Auricelia Arapiun

Auricelia Arapiun

1 fala em 1 audiência da Câmara dos Deputados em 2026

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08 de abr, 16:54

COMISSÃO DA AMAZÔNIA E DOS POVOS ORIGINÁRIOS E TRADICIONAIS

Transcrição automática

O parente, salve as mesas, salve as mulheres... As mulheres que são as primeiras impactadas pela mineração, mas também são as mulheres que estão à frente das lutas. vo... até a minha fala, mas no sentido da importância da unificação da luta e da gente acreditar em nós mesmos. mesmo que esse congresso nacional mesmo que os deputados e senadores planejem contra as nossas vidas contra os nossos territórios nós, povos indígenas, podemos sim lutar contra eles e podemos sim para proteger nossas vidas. E não importa se as leis que eles criam aqui, não importa se as leis que eles criam na Assembleia Legislativa, não importa se é um decreto do presidente. Porque eu ouvi isso do procurador da República durante a ocupação da Cargill, que passamos 33 dias ali sofrendo, pegando sol, pegando chuva, sendo envenenado por agrotóxico. Obrigado. que a... Não podia se fazer nada porque era um decreto presidencial. Eu falei, procurador, o presidente não está acima da lei, ele não está acima da Constituição Federal, e essa casa não está acima do nosso direito, porque o nosso direito, ele é ancestral. O nosso direito é originário. Então, eu ficava pensando, às vezes, quando os parentes estão ocupando as ferrovias, quando os parentes ocupam as ferrovias para que eles consigam compensação porque o dano já foi causado, o estrago já foi feito nos seus territórios, os parentes estão morrendo principalmente por conta da mineração, os parentes não têm mais rio, E aí tem que lutar pela compensação, e é isso que a gente não quer. E é isso que a gente não pode deixar acontecer, porque a mineração é morte, assim como o agronegócio é morte para os nossos territórios, e quem mais sofre o impacto disso são as mulheres, são as crianças. E... A gente... Nós tivemos uma vitória importante aqui, porque o decreto 12.600, que foi revogado... Nós tivemos uma vitória parcial, porque revogou o decreto, mas essa casa aqui continua fortemente, né, Célia? E agradecer à deputada Célia, que tem feito incidências nas audiências que têm acontecido para discutir sobre as hidrovias da Amazônia. Ontem teria uma audiência aqui para o agronegócio continuar discutindo sobre as hidrovias... e com várias pessoas convidadas, inclusive governadores, inclusive lá do meu estado mesmo, que é o principal responsável por liberar o licenciamento de grandes empreendimentos, inclusive é o principal responsável... pela ocupação também da FUNAI lá no Xingu, contra Belo Sam, contra essa mega mineradora que eles querem acabar com todo o Xingu, depois de construir Belo Monte. E duas pessoas só seriam lideranças indígenas estariam nessa mesa. Desproporcional, desproporcional. Isso há uma audiência que não nos ouve. que houve a outra parte, não nós. Nós fechamos, nós ocupamos e fechamos aqui a entrada do anexo 2, e a gente conseguiu uma grande vitória que foi, para a gente, importante que foi cancelar essa audiência. A gente precisa ser ouvido, mas a gente... Precisa ser ouvido dentro da nossa casa, dentro do nosso território, a gente não tem que vir para cá falar duas pessoas em nome de milhares que ficaram ali. E... Esses dias de ATL têm sido muito... intenso para nós lá do Tapajós, porque a gente compreende que essa luta aqui, ela é extensão da luta que começou na Cargill, inclusive eu vou pedir licença para sair, não sei se a Alessandra vai, porque estão pautando hoje no STF, os parentes estão lá no STF, a Ferrogrão. a ferrogrão que vai cortar o nosso território, ou não vai, porque a ferrogrão pode passar aqui no STF, mas lá no território ela não vai passar, porque lá no território a gente vai fazer enfrentamento, lá no território... Lá no território, a gente vai continuar resistindo, a gente vai continuar alinhado, unidos e unidas, Contra todo, qualquer projeto. E eu trago isso aqui, parentes, parentes de outras regiões, parentes que são impactados pelas leis dos seus estados, pelas leis federais, para dizer que eles não estão acima da gente. O STF não está acima da gente. Aqui eles rasgam todo dia a Constituição. A gente tem que honrar a Constituição Federal, honrar aqueles que lutaram para garantir os nossos direitos. Não importa, porque sim, lá no Tapajós, a dragagem, nós tínhamos perdido uma ação judicial para a anulação da dragagem no Tapajós. E foi a nossa luta. Foi a nossa luta que fez a gente vencer. E é sempre assim, tem que ser assim. Não importa se... A gente não tem que ter medo da tal justiça, a gente não tem que ter medo das tais leis, a gente precisa se fortalecer cada dia, a cada momento, e defender os nossos territórios. E a gente vai continuar fazendo todos os dias isso. E a ferrogrão não vai passar, porque a gente continua na luta, na ancestralidade, principalmente, nos guiados todos os dias e nos fortalecido para permanecer É... Obrigada. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigada.

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