
A Mestre Cerimônia organizou o grupo para uma foto oficial, realizou o sorteio de brindes para as participantes e deu início à nova mesa de debates, estabelecendo a duração de cinco minutos para cada fala.
Me sinto extremamente emocionada de estar aqui, porque queria muito, muito parabenizar a comissão, a deputada Célia Chacriabá, toda a equipe de assessoria que teve esta ideia de estar construindo junto com o Sindileges este momento. Porque sabe o que vai acontecer? As vozes da Câmara, as vozes que muitas vezes não são escutadas, estarão na Conferência Nacional de Defesa dos Direitos das Mulheres. Então, portanto, nós estamos aqui, mais de 100 mulheres, para pontuar quais são as nossas reivindicações. Mas penso eu que este é um espaço que nós devemos também fazer com que as resoluções desta conferência livre cheguem na presidência da Casa. Porque é muito importante que nós possamos levar estas reivindicações para o presidente da Câmara, para que nós possamos escutar, escutar o que são as reivindicações de cada um e cada um de vocês. Aqui a deputada Érica falava da invisibilização. Muitas vezes parece que pôs o uniforme, pôs o uniforme e desaparece. porque não recebe um bom dia, não recebe uma boa tarde, mas eu penso muitas vezes que se vocês cruzarem os braços, esta Câmara não funciona. Ela não funciona sem o trabalho de cada uma e cada um de vocês. E uma reivindicação que nós temos que levar, que aqui já foi falada pela deputada Célia, é a questão do departamento médico. como é que você tem uma estrutura que atende os parlamentares, as parlamentares, que atendem os servidores mas n atende quem constr junto conosco esse poder legislativo Ent n queremos discutir um processo para que voc tamb tenham acesso ao departamento m porque vocês estão junto conosco todos os dias. E muitas vezes, vocês estão aqui e se muda a escala, e se muda isso, e se muda aquilo, e ninguém escuta vocês, ninguém escuta vocês. A associação e a neta é uma das grandes defensoras dos direitos aqui das pessoas terceirizadas neste poder legislativo. A associação tem levado todas essas reivindicações. Muitas vezes eu fico perguntando por que você trabalha tanto tempo, por exemplo, na limpeza, e surge uma vaga, uma vaga aqui em um outro posto que é melhor e não se prioriza quem já está trabalhando aqui. Porque você tem que ter a possibilidade de valorizar quem já está construindo a casa todos os dias, o trabalho legislativo. Porque nós temos uma consciência muito grande que, sem assegurarmos os direitos das mulheres, não tem democracia nesse país, não tem justiça nesse país. E nós estamos lidando com mulheres que acordam muito cedo, muito cedo, e que muitas vezes deixam a comida pronta para os meninos, deixam as instruções de casa, e que chegam aqui para trabalhar e que voltam para as suas casas, enfrentando muitas vezes muito tempo até poder voltar para a sua própria casa. Por isso, uma das reivindicações que nós queremos levar, inclusive, para a presidência da casa, é que nós tenhamos a diminuição da jornada. Essa proposição capitaneada pela deputada Erika Hilton de acabar com a jornada 6x1, e eu digo mo para a mulher n nem 6x1 para a mulher 7x0 porque quando chega no dia de folga n dia de folga dia de estar arrumando a roupa fazendo a faxina pesada fazendo a organização do próprio lado. Então, portanto, é fundamental que nós possamos reduzir a jornada aqui e levemos esta reivindicação. Por isso, eu acho que era muito bom, se nós construíssemos um fórum permanente de discussão dos direitos das mulheres, para que nós possamos, a partir daí, falar das nossas dores, falar, denunciar os assédios morais, que vocês sabem como dói na pele, e vocês sabem como dói na alma o assédio moral. Tem que ter uma estrutura na Câmara com a participação, inclusive, da representação dos terceirizados, para que você possa denunciar, porque há solidão, há solidão de quem é assediado, porque as outras pessoas ficam com medo de estarem testemunhando, porque têm medo de perder o seu próprio emprego. É preciso romper com isso, criar uma ouvidoria que todas as denúncias de assédio moral, de assédio sexual, possam ser investigadas e possam ter respostas para o conjunto das pessoas que aqui estão. Nós que estamos lutando tanto, tanto para preservar a democracia, que nós achamos que a democracia é fundamental para que a gente possa respirar. Nós que estamos tanto lutando pela soberania neste país, porque existem presidentes de outros países que querem mandar no Brasil e não sabem que este país é de homens e mulheres que têm altivez de defender a sua própria soberania. Nós que todos os dias queremos fazer valer os nossos direitos, precisamos nos organizar para que nós tenhamos permanentemente um fórum de discussão. E por fim penso deputada C que n dever criar um GT na Comiss de Defesa dos Direitos das Mulheres para discutir os direitos das pessoas das mulheres aqui na pr C Para que nós possamos dizer, não me venham com assédio moral, porque nós não admitimos assédio moral. Não me venham com qualquer tipo de discriminação ou de invisibilização das próprias mulheres. Porque nós estamos aqui com mulheres que pegam a vida, que pegam a vida e que vão cavalgando na vida e que enfrentam tantos e tantos desafios. Mulheres que estão carregadas de coragem para transformar a nossa própria realidade. Dizia a PT do PSOL uma frase que é absolutamente importante. Mulher, moço, mulher é que nem água. Quando a gente se reúne, a gente cria ondas e a gente transforma a própria realidade. Construamos, portanto, o GT na comissão brilhantemente presidida pela deputada Célia Chacriabá. Levemos as nossas reivindicações desta comissão, não apenas para a Conferência Nacional, mas também para a presidência da Casa, para dizer, moço, aqui estão as mulheres da Câmara, que não aceitam as opressões sexistas, machistas e que querem lutar por seus direitos. Viva as mulheres do Poder Legislativo, viva a nossa organização. Obrigada, deputada. Convido a todas da mesa para a gente fazer uma foto com essa plenária antes de a gente encerrar essa mesa e passar para a próxima. Eu acho que ela tem que descer.
A Mestre Cerimônia apresentou uma representante do Conselho Nacional dos Direitos das Mulheres e convidou a deputada Sâmia Bonfim para uma saudação.
A Mestre Cerimônia solicitou unidades aos sindileges para parlamentares e passou a palavra à deputada Benedita da Silva.
A Mestre Cerimônia solicita a permanência do público para o sorteio de trinta brindes e questiona sobre a disponibilidade de mais livros.
A Mestre Cerimônia convidou autoridades para compor a mesa, pediu desculpas pelo atraso e solicitou uma breve saudação da senhora Neta.
A Mestre Cerimônia informou sobre ajustes no ar-condicionado e passou a palavra à ministra interina.
A Mestre Cerimônia convidou representante dos terceirizados para a mesa e concedeu a palavra às deputadas e à representante do Sindileges.
A Mestre Cerimônia convidou autoridades para compor a mesa e informou sobre a disponibilidade de crachás, passando a condução do evento à presidência da comissão.
A Mestre Cerimônia deu as boas-vindas à primeira conferência livre das trabalhadoras da Câmara, parte da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, visando ouvir diversas vozes femininas para fortalecer políticas públicas e construir propostas nacionais.
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