
1 fala em 1 audiência da Câmara dos Deputados em 2026
É oi, Cadiçoato, parentes, cacique, guerreiros. Boa tarde, parentes. Boa tarde, deputados. Obrigada. falar sobre todo um seminário tão importante, falar sobre os direitos dos povos indígenas no Congresso. que é o tema sem território, não há clima. A resposta somos nós. E, realmente, depois que foi aprovada a Lei 15.190, de 2025, que é fragilizar a licença ambiental, que foi aprovada no ano passado, Também foi aprovada uma lei 14.701/2023, conhecida como Marco Temporal, onde paralisa as demarcações das terras indígenas. Então, existem várias violências nos nossos direitos. Existe violência tanto dentro do nosso território, mas também aqui no Congresso e no Senado. Agora, no Senado, estão discutindo um grupo de GT sobre mineração nas terras indígenas. Eu acho que os deputados federais deveriam acompanhar esse grupo de GT, porque é uma violência que vai entrar dentro do nosso território. A gente já vive com essa violência, é o garimpo. A gente anda nas aldeias, quando a gente olha dentro das aldeias um buraco enorme de garimpo, água suja, peixe contaminado com mercúrio, as pessoas doentes, mulheres, crianças doentes com mercúrio, a prostituição, a arma dentro, comando vermelho, esse povo que entra, porque não existe uma fiscalização dentro dos territórios. de problemática, não só para nós, mas para o mundo todo. Porque muitas vezes nós saímos do nosso território sem condição. Porque nós não vivemos de empresa tentando nos enganar para negociar nossos territórios. Nós temos muita luta. E agora nós tivemos uma luta paralisando a... Obrigado. Aliás, revogamos com toda a luta com o povo do Baixo Tapajós, o povo do Médio Alto Tapajós, derrubando o decreto 12.600. Onde privatizava os três rios, os três rios muito importantes na Amazônia. Mas o discurso muito grande agora de alguns ministérios, como o de transporte, sobre o Arco Norte. Obrigada. É... É falar de um problema que acha que não é problema nosso, mas é um problema, porque as leis estão sendo aprovadas aqui nessa casa, na Casa do Congresso, que diz que é a casa do povo. Mas nós nunca fomos consultados. Estou falando de um povo... porque nós fazemos parte dessa população. A gente também é ribeirinho, pescador, quilombolas, que muitas vezes sofremos juntos. com todos os ataques que estão acontecendo no nosso território. Recente que essa luta, agora os próprios ministérios estão tentando cavar mais os rios. E agora o STF, conjugamento do ferrogrão. Onde vai continuar cavando o rio Tapajós e outros rios. Então, isso é preocupante. Isso nos preocupa porque a morte está escancarada por mundo todo. Porque Arco Norte é para escoamento de soja, é ferrovias, é hidrovias, é portos para guardar soja, é mineração, é concessões de rios, de florestas, que cada vez estão vendendo aos nossos territórios. E o único território, ainda que são salvos, são os territórios indígenas, os territórios. Mesmo que não seja demarcado, está lá o povo lutando, colocando a sua vida, porque aquele território é deles. E quantos anos que os povos indígenas estão nessa luta para defender os territórios? E quantos anos nós vamos passar para continuar a demarcar territórios? Por que nós saímos do nosso território com essa Assembleia enorme dos povos indígenas. É esse momento que esses debates têm que ser mais valorizados aqui com os deputados federais, porque aqui, alguns meses, eles estão lá no nosso território de novo, pedindo voto para destruir o nosso território. Mais um ano, mais quatro em quatro anos, que eles vão voltar para o nosso território pedindo voto, em troca de quê? De cesta básica, de combustível, e, muitas vezes, por R$ 100,00. Olha essa violência que acontece dentro do território, mas a violência também está aqui. no Congresso, está aqui na Câmara dos Deputados, está no Senado, está no próprio STF, que não respeita a Constituição. Onde estão nossos direitos? Está só no livro? Onde estão nossos direitos? Quer só uma imagem bonita dizer que nós estamos preservando? Não, é uma preservação, tem que ser... Daqui, do território, com o nosso corpo, respeitando as nossas decisões. Não é uma ou duas pessoas que têm que falar por nós. Somos todos nós como uma ATL da Terra Livre, aqui com todos os povos falando, gritando, que vem a demanda lá da base, lá do pé do chão, lá com pessoas que muitas vezes não falam português, está aqui lutando para defender território. chamado, o mundo todo, mas chamado dentro dos territórios, que é possível, sim, ganhar. o povo do Tapajós conseguimos tirar uma hidrelétrica São Luís Tapajós, derrubamos, conseguimos expulsar uma mineradora da Inglaterra, conseguimos derrubar um decreto do governo. do governador Helder Barbalho, e conseguimos derrubar um decreto presidencial. Ou seja, o direito está garantido na Constituição. E temos que continuar, parentes, temos que continuar muito forte, dando apoio para todo mundo. Porque o nosso... Nosso inimigo, muitas vezes, eles estão... lá no nosso quintal, pegando todas as informações, trazendo para cá, criando as leis, e atrás das cortinas. Eles não têm cara para parecer assim. Eles não têm cara para dizer, para defender território, nem o seu povo. Porque as políticas públicas eram para existir, elas não existem. É para chegar na nossa casa, no nosso território, são políticas públicas, e a gente está aqui buscando e fortalecendo. Eu sempre falo para os meus parentes e para todos que eu conheço, A gente tem que fortalecer pessoas também que têm vozes aqui em Brasília, como a Juliana, como a Célia, como a Sônia. como a Joênia, porque nosso inimigo é que estão dando a canetada, é eles que nós temos que bater, é eles que nós temos que ocupar e dizer, vocês não vão nos matar, vocês não vão acabar com a nossa vida, porque nós também estamos aqui, para fortalecer e ajudar os parentes. Quantos meses as mulheres do Xingu ocuparam a FUNAI? para dar uma resposta. que é derrubar para a saída da Belusão. Quantas mineradoras tem no estado do Pará? Quantas mineradoras estão financiando no estado do Pará? Se as mineradoras fossem boas, nem uma terra indígena estava pedindo alimentação nas ruas, pedindo vaquinha para chegar aqui. Porque muitas mineradoras só querem enganar. Muitas mineradoras estão lá... para enganar, e quem dá essas licenças são a SEMA, são o governo, governadores, são as prefeituras, são... Povo da União, que é o governo federal. A gente também tem que fiscalizar, porque nosso voto também é importante. Não é só dos brancos, não. Nosso voto também vale, porque eles vão atrás, pegando na mão de cada um, pedindo o voto. Ou seja, se nosso voto não fosse importante... Eles não chegavam até nas nossas aldeias para enganar o nosso povo. Saúl. Obrigada.
© 2026 O Congresso.
Todos os direitos reservados.