Hilton Coelho

Hilton Coelho

Deputado Estadual - PSOL BA

1 fala em 1 audiência da Câmara dos Deputados em 2026

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08 de abr, 18:13

COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA

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Muito obrigado, deputado. Primeiro, boa tarde a todos, todos e todes. Parabenizar a realização dessa audiência pública, por si só um debate riquíssimo. Eu acho que nós estamos gerando um grande documento. para o Estado brasileiro repensar a sua prática... e ao mesmo tempo um documento que lastreia dar uma segurança ao ativismo no brasil em relação a essa causa que é fundamental não só para o país, mas para o mundo hoje. A situação do genocídio na Palestina... E todas as Ai... práticas que decorrem Duma... de um posicionamento completamente desigual, que eu acho que está revelado na fala das pessoas da mesa aqui, é algo que precisa tratar... ser tratado mundialmente, o nosso país não pode ficar fora disso. Então, eu quero parabenizar muito, deputado João Daniel, a realização dessa audiência pública, parabenizar muito a fala de Saíl de Tenório, do Instituto Brasil-Palestina, eu... tive a oportunidade dos demais membros da mesa também, cumprimentar a minha deputada federal, Samir Bonfim, que foi quem me fez esse convite hoje. me alertou que ao dia estaria ocorrendo E nós não poderíamos perdê-la, portanto. Mas quero dizer, doutora Maíra, sua fala maravilhosa também, eu me vi muito contemplado como membro, um deputado membro da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia, eu me vi muito contemplado na sua fala quando eu me lembrei, das observações que foram feitas numa região turística bastante larga da Bahia, que pega o sul e o extremo sul da Bahia, onde a presença de soldados israelenses está se fazendo muito densa. Nós temos relatos que foram feitos num ato realizado em solidariedade ao povo palestino, a região resolveu se mobilizar é a partir inclusive da presença... de um ativismo muito importante... né, É... que é feito lá na região... Obrigado. se posicionar em relação à situação e a situação de conflito se estabeleceu, porque no mesmo momento... Um ato pro-sionismo pró-soldados israelenses foi realizado e eles não se contentaram em fazer um ato em paralelo e partiram para agressão aos ativistas. Eu acho que muitas pessoas podem ter visto aqui as imagens, de uma forma que o Estado brasileiro e a polícia baiana... que costumeiramente não tem um posicionamento firme em relação aos grandes teve que prender um conjunto desses ativistas israelenses certo o que eu considerei uma vitória do movimento. Mas essa situação ficou muito bem revelada nos depoimentos... Na Notibus Palace... de pessoas, uma... moradora da região que teve o seu rosto partido por um soldado israelense, porque ele achou que no diálogo ela não tinha respondido nada. acontento uma pergunta que ele fez Então, é essa forma como essa população vem se apresentando nas diversas regiões, e acho que não é uma situação exclusiva do Brasil nem da Bahia. Nós temos relatos na Tailândia, na Argentina, no Chile, que essa prática vem se estabelecendo. Eu acho que meu tempo terminou. aquele a me tá bom então então em função desse posicionamento é que o movimento ganhou robustez para mostrar para o mundo que está acontecendo um território concreto, desde essa relação no cotidiano de agressividade em relação ao povo da região, e aí o racismo, o machismo, o racismo, São indissociáveis. Não é à toa que, nesse caso, por exemplo, o roxo que foi partido foi de uma mulher e de uma mulher negra. mas outras situações de agressividade no cotidiano também se apresentaram, E aí e ao mesmo tempo que se apresenta como um problema local na relação com as populações Se coloca uma outra questão também, que é uma espécie de apropriação do território. O que a gente tem visto, porque tem se falado muito de turismo, No caso do Sul e do extremo sul da Bahia, que é uma região muito... digamos, cobiçada pela especulação imobiliária, o que a gente está percebendo é que esses indivíduos têm se tornado proprietários também, seja de estabelecimentos, seja seja de terrenos também né de imóveis na região e isso é um problema porque o estabelecimento de um segmento de soldados que, ao nosso ver, e eu acredito que ao ver do próprio governo brasileiro, são considerados soldados participantes de um genocídio. pelo discurso do governo Lula, O governo reconhece que está ocorrendo um genocídio na Palestina. Então, esses soldados que são soldados genocidas, eles estão se concentrando na região. Me parece que isso não é um problema apenas de uma localidade. É um problema, inclusive, de soberania nacional. nós temos percebido como é o imperialismo tem tratado o afirmação dos seus interesses internacionalmente, e nós termos regiões, de alguma forma, com a forte influência de militares israelenses, volto a dizer, de criminosos de guerra, é um problema. E foi em função disso que nós indicamos um projeto que já tem apoio da nossa deputada, também é bom fim que a indicação governo lula para que ele adote as medidas... é que são medidas administrativas diplomáticas para impedir a entrada desses israelenses Nós não estamos falando de israelenses de maneira abstrata, E aqui eu quero dizer que se estabeleceu nesse país, e eu acredito no mundo, que ao se falar do problema do genocídio do povo palestino, está se fazendo uma abordagem antissemita. né? o antissemitismo é evocado, inclusive nessa casa, e isso precisa ser combatido. porque nós não podemos abafar a discussão democrática sobre uma problemática desse tipo, que pode ganhar uma profundidade de perda de controle do Estado brasileiro, com uma situação tabu, que não pode vir ao debate, porque as pessoas vão ser acusadas de antissemitas. Então, acredito que essa alternativa que a doutora Maíra... apresentou Aí... É uma alternativa. É que tem todo o amparo, inclusive eu queria colocar para a mesa, porque a nossa indicação ao governo está baseada, só para concluir, deputado Daniel, baseada inclusive no fato de que o Brasil assinou o Estatuto de Roma. né, é em 12 nos anos 2000 e fez a ratificação disso em 2002 me parece que isso colocaria a possibilidade de nós entendermos que o genocídio é sim... o reconhecimento de um da ação do estado de genocídio e portanto dos elementos que praticaram isso é sim algo que vai atropela a legislação brasileira Nossa Constituição portanto nós poderíamos ter toda a condição governo tem toda robustez né de um legado aí que já foi criado para ter uma posição firme em relação a essa problemática Então, mais uma vez, eu quero aqui agradecer essa oportunidade e dizer que o nosso mandato e a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia está completamente sintonizada, solidária e quer participar ativamente da superação dessa situação no nosso país como referência para o mundo. Obrigada.

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