PLENÁRIO
Sobre o Evento
Resumo da sessão plenária de 03/12/2024 com múltiplas intervenções de diversos deputados, incluindo momentos de troca de presidência e votação.
Deputada
Queria parabenizar a deputada Daiana, e parabenizar também a deputada Gisele, a deputada Daiana autora dessa proposição. Essa proposição ela busca instituir o dia nacional da dança afrobrasileira, e ela resgata o que é absolutamente fundamental. Primeiro que a cultura afrobrasileira, 1 cultura de resistência, 1 cultura que traz os ares da liberdade, ela precisa ser homenageada. E aqui nós precisamos também ao homenagear a dança afro, homenagear nossa africanidade. A nossa africanidade, tão representada por zumbi e por Dandara, e que se escolhe o dia a semana do dia, a semana do dia 18 pra realizar várias atividades de conscientização, de resgate da nossa ancestralidade, resgate das nossas raízes, tem 1 grande liderança afrobrasileira que diz, que é como se a gente fosse que tem as raízes que é nossa ancestralidade, o caule, que é cada e cada de nós, e a copa, que digo eu, dá fruto, dá flor, dá sombra e que representa quem ainda vai chegar. Portanto, por exemplo precisa resgatar a sua própria memória, e a sua memória é a resistência que se expressa de forma muito intensa na cultura. E aqui, se busca homenagear coreógrafa e bailarina Mercedes Batista, que faleceu no dia 18 de agosto de 2014, ao 93 anos de idade. Mercedes foi a primeira bailarina negra a compor o corpo de baile do teatro municipal do Rio de Janeiro. E a partir daí, a partir da sua própria dança, a partir da sua própria atuação artística, desta linguagem artística que tem tanto vigor, e que representa processo como se fossem ondas, porque envolve o conjunto das outras pessoas. Mercedes, que teve 1 projeção nacional e internacional, fica também homenageada, 1 mulher negra que compôs de forma inédita o corpo de baile do Rio, de balé, do Rio de Janeiro. Por isso, digo deputada Daiane, projetos como esse, reafirmam o que é fundamental. Primeiro, a luta contra o apagamento, o apagamento da nossa própria história, a luta contra esse epistemocídio, essa eliminação do conhecimento, que se representa em grande medida pela nossa ancestralidade. Porque aqui, lembrando, Krenak que diz que o futuro é.




