CÂMARA DOS DEPUTADOS - OUTROS EVENTOS

3 dez. 2024 11:30 às 15:11

Sobre o Evento

Evento no Parlamento sobre inovações e transparência. Participantes incluem senadores chilenos e representantes de diversas organizações. Mesas de trabalho para ações colaborativas no futuro.

Status
Concluído
ID: 75180Total: 52 discursos
#19
Assessora Técnica do Observatório Nacional da Mulher na Política. Cristiane Bernades
Cristiane Bernades

Assessora Técnica do Observatório Nacional da Mulher na Política.

Transcrição automática

Não sei seu nome ainda mas vou descobrir. E sim, a Argentina é exemplo, né, assim como outros países principalmente agora México que que alcançou também, né. A paridade, né, nos parlamentos e nos postos de poder também no Executivo e no Judiciário que é importante. Tivemos, né, 1 deputada mexicana poucos dias conosco na cúpula social do G 20, né, também trazida pelo conversávamos exatamente sobre a questão da representação igualitária e como fazer com que as leis que tem sido aprovadas em vários países, respectivamente em relação à questão, né. De representação de minorias especificamente da maioria populacional pelo menos no Brasil e em vários países da América Latina né, que são as mulheres mas que é convertida numa minoria política né, apesar de ser a maioria social né, da população, Como que faríamos para que isso efetivamente fosse tivesse 1 implementação para além daquilo que a legislação prevê que no caso do Brasil nós temos 1 legislação cotas há quase 30 anos, mas efetivamente não alcançamos, né. Nem mesmo aquele patamar de 30% na na representação das mulheres. Eu particularmente tenho trabalhado com transparência e engajamento público com parlamentos alguns anos e eu acho que a transparência ela tem tudo a ver com o se não diretamente para alcançarmos 1 representação e democracias mais igualitárias mais inclusivas. Pelo menos, ela coloca o problema. Em foco na agenda pública, né, porque quando você tem a transparência dos dados efetivamente, você tem vamos assim é mais difícil contraargumentar isso deixa de se os dados eles obviamente eles são sujeitos a diferentes interpretações, mas. Vamos dizer assim, tornam mais complicada a argumentação contrária à paridade, porque eles mostram claramente com nitidez o que é a situação de desigualdade dentro da maior parte dos parlamentos, né, excetuados alguns países que já alcançaram a paridade, então acho que sim, eu acho que a transparência dos dados ela é essencial, mas esse ponto né que Maria Fernanda tocou e Maria Fernanda seu nome. Eu acho que é importante também porque não é apenas nós falamos de transparência ativa e transparência passiva e não se trata apenas de disponibilizar os dados, mas da qualidade de produção desses dados que tipo de dados os parlamentos estão disponibilizando para os cidadãos fazerem o controle social efetivo e se engajarem com seus representantes porque na no fundo se trata disso as instituições, elas tentam de alguma forma, ampliar essa conexão entre representantes e representados, que é o eixo central da democracia representativa, como nós conhecemos né, quer dizer, se os parlamentares não conseguirem se comunicar efetivamente com os representados, nós não temos a relação de representação se efetivando né. Então pra lhe responder eu acho que sim, a participação igualitária ela, vamos assim ela depende da transparência, mas a transparência não é suficiente. É necessária, mas não é suficiente, aí vou, aí todo o debate sobre como essa legislação será colocada em prática em cada contexto político, né. Os diferentes países. Não sei se ele respondo, mas fico por aqui.

03 de dez, 15:46