COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL

13 nov. 2024 06:22 às 09:21

Sobre o Evento

Ministro das Relações Exteriores discute Venezuela e temas relacionados em reunião com deputados.

Status
Concluído
ID: 74508Total: 48 discursos
#14
Ministro das Relações Exteiores - Ministério das Relçaões Exteriores Mauro Luiz Iecker Vieira
Mauro Luiz Iecker Vieira

Ministro das Relações Exteiores - Ministério das Relçaões Exteriores

Transcrição automática

Muito obrigado presidente, só pra começar dizendo muita minha honra a minha amizade com o Sebastião Celso Amorim, trabalhamos juntos há mais de 40 anos em diversas circunstâncias no Itamaraty e em outros ministérios, como foi o caso do Ministério da Ciência e Tecnologia, no governo do presidente José Sarney, sobre a liderança do ministro Renato Achar, em outras ocasiões foi meu chefe também como ministro exterior, chefe de todos, enfim, pessoa que admiro e tenho grande amizade. Mas voltando então às perguntas, respondendo ao deputado Eduardo Bolsonaro, que infelizmente saiu porque tem outros compromissos mas queria só dizer que não concordo com ele que é o momento pior da diplomacia brasileira, eu acho que é grande momento estamos voltando a tradição da diplomacia brasileira, à volta do Brasil aos grandes foros internacionais, não ao isolacionismo, à cooperação com os vizinhos, à integração regional, e a participação em todos os foros. O presidente Lula, teve até o momento, em torno de 65 contactos diretos com chefes de estado, coisa que não acontecia recentemente, no passado recente. Ele é demandado e é procurado por inúmeros chefes de estado, ele foi convidado este ano para dar 1 ideia da da penetração e do contato que ele tem em todas as áreas, em todas as regiões, ele foi convidado especial para a cúpula anual da união africana em Adesaberba, na sede da união africana, esteve lá como único convidado especial para essa ocasião, sendo muito demandado e muito procurado por todos os 54 chefes de estado da união africana, essa importante organização. O presidente Lula foi convidado e aliás é o único presidente brasileiro que foi convidado 10 vezes para as reuniões do G 7, 4 vezes no seu primeiro mandato, 4 no segundo e 2 vezes neste ano, já está convidado pra próxima, que acontecerá no Canadá a cúpula do do G 7, também nenhum outro presidente brasileiro foi e teve esse tipo de contato e interação internacional, mas não fica por aí. Ele foi também convidado para participar agora, próximos dias, da cúpula da ATEC da Associação dos Países da Ásia e Asiáticos, e que vai se realizarem em em Lima também como único chefe de estado, esse grupo só pra dar 1 ideia, ele é tão importante que tem ao mesmo tempo a participação dos Estados Unidos, China, Rússia, só isso dá dimensão e os outros países ribeirinhos do do oceano pacífico dá importância. Já foi também convidado para participar da cúpula no próximo ano do Asian, não podemos esquecer que o Asian, os países do Asian, os 10 países compõe, são as novas fronteiras econômicas do mundo. O comércio brasileiro com os países do Asian supera o o comércio brasileiro com a União Europeia. O presidente foi convidado evidentemente, não fazemos parte dessa organização que se localiza do outro lado do mundo, mas pelo destaque pela posição do Brasil e pelas bandeiras que são defendidas pelo presidente, mostram o prestígio da diplomacia brasileira. Não é por outra forma também que vamos ter agora 1 muito exitosa reunião cúpula dos países da do G 20 no Rio de Janeiro, em que há grande número de países participantes, são 20 e países membros e mais os os países convidados e organismos internacionais, todos solicitando encontros bilaterais com o presidente Lula infelizmente não poderão ser todos atendidos justamente por falta de tempo, porque são 2 dias e há 1 série de compromissos anteriores. Eu gostaria só com relação ao G 20, dizer da marca que o Brasil está deixando no G 20. O G 20 muda com a presidência brasileira porque foram iniciadas muitas iniciativas que vão ser passadas pra próxima presidência que é da África do Sul, e que vão ser duradouras na solução de problemas internacionais. E eu tenho certeza, inclusive foi criado pela primeira vez G 20 social, fórum social do G 20, com grupos de engajamento com participação com presencial de mais de 5000 pessoas, que está se realizando a partir de hoje no Rio de Janeiro. Enfim, então discordo que nós estejamos num mau momento, ao contrário estamos num grande momento, e o Brasil participa de inúmeros outros grupos, o presidente estaria, se o Brasil é membro das COPs das conferências das partes do Tratado das Nações Unidas sobre mudança climática, infelizmente não está lá porque teve acidente, realmente teve, eu estive com ele no dia do acidente, e posso testemunhar que teve o acidente, não pude viajar, e mas está o vicepresidente da república representando o Brasil, e muito bem, à altura, 1 representação à altura, e isso mostra que o Brasil está presente em todos os fóruns, não preciso mencionar a abertura da Assembleia Geral da ONU, que é fórum mundial importante que o Brasil tradicionalmente abre. Enfim, eu gostaria também então de dizer com relação aos aos aos às perguntas e aos aos aspectos mencionados pelo deputado Bolsonaro, que o Brasil retirou e o deputado Donizetti fez 1 referência específica, muito clara, precisa, chamou o seu embaixador em Israel e o mandou para 1 importante função na conferência do desarmamento em Genebra, porque ele foi humilhado. Ele foi chamado primeiramente para 1 reunião, que é 1 coisa absolutamente normal dentro da prática diplomática, para dar explicações sobre posições do Brasil, declarações do Brasil. Muito bem, ele foi convidado, isso normalmente acontece em ambiente reservado, fechado na chancelaria, em que o embaixador estrangeiro ouve das respostas e depois volta e pede a a sua sede que deu informações adicionais e manda também. O embaixador do Brasil em tela vive foi de última hora avisado que não seria a reunião realizada na Chancelaria, mas no lugar público, foi feito no museu público, e do lado de fora na rua, o ministro das relações exteriores de Israel de então, fez longo discurso em hebraico com gravíssimas críticas ao governo brasileiro e à pessoa do presidente da república e depois declarou que ele era personal ingrata, coisa pouco surpreendente porque normalmente deve haver 1 equiparação entre as autoridades, o Ministro do Exterior está abaixo no Presidente da República e não caberia a ele por tanto essa declaração. E nós achamos, porque depois houve 1 reunião privada, dentro de 1 sala desse museu, em que o diálogo, a conversa dele foi totalmente diferente. Então ele estava fazendo 1 manifestação pra consumo público, local, e usando o Brasil, a imagem do Brasil e a pessoa do embaixador que deve ser sempre respeitado e protegido, é obrigação dos estados que recebem. Eu, foi esse o caso e nós retiramos realmente não cortamos relações diplomáticas com Israel, temos lá encarregado de negócios que é ministro da carreira diplomática, a embaixada continua funcionando perfeitamente inclusive deu assistência à comunidade brasileira que foi repatriada no ano passado, pela operação regressão em paz em que vieram 1500 pessoas, aproximadamente, no entre o final do ano e o mês de janeiro, fevereiro, que estavam em Israel, na Palestina e na faixa de Gaza. Foi 1 operação enorme, com grandes dificuldades, e foi assistida e acompanhada pela Embaixada do Brasil em pela Vive, sob a responsabilidade do encarregado de negócio que saiu muito bem. Eu e gostaria também de dizer que o embaixador de Israel está aqui até hoje, nós não não temos relações, podíamos ter retalhado e considerado persona mon grata, ou algo assim, mas não fizemos porque eu acho achamos que é importante manter diálogo, canal de diálogo frequente, e isso é a característica do Brasil de pronto para conversar com todos, por isso que temos 1 enorme rede de embaixadas, me referia há pouco, a Embaixada do Brasil em Pyongjang, capital da Coreia do Norte, não são todos os países, são na realidade poucos que têm embaixada na Coreia, mas isso pra nós é aspecto positivo porque nos dá condições de diálogo até com o governo da Coreia do Norte. O, Depois com relação às questões da Venezuela, sobre a as questões do sistema eleitoral e críticas de que teria sido feita pelo presidente Maduro ao TSE, talvez tenha feito por desinformação, TSE e o sistema eleitoral brasileiro é amplamente conhecido e reconhecido. Ministro, o senhor pediu pra incluir mais 5 minutos pro ministro aqui? Como foi os 10 mais 5.

13 de nov, 10:55