João Marcos Dutra Batista

João Marcos Dutra Batista

Representante da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids

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02 de dez, 09:57

PLENÁRIO

Transcrição automática

Olá, bom dia a todos e a todas e a todes. Eu sou o João Sou de Manaus. Faço parte da rede de adolescentes e jovens, vivendo com o HIV há 14 anos, eu comecei, a gente brinca que eu comecei na rede kids, mas dentro desse processo, a o HIV, pra mim quando pessoa vendo com o HIV, adolescente jovem, ele me trouxe a cidadania na perspectiva do que eu fui me ponderando a parte do que era o HIV, do que era a legislação do que era o a condição, né a minha condição de saúde, e durante esse processo eu, antes de cumprimentar a mesa eu eu só queria relembrar esse processo porque é processo de altos e baixos de resistência, mas também de perdas de muitos adolescentes e jovens que nasceram com HIV que se foram, muitos jovens que não fizeram lesão ao medicamento que se foram, e desde 2013 a gente vem trazendo essa discussão do aumento de casos na juventude, principalmente na juventude brasileira. Então a partir dessa fala cumprimentar a mesa né em nome da deputada, aqui ressaltando os os que vieram antes de mim os meus antecessores, né os movimentos sociais nacionais, e dizer que, enquanto resposta política para o HIV e aids no Brasil e e juventude, nosso maior desafio ainda é perpassa pela educação. Antes de a gente começar a pensar nas metas 2030, né, a eliminação da AIDS como problemas de saúde pública, a gente tem que pensar também na qualidade desse tratamento. Dos exemplos é a gente ter os extremos do Brasil, quanto o norte quanto o sul, ainda ter extremamente casos de AIDS, de transição vertical, e de óbito. O estado do Amazonas por exemplo ele é o segundo estado com maior número de óbito do Brasil. E no Amazonas a gente também ainda tem combo né de transição vertical, AIDS avançada, e assim também como outras outras estados outros municípios e isso traz 1 realidade, de se a gente está pensando nessa perspectiva o que está sendo pensado para a juventude enquanto perspectiva de qualidade. Ressaltando que no mês de fevereiro no Brasil, tem a semana em alusão à prevenção da gravidez da adolescência. Então solicitamos do estado brasileiro que tenhamos 1 semana, especificamente para trabalhar a ISTH e IVADS como 1 proposta legislativa, porque sem ter amparo do legislativo nós não vamos conseguir chegar, onde queremos. As redes movimentos e a sociedade civil ela chega onde, o estado, enquanto sua estrutura técnica não chega. E nós estamos aqui pra construir juntos. Deixamos aqui, além de toda essa discussão, a gente também ressalta, que nós queremos transmissão vertical 0, total 0. Nós queremos que nenhuma criança no Brasil não nasça com nenhum agravo à saúde relacionado à sífilis hiv e hepatite b. Porque a partir disso, o adolescente e o jovem, essa criança quando ela vai envelhecendo ela precisa estar no mercado de trabalho, ela precisa estar também ter acesso à cultura, ela precisa também ter acesso ao lazer, ela precisa ter qualidade de vida e se a gente pensa na eliminação da Ásia a gente tem que pensar em qualidade de vida porque não há condições, de a gente ter somente 1 resposta pra hiv e ter pessoas em situação de pobreza, ou extrema pobreza, né? Passando fome, e não ter acesso, ao básico pra poder tomar o seu medicamento. E assim sucessivamente pra hanseníase, assim sucessivamente pra tuberculose. E e esse estado, com o compromisso que ele deve ter, assim como ele, ele é referência e já foi referência em outros momentos, no outro tratamento chegar a IVA e AIDS, né para o mundo, ele também precisa pensar e refletir, junto com a sociedade civil construindo esse diálogo, sobre a qualidade do tratamento porque o que nós queremos também são medicamentos que nos causem menos efeitos colaterais, né? Pensando principalmente em adolescentes e jovens que nasceram com o HIV, tomaram vários medicamentos na vida, e infelizmente não conseguiram continuar seu tratamento, ou continuar a sua adesão ao tratamento. Se nós enquanto sociedade brasileira ainda temos dificuldade na segunda meta, que é 95 por 100 é 95 por 100 das pessoas em tratamento em adesão, é porque nós não estamos pensando em adesão como devemos pensar. E a adesão ao tratamento não é só tomar medicamento, e isso é fato. Porque eu perdi as como vários amigos mas eu perdi amigo muito íntimo meu porque ele escondia o medicamento pra não tomar, pra poder esconder da família e isso agravou a condição de saúde dele ele foi ao óbito em 2020 e Então eu deixo aqui esse esse descontentamento e ao mesmo tempo essa esperança de a gente resistir, melhorar essa a melhorar o atendimento EAE priorização relacionada a adolescentes e jovens vulneráveis ao HIV, mas não só adolescentes e jovens como a sociedade geral, mas também ressaltar a importância da construção de políticas legislativa voltada para adolescentes jovens vulneráveis ao HIV. Assim

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