Padre Vágner Apolinário

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28 de abr, 11:36

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS, MINORIAS E IGUALDADE RACIAL

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Agradeço a oportunidade de participar, parabenizo pela sessão. e faço convite a que todas as forças da sociedade possam trabalhar juntas para conscientizar mais sobre os direitos dos autistas. e a possibilidade de inclusão. E aí as igrejas têm um troço muito grande sobre as pessoas Temos um papel muito importante, não apenas na acolhida dentro das igrejas, mas também na conscientização. daqueles que nos frequentam. Muito obrigado.

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28 de abr, 10:59

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS, MINORIAS E IGUALDADE RACIAL

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a todos agradeço pelo convite a participar desta sessão Saudo deputado Buscouto, e na pessoa dele todos os integrantes da mesa, né? Faço a minha autodescrição, sou um homem negro, calvo, usando óculos redondos, uma barba grisalha, estou usando Um terno preto e uma camisa branca com colarinho plenical. E aí falar de autismo nas igrejas é falar de acolhida, uma coisa muito simples, né? e muito necessária sempre para aqueles que chegam e acolhida da pessoa autista, exige uma adaptação, uma flexibilidade, uma sensibilidade. Na verdade, lidar com cada pessoa na sua diferença. O que é diferente precisa de uma abordagem diferente. Então, entender aquela pessoa está chegando a igreja com as suas necessidades e procurar incluí-la, incluir a ela e as famílias, porque as famílias atípicas são muitas vezes excluídas. Eu tenho tido a experiência Eu sou da Congregação do Verbo Divino, do Missionário do Verbo Divino, e atuei durante muitos anos, acabo de sair de Brasília na paróquia Verbo Divino, na Asa Norte. E é interessante como eu percebo que muitas... pessoas autistas que começaram a participar da igreja, que foram incluídas, trouxeram para si as suas famílias, aquelas famílias eram impedidas também de participar da igreja, né? Eu penso que isso acontece em todos os âmbitos da sociedade, onde a pessoa autista é excluída. Para nós, da igreja e das igrejas em geral, né? Penso que... é um imperativo muito grande trabalhar essa colhida né primeiro a partir do cristianismo uma um imperativo de fé, realmente. Lembrando que Jesus é aquele que acolhia as pessoas. Eu sempre lembro daquele episódio de Marcos... 3, onde Jesus está na sinagoga pegando e vê um homem com a mão seca e ele diz, vem para o meio, levanta-te e vem para o meio, né? Então, essa colhida ia se trazer para o meio... aquele que está à margem, aquele que está afastado. Isso que é imperativo de fé para nós, das igrejas cristãs. Também... Dentro da Igreja Católica, eu recordo aquela famosa frase na Constituição Pastoral, Gaudi, o Dispens, onde diz que as alegrias e tristezas, as angústias e as dores de todas as pessoas, especialmente para aqueles que mais sofrem, são também as alegrias e tristezas, angústias e esperança da Igreja. Então, é um imperativo para nós acolher, né? Eu tenho tido a experiência bonita de ver na igreja quantas famílias são acolhidas, e a partir disso são também transformadas. É interessante, o ser humano é um ser de convivência e muitas vezes a tendência é isolar a pessoa autista, a criança autista e com isso se prejudica o seu desenvolvimento. e bonito experiência de ver agora tinha experiência de uma criança adolescente fez a primeira comunhão e como ele começou a família começou a participar da missa das missas a partir da acolhida dele, da primeira comunhão, e como ele foi se desenvolvendo mais ao ter mais contato com as pessoas na igreja, né? É muito bonito isso. Penso que essa colhida exige uma adaptação, uma adaptação de metodologia, inclusive, no caso da catequese, da evangelização, para que seja acessível a pessoa que chega. Também a formação da comunidade. Às vezes a comunidade não entende as peculiaridades, as particularidades da pessoa autista que vem à igreja e acaba sendo discriminada. É aquela criança que corre na igreja, que não consegue ficar parada, e as pessoas olham com cara feia. Então é preciso também uma formação para a própria comunidade, para que ela... acolher também, não basta apenas o padre, o pastor, o líder religioso acolher. A comunidade deve ser uma comunidade... acolhedora, para que a pessoa autista e a sua família seja incluída. né? Como o senhor mesmo disse, reconhecendo a pena e dignidade de filho de Deus que todas as pessoas têm. Muito obrigado. Obrigado, Padre

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