COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Sobre o Evento
Audiência pública discute combate ao bullying contra pessoas com deficiência, especialmente autistas. Importância de políticas públicas, inclusão e conscientização são enfatizadas. Participantes destacam impactos do bullying na saúde mental e a necessidade de ambientes escolares seguros. Deputado Glauustin da Fox lidera iniciativa e propõe legislação para fortalecer direitos.
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Com uma grande alegria, que eu cumprimento a todas as autoridades aqui presentes na pessoa do deputado Claustin. Verdade. É debate muito importante realmente e que nós precisamos desenvolver uma perspectiva viável. E senhoras e senhores, quando eu iniciei pela defesa das pessoas com o autismo da OABDF, achavam que essa luta seria fácil, mas ela não é. Ela não é porque ele ela acaba ela não acaba com o preconceito e com o bullying assim de uma hora pra outra. Nós devemos prestar agora mais atenção no preconceito dissimulado, internalizado, e sobretudo, não podemos perder a perspectiva de que precisamos conviver com o diferente o tempo todo. Quando surgiu a lei quatorze mil oitocentos e onze de dois mil e vinte e quatro que acrescentou o artigo cento e quarenta e seis a do código penal, tipificando a prática do bullying, verificamos que existe algo que vai além dessa tipificação, que o bullying ele inicia muito antes. Porque antes do bullying já existe o preconceito de simulado internalizado, que precisa ser quebrado. Acontece, quando o colega exclui o outro do lanche, quando motiva outros colegas a enxergar o outro como estranho, como esquisito, como Lelé da cuca, como já aconteceu com meu filho também Larissa, eu te agradeço pelo convite hoje, porque mãe atípica se entende, né? E quando em casa, o abusador, que a gente chama o abusador, né, o quem pratica o bullying, discriminam e excluem o que é diferente deles. O bullying existe no professor, que vê a situação e ficou nisso, porque vai, vai dar trabalho chamar atenção sobre o bullying. Além disso, não está só no professor, está no tio da cantina que vê a discriminação no lanche e continua apenas fazendo seu trabalho. Nos pais que estão ocupados demais sem tempo para ter uma conversa com filho e principalmente na omissão de uma sociedade desinteressada. Portanto, hoje, mais do que nunca, precisamos de profissionais nas escolas observadores, e atentos ao que tem, ao que venha antes da prática de crime. Porque o bullying ele é mal que perpassa a todos. Abusador, vítima, família, professores, todos precisam desvendar os reais valores do convívio. Vale lembrar que não existe liberdade individual. A minha liberdade não acaba quando começa a do outro, mas sim quando acaba do outro. Se algum ser humano não for livre da fome, ninguém é livre. Se alguém não for livre da discriminação, ninguém é livre. Se qualquer pessoa não for livre do preconceito, ninguém é livre. Portanto, se na escola existe o bullying, a escola está maculada, com a ausência de ensinamento de educação. Porque a educação não é apenas passar matéria, mas principalmente demonstrar quais são os reais valores, o que seja essencial ao humano, como a colega acabou de falar, o pertencimento é igual à fome. O acolhimento é igual à fome. O acolhimento, o amor, a responsabilidade de cada pessoa, é responsável por todas. Tudo isso se equipara senhores e senhoras à necessidade dessa fome, porque faz parte da dignidade. E todos precisamos de dignidade humana para sobreviver. Mas eu digo aos senhores e senhoras porque eu prometi à Larissa ser breve. Com as palavras de Martin Luther King, que se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje. Mas continue em frente, de qualquer jeito, vamos continuar nessa luta até o fim no combate ao bullying. Obrigado. Obrigado.




