Lívia Vanessa Ribeiro Gomes Pansera

Lívia Vanessa Ribeiro Gomes Pansera

Presidente do Conselho Regional de Medicina - CRM-DF

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11 de nov, 12:02

PLENÁRIO

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A todos e a todas, gostaria de cumprimentar os membros da mesa, excelentíssima deputada Antonia Lúcia, excelentíssima governador em exercício Celina Leão, senadora Damares, deputado Gilvan, doutora Milena, doutor Marcelo Maia, doutor Gutemberg, doutor Rui. Cumprimento em especial aos médicos e médicas do Distrito Federal aqui presentes, muitos amigos, colegas, pessoas com quem eu tive já o privilégio de trabalhar, fico muito feliz de ver as pessoas que estão aqui. É com imensa honra que representa o CRMDF nesta sessão solene, em homenagem aos médicos do Distrito Federal, que se destacam pela dedicação, integridade e comprometimento no exercício da profissão. A medicina é 1 das carreiras mais admiradas e procuradas, marcada pela nobre missão de cuidar, orientar e cuidar das pessoas em seus momentos de maior vulnerabilidade. Por trás de cada atendimento médico, há compromisso inabalável com a saúde e o bemestar da população. O médico e a médica desempenham papéis fundamentais na preservação da vida, no alívio do sofrimento, e na promoção da qualidade de vida. A rotina de trabalho dos médicos é intensa, envolvendo o manejo clínico de pacientes, os aspectos éticos, emocionais e sociais, cotidiano muitas vezes desgastante e desafiador. Destaco aqui, o já citado papel essencial dos médicos durante a pandemia de Covid 19, momento de grande fragilidade e incerteza, em que muitos de nós sacrificamos as nossas próprias a nossa própria integridade em prol da coletividade. Ressalto também a importância de distinguirmos a autonomia médica, pilar da nossa profissão de onipotência médica. Práticas abusivas e condutas inadequadas têm se tornado mais frequentes no exercício da medicina, sendo necessário que a prática médica seja baseada nas melhores evidências científicas. Vivemos tempos desafiadores e transformadores, com tratamentos inovadores, descobertas científicas e avanços tecnológicos como a inteligência artificial que estão modificando a nossa prática clínica. É importante que nos mantenhamos abertos ao novo e comprometidos com o aprendizado contínuo, mas sempre preservando o humanismo, a ética e a ciência que são indissociáveis na nossa profissão. Em momento como este, eu gostaria de citar algo que falamos recentemente aqui em na sessão solene em homenagem aos médicos intensivistas. Nós não podemos de deixar de atentar para tema crucial para a nossa classe, a saúde mental dos médicos. Discutir saúde mental em nossa profissão tornouse ainda mais urgente considerando o crescente número de médicos afetados por transtornos mentais, especialmente após a pandemia. O aumento desse problema é alarmante e pode ser atribuído a fatores como longas jornadas de trabalho, sobrecarga emocional, pressão por jornadas de trabalho, sobrecarga emocional, pressão por resultados, e em muitos casos a falta de suporte adequada. Nós que dedicamos nossas vidas a cuidar de outros, frequentemente colocamos nossa própria saúde em segundo plano. Contudo, estamos cada vez mais expostos e a níveis insustentáveis de estresse e burnout. O desgaste emocional e necessidade de decisões rápidas e precisas, e dificuldade em equilibrar vida pessoal e profissional, têm cobrado muitas vezes preço alto. Precisamos com urgência, eliminar o estigma em torno do cuidado com a saúde mental e promover ambiente que valorize o cuidado integral, incluindo cuidar de quem cuida. O número de médicos no Brasil tem crescido de maneira expressiva nos últimos anos. No Distrito Federal esse crescimento foi de 80 por 100 desde 2010 segundo dados da demografia médica do CFM. O número de médicos no Distrito Federal passou de 10000 para 18045 nos últimos 14 anos, aumentando a densidade, de 3.62 médicos por 1000 habitantes pra 6.30 e o dobro da média nacional que se mantém em torno de 3 médicos por cada 1000 habitantes. Apesar disso a rede pública de saúde ainda sofre com a escassez de especialistas. Essa carência se agrava pela falta de condições dignas de trabalho, 1 realidade tem sido recorrente para muitos profissionais. O subfinanciamento do sistema único de saúde, a maior política de inclusão social do país, é outro fator crítico que afeta diretamente a qualidade dos serviços prestados à população, e impacta o exercício da medicina. Para a valorização dos médicos e médicas, e consequentemente para termos melhores serviços de saúde atendendo à população, devemos considerar não apenas os aspectos individuais da formação profissional, mas também condições de trabalho adequadas e estrutura de carreira, o que permitirá maior interiorização da à saúde e fixação dos profissionais no sistema único de saúde. Cabe aqui a sugestão aos nobres deputados dessa, para que evoluam com projeto de discussão de carreira de estado. Gostaria de lembrar a todos os médicos e médicos que que o conselho regional de medicina está à disposição de vocês, mais 1 vez, parabéns muito obrigada.

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