
1 fala em 1 audiência da Câmara dos Deputados em 2026
Boa tarde, vocês me escutam bem? Tá saindo áudio? Tá tudo muito bom, imagem, som... Tá ótimo. Primeiramente, agradecer pelo convite. Eu acredito que é uma pauta muito importante, que já tem muito tempo de debate, na verdade... É... Infelizmente, eu herdei essa luta desde a luta do meu pai em relação a isso e até hoje a gente continua falando sobre essa pauta. Eu venho da terra indígena Caiapó, que fica localizada ali no sul e sudeste do Pará. É uma região onde a gente chama de o arco do desmatamento, pelo fato ali ser um ponto desses encontros, tantos de conflito, mas também em relação a essa linha de devastação relacionada a essa região do estado do Pará. Faço parte da aliança dos povos em defesa dos territórios, na verdade, uma união entre o povo Kayapó, Yanomami e Munduruku. Desde 2021, logo após a pandemia reunimos em Brasília para poder debater todas essas questões, porque na época, e até hoje, mas na época os três povos, a gente tinha algo em comum. que era essa pauta, que é ainda essa pauta. Então foi feita uma reunião em Brasília para a gente poder unir forças e denunciar o que estava acontecendo naquele momento. E foi um momento muito importante, porque a partir daí surgiu todas as denúncias relacionadas à situação do povo Yanomami naquela época. E hoje já teve a desintrusão, mas a partir daquele momento, no início do governo, sentamos, reunimos, né? A gente já tinha aliança dos povos indígenas e... começamos a denunciar e a partir do momento em relação à denúncia, a gente observou que a gente precisava de estudos, porque Hoje em dia a gente precisa tanto do nosso diálogo em relação a esses espaços, mas também a gente precisa do material. E a partir daí também que o Instituto Socioambiental, o Estevam, está aqui, todas essas pessoas, palestrantes que participaram, Eles foram muito importantes porque nos ajudaram a subsidiar as nossas denúncias com dados Então, tanto a Fiocruz, WWF, o Décio, que mencionou a questão da conferência da COP de Minamata, onde a aliança participa, coincidência tanto política, mas também relacionado à questão de mostrar o que acontece nos territórios. Então, isso é muito importante. E como o Décio colocou... Isso não pode ser só controle em relação a questão das intrusões ou algo nesse sentido, porque essa pauta ela passa por saúde, por educação, pela preservação do território, pelo reflorestamento do território, ela passa por várias pautas e vários ministérios no âmbito do governo para a gente poder debater. Então a gente não pode só falar de comando e controle de intrusões, isso a gente tem falado muito, a gente não pode focar só nessa parte, e agora? O que pode ser feito em relação às outras questões? E o Décio mencionou alguma coisa também, que eu trago na minha fala, que eu já estava pensando relacionado a isso, que é em relação ao Ministério... de Minas Energia, porque Isso precisa ser... A gente sempre reunia com o Ministério do Meio Ambiente, com o Ministério dos Povos Indígenas, com o Ministério da Saúde, com a CESAI. Mas o principal ponto também precisa estar presente para a gente poder dialogar sobre essas questões. Então, isso é um passo importante que a gente precisa observar. porque senão os estudos que todos apresentaram, todos nós conhecemos, temos acesso a essas informações, que inclusive durante a aliança, o trabalho da aliança em relação a dados foi muito importante ou O estudo em relação, tanto o primeiro foi, eu acho que é Yanomami sob ataque. que foi utilizado pelo governo em relação a esses dados, essas informações, para poder subsidiar o trabalho do governo dentro do território Yanomamu. Então isso foi um passo muito importante em relação a esse trabalho. Tivemos um estudo também que foi relacionado à terra rasgada, né? Da aliança junto com Isa e outros parceiros, que é relacionado à devastação dessas três terras indígenas tão importante, né? e com povos indígenas tão fortes dentro daqueles territórios. Então, temos diversos relatórios, né? Terra Rasgada e Anomami sob ataque. Tivemos, parem as máquinas, que estava falando sobre essa questão de máquina dentro dos territórios indígenas. Então, tivemos vários estudos. E é importante que esses estudos possam também subsidiar tanto o governo, mas também que a gente tenha respostas sobre isso. Porque senão a gente elabora estudos científicos, dados, tudo isso fica só entre a gente. Mas a gente precisa chamar o outro lado para a gente começar como o deputado Ailton Faleiro colocou. A gente precisa avançar nessa pauta. das questões de intrusões, das questões em relação aos estudos. Então, a gente precisa realmente avançar nisso. é esse compromisso realmente tanto do governo que o governo tem feito esse compromisso porque foi feita as intrusões dentro da terra indígena Kayapó que foi recente a primeira foi Muduruku depois a primeira foi Anumami Muduruku e a última Kayapó dentro do contexto da aliança não tô falando das sete terras mas tô falando do dentro do contexto da aliança dos três povos E o que a gente tem observado, a nossa avaliação, nas nossas reuniões, foi exatamente desse comando e controle. Foi feito, foi retirado, E depois? Então, essa sempre foi a pergunta e o questionamento das lideranças da aliança. E depois, como que a gente pode trabalhar dentro do território, ainda mais que para além, em relação às intrusões, a gente está falando sobre organizações criminosas que são dentro das terras indígenas. Então, o outro contexto de garimpo que era na década de 80, hoje já é totalmente diferente, inclusive de maquinários. Então hoje a gente tem um território totalmente devastado, e o avanço dessa devastação é muito maior do que da década de 80. pelo fato de ter maquinários, de ter mais subsídios para eles e para a gente. Como que a gente pode reflorestar esses territórios? Como que a gente pode trabalhar desses territórios que já estão devastados? Porque a gente pode ter esses estudos... Mas aí a gente precisa também pensar como que a gente pode E... amenizar, às vezes quando a gente faz as gravações de estudos, tudo isso, Aí a gente acaba observando É... E a gente tem essas desintrusões que acontecem, Mas ao mesmo tempo depois, o povo fica ali perguntando o que pode ser feito, né? Como que a gente pode dar continuidade nesse trabalho de preservação, né? De reflorestamento dentro dos territórios, porque fica uma terra rasgada. né? uma terra devastada totalmente. e a gente fica olhando para aquele pedaço de terra, aquele pedaço da área das nossas terras indígenas, e a gente fica nos perguntando o que a gente pode fazer Para voltar... A gente sabe que talvez não volte totalmente pelo fato de ter muito mercúrio, de ter muito química ali dentro, mas a gente precisa pensar nesse aspecto também porque isso envolve a saúde. Hoje em dia a gente tem muitos dados sobre outros tipos de saúde, contaminação em relação à saúde dentro das terras indígenas, inclusive no Caiapó, Recentemente, o Paulo Basta e toda a sua equipe estiveram lá na região pela primeira vez na terra indígena para fazer os estudos, porque há muito tempo era para ter feito esses estudos, mas sempre... teve uma resistência. exatamente por conta da falta de informação. e tivemos essa oportunidade de... ter esse diálogo tanto com o distrito, ter esse diálogo relacionado à comunidade e às organizações que são presente ali na região. Então, isso foi muito importante. A gente precisa entender que Os estudos eles dão subsídio para a gente relacionado a todas essas questões, porque hoje em dia para você sentar numa mesa e dialogar com o governo, Você precisa de dados, né? mas ao mesmo tempo a gente precisa do outro lado observar esses caminhos que precisam ser trilhados, né? Para a gente poder realmente ter um resultado concreto para a saúde e para a proteção dessas terras indígenas. Porque a partir do momento que o garimpo sai, como que mantém essa proteção ali dentro? Então, para finalizar, Eu acredito que a gente precisa realmente de uma resposta por parte principalmente dos ministérios que precisam da resposta, porque a gente tem o diálogo com... Ministério do Meio Ambiente, dos povos indígenas, com a própria saúde. mas a gente precisa avançar muito mais nessa resposta relacionada às outras questões que precisam ter esse diálogo. Então, eu acredito que é basicamente uma sugestão que a gente possa avançar. nesses pontos principais relacionados a essa questão. dentro das terras indígenas, porque é diferente quando fala sobre comando e controle de outras áreas, e comando e controle de terras indígenas. Então, as terras indígenas têm um diferencial muito maior do que uma cidade. Então, não pode comparar ou trabalhar no mesmo aspecto, porque a gente está falando sobre terras indígenas, onde tem populações... uma cultura, uma área totalmente diferente de uma cidade para fazer só comando e controle daquela região. Então, portanto, agradeço novamente. os parlamentares por essa audiência, os palestrantes também que estiveram ali presentes. E eu acredito que é isso, nós estamos aqui para somar nessa multa, principalmente porque nós povos indígenas somos os principais afetados relacionados a isso, alto índice de doenças, de... Outros tipos de questões dentro das serras indígenas têm avançado muito e tem nos preocupado totalmente... em relação à nossa sobrevivência dentro desses territórios. Muito obrigada.
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