COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL
Sobre o Evento
Ministro das Relações Exteriores discute Venezuela e temas relacionados em reunião com deputados.
Ministro das Relações Exteiores - Ministério das Relçaões Exteriores
Presidente, com relação aos seus comentários sobre a Venezuela, eu gostaria de dizer repetindo o que já tinha dito na minha exposição, que o Brasil não reconhece governos, reconhece estados e é a posição tradicional consolidada na doutrina, estrada, iminente chanceler, mexicano, que na década de 20 elaborou essa essa essa teoria justamente pra evitar contaminações políticas, politização do do tema. O Brasil reconhece países e reconhece o a Venezuela há 195 anos como eu mencionei no início do meu pronunciamento. A questão do embaixador não foi retirado definitivamente o embaixador da Venezuela em Brasília, que aliás se apresentou ao ao governo brasileiro apresentou credenciais no início do do desse terceiro mandato do presidente Lula em fevereiro se não me engano do ano passado quando nós também enviamos, reabrirmos a nossa embaixada, ele foi para consultas, ser chamado para consulta é chamado por período, eu fui embaixador em Buenos Aires, período excelente de relações bilaterais e fui 1 ou 2 vezes chamado para consultas por questões, por atritos, por diferenças que precisam ser explicadas. Não há nenhuma indicação que seja definitiva a permanência do embaixador venezuelano ou que tenha partido definitivamente. E do nosso lado nós temos 1 embaixada que reabrimos no ano passado dirigida por 1 embaixadora muito competente que esteve evidentemente passou pela sabatina no na comissão de relações exteriores do Senado, falou, é 1 pessoa muito experiente na região, no trato das das questões na região, especificamente Colômbia e Venezuela. Ela está evidente que temos contato constante, não foi possível ainda reabrir todos os consulados que nós tínhamos, nós tínhamos 3 consulados inclusive que era importante na fronteira com Roraima, isso demora pouco a questões de custos e buscar novas instalações, isso tudo, mas temos através da embaixada dado assistência a todos os brasileiros em todo o território colombiano com grande esforço, com grande dedicação do pessoal que está lá. Mas eu devo dizer que ela é testemunha e falamos constantemente, não só eu, mas o chefe de gabinete e as outras áreas diretamente envolvidas nos assuntos da Venezuela farão constantemente e ela tem inclusive essa semana mesmo, reiterou que tem tido diálogo fluente, normal, constante e tem sido muito bem tratada pelas autoridades locais que evidentemente temos que entender como eu disse que o Brasil participou da observação eleitoral, o Brasil participou das negociações dos acordos de barbados, não é só porque queria participar, é porque a Venezuela é país grande importante, maior reserva mundial de petróleo, nosso vizinho, fronteira gigantesca dentro da Amazônia e com contingente grande de brasileiros lá e grande contingente também de venezuelanos que passaram pelo Brasil e foram pra outros países durante a última crise na Venezuela. Portanto, não é 1 questão de romper relações nem de retirar definitivamente os os embaixadores, tanto a brasileira em Caracas como o embaixador aqui que foi há cerca de 1 semana pra consultas. Nós continuamos manter como eu disse, eu mesmo essa semana falei novamente com o Ministro Exterior da Venezuela e continuamos mantendo contatos normais naturais pra resolver os problemas isoladamente cada problema que surge e cada dificuldade. Isso não quer dizer nada de interferência em questões domésticas, não quer dizer nada em reconhecimento ou não de qualquer fato político, são todos atividades decorrentes da imperiosa necessidade de tratar de problemas de interesse dos 2 países das 2 situações, num país tão grande e vizinho imediato. Se nós não fôssemos vizinhos imediatos da Venezuela com a fronteira tão grande na região tão delicada que é como a Amazônia onde há problemas indígenas, problemas de mineração ilegal, problemas de exploração de madeira ilegal, de de enfim, tráfico de tráfico de drogas e todo se não fosse de imediatos, evidentemente que a situação poderia ser diferente, mas nós não podemos deixar de estar em contato e de tentar encontrar solução para cada 1 das questões. Acho que seria erro fazermos o que fizemos no passado em que reconhecemos o presidente da Assembleia Nacional, o Guaidó, como presidente interino da república. Eu fui período em que havia 2 chefes de estado sendo que não tinha país pra ministério, não tinha país, ele tinha apenas título. Enfim, mas essa situação eu acho que que não sei se se o vosso silêncio está satisfeito com essa explicação, com relação a Ucrânia, também o Brasil mantém 1 interlocução constante, eu mesmo ultimamente essa semana, na segundafeira falei mais 1 vez com o Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia pra ouvir suas posições e reiteramos as nossas, inclusive o Brasil entendimentos para diálogo para solucionar a questão e acreditamos que isso foi lançado em Pequim com os entendimentos comuns entre Brasil e China, que são pontos que podem levar a diálogo que promova a paz que promova o entendimento. Não adianta nós termos, eventos, conferências, encontros que só ouçam o lado. Então o Brasil com a China fez esse fez esse movimento, lançou essa iniciativa, tivemos 1 reunião importante que eu copresidi com o ministro chinês nas Nações Unidas em Nova Iorque, houve grande 1 grande aceitação e adesão já há muitos países que aderiram a essa a esse entendimento comum, a essa manifestação, dando força evidentemente à iniciativa, e nós acreditamos que isso pode criar condições, nós temos desde o início, pedido que as 2 partes se sentem e conversem. Houve o Brasil participou desde o primeiro momento, num mecanismo que teve lugar em Copenhague na Dinamarca, foram várias reuniões, o Brasil esteve presente numa outra reunião que teve lugar em Jedal ou Riad na Arábia Saudita agora não me lembro qual dos 2, e também fomos convidados aliás eu recebi o convite para o presidente estar presente, na reunião promovida pela Suíça, e eu na ocasião que recebi o convite, eu perguntei a ele, vocês vão convidar o doutorado? Não, não podemos, só vamos convidar a a Ucrânia, eu falei bom, nós vamos participar como observadores, mas não vai levar a nada, vai ser outro monólogo e não diálogo. Então nós favorecemos essa questão e favorecemos que haja entendimento entre as partes que possam sentar e discutir e conversar. Sem isso não há possibilidade, isso é a tradição da política externa brasileira. Com relação à participação de tropas da Coreia do Norte, eu gostaria de dizer em primeiro lugar que o Brasil já tem o seu embaixador, já voltou Pra Coreia do Norte. À Coreia do Norte, já reassumiu suas funções, houve 1 dificuldade no passado durante todo o período da pandemia, eles fecharam completamente o país, mas nós tomamos iniciativa logo nos primeiros dias de janeiro de 2000 e do ano passado, 2023, de contactar e mandar de volta o o embaixador. Com relação à questão de participação de tropas da Coreia do Norte, só não posso dizer nada, que não tem essas informações, o que vi foram comentários pela imprensa e não posso lhe garantir ou dizer se há ou se não há e talvez agora com a presença de embaixador lá desde o início do ano passado, restabelecendo os canais de comunicação, mas talvez possamos ter algum tipo de informação, mas pelo momento eu só tenho essas informações pela imprensa. Obrigado. Obrigado




