Margarida da Silva

Margarida da Silva

MST

1 fala em 1 audiência da Câmara dos Deputados em 2026

Últimos Discursos

15 de abr, 19:40

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS, MINORIAS E IGUALDADE RACIAL

Transcrição automática

a todas as pessoas. Quero saudar aqui a mesa em nome do deputado federal João Daniel. Em nome dele, saludo todos os parlamentares, servidores do INCRA, do MDA, amigos e aliados da reforma agrária em defesa dos direitos humanos e por justiça social. Para nós, falar sobre o Eldorado dos Carajás é o momento que nós transformamos o nosso luto em luta. E aqui não adianta só reparar os sobreviventes de Eldorado dos Carajás. Nós também clamamos por justiça. Não pode ser no nosso país, a lei é de quem tem mais. de quem tem mais terra, de quem tem mais poder. E nós queremos também dizer... que a reforma agrária é importante para o desenvolvimento do nosso país. E em memória aos mártires de Eldorado dos Carajás. Em memória aos sobreviventes de Eldorado dos Carajás, a todos aqueles e aquelas que fazem a luta pela terra e pela reforma agrária. Quero saudar de forma muito especial a todos os acampados e assentados da reforma agrária do MST. Aqui a esses companheiros e companheiras que fazem a luta todos os dias. E é uma luta constante. Uma luta para termos direito à terra. E aqui também queremos dizer a todos e denunciar que não é possível ainda no nosso país que o preço da terra tenha que ser o massacre de trabalhadores e trabalhadoras. Não pode ser e nem deve ser no nosso país, para nós podermos termos acesso à terra, poder pessoas e trabalhadores ainda serem assassinados no campo. E aqui também é um momento... O mês de abril para nós é o mês de nós denunciarmos. Primeiro, a concentração fundiária do nosso país. Denunciar também como é que o nosso Estado brasileiro, que teve a oportunidade de fazer a reforma agrária no nosso país, e não fez quando teve a oportunidade. E o mês de abril para nós é um mês de memorarmos aos mártires e odorados dos carajás. É um luto que nós transformamos em luta todos os anos, para pedir justiça aos companheiros que tombaram nessa luta. Que não é uma luta fácil... Nós ainda, presidente da comissão, nós ainda temos no nosso país acampados que estão há 10 anos. 15, 20, até 30 anos ainda lutando por um pedaço de terra no nosso país. Então, a luta nossa que nós fazemos todos os anos no mês de abril, e não só no mês de abril, nós fazemos luta todos os dias, produzindo alimento saudável, fazendo a luta por direito todos os dias. E aqui também queremos dizer... que o nosso compromisso... Em memória a todos aqueles, aos 21 trabalhadores. do massacre de Eldorado dos Carajás, temos o compromisso e a coragem de dizer ao povo brasileiro, Que o nosso compromisso em defesa da democracia... em defesa da produção de alimentos saudáveis, o nosso compromisso com a agroecologia, o compromisso no combate às desigualdades sociais. o nosso compromisso de continuar lutando contra a crise ambiental e climática que o nosso país e o mundo vive, E nós sabemos que os mais impactados com essas crises, com essa impunidade no campo, são os mais pobres, é a classe trabalhadora do nosso país. E nós não poderíamos deixar de falar nesse dia que para nós... É muito importante na Comissão de Direitos Humanos que é preciso fazer a reparação histórica a esses trabalhadores. Ninguém melhor do que os sobreviventes do massacre trouxeram aqui para nós, escancarou para nós e para o povo brasileiro e para os parlamentares aqui presentes o que foi e o que é o massacre de Eldorado dos Carajás. Então, nesse dia de hoje, nós queremos memorar. a todos os companheiros que tombaram nessa luta e que não seja preciso o presidente do INCRA, César Rodrigues, que não seja preciso ter novos massacres, que não seja preciso... que outros trabalhadores sejam assassinados para ter... para podermos ter o acesso à terra. Porque a reforma agrária é fazer reparação histórica. A todos aqueles e aquelas que foram escravizados nesse país. A todos aqueles e aquelas que foram negados o direito à terra. Por isso, companheiros e companheiras Nesse 17 de abril, em memória aos 30 anos de um massacre deodorado dos Carajás, o nosso compromisso com a democracia e de dizer... Ao povo brasileiro. Aqueles que, aquelas que quiseram nos calar no dia 17 de abril. Que enquanto houver... terra sem gente e gente sem terra, nós continuaremos, sim, fazendo luta, ocupando o latifúndio, fechando o BR e cobrando os nossos direitos. E, para finalizar... Companheirada. Queria terminar com a frase, que ela diz muito daquilo que... que os movimentos populares e o MST em especial têm dito, que a liberdade da terra e paz no campo têm nome. Reforma Agrária. É isso e muito obrigada, companheirada.

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