PLENÁRIO
Sobre o Evento
Sessão da Câmara com vários deputados falando, troca de mesa e diversas votações sob a presidência de Arthur Lira.
Deputado
Presidente, estou sentindo cheiro de sangue no plenário em relação a essa votação viu? O governo está pouco nervoso, só votou só o requerimento procedimental sem compromisso de votar o mérito, tenho visto alguns apelos à mesa diretora em relação à votação permanecer no dia de hoje. Então eu não sei se estou vendo alguns deputados também já, o plenário está começando a se esvaziar, o pessoal está colocando o pantufa indo pra casa. Não sei se o governo de fato tem a segurança necessária pra votar essa matéria. E aliás eu nem vejo o que que sobrou da gente votar dessa matéria, eu nem culpo deputado muito qualificado, colega de bancada, deputado Moses, pelo resultado do processo porque o próprio material que o governo mandou pra ele trabalhar já era muito ruim. Fundeb tem impacto 0 no orçamento. Se a gente for tratado do abono salarial, impacto 0 pelo menos até 2026. Se a gente for falar da questão das emendas que foi tratada inicialmente pelo governo, impacto 0. Se a gente for falar de criação de novos incentivos, também impacto 0 porque novos incentivos já não estão sendo criados. Então, assim, não sobrou praticamente nada do que aquilo que foi anunciado inicialmente, que já era ruim, que já era baixo por parte do ministro Haddad, depois vem texto absolutamente esvaziado. Falam sobre super salários, mas na prática o texto também não muda absolutamente nada. Remete para 1 lei ordinária e a gente já sabe que esse plenário na legislatura passada, deliberou sobre lei ordinária com mais de 30 exceções pra militares, pro Ministério Público e pro Judiciário. E eu sei bem, quando o clima está ruim para as carreiras que recebem super salários, porque eu fui autor da emenda anti privilégio na legislatura passada, e eu sei que quando não tem juiz, quando não tem promotor batendo na porta do meu gabinete, é porque o super salário está sendo preservado. E é exatamente isso que está acontecendo agora. Primeiro, com a aprovação da emenda constitucional, o contexto que ela está hoje, todas as resoluções do CNJ, do CNP, que garantem salários ilegais e inconstitucionais, com impacto de mais de 12000000000 de reais ao ano do bolso do trabalhador mais pobre, vão ser mantidos. Mais do que isso, no estado de São Paulo a gente tem agora a criação da folga por acúmulos de função, o que pode levar na prática até 120 dias de férias, que depois são vendidas em convertidas em indenização, sujeito não paga previdência, não paga imposto de renda, recebe limpo, muitas vezes contracheque de milhão, milhão e meio de reais e nisso o governo Lula, o governo PT, não se mexe. Mais do que isso, privilégios tributários pra grandes empresários. Ontem, nós votamos a favor destaque do PSOL, pra acabar com privilégios pra grandes empresários e o PT votou contra. Votou contra elite empresarial que recebe dinheiro público do trabalhador mais pobre. Então presidente, dado o clima da noite, acho melhor a gente encerrar por aqui pro governo não terminar com 1 derrota que eu estou me solidarizando com eles. Presidente, tempo de líder do




