Keise Nóbrega

Keise Nóbrega

Últimos Discursos

28 de abr, 11:05

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS, MINORIAS E IGUALDADE RACIAL

Transcrição automática

Bom dia. Senhor presidente, Luiz Couto, deputados, deputadas, demais autoridades presentes e todas as pessoas que acompanham essa audiência pública. Eu sou Keise Nóbrega, sou terapeuta ocupacional, representante do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, COFITO. Gostaria inicialmente de parabenizar essa casa pelas diversas iniciativas é de discutir os direitos e políticas voltadas para as pessoas com autismo. E discutir sobre inclusão e dignidade é reconhecer progressos na perspectiva de leis e políticas públicas, mas também é reconhecer que ainda temos muito a evoluir para uma sociedade mais justa e inclusiva. Dificuldade de inclusão educacional e laboral. Na assistência à saúde, sabemos que a maioria dos serviços é voltado a crianças e precisamos entender que existem pessoas com autismo em todos os ciclos de vida. Obrigado. precisando de assistência. Será que estamos preparados para acolher adultos e idosos autistas? Hoje à tarde, iremos discutir sobre o mercado de trabalho dos jovens autistas que enfrentam inúmeras barreiras estruturais que limitam o acesso e a permanência no trabalho. Não por falta de capacidade, mas porque muitos ambientes profissionais ainda não estão preparados para acolher a diversidade humana. Outro ponto a ser considerado é cuidar das famílias, como bem falou o Dr. Osvaldo. Direcionar nossa atenção às famílias das pessoas com autismo. muitas vezes representadas apenas por mulheres, que ficam sobrecarregadas com as demandas de cuidado, e estão muitas vezes adoecidas. É preciso criar estratégias ampliadas e integradas de cuidado. Nesse cenário, o terapeuta ocupacional desempenha papel fundamental na promoção da inclusão de pessoas autistas, atuando de forma estratégica para desenvolver habilidades, reduzir barreiras e favorecer a participação social desses indivíduos. A sua intervenção considera as habilidades, potencialidades... necessidades de cada sujeito. buscando ampliar a autonomia e a participação em atividades significativas. Por fim, para garantir respeito, inclusão e dignidade, é preciso escutar as pessoas com autismo, empoderá-las para exercitar sua cidadania, sua participação familiar, comunitária e social. É preciso haver transformação social e nós que somos responsáveis em fazer uma sociedade mais inclusiva e justa. Obrigado. Dessa forma, reafirmamos nosso compromisso com práticas que promovam autonomia, participação e justiça ocupacional. Defendemos o direito das pessoas autistas de exercerem atividades significativas, em condições dignas, com oportunidades reais de crescimento, que possamos, a partir desse passo, avançar na construção de políticas públicas mais inclusivas, efetivas e sustentáveis. Nos colocamos à disposição. Obrigada. Muito obrigado, Cleise, nobre pela sua... contribuição e as propostas que... Vossa Excelência coloca no sentido de que Bossamos...

Ir para evento