Dom Ricardo Hoepers

Dom Ricardo Hoepers

Secretário-Geral do Conselho Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB

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12 de nov, 12:12

PLENÁRIO

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Minha saudação a todos de maneira especial a esta mesa. Eu gostaria de agradecer muito ao padre Couto pela pelas palavras que nos emocionaram muito. Falou do coração, falou pela experiência. E na pessoa dele também agradecer o deputado Alexandre Lindemayer, que na época que fui bispo no Rio Grande ele era prefeito do Rio Grande, e tive a alegria de de receber também este convite dele. E a toda mesa aqui, ao nosso querido Gilberto Carvalho, que falou também de coração pela experiência às nossas, é caríssimas deputada Maria do Rosário, é a senhora Luciana Santos, ministra de estado da ciência, senhora Virgínia, é todo o nosso agradecimento pelo trabalho que vocês realizam, esse também desse cuidado ao patrimônio de Dom Helder. Quem vai lá se emociona, Virgínia, se emociona de ver a simplicidade, o quarto dele, a cama onde ele dormia, não tem como você não se sentir desse tamainho, pequeno mesmo, diante da grandeza. E ao nosso deputado Chico que está presidindo a mesa, muito obrigado também pelo pelo trabalho desenvolvido e por lembrar desses grandes gigantes. Nós chamamos e eu hoje eu falo aqui de dentro. Tenho a honra de de ter lá na nossa sala todos os secretários gerais e Dom Helder foi o primeiro secretário geral da CNBB. Antes do concílio, 1952 estava criando a CNBB, com 1 visão sinodal já que antecipava o concílio Vaticano segundo, isso é muito significativo. Então por que que são homens gigantes? Porque foram capazes de não só prever, mas com sua voz profética, mas de antecipar tudo aquilo que nós hoje acreditamos na área de direitos humanos e na área também da vida de fé unida à vida concreta, à vida política. Não são coisas incongruentes, fé e política têm que caminhar juntas. E esses 3 grandes arcebispos nos mostraram que é possível, que a igreja tem que sair também dos seus muros, e construir pontes. Eu só gostaria aqui de lembrar, já foi muito bem dito, mas o Don Helder, tem para nós significado de 1 presença da conferência no mundo inteiro. Porque na pessoa dele, nas viagens que ele fez, nos discursos que ele teve, nos livros que ele compôs, nas suas reflexões, ele levava a conferência pelo mundo afora. E hoje nós somos respeitados graças a esses homens, de maneira especial Dom Helder. Dom Luciano também teve grande papel como presidente da CNBB, e aqui a nossa consideração de ver que quem nos precedeu, lutou e sofreu nessa nessa experiência, lutou e sofreu. Sofreu muito preconceito, cada deles sofreu muito preconceito, e conquistaram seus espaços. Dom Helder ganhou mais de 25 prêmios da paz. Veja o que significa isso hoje, no o Papa Francisco nos diz que estamos vivendo 1 terceira guerra mundial em pedaços, e de fato, trazer à memória a pessoa de Dom Helder é compromisso que também temos nós com a paz, com o diálogo, construir pontes. Deputado Patrus, na sua fala, aliás eu sou leitor assíduo dos seus artigos, que sempre vale a pena, o senhor mostrou de fato que Dom Helder é promotor da paz. E nas conversas e no modo de ser dele lembramos bem, em Curitiba quando era padre ele foi pregar retiro pra nós, ele de fato falava como quem quem tem autoridade, por quê? Porque ele vivia o que ele falava, esta é a grande diferença, não era discurso vazio. Dom Luciano, nosso agradecimento a este homem, que também pelo seu testemunho, pelo seu modo de ser, defendeu os direitos humanos, amor pelos pobres, também num num encontro em Curitiba eu lembro bem, que de repente num retiro Dom Luciano sumiu desapareceu, ficou 1 tarde, os padres todos lá, pensando que ele tinha ficado pra, descansar pouco e depois fomos descobrir que ele tinha saído da casa de retiros, encontrado casal de carinheiros que catavam lixo, foi com eles para o mercado, fez a compra do mês pra eles, levou na casa deles, colocou as coisas no armário e voltou pro retiro. Isso é santidade, tanto que está aberto já o processo, se Deus quiser, de canonização desses homens. E estamos rezando pra que venha esses milagres. Eles já fizeram milagres, mas nós acreditamos que a santidade deles merece ainda ser reconhecida oficialmente pela igreja. E Dom José Maria Pires, especialmente no momento que estamos vivendo, trazer a memória dele em relação a toda a discriminação, a questão de racismo, a luta dos povos afro né, afrobrasileiros que têm também os seus às vezes esquecidos, deixados de lado. Ele foi sinal. Bispo Zumbi, bem lembrado viu? Bem lembrado. Caríssimos e caríssimas, hoje aqui em nome da presidência da CNBB, reafirmamos o compromisso da igreja do Brasil a partir desses homens que estamos honrando o nome deles como exemplo pra todos nós bispos, para toda a igreja. Esta homenagem não é só olhar pro passado, mas é compromisso para o futuro, porque como eles foram incansáveis na defesa dos valores, também nós queremos ter esta coragem, esta determinação de dizer ao mundo, de dizer ao Brasil e ao mundo que trabalhar pela justiça e pela paz é o evangelho vivo, colocado em prática. Então todos estamos dentro, estamos todos na mesma barca, Que esses 3 homens continuem nos inspirando bons exemplos, bons valores e lutemos pela dignidade de todo ser humano, através do exemplo deles. Obrigado.

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