Cleonice Felix de Araujo

Cleonice Felix de Araujo

Representante da Rede Nacional de Mulheres Travestis, Transexuais e Homens Trans Vivendo e Convivendo com HIV/Aids

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02 de dez, 10:03

PLENÁRIO

Transcrição automática

Bom dia a todos e a todas. Começo aqui a saudar a mesa, que aqui está nesse espaço é 1 grande responsabilidade. Eu começo pedindo licença às que vieram antes de mim, as que se passaram para o plano superior, então eu peço toda a licença, axé pra quem de axé, amém e pra quem de amém. Quero saudar a mesa, na pessoa da deputada Erica Cockai 1 grande companheira do partido dos trabalhadores. E a Kefusfala é 1 travesti, que luta pra sobreviver, porque nós queremos curajar. E eu faço convite a todos e a todas no momento de reflexão. Num texto brilhante que o meu amigo Rubens Rafa fez e nos nos presenteou com do movimento AIDS. É lamentável, ainda não temos o que comemorar. A desinformação, o preconceito, o estigma que cerca o HIV permanecem ao mesmo do início e da epidemia de pessoas continua morrendo devido ao diagnóstico tardio, ao abandono do tratamento, e ao medo de ser estigmatizado estigmatizadas, é é inaceitável que em pleno século 20 e ainda lutemos contra o medo a ignorância associado aos portadores e HIV. Muitos municípios brasileiros, destacam tristemente com mais casos de HIV no Brasil. E eu destaco aqui o estado na qual eu venho, estado do Rio Grande do Sul, a capital do hiv. Não posso me privar de falar isso desse desabafo pra nós que moramos na região, que não temos políticas públicas. Essa realidade, de casa de HIV no Brasil, afeta homens, mulheres, crianças, pessoas de várias etnias, pessoas LGBT e em específicos as pessoas negras, pessoas trans e as pessoas mais pobres. São as pessoas que as informações não chegam até ela. A esse, a grande problemática da epidemia, é a falta de comunicação, é a falta de informação, para que podemos chegar aos 95 95, não é isso Jair, doutor ator? Sonho a ser realizado em 2030. Mas da maneira que está indo, não chegaremos, porque as informações que estão sendo trazidas, está desenformando as pessoas, como foi bem muito mostrado no vídeo. As pessoas ainda, nesse século 20 e ainda têm medo de sentar no local aonde nós sentamos. Isso me entristece. Aonde nós queremos ir? Para onde nós iremos? É crucial pensar que evoluímos muito, os avanços, AAA epidemia é é notável, falando de, mas é notável mais ainda lembrar quem tem acesso a esses tratamento, pessoas brancas, cisgêneras. Quem são excluído desse sistema atual, pessoas negras, travestis, transexuais, pessoas pobres na periferia. É importante lembrar deputada, que as políticas públicas têm que vir do congresso sim, mas temos que ter sim políticas públicas dentro dos municípios. E essas políticas públicas nos últimos anos foram acabadas, foram destruídas. E com isso muitas vidas ceifadas. Porque quando nós não somos ceifados só do ir para o plano superior, mas sim a nossa existência. E nós existimos. Nós estamos aqui. Nós vivemos, e por isso, pra finalizar a minha fala, eu clamo, a cura já, acurajá, acurajá.

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