Artur Kalichman

Artur Kalichman

Diretor substituto do Departamento de HIV/AIDS, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde

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02 de dez, 09:40

PLENÁRIO

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A todas as pessoas aqui presentes, queria inicialmente agradecer e cumprimentar e parabenizar a deputada Erica Cockai pela promoção dessa sessão solene relativa ao dia internacional da Aids, cumprimentar todas as pessoas que estão aqui do movimento social, das agências internacionais, outros colegas lá do DATI, do Ministério que também estão presentes. É prazer estar aqui, o nosso diretor Draurio está viajando, está numa reunião da UNITAI de fora do país, e ele viria então representar a nossa secretária Théo Maciel que também está numa agenda fora, então eu estou aqui na nessa representação da SVSA, dentro do Ministério da Saúde, nessa sessão tão importante, enfim, nós aqui no no mundo todo a gente tem desafios ainda enormes em relação ao HIVAids, né a gente tem o Brasil agora novamente se alinhou às metas de eliminação associadas aos objetivos de desenvolvimento sustentável, e nós estamos alinhados às metas da UNITES do 95, 95 95 e da redução da mortalidade das novas infecções pelo HIV. O Brasil tem grandes desafios, né? A gente está agora elaborando, está pra lançar as diretrizes nacionais de eliminação do HIVAids, onde a gente coloca todas as diretrizes e vai fazer todo trabalho com os estados e municípios pro alcance dessas metas. A gente tem alguns avanços bons pra mostrar, né segundo o último relatório da UNAIS, o Brasil já teria atingido os a primeira barra do 95, na verdade estaria em 96. É 1 estimativa né, que é entre 88 e 98. Nós aqui no Brasil somos pouco mais cuidadosos vamos dizer assim, a gente avalia que estamos em 90 e e 92, da primeira barra. Mas enfim, estamos alinhados dentro do mesmo intervalo de confiança, então a diferença na verdade é de ordem estatística, né? E há pra gente grande avanço essa possibilidade. A gente já, entre as pessoas que estão em tratamento e são mais de 800000 pessoas em tratamento pro HIV aqui no Brasil, mais de 95 por 100 delas estão com a carga viral indetectável, então a gente também já atingiu a última barra. O nosso grande desafio de fato é garantir que as pessoas se mantenham em tratamento. A gente tem hoje em torno de milhão e 50000 pessoas em acompanhamento no Brasil vinculadas ao SUS, ou pegando medicamento ou sendo acompanhadas. Dessas 5 por 100 nunca começaram o tratamento e a gente tem que começar o tratamento delas. Porém 14 por 100 iniciaram o tratamento e perderam seu acompanhamento, a gente não está conseguindo acompanhar as pessoas. Hoje, no Brasil, a gente tem mais gente que sabe que tem HIV, e não está conseguindo se acompanhar, e a gente não está conseguindo acompanhar essas pessoas e cuidar delas, do que gente que não sabe que tem HIV, e a gente também tem o desafio do diagnóstico. A gente tem grandes desafios na prevenção, e a ampliação da Prep como, e foi muito bom esse vídeo que me antecedeu, porque Denise, que é 1 colega querida, deu 1 grande explicação sobre todas as tecnologias disponíveis, a prevenção combinada, e a gente tem que avançar nisso no Brasil, ampliar o acesso à prevenção combinada, ampliar o acesso à Prep. A gente tem ainda 1 estabilização em nível alto, né, e 1 tendência ainda de subida das infecções pelo HIV, e a gente já tem lugares no Brasil onde isso foi revertido, porque a prevenção combinada está bem estabelecida, e a prep está bem implementada, né, isso é desafio, ou seja, a gente tem desafios de prevenção, a gente tem desafios ainda em diagnosticar quem não sabe, e grande desafio de conseguir manter em tratamento aquelas pessoas que a gente está perdendo do nosso acompanhamento. A gente sabe que, dos tem a gente tem 2 grandes 2 grandes barreiras né pra trabalhar, tecnologicamente como a gente viu a gente tem todas as tecnologias embora a gente queira inovar a gente queira chegar na cura, mas hoje já tem disponível tecnologias eficientes pra prevenção do tratamento. Quem está ficando pra trás, está ficando pra trás ou pela iniquidade, pela pobreza, né pela pela falta de cidadania, ou pelo preconceito e pela discriminação, ou por 1 junção dessas desses 2 fatores, né que normalmente andam juntos mesmo. Então, a gente tem que cuidar de fato de quem está ficando para trás. Na média brasileira a gente está indo muito bem, mas as pessoas mais pobres, há 1 intersecção muito grande entre raça, couro e classe social, as pessoas negras, as pessoas trans as pessoas trans, né, homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas privadas de liberdade, essas pessoas estão ficando pra trás e não estão conseguindo acessar todos esses avanços. Em cima disso, o governo Lula, o presidente da república lançou o programa Brasil Saudável, que é 1 ação intersetorial, 1 ação que tenta juntar junta 14 ministérios, no sentido de que a gente possa, além dos desafios internos ao setor saúde, que não são poucos, pra entrega de todas essas tecnologias, garantir condições para aquelas pessoas que não têm direito onde morar, que não têm como vim pro serviço, que estão sofrendo preconceito e discriminação, pra que a gente faça movimento social e intersetorial, né interministerial, pra que seja dado condições pra que essas pessoas possam vir ao serviço, possam ter 1 condição de melhor de cidadania, pra que a gente possa então de fato dar esse último passo e chegar em quem a gente não está conseguindo chegar, ou ajudar essas pessoas que não conseguem chegar na gente pelas condições socioeconômicas em que elas estão estão colocadas. Esse é grande desafio, é desafio de promoção de cidadania, é desafio de promoção de direitos, é o é o é o grande passo que a gente tem que continuar dando pra conseguir de fato alcançar os objetivos de do 95 95 e conseguir eliminar o HIV Aids no Brasil como problema de saúde pública até 2030. Queria mais 1 vez cumprimentar muito a deputada Erika Kocai por toda a sua história e toda a sua trajetória de luta contra a AIDS, agradecer a possibilidade de estar aqui conversando com vocês, e já avisar que a gente vai rodeiar essa mesa, eu vou voltar pro plenário e alguma outra entidade vai ser chamada pra vim aqui tomar o meu lugar. Muito obrigado deputada. Nós

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