
Presidente, então tentando responder a todas as perguntas feitas eu começaria pelo deputado Arlindo Sinai, dizendo que eu concordo plenamente com suas afirmações, suas observações, sobre a questão da da relação do Brasil com a Venezuela. É óbvio que são E00 Brasil o senhor se referiu ao Tribunal Superior Eleitoral, é 1 instituição do Poder Judiciário independente, respeitável, há 30 e tantos anos, eu me lembro da minha juventude no Rio de Janeiro os as as denúncias de fraudes eleitorais eram eram seguidas, vários casos de denúncia eleitoral, tudo depois do voto eletrônico isso desapareceu nunca mais tivemos nenhuma coisa desse tipo. Agora é óbvio que o Brasil também tem 1 situação muito especial que é ter Judiciário eleitoral independente, totalmente independente. Em outros países não é, são órgãos de muitos dos países, muitos dos países, poucos são os países, eu nem sei vou pedir pra se examinar pra saber exatamente quantos tem 1 justiça independente como a nossa. Em vários países e muitos são, tem 1 comissão dentro do executivo, o que só isso já é 1 certa subordinação, mas enfim, concordo plenamente e concordo também com observação que o senhor fez, de que há há pessoas no no Brasil do público em geral e também dentro do congresso, que pediam o voto em papel que é a adoção de sistema, o nosso é perfeito, por que ter voltar ao voto em papel se em todos em tantos outros países é tão complexa a apuração em papel como é o caso especificamente de país grande que é o Estados Unidos com milhões de eleitores e que pode chegar a demorar muitíssimos dias para chegarmos aí, mas concordo plenamente, concordo também que suas observações com relação ao fim do Pacto de Varsóvia e da posição da Otan na região da Ucrânia, é é absolutamente verdadeiro que a o avanço da Otan para Leste não chegou, mas a tentativa era chegar à Ucrânia, mas a vários outros países da região, pôs questões de segurança, impôs questões de segurança à Rússia que reagiu de 1 forma que foi criticada pelo governo brasileiro, mas não há dúvida que esta situação foi criada por vários países que insistiram nessa expansão pro leste e com também confirmar que a questão da palestina, o governo brasileiro e eu pessoalmente somos como é a maioria dos países da ONU, poucas exceções, somos totalmente favoráveis à solução de 2 estados. Se não houver 1 solução de 2 estados, não haverá paz, não haverá solução. E para ver essa solução de 2 estados, precisas respeitar o direito internacional, caso contrário, há territórios ocupados, então cada dia é mais complexo e mais difícil. Ao deputado Luiz Felipe Bragança, eu queria responder a ele, primeiro que ele acho que já teve que retirasse, mas dizer que a política externa é do governo e dirigida pelo presidente Lula. Não não há nenhuma dúvida. O eu sou o ministro do exterior e há assessor especial que é homem, embaixador Amorim, de grande experiência que foi ministro do exterior no total por 10, 2 anos do presidente Itamar e 8 anos do presidente Lula que foi condutor da política externa com grande brilho e distinção nesse período, e ele é assessor de política externa, ele assessora e diariamente, vê e fala com com o presidente, e que é papel aliás que já sempre houve há muitíssimos anos, no primeiro mandato do presidente dos 2 primeiros quando o presidente, quando o ministro Celso Amorim era ministro exterior do presidente Lula, o assessor internacional é o professor Marco Aurélio Garcia, que é homem que foi secretário de relações internacionais do PT muitos anos de grande conhecimento político e histórico foi grande assessor, portanto, não há a menor dúvida. Quanto à questão das das relações comerciais e políticas com países, o Brasil é país que tem relações com todos os países membros da ONU, são 193 países, e sempre negociou e discutiu politicamente todos os temas, os ganhos evidentemente que são muito grandes do ponto de vista econômico, por termos comércio tão diversificado e presente em todas as áreas. Eu me referi anteriormente, que as novas fronteiras comerciais são sem dúvida nenhuma, o a Aseão, os 10 países do Aseão, sudeste da África, da da Ásia, e o Golfe Pérsico, são enormes e importantes parceiros comerciais do Brasil. Nós tivemos sempre muitas vantagens e negociamos com esses países, acordos vantajosos e que foram aprovados e julgados positivos pelo governo brasileiro. Eu queria ainda continuar com a resposta rapidamente dizendo que o Brasil, o deputado Luiz Felipe disse que o Brasil estava alinhado com grupos terroristas, se eu considero grupos terroristas ou não. A legislação brasileira não estabelece quem é terrorista ou quem não é terrorista. A legislação brasileira estabelece que apenas as decisões do Conselho de Segurança, designando organizações ou indivíduos, ou indivíduos são aceitas no Brasil da mesma forma que as sanções. Nós não aplicamos sanções nilaterais em nenhum país seja dos Estados Unidos, da União Europeia, do Canadá, nós não seguimos. E isso é feito com base na legislação brasileira, não poderíamos fazêlo. Portanto, eu queria dizer isto, e sobre a questão da Venezuela, ele diz que a lei é frouxa de imigração, e que entram todos e que há perseguidos, que nós não fazemos nada. Eu não tenho mais 1 vez discordar do deputado porque nós cumprimos a lei, se a lei é o que é e se não agrada a todos tem que ser modificada é só apresentar outro projeto de lei e mudar. Nós cumprimos estritamente a lei, a lei estabelece que quem chegar e disser na fronteira que está sendo perseguido no seu país e expedir refúgio recebe provisoriamente depois é julgado pelo CONARE que dá ou não reconhece ou não mas e se reconhecer a situação, a pessoa pode inclusive ficar no Brasil e trabalhar e tudo, quer dizer. Isso é o que tem que ser feito e o Brasil, o o Ministério das Relações Exteriores trabalha com o Ministério da Justiça a quem compete a a presidência desse conselho, É a lei, eu não posso discutir, não posso fazer ou deixar de fazer, é assim, se não estiver bem, a sociedade se manifesta através dos seus eleitos e mudase a lei, mas é 1 coisa que tem que ser feita desta forma. Com relação aos exilados políticos, em diplomacia não na os assuntos não são 100 por 100 públicos, eu não posso cada vez que falo ou com ministro ou 1 autoridade de país e contar tudo, as as coisas são esperadas até a conclusão dos acordos, dos entendimentos. Nós sempre nos interessamos e pedimos contenção e pedimos que levassem em conta a questão dos do das pessoas que têm situação política e estável nesses países como os que estão na Embaixada Argentina, insistimos inúmeras vezes e eu, muitas vezes em meus contatos com as autoridades lá na Venezuela, pedi e enfim são coisas que estão sendo examinadas e espero que sejam resolvidas em breve. E e ele perguntou também caso essas pessoas do salvoconduto não sejam dados, que que o governo brasileiro vai fazer, o que que o ministério vai fazer? O ministério tomará decisões que o governo dê, mas só que, o que que vai se fazer? Invadir e tirar pela força? Não, é continuar o diálogo e continuar conversando. Depois, o deputado Lopes falou sobre isolamento do governo Bolsonaro, eu não me referi a isolamento, eu disse o que o presidente Lula teve de contatos foram muitos, se compararmos, se fizermos estudo comparativo, é muito mais do que o do governo anterior, mas era isso que eu queria dizer vossa excelência. Deputado Zaratini, falando sobre as relações do governo anterior dos 2 anos de coincidência dos mandatos do presidente Trump e Bolsonaro, que não invadiram a Venezuela obviamente e nem poderiam invadir porque não existe isso, pouco foi mencionado, invadir e controlar isso, além de ser a maior agressão ao direito internacional, a carta da ONU seria absolutamente inaceitável. Eu acho que nós temos que continuar conversando, dialogando e propondo ideias e saídas. O deputado Flávio Nogueira se referiu à sanção econômica como 1 interferência. Eu também acho que sanção econômica unilateral é interferência sim, e só faz prejudicar a população e a que mais sofre, a população sobretudo os mais humildes e os mais necessitados. Muitos são os países que são sob regime de sanções unilaterais, e que a situação é terrível com subnutrição, com falta de remédios, não há dúvida que sanção unilateral é interferência. Ainda. Há também o deputado Glauber referiu, por que que o Brasil não rompe relações com Israel? Porque eu acho e eu sempre aconselhei isso ao presidente, ele sempre achou também que era o caso, que nós devemos falar e ter relações com todos os países. Nós, na história das relações diplomáticas pouquíssimas vezes que eu me lembre eu acho que nenhuma rompemos relação a não ser em caso de conflitos armados na Segunda Guerra Mundial ou antes as crises no prata em que eu me referi, mas a tradição do Brasil de país de entendimento, de concertação e de paz é de não romper nós temos nós temos que ter canal sempre de de de comunicação inclusive o Brasil como eu sempre digo está na certidão de nascimento de Israel porque brasileiro presidente da assembleia geral da ONU, conduziu a votação da assembleia geral que criou o estado de Israel em 948, portanto que foi Osvaldo Araré, portanto não há dúvidas dessa posição. Deputado general Girão, evidente que os cortes de orçamento existem e e é necessário conter as despesas e sobretudo adaptar as metas fiscais. Nós evidentemente gostaríamos de ter orçamento que fosse o dobro do que é atualmente, que é muito pouco, é menos de 0 vírgula por 100 o orçamento Itamaraty comparado com todos os outros, mas eu acho que fazemos muito com isso e fazemos de forma muito racional e controlada, sem desperdício, sem excessos, mas fazemos E00 mais importante disso tudo é que conseguimos dar atenção aos brasileiros, a rede consular que é muito grande, é cara, custa cara, mas nós conseguimos fazer e vamos encerrar este ano, tenho certeza, dentro desse desse panorama com todos os nossos compromissos internacionais atendidos. O governo do presidente Lula não poderia fechar o ano não pagando salários dos contratados locais por exemplo, todas as embaixadas tem pessoas, não são todos que vão do Brasil, ao contrário tem muita gente que tem que ser local, não poderíamos atrasar, não seria 1 coisa correta, justa, da mesma forma não podemos deixar de pagar aluguéis e outro tipo de contas de luz e tudo das embaixadas. Portanto, isso vai ser feito, estamos controlando as despesas e queremos chegar no final do ano com todos os compromissos maiores atendidos. O senhor falou também do apoio ao PT, sobre o a eleição do presidente Maduro, como que fica o Itamaraty. O Itamaraty responde ao presidente da república e estabelece a política externa, o presidente não estabeleceu a linha adotada pelo PT, então, e o senhor falou também da dívida externa, queria só informar que não são 5000000000, é muito menos, é bilhão com poucos atrasos, essa dívida está sendo negociada desde o início do governo do presidente Lula, tem sido conversada, não houve prejuízos diretos porque há o seguro de crédito ou exportação que cobriu tudo, e está à disposição pela conversa e pelo nosso contato, o governo venezuelano reconheceu a dívida, reconheceu o cálculo final e está pronto a conversar. Tem que se levar em conta, voltando a questão das sanções, 1 das questões que suspenderam o pagamento foi justamente as sanções inlaterais. É impossível se fazer 1 transferência de recursos seja pra atender 1 pessoa, 1 pessoa física, seja pra atender necessidade do governo pra fazer pagamento, não há porque há bloqueio. Portanto a situação é essa EEA questão também da, eu queria só dizer que a questão da refinaria em Santa Cruz de La Serra, ela não foi ocupada e não foi aceita a ocupação ou reconhecida. O presidente Lula, eu era embaixador em Buenos Aires nessa ocasião, e estive em várias reuniões em que ele foi muito severo nas críticas e na forma que falou com o presidente da Bolívia na ocasião, exigindo evidentemente o fim do uso político da refinaria. E foi o que aconteceu, houve sim gesto foi cercada, mas imediatamente foi devolvida a soberania brasileira. A questão que o deputado coronel Crisóstomo creio que é a minha última aqui da lista sobre o ramais, o governo brasileiro não deixou em nenhum momento de considerar e de classificar o ataque do dia 7 de outubro como ato terrorista do ramais, e condenamos e voltamos nesse sentido na assembleia geral, no conselho de segurança nas condenações. O que nós condenamos também é a reação desproporcional do governo de Israel, já tendo matado os seus referiios que morreram e 1 coisa triste, morreram 3 brasileiros, 1200 pessoas e tal nesse dia desse ataque totalmente indevido e e criticamos. Agora, na Palestina, sobretudo em Gaza já morreram 42000 pessoas, e também no sul do Líbano. E é isso também que nós não aceitamos e que criticamos muito na atitude do estado de Israel. Muito obrigado, espero ter respondido a todos
Presidente, as discussões aqui são sempre muito ricas e levam muito tempo. Eu reconheço que eu tinha pedido para sair ao meio dia, mas acho que diante da reunião e para dar alguma resposta, pelo menos, aos deputados presentes e que fizeram a gentileza de assistir, de fazer, transmitir perguntas, eu posso estender pouco, eu tenho realmente compromisso que é decorrente do G 20, tenho que embarcar pro Rio de Janeiro, mas pouco mais eu posso ficar. Ok. Então vamos encaminhar mais 15 minutos e minutos pra respeitar o seu tempo.
Então, só dizer que o sistema é reconhecido mundialmente, e cabe ao Brasil, no no sistema brasileiro cabe ao TSE declarar o resultado das eleições. E o porque o que o presidente Maduro fez é dizer que ele também tinha tido a confirmação de suas eleições pelo Tribunal Superior, pelo STF da da da Venezuela. No caso do Brasil, não foi o STF, foi o TSE, Tribunal Superior Eleitoral, que é quem cabe se manifestar e dirimei as dificuldades. Então era para explicar isso. Só com relação a, enfim, a eleição do presidente Trump nos Estados Unidos, críticas que o presidente Lula teria feito, ele não fez críticas, ele fez comentários, é óbvio, é e é natural que ele se manifeste com 0AA respeito dos candidatos em países do exterior e e partidos que sejam mais perto do seu partido, da sua posição partidária. Agora, devo dizer que também o presidente americano Trump já tinha feito 1 série de comentários muito mais difíceis até, muito mais críticos ao Brasil e ao presidente Lula. Então eu acho que isso são coisas de campanha, não tem problema quanto à questão do Irã, o deputado me perguntou quando nós vamos deixar de receber navios sancionados e tudo, eu queria só dizer a ele que a autorização para que o navio visitasse o Brasil foi dada em final de de ou em outubro e novembro de 2022, portanto durante o governo do presidente Bolsonaro. E só foi confirmada pelo Brasil inclusive já tinha sido autorizado, e com o Irã nós temos 150 anos de história, períodos anteriores, e visitas inclusive chefes de estado do imperador do Irã, e continuamos ter 1 relação importante também. Finalmente, pra pra encerrar, essa questão, e a questão do padrão dólar, a que ele se referiu, isso acabou há quase 50 anos, mas não foi o o Brasil que acabou, ou por críticas do governo foi por 1 decisão do governo americano. Bem, então passando a resposta do ao às perguntas do deputado Marcelo Van Hatten, eu queria dizer que efetivamente o o chefe da missão de liberdade de imprensa da OEA, da Comissão Interamericana, está visitado a vir ao Brasil, eu não tenho agora os dados mas posso ver e fornecer ao deputado posteriormente, ele foi convidado virá ao Brasil e o nosso diálogo é constante não só no âmbito da CIDH da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, como na Comissão de Direitos Humanos da ONU em Genebra, e nós sempre estamos abertos e discutimos com todos os países e conversamos com todos a respeito desses temas. A a decisão da comissão de adiar a a audiência que ia se realizar hoje, imagino que tenha sido tomada e divulgada e avisada com a antecedência necessária. Agora confirmo que há o convite para o que o relator sobre liberdade de imprensa venha ao Brasil. Venezuela falou da questão de Maria europeias e de outros líderes da oposição. Como eu mencionei na minha apresentação inicial, nós temos mantido contatos constantes e eu próprios inúmeras vezes pedi ao Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, conversamos sobre a questão da de salvoconduto para os venezuelanos que estão na embaixada Argentina, que está sob nossa proteção. Nunca deixamos de pedir, de conversar e de dialogar, de forma correta e aberta e ouvimos os os 2 o lado deles, ouvimos o lado dos refugiados e fazemos o possível inclusive, nós temos funcionário da embaixada diplomático da embaixada do Brasil que vai diariamente a embaixada da Venezuela da Argentina que está agora com a bandeira brasileira no seu mastro, de acordo com a proteção das pessoas que se encontram dentro da embaixada, mas estamos e sempre falamos sobre marinha europês e outros outras pessoas temos preocupações e que mantemos a informação ao ao governo venezuelano. Creio que bom acho que ele falou também sobre a questão do dos Vinicius Celso Amorim ter sido considerado persona know gratis na Venezuela, não não é a correto, isso foi 1 coisa veiculada pela imprensa, não é 1 informação precisa, funcionário acho que do Legislativo disse que ele deveria ser considerado personal ou não grata alegando intromissão em assuntos domésticos, que não era, o Brasil estava lá e ele estava lá, que foi convidado a ser como já disse, garante dos acordos de Barbados que geraram, deram a possibilidade das eleições, e também como observadores eleitorais, por isso que foi feito. E quanto ao deputado Jonas Donizete, queria agradecer muito a as suas referências, os seus elogios, dizer que o Brasil sem dúvida é país pacífico, o Brasil só foi só se envolveu em conflitos armados quando foi obrigado, quando foi arrastado e por sorte graças a Deus há 160 anos não temos em nossa região conflito armado, muito nos orgulhamos disso. Com relação a vossa excelência falou da Ucrânia, eu queria dizer que todas as críticas que são que são feitas à posição do Brasil à Ucrânia não são justas, não são corretas, porque o Brasil desde o primeiro momento o próprio presidente Lula não era sequer ainda candidato em 2022, no início em fevereiro de 2022, ele se manifestou publicamente contrário à agressão da Rússia à invasão do território ucraniano. Isso ele repetiu inúmeras vezes a partir do dia primeiro de janeiro do ano passado ao tomar posse. E o Brasil se negou ou se nega a participar diretamente ou a vender material bélico, ou doar, porque inclusive a nossa legislação não permite que se venda material de emprego bélico a países que estão em confronto, então não podia ser diferente. E gostaria de dizer também que as iniciativas são várias, eu relatei a a última conferência promovida pela Suíça, eu estava lá no dia que eles lançaram e nos convidaram, e eu comentei muito e discuti o tema com o ministro exterior da Suíça, chamando atenção pro fato que era importante pra se chegar a 1 solução que tivesse os 2 lados. Conversar com lado só, eu já disse aqui anteriormente, é monólogo e não diálogo, portanto Portanto, está bem, então eu só queria dizer, bom o Brasil não reconheceu a eleição da Venezuela porque não reconhece governos, reconhece estados, e estamos continuando a conversar com as autoridades da região e da Venezuela, porque o importante é encontrarmos caminho único, e caminho que nos leve ao entendimento. Ministro.
Muito obrigado presidente, só pra começar dizendo muita minha honra a minha amizade com o Sebastião Celso Amorim, trabalhamos juntos há mais de 40 anos em diversas circunstâncias no Itamaraty e em outros ministérios, como foi o caso do Ministério da Ciência e Tecnologia, no governo do presidente José Sarney, sobre a liderança do ministro Renato Achar, em outras ocasiões foi meu chefe também como ministro exterior, chefe de todos, enfim, pessoa que admiro e tenho grande amizade. Mas voltando então às perguntas, respondendo ao deputado Eduardo Bolsonaro, que infelizmente saiu porque tem outros compromissos mas queria só dizer que não concordo com ele que é o momento pior da diplomacia brasileira, eu acho que é grande momento estamos voltando a tradição da diplomacia brasileira, à volta do Brasil aos grandes foros internacionais, não ao isolacionismo, à cooperação com os vizinhos, à integração regional, e a participação em todos os foros. O presidente Lula, teve até o momento, em torno de 65 contactos diretos com chefes de estado, coisa que não acontecia recentemente, no passado recente. Ele é demandado e é procurado por inúmeros chefes de estado, ele foi convidado este ano para dar 1 ideia da da penetração e do contato que ele tem em todas as áreas, em todas as regiões, ele foi convidado especial para a cúpula anual da união africana em Adesaberba, na sede da união africana, esteve lá como único convidado especial para essa ocasião, sendo muito demandado e muito procurado por todos os 54 chefes de estado da união africana, essa importante organização. O presidente Lula foi convidado e aliás é o único presidente brasileiro que foi convidado 10 vezes para as reuniões do G 7, 4 vezes no seu primeiro mandato, 4 no segundo e 2 vezes neste ano, já está convidado pra próxima, que acontecerá no Canadá a cúpula do do G 7, também nenhum outro presidente brasileiro foi e teve esse tipo de contato e interação internacional, mas não fica por aí. Ele foi também convidado para participar agora, próximos dias, da cúpula da ATEC da Associação dos Países da Ásia e Asiáticos, e que vai se realizarem em em Lima também como único chefe de estado, esse grupo só pra dar 1 ideia, ele é tão importante que tem ao mesmo tempo a participação dos Estados Unidos, China, Rússia, só isso dá dimensão e os outros países ribeirinhos do do oceano pacífico dá importância. Já foi também convidado para participar da cúpula no próximo ano do Asian, não podemos esquecer que o Asian, os países do Asian, os 10 países compõe, são as novas fronteiras econômicas do mundo. O comércio brasileiro com os países do Asian supera o o comércio brasileiro com a União Europeia. O presidente foi convidado evidentemente, não fazemos parte dessa organização que se localiza do outro lado do mundo, mas pelo destaque pela posição do Brasil e pelas bandeiras que são defendidas pelo presidente, mostram o prestígio da diplomacia brasileira. Não é por outra forma também que vamos ter agora 1 muito exitosa reunião cúpula dos países da do G 20 no Rio de Janeiro, em que há grande número de países participantes, são 20 e países membros e mais os os países convidados e organismos internacionais, todos solicitando encontros bilaterais com o presidente Lula infelizmente não poderão ser todos atendidos justamente por falta de tempo, porque são 2 dias e há 1 série de compromissos anteriores. Eu gostaria só com relação ao G 20, dizer da marca que o Brasil está deixando no G 20. O G 20 muda com a presidência brasileira porque foram iniciadas muitas iniciativas que vão ser passadas pra próxima presidência que é da África do Sul, e que vão ser duradouras na solução de problemas internacionais. E eu tenho certeza, inclusive foi criado pela primeira vez G 20 social, fórum social do G 20, com grupos de engajamento com participação com presencial de mais de 5000 pessoas, que está se realizando a partir de hoje no Rio de Janeiro. Enfim, então discordo que nós estejamos num mau momento, ao contrário estamos num grande momento, e o Brasil participa de inúmeros outros grupos, o presidente estaria, se o Brasil é membro das COPs das conferências das partes do Tratado das Nações Unidas sobre mudança climática, infelizmente não está lá porque teve acidente, realmente teve, eu estive com ele no dia do acidente, e posso testemunhar que teve o acidente, não pude viajar, e mas está o vicepresidente da república representando o Brasil, e muito bem, à altura, 1 representação à altura, e isso mostra que o Brasil está presente em todos os fóruns, não preciso mencionar a abertura da Assembleia Geral da ONU, que é fórum mundial importante que o Brasil tradicionalmente abre. Enfim, eu gostaria também então de dizer com relação aos aos aos às perguntas e aos aos aspectos mencionados pelo deputado Bolsonaro, que o Brasil retirou e o deputado Donizetti fez 1 referência específica, muito clara, precisa, chamou o seu embaixador em Israel e o mandou para 1 importante função na conferência do desarmamento em Genebra, porque ele foi humilhado. Ele foi chamado primeiramente para 1 reunião, que é 1 coisa absolutamente normal dentro da prática diplomática, para dar explicações sobre posições do Brasil, declarações do Brasil. Muito bem, ele foi convidado, isso normalmente acontece em ambiente reservado, fechado na chancelaria, em que o embaixador estrangeiro ouve das respostas e depois volta e pede a a sua sede que deu informações adicionais e manda também. O embaixador do Brasil em tela vive foi de última hora avisado que não seria a reunião realizada na Chancelaria, mas no lugar público, foi feito no museu público, e do lado de fora na rua, o ministro das relações exteriores de Israel de então, fez longo discurso em hebraico com gravíssimas críticas ao governo brasileiro e à pessoa do presidente da república e depois declarou que ele era personal ingrata, coisa pouco surpreendente porque normalmente deve haver 1 equiparação entre as autoridades, o Ministro do Exterior está abaixo no Presidente da República e não caberia a ele por tanto essa declaração. E nós achamos, porque depois houve 1 reunião privada, dentro de 1 sala desse museu, em que o diálogo, a conversa dele foi totalmente diferente. Então ele estava fazendo 1 manifestação pra consumo público, local, e usando o Brasil, a imagem do Brasil e a pessoa do embaixador que deve ser sempre respeitado e protegido, é obrigação dos estados que recebem. Eu, foi esse o caso e nós retiramos realmente não cortamos relações diplomáticas com Israel, temos lá encarregado de negócios que é ministro da carreira diplomática, a embaixada continua funcionando perfeitamente inclusive deu assistência à comunidade brasileira que foi repatriada no ano passado, pela operação regressão em paz em que vieram 1500 pessoas, aproximadamente, no entre o final do ano e o mês de janeiro, fevereiro, que estavam em Israel, na Palestina e na faixa de Gaza. Foi 1 operação enorme, com grandes dificuldades, e foi assistida e acompanhada pela Embaixada do Brasil em pela Vive, sob a responsabilidade do encarregado de negócio que saiu muito bem. Eu e gostaria também de dizer que o embaixador de Israel está aqui até hoje, nós não não temos relações, podíamos ter retalhado e considerado persona mon grata, ou algo assim, mas não fizemos porque eu acho achamos que é importante manter diálogo, canal de diálogo frequente, e isso é a característica do Brasil de pronto para conversar com todos, por isso que temos 1 enorme rede de embaixadas, me referia há pouco, a Embaixada do Brasil em Pyongjang, capital da Coreia do Norte, não são todos os países, são na realidade poucos que têm embaixada na Coreia, mas isso pra nós é aspecto positivo porque nos dá condições de diálogo até com o governo da Coreia do Norte. O, Depois com relação às questões da Venezuela, sobre a as questões do sistema eleitoral e críticas de que teria sido feita pelo presidente Maduro ao TSE, talvez tenha feito por desinformação, TSE e o sistema eleitoral brasileiro é amplamente conhecido e reconhecido. Ministro, o senhor pediu pra incluir mais 5 minutos pro ministro aqui? Como foi os 10 mais 5.
Presidente, com relação aos seus comentários sobre a Venezuela, eu gostaria de dizer repetindo o que já tinha dito na minha exposição, que o Brasil não reconhece governos, reconhece estados e é a posição tradicional consolidada na doutrina, estrada, iminente chanceler, mexicano, que na década de 20 elaborou essa essa essa teoria justamente pra evitar contaminações políticas, politização do do tema. O Brasil reconhece países e reconhece o a Venezuela há 195 anos como eu mencionei no início do meu pronunciamento. A questão do embaixador não foi retirado definitivamente o embaixador da Venezuela em Brasília, que aliás se apresentou ao ao governo brasileiro apresentou credenciais no início do do desse terceiro mandato do presidente Lula em fevereiro se não me engano do ano passado quando nós também enviamos, reabrirmos a nossa embaixada, ele foi para consultas, ser chamado para consulta é chamado por período, eu fui embaixador em Buenos Aires, período excelente de relações bilaterais e fui 1 ou 2 vezes chamado para consultas por questões, por atritos, por diferenças que precisam ser explicadas. Não há nenhuma indicação que seja definitiva a permanência do embaixador venezuelano ou que tenha partido definitivamente. E do nosso lado nós temos 1 embaixada que reabrimos no ano passado dirigida por 1 embaixadora muito competente que esteve evidentemente passou pela sabatina no na comissão de relações exteriores do Senado, falou, é 1 pessoa muito experiente na região, no trato das das questões na região, especificamente Colômbia e Venezuela. Ela está evidente que temos contato constante, não foi possível ainda reabrir todos os consulados que nós tínhamos, nós tínhamos 3 consulados inclusive que era importante na fronteira com Roraima, isso demora pouco a questões de custos e buscar novas instalações, isso tudo, mas temos através da embaixada dado assistência a todos os brasileiros em todo o território colombiano com grande esforço, com grande dedicação do pessoal que está lá. Mas eu devo dizer que ela é testemunha e falamos constantemente, não só eu, mas o chefe de gabinete e as outras áreas diretamente envolvidas nos assuntos da Venezuela farão constantemente e ela tem inclusive essa semana mesmo, reiterou que tem tido diálogo fluente, normal, constante e tem sido muito bem tratada pelas autoridades locais que evidentemente temos que entender como eu disse que o Brasil participou da observação eleitoral, o Brasil participou das negociações dos acordos de barbados, não é só porque queria participar, é porque a Venezuela é país grande importante, maior reserva mundial de petróleo, nosso vizinho, fronteira gigantesca dentro da Amazônia e com contingente grande de brasileiros lá e grande contingente também de venezuelanos que passaram pelo Brasil e foram pra outros países durante a última crise na Venezuela. Portanto, não é 1 questão de romper relações nem de retirar definitivamente os os embaixadores, tanto a brasileira em Caracas como o embaixador aqui que foi há cerca de 1 semana pra consultas. Nós continuamos manter como eu disse, eu mesmo essa semana falei novamente com o Ministro Exterior da Venezuela e continuamos mantendo contatos normais naturais pra resolver os problemas isoladamente cada problema que surge e cada dificuldade. Isso não quer dizer nada de interferência em questões domésticas, não quer dizer nada em reconhecimento ou não de qualquer fato político, são todos atividades decorrentes da imperiosa necessidade de tratar de problemas de interesse dos 2 países das 2 situações, num país tão grande e vizinho imediato. Se nós não fôssemos vizinhos imediatos da Venezuela com a fronteira tão grande na região tão delicada que é como a Amazônia onde há problemas indígenas, problemas de mineração ilegal, problemas de exploração de madeira ilegal, de de enfim, tráfico de tráfico de drogas e todo se não fosse de imediatos, evidentemente que a situação poderia ser diferente, mas nós não podemos deixar de estar em contato e de tentar encontrar solução para cada 1 das questões. Acho que seria erro fazermos o que fizemos no passado em que reconhecemos o presidente da Assembleia Nacional, o Guaidó, como presidente interino da república. Eu fui período em que havia 2 chefes de estado sendo que não tinha país pra ministério, não tinha país, ele tinha apenas título. Enfim, mas essa situação eu acho que que não sei se se o vosso silêncio está satisfeito com essa explicação, com relação a Ucrânia, também o Brasil mantém 1 interlocução constante, eu mesmo ultimamente essa semana, na segundafeira falei mais 1 vez com o Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia pra ouvir suas posições e reiteramos as nossas, inclusive o Brasil entendimentos para diálogo para solucionar a questão e acreditamos que isso foi lançado em Pequim com os entendimentos comuns entre Brasil e China, que são pontos que podem levar a diálogo que promova a paz que promova o entendimento. Não adianta nós termos, eventos, conferências, encontros que só ouçam o lado. Então o Brasil com a China fez esse fez esse movimento, lançou essa iniciativa, tivemos 1 reunião importante que eu copresidi com o ministro chinês nas Nações Unidas em Nova Iorque, houve grande 1 grande aceitação e adesão já há muitos países que aderiram a essa a esse entendimento comum, a essa manifestação, dando força evidentemente à iniciativa, e nós acreditamos que isso pode criar condições, nós temos desde o início, pedido que as 2 partes se sentem e conversem. Houve o Brasil participou desde o primeiro momento, num mecanismo que teve lugar em Copenhague na Dinamarca, foram várias reuniões, o Brasil esteve presente numa outra reunião que teve lugar em Jedal ou Riad na Arábia Saudita agora não me lembro qual dos 2, e também fomos convidados aliás eu recebi o convite para o presidente estar presente, na reunião promovida pela Suíça, e eu na ocasião que recebi o convite, eu perguntei a ele, vocês vão convidar o doutorado? Não, não podemos, só vamos convidar a a Ucrânia, eu falei bom, nós vamos participar como observadores, mas não vai levar a nada, vai ser outro monólogo e não diálogo. Então nós favorecemos essa questão e favorecemos que haja entendimento entre as partes que possam sentar e discutir e conversar. Sem isso não há possibilidade, isso é a tradição da política externa brasileira. Com relação à participação de tropas da Coreia do Norte, eu gostaria de dizer em primeiro lugar que o Brasil já tem o seu embaixador, já voltou Pra Coreia do Norte. À Coreia do Norte, já reassumiu suas funções, houve 1 dificuldade no passado durante todo o período da pandemia, eles fecharam completamente o país, mas nós tomamos iniciativa logo nos primeiros dias de janeiro de 2000 e do ano passado, 2023, de contactar e mandar de volta o o embaixador. Com relação à questão de participação de tropas da Coreia do Norte, só não posso dizer nada, que não tem essas informações, o que vi foram comentários pela imprensa e não posso lhe garantir ou dizer se há ou se não há e talvez agora com a presença de embaixador lá desde o início do ano passado, restabelecendo os canais de comunicação, mas talvez possamos ter algum tipo de informação, mas pelo momento eu só tenho essas informações pela imprensa. Obrigado. Obrigado
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