COMISSÃO DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO
Sobre o Evento
Proposta de redução da idade de desligamento compulsório no Serpro discutida por diversos representantes sindicais e políticos.
Diretora de Política Sindical - Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares (Fenadados)
Boa tarde a todas boa tarde a todos, agradecimento em nome da federação a deputada Érica sempre disposta a estar aqui no debate com a gente, mais 1 vez a gente agradece. Bom eu vou tentar resumir porque é muita coisa vou tentar ver se não deu conta do tempo, mas eu acho que a ausência ao meu ver, e aí eu já vou levar para lado mais político e dentro do projeto do Serpa em si porque eu acho que é ele que vai startar todo o restante no no movimento, do funcionalismo, então eu acho que, a partir do momento né que a empresa que o ministério MGI não comparece a esta audiência eu acho que isso vai para além né do desrespeito à categoria a esta casa, além do desrespeito a a ao nosso debate, eu acho que a gente deve pensar no movimento articulado, já posto pra que este projeto saia de dentro do Serpro, e ganhe as alças governamentais pra ser inserido num movimento né de 1 forma geral, movimento público de 1 forma geral então eu acho que isso é alerta, eu acho que não é movimento qualquer. E é lamentável também porque esta empresa vai fazer 60 anos dia primeiro de dezembro, então seria a oportunidade da gente estar aqui discutindo e vendo quanto a experiência o conhecimento e a luta. Porque é bom dizer que o Serpro, todos os governos de direita nós enfrentamos processo de privatização dentro do Serpro. O Serpro é 1 empresa que resistiu, desistir não estava na pauta do cérebro. E é bom lembrar que quando 1 empresa luta, quando ela existe, a empresa somos nós, cada de nós, não é aquele prédio somos nós. E nós resistíamos 60 anos, lutamos para que ela continuasse público nesse momento inclusive, lutamos contra o governo Bolsonaro. E para a nossa surpresa, esse projeto que está aqui, ele foi discutido na gestão do governo Bolsonaro, ou seja, está trazendo esse esse projeto está vindo, né para governo progressista, isso nos assusta. Então acho que eu vou eu vou tentar resumir e dizer o seguinte, fizeram 1 pergunta por que que acha que 000 diretor presidente do Serpe está trazendo isso? Eu não sei se é fato determinante mas pode ser que ele traga alguma alguma interrogação, ele não o o diretor presidente ele não é, é o de carreira ele não é funcionário de carreira, ou seja, ele não se reconhece dentro desse processo histórico de luta do Serpro, porque esse histórico ele não separa, nós não podemos separar essas pessoas que irão ser demitidas, elas estavam presentes, elas passaram, a empresa parcela estavam presentes a essa luta em todos os momentos. Se reinventaram, buscaram no mercado todas as dificuldades que nós tínhamos, lutamos inclusive para a questão do parto tecnológico, a gente lutava para modernizar. Nós não estamos aqui querendo dizer que nós queremos 75 anos e que seja 75 anos, 75 anos, para que as pessoas pensem a sua vida, e chega aos 75 anos planejando, não necessariamente sairemos a 75 anos. O fato da gente estar vivendo mais e melhor e produtivo, o que seria motivo de celebração, o que seria motivo de celebração, passa a ser delito, dentro desse projeto. O que eu quero colocar aqui para vocês, eu vou tentar resumir, deputada, porque é muito tempo, mas eu acho que é bom a gente não esquecer de todas as nossas lutas inclusive nesta casa, todas as nossas lutas inclusive nessa casa. E quando 1 pessoa vem de fora, e ele só está na direção da empresa porque nós conseguimos trazêla até aqui com 1 empresa pública rentável e superavitária, né então vou entrar depois num projeto resumido pra vocês terem 1 ideia. Então a gente não nós não não não necessariamente, né, ele tem que se reconhecer nesse processo porque ele viveu, mas ele tinha que saber que 1 empresa ela não descola a técnica da vivência, da experiência, do dia a dia e do conhecimento pessoal. Que inclusive, o Serpro montou setor específico para a inteligência artificial. Veja bem, a ponta de lança da modernidade. A a inteligência artificial, inclusive o próprio nome, né, já tem contestação, porque ela não é inteligência e não é artificial. Ela depende, vocês sabiam que há movimento no mercado pra captar, pra trazer de volta as pessoas aposentadas porque são quem detém porque elas é que vão contar a história pra alimentar essa ferramenta. E é 1 história real. O que que aconteceu no Serpro em 2085? Aí pega 1 pessoa que viveu aquilo ali, aquela experiência foi real, e ela vai alimentar aquela ferramenta. Porque a gente não pode descolar a modernidade das pessoas, da sociedade, do ser humano, da nossa inteligência. E aí eu vou tentar colocar aqui 1 outra coisa que é interessante. Olhe, veja bem eu vou, bem rápido eu vou tentar, eu vou tentar ser rápida, eu vou apresentar pra vocês, o programa do Serpro, tá? Então, o chamado novos horizontes. Isso aqui seria programa, de demissão voluntária, se ele não fosse atrelada a essa perversidade da da da aposentadoria compulsória ser antecipada. Veja bem, ele é programa, por exemplo, a empresa apresentou veja bem, a empresa apresentou o o cronograma o primeiro cronograma de forma tempestiva das na sua comunicação interna, no dia 28 de outubro com a data de limite até o dia 6 de novembro pra você fazer, pra você ir lá e decidir a sua vida. Você tem 11 dias pra você decidir o resto da sua vida a partir de hoje. Então esse fator surpresa, o que que aconteceu com esse fator surpresa, pessoas foram parar no hospital, porque é a vida das pessoas que estão aqui, né? E aí ele coloca isso como esse esse esse instrumento de pressão. E aí vamos lá. Depois, ressaltando que esse programa, ele foi deliberado pela gestão do Serpro, através do seu diretor presidente. Esse programa, ele não está em lugar nenhum se você procurar nesse momento, pode até ser que a gente saindo daqui até dia 2 você vai encontrar mais hoje, dessa forma, essa compulsória ela não está em lugar nenhum. Isso foi 1 inovação, 1 inovação. E aí o cérebro traz isso primeiro, nunca aconteceu isso dentro da empresa em outro momento. É bom a gente ressaltar isso. Ele está sendo pela primeira vez está trazendo, né? E tem também 1 questão, além do mais não é até este momento nenhuma direção do governo, da CEST, nem da Cejpar. Por isso que a ausência dos convidados, ao meu ver, faz algum movimento nesse sentido. Não sei se é, mas já é pra gente ampliar, alertar, trazer o o setor público, que é a base social do país, pra encampar essa luta. E aí a gente vem aqui, as justificativas do certo. Ele baseia a sua justificativa em 2 pilares. Primeiro que ele coloca aqui, é o financeiro. O mundo capitalista não podia ser diferente, é o olhar financeiro sobre tudo, sobre qualquer coisa, sobre a vida. E aí ele diz que a questão financeira mas veja que curiosidade o certo aqui vai demitir pessoas tipo dos salários mais baixos dentro da empresa que são os auxiliares Ele vai demitir pessoas de salário baixo. Mas ele vai contratar no mercado, pessoas com salário mais alto pra repor na empresa. E sem se falar que a empresa está super habitar em 600000000. Ou seja, e esse não é essa não é a justificativa, né? E aí a gente vai pra sustentabilidade. Dito que foi feito o impacto, né da sustentabilidade, porém, nós temos setor dentro do cérebro, nós temos trabalhador que fará 70 anos olha que curiosidade. Ele domina o setor de grande porte, may may may may frame, e só ele domina, só ele tem essa essa essa característica ele domina esse setor. Ou seja, se ele se ele for demitido, o sérpro vai fechar esse setor sabe por quê? Porque ele não vai conseguir repor, nem dentro da empresa nem no mercado, com a necessidade e a velocidade que ele precisa. Cadê a sustentabilidade? Cadê a sustentabilidade? Eu vou citar outro exemplo rapidamente e eu já vou passar passando pro final. Nós tivemos 1 grande luta contra a privatização do governo Bolsonaro, e houve 1 1, o Siscomex sofreu atualização importantíssima na época, né? Foi teve ajuste e foi muito interessante, mas que na hora dele passar o sistema, fazer a passagem do sistema, houve 1 subnotificação nisso. E aí o que que aconteceu? O governo foi lá, saiu em todos os jornais, que o cérebro tinha vazado dado e aquela confusão EEE inclusive, a gente foi lá, eu fui pro 2 4 7. E nós fomos pra lá. E você sabe o que foi colocado lá? Que que eu trouxe pra nós? Porque isso foi resolvido em tempo recorde. Por que que isso foi resolvido em tempo recorde? Porque as pessoas que foram, que estavam lá pra pra fazer esse reparo, elas tinham o conhecimento, a experiência se reconhece dentro daquele sistema, conhece o sistema e isso facilitou. Isso nós ficamos menos de dia com esse problema, já foi já saiu em tudo que é jornal. Imagina se você vai pegar no mercado 1 pessoa que não tem experiência pra fazer esse reparo? Aí, a balança comercial cai e a confusão começa. Então mais 1 vez a experiência dizendo, a experiência não descola da capacidade, quem tem que dizer se tem capacidade ou não pra continuar trabalhando é a o trabalhador, não é o gestor da empresa. E eu vou passar aqui pra, pra essa questão da sustentabilidade que a gente colocou, né? E aí eu tenho eu vou trazer detalhe aqui pra vocês que eu acho que também é importante, né? Que é tem contratação de de de consultoria, por exemplo, né? Que prevê inclusive, mudanças na estrutura da empresa, ou seja, mudar a estrutura da empresa para trazer pessoas do mercado. Isso tem que passar pela pela OCEST, tem que passar por todo o caminho, mas isso está previsto, né? Cadê a sustentabilidade? Nós lutamos a nossa vida toda por quê? Porque além de ser 1 empresa estratégica, além de ser orçamento, gestão e finanças, além de ser o de ser 1 empresa importantíssima pro governo federal, pras empresas, pros empresários, pra sociedade, nós guardamos os dados da população. Em 60 anos nós não tivemos vazamento dos dados da população, a soberania do país. Por que que é tão além da política logicamente que de de segurança, nós temos a fé pública, porque quem está dentro, quem passou no concurso ou quem está dentro da empresa, ela paga com seu CPF, ela paga com processo administrativo, ela perde seu emprego, ela tem olhar diferenciado, tem 1 conexão diferente com a sociedade. Isso vale, isso é experiência, isso é vivência, e isso tem que ser valorizado. Então eu vou terminar, eu vou eu vou tentando concluir aqui, que eu botei muita coisa mas eu vou tentar concluir agora, mas eu acho que é o seguinte, eu vou terminar dizendo, que hoje, nós temos mais de 7000000 de trabalhadores e trabalhadoras idosos no mercado de trabalho. Nós estamos vivendo mais, nós estamos vivendo melhor. E nós queremos contribuir, né? Nós queremos contribuir. Nós não podemos deixar que isso aqui formalize o etarismo dentro da empresa pública. Eu acho que isso é papel de todos nós, de todos nós. A gente luta pela igualdade, a gente luta por mundo melhor, luta pra tentar equilibrar essa sociedade tão desequilibrada, inclusive emocionalmente que todos sabem disso. Nós estamos num momento muito difícil, onde a gente precisa buscar construir a unidade, valorizar as pessoas, valorizar a experiência. Experiência não pode ser a a técnica não pode ser descolada da experiência. Eu não posso ter 1 visão de só enxergar, de só enxergar o o novo, de só enxergar o o atual, de só enxergar o sucesso, se tiver jovem. Eu não estou dizendo aqui que eu sou, que a gente não deva acolher o jovem, que o jovem não deve ter seu espaço, eu estou falando do momento que a gente está vivendo. Que a gente espera que a empresa repense. Porque esse projeto dela é não se sustenta nem a médio prazo. Isso aqui é a curtíssimo prazo, ou seja, em 5 anos esse projeto não não mais estará de pé. Mas a vida das pessoas que hoje têm que correr, pra resolver o seu pra resolver o resto da sua vida, nesse recorde de tempo, isso sim, tem importância então, eu quero terminar aqui a minha fala dizendo, pra que a gente possa estar junto, pra que a gente possa fazer mundo melhor, a gente precisa necessariamente da experiência. O que é a experiência? A experiência é é poder viver, é você ter vivido pra contar 1 história. Nós queremos contar a história, Nós vamos contar a história, nós somos a história dessa empresa. E nós continuaremos sendo a história dessa empresa. E nós não podemos admitir que tenha nenhum tipo de preconceito. Então nós esperamos que a empresa reflita, e nós iremos para toda, levaremos essa pauta, porque ela é importante, não só pelo emprego, ela é importante para que a gente trate o preconceito, porque a gente sabe que o preconceito mata. O étarismo é só a ponta, é o etarismo e a violência vem depois. Então muito obrigada, desculpa eu me alongar, e 1 boa tarde pra todo mundo.




