PLENÁRIO
Sobre o Evento
Sessão plenária com diversas intervenções de deputados, mudança de presidência e votações conduzidas por Arthur Lira.
Deputado
Presidente e colegas, há velho adágio, brasileiro, que fala muito da nossa realidade. No passado, no presente e no futuro. Aos amigos tudo, aos inimigos a lei. Avanço democrático civilizatório, é considerar a lei quando emanada de fóruns com representatividade popular, ela deve valer para todos, sem exceção. No entanto, o que vemos neste parlamento, e em outras instâncias da sociedade, do dos poderes públicos é, o olhar sobre decisões da justiça, decisões legislativas, decisões dos executivos de acordo com o interesse de classe. A lei é boa quando me favorece, a decisão é ruim quando afeta meus interesses econômicos. E assim vamos caminhando num olhar com os óculos do interesse de classe. O que é até compreensível numa sociedade de classes. O olhar mais amplo da justiça, e não da desigualdade, do interesse público e não do interesse particular, do que atende às necessidades das maiorias invisibilizadas desse país, e não as minorias de sempre privilegiadas, até quando detidas a tratamentos diferenciados como se vê agora, no caso do general Braga Neto, Ali ele tem 4 refeições, televisão, geladeira, isso não é estendido nem mesmo aqueles que têm nível universitário, que aliás, é 1 distinção a meu juízo muito equivocada. Devia ter condições dignas, claro, pra qualquer apenado em regime prisional, mas não a exceção pra quem teve possibilidade de estudar mais ou mais oportunidades na vida. Aliás, esses são os que mais deviam agir de acordo com a constituição do Brasil. Essa sim, emanada de acenso de movimentos populares, de momento singular e precioso da nossa história. A constituição de 1988 é a mais democrática que o Brasil já teve. E o nosso desafio como legisladores é fazer a constituição descer do papel da intenção, da proclamação pra vida real, pra ação, pro concreto do cotidiano das nossas pessoas. Alguém já disse que no Brasil cumprir a lei seria revolucionário. Mas nós vemos castas privilegiadas, setores no judiciário, no estamento militar, na na própria justiça, nos executivos, que são apaniguados, protegidos e beneficiados. Nós ainda temos muita trilha a percorrer pra se fazer pouco mais de justiça nesse país. Que em 2025, nós consigamos dar passos efetivos nessa direção. E que o Natal para cristãos ou não seja o do nascimento dessa busca da verdade da justiça. Nós entendemos que, para a maioria dos cristãos, dos que se dizem cristãos, é importante notar que Jesus não nasceu num palácio, não nasceu dentro das estruturas de poder do seu tempo, mas sim na palestina dominada pelo império romano, num espaço em que não havia lugar para eles sequer na hospedaria, filho de José e de dona Maria, completamente despojado num. Vou encerrar a presença, num estábulo e ali para os cristãos vem o príncipe da paz, o arauto da justiça, o Deus entre nós, Emanuel, Deus conosco, que deve servir pra nos motivar na busca de 1 sociedade menos desigual, menos injusta, menos privilegiada, menos raivosa, menos orienta, menos discriminatória. Esse é o desafio colocado pra todos. Obrigado presidente.




