
Estimados amigos, bom dia a todos. Inicialmente, eu quero agradecer a mesa diretora, a deputada Antônia Lúcia, a nossa vicegowenadora Celina Leão, ao nosso grande deputado federal, Gilvan Máximo, a senadora Damares, a doutora Lívia que representou o nosso Conselho Regional de Medicina, e a todos os colegas que estão compondo essa mesa. Pra mim é bastante honra isso daqui porque eu estive na presidência da associação de medicina intensiva brasileira há 2 anos, coordenando o movimento póspandêmico. Como já foi falado por alguns de vocês, esse foi dos momentos históricos nossos, não só no país como no Distrito Federal. E nós tivemos que fazer mudanças em várias situações e vários profissionais que aqui estão presentes tiveram que participar dessas mudanças. Nós tivemos mudar conceitos de atendimento a pacientes críticos e graves. A sobrevivência desses pacientes estavam em nossas mãos. O que eu gosto de falar é sempre algo assim abre aspas, a nós intensivistas não foi nos dado o direito de permanecer na segurança de nossas casas. Alguém precisaria atender os pacientes que foram acometidos pela pela doença. E esses foram vocês, intensivistas e intensivistas que estão aqui presentes, junto com emergentistas e outras especialidades médicas, que não se privaram em fazer o atendimento da população brasileira. Nós tivemos que voltar o cuidado centrado na família e na pessoa, algo que nós fizemos durante toda a nossa formação. A nossa sociedade, a AmIB, ela possui mais de 40 anos. A gente tem o prazer de ter a nossa fundadora 1 mulher. É muito orgulho pra nós. Ela hoje atua conosco, a doutora Marisa de Agostinho de São Paulo. Então a nossa sociedade, ela é 1 sociedade sim, que ela é inclusiva. Dentro desse congresso que nós fizemos aqui em Brasília, há 2 anos atrás, nós fizemos questão de priorizar pessoas portadoras de deficiência, pessoas que apresentavam algum tipo de patologia estigmatizante e o acesso geral a pessoas que não conseguiam ter a mobilidade. E essa é a nossa função, como sociedade, como associação, fazer a inclusão a todos aquelas que merecem estar intensas, serem atendidas por nós, médicos e médicos intensivistas. Dessa forma, eu deixo aqui em homenagem, nós tivemos aqui há 2 semanas atrás também, em 1 linda homenagem aqui da câmara, a nós médicos e médicas intensivistas e todos os profissionais que atuam nas terapias intensivas, conjunto de pessoas. Cada de vocês teve familiar, que foi acometido pela doença. Vários de nós perdemos pessoas queridas, todos nós. E a nós coube fazer o que era necessário, salvar vidas. E assim nós as fizemos, sem nenhum problema para nós do ponto de vista de ir ou voltar dentro de 1 terapia intensiva, e não saber o que iria acontecer. Eu participei no início da infraestrutura sobre a OPAS e o atendimento da COVID, da pandemia aqui nesse país, em março de 2020. E ali nós traçamos várias políticas, as quais falhamos em muitas. Nós não tínhamos evidências científicas que comprovassem o tratamento para a doença desconhecida. Nós não tínhamos evidências científicas que nos amparassem a melhorar desfechos de taxas de mortalidade em pacientes críticos e graves. E todos nós sofremos durante esse período. Mas eu acho que agora é o momento para nós mudarmos, eu gosto de falar assim, rodarmos essa roda e vivenciarmos 1 nova vida, na vida das pessoas que sobreviveram e dos erros que nós aprendemos e não iremos mais cometer. Podemos errar? Podemos errar, mas nós sabemos que hoje 84 por 100 dos pacientes que são internados em terapias intensivas do país, eles saem vivos dessas unidades. Ou seja, a gente mudou a história. O Brasil mudou a história, nós mudamos a história no atendimento de pacientes críticos graves. Isso é importante para nós, para as famílias e todos aqueles que nos acompanharam. Então mais 1 vez eu quero deixar meu enorme agradecimento, principalmente ao meu grande amigo Gilvan, que me trouxe aqui, é o que tu sabe Gilvan, é pra falar mesmo sobre o que nós passamos juntos. Vários de vocês foram meus pacientes, vários de vocês sobreviveram. E a nós nos cabe fazer isso, mudar 1 história triste e desfecho e passar essa parte da história. Mais 1 vez obrigado pela presença.
© 2026 O Congresso.
Todos os direitos reservados.