PLENÁRIO
Sobre o Evento
Sessão da Câmara com vários deputados falando, troca de mesa e diversas votações sob a presidência de Arthur Lira.
Deputado
Presidente, senhores deputados, senhoras deputadas, num ano que ficou marcado pela tragédia sócio ambiental do Rio Grande do Sul, é impressionante a incapacidade do parlamento brasileiro de dar as respostas necessárias pra questão das mudanças climáticas. E é impressionante ainda, porque eu fiz esse discurso quando esse projeto aqui tramitou inicialmente, que no senado, o projeto tenha sido piorado. E isso é mais impressionante ainda. O clima já mudou. A adaptação é inescapável. E a transição energética de verdade, é imperativo da vida no planeta. Este talvez seja o tema mais importante sobre o qual nós deveríamos estar nos debruçando. E o que a gente tem aqui não é, não é projeto de transição energética, Não é. O que temos aqui são medidas absolutamente tímidas de financiamento para projetos supostamente sustentáveis, que não mudarão a lógica como tratamos a energia EAA organização da economia na nossa sociedade. É verdade que os desafios são enormes, mas as respostas precisam ter mínimo de ousadia, de caminhar na direção correta de forma decisiva, e não apenas de encontrar formas de financiamento pra projetos que envolvem gás natural, incineração de lixo, e não fazem de verdade o processo de transição energética justa e democrática. A preocupação aqui é exportar hidrogênio verde, é continuar apostando em soluções de mercado, pra 1 sociedade em que o mercado está nos levando para a extinção. Esta é a gravidade de assunto como esse. Não dá sequer pra tratar de emenda por emenda, porque de todas as emendas tem 1, bem 1 emenda café com leite simplesinha, apenas 1, que melhora o projeto. Por isso, com a mesma convicção que votei contrário a este projeto quando por aqui ele passou pela primeira vez, votarei contrária as emendas do Senado, aquelas acolhidas e aquelas rejeitadas, porque elas pioram o projeto com exceção de apenas 1, que não muda o sentido principal da urgência do que temos que discutir e espero que ano que vem a gente caminhe nesse sentido. De fato, 1 transição energética justa, que considere as comunidades já existentes, que que consideram 1 outra forma de relação, não só com a natureza, mas entre as próprias pessoas e com o bem viver, e a gente possa caminhar para a sobrevivência, porque do jeito que vai, não estamos caminhando no caminho certo não. Calma aí. Declaro




