passando o slide comigo? Primeiro, eu queria fazer um resumo, que vocês sabem muito melhor do que eu, mas um resumo do que tem pautado a gente, de quem são as mães atípicas e como dirigir um pouco essas políticas públicas. Obrigado. É... Existe uma invisibilidade, pode passar. Obrigado. existe uma invisibilidade social, uma jornada exaustiva, como Todo o trabalho de cuidados é invisibilizado. São mulheres que exercem a jornada exaustiva do cuidado de filhos com deficiências. É... Ela dialoga diretamente com o fim da escala 6x1 e com a redução e flexibilização de cargas horárias. Então, a gente tem pautas que permeiam e o fim da escala 6x1 é uma delas e Enfim, toda a flexibilização da carga horária. Nesse sentido, o Ministério das Mulheres... conseguiu Eu fiz audiodescrição, mas não me identifiquei. Desculpa, gente. Eu sou Juliana Cores, estou coordenadora geral da política de cuidados lá no Ministério das Mulheres, na Secretaria de Autonomia Econômica. É... E aí... A gente tem feito lá no Ministério das Mulheres... Uma... um esforço aí junto com com várias frentes, mas um deles é a sétima edição do programa Pró-Ecuidade de Gênero e Raça, que foi encerrado agora em maio de 1926. A gente trouxe e, felizmente, as empresas também trouxeram preocupação com a pauta e como forma de atender melhor esse público. a flexibilização da jornada de trabalho, trabalho remoto e outras adequações conforme as possibilidades das empresas. para as mães atípicas. Então, a gente está começando a conseguir um diálogo com as empresas, para essa valorização. Obrigado. Outro ponto que... dialoga muito com a invisibilidade social e com essa questão... do trabalho, do campo do trabalho, é a ratificação da Convenção 156 da OIT, deputada. A gente está com muitos indicativos de ratificação, mas ela é... importantíssima para nós, para ter mais um... mais uma incidência normativa que possa nos auxiliar. que é na igualdade do trabalho. Bom, a gente já falou um bocado aqui também sobre a sobrecarga solitária. O cuidado é historicamente tratado como obrigação exclusiva da mãe. e por diversas vezes E... essencialmente pela mãe E... e por vezes da família como um todo. Tem um dado que... A deputada já trouxe que entre 78% e 80% das mães de crianças com deficiência enfrentam o abandono paterno antes dos 5 anos de vida dos filhos, né? É uma pesquisa do Instituto Baresi. E aí? quando a gente pensa em um plano de cuidados, a gente precisa pensar também sobre iniciativas de participação comunitária, para começar a ter tirar essa solidão e essa... falta de espaços de convivência comunitária das mães atípicas. É... seja para a sua escolarização, para ter apoio e suporte, para dar continuidade à sua escolarização, à sua capacitação, à sua formação, seja no cuidado das suas... com o serviço que cuide das suas crianças, mas também com serviços que qualifique seu tempo. E aí a gente fala um pouco disso mais para frente, o que o Ministério tem feito de ações para a qualificação do tempo. A gente percebe o impacto econômico, a gente tem... Dados que trazem que entre as jovens de 15 a 29 anos que não concluíram o ensino médio, 9,5% pararam para estudar ou nunca estudaram pela necessidade de cuidar da sua casa, dos filhos, filhas e outros parentes. Então, essa também é a principal razão que 34% das mulheres que estão fora de mercado de trabalho não estão procurando ou não estão disponíveis para o emprego Então... A gente precisa do reconhecimento do trabalho de cuidados. E... O impacto na saúde, que a gente já trouxe aqui, os altos índices de esgotamento físico, mental e de isolamento social. Não vou me ater muito mais, porque a gente, de fato... Sabe muito bem. Né? Quem... quem são As mães. O que eu acho que eu... trago como novidade é o que a gente já tem como política implantada e o que a gente precisa que a sociedade civil também incite aí os estados e municípios a adesão. O que que... Não, volta um, desculpa. Eu que não vi. O que mudou com o Plano Brasil que Cuida, que é o plano de cuidados? Primeiro, um novo paradigma, que o cuidado passa a ser reconhecido pelo Estado como um direito humano e social. O direito a ser cuidado, o direito a cuidar e o direito ao autocuidado. E aí E... O Estado agora percebe, enquanto com responsabilidade. E aí, gente, é com base na lei de origem do executivo e a sanção aqui pelo parlamento, que a gente conseguiu esses espaços tão institucionalizados, finalmente. E... A corresponsabilidade se passa pela divisão do trabalho de assistência entre família, comunidade e Estado. O público prioritário. São as pessoas com deficiência que necessitam de apoio diário, e consequentemente, suas cuidadoras. e um dos eixos é fundamentais são o anticapacitismo e o antirracismo. Obrigado. As ações estão estruturadas para garantir a dignidade de quem recebe, de quem doa o cuidado. Pode passar, por favor. Não, não, não. O Plano Brasil que Cuida teve um investimento de R$ 24,9 bilhões, em políticas de cuidados. Foram 20 ministérios atuando e apresentando 79 ações. Ao todo são 247 entregas. entre a ampliação e qualificação dos serviços existentes e os novos serviços. Então eu convido todas a conhecerem o plano... porque, de fato, algumas das ações podem mudar a realidade, né? Várias das ações podem mudar a realidade. de cada uma. Pode passar. E aí eu quis fazer um ponte, um pouco. para concretizar aí quais são ações que aliviam a rotina de mães atípicas aí que estão no plano. Ali não consta, mas... A ação que é o... que a gente está com o edital aberto, inclusive, para todas as universidades estaduais, edital com recurso direcionado a todas as universidades estaduais, às 40, São as cuidotecas. As cuidotecas são espaços públicos em ambientes educacionais que proporcionam cuidado para crianças com e sem deficiência, para que as mães consigam dar continuidade aos seus estudos, à sua formação, podendo levar seus filhos para esses espaços de cuidado. Hoje a gente tem 20 cuidotecas com os institutos federais, já em desenvolvimento, e a gente está com o edital aberto para todas as universidades estaduais. É... Os centros-dia, com espaços públicos onde os filhos recebem atendimento especializado durante o dia, que aí eu acredito que a gente precise dessa expansão, e aí, de novo, a política de cuidados, quanto nova, a gente precisa fortalecê-la, né? e o atendimento domiciliar, onde equipes conseguem ir até... A casa, principalmente de pessoas com deficiência acamadas... E equipes são deslocadas para essas casas para fazer os cuidados diretamente na casa. qualificando também um pouco o tempo das cuidadoras. né E a criação de coletivos comunitários, assim, como criação de lavanderias públicas, cozinhas comunitárias, na perspectiva de reduzir o tempo gasto com as tarefas domésticas básicas. Então, hoje também a gente está com essa atuação voltada para lavanderias comunitárias, tanto na perspectiva urbana... quanto na perspectiva rural... e isso é tem a função de desonerar as mães né a prioridade na primeira infância, inclusive. para esse atendimento. Pode passar. Obrigado. E aí E aí... O que o plano de cuidados tem como intenção aí. O plano visa liberar horas preciosas para que a manhã atípica possa cuidar da própria saúde e ter seu descanso. existe o estímulo ao retorno e aos estudos e a inserção no mercado de trabalho para inserção no mercado de trabalho ou na geração de renda. Existem recursos para capacitação gratuita de oferta de cursos de formação sobre a prática de cuidados, valorizando inclusive o saber já existente das mulheres, e a articulação de redes, que é uma conexão direta com o novo plano Viver Sem Limites. A incidência da deputada Rosário foi... Foi... para a gente trazer também de que esses planos precisam ser articulados... e dialogados. A gente precisa trazer pontes entre essas ações. Pode passar. por favor Obrigado. E aí, gente... As figurinhas não apareceram aqui na apresentação. E aí, enquanto conclusão e próximos passos, A gente deseja continuar aí nesses caminhos de justiça social... que é cuidar de quem cuida, e preservar a dignidade das famílias atípicas. e contar tanto com o Parlamento quanto com a sociedade civil para a sustentabilidade política. dessa política pública. A gente... A eficácia do plano depende... do engajamento dos estados e municípios. bem como depende também... - Jiki E... as políticas consigam acessar quem precisa dela. Então a eficácia do plano depende do financiamento contínuo também, e isso é conosco, E... da adesão dos municípios. Obrigado. Trouxe um pouco o panorama? de como a gente tem hoje a articulação federativa. Tendo em vista que o Estado não pode mais ter um papel subsidiário na provisão de cuidados, A gente está promovendo a territorialização do Plano Nacional de Cuidados. E... Enfim... fazendo essa articulação para que estados e municípios façam essa adesão. Aqui a gente tem um panorama geral de como se encontra a territorialização. 11 estados aderiram ao plano. sete capitais e a manifestação formal de 87 municípios. A gente ainda precisa trabalhar muito. para essa adesão ser expandida muito. E, atualmente, o instrumento legal para adesão é uma portaria do Ministério do Desenvolvimento Social, que é a portaria 1000 134 de 2025... onde a gente descreve lá como se faz a adesão. Aqui é imprescindível a participação da sociedade civil. pedindo aí para os seus estados e municípios aderirem ao plano e desenvolver suas políticas. Pode passar. Gente, muito obrigada pela atenção. Estamos abertas. para qualquer colocação. De novo, esse espaço é muito mais de escuta nossa também, de construção junto com vocês. E eu gostaria de pedir... o seu manifesto, para a gente levar para a ministra Márcia... pra gente A gente vai cuidar com muito carinho. e trazer e trazer o que a gente puder trazer de resposta. Obrigada, Juliana.
Deputada
Nós vamos reduzir para dois minutos as intervenções, que a gente já está com o horário muito estourado. Então, escrito Silvio... Elianildo, Érica, Oswaldo, Aline, Rivani Miguel é... Aline... e Ludmilla. Aline, eu acho que vai ter que sair... Eu não sei... Obrigado. Então, a gente vai começar por você. Rafa! Alguém já foi? Tem uma Aline Frutas, está aqui? Aqui, né? Você não tem que sair, é outra linha. Eu vou só pedir para vocês, quando forem usar a palavra, que vocês colocarem o nome completo e, se representarem alguma entidade, é colocar a entidade que responde. Você quer falar também? Sim. Obrigado. Como é o nome seu? É o nome seu. Beatriz Lara. Então, as pessoas que forem falar... é falar em um nome completo E se representarem alguma entidade, falar a entidade que representam para ficar nos anais. da reunião. Então, com a palavra o Silvio Sobrinho. É, eu... Quero cumprimentar a todos presentes nesta
Participante
...audiência e... O ter o governo federal junto com a gente é uma bênção. Muitas coisas que a secretária falou, nós temos... É... necessitamos e não sabíamos que o governo tinha números, isso foi muito bacana. A ministra Márcia Lopes, ela tem sido uma bênção para a gente. uma benção mesmo Queria agradecer à deputada Érica, que no primeiro momento que nós procuramos ela para solicitar essa audiência, a deputada e todo o pessoal do gabinete, foi uma bênção para a gente também. Deputada só uma situação que nós já estamos vendo... Hein? É... A questão do censo, hoje nós usamos números do CDC, que é um órgão do governo americano. Mas nós temos conversado... a necessidade de nós sabermos quantos nós somos. Quantos autistas nós temos no Brasil? Hein? E... É uma parceria, nós já temos conversado, é uma conversa assim, está bem no começo, o ministro Padilha... o ministro Camilo Santana e... o presidente da ABM, Associação Brasileira de Municípios. Dessa forma, nós conseguiremos atingir os 5.570 municípios do Brasil. Inclusive, o Eduardo Tadeu, que é o secretário da ABM, mandou um abraço para a deputada Érica, E... Para que nós tenhamos políticas públicas assertivas, nós precisamos saber quantos nós somos e aonde essas pessoas estão. Por exemplo, políticas públicas no Amazonas e no Pará, ela é diferente da região sudeste, da região sul, centro-oeste. tem uma assistência maior, embora esteja longe, ao passo que no Amazonas, os próprios parlamentares, às vezes a gente liga para eles, eles estão nos barcos. Então, eu acredito para que nós tenhamos políticas públicas assertivas e... O primeiro passo seria esse, até uma necessidade que a secretária falou, dessa forma nós conseguimos atingir 100% dos municípios brasileiros. O Eduardo Tadeu disse que, a hora que precisar dele, ele vem. responsável pela BM, pela Associação Brasileira de Municípios. Queremos agradecer também a deputada Maria do Rosário, que tem sido uma bênção para a gente, a ministra da Mulher, a ministra Márcia Lopes. As lideranças religiosas aqui presentes, o autista, ele está em todos os lugares, nos terreiros, nas sinagogas, nas mesquitas. E nós fazemos esse trabalho, religião, eu respeito a dele, ele respeita a minha, e nós só tratamos aquilo que nós temos em comum. E eu queria só agradecer, e alguns segundos ele quer fazer um agradecimento para a mãe dele. Obrigado. Obrigado.
Participante
Meu nome é Miguel e eu sou autista. Amém. E eu queria agradecer a todos... O apoio que estão dando as mães atípicas, elas precisam muito. Quero dizer a minha mãe: "Não sei o que seria de mim sem a senhora". E, um... É isso, agradeço a oportunidade. O Silvio Sobrinho é presidente fundador do movimento Topa Todos pelo Autista. Eu vou só...
Deputada
Eu passo agora para o Elenil do Nascimento, que é do Conselho Global da URI. Não.
Participante
Agora eu ligo. Bom dia a todos e todas. Primeiro, meu nome é Elianildo Nascimento, na descrição sou um homem pardo, gosto de usar careca, uso óculos, tenho baixa visão e eu queria primeiro saudar a deputada Érica Cocay e a deputada Maria do Rosário pelo extremo compromisso com essas, as verdadeiras e grandes causas do Brasil e de nossa sociedade. Falo aqui em nome da Iniciativa das Religiões Unidas, que é uma rede global interreligiosa com presença em cento... e 20 países e mais de 1.300 grupos organizados. Aqui, até acionados pelo pastor Silvio Santos, podemos iniciar um trabalho de diálogo com diversos segmentos religiosos, com a Igreja Católica, com a Federação Espírita, com a Comunidade Islâmica, Comunidades Bahá e Igreja Jesus Cristo Santos dos últimos dias. a nossa vinda aqui é no sentido de como pensarmos uma articulação que possa envolver os segmentos religiosos. Como bem o pastor Silva mencionou, As pessoas neurodivergentes existem em todos os espaços da sociedade. E há também, muitas vezes, um grande desconhecimento, não só daquilo que já existe sendo trabalhado e produzido pelo governo federal, pelos governos, e garantido pelas normas estabelecidas, por força também do Brasil ser signatário das convenções e documentos internacionais que falam sobre os temas, mas há ainda um gap, uma necessidade, de aprimorar o estabelecimento de ações que atendam verdadeiramente a todas as pessoas. No caso das mulheres, especificamente, não poder trabalhar, a dissolução de suas unidades conjugais em função do grande trabalho que desenvolvem para cuidar de filhos e filhas. Então, precisamos. é nas escolas essas necessidades que não vou repetir aqui o que já foi estruturado, mas Só nos colocarmos também à disposição no sentido de colaborar com essa grande iniciativa para a instituição de uma política nacional, no sentido de mobilizar as igrejas e organizações religiosas. Aqui eu cito a presença da Federação Espírita, do Distrito Federal, da companheira Salete Aquino também da URI, do Sheikh Ali, que está por aqui também presente, das matrizes africanas, tantas representações que já estão se organizando no sentido de trabalhar esse tema. Agradeço e parabenizo a todos. por essa necessária iniciativa.
Deputada
Obrigada, Elianildo. Vou passar para a Érica Curado, que é da Associação Brasileira por... ações por direitos das pessoas autistas. em seguida para o Osvaldo
Participante
Ah. Boa tarde, já quero saudar a deputada, a mesa e aos presentes. Eu gostaria de pedir um tempo, que não contasse o tempo da minha descrição de imagem e também aqui como mulher autista, mãe de um adolescente autista, aqui no plenário da mulher, eu gostaria também, eu estou pedindo muito, eu entendo o tempo, the campaign 2026 I am autistic and defend the end of violence against women. We have made a manifesto. I would like to read this manifesto. Please So, announcing the 2026 campaign of Abraça, I am autistic and I fight for the end of the violence against women. The violence against women is a violation of human rights and a structural problem of the Brazilian society. She's a family-friendly relationship with relationships. institucionais economic, political and cultural, atinging millions of women every year. women with deficiencies are among the most vulnerable in this scenario, facing multiple barriers, to access basic rights. And in the case of violence, devido a proporção the support, autonomy and justice. The Convention on the Rights of a Possible Deficiency recognizes women with disabilities are subject to multiple forms and aggravated discrimination and violence. The Brazilian Law of Inclusion of People with Disciences, states that the state and the family has to ensure protection against all forms of negligence, discrimination, exploration, torture, cruelty, oppression and disillusionment. Autism are people with deficiencies, so women autistic have their rights guaranteed by the convention by the Brazilian legislation of protection women and people with disabilities. However, the historical invisibility of women autistic women has to remain outside of the statistics, of the diagnostics and public policies, and even of the networks and protection. the most vulnerable to psychological, sexual, institutional and domestic violence. This vulnerability is directly related to the barriers cultural, institucionals, political and social, and that women's autism face. public and private. The violence against autistic women often is presented in a silenciated way and naturalized way. In many cases, it is presented as a care, protection, protection and protection. rights. A this, it adds a lack of sexual education, explicit and quality. In relation to family, terapéuticas or institucionally, the stories of autistic women can be qualified as "exaggeration" or "crise", producing a specific way of epistemic violence, which impede the recognition of autistic women as a legitimate narrator of their own experience. It is also necessary to recognize that women autistic are not a homogenous group. Race, territory, social class, sexual orientation, gender identity and other deficiencies associated, directly affect the access to diagnostic, protection and rights. Women autistic, black, indigenous, periféricas, LGBTQI/PN+ migrants, Riberias or in situations of poverty, they face multiple forms of exclusion and violence. It is also necessary to recognize that there are women autistic with the biggest demand of support, women autistic non-verbals and women autistic in situation of institutionalization or total dependents of caregivers. and impediment of access to networks externals of protection. women autistic with intersections interseccionally can, therefore, have their own capacity to name a violence inviolable, having additional difficulties to be accepted and to seek access to health, justice, security and assistance. whether they are mothers, solo or the principal responsible for the care of children. They live in the same time of physical, emotional and financial care, sometimes without access to public policies, support support or mental health. Who care also needs to care. In the context of the work, the violence against women also assume even inviolable and naturalized, especially when this woman assumes the role of the staff, leadership or leader. The negation of autism as a deficient, by treating it as a non-aparent, has been able to do space for practices of psychological violence, sexual assault, and institutional violence. This dynamic produces great overcast, psych-sofrance and, not rarely, the forced disillusion of women, which characterizes a consolidation of their silent exclusion of the work world. The gender violence cannot or should be faced only by women. It is fundamental to involve all society in the construction of relationships based on respect, equity and human rights. The confrontation of machismo, misogynia, LGBTQ-fobia and the culture of violence must be part of the collective construction of a collective society that is truly inclusive and accessible. men in general are socialized to listen and recognize the authority of other men. Therefore, their responsibility is also relevant to the violence of gender. In addition, the current propagation of several anti-feminists on the internet, autistic adults, is being coopted by a discourse that naturalizes, justifies and potentials and the other people who are autistic, the National Campaign of 2026 is the theme "Sou Autista" and "Luto pelo Fim da Violência contra a Mulher". The campaign seeks to expand the public debate on gender and deficiencies, produce educational materials, support political incidences and promote support, support, and social mobilization. The campaign will be structured in four eixos: and women non-binary people. 2. The diagnosis and viability of autistic women. 3. Who is responsible for care. 4. The gender violence and the role of autistic men in the face of machismo. And the Abraça invites the society, the media communication, the formulators of public policies, the education services, the health services, the social movements and all the autistic communities to unite in this fight. There is no real inclusion in women living under violence, silence and exclusion. We will be in the fight, a free society of violence, gender, capitalism and misogynia. I am autistic woman and I am the end of the violence against women. Thank you.
Deputada
Obrigada, Érica. Vou passar, então, para o Oswaldo Freire, que é pesquisador e escritor sobre o tema, e que tem aqui este vereador e autismo, prático para municípios. E, em seguida, para a Rivani. Obrigado. Deputada...
Érica Cocay tem acompanhado ao longo dos anos a sua dedicação à pauta dos direitos humanos, direitos fundamentais, Obrigado. a pauta em defesa das pessoas com deficiência. Como... dois mandatos de deputada distrital e quatro mandatos de deputada federal. Parabéns, deputado. É... Eu sou autor deste livro, Desafiante Mundo do Autista, né? Durante dez anos, o Estudiotismo no Brasil, na Austrália, Emirados Árabes, Estados Unidos, Argentina, México, Canadá e França. E... Recentemente, para fazer a segunda edição do livro, estive visitando a Áustria, a Suíça, à Itália e retornei de novo à França. O Brasil tem 60 mil vereadores... E eu fui convidado pelo presidente da União dos Vereadores do Brasil a fazer essa cartilha, né? Vereador e autismo guia prática para os municípios brasileiros, né? Eu escrevo cartas, né? Hoje eu estou escrevendo a minha número 275, dirigida a pai, mães, psicólogos, psiquiatras, nutricionistas, enfim. ao universo autista do país E estou sendo lido em 33 outros países. E essa carta, eu estou lendo aqui para não ocupar... O tempo... Do meio para o fim. Sobre a expectativa espiritual, as mães atípicas revelam uma dimensão profunda da condição humana. São pessoas que aprendem diariamente... a transformar desafios em amor. Incertezas em esperança. em perseverança. Sua caminhada ensina à sociedade brasileira valores essenciais, como a paciência, compaixão... solidariedade e respeito à diversidade humana. Elas nos lembram que a verdadeira inclusão social consiste não apenas em garantir direitos legais, mas em reconhecer que a dignidade de cada pessoa e construir ambientes capazes de acolher todas as diferenças humanas. Três sonhos que habitam o coração. das mães atípicas. Primeiro, garantir autonomia segurança e bem-estar para os seus autistas de diferentes idades e níveis de suporte. Um, dois e três. Segundo Viver em uma sociedade genuinamente inclusiva. Uma sociedade onde escolas... serviços públicos, empresas e comunidades estejam preparadas para acolher as diferenças sem preconceitos e sem barreiras atitudinais. Terceiro, ter acesso universal e contínuo aos serviços necessários. Saúde, educação... assistência social, terapias, oportunidades... de trabalho apoiado e outros, de desenvolvimento disponível de forma digna, eficiente, acessível para todas as famílias atípicas. Ressalto que Essas mães não pedem... PRIVILEGES! Porém, reconhecimento, respeito e condições para que seus filhos possam desenvolver plenamente as suas potencialidades. Ressalto que... Ao apoiá-las, o Estado fortalece não apenas a causa específica, mas aos próprios valores de justiça e urbanidade que sustentam uma sociedade verdadeiramente democrática. que possamos enxergar nas mães atípicas, não apenas cuidadoras incansáveis, mas lideranças sociais, construtoras de esperança e exemplos vivos, de um amor que transforma realidades. Elas são, sem dúvida, uma das mais belas expressões... da coragem humana de nosso tempo. Deus as abençoe. Muito obrigado. Obrigada, Oswaldo.
Hello? - Yeah. I'm Rivani. I people. determined and imposed by President Lula on April 12, 2004, a job of the International Arbitral of America, North and South. Central. The name of the tribunal was determined at the time by the vice-president who signed the decree. Tribunal de Justiça Arbitral Internacional das Américas, do Sul, do Norte, Central, Asia Africa Oceania Oriente Médio. and Europe in the Session Brasil. Our role at that time was just to act between this issue of so many legal requirements that when they are fulfilled, the government itself or the government itself, the government itself, the government itself, the government itself, has no longer those demands. And so my job was institucional. So, at the time, we were with the national forums. You would come to the municipality and some were asking for municipal health. I'm going to go to the next one. to build a international relationship that could bring resources and reach all places financial demand. So when we were able to adjust the budget, we already had finances. So you were going to go from one commission to another, and this tribunal helped us to make this correlation. When I heard a deputy say that it needs a diagnosis for you to encaminate this money, I know mothers who have already been and couldn't be attended. So our forum, he happens every year in April. Today we have the National Bullying, which we have a lot of struggle. I think that's left a little link between us, which we tried to build in 2004. with this plan that today is retomating, the president of Dilma was until the 8th, formed school battles, the program "Paz nas escolas" has already been able to do the culture of the paz. In the 8th of "Mente Blindado", the project of law is already parated in the Senate, already since 8 years. So, we are retomating a public policy that is parated in 8 years. The 9th of a forum, which was the fifth forum, national, that would be integrated in this project that was from the Ministry of Education. The INEP has the information from the schools, but it does not register the notes of the students, of the mothers differentiated. If there is no direct relation, that the INEP, in order to stay with these data, in Rio de Janeiro, not come to Brazil, we can't do it. Because until the 15th of November of every year, is closed the number of matriculars. Just then it's time to take this man who is in school, who was already expulso, who was already abused. but the emotional violence is leveled. That boy looks at people and says: "No final of the class, they will kill me." and he doesn't have power of decision. So this dialogue between OSCIPs and ONGs, which is a procura... I was procured by the Ministry of Justice, for two weeks, we had a forum here in the secretariat in the fourth floor of the presidency, and the Justice Minister put this concern. We are not able to take these decisions because ONGs, OSCIPs, OSCs, fundations, they are in a conversation with a from the previous government that all the people. The first thing that the Minister Sérgio Moro did was to autorize all the people, 160 days, then 180 days, and we know that they have 5 years without surviving, having to sell their own institutions and negotiations. which I call abort, because no government is aware of this. So, these programs already exist, are on the pauta of the Lei 13.185, in detail, but there is this lack of dialogue. And at the time, the 10th item was a proposal of integrating centers built with resources of four pastas, which was just the financial aid, where you had the BRICS, which she created, our president, and today, thank God, she is the president. physical health A health spiritual, where we put the institutions that we work together here in Brasília, in the same day, in the same time, we work at them, because there are mothers that need to... of support X, Y, and religiously, and emotional health. Unfortunately, I also consider, as pastor, that the biggest crisis in our Brazil today and in the world, is that It's not that there is a syndrome of feminicide, it's that the internet entered in the house and appeared our cancer. The violence against women, I was a kid and I knew that there was a father-in-law. Unfortunately, today our senator Damares wants to go with a girl who is pregnant with violence and says... and tell a story that she doesn't know what happened. So I believe that if we can, deputada, make a policy public, retomando these information, I think you will achieve this dialogue. And I thank you for the patience and the opportunity. Thank you, Rivani.
Deputada
Eu vou passar para o Miguel Lucena, pedir o pessoal para ficar no tempo, porque a gente vai ter que encerrar daqui a pouco. o Miguel Lucena e depois a linha e frutas. Miguel é da casa da... da Educação Anísio Teixeira. Boa.
Participante
tarde cumprimento Em nome da... da deputada Érica Cocá, em cumprimento dos demais componentes na mesa, Falo aqui em nome da Presidente. da Casa da Educação Anis Teixeira. Maria José Rocha Lima, Zezé, que infelizmente não vai poder falar porque está afônica. Né? Eu digo infelizmente porque... Ela tem muito... muita experiência, foi deputada... pelo Estado da Bahia. mestre em educação, doutor em psicanálise e assessorou a elaboração do marco legal da primeira infância. Nós somos pais de um... de um filho neurodivergente, mas antes de qualquer diagnóstico e observando as dificuldades de aprendizagem que ele tinha, nós criamos uma uma sala de alfabetização na 304 Norte, E mesclamos com... com meninos do plano piloto e estudantes que... tinham dificuldade de aprendizagem na escola classe 203, de Santa Maria Nessa mesma escola de Santa Maria, nós desenvolvemos o projeto... combatendo a intolerância pelo Brasil. com o aleijadinho. pelo prazer de aprender. Essas crianças fizeram aula-viagem, tudo custeado por nós. Trouxemos essas crianças para o Centro Cultural Banco do Brasil. Eles nunca tinham saído de Santa Maria, não conheciam o plano piloto. Nunca tinham visto o Congresso Nacional e, muito menos, o Centro Cultural Banco do Brasil. Essas crianças, a partir dessa aula de viagem, de visitar a exposição, É... Produzir um livro que nós publicamos também às nossas expensas. eu digo isso para ir mostrando a vocês a dificuldade que a gente tem de realizar trabalho E praticamente sem contar com o apoio do poder público. E eu, na condição de delegado-chefe da 6ª DP do Paranuá, Convidei a Zezé para levar esse projeto... Pro Paranuá E fizemos lá, Combatendo a Intolerância Pelo Prazer de Aprender, No momento em que se estava... iniciando um enfrentamento muito forte ao bullying nas escolas. havia muita violência escolar E nós desenvolvemos esse trabalho, reunimos 3 mil jovens, no Paranoá e Itapuã. conseguimos, neste caso, uma parceria com a UNB, que... remunerou os professores e capacitamos 200 professores sobre o enfrentamento da violência escolar. O Colégio Dom Bosco também cedeu salas para a gente fazer as aulas lá. E nós reunimos 3 mil jovens, levávamos para a delegacia para eles assistirem a rotina da delegacia, levamos teatro, cinema. Levamos o museu de drogas para que eles conhecerem os perigos das drogas. E, logo em seguida, o Estado, que não havia dado nem um centavo para a realização desse projeto, me transferiu. da CSTDP, e eu soube que o argumento era que Eu já tinha trabalhado demais, precisava ir para um lugar mais tranquilo, e que delegacia era para prender bandido, não era para... fazer o trabalho que a gente estava fazendo. A Casa da Educação Anís Teixeira. continua em funcionamento sem nenhum apoio público nem de emenda parlamentar. Nós até gostaríamos de contar, viu, deputado Eric Cococay, com esse apoio, porque a Casa da Educação também desenvolveu... O Curta Maria é um projeto... de produção de vídeos, vídeos... vídeos curtos de três minutos feitos... no próprio celular, por estudantes da escola pública. Cada jornada reuniu de 100 a 150 jovens. E nós atingimos 2 mil... e 500 estudantes participando desse projeto, o Curta Maria, de combate à violência contra a mulher. já no sentido de prevenir o jovem de de... envolver o jovem nessa discussão para que ele aprenda a respeitar a mulher e que não recorra à violência sempre que for contrariado. Então, esses projetos foram realizados... pela Casa da Educação, a... Eu vejo a luta... da Zezé Rocha aqui. E essa preocupação que vocês levantaram aqui sobre... o futuro, né? As mulheres, as mães atípicas temem o futuro. E essa discussão é quase cotidiana lá em casa. de Zezé Rocha, preocupada, como é que vai ficar nosso filho. Quando nós partirmos, eu falo para ela, não, tenha calma que nós vamos ver muito ainda para lutar por ele e para lutar... pelas demais crianças, pelos demais meninos e meninas e pelas mães que enfrentam essa luta no dia a dia. Muito obrigado. e em seguida para Ludmilla.
Participante
Eu me chamo Aline Eu sou... Mãe atípica de um garoto chamado Daniel. Eu vou acompanhar o que você falou, Rose. Ele é um ponto fraco e o forte. Geralmente, os nossos filhos são o nosso ponto fraco e forte. É onde mais toca. Eu vou fazer a leitura porque provavelmente minha voz vai ficar embargada em alguns momentos, então isso vai facilitar para mim. Bom, eu sou a mãe atípica de um garoto chamado Daniel, ele tem 17 anos hoje, ele tem deficiências múltiplas, neurodivergente, eu sou advogada e atuo na área previdenciária em prol de pessoas com deficiência. Minha história é semelhante à de milhares de mulheres. de mães, diante de um diagnóstico precisaram, eu tive que parar Tudo que eu estava fazendo naquele momento, o que eu estudava, o meu curso, enfim, a minha vida inteira. Eu fui mãe muito jovem, tive rede de apoio. diferente de muitas mães, porém isso não fez com que eu não me torturasse por dentro também. Então, eu vivi uma depressão durante nove anos. Consegui, com a graça de Deus, me libertar dessa depressão. Só que muitas mães ainda não conseguem. Elas não têm esse apoio, elas não têm esse cuidado da sociedade. Então, muitas pessoas acham que é frescura... que é besteira, mas a gente está aqui para ajudar essas mães. e para apoiar e falar para elas que tem um jeito, elas vão conseguir, independente se naquele momento a vida delas... Deu uma estacionada, porque estaciona mesmo. Então, elas têm algo lá na frente para elas. Muitas mães são obrigadas, na minha área, eu vou falar um pouco, que é na área previdenciária, muitas mães são obrigadas a optar entre trabalhar, ou entre o BPC. Isso eu digo que é uma maldade sem fim. Porque ou você alimenta o seu filho de uma forma digna, ou você vive na miserabilidade que o INSS exige que você vive. Hoje as mães são obrigadas a comprovar que dentro da sua casa existe um quarto de salário mínimo per capita. Só que com um quarto de salário mínimo, a mãe não consegue alimentar o seu filho. Muitas mães são sozinhas, elas não têm o apoio de um companheiro. E elas têm que pedir ajuda para parentes e se essa ajuda for comprovada, o INSS mesmo assim nega. o seu benefício. E isso é o tal critério de miserabilidade. E isso não é o certo, gente. O Estado não pode fazer isso com essas mães. Isso é uma tortura psicológica, psíquica, financeira e de todas as formas. É... E elas tentam driblar, vendendo às vezes um produto através de uma revista e mesmo assim elas nem podem colocar, isso eu estou falando de vivência, de várias clientes, elas não podem identificar essas vendas. por fora, no seu WhatsApp, porque pode haver ali um assistente social que pode estar vindo a ver aquela situação, e lá na frente ela vai responder por isso e ter que devolver os valores que ela recebeu do INSS por conta de uma venda... Miserável. Esse é o nome. Vou falar também sobre escolas especiais. O MEC não contabiliza no total as escolas especiais no Brasil, que são voltadas exclusivamente para o estudo de ensino especial. Em Brasília, nós temos cerca de 14 escolas, centros de ensino especializados. Essas escolas fazem uma diferença enorme na vida dessas mães, porque é uma escola onde você consegue colocar os seus filhos dentro dessas escolas, você sabe que eles vão ser cuidados, eles vão ser atendidos de acordo com cada especificação de sua deficiência, do seu problema de saúde. Existem também a deficiência de monitores na rede pública, tanto em Brasília quanto em qualquer outro estado do Brasil. Certa vez eu conversando com a dona de uma ONG, num estado do Nordeste, eu comentei, foi até uma reunião através do seu Silvio, eu comentei com ela que aqui em Brasília existiam escolas especializadas em ensino especial. E ela se assustou, eles não sabem. disso. Eles não sabem como funciona isso, era uma cidade extremamente precária no interior do Nordeste, e ela não sabia o que era isso, não sabia o que era uma escola especializada e perguntou para mim. E aquilo me chocou muito, porque ela falou que na cidade dela, ela custeia uma ONG, onde as crianças que não podem ser atendidas nas escolas comuns, ditas normais, que as pessoas falam, essas crianças são atendidas nessa ONG. Que custeada por essa mãe! que trabalha em um determinado órgão do Estado. Então, é... finalizando aqui, é um chamado para que a sociedade enxergue essas mães atípicas, enxergue essas pessoas que lutam diariamente, que se anulam diariamente por esses filhos, como a moça no vídeo falou, desculpa, eu esqueci o nome, mas ela falou, os nossos filhos, eles não são só nossos, eles são do Estado, porque na hora que faltar alguma coisa dentro de casa, o Estado vem em cima daquelas mães, mas eles não querem saber se aquelas mães estão precisando de algo, mães precisam de um alimento à noite para dar para aqueles filhos, se precisa de uma terapia, se precisa de um fonoaudiólogo. O Estado não quer saber disso. Ele precisa ter essa atenção voltada para essas crianças. Não é hoje, não é amanhã, tem que ser todos os dias, em todos os momentos. E eu finalizo aqui que essa construção de políticas públicas tem que ser voltada tanto para quem cuida, quanto para quem é cuidado, porque a partir da hora que o Estado se volta para quem é cuidado, ele também está cuidando de quem cuida, porque quem ama o meu filho me ama também. É isso, gente. Finalizou.
Deputada
Fala, Aline. Passo então para Ludmilla Suad, que é assistente social idola. E a gente encerra com a Beatriz. Obrigado.
Participante
MBC 뉴스 김성현입니다. 고마워. 감사합니다. 감사합니다. - 안녕하세요. - 네, 고맙습니다. 저는 Ludmilla Swartz, 저는 지원자, 저는 도로, 저는 많은 년을 하는 것입니다. "너가 소지"는 이름이 아니다. 왜 이렇게 가야 될까요? 그래서, olha, 바깥ismo. 그는 문제대사원을 지켜보려고 했다. 그는 너무 좋다고 하셨다. 그는 너무 좋다고 하셨다. 그래서 이것은 중요하다고 생각합니다. 아님의 정보가, ANS, 사업자원을 지켜보려고 했다. 또한 문제대사원을 지켜보려고 했다. 그리고, 그는 지금... 내 친구와 함께 하는 과정에 있는 과정에 대한 과정에 대해 이야기하는 것입니다. 그 액션에 대한 사유가 조율이 있습니다. 그 액션에 대한 교육을 받을 수 있는지에 대한 교육을 받을 수 있습니다. 그리고 또는 그 교육을 받을 수 있는지에 대한 교육을 받을 수 있습니다. 감사합니다.
Deputada
da Ludmila, passar então para a Beatriz Lara para a gente caminhar para o encerramento. É o dia. Obrigado.
Participante
Vou mandar para aqui. Cumprimento a todos aqui hoje. É uma honra estar presente num debate como esse. Eu não sou participante de nenhuma organização, mas eu tenho um familiar que tem autismo suporte 3 E eu gostaria de trazer uma problemática Dentro do meio religioso. Eu sou neta de pastora, eu sou cristã. E tem um tio meu que é pastor lá nos Estados Unidos... E numa de suas visitas ao Brasil... Teve uma reunião na nossa casa... com... Toda a família. E o meu tio, que é pai do Marcos Vinicius, que tem autismo suporte 3, e a filha tem síndrome de Down. Foi com a família inteira lá pra casa... E o meu tio achou de bom tom. expulsar demônio. É... Eu fico com raiva disso, porque na hora, Eu repreendi. Falei, eu não acredito que você veio aqui. Para falar uma coisa dessas, vender uma cura de algo que não tem cura porque não precisa de cura. Nós temos que nos adaptar ao autismo e não... As pessoas com autismo se adaptarão à nossa... Torpeza, talvez, de pensar que não existe um mundo amplo e diferente, né? E eu, honestamente, em relação às escolas de ensino especial, É necessário, porque eu prefiro sinceramente, que tenham um milhão de escolas especiais e que seja garantido que as pessoas tenham as terapias ocupacionais efetivadas, do que tentar incorporar somente no ensino comum uma coisa que realmente precisa de um devido cuidado, precisa de uma devida tratativa. Então, O meu primo tem 17 anos, ele é não verbal, atualmente ele é agressivo, Porque é uma pessoa que, por 17 anos, foi negligenciada e não soube, não aprendeu a... enxergar o mundo de uma forma Comum, como nós. Ele foi por toda uma vida negligenciado. E agora, Fica difícil até para o pai. que abriu mão do seu emprego para ajudar a esposa, que é servidora pública. Ele deixou de trabalhar para ser rede de apoio Mas é uma sobrecarga, porque são dois filhos com deficiência, né? Um com autismo e a outra com síndrome de Down. E nada, nenhum dos dois... tem apoio da sociedade ou do Estado, do Distrito Federal aqui no caso, Porque tem os monitores como um direito, mas a garantia do direito sempre é a parte mais difícil, que é viabilizar... e compatibilizar a realidade com o que está na lei. Então eu gostaria de pedir que fosse efetivado e fosse vislumbrado não só a primeira infância, como todo o acompanhamento do desenvolvimento de pessoas com autismo, porque o meu primo Ele atualmente tem 17 anos? Mas ele já teve três anos. Ele já teve seis anos... E ele já teve um diagnóstico que o acompanha, mas que uma família que não tem dinheiro, e até a família que tem dinheiro, infelizmente, lida com clínicas que às vezes são muito caras, mas que não garantem que o filho de fato está sendo bem tratado ou bem educado. Muito obrigada pela participação, agradeço a todos.
Deputada
A gente se vê atriz. Nós estamos caminhando para o encerramento, a gente vai ter que encerrar agora, mas assim... Primeiro, os encaminhamentos que nós vamos tirar aqui, um é que a gente vai encaminhar para o IBGE para que o censo incorpore as diversas deficiências e você tenha um mapa mais completo, um diagnóstico mais preciso de onde estão, qual é a deficiência. Enfim, vamos encaminhar. a sugestão, viu, Laura, para o IBGE. O Ministério das Mulheres também vai fazê-lo, também vai encaminhar, através do Ministério das Mulheres, esta... solicitação, porque é uma um pleito que veio aqui, uma fala que foi colocada, correta, de que é preciso saber quanto somos, aonde estamos, para que você possa realmente trabalhar políticas públicas. Nós vamos criar a política nacional e a gente vai encaminhar a carta das mães atípicas como uma sugestão, mas também o centro desta... Aqui nós estamos falando de questão de previdência, a questão do benefício. O benefício é para a pessoa com deficiência, ele não pode ser a sustentação da própria família, mas tudo isso que foi o apanhado das discussões que nós fizemos aqui. e vamos, quando tiver uma proposta mais concreta, a gente chama uma nova audiência pública para fechar a proposição. E aqui atende, inclusive, aquilo que já foi pontuado, que é o sentido desta audiência, seria construir, ter os elementos necessários para que nós possamos avançar na legislação com a política nacional, fazendo recorte de gênero, fazendo recorte da maternagem, ou seja, das mães atípicas. a lei brasileira de inclusão. A gente já conhece que foi um grande avanço, a gente ajudou a construir a lei, ela traz princípios, são princípios de que deficiente é o Estado e é a sociedade que não consegue contemplar a condição humana nas suas diversas especificidades e subjetividades. Nós temos diversas, como somos, temos diversas peculiaridades que precisam todas serem consideradas para que possamos fazer políticas universais. Então, nós vamos construir esta proposta nacional, nós vamos fazer, eu vou, inclusive, buscar, antes de fazer a audiência pública, encaminho para vocês, para que vocês possam olhar, encaminho para o Ministério, encaminho para a Rose, a Bárbara, enfim, para que as pessoas que vivenciam a condição de manhã atípica possam contribuir. E só fechamos depois da audiência com as contribuições necessárias. Nós queremos também, aqui no Distrito Federal em particular, organizarmos um fórum, um fórum das mães atípicas aqui do Distrito Federal, para que a gente possa depois lançar esse fórum, fazer um fórum que seria um espaço permanente de discussão sobre os mais variados aspectos. E vamos sugerir que isso se replique em vários locais do Brasil, porque aqui cada local tem uma realidade própria. Então, acho que é importante a gente construirmos esse fórum aqui das mães atípicas no Instituto Federal. Nós também vamos estar construindo um grupo de WhatsApp, para que a gente possa ir trocando ideias, fazendo uma discussão via meio digital, através desse grupo de WhatsApp. registrar estes contatos, o telefone, o nome de vocês, no grupo de WhatsApp, para a gente já montá-lo. Se não, quem achar, quem não quiser participar do grupo, é só avisar para a gente que a gente exclui. Mas, em princípio, nós vamos criar o grupo com a lista de presença que circulou aqui com vocês. Então, veja, nós vamos construir a política, que é o sentido básico desta audiência, recorte de gênero, recorte da maternagem e construir a política pública, a política nacional de contemplar as pessoas... e contemplar todas as sugestões que aqui foram postas. O sentido é esse, nós vamos fazer essa construção, então, logo tenhamos um retorno da consultoria legislativa, a gente vai, enfim, assegurar que tenhamos, circule essa proposição por vocês, e depois a gente fecha na audiência pública. Eu queria muito saudar as crianças que estiveram aqui conosco. Foi uma... é por elas, mas é por cada uma de nós. pela nossa sociedade, é mais justa, mais igualitária, onde não haja sofrimento na maternagem. Maternagem é uma expressão de muita generosidade, eu diria. As mães, elas conseguem sentir a dor e a alegria de seus filhos e filhas muito mais do que eles mesmo ou elas. E tem o exercício de muita empatia, essa de sentir a dor, da solidariedade, de não se apegar ao aqui e o agora. pensam em como estaremos daqui a 5, 10, 20 anos. E aqui penso que nós deveríamos ter também uma cuidoteca aqui na Câmara, sabe? Para que a gente pudesse trazer as nossas crianças, nossas crianças pudessem ser acolhidas com atividades lúdicas, para que a gente... É muito bom que tenhamos crianças aqui. Eu sou mãe de três filhos e meus filhos todos... Sou avó também, é de três netos e sei que é que eu tive muito tempo que está carregando as crianças. É muito bom que as crianças vivenciem os momentos que são momentos de encontro. Mas se nós pudéssemos, e vamos fazer essa sugestão aqui na Câmara, termos uma cuidoteca também, a gente possibilita que as crianças sejam incorporadas na sua criancice, na sua condição de estar como prioridade absoluta que deveria se concretizar, mas também estar tendo espaços para que ela possa vivenciar essa ludicidade, essa espontaneidade, essa condição de sermos crianças, de serem crianças. Então, portanto, agradecer muito. Nós temos aqui crianças que vieram da cidade ocidental, que estão aqui conosco, essas mães que aqui estão com as suas crianças, para que a gente possa fazer essa grande expressão de, primeiro, de rompimento de solidão, segundo, de solidariedade, terceiro, de construção da própria cidadania, de construção da dignidade humana, e nós é... fazermos com que tenhamos as condições para que as mães possam viver de forma muito intensa a maternagem, sem que tenham que estar suprindo a deficiência do próprio Estado. O que foi falado, e eu só vou repetir, que quando o Estado falha, a responsabilidade do Estado, ela acaba sendo absorvida pela mãe, sem as condições, que seriam as condições para que isso se dê de forma, de forma muito concreta e de forma muito feliz. Então, portanto, agradecer muito à presença de vocês. E, como eu disse, isso é apenas o começo na construção desta proposição, para que nós possamos ter essa política pública e façamos esse recorte. E, antes de encerrar, eu vou apenas convocar as pessoas, os parlamentares e as parlamentares que participam desta comissão, para a reunião de audiência pública, que vai se realizar no dia 30 de junho, às 10 horas, neste mesmo plenário. E essa audiência pública irá tratar do tema do HIV, AIDS, tuberculose, hepatites virais, HTLV, sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis entre mulheres vulnerabilizadas. E aí, fazendo esta convocação e mais uma vez agradecendo muito, muito, muito e lembrando que o dia de ontem, dia 18 de junho, é o dia onde a gente comemora o Dia Nacional do Orgulho Autista 2026, que foca na disseminação de informações e diagnósticos e celebra a neurodivisão. diversidade. Então, portanto, agradecendo mais uma vez. um momento e com muita esperança de que nós vamos estar construindo um Uma política que abarque, que carregue sempre o sorriso, carregue sempre a alegria na nossa condição de maternagem, eu declaro encerrada. esta audiência, essa reunião de audiência pública.




