PLENÁRIO

12 nov. 2024 08:10 às 10:02

Sobre o Evento

Homenagem aos arcebispos Hélder Câmara, José Maria e Luciano Almeida no plenário, com discursos de diversos deputados e troca de presidência.

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Transcrição automática

Primeiramente agradecer à Câmara. Deixa eu te falar? Bom dia a todos e a todas. Bom dia. Quero de imediato agradecer à comissão da Câmara dos Direitos Humanos, essa oportunidade para participar deste momento histórico e fecundo. Falar desses 3 grandes profetas do nosso tempo, Dom José Maria Pires, e córregos mineiro, Dom Helder Câmara, cearense de Fortaleza, Dom Luciano Mendes, carioca do Rio de Janeiro. São histórias que se interligam, interlassem, na conversão. Buscam sempre e buscaram a defesa dos direitos humanos. Seguidores fiéis aos ensinamento de nosso senhor Jesus Cristo, que deu a sua vida em favor de todos. O curioso, é que todos eles morreram num dia 27 de agosto. Eu fui pesquisar o significado do número 27. O número 27 tem significado espiritual. Relacionado à compaixão, à cooperação e à tolerância. E foi exatamente isso que ocorreu na vida desses 3 grandes profeta. Esses 3 grandes arcebispo na época, em que o Brasil passava por 1 ditadura militar. Hoje recordamos pelos seus trabalhos de caridade, da fé e da transformação social e religiosa. Dom José Maria Pires, eu tive o prazer de conviver com ele. Homem de bom senso, usava o dom da palavra com maestria, tinha 1 linguagem crítica e refinada. Na sua vida episcopal, usava o diálogo, sua marca registrada. Sabia muito bem articular as passagens bíblicas em suas oratórias, contrapondo sempre com as realidade da vida quotidiana. Em amor à sua negritude, e por isso, no respeito à sua cor, teve o apelido que é conhecido no Brasil Oxalá no mundo inteiro como Dom Pelé, ou Dom Zubi. Quando vivia na intimidade em sua casa, cuidava do quintal, gostava de plantar legumes, flores e plantas medicinais. Foi apicultor, gostava de se alimentar com produtos naturais. Tinha 1 saúde invejável. Dom José no seu ministério apostólico viveu verdadeiramente o pentecoste, da defesa dos direitos humanos. Não se intimidou no tempo tal pressão. O marcebispo da Paraíba, diante da gravidade rural, promoveu movimento em prol das camadas populares. Eu odeio. Escreveu inúmeras cartas pastorais sobre as questões agrárias. Enfrentou sem medo os conflito de alagamar, Camussi e Mukatu, aqui na Paraíba. É 1 curiosidade bem similar da figura de Dom José Maria Pires. Teve a coragem de ordenar deficiente cadeirante. Naquela época não havia políticas voltadas para as pessoas com necessidades especiais, mas ali ele já assinalava que era preciso que o deficiente tivesse vez e voz na sociedade. Não é o de câmera, infelizmente eu não tive a alegria de conhecêlo pessoalmente. Conheço sim, pelo seu trabalho, pela sua dedicação à igreja, pela luta em defesa anos, mas eu conheço muito bem através da literatura. Foi auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro, criou o banco da providência, que ajudou bastante, principalmente dos menos pobres favorecidos, que recebia aquela ajuda financeira para trabalhar, quem sabe Oxalá vender milho, água nas ruas do Rio de Janeiro. Lutou intensamente pelas políticas públicas em favor dos menos favorecidos. Esta fala emblemática de Noel não poderemos esquecer, eu sei que já foi citado por vários oradores mas devemos ecoar nos 4 cantos do brasil para que a gente entenda a luta desses 3 grandes profetas don elder então nos deixa este grande legado. Quando diz, quando 2 moles aos pobres, me chamo de santo. Quando pergunto por que eles são pobres, me chamam de comunista. E foi exatamente isso que Jesus fez, enfrentou os poderosos, não teve medo, lutou pelo bem de toda a humanidade, se deu na cruz, não para justificar o seu heroísmo, para tornar verdadeiramente o seu trono efetivo através do lenho da cruz. Pelo seu pronunciamento em defesa dos direitos humanos sofreu perseguição e censura com firmeza enfrentou o governo autoritário. Em 1970, discursou em Paris com o tema Qualquer que Seja as Consequência. Havia mais de 20000 pessoas, onde denunciava as torturas e os crimes que ocorria no Brasil. Dom Luciano Mendes, eu tive o privilégio de encontrálo no décimo quinto congresso eucarístico eucaristia nacional em Florianópolis, no mês de maio de 2006. Logo depois de alguns meses, ele veio à sua Páscoa definitiva, retornar para a casa do pai. E ele disse, na conferência, diz ele, a Eucaristia é preparado por Jesus com as multiplicação do pão e dos peixes, transmitindo aos discípulos o dever de dar pão a quem tem fome. E Jesus disse, dailhe mesmo voz de comer. Então somos nós que devemos alimentar os pobres, os que passam fome, fome os excluídos da sociedade. Procura concluir a disso. Se limitou ser 1 voz simplesmente no Brasil, mas de toda a América Latina. E muitos países da Europa, especialmente na Itália, quando trabalhou por 5 anos em 1 prisão. Sentiu na pele o que ocorria com os encarcerados. Em São Paulo fundou a Pastoral do Menor, que teve como objetivo ajudar as crianças e os adolescentes das periferias paulistas. No estado de Minas Gerais, trabalhou na zona rural com os carentes na cidade de Mariana. Sempre se voltava para defender os pobres oprimidos. Parafraseando Dom Luciano, quando afirmou, 1 alegria maior é alegria de ver a recuperação de certas pessoas seja da dependência química da dependência de drogas ou seja de processo de conversão pessoal louvado seja deus por esses 3 santos profetas do nosso tempo obrigado a todos que deus abençoe

12 de nov, 12:27