
2 falas em 1 audiência da Câmara dos Deputados em 2026
Reitero aqui o meu agradecimento. por participar desse momento, dessa discussão. Cumprimento mais uma vez o Gustavo, a Suzana, o Draurio, o Arturo, virtualmente, a todos vocês, membros da sociedade, que estão aqui, que movimentam e que nos motivam e que nos envolvem na produção de medicamentos de qualidade e efetividade e oferecer novas tecnologias. E a deputada, por trazer esse tema para a gente, que é reflexivo e que é necessário nesse momento, principalmente quando a gente vai viver uma conferência de AIDS, a gente fala de eliminação da verticalização da transmissão do HIV de mãe para filhos, através também dos medicamentos. Então, essa pauta precisa ser contínua, não só para vocês que vivem com AIDS, mas para nós que estamos na saúde. A gente preserva a ciência, nós estamos aqui à disposição do serviço público, que é de todos nós. Acho que é importante reiterar essa fala, colocar farmanguinhos mais uma vez à disposição, de todos vocês. lá na fábrica. Até convidei a Suzana e falei, vai lá ver, por favor, porque é muito importante vocês verem que nós construímos juntos essa estrutura que é pública e que é de todos nós. Obrigada. Obrigado.
Boa tarde, por um minuto, quase boa noite a todas as pessoas. É muito gratificante estar aqui e cumprimento os meus colegas presentes, aos que nos acompanham virtualmente, e também a mesa repleta de pessoas que... não só defendem a causa, mas que traz a importância da discussão ampliada. Cumprimento a deputada Duda pela... Coragem pela ousadia e paciência. pela necessária pauta de trazer aqui a implementação, porque esse é o nome, implementação de um medicamento que pode, sim, continuar trazendo qualidade de vida e salvando a vida de muitas pessoas. Eu vou compartilhar com vocês uma pequena apresentação, que já está aqui na tela. Para não ficar de costas aqui para o meu colega Drauri, eu vou acompanhada aqui Tá bom, pessoal? Bem, eu represento aqui a Fundação Oswaldo Cruz, que é uma instituição pública estratégica de Estado para a ciência, tecnologia e inovação para a saúde. Pode passar, por favor. Nós somos uma instituição centenária... em que nós vivemos da ciência e da saúde, e nós somos, sim, um alicerce, não só do Sistema Único de Saúde, preservando toda a sua universalidade, seus princípios, mas também como eixo potente do complexo econômico industrial de saúde, não só na produção de medicamentos, mas desenvolvimento também de novas tecnologias para o uso em saúde. a saúde. E o nosso compromisso é com a diversidade e a equidade. Pode passar, por favor. A nossa presença nacional enquanto Fiocruz, nós estamos em vários estados, nós estamos representados em todos os biomas. Isso nos dá uma capilaridade não só na ciência, mas na tecnologia e no conhecimento, na capilaridade de tudo que nós precisamos. conseguimos captar e desenvolver junto com a população brasileira. Pode passar, por favor? Obrigado. Nossas áreas de atuação, a gente tem aqui a produção e inovação científica e tecnológica em saúde, promoção da saúde e prevenção de doenças, saúde global e relações internacionais, em que a gente também tem escritórios fora do país, educação, informação e comunicação em saúde, pesquisas e coleções biológicas. Isso compõe o ecossistema Fiocruz. E dentro desse ecossistema estamos nós, Farmanguinhos. Farmanguinhos é uma das unidades produtivas da Fundação Oswaldo Cruz. Nós temos dentro da Fiocruz, na linha produtiva, Farmanguinhos, que produz medicamentos de origem sintética pela produção de medicamentos biológicos, de biofármacos, que são as vacinas e kits diagnósticos. Como o Drauri falou aqui, a gente precisa fechar o ciclo, não precisa só tratar as doenças, a gente precisa identificar elas através do diagnóstico, a gente precisa ter a medicação, o medicamento adequado para o tratamento, a gente precisa ter a prevenção, não só através das vacinas, mas todos os meios, e a gente tem que ter a vigilância, justamente para não acontecer casos, erradicação de doenças no nosso território nacional que agora ressurge, por exemplo, como o sarampo. Pode passar, por favor? Nesse ano, Farmanguinhos completa 50 anos, dentre eles 40 a gente empreende e produz medicamentos para atender a política de enfrentamento do HIV-AIDS. Eu estou aqui como diretora, representando 2.300 trabalhadores, sou servidora, do Brasil, vou colocar assim, servidora pública. Estou lotada na Fundação Oswaldo Cruz, sim, mas sirvo para o nosso bem comum. Lembrando que... dever do Estado e direito de todos nós à saúde. E como eu sou tecnologista, mas eu me sinto pesquisadora, eu me sinto envolvida na ciência e na tecnologia aplicada ao nosso país. E Farmanguinhos está localizada, a nossa fábrica de medicamentos está localizada no Rio de Janeiro, mas a gente está dividido em quatro campos, todos no Rio de Janeiro. em Jacarepaguá, dentro da Cidade de Deus, em que nós estamos situados há 22 anos. Era a antiga fábrica da Glaxo, foi adquirida pelo governo. Nós saímos do campo de Manguinhos e fomos produzir medicamentos em grande escala em Jacarepaguá. Ampliação ao acesso a medicamentos é a nossa... nossa missão. Então, como já foi colocado aqui, muito bem reforçado por todos os meus colegas, ampliar o acesso é o diferencial. produtores públicos de medicamentos, entendendo e aproximando do nosso maior demandante, que é o Ministério da Saúde, porque o nosso objetivo é a produção nacional. Nós atendemos calamidades a nível mundial, já aconteceu isso diversas vezes, mas o nosso objetivo de existência, além de regulação de preço de mercado, é acesso a medicamentos, é oferecer tecnologias, é oferecer o novo enquanto ele é novo. entende a necessidade das patentes, mas a gente entende que o acesso é prioritário. Obrigado. Pode passar, por favor. Bem, gente, aqui é um exemplo recente de uma ação que nós tivemos referente ao tacrolimo, que é o imunossupressor, em que a produção foi totalmente oficializada como nacional, inclusive o IFE, o insumo farmacêutico ativo, que compõe boa parte do medicamento, que é o que faz a ação principal no nosso organismo, em que ele foi incorporado através de ações nossas, juntos, sim, com um parceiro privado nacional, de fazer aqui e reduzir a dependência de importação de medicamentos e de insumos. Por favor. Bem, Farmanguinhos, até como foi compartilhado por Suzana, a gente tem um histórico, sim, e com muito orgulho na produção de medicamentos antirretrovirais. A doutora Eluã, que estava ali representada... Que tenso. Eu peço, por favor, alguns minutos a mais de desculpa. É quando a gente fala do que a gente gosta, a gente se empolga. Peço desculpa, mas vou controlar o tempo. A doutora Eluã, que apareceu ali, ela foi diretora do Instituto de Tecnologia em Fármacos. E eu fico muito grata de vê-la representando farmanguinhos. Porque se eu conseguir estar hoje onde eu estou, foi porque veio uma mulher também diretora antes de mim, e teve ousadia de enfrentar políticas, que é o que a gente está fazendo aqui hoje na nossa conversa, trazendo para o debate a necessidade do acesso de medicamentos que podem e devem salvar vidas, mas precisam estar disponíveis. Bem, aqui é só uma representação, para eu ser breve, fiquei nervosa com a questão do tempo, peço desculpas, 56%, como eu disse, como o nosso carro-chefe, vou chamar assim, nossa capacidade Fabril é dedicada ao Ministério. Dos medicamentos que compõem hoje o Coquetel, vou chamar assim, que estão disponíveis para tratamento, 10 deles Farmanguinhos, que é o produtor. Nós entregamos de 22 a 25, 1.4 bi de unidades farmacêuticas. Nós somos, sim, o laboratório oficial, o maior laboratório oficial produtor de medicamentos antirretrovirais do nosso país. E a gente quer continuar oferecendo não só em quantidade, mas também em qualidade de tecnologia e acesso a medicamentos. Nós temos quatro parcerias de desenvolvimento produtivo ativas, de... As parcerias vêm como política e nos auxiliam, enquanto laboratório, a incorporar essa tecnologia e trabalhar enquanto plataforma. Ou seja, se a gente incorpora uma tecnologia de antirretroviral, a gente tem possibilidade de transformar isso em uma plataforma de antirretrovirais. Nosso segundo carro-chefe... Pode passar, por favor? Nosso segundo carro-chefe são os tuberculostáticos para o tratamento de tuberculose, como bem colocou o Draurio aqui. nós não queremos ser reconhecidos como copiadores de tecnologias, copiadores de método dos outros, mas farmanguinhos, além de produzir medicamento, a gente também desenvolve, a gente entrega para a sociedade, desenvolvimento tecnológico de novos medicamentos, principalmente, agora o nosso braço é para medicamentos de uso pediátrico, oncológicos e tuberculostáticos, tem esse o nosso foco. para atender o SUS. Farmanguinhos existe para atender o Ministério da Saúde. A gente não tem no nosso portfólio, a gente não tem na nossa carteira medicamentos que não são exclusivamente entregues para o Ministério da Saúde. Nós temos 33 medicamentos registrados que nós podemos produzir, do qual 28 deles a gente entrega mensalmente para o Ministério da Saúde lá no DELOG. A gente entrega esses 28 medicamentos. da classe de... Hades, outras ESTs, antivirais, tuberculose e hepatites. Dez são do que a gente chama de componente estratégico, porque a gente também assiste às doenças tidas como negligenciadas, malária, doença, vitaminas, antihomínticos, parasitose, tuberculose e componente especializado também. Ou seja, farmanguinhos têm investido em tecnologias de medicamentos de maior valor agregado. Por favor. Dentre eles, os imunossupressores, que eu mostrei na foto ali para vocês. Bem, do nosso portfólio de antirretrovirais, está aqui, eu cito para vocês os 10, da qual o efavirense e a nevirapina, para esse ano a gente não teve demanda, mas os outros são empregados para o tratamento do SUS, de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde. É nossa função também, é nossa missão, prospectar novas tecnologias, novos medicamentos. Hoje, a nossa fábrica, a nossa estrutura é para cápsulas de medicamentos orais, enfim, comprimidos. Mas a gente também tem investido em novas tecnologias e em entros injetáveis. Por isso que a gente está aqui nessa mesa, não só discutindo o acesso, mas dizendo que a gente também quer estar na vanguarda de tecnologias que são e que podem salvar vidas. Pode passar, por favor? A gente trouxe rapidamente o número que a gente ficou em formato tabela, eu peço desculpas, mas como gráfico ficaria um pouco confuso pela quantidade, essa apresentação vai estar disponível para vocês, do quantitativo que nós entregamos, principalmente do componente para tratamento HIV AIDS anualmente para o Ministério da Saúde. Suzana, pode passar por favor, Suzana compartilhou a questão do preço de um dos nossos medicamentos, Dei a boa notícia brevemente aqui para ela, de que a gente hoje já não depende... tanto da importação como era, porque o Dolutegravir veio de uma aliança estratégica com a GSK Vive, e passamos por uma etapa de internalizar, e não é fácil... Não é trivial lidar com a tecnologia das empresas privadas, principalmente para um laboratório oficial. A gente hoje consegue vir aqui e dizer para vocês que nós temos estrutura e nós temos profissionais capacitados para, mas é um caminho muito dificultoso. Então, a questão do Dolutegravir, eu compartilhei brevemente, a gente deu entrada no desvínculo, que é desvínculo da empresa privada, para que a gente já comece a produzir por nós, por nossa conta Farmanguinhos. Esse é o Dolutegravir. E a importância do que Suzana também traz, eu corroboro, da gente ter um bom monitoramento e a gente trazer para o nosso campo técnico, da gente estreitar relações, no caso aqui com o meu demandante, que é o Ministério da Saúde. Porque Suzana trouxe o valor de 4 e alguma coisa do Dolutegravir, e hoje a gente já falou do Dolutegravir no acesso de R$ 2,95. Não chegou aos 70 e poucos por cento, mas já está quase 60. o comparativo, mas, assim, eu acredito que a importância do espaço, do debate. Por isso que é importante a gente trazer para essa mesa, porque a gente tem capacidade de produzir, e a gente, por muitas vezes, diz que a gente fomenta, vamos induzir a política, mas a gente precisa do apoio de vocês que estão aqui para que a gente consiga, lá na produção, lá na Cidade de Deus, transformar o que vocês têm colocado aqui, entendido como política de Estado, e, mais uma vez, eu repito, sem querer ser repetitivo, mas no sentido de oferecer o novo enquanto é novo. A indústria farmacêutica muda muito rápido no protocolo dos tratamentos, então a gente precisa estar atento a isso. Eu trouxe para compartilhar com vocês as PDPs, parcerias de desenvolvimento produtivo, elas têm etapas a serem vencidas, elas têm fases, e a gente, Farmanguinhos, é o laboratório que tem o maior número de PDPs número de PDPs finalizadas em fase 4, que são aquelas que a gente já produz por nós. A gente tem aí os antirretos que estão nessa... Nessas fases distintas que eu trouxe para compartilhar com vocês. Por favor. Referente à questão de transferência de tecnologia, como eu disse, farmanguinhos também tem o dever de prospectar novas tecnologias. E aí eu coloco a questão do acesso, e aí não... Parte por nós ser com parceiro A ou parceiro B. Nós não temos preferência de parceria, nós temos preferência de internalizar uma tecnologia que seja possível, que seja factível, que seja execuível dentro do prazo necessário para que essa tecnologia seja oferecida para a sociedade enquanto ela é nova. Nós iniciamos um diálogo com a Guilherme ainda em uma gestão anterior. que me... Deixa eu dar um parênteses, eu tenho seis meses de diretora lá em Farmanguinhos, mas eu tenho esse histórico de que já se conversa com a Guilherme nessa prospecção dos medicamentos injetáveis há bastante tempo. Então, por... No mínimo, uns três anos já vem nessa conversa com outra gestão. Quando eu assumo, uma das minhas primeiras ações foi verificar, junto com o Ministério, qual era o interesse dessa tecnologia para que a gente pudesse avançar ou não em novas tratativas com a Guilhide. E sempre colocando com muita transparência e respeito, o Arturo tem a oportunidade de vir aqui na sala pela primeira vez, mas com os representantes que eu dialoguei, da necessidade do acesso e do preço. acessível para que a gente ofereça tecnologia enquanto ela é nova para a sociedade. Mais uma vez, me fazendo repetir. Farmanguinhos tem um memorando de entendimento assinado em que a proposta é, olha, Guilhadi, vamos conversar sobre tecnologias, Lena Capavira ou qualquer outro que vocês tenham que seja disponível para tratamento do HIV AIDS, desde que a gente tenha aval e concordância do desenvolvimento produtivo ou outra metodologia que seja aplicável. E aí Como eu disse, Farmanguinhos tem outros processos finalísticos. A gente não só produz medicamento, a gente também tem uma linha de pesquisa. Essas são as linhas de doença de chaga, leishmania, malária, AIDS também. Enfim, está aqui compartilhando. Na verdade, eu estou compartilhando um pedacinho da gente com cada um de vocês, porque nós também temos pesquisadores que estão voltados para desenvolver medicamentos e novas terapias nessas linhas de pesquisa. Obrigado. E Farmanguinhos também forma profissionais no Brasil e no exterior, através de programas voltados à indústria farmacêutica. Lato Senso, Instituto Senso, Escolas de Verão... alunos de iniciação científica. Então, compartilho aqui também nesse espaço o que é um pouquinho da gente farmanguinhos para todos vocês. Eu agradeço a oportunidade e o tempo, e eu reforço que o nosso objetivo é, sim, continuar sendo referência na produção de medicamentos, sim, continuar atendendo aos princípios e diretrizes do SUS, e prevalecendo sempre o princípio do acesso. Obrigado. Obrigada. Obrigado. Obrigado.
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