COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL

13 nov. 2024 06:22 às 09:21

Sobre o Evento

Ministro das Relações Exteriores discute Venezuela e temas relacionados em reunião com deputados.

Status
Concluído
ID: 74508Total: 48 discursos
#8
Transcrição automática

Eduardo Bolsonaro. Presidente, nós vivemos hoje em dia o pior momento da no entendimento da nossa diplomacia, né? O Brasil ele prega a democracia, está na boca de todas as autoridades do governo, mas não pratica ela. A gente estava tratando aqui do tema da Venezuela, tema crucial e me desculpe ministro, mas você consegue ver claramente 1 disparidade de condutas, Israel se defendendo de terroristas, o Brasil vai e chama o seu embaixador de volta. Da Venezuela tenta ali reatar as relações diplomáticas como se tivesse ocorrido algo normal, nós tivemos 1 eleição roubada na cara de pau debaixo da barba de todo mundo, Todo mundo viu aquilo dali. E seria curioso, se o Lula não tivesse se acidentado, conforme ele alega, e saiu na imprensa, se ele tivesse se encontrado com o Maduro, lá na Rússia. Eu queria ser, né, queria ter a oportunidade de assistir esse diálogo entre os 2, porque o Maduro foi cobrar publicamente o Lula, na verdade foi dos seus dos seus ministros, 1 das suas autoridades, falando olha, calma aí, o Brasil teve problema, teve conflito na eleição, alegaram né, 1 suspeição de fraude e foi resolvido através do TSE. Por que que na Venezuela, o TSE da Venezuela não tem a legitimidade que tem o TSE brasileiro? E aí você escancara 1 estratégia da esquerda, onde fica difícil você não suspeitar de fraude. Como se as autoridades constituídas na Venezuela tivessem legitimidade suficientes pra dizer não, nós somos imparciais e nós vamos aqui delegar a guerra falar aqui quem foi o verdadeiro campeão. Nem sequer o Brasil exigiu as atas eleitorais da Venezuela, nem sequer isso. O Lula apenas ficou fazendo no meio de campo, dizendo que teria que ter 1 outra eleição, aí a Venezuela falou calma aí Lula, o Maduro falou, no Brasil teve outra eleição quando teve o conflito? E aí você escancara toda essa podridão, o Brasil ele está assumindo a escolha do que há de pior no mundo. Ministro, é é é inimaginável que o Itamaraty não tenha informações da presença do Resbolar, Tareca Saym, troca de prisioneiros. O Alex Sabb que há tempo atrás voltou da prisão dos Estados Unidos teve troca por 10 presos americanos na Venezuela. Não achem que essa conduta de fraqueza e baixa moral dos Estados Unidos seguirá com o Donald Trump. Ocorreá 1 mudança muito grande nesse tabuleiro da geopolítica que já começou, né, em 12 horas o Hamas pediu trégua, né, que é cessar fogo, fim da guerra, depois da eleição do Trump. O Putin falou que está pronto pra sentar e negociar a questão da guerra da Ucrânia. O Xi Jinping falou que espera 1 convivência pacífica com o governo Trump, e aí a gente vem pro Brasil e enxerga o Lula dias antes da eleição falando que a eleição do Trump significaria nos Estados Unidos né, 1 nova face do nazismo e do fascismo. Eu fico meu Deus do céu, será que o Lula ainda está acreditando que ele vai resolver problemas de guerra tomando 1 cervejinha como ele falou durante a campanha eleitoral, que ele resolveria o problema da Ucrânia com a Rússia tomando 1 cervejinha com Putin e com Zelensky. Eu fico meu Deus do céu, é é inacreditável, tem 1 foto, né, apesar do ministro, não foi vossa excelência na oportunidade né da da posse do novo presidente do Irã, está lá sentado dos ministros e o vicepresidente da república Geraldo Alckmin, do lado da nata do terrorismo mundial. É a nata, é o líder militar ou da inteligência lá do resbola do Hamas, acho que tinha até dos ali que nada mais é do que o Hamas do Iêmen, e por Israel está eliminando. Foi só pisar fora do Catar, né, inclusive o Catar que tem a maior base americana fora dos Estados Unidos, foi só pisar fora do Catar que já foi lá e pimba, por Inclusive acho que é o emprego mais rápido que existe para você ser demitido na face da Terra é líder do Hamá, seja da inteligência, da ala militar. Esse pessoal aí que gosta de botar beber em forno, né, degolar criança, estuprar e tacar fogo em mulher viva. Isso daí, prezado ministro, é o que o Brasil está se aliando hoje em dia. Será que não causa indignação no Itamaraty? Será que não causa revolta? Porque, prezado Hélio, Dos brasileiros certamente causa. E eu vou dar conselho a Geraldo Alckmin, que ele não retorne ao Irã, que depois da posse do Trump não entenderia como improvável os Estados Unidos permitir que Israel faça a eliminação dos sistemas dos Ayatolas ali. Porque é a única maneira de você ter paz naquela região. Já foi tentado negociação, já foi tentado, né, vários métodos de não agressão, e o Irã continua com o seu programa nuclear, inclusive, com a judia do Brasil. Se a gente retornar em 2013 né, o Marmud da Armadinejar estava pegando a aliança com o Gut Chaves pra tentar pegar a tecnologia da Argentina, então comandada pela Cristina Kistner. Não foi à toa que a Argentina comprou papéis podres da Venezuela, alguns bilhões naquela oportunidade, se não me engano é 2013 ou 2012. E o Brasil achando que nada está acontecendo. Vossa excelência falou aqui ministro, perdão, o Lula falou abre aspas, maduro não é problema do Brasil, mas dos venezuelanos, fecha aspas. Meu Deus do céu, a gente tem a maior crise migratória da história da América Latina. Mais pessoas serão da Venezuela do que os refugiados da guerra da Ucrânia. E o presidente fala que não tem problema nenhum, que são problemas de venezuelanos. Tenta passar pano, levar ele, trazer ele pro Brasil como se nada tivesse acontecido. Não, Maduro aqui, pesado Jefferson, ele tem que contar a narrativa dele, é só problema de narrativa. Não, tem estatísticas de emagrecimento da população. Eu fui 2 vezes na fronteira do Brasil com a Venezuela, a primeira vez delas foi antes da operação acolhida, em 2018. Peguei o carro e ia parando porque tinha 1 1 peregrinação de venezuelanos que iam de Pacaraíma até Boavista, andando 200 quilômetros em 3 dias, porque não tinham dinheiro para pagar ônibus que deveria custar ali na faixa de 30, 40 reais, e aí eu perguntava pra eles porque eles estão saindo da Venezuela? Era comum, eu botei até no youtube, eles falando, a partir do momento que a gente vê as crianças comendo cachorro e gato de rua, fala olha, não tem mais o que se fazer aqui. A maioria deles homens em idade adulta, 20 a 30 anos querendo cruzar a fronteira pra trabalhar e mandar dinheiro pra sustentar sua família lá. Esse é o sistema que o Brasil está saliando. Ministro, eu não eu não consigo entender com que razão o Brasil ainda faz esse tipo de coisa. A eleição, vossa excelência falou do Guaidó. O Guaidó foi, né, o que segundo a constituição venezuelana permitia chegar naquele momento pra ser presidente, mas faltava o quê? Faltava força. Por quê? Porque quê? Porque Maduro já tinha junto com o Hugo Chávez até no passado desarmado a população venezuelana. Mais tapa na cara daqueles que acham que desarmamento tem a ver com segurança pública, não tem, tem a ver com o controle da sociedade, botar a população de joelho pra botar pra comer gato e cachorro de rua, ou assistir os videos do Youtube do pessoal com tarrafa caçando pombo nas cidades. E aí não tem poder de reação, por quê? Porque o Maduro ele já importou, certa vez o Gutábis importou mais de 100000 fuzis AK 47 e distribuiu pros coletivos dele, tá? Está registrado lá no livro Hugo Chavez o espectro do excelente jornalista Leonardo Coutinho. Isso daí é pra que serve o desarmamento, então lá você tem coletivo, você tem os Wagner que são os mercenários russo, você tem as vespas cubana, você tem o resbolar, você tem interesses chineses, vocês têm a Farc, o ILN. É toda a escolha do mundo está ali, mas isso parece não ser suficiente para o Brasil tomar, desculpa aqui ministro, vergonha na cara e romper relações com aqueles países, com aquele país. O Alex Sab era laranja do Maduro, todo mundo sabe disso, eu lavava dinheiro para o Maduro e por isso foi condenado nos Estados Unidos. Aqui tem tinha adido militar que era o último do corpo diplomático, pelo menos durante o período do presidente Bolsonaro, adido militar que estava aqui, nós tentamos mandar de volta pra lá pra pra Venezuela e o Barroso, ministro do STF Barroso, Luís Roberto Barroso, disse que não poderia por causa da crise sanitária. O que que tem a ver 1 coisa com a outra? Até nisso veio interferir a suprema corte. E aqui, né, encaminhando pro final nesse tempo que me resta, o Macron vem, vem ao Brasil, dá a mãozinha pro Lula, tira par de fotos, porque ele tinha destruído a relação lá com o Nigher, o Nigher não ia mandar mais o urânio que a França queria, e 70 por 100 da energia da França é energia nuclear que vem do urânio, aí o Macron vem aqui, eu achando que há pelo menos ocorrer 1 transferência de tecnologia, não, ele fala Brasil, estou fora de secretaria tecnologia, eu quero só a matéria prima. Colonizados, Vamos ser a extensão da Guiana Francesa pro Macron, que já não tem muita moral lá pela França. E aqui no final, né? Agora puxando aqui pra eleição pra eleição do Trump, que muita coisa já está mudando no mundo. Tenho receio pelo futuro econômico do Brasil, ou das relações diplomáticas brasileiras, se o Lula continuar recebendo navio de guerra iraniano sancionado pelos Estados Unidos. O mundo inteiro se aproveitou da fraqueza do Joe Biden, né, até mesmo a esquerda, derrubou ele e sem sequer prévias, que é algo tradicional nos Estados Unidos, lançou Kamala Harris pra concorrer à presidência da república, né. O Biden talvez nem saiba que ele já está indo pro final do mandato dele. Não esperem que governo Trump venha a ter esse mesmo tipo de conduta de fraqueza. A retirada das tropas do Afeganistão foi só o começo, depois disso vieram, né, a guerra aí do Hamas com Israel, a China fazendo exercício lá pra cima de Taiwan, Coreia do Norte fazendo ensaios com seus mísseis dentro do mar do Japão, o mundo virou 1 bagunça, a Venezuela até chegou a se assanhar pra tomar o esse quibo, talvez até passando por dentro do território brasileiro, 1 preocupação que os militares me trouxeram, e o Lula falando do fim do padrão dólar. Novos capítulos estão por vir. Eu espero que o Brasil tenha a noção, e não a submissão, mas a noção de que ajudar Estados terroristas, permitir essas caravanas migratórias para os Estados Unidos incentivando outros atores internacionais antiamericanos, esses tempos pelo menos retaliações ocorrerão e eles não condizem com o que está no coração do brasileiro, que é coração pacífico, e que sim preza pela boa relação com os Estados Unidos.

13 de nov, 10:28