COMISSÃO DO ESPORTE

13 nov. 2024 12:25 às 13:50

Sobre o Evento

Balanço da gestão do Comitê Paralímpico Brasileiro apresentado por Mizael Conrado e outros membros, incluindo discussões sobre atletas e novas lideranças.

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Presidente - Comitê Paralímpico Brasileiro Mizael Conrado
Mizael Conrado

Presidente - Comitê Paralímpico Brasileiro

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Por todo o Brasil. E nessa loja do do trabalho né, tanto de de inclusão como de iniciação esportiva, a gente agora vai iniciar 1 nova jornada, a gente acaba de de assinar convênio com o estado de São Paulo, pra que o CPB possa atender as crianças com educação física, a as crianças nas áreas de educação física, seja com deficiência, na rede pública estadual. Vamos começar piloto com 75 escolas, e a ideia é de que depois do piloto, obviamente a a gente ajustando e alinhando toda a estratégia e os processos, a gente atende as crianças das quase 1000 escolas estaduais, e aí a ideia é de levar também essa atividade pras crianças da rede municipal no contraturno, né lá nas escolas estaduais, e com isso a gente pode chegar ao número de mais de 40000 crianças só no estado de São Paulo, né esse é o nosso desejo, projeto muito importante, porque hoje em boa parte do Brasil a criança com deficiência ainda é dispensada na educação física exatamente pela falta da capacitação dos professores, né, pra atender a essas crianças. Então é projeto que a gente inicia e também que a gente tem bastante expectativa de que possa ser projeto transformador e está aí até mais relevante que os projetos que a gente já executa, que a gente já desenvolve. No plano estratégico 1 outra, 1 outro pilar fundamental foi exatamente o tema da gestão e da governança. Então lá em 2017 a gente identificou a necessidade de avançar no ESG, de avançar na governança pra além do que já determina o dezoitoA. E aí a gente ressignificou o nosso conselho de administração, que hoje tem maioria independentes, todos certificados pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, criamos departamento de compliance, com compliance Office, com canal de denúncia externo independente. Agora a gente obteve as isos 37000 e que é anticorrupção, e 37300 e que é de conformidade, o comitê próno brasileiro é a única organização esportiva do mundo que tem essas 2 isos, pra gente é muito importante né, porque atesta a transparência dos processos né, e a própria eficiência daquilo que a gente, daquilo que a gente faz. No plano ambiental, na gestão do CT, já há 4 anos a gente tem a ISO 14000 e recentemente a gente fez a a medição de carbono, o ano que vem a gente vai fazer a compensação de modo a zerar a nossa a nossa emissão de carbono, compostagem 100 por 100 feita lá nas instalações do CT, e o que não é compostagem a gente tem parceria, ou seja, 100 por 100 de tudo lá é reciclado, então realmente a gente tem muito muito cuidado com essa questão da sustentabilidade porque a gente entende a importância e nós entendemos que por mais que nós sejamos 1 entidade esportiva, nós precisamos estar atuando em convergência com aquilo que a gente acredita, com as boas práticas de governança, com governança, com a lógica da sustentabilidade, atuando na inclusão né o que é o que a gente faz, o próprio esporte que é principal elemento aí, dos principais elementos pra inclusão e pra cidadania da da pessoa com deficiência, mas nós estamos indo pra além do esporte, né criando por exemplo inspiração paraolímpica, que é 1 plataforma que tem por objetivo conectar conectar pessoas, programas, projetos, enfim, é algo que que também fez com que a gente pudesse avançar do ponto de vista da maturidade institucional, ao longo desses 7 anos, né? E até pra suportar os projetos que a gente desenvolveu ao longo desse tempo, pra que vocês tenham 1 ideia, nós tínhamos 60 colaboradores em 2016, e agora com esse projeto escola mais inclusão, esse último convênio que a gente assina, nós vamos deixar o CPB com 900 colaboradores, ou seja, crescimento de 15 vezes em 7 anos né, e aliás 5 porque 2 anos a gente ficou com o CT fechado e basicamente sem atividade esportiva. Então, foi crescimento substancial e naturalmente se a gente não tivesse avançado nos processos, não tivéssemos amadurecido a governança, certamente não teríamos condições de suportar todas essas ações e todo esse calendário. Bom, aí alguém pode perguntar, mas espera aí, o CPB então virou 1 entidade de formação esportiva? Não, a gente passou a atuar muito na formação, na iniciação e na inclusão, mas sem perder de vista o alto rendimento. E acho que o resultado de Paris, ele demonstra cabalmente isso, né primeiro Tóquio que já foi 1 grande campanha onde a gente conquista 72 medalhas sendo 22 de ouro, 20 de prata e 30 de bronze, 1 campanha histórica né, a melhor até então do Brasil em todas as edições de Jogos Para Olímpicos, realmente 1 participação muito importante, muito relevante do Brasil, num momento difícil né que a gente acabou ficando aí os atletas impedidos de treinar, de desempenhar suas atividades eu me lembro que no início da pandemia, os jogos ainda não tinham sido cancelados, e aí a gente fechou o CT, foi no dia 13 de março de 2020, fechamos o CT pelo risco da pandemia, e a gente atende pessoas com deficiência severa então risco ainda maior do que pra população convencional, então a gente fechou o CT, dali a pouco veio 1 matéria do presidente do Coe encorajando os atletas a treinar, e aí a gente chega no CT no dia seguinte o CT fechado, e os atletas você treinando na rua do lado de fora, então quer dizer foi desafio imenso, mas os nossos atletas eles são resilientes, são guerreiros né e realmente, lá em Tóquio deram 1 grande demonstração dessa resiliência. E aí a gente inicia esse ciclo também desafiador como eu disse no início, ciclo de 3 anos, começamos né foi foi abreviado então por exemplo, atletismo com mundiais em anos consecutivos 23 24, e o Brasil durante todo o ciclo teve 1 regularidade muito grande né a natação, nós ficamos em, nós ficamos na na na quarta posição com 46 medalhas, 1 participação importante, o atletismo a gente ficou em segundo lugar, perdendo apenas pra China no mundial de 2023, e aliás em número de medalhas, nós conquistamos mais medalhas que a China, conquistamos 49, 47 contra 45 medalhas do chineses então foi muito relevante, muito significativo esse resultado, e nos demais esportes né, no golball, na canoagem, no próprio triatlon, no mundial de futebol de 5, de vôlei sentado, o Brasil pela primeira vez foi campeão do mundo em 2022, então foi ciclo muito especial para todos nós. E aí nós chegamos nos jogos de Paris, jogos de Paris realmente muito foi muito desafiador também, como toda edição de Jogos Paraolímpicos, porque o Brasil já havia conquistado a melhor campanha em Tóquio, ficado em sétimo lugar, e aí a gente pensa né, quando a gente vai formular as metas e agora a gente está nesse momento inclusive no plano estratégico, e aí muita gente que que que faz parte da da gestão, muitas vezes as pessoas imaginam o seguinte, não se a gente ficou em quinto, agora a meta tem que ser ficar em quarta e em terceiro. Mas a gente tem todo o mundo com o mesmo pensamento. Então chegar entre os 10 é desafio, permanecer o desafio é maior ainda. E obviamente que o quão mais a gente avança, mais difícil fica de avançar. Nós conquistamos em em Atlanta 96, 37, o trigésimo sétimo lugar, e a gente avançou muito rapidamente, 2012 já, a 2008 em Pequim, a gente já passou a integrar o seleto grupo das 10 principais potências, então a gente avançou em 12 anos, nós avançamos 28 posições né, porque nós somos pro nono lugar em Pequim, foi avanço muito rápido e muito significativo, só que quando a gente chega perto das grandes potências, que já tem lá 1 cultura esportiva, Aí vocês perguntam, mas qual é a diferença né, a gente não tem investimento no Brasil? E obviamente que nós temos, e jamais a gente poderia reclamar de investimento inclusive do respaldo dessa casa pra que houvesse esse investimento. A questão é, os países como GrãBretanha, Austrália, Estados Unidos, Holanda, Alemanha, França, eles já possuem 1 cultura esportiva. As crianças começam o esporte na escola. Nós fomos agora visitar a França pra definirmos a cidade que o Brasil faria a climatação, em cada bairro da França, praticamente você tem 1 piscina e 1 pista oficiais. É impressionante a quantidade de instalação esportiva que a gente encontrou no entorno de Paris pra selecionar a cidade que o Brasil faria a sua última fase de treinamento. E aqui no Brasil, vocês viram aqui o centro de referência, nós temos o trabalho dos clubes, hoje são mais de 500 clubes que são conectados ao Comitê Brasileiro por conta das das modalidades que a gente administra diretamente, além de tantos outros que estão ligados às nossas confederações, nós devemos ter próximos de 1000 clubes no Brasil, né, clubes, organizações de pessoa com deficiência, mas organizações que fazem esporte, além dos programas do comitê e de e de alguns estados e municípios, enfim a gente tem muita coisa boa também acontecendo no Brasil. Mas a gente depende de programas específicos porque lamentavelmente isso ainda não acontece onde deveria acontecer, que é na escola, que é no âmbito da educação. E no caso do Esporte para Olympe, dos pleitos que a gente tem pro Conselho Nacional de Educação, é alteração da grade curricular, porque o professor ele sai da universidade e ele sai preparado pra atuar na escola, mas essa atuação ela não contempla o indivíduo com deficiência, porque nós temos 1 disciplina de educação física adaptada que pode ser de 30 horas, em 30 horas o professor não consegue entender nem das deficiências, quanto mais de criar condição pra atender essas crianças nas escolas. Então, nosso nosso desejo e até vou dizer pra vocês o nosso sonho, é que as escolas de educação física formar profissional que vá dar que vá atender as crianças na escola as crianças e os jovens, tenha lá 1 grade curricular diferente, 1 grade curricular paraolímpica transversal, ou seja, onde há o futebol deve haver o vôlei, onde há o o vôlei onde há o vôlei deve haver o vôlei sentado, a disciplina de futebol deve contemplar 000 futebol pra 1 pessoa com deficiência, o próprio, o próprio o próprio basqueteball em cadeira de rosa, o atletismo enfim todos os esportes de modo que o professor não saia da escola, da mulheres da universidade preparado pra atender a todas as pessoas então, era grande desafio e 1 grande expectativa porque nós realizamos 1 grande campanha ao longo do ciclo. Foi realmente 1 campanha especial para todos nós, e a nossa expectativa era realmente de fazer a melhor campanha da história. E aí chegamos em Paris, e de fato isso aconteceu, a campanha ela foi extraordinária, o Brasil conquistou a quinta colocação, a histórica quinta colocação, e tínhamos potencial pra conquistar o quarto lugar, porque ficamos muito próximos da Holanda, e tem algumas medalhas né, a Holanda mesmo quebrou o recorde mundial, e dali a pouco vem a ucraniana a última a lançar, e quebra o recorde também e leva a medalha de ouro. Nós tivemos o Aser, que estava liderando a prova do salto, no último salto, o russo salta e passa o Aser. Nós vimos o Ricardo com 27 e 10 000 Ricardo, e aí o russo me faz 26 e 9. Vocês imaginam 1 distância que não dá nem pra gente imaginar quanto é que representa essa distância com relação ao aspecto temporal, é basicamente você inclinar o tronco pra frente. A Raiane aqui de Brasília, que foi campeã em recordação mundial, nos 400 metros, ela nos 100 metros fez o melhor tempo da história dentre as deficientes das pessoas com deficiência visuais das mulheres com deficiência visual incluindo B B 2 B 3, com 11 78, e aí vem 1 moça do Azerbaijão, 1 atleta excepcional também, e faz 11 7 e meia, 2 centésimo de distância, a gente perde a prova. Ou seja, várias várias situações e a parte do esporte a gente não pode reclamar, porque isso também aconteceu ao nosso favor né, e é do esporte, mas só estou dizendo isso pra dizer que nós poderíamos ter ido pra além da quinta posição, que já foi extraordinária, 25 medalhas de ouro, 26 melhores de prata, 38 melhores de bronze, foi realmente 1 campanha espetacular que eu tenho certeza que meu amigo Zé Antônio aqui vai trabalhar demais pra não só manter, mas melhorar essa campanha. Aí eu quero trazer pouquinho do que foi essa emoção que a gente viveu lá em Paris.

13 de nov, 15:47