COMISSÃO DE SAÚDE

19 nov. 2024 06:20 às 07:32

Sobre o Evento

Audiência discute saúde digital para prevenir sequelas neurológicas em recém-nascidos. Especialistas ressaltam importância da monitorização e intervenções precoces, destacando experiências positivas e a necessidade de investimentos em saúde neonatal. Mãe compartilha relato inspirador sobre recuperação do filho. Deputados defendem melhorias no SUS e na tecnologia de monitoramento. Encerramento com convite para novo projeto de lei.

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Transcrição automática

Obrigado deputado, em seu nome quero saudar aos demais deputados e deputados que estão conosco aqui de forma presencial, e de forma virtual. Saudar a iniciativa desse requerimento dizer que é prazer a gente ouvir mais 1 vez o doutor Gabriel. Eu tive a oportunidade de conhecer esse sistema, de monitoramento, no congresso que houve de, de anatomia aqui em Brasília, em especial porque eu presidi por período a nossa frente de prematuridade. A gente teve 1 experiência no estado de Santa Catarina, inicial, mas eu eu trago pra pra pra comissão 1 reflexão que a gente precisa fazer. Os estados e os municípios estão estrangulados no processo de financiamento do Sistema Único de Saúde. Nós em Santa Catarina por exemplo pra gente aumentar o número de leitos de UTI, tanto neonatais como pediatra como adulto, com o governador Jorge nós tivemos que dobrar o valor da diária da UTI. E as diárias de UTI não são diárias como 1 diária de hotel. Independente de você estar com os leitos ocupados ou não, você obrigatoriamente precisa fazer o financiamento em função da equipe que está lá. E nós temos períodos de sazonalidade, nós temos períodos que chegamos a chegar a quase 100 por 100, como períodos agora que estamos com pouco mais do que 50 por 100 as taxas de ocupação dos leitos de UTI então isso dificulta a iniciativa da gente implantar então o meu questionamento é porque a gente deseja muito implantar no estado de Santa Catarina, porque sem sombra de dúvidas, esse tema a gente já levou ainda no governo passado ao governo federal pra gente ver se conseguia a a implementação dele doutora Mayer, porque sim é indiscutível a necessidade em especial dos nossos recémnascidos de baixo peso como grande prematuridade que estão saindo das nossas UTIs com vida, a gente precisa lembrar que o avanço que nós tivemos com a utilização de tecnologia com ampliação dos leitos de UTI e não latais no país como todo algumas regiões mais outras pouco menos, mas essa tecnologia ainda pertence a muito poucos hospitais, pertence a 1 rede privada e pouquíssimos hospitais públicos por exemplo nós temos o cálculo, pelo número de UTIs ao Natais que nós tinha temos no estado de Santa Catarina, a gente ainda não tem perna. Por quê? Porque nós estamos aplicando mais do que o mínimo constitucional definido, nós já chegamos a 15 16 por 100 de aplicação dos recursos na área da saúde, com demandas em todos os setores de cirurgia eletiva, a parte ambulatorial, medicamento de alto custo, medicamento de ação judicial. Então, é 1 caminhada que a gente precisa. Então o meu questionamento ao doutor Gabriel com relação a a se quando a gente tem monte de 10 leitos, realmente eu preciso fazer o monitoramento dos 10 leitos, ou eu posso fazer apenas o monitoramento dos casos mais graves. E com isso a equipe vai criando expertise no no acompanhamento até das outras crianças. Por incrível que pareça, eu estou aqui nessa transição de retornar pro meu município, ser prefeito do município, mas ainda na semana passada eu discutia com grupo de pediatras e neurotologistas como conseguir implantar, né, porque é indiscutível o mérito do processo sabe? É indiscutível. E pra quem sabe a importância da gente dar alta, pro recémnascido que foi de baixo peso, recuperar peso, devolver pra família né entregar pra família aquele bebê sem sequelas, e o monitoramento permite isso, permite reduzir as sequelas por quê? Porque sim as crises compulsivas não visíveis, elas passam a ser tratadas conforme a necessidade de cada bebê então, o meu questionamento seria esse, e eu acho que a caminhada que a gente precisa ter dentro do Sistema Único de Saúde, por isso gente, que eu defendo que a gente precisa somar todos os esforços, inclusive neste finalzinho de ano, pra garantirmos todos os recursos possíveis, junto ao Sistema Único de Saúde. Quando eu falo de todos os recursos possíveis eu falo inclusive, da manutenção, da obrigatoriedade, de ter recursos carimbados pra saúde e pra educação, caso contrário, quem mais grita mais leva, e aí consequentemente a saúde que é 1 área mais frágil, ela acaba ficando mais vulnerável porque pra muitos saúde é despesa, pra poucos saúde é investimento, apesar do item ser despesa, né, mas a gente não inaugura 1 vida que a gente entrega de recémnascido, que tinha risco de ir a óbito, e a gente entrega com vida, e com qualidade de vida então, eu eu tenho muito orgulho do nosso SUS, eu defendo muito o nosso sistema único de saúde no país porque ele é diferente de todos os países, apesar de todas as nossas dificuldades, a gente precisa reconhecer que cada de jeito ou de outro colocou 1 pedrinha, tijolo nessa nessa construção do Sistema Único de Saúde. E eu vou ficar muito feliz quando a gente conseguir ter esta metodologia em todas as nossas UTIs delonatais do sistema público de saúde. Esse esse é desejo então, o meu questionamento é, eu preciso monitorar os 10? Eu preciso, porque hoje a gente tem que comprar o sistema né? Porque são médicos neurologistas, neuropediatas que acompanham e orientam a equipe que está adiante distância. Por isso que a gente precisa cada vez mais se apropriar inclusive do nosso texto, da da telissaúde. A telissaúde ela não veio só para o período da pandemia. Póspandemia a gente conseguiu provar o texto aqui, que é texto hoje que está encurtando distância, e garantindo acesso aos especialistas que a gente não tem disponível em cidades de médio e grande porte porque, neuropediatras é raríssimo, né? É 1 especialidade que, a distância nos auxilia muito muito muito, quando a gente tem a orientação dos especialistas com relação ao quadro clínico daquele recémnascido que está sendo monitorizado então, é o meu questionamento é esse primeiro parabenizar parabenizar essa iniciativa parabenizar esse trabalho, mas também pensar como a gente pode, conseguir implantar no sistema público de saúde nas nossas UTI de sistema público de saúde, país afora porque daí a gente não pode pensar, e ali foi a minha dificuldade como secretária de estado, né? Não mas daí tu coloca nas maternidades do estado, tá e o que que tu faz? Nas né? O que que tu faz que tu tem conveniada com os hospitais filantrópicos? Que direito a gente tem de não dar saúde de qualidade pra todos aqueles recémnascidos que precisam então, é 1 escolha muito complexa que acabou limitando quando a gente fez a conta prática de orçamento que a gente pegou, no nosso estado 105000 cirurgias eletivas pra entrar, pra fazer no centro cirúrgico, 117000 pra entrar, na fila com os cirurgiões, até janeiro de 2023 então a gente teve o grande desafio de fazer todo esses procedimentos que estavam represados, e aí isso tudo a gente só conseguiu majorando a tabela do sistema único de saúde que todos nós sabemos que o SUS é sim subfinanciado no país como todo e isso desde a sua implementação com a nossa constituição de 88 então, são desafios e o meu questionamento é nesse sentido, o meu desejo e o meu sonho é que a gente chegue lá, pra todos né? Ah mas tu não consegue chegar pra todos começa pra alguns, mas é 1 escolha de Sofia. Fica na Carmela Dutra? Fica na Darcy Vargas em Joinville? Não vai pro Tereza Ramos? Não vai pra Chapecó? Não vai pra Rio do Sul, ou vai pra Criciúma, então não dá pra gente tratar os iguais também de forma diferente, e as expertise pros médicos odontologistas, pantonistas das UTIs e a equipe toda de saúde é fundamental e eu parabenizo todo toda essa tecnologia que veio da qualidade de vida, mas a preocupação é como implantar isso país afora. Muito obrigado

19 de nov, 09:49